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CARBOIDRATOS ➢ Molécula mais abundante no planeta. ➢ Fornecem uma significante fração de energia na dieta da maioria dos organismos. ➢ Base da nutrição animal. ➢ Os animais não são capazes de sintetizar carboidratos a partir de substratos simples não energéticos, precisando obtê-los por meio da alimentação, produzindo CO2 (excretado para a atmosfera), água e energia (utilizados nas reações intracelulares). ➢ Os vegetais são autossuficientes na produção de carboidratos. Já os animais precisam alimentar-se de células vegetais (ou de animais herbívoros) para obter glicose e O2, para produzir energia para suas reações metabólicas. ➢ Importante fonte de energia para as células. ➢ “Seres verdes” capturam a energia da luz solar. Os outros seres que dependem direta ou indiretamente dos “seres verdes”. ➢ Atua como estoque de energia. ➢ São os principais produtores de energia sob a forma de ATP, cujas ligações ricas em energia são quebradas sempre que as células precisam de energia para as reações bioquímicas. ➢ A função energética é a principal função dos carboidratos, com todos os seres vivos (exceção dos vírus) possuindo metabolismo adaptado ao consumo de glicose como substrato energético. ➢ Algumas bactérias consomem dissacarídeos (ex=lactose) na ausência de glicose, porem a maioria dos seres vivos a utiliza como principal fonte energética. ➢ Componente estrutural dos organismos. ➢ A parede celular dos vegetais é constituída por um carboidrato polimerizado – a celulose. ➢ A carapaça dos insetos conte quitina, um polímero que da resistência extrema ao exoesqueleto, ➢ As células animais possuem uma série de carboidratos circundando a membrana plasmática que dão especificidade celular, estimulando a permanência agregada das células de um tecido – o glicocálix. ➢ Nos vegetais a reserva energética é o amido, polímero de glicose. Nos animais, há o glicogênio, também polímero de glicose, porem com uma estrutura mais compacta e ramificada. ➢ Componentes de membrana mediando comunicação intercelular. ➢ Podem ser antígenos de superfície celular. ➢ Associados com proteínas e lipídeos. ➢ Parte do DNA, RNA e coenzimas ➢ Formam uma cadeia linear de átomos de carbono ligados entre si. ➢ Possuem grupamentos hidroxila ligados nesses carbonos. ➢ Carboidratos = oses = açúcar. ➢ Aldose e Cetose. ➢ Glicose = 6C = aldoehexose. ➢ Frutose = 7C = cetohexose. ➢ Carboidratos são sintetizados através da fotossíntese. ➢ CO2 são fixados na forma de glicose através da utilização da energia da luz solar. Assim, junta os 6 carbonos em uma molécula só, a energia é convertida em forma molecular, contida na molécula, tornando-a energética. Na quebra da glicose, libera energia, essa energia é utilizada pelos seres vivos. ➢ A molécula de carboidrato fornece também reconhecimento celular, tem papel estrutural, a celulose permite a estrutura dos vegetais. As duas células estão se “reconhecendo” por receptores de ambas as células que estão se ligando. Esse reconhecimento está sendo mediado por moléculas de carboidrato. Isso também acontece com hormônios, vírus... ➢ A presença desses açucares são muito importantes por causa da sua diversidade e especificidade. ➢ Nos animais é estocada em forma de energia para ser utilizada mais tarde, formando o glicogênio, os grânulos de glicogênio (pontinhos pretos). ➢ Nos vegetais é estocada nos grânulos de amido. CARACTERÍSTICAS ➢ Cadeia carbonada não ramificada. ➢ Ligações C-C simples. ➢ 1 carbono ligado ao oxigênio através de dupla ligação (grupo carbonila). ➢ Na extremidade: aldeído. ➢ Na outra posição: cetona. ➢ Quimicamente são poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas, ou substâncias que, hidrolisadas originam esses compostos. ➢ Fórmula geral → (CH2O)n ex: glicose C6H12O6 ➢ Alguns carboidratos, entretanto, possuem em sua estrutura nitrogênio, fósforo ou enxofre