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Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
1 
 
 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
2 
 
 
 
 
1. Lesões nos Tecidos (ósseo, muscular e ligamentar).................................................................3 
2. Princípios da Consolidação e da Reabilitação das Fraturas......................................................8 
3. Principais Lesões de Membros Superiores..............................................................................11 
3.1 Lesões de Ombro...............................................................................................................11 
3.1.1 Lesão no manguito rotador.................................................................................11 
3.1.2 Bursite.................................................................................................................12 
3.1.3 Capsulite adesiva.................................................................................................12 
3.1.4 Luxação Glenoumeral anterior............................................................................13 
3.1.5 Síndrome do impacto subacromial......................................................................14 
3.2 Lesão de Cotovelo..............................................................................................................15 
3.2.1 Epicondilite..........................................................................................................15 
3.3 Lesões de Punho e mão.....................................................................................................15 
3.3.1 Síndrome do Túnel do carpo...............................................................................15 
3.3.2 Dedo em Gatilho.................................................................................................16 
3.3.2 Tenossinovite de De Quervain............................................................................16 
3.4 Lesões na Coluna vertebral...............................................................................................16 
3.4.1Hérnia de disco....................................................................................................16 
3.4.2 Espondilolistese..................................................................................................17 
3.4.3 Osteofitose – Bico de papagaio..........................................................................18 
4. Principais Lesões de Membros Inferiores...............................................................................20 
4.1 Lesões de Quadril..............................................................................................................20 
4.1.1 Osteoartrose de quadril......................................................................................20 
4.1.2 Impacto Femoroacetabular................................................................................20 
4.2 Lesões de Joelho...............................................................................................................21 
4.2.1 Lesão de menisco...............................................................................................21 
4.2.2 Osteoartose de joelho........................................................................................22 
4.2.3 Dor femoropatelar..............................................................................................23 
4.3 Lesão de Tornozelo............................................................................................................23 
4.3.1 Entorse de Tornozelo..........................................................................................23 
4.4 Lesão de Pé........................................................................................................................25 
4.4.1 Fascite Plantar.....................................................................................................25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
3 
 
 
 
Tecido Ósseo 
As fraturas ósseas são definidas como a quebra da 
continuidade na arquitetura de um osso, resultando na 
perda de sua integridade mecânica. Elas podem ser 
classificadas de acordo com as suas características e 
peculiaridades, com intuito de ajudar a definir 
prognósticos, tratamentos e complicações esperadas 
de cada fratura. Diferentes classificações existem 
dependendo do osso fraturado, da região do osso 
fraturado, do tipo de trauma e do autor ou época 
adotada na classificação. 
Como as classificações das fraturas geralmente 
derivam de três principais características possíveis: 
(localização anatômica da fratura, exposição ou não 
ao ambiente e tipo ou morfologia do traço da fratura). 
A classificação do sistema AO para fraturas de ossos 
longos, é um importante norteador de traços e 
gravidades de fraturas. Esse sistema de classificação se 
baseia na seguinte subdivisão de tipos: 
• A representa fraturas com traços simples, com 
apenas uma linha de fratura; 
• B representa fraturas em cunha (com três ou mais 
fragmentos, em que os dois maiores fragmentos 
mantêm contato); 
• C representa uma fratura complexa (com três ou 
mais fragmentos, em que os dois maiores 
fragmentos não mantêm contato. 
Cada tipo de fratura é subdividido em três grupos em 
ordem de gravidade. 
 
 
 
Localização Anatômica 
A fratura é nomeada em função de sua localização no 
osso acometido, podendo ocorrer na diáfise, na 
metáfise, na epífise ou acometer uma ou mais faces 
articulares. Nesses casos, são classificadas como 
fraturas diafisárias, metafisárias e epifisárias, 
respectivamente. 
Exposição da Fratura (Fechada ou aberta) 
Para os casos em que não há a ruptura da pele expondo 
o osso ou os tecidos moles ao meio exterior, dá-se o 
nome de fratura fechada. As fraturas fechadas são 
mais comuns que as fraturas abertas e estão associadas 
a um melhor prognóstico quando comparadas a estas. 
 Em contrapartida, as fraturas abertas, em que há a 
ruptura da pele, costumam estar associadas a maiores 
índices de complicações, como infecções, 
Lesões nos Tecidos 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
4 
 
consolidações viciosas e comprometimentos 
neurovasculares. O sistema de classificação modificado 
de gravidade das fraturas expostas, descrito por 
Gustilo-Anderson, leva em consideração esses fatores 
e ordena em tipos I, II e III esses traumas, por ordem de 
gravidade. 
 
Morfologia (Tipos de Fraturas) 
As mais comuns são: 
• Fratura por avulsão: decorrente de uma grande 
força de tração gerada por um tendão ou 
ligamento em uma determinada porção óssea. 
 
• Fratura cominutiva: com múltiplos fragmentos 
ósseos (dois ou mais) que ficam desorganizados no 
foco da fratura. 
 
