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BURSITES
Vitória Figueiredo Meneghetti
Medicina UNIDAVI
7° Fase
INTRODUÇÃO 
As bursas são estruturas em forma de saco com a parede formada por tecido 
sinovial que se localizam entre tecidos moles e proeminências ósseas, com a função 
de proteção desses tecidos do atrito e da pressão sobre o osso.
Existem diversas bursas sinoviais no corpo humano e as bursites mais comuns na 
prática médica são as:
● Subacromial (subdeltoidea).
● Olecraniana.
● Isquiática.
● Trocantérica.
● Pré patelar.
INTRODUÇÃO 
FISIOPATOLOGIA
-> Alguns casos estejam associadas à artrite reumatoide, à gota ou à infecção (bursite 
séptica). 
-> Bursite séptica: deve ser prontamente reconhecida (dor intensa, rubor acentuado, 
febre) e tratada com aspiração e antibióticos. 
-> O germe mais comum da bursite séptica é o Staphylococcus aureus.
As bursites geralmente são causadas pelo trauma repetitivo.
QUADRO CLÍNICO
A suspeita de uma bursite vem do aparecimento de:
● Dor bem localizada em um ponto, correspondente a uma bursa conhecida. 
-> É diferenciada da artrite, pois nesta última, a dor é generalizada pela articulação e 
piora com seus movimentos, além de haver sinais de derrame articular.
CLASSIFICAÇÃO
BURSITES
Bursite Subacromial
Bursite Olecraniana
Bursite Isquiática (Glútea)
Bursite Trocantérica
Bursite Pré Patelar (“Joelho da Empregada Doméstica”)
Bursite Anserina
Bursite Retrocalcânea
BURSITE SUBACROMIAL
BURSITE OLECRANIANA
-> Comum em indivíduos que sustentam peso frequentemente sobre os cotovelos 
(estudar com os cotovelos apoiados, colocar tapetes). 
-> Esta bursite pode ser causada também por:
● Gota.
● Artrite reumatoide.
● Infecção (bursite séptica), geralmente após trauma com pequenas abrasões na pele. 
-> O diagnóstico é clínico, pela presença de um abaulamento na região olecraniana.
A bursite olecraniana traumática é um processo 
insidioso por lesão repetitiva.
BURSITE OLECRANIANA
A cronificação dessa bursite é caracterizada pelo espessamento da bursa e 
redução dos sinais de flogose. 
-> O tratamento dos casos não infecciosos é feito:
- Evitando-se a fricção e a pressão sobre os cotovelos (ex.: não usar os cotovelos para 
levantar da cama).
- Crioterapia.
- AINE. 
A resolução dos sintomas ocorre em poucas semanas. Na bursite crônica, a 
bursectomia olecraniana pode ser indicada.
BURSITE OLECRANIANA
BURSITE ISQUIÁTICA (GLÚTEA)
Existe uma bursa sobre a tuberosidade isquiática da pelve, proeminência óssea 
sobre a qual o peso do corpo é transferido quando sentamos. 
-> Esta bursite é mais comum nos alfaiates e tecelões, ou qualquer pessoa que fica muito 
tempo sentada mantendo o peso do corpo predominando em uma das nádegas. 
-> O tratamento é conservador (AINE, crioterapia, infiltração de corticoide).
BURSITE ISQUIÁTICA (GLÚTEA)
BURSITE TROCANTÉRICA
Existem duas bursas:
● Bursa trocantérica superficial.
● Bursa trocantérica profunda.
-> A bursite trocantérica é uma causa frequente de dor no quadril, causada pelo atrito da 
flexão e extensão repetitiva da coxa durante a deambulação. 
-> Fatores de risco: distúrbios da marcha, doença lombo-sacra, diferença de comprimento 
dos membros inferiores, sacroileíte, osteoartrite de quadril, dor crônica no joelho. 
As bursas trocantéricas localizam-se entre a superfície do trocânter 
maior do fêmur e o tendão do glúteo médio e banda iliotibial. 
BURSITE TROCANTÉRICA
-> Diagnóstico é suspeitado pela dor na região lateral da coxa (ao nível do trocânter maior 
do fêmur), exacerbada pela deambulação e pela digitopressão. A confirmação é feita pelo 
pronto alívio após injeção de lidocaína na bursa trocantérica.
-> Tratamento é feito com:
● AINE.
● Crioterapia.
● Exercícios de alongamento do quadril.
● Infiltração com corticoide é reservada para os casos refratários.
● Correção do distúrbio da marcha, se possível, é medida fundamental.
BURSITE TROCANTÉRICA
BURSITE PRÉ PATELAR
-> É suscetível ao trauma pelo hábito de se ajoelhar repetidamente (ex.: para limpar o 
chão).
-> A clínica se apresenta com dor e abaulamento localizados na região patelar. 
-> O tratamento é conservador: 
● Evitar ajoelhar-se.
● AINE.
● Crioterapia.
● Aspiração da bursa.
A bursa pré patelar localiza-se anteriormente à patela. 
BURSITE PRÉ PATELAR
BURSITE ANSERINA
-> Esta bursite é mais comum vir associada à osteoartrite de joelho e pode contribuir para 
a dor nesses pacientes. 
-> Atividades do tipo correr e subir escadas podem predispor a este tipo de lesão.
-> O tratamento é conservador: crioterapia, AINE, repouso, infiltração de corticoide e 
lidocaína nos casos refratários ou muito sintomáticos.
A bursa anserina localiza-se na porção medial da tíbia, sob a 
inserção dos tendões dos músculos do jarrete
BURSITE ANSERINA
BURSITE RETROCALCÂNEA
-> Ocorre pela fricção do calcâneo contra a parte traseira do calçado. 
-> Pode se associar à síndrome de Haglund. 
-> O tratamento inclui:
AINE.
● Crioterapia.
● Alteração do calçado.
● Infiltração de corticoide deve ser desencorajada, pelo risco de rotura do tendão de 
Aquiles.
● Cirurgia é indicada nos casos refratários.
Ocorre pela fricção do calcâneo contra a parte traseira do calçado. 
BURSITE RETROCALCÂNEA

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