não se adequando, portanto, a fórmula geral. ESTRUTURA ➢ Monossacarídeos: unidade funcional dos carboidratos. Unidade funcional. Uma molécula. ➢ Dissacarídeos: duas unidades. (A ligação entre eles é chamada de ligação glicosídica. ➢ Polissacarídeos: mais de duas unidades de monossacarídeos. MONOSSACARÍDEOS ➢ Aldeídos ou cetonas com um ou mais grupos de hidroxila na molécula. ➢ Um dos carbonos é unido por dupla ligação a um oxigênio para formar a carbonila. ➢ Numero de carbonos (3 a 9) = trioses, tetroses, pentoses, hexoses, heptoses. ➢ Nas aldoses, a glicose e a galactose são muito importantes. ➢ O carbono quiral é importante pois ao mudar a posição da OH e do H, gera a possibilidade de dois isômeros. ➢ Para saber se é uma D-glucose ou L-glucose, se olha para o carbono mais distante “o último” e no lado que estiver é hidroxila da o nome D ou L. ➢ Frutose + glicose = sacarose, importante para os vegetais. ➢ Assimetria – centro quiral. ➢ 2^n = número de isômeros. PIRANOSES E FURANOSES ➢ Monossacarídeos de 5 ou mais carbonos estão na forma cíclica – furanoses (5C) e piranoses (6C). ➢ A ciclização faz com que o carbono do grupo da carbonila fique assimétrico: assim, dependendo da posição hidroxila ele pode ser alpha ou beta. ALPHA E BETA GLICOSE ➢ Primeira: linear. ➢ Em solução aquosa, a D-glucose (primeira) não fica sempre dessa forma, a molécula se dobra (segunda), e a hidroxila acaba tendo um par de elétrons e acaba atacando o carbono de maneira nucleofiilica. ➢ Na hora que o ataque acontece, eu tenho uma ligação covalente entre o Oxigênio e o carbono 1, e essa dupla ligação se desfaz virando uma ligação em uma hidroxila. ➢ Depende o lado que acontece, a hidroxila fica posicionada para baixo ou para cima. Assim, o carbono virou alpha ou beta. ➢ OH para baixo → alpha. ➢ OH para cima → beta. ➢ O açúcar fica abrindo e fechando. DISSACARÍDEOS ➢ São dois monossacarídeos ligados por uma ligação O-glicosídica: grupo hidroxil de 1 açúcar reage com o carbono anomérico de outro açúcar (formação de acetal). ➢ 2 a 10 monossacarídeos conectados por meio de ligações glicosídicas. ➢ Um grupo de hidroxila de açúcar reage com o carbono anomérico de outra molécula de açúcar. O 3 sempre ficará fechado, o 4 se estiver livre continuará abrindo e fechando. Açúcar redutor. Uma grande quantidade de uma molécula redutora no sangue faz com que ela tenha uma maior possibilidade de modificar outras moléculas. Nos diabéticos, muita glicose no sangue. POLISSACARÍDEOS ➢ Polímeros de cadeiras com 10 ou mais monossacarídeos de estrutura linear ou ramificados. ➢ Diferem na identidade dos monossacarídeos, comprimento da cadeia, grau de ramificação e tipo de ligação. ➢ Podem ser homo ou heteropolissacarídeos. ➢ Amido: polissacarídeo composto por resíduos de glicose. Funciona como substância de reserva para muitas planas e o grânulo de amido é uma mistura de dois polissacarídeos: amilose e amilopectina ➢ Amilose: macromolécula constituída de 50 a 5000 resíduos de glicose, ligadas por pontes glicosídicas α-1,4, que conferem à molécula uma estrutura helicoidal. ➢ Amilopectina: macromolécula menos hidrossolúvel que a amilose, constituída por mais de 10^6 resíduos de α- 1-4. Ocorrendo também ligações α-1-6 (a cada 24 a 30 resíduos). A amilopectina constitui, aproximadamente, 80% dos polissacarídeos existentes no grão do amigo. ➢ Glicogênio: polissacarídeo de armazenamento de glicose nos animais. Com ligações α-1,4 e 1,6.; Mais ramificado (ramificação a cada 8 a 12 resíduos de glicose) e compacto que o amido. O seu destino é converter-se em glicose à medida que o organismo necessita. ➢ Celulose: substância fibrosa. Cadeia longa de beta-glicose(ligações beta-1,4) É o principal componente da estrutura das plantas (parede celular). Não é digerível pelos animais. Os cupins e o gado podem digerir a celulose da madeira e da grama porque há bactérias em seus tratos