• Fratura por compressão: é um tipo de fratura 
cominutiva em que há a compressão de dois ou 
mais fragmentos ósseos. 
 
• Fratura com deslocamento: em que um dos 
segmentos ósseos foi deslocado e há a perda da 
comunicação entre o periósteo dos dois lados. 
 
• Fratura espiral: o traço da fratura se projeta de 
forma espiral ao longo da diáfise. Em geral, 
ocorrem forças de torção. 
 
• Fratura em galho-verde: fratura incompleta em 
que uma das corticais do osso fica lascada e a outra 
permanece conectada, porém deformada. Mais 
comum em crianças. 
 
• Fratura longitudinal: o traço da fratura se projeta 
ao longo do eixo longitudinal do osso, não 
rompendo o periósteo de maneira significativa. 
 
• Fratura oblíqua: o traço da fratura se projeta de 
forma oblíqua ao eixo longitudinal do osso. Em 
ossos longos, são consideradas oblíquas as fraturas 
com um ângulo do traço da fratura maior que 30° 
em relação ao seu eixo. 
 
• Fratura transversal: o traço da fratura se projeta 
transversalmente à diáfise, com um ângulo do 
traço danão rompendo o periósteo de
maneira significativa;
Fratura oblíqua: o traço da fratura se projeta de
forma oblíqua ao eixo longitudinal do osso;
Fratura transversal: o traço da fratura se projeta
transversalmente à diáfise;
Fratura flutuante: quando ocorre fratura em dois
ossos longos, ficando a articula ção sem sustentação.
As fraturas ósseas são definidas como a quebra
da continuidade na arquitetura de um osso,
resultando na perda de sua integridade mecânica.
Localização anatômica da fratura;
Exposição ou não ao ambiente;
Tipo ou morfologia do traço da fratura.
Principais características possíveis: 
Sistema AO para fraturas de ossos longos
A - representa fraturas com traços simples, com apenas uma
linha de fratura; 
B - representa fraturas em cunha (com três ou mais
fragmentos, em que os dois maiores fragmentos mantêm
contato);
C - representa uma fratura complexa (com três ou mais
fragmentos, em que os dois maiores fragmentos não
mantêm contato. 
Diáfise;
Metáfise;
Epífise.
Localização Anatômica
A fratura é nomeada em função de
sua localização no osso acometido,
podendo ocorrer na: 
Fechada: não há a ruptura da pele;
Aberta/exposta: há ruptura da pele.
Exposição da Fratura
Morfologia (Tipos de Fraturas)
Fraturas traumáticas: Ossos saudáveis que não
apresentam alteração em sua composição natural que
sofrem um trauma mecânico;
Fraturas patológicas: O osso saudável é enfraquecido
por alguma patologia de base, geralmente sistêmica.
Etiologia das Fraturas
@fisio.stephanebispo
3
LESÃO MUSCULAR
As lesões musculares são a causa mais frequente de
incapacidade física na prática esportiva. Estima-se
que 30 a 50% de todas as lesões associadas ao
esporte são causadas por lesões de tecidos moles. 
 Contusões;
Estiramentos;
 Lacerações. 
As lesões musculares podem ser causadas por:
Contusões
Estiramento
Estiramentos e contusões leves (grau I)
Estiramentos e contusões moderadas (grau II)
Estiramento ou contusão grave (grau III)
Classificação
Representam uma lesão de apenas algumas fibras
musculares com pequeno edema e desconforto
Provocam um dano maior ao músculo com evidente
perda de função (habilidade para contrair).
Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa
do músculo e resultando em virtualmente completa
perda de função muscular e dor intensa.
A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um
excessivo estiramento das miofibrilas e,
consequentemente, a uma ruptura próxima à junção
miotendínea.
A cicatrização do músculo esquelético segue uma
ordem constante - Contusão, estiramento ou
laceração. Três fases estão envolvidas neste
processo: destruição, reparo e remodelação. 
Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e
posterior necrose das miofibrilas, pela formação do
hematoma no espaço formado entre o músculo roto
e pela proliferação de células inflamatórias.
Fase 2: reparo e remodelação – consiste na
fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das
miofibrilas e na produção concomitante do tecido
cicatricial conectivo, assim como a neoformação
vascular e crescimento neural.
Fase 3: remodelação – período de maturação das
miofibrilas regeneradas, de contração e de
reorganização do tecido cicatricial e da recuperação
da capacidade funcional muscular. Como as
miofibrilas são fusiformes e muito compridas, há um
risco iminente de que a necrose iniciada no local da
lesão se estenda por todo o comprimento da fibra. 
Diagnóstico
Exame Clínico
• Quadro clínico
• Mecanismo da lesão
• Palpação
• Avaliação física/funcional
→ Exame de Imagem: USG,
tomografia, ressonância magnética.
@fisio.stephanebispo
4
LESÃO LIGAMENTAR
Os ligamentos são estruturas com pouca elasticidade
compostas por tecido fibroso que tem como principal
constituinte o colágeno, e que possuem a principal
função de estabilizar passivamente as articulações. 
Geralmente, as estruturas ligamentares mais acometidas
encontram-se nas articulações do tornozelo e joelho.
Ligamento talo-fibular anterior (TFA): Evita a
inversão;
Ligamento calcâneo-fibular: Limita a dorsiflexão
extrema;
Ligamento talo-fibular posterior: Limita a inversão.
Na articulação do tornozelo, a lesão com maior
frequência é a entorse em inversão, acometendo
principalmente os ligamentos:
Ligamento Cruzado Anterior: Evita a translação
anterior da tíbia em relação ao fêmur;
Ligamento Cruzado Posterior: Evita a translação
posterior da tíbia em relação ao fêmur;
Ligamento Colateral Medial: Evita o estresse em
Valgo;
Ligamento Colateral Lateral:Evita o estresse em Varo.
Na articulação do joelho, existem quatro grandes
ligamentos que são mais acometidos por lesões são:
1º grau – Entorse do ligamento sem instabilidade;
2º grau – Entorse com instabilidade detectável, porém
com continuidade das fibras;
3º grau – Ruptura completa do ligamento. 
Classificação
Dor;
Edema;
Dificuldade de exercer o movimento completo;
Instabilidade na descarga de peso.
Sintomas
Inflamação: Primeiras horas;
Proliferação: 1 - 6 semanas;
Remodelação: 6 semanas – 12 meses.
Cicatrização Ligamentar
A lesão ligamentar normalmente está relacionada a traumas,
podendo ser direto (por exemplo acidente com autos ou
motos) ou mecanismos rotacionais, evoluindo com dor,
aumento de volume, episódios de “falseio” e pode estar
associada a lesão meniscal ou de múltiplos ligamentos.
@fisio.stephanebispo
5
LESÃO DO MANGUITO ROTADOR
O manguito rotador é o grupo de músculos e tendões que
se inserem na região proximal do úmero (osso do braço). 
É formado por 4 músculos do ombro: o subscapular, o
supraespinhal, o infraespinhal e o redondo menor.
A principal função do manguito rotador é estabilizar e
centralizar a cabeça umeral no soquete articular, a
cavidade glenoidal. A lesão do manguito rotador é a causa
mais comum de dor no ombro. 
Sua duração - (aguda ou crônica);
Seu Tamanho - (parciais, totais ou extensas) ;
Sua etiologia - (traumática ou degenerativa). 
As lesões do manguito rotador podem ser descritas de
várias maneiras, de acordo com:
Fatores mecânicos;
Fatores ambientais;
Biológicos ou intrínsecos;
Fatores traumáticos;
Fatores genéticos.
 Há diversos fatores que podem causar lesão, como:
Dor em região antero-lateral;
Fraqueza;
Dor noturna;
Dificuldade em levantar ou arremessar. 
Sintomas:
Lesão Pequena 5cm
Cofield (Lesão Total do Manguito Rotador)
Baseado na maior dimensão da rotura
Diagnóstico
Pode ser feito por meio de exame clínico do paciente,
amparado por exames de imagem, principalmente a
ultrassonografia e a ressonância magnética do ombro. 
O uso de radiografias do ombro pode fundamentar o
diagnóstico diferencial, excluindo outras doenças.
Tratamento
O tendão desses músculos pode inflamar ou romper
parcial ou totalmente e o tratamento vai depender da
gravidade da ruptura e da dor. Se a ruptura for
incompleta, vai cicatrizar sozinha, desde que não
interfira nas atividades do dia a dia da pessoa. 
Lesões parciais: nessas lesões a inserção está de
alguma forma mantida, porém, ou a parte de cima do
tendão, ou a parte de baixo do tendão (lesão parcial
articular) ou as fibras no meio do tendão (lesões
intrasubstanciais) estão lesionadas.
Lesões completas/totais/transfixantes: nessas
lesões o tendão está completamente
desgrudado/desinserido do osso. Essas lesões podem
ser classificadas como pequenas, médias, grandes ou
extensas.
As lesões do manguito podem ser divididas em:
@fisio.stephanebispo
6
BURSITE
Bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa
contendo líquido que funciona como amortecedor
entre ossos, tendões e tecidos musculares. A
bursite ocorre principalmente nos ombros
Traumatismos;
Infecções;
Lesões por esforço;
Uso excessivo das articulações;
Movimentos repetitivo;
Artrite;
 Gota.
Principais causas:
A sua função é a de facilitar o movimento,
amortecer impactos e reduzir a fricção entre as
articulações. Quando uma bolsa torna-se infectada,
traumatizada, ou ferida é referido como bursite.
 A inflamação da bolsa causa:
Dor, rubor e inchaço
Medicamentosa:Analgésicos, anti-
inflamatórios e Corticóides;
Fisioterapia: Visa promover analgesia,
mobilização articular, liberação e
posteriormente ganho de ADM.
Tratamento
Predominantemente conservardor, dividido
em duas fases:
Dor em todo o ombro, especialmente na parte
superior;
Dificuldade em levantar o braço acima da cabeça,
devido à dor;
Fraqueza muscular em todo o braço afetado;
Pode haver sensação de formigamento local que
irradia por todo o braço.
Principais Sintomas
A bursite trocantérica afeta lugares como os
quadris, enquanto a bursite subacromial
acontece debaixo dos ombros. A bursite no
quadril e a bursite no ombro são as variedades
mais comuns dessa doença, que também pode
afligir cotovelos e joelhos, por exemplo.
 Crônica, onde o paciente acaba sofrendo por
toda a vida; 
Aguda, onde seus sintomas se apresentam
durante um determinado período do tempo e
podem diminuir até sumir. 
A bursite pode ser:
@fisio.stephanebispo
7
CAPSULITE ADESIVA
A Capsulite Adesiva, conhecida
popularmente como “ombro congelado”, é
um quadro que se caracteriza por limitação
dos movimentos e intensa dor no ombro.
A capsulite adesiva é provocada por
uma inflamação da cápsula que
reveste a articulação do ombro.
Acomete cerca de 3 a 5% da população geral;
A doença torna-se mais frequente a partir dos 55 anos,
sendo rara antes dos 40 anos de idade;
Mais comum em mulheres;
Estudos mostram que o ombro do braço não dominante é
ligeiramente mais susceptível à capsulite adesiva;
Em cerca de 10% dos pacientes, o ombro contralateral
também torna-se doente dentro de um intervalo de 5 anos.
Epidemiologia
 Primário ou Idiopático: ocorre a contratura capsular
que aparece após mínimo ou nenhum trauma e tem um
processo fibrótico intrínseco na cápsula; 
Secundário (intrínseco ou extrínseco): ombros rígidos
que apresentam etiologia conhecida (pós-traumáticos,
pós-infecciosos, imobilização prolongada).
Pode ser classificado em:
1.
2.
Fase 1 (Inflamatória / Dolorosa): insidiosa,
gradual, mal localizada, com perda lenta e
progressiva da mobilidade passiva e ativa do
ombro, sintoma principal a dor. Apresenta
duração de 2 a 6 meses.
Fase 2 (Rigidez): limitação da mobilidade,
principalmente rotação externa, elevação até
100 graus, com dor leve e persistente. Esta
fase pode variar de 6 a 24 meses.
Fase 3 (Remissão da doença
"Descongelamento") retorno gradual dos
movimentos de forma lenta e progressiva ao
longo de meses. O período de duração pode
variar de 6 a 12 meses.
Evolução clínica 
 Caracteriza-se por 3 fases: 
Idade acima de 50 anos;
Traumas na região do ombro;
Imobilização prolongada do braço;
Cirurgias (não necessariamente do ombro);
Diabetes Mellitus;
Hipotireoidismo e Hipertireoidismo;
Doenças autoimunes;
AVC.
Fatores de Risco:
Dor;
Incapacidade funcional.
Sintomas:
@fisio.stephanebispo
8
LUXAÇÃO GLENOUMERAL
ANTERIOR
A luxação glenoumeral anterior é a mais comum
(93% a 97%) dentre os casos de luxação
glenoumeral nas emergências hospitalares, sendo 
Mais frequente em indivíduos do sexo masculino
com idade entre 20 e 30 anos. 
Epidemiologia
É definida como o movimento de
translação anterior da cabeça do úmero
para fora da cavidade glenóide.
Fisiopatologia
Acontece quando há falha ou insuficiência
mecânica das estruturas responsáveis pela sua
estabilidade (principalmente os componentes do
manquito rotador) frente às forças externas. 
Dor elevada acompanhada de impotência
funcional;
Espasmo muscular intenso;
Leve depressão do membro superior, sendo capaz
de identificar o "sinal da dragona" (pequena com-
cavidade) logo abaixo do acrômio.
Quadro Clínico
Após a primeira luxação, a evolução clínica do ombro
lesado geral mente é caracterizada por:
Em 90% dos casos, ela está associada a episódios
traumáticos durante a prática esportiva, quedas,
impacto corpo a corpo violento, movimento de tração
vigorosa do membro superior para trás.
Relacionados à condição de instabilidade
multidirecional da articulação glenoumeral devido à
frouxidão da cápsula articular;
Pode estar associado a fatores congênitos ou pela
exposição de microlesões sofridas ao longo do tempo.
Causas
Lesões Associadas
Lesão de Bankart: a mais encontrada (associada a 90% dos
casos) e acontece quando o labrum glenoidal é deslocado na
sua porção ântero-inferior durante a luxação, podendo ser
acompanhada de avulsão óssea em 5% dos casos.
 
Lesão de Hill-Sachs: caracterizada pela depressão da cortical
óssea na porção póstero-lateral da cabeça do úmero,
ocorrendo em 35% a 40% dos casos. Ambos os casos também
es- tão associados a maior predisposição para lesões recidivas.
Deve ser feito através do exame radiográfico.
A imobilização do ombro irá oferecer maior cicatrização;
O tratamento cirúrgico geralmente é indicado quando há lesões
associadas, ou quando o tratamento conservador não resolveu.
Diagnóstico e Tratamento
Promover alívio de dores;
Ganho de amplitude de movimento;
Restabelecimento da estabilidade do ombro;
Fortalecimento do manguito rotador
Melhora do controle neuromuscular.
Fisioterapia
@fisio.stephanebispo
9
Síndrome do
Impacto
SÍNDROME DO IMPACTO
SUBACROMIAL
É definida como a compressão anormal das
estruturas (tendões do manguito rotador, porção
longa do tendão do bíceps braquial, bursa
subacromial e porção superior da cápsula articular)
encontradas entre a porção superior da cabeça do
úmero e o arco coracoacromial (espaço subacromial),
capaz de levar a alterações degenerativas
É considerada uma das lesões mais comuns do
ombro (40-60%);
Afeta geralmente trabalhadores e atletas que
realizam o movimento de elevação do ombro acima
de 90° repetidamente;
Prevalência superior em mulheres e idade entre 40
e 50 anos.
Epidemiologia
Multifatorial;
Fatores intrínsecos - (hipovascularização
tendínea do supraespinhal);
 Fatores extrínsecos - (insuficiência dos
músculos do manquito rotador, desequilíbrio
do REU (discinese escapular);
Sempre associados ao movimento repetitivo
de elevação em abdução ou flexão do
ombro acima de 90°.
Causas
Quadro clínico
O indivíduo pode apresentar dor intensa na região anterior
do ombro comumente relatada como "fisgada", que piora
durante o movimento de abdução ativa entre 60° e 120°
ou quando está dormindo, associada a rigidez articular e
sensação de fraqueza dos músculos do ombro. 
Estágio 1: Caracterizado por dor aguda,
hemorragia e edema (reversíveis), causados pelo
movimento repetitivo;
Estágio 2: Evidente processo inflamatório
crônico e intermitente, acarretando fibrose com
espessamento da bursa subacromial e tendinite
do manguito rotador;
Estágio 3: Já se encontram roturas parciais ou
totais dos tendões do manguito rotador ou
bíceps braquial associado a alterações ósseas.
É dividida em três estágios
Nos estágios l e ll,, o tratamento conservador
aparece como primeira opção;
N estágio lll, a intervenção cirúrgica é mais
indicada devido ao nível de comprometimento
tecidual irreversível.
Tratamento
Divide-se em tratamento conservador e abordagem
cirúrgica. 
Teste de Neer;
Testes Clínicos
Teste de Hawkins-Kennedy.
 
@fisio.stephanebispo
10
EPICONDILITE
EPICONDILITE LATERAL EPICONDILITE MEDIAL
A epicondilite ocorre quando os tendões do cotovelo
apresentam degeneração, às vezes referido como
tendinopatia ou tendinoses. Atualmente, o termo mais
empregado é epicondilalgia, pois o processo patológico
de base é a degeneração tendínea e não inflamação.
Também é conhecida como “cotovelo do tenista”
 É a epicondilite mais comum como também é a
causa mais comum de dor no cotovelo, podendo
afetar anualmente até 3% da população adulta.
Sua ocorrência é igual entre homens e
mulheres;
Incidência maior entre 35 e 50 anos, com
preferência pelo membro dominante.
Mecanismo de lesão: Ocorre pela lesão no tendão na
região do epicôndilo lateral, em decorrência de
movimentos repetitivos de extensores de punho.
Dor ao movimento de preensão ou extensão
do punho;
Dor ao toque logo abaixo do epicôndilo lateral;
Sintomatologia:
Conservador;
Anti-inflamatórios;
Fisioterapia;
Adaptação funcional.Tratamento:
Também é conhecida como “cotovelo do golfista”
Mecanismo de lesão: Ocorre pela lesão 
 do tendão na região do epicôndilo medial, em decorrência
de movimentos repetitivos de flexores de punho.
É bem mais rara, sendo também menos
estudada e de tratamento mais difícil;
Acomete igualmente homens e mulheres na
faixa etária produtiva;
75% dos casos ocorrem no membro dominante.
Sintomatologia: Dor um pouco abaixo do
epicôndilo medial, piorada por movimento de
preensão e movimentação do punho.
Tratamento: mesma linha de indicação da Epicondilite
Lateral, a diferença é que tanto o tratamento não-
operatório quanto o operatório tem piores resultados.
@fisio.stephanebispo
11
Teste de Phalen;
Teste de Tinel.
Testes Clínicos
Síndrome do Túnel do Carpo
A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia
compressiva mais comum na população adulta,
acometendo principalmente as mulheres.
Aguda, secundariamente a um trauma;
Forma gradual, que é a forma mais frequente.
Pode ocorrer de forma:
Conservador (imobilização por no máximo, Gelo,
calor, posteriormente mobilização e fortalecimento);
Anti-inflamatórias não-esteroidais;
Fisioterapia;
 Cirúrgico - cirurgia aberta ou endoscopia 
Tratamento
Geralmente se iniciam à noite;
Dor e formigamento;
Parestesia nos quatros primeiros dedos e nos
punhos, dor no braço, fraqueza para realizar
movimentos finos;
Hipoestesia no território do nervo mediano;
Fraqueza muscular ou perda funcional da
capacidade de pinça entre o polegar e os dedos,
com queda frequente de objetos;
Sintomas
Ocorre, geralmente, em trabalhadores que
desempe nham tarefas que envolvem
movimentos repe titivos das mãos, tais
como digitação, operação em máquinas e
linha de montagem. 
O estresse ergonômico e fatores
psicossociais também favorecem o
desenvolvimento dessa síndrome.
Causas
@fisio.stephanebispo
12
DEDO EM GATILHO
O dedo em gatilho é um tipo de tendinopatia estenosante na qual há um
encarceramento do tendão na sua passagem pelo túnel osteofibroso, com
subsequente espessamento da bainha sinovial e formação de um nódulo.
Anti-inflamatórios;
Corticoide local;
Fisioterapia - Calor superficial;
Cirurgia.
Tratamento
Queixa de lentidão;
Dificuldade para realizar extensão;
Pode progredir para queixas de travamento;
Contratura da articulação interfalangiana proximal (IFP).
Sintomas
É frequente entre pessoas com artrite reumatoide ou diabetes;
Uso repetitivo das mãos;
Causas
@fisio.stephanebispo
13
TENOSSINOVITE DE
DE QUERVAIN
Corresponde à hipertrofia do retináculo, espessamento da membrana sinovial, aderências,
degeneração da matriz celular e ausência de processo inflamatório ativo dos tendões do
abdutor longo e extensor curto do polegar.
O espessamento é devido principalmente a uma combinação de movimentos repetitivos que
envolvem pronação e supinação do antebraço, desvio ulnar e radial do punho e abdução
e/ou extensão do polegar.
Fisioterapia;
Órteses;
Medidas farmacológicas: como injeção de
corticosteroides e anti-inflamatórios;
Orientações ergonômicas e modificação de
atividades são fundamentais para o
sucesso do tratamento conservador;
Cirurgia.
Tratamento
Causa comum de dor no pulso;
 Adultos ativos entre 30 e 50 anos; 
Afeta predominantemente a mão dominante. 
É 6 a 10 vezes mais prevalente em mulheres
do que em homens;
 Incidência é maior em certas profissões
como: donas de casa, empregadas de limpeza,
costureiras e pianistas. 
Epidemiologia
Início gradual de dor ou sensibilidade no
estilóide radial;
Pode ser acompanhada de inchaço;
Diminuição da amplitude de movimento de
abdução e extensão na primeira articulação
carpometacarpiana;
Dor com ativação isométrica.
Sintomas
Feito com base nos sintomas clínicos, em
combinação com o exame físico. 
O teste mais utilizado para o diagnóstico
é o teste de Finkelstein.
Diagnóstico
@fisio.stephanebispo
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Classificação
HÉRNIA DE DISCO
Disco Intervertebral: O papel do
disco é único, pois ele opera
como um sistema osmótico e
avascular, mantendo os corpos
vertebrais adjacentes juntos, e,
ao mesmo tempo, afastando-os.
A hérnia de disco, também chamada de hérnia discal
ou protusão discal, é um problema da coluna vertebral
que provoca compressão dos nervos, causando dor,
fraqueza e perda de sensibilidade em um dos membros. 
Inflamação: proteínas do núcleo pulposo extravassam,
geram edema (inchaço) e irritação dos nervos próximos.
Compressão mecânica: fragmentos do disco podem
exercer efeito mecânico contra os nervos.
