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ASPECTOS IMPORTANTES A SEREM ABORDADOS SOBRE AS LEISHMANIOSES

Anotações de Parasitologia sobre leishmanioses: agentes e distribuição; vetores e transmissão; ciclo e evolução; manifestações cutânea, mucosa e visceral (esplenomegalia, hepatomegalia, citopenias); diagnóstico (raspagem, Montenegro, medula, sorologia); tratamento: antimoniais, anfotericina B.

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Giovanna Rêgo 
3º Semestre - Farmácia 
Disciplina de Parasitologia 
Profª Silvana 
As leishmanioses 
 
1- Agente etiológico no Brasil 
- Leishmaniose cutânea: 
-> Leishmania (L.) amazonenses 
Aparece por volta da bacia amazônica 
-> Leishmania (V.) guyanensis 
Aparece por volta do norte do Brasil (Amapá, 
Roraima, Pará, Amazonas,etc) 
 
- Leishmaniose cutâneo-mucosa (tegumentar): 
-> Leishmania (V.) brasiliensis 
Aparece em todo o Brasil 
 
- Leishmaniose visceral (Calazar): 
-> Leishmania chagasi 
Aparece no Nordeste e Minas Gerais 
 
2- O vetor 
- Espécies importantes na transmissão: 
-> Leishmaniose cutânea e cutânea-mucosa: 
Lutzomyia pessoai; L. intermedia; e L. whitamani 
 
-> Leishmaniose visceral (Calazar): 
Lutzomyia chagasi 
 
- Como ocorre a transmissão para o homem: 
A transmissão para o homem ocorre a partir da 
picada do Lutzomyia sp. Em sua saliva está o 
agente etiológico em sua forma 
promastigota/amastigota e ataca os macrófagos 
humanos. 
 
3- A evolução da doença no homem 
- Ciclo evolutivo: 
O inseto realiza a picada no humano, os 
parasitas são inoculados em sua forma 
promastigota, onde atacam o macrófago. No 
macrófago, eles são fagocitados e formam o 
fagolisossomo e lá não são identificados pela 
célula. Dentro do fagolisossomo, se 
multiplicam por divisão binária e se 
transformam para a sua forma intracelular, 
a amastigota. Em certo momento, a célula 
sofre lise, infectando outros macrófagos e 
podendo ser sugados por outro mosquito, 
voltando ao início do ciclo novamente. 
Giovanna Rêgo 
3º Semestre - Farmácia 
Disciplina de Parasitologia 
Profª Silvana 
 
 
- Desenvolvimento das lesões: 
 Na leishmaniose cutânea e mucosa: 
(órgãos e tecidos afetados) 
Feridas causadas por: 
-> L. amazonensis (cutânea): 
✓ Lesões nodulares fechadas na pele 
✓ Grande quantidade de macrófagos 
✓ Grande quantidade de parasitos 
 
-> L. guyanensis (cutânea) 
✓ Múltiplas pequenas úlceras com 
grande quantidade de exsudato 
(líquido proveniente de inflamação) 
✓ A ferida também pode ser chamada 
por “úlcera que chora” 
✓ Poucos parasitos na região 
✓ Muitos linfócitos 
 
-> L. braziliensis (cutâneo-mucosa) 
✓ Metástase na mucosa nasal e na 
boca, é onde os parasitas se 
proliferam 
✓ Destruição do septo nasal e do 
palato 
 
 
 Na leishmaniose visceral: (tropismo pelo 
sistema monocítico fagocitário (SMF) – 
linfonodos, fígados, baço. Medula óssea 
/ doença normalmente confundida com 
a leucemia porquê?) 
Ao ser inoculado, o parasito se dissemina 
pelo sistema linfático, atacando os 
linfonodos e gerando inchaço. Também 
invade as vísceras, principalmente as 
com grande teor de macrófagos como o 
baço, linfonodos, fígado, etc. destruindo 
os seus macrófagos que 
consequentemente gera uma queda no 
sistema imunológico. Tudo isso debilita o 
paciente e ocasiona o recrutamento de 
outras células de defesa como linfócitos, 
macrófafos, células plasmáticas e 
outras, também ocasionando uma 
hiperplasia (aumento do número de 
células em um órgão ou tecido). 
Algumas alterações ocasionadas pelo 
parasito da Leishmania visceral são a 
esplenomegalia (hiperplasia do baço pois 
Giovanna Rêgo 
3º Semestre - Farmácia 
Disciplina de Parasitologia 
Profª Silvana 
lá se concentra muitas células linfócitas), 
hepatomegalia (infiltração nos 
hepatócitos – a fibrose no tecido 
hepático ocasiona a hipertensão portal 
que leva à ascite, edema comumente 
chamado de “barriga d’água”), poliadenia 
(inchaço generalizado nos linfonodos) e 
hipoplasia no setor formador de células 
do sangue (plaquetas, hemácias, 
linfócitos, etc) na medula óssea, levando 
a leucopenia, plaquetopenia e anemia. As 
últimas alterações citadas levam a 
confusão da leishmaniose visceral com a 
leucemia. 
 