digestivos que produzem a enzima a enzima celulase, que hidrolisa a ligação beta-glicosídica na celulose. ➢ Quitina: semelhante a célula em estrutura e função. Cadeia longa de “N-acetil-beta-D-glicosamina” (ligações beta-1,4). É o principal componente estrutural do exoesqueleto dos invertebrados → crustáceos (camarões e lagostas) e insetos. Também ocorre em paredes celulares de algas, fungos e leveduras. ➢ Fibras: “fibra alimentar” é uma fração complexa composta por um conjunto de componentes presentes nos alimentos vegetais, representados pela soma de lignina e polissacarídeos (celulose, hemicelulose, pectina, mucilagem e goma), sendo estes classificados segundo a sua solubilidade em água, como solúveis ou insolúveis. A fibra se constitui basicamente de componentes da parede celular resistentes às enzimas secretadas pelos animas. Hemiceluloses: são polissacarídeos complexos encontrados nas paredes das células vegetais, em estreita associação com celulose e lignina. São moléculas menores que a celulose, constituídas principalmente por unidades de xilose, arabinoses, galactose, manose e ramnose. Lignina: um polímero rígido derivado dos aminoácidos fenilalanina e tirosina. Pectinas: são ácidos pectíneos (cadeias de ácidos D-galacturônicos) solúveis em água e que formam soluções coloidais. Gomas: são polissacarídeos exsudados pelas plantas com a finalidade de cobrir ferimentos existentes em frutos e troncos de árvore evitando o ataque de microrganismos. ➢ Bioetanol: derivado da cana de açúcar espremida, o caldo contém a sacarose que é fermentada em etanol. O que sobra, o bagaço, contém a celulose. Se conseguir transformar celulose em glicose livre há um rendimento muito maior. Os animais que conseguem fazer isso são os cupins, fungos e ruminantes. ➢ Pectína: é um polissacarídeo presente nas paredes celulares das plantas que produzem sementes. Funcionam em combinação de celulose e hemicelulose para material de cimentação celular. Fica localizada entre a membrana plasmática e fibras de celulose, são rigidez (como cimento). Dureza quando verde e amadurece (enzimas pectinases começam a se expressar durante o amadurecimento e hidrolisam a pectina), assim a parede fica mais macia, amolecida. ➢ Peptídeoglicanos : estrutura de bactérias gram +. São moléculas de peptídeos ligados à açucares (cadeias de açúcares + cadeias peptídicas = se unem linearmente formando pentaglinanos. Dão resistência as bactérias, tornando-as mais rígidas e assim, suportam a pressão osmótica extracelular. A lisozima que esse polissacarídeo e hidrolisa as ligações glicosídicas, é antibacteriana, assim, rompe a parede celular das bactérias, fazendo com que elas “explodam”. Um exemplo disso é penicilina, ela inibe a transpectinase, assim, a bactéria fica sem resistência e se rompe. ➢ Glicoproteínas: junção da parte glicídica + proteína. Estão presentes na porção extracelular da membrana plasmática, formando o glicocálix. Tendem a ter uma composição variável de carboidratos, assim, associados a membrana a membrana para reconhecimento. ➢ Açúcares ligados a proteínas podem ser: N glicosídica ou O glicosídica. ➢ Aminoácidos que tem cadeia lateral OH: açúcar ligado a proteína por O glicosídica. ➢ Açúcar ligado a aminoácido que tenha cadeia com grupamento amino é N glicosídica. ➢ Açúcares quando ligados a proteínas, se tornam Glicoproteínas. Essas se ligam nas cadeias laterais dos aminoácidos. ➢ Os aminoácidos que têm OH (O glicosídica) ou amino livre (através do nitrogênio é N glicosídica – Uma enzima que liga o açúcar a proteína em células eucariontes. ➢ Açúcares ligados a lipídeos = glicolipídios. ➢ Aminoácidos que fazem crosslink, apenas se unem, depois se quebram e acontece a morte celular pela parte glicídica da parede celular. ➢ Lipopolissacarídeos: são lipídeos ligados a açucares, com camada espessa, o glicocálix. Da diversidade ao açúcar da parte extracelular.