Com a degeneração do disco intervertebral pode haver
produção de sintomas. Os mecanismos são:
Idade: risco entre os 35 e 50 anos de idade.
Gênero: homens são mais acometidos.
Atividade laboral: trabalhos pesados,
especialmente com carga.
Obesidade: aumenta a sobrecarga lombar.
Fumo: reduz o fluxo de sangue para os discos,
facilitando a degeneração.
Histórico familiar: há fator hereditário na
degeneração discal.
Fatores de risco
Antiinflamatórios;
Analgésicos;
Corticóide oral na fase aguda;
Relaxantes musculares;
Antidepressivos e anticonvulsivantes;
Infiltração epidural para diminuir dor e inflamação;
Cirurgico - Técnica Minimamente Invasivas:
discectomia endoscópica é a mais utilizada.
Tratamento
Dor;
Perda da sensibilidade;
Formigamento;
Fraqueza em um dos membros.
Sintomas
@fisio.stephanebispo
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ESPONDILOLISTESE
A espondilolistese é uma condição em que afeta
a coluna vertebral e ocorre quando uma vértebra
da coluna vertebral se desloca deslizando para
frente, o que faz com que a coluna fique
desalinhada e cause uma compressão dos nervos.
Malformações congênitas da coluna;
Pancadas ou traumas na coluna;
Doenças da coluna ou dos ossos: como
osteoporose ou câncer;
Complicação após uma cirurgia na coluna;
Prática de esportes.
Principais causas:
Espondilolistese degenerativa:
escorregamento acontece pela degeneração
do disco e das articulações e acomete
principalmente o seguimento entre a quarta e
a quinta vertebras lombares. 
Espondilolistese ístmica: acontece por uma
falha semelhante a uma fratura em uma
determinada região da vértebra e é mais
frequente entre a última vértebra lombar e o
sacro. 
Existem ainda outros tipos menos frequentes:
congênita, devido a defeitos presentes ao
nascimento; traumática, devido a fraturas e
metabólica em decorrência de doenças
ósseas que tornam a coluna mais frágil.
Tipos:
A espondilolistese degenerativa é 4 vezes mais
comum nas mulheres em relação aos homens
com uma incidência em torno de 8% e 2%
respectivamente. 
A espondilolistese ístmica acomete cerca de 4%
das crianças sendo mais comum nos meninos.
Incidência:
Dor (podendo ser local e/ou irradiada);
Dificuldade para andar;
Dificuldade de coordenar os movimentos;
Parestesia;
Espasmos musculares.
Sintomatologia:
Analgésicos e antiiflamatórios;
A fisioterapia, correções posturais e os exercícios
de fortalecimento do tronco são importantes no
tratamento e prevenção das dores. 
A restrição de determinados esportes;
Tratamento
@fisio.stephanebispo
16
OSTEOFITOSE 
BICO DE PAPAGAIO
Com o desgaste da articulação vertebral (degeneração do
disco intervertebral), acontece a instabilidade do segmento
da coluna, e assim micromovimentação de forma anormal.
 Na tentativa de estabilizar e fusionar este nível doente da
coluna, o corpo humano faz crescer osso. 
Assim, ocorre a formação óssea nas bordas articulares, à
frente e/ou para ao lado do disco intervertebral. 
O “bico de papagaio” ou osteofitose se
manifesta quando os ligamentos e as cartilagens
que envolvem as vértebras se calcificam, como
forma de estabilizar a estrutura desgastada.
Idade; 
Hereditariedade; 
Má postura; 
Obesidade; 
Sedentarismo; 
Fraturas; 
Doenças reumáticas.
Causas:
Todos esses fatorestambém contribuem
para desgastar as articulações e podem
levar à calcificação vertebral. É um processo
irreversível e progressivo, mas 90% dos
casos são leves e têm controle mais fácil. 
Dor forte localizada nas costas ou que irradia até à
coxa, principalmente quando se movimenta;
Sensação de formigamento nas pernasquando se
desenvolve na região lombar ou nos braços caso se
localize na cervical;
Diminuição da força muscular e rigidez;
Limitação dos movimentos com a coluna.
Sintomas:
A avaliação clinica e o levantamento da história
de vida do paciente; 
Exames de imagem como raios X, tomografia
computadorizada e ressonância magnética.
Diagnóstico:
O tratamento pode ser conservador, com a adoção de
novos hábitos, como boa postura, juntamente com
prática de atividade física pode auxiliar no alívio das
dores;
Pode ser Cirúrgico, é recomendado quando o paciente
apresenta dano neurológico súbito e quando a coluna
evidenciar sinais de desalinhamento progressivo com
dor intensa. Este tipo de cirurgia habitualmente requer
o uso de enxertos ósseos e implantes. 
Tratamento:
@fisio.stephanebispo
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OSTEOARTRITE DE QUADRIL
Osteoartrite é o mesmo que osteoartrose,
artrose ou doença articular degenerativa. Esta
doença causa degeneração das cartilagens,
sendo que é muito comum surgir no quadril.
Dor;
Rigidez articular matinal;
Crepitação óssea;
Fraqueza muscular;
Limitação na ADM articular;
Alterações funcionais.
Sintomas:
O Colégio Americano de Reumatologia (ACR)
estabeleceu critérios que são comumente utilizados
para o diagnóstico da OA de quadril na prática clínica.
Idade > 50 anos
Rigidez matinal do quadril ≤ 60 minutos
Dor durante a rotação medial do quadril
Rotação medial do quadril ≥ 15º
Dor +
Artrite reumatoide,
Espondilite anquilosante;
Diabetes;
Artrite séptica;
Displasia do quadril;
Traumatismo no local ou traumatismo
de repetição (corrida).
Fatores de risco:
 Sentar-se e levantar-se de uma cadeira durante
30 segundos;
 Teste de caminhada rápida de 40 metros;
 Teste de subir e descer degraus.
Diagnóstico Funcional
Em 2013, foi publicado um consenso que abordou os
testes baseados em desempenho recomendados pela
OARSI para a avaliação de OA de quadril e joelho:
 