 
 
4- Aspectos gerais sobre o diagnóstico 
-> Leishmaniose cutânea ou cutâneo-mucosa: 
Existe duas possibilidades de diagnóstico: 
1- Direta 
Consiste na raspagem das bordas das lesões. 
Neste método, realiza-se a procura pelas 
formas amastigotas. 
2- Reação de Montenegro 
Consiste na reação de hipersensibilidade 
tardia (teste intradérmico). Para detectar 
como positivo, precisa ocorrer a formação 
de pápula ou nódulo em cerca de 48 à 72 
horas. Se for a Leishmaniose cutânea difusa, 
pode aparentar negativo por conta do 
sistema imune comprometido. 
-> Leishmaniose visceral (Calazar) 
1- Clínico 
Consiste em saber se o paciente estava em 
área de risco e observação de sintomas 
aparentes. 
2- Direto 
Punção de medula óssea para procurar 
parasitos. 
3- Sorologia 
Imunofluorescência indireta e ELISA. 
 
5- Características do tratamento 
1- Antimoniais pentavalente 
Principal medicamento usado contra a 
leishmaniose. 
Exemplo de maior uso: Gucantime ® 
2- Pentamidinas 
São muito tóxicas. 
Usadas somente se os antimoniais 
pentavalentes não funcionarem. 
3- Anfotericina B 
Antifúngicos que também funcionam para 
leishmaniose. 
Gera muitos efeitos colaterais 
Usada somente se os antimoniais 
pentavalentes não funcionarem. 
 
Giovanna Rêgo 
3º Semestre - Farmácia 
Disciplina de Parasitologia 
Profª Silvana 
4- Distribuição geográfica 
- Leishmaniose cutânea: 
Por volta da bacia amazônica e por volta do norte 
do Brasil (Amapá, Roraima, Pará, Amazonas, etc). 
- Leishmaniose cutânea-mucosa (tegumentar): 
Por todo o Brasil. 
- Leishmaniose visceral (calazar): 
Por volta do Nordeste e Minas Gerais. 
 
5- Situação no Brasil 
- O Maranhão, é o estado com mais casos 
confirmados em 2017, 2018 e 2019 
- No período de menos de 3 anos (2017 à 
meados de 2019) houveram 1677 casos 
- Pará e Minas Gerais estavam 
respectivamente atrás do Maranhão em 
relação ao número de casos porém com uma 
grande diferença entre seus números (463 
casos a menos) 
Os 5 estados com mais casos de leishmaniose 
visceral no Brasil 
Estados 2017 2018 2019* Total 
Maranhão 
789 
casos 
703 
casos 
185 
casos 
1677 
casos 
Pará 
540 
casos 
518 
casos 
156 
casos 
1214 
casos 
Minas 
Gerais 
768 
casos 
331 
casos 
115 
casos 
1214 
casos 
Ceará 
340 
casos 
327 
casos 
101 
casos 
768 
casos 
Bahia 
274 
casos 
251 
casos 
80 
casos 
605 
casos 
Fonte: Sinan - Ministério da Saúde 
*(Até 24 de julho) 
 
- O combate à leishmaniose é responsabilidade de 
cada município maranhense 
- A leishmaniose é uma doença cíclica, com 
períodos de aumento de casos. 
- O transmissor vetorial da doença encontra no 
Maranhão todos os fatores climáticos e 
ambientais para o seu desenvolvimento. 
Fonte: G1 
https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2019/08/10/maranhao
-lidera-casos-de-leishmaniose-visceral-do-pais.ghtml

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