1.
2.
3.
Conservador: A primeira linha de tratamento da OA
de quadril envolve o tratamento não medicamentoso
(educação e programas estruturados de exercícios) e
o medicamentoso (fármacos anti-inflamatórios não
esteroides tópicos).
Cirúrgico: Quando não se tem resposta positiva com
o tratamento conservador a artroplastias da
articulação do quadril tornam-se necessária.
Tratamento:
@fisio.stephanebispo
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IMPACTO FEMOROACETABULAR
O impacto femoroacetabular é uma condição que
resulta em um contato anormal entre o osso proximal
do fémur e o acetábulo devido a alterações
morfológicas do osso do quadril. 
Isso cria uma força no labrum acetabular
desencadeando dor, desgaste e pequenas lesões
que podem produzir uma cascata de lesões condrais
e potenciais alterações degenerativas.
As estruturas mais afetadas são o labrum e a região
anterolateral da cartilagem articular do acetábulo e
as forças lesivas traduzem-se por compressão e
cisalhamento".
Existem dois tipos de lesão por impacto
femoroacetabular (IFA) descritos na literatura: a
lesão do tipo CAM e a lesão do tipo PINCER. 
Lesões do tipo CAM: a porção não esférica da cabeça
femoral entra em contato com a borda do acetábulo
(principalmente na flexão), gera uma abrasão de fora para
dentro da cartilagem a porção ântero-superior do acetábulo.
Em seguida, ocorre a avulsão do labrum e do osso
subcondral, progredindo para a degeneração da articulação.
Lesões do tipo PINCER: ocorre um contato linear entre a
borda do acetábulo e a junção cefalocervical. O labrum é
comprometido e, com o impacto frequente, ocorrem as
lesões condrais, que incluem a porção posteroinferior.
Dor na virilha e em atividades de vida diária;
Evolui para sensação de bloqueio da articulação;
Limitação para rotação interna;
Marcha claudicante.
Sinais e sintomas:
Não necessariamente a presença do IFA do tipo
CAM ou PINCER estará associado a dor ou qualquer
outra manifestação clínica. Em pacientes
sintomáticos, a principal queixa é:
Exame físico - testes irritativos, dentre eles o
FADIR (flexão + adução + rotação interna). 
Testes clínicos;
Exames de imagem - raio-X em diversas incidências,
tomografia computadorizada e ressonância nuclear
magnética.
Diagnóstico:
Conservador: é a primeira opção de tratamento e
é indicado para casos mais leves quando não há
lesões graves das estruturas. As lesões onde os
tecidos moles têm grande influência no quadro de
dor tendem a ter uma boa resposta com a
fisioterapia.
Cirúrgico: é indicado nos casos de falha no
tratamento conservador e tem como objetivo
corrigir anatomicamente a origem do problema,
isto é, o que está gerando o impacto. A cirurgia é
feita de forma minimamente invasiva, por via
artroscópica, apesar de suas limitações. Em alguns
casos, é necessário realizar cirurgia aberta.
Tratamento
@fisio.stephanebispo
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OSTEOARTRITE DE JOELHO
A osteoartrite (OA) é o processo degenerativo e
progressivo da cartilagem articular, de origem
multifatorial, inicia de forma insidiosa e assintomática,
com quadro clínico geralmente acima dos 50 anos de
idade, afeta principalmente articulações que
suportam o peso corporal, como as do joelho.
Primária ou idiopática, quando a doença é
desconhecida; 
Secundária, quando o indivíduo, em virtude de
algum fator extrínseco, como trauma, obesidade
ou má formação congênita, passa a apresentar a
osteoartrose.
Etiologia:
pode ser dividida em: 
Obesidade;
Idade (acima de 60 anos);
Fatores genéticos;
Sexo (mulheres são mais acometidas);
Microtraumas;
Distúrbios metabólicos;
Lesões articulares prévias;
Tarefas Ocupacionais repetitivas.
Fatores de risco:
Rigidez articular, fraqueza e instabilidade, pode
evoluir com deformidades, limitação e incapacidade
funcional na realização de atividades de vida diária.
A dor é a principal sintomatologia da doença e, quando
associada à:
As radiografias simples são os exames de imagem
mais utilizados para diagnóstico e planejamento
cirúrgico, baseando-se na classificação de
comprometimento da osteoartrite, elaborada por
Ahlback e modificada por Keyes e Goodfellow. 
A osteoartrite de joelho não tem cura e não existe
tratamento que retarde a evolução ou reverta o
processo patológico;
O principal objetivo do tratamento é aliviar os sintomas
e permitir que os portadores possam levar uma vida
normal, sem dor ou limitações de movimento;
Além disso, medicamentos, como ácido acetilsalicílico e
analgésicos comuns, como acetaminofeno ou dipirona,
podem ser úteis para tratar episódios isolados de dor.
Tratamento
Artroplastia (substituição parcial ou total da parte
destruída por uma prótese);
Artrodese (fusão cirúrgica de dois ossos, usada
principalmente na coluna);
Osteoplastia (retirada e limpeza cirúrgica da parte óssea
deteriorada);
Osteotomia (mudança do alinhamento ósseo através do
corte de partes ósseas).
Tratamento Cirurgico: As intervenções mais frequentes são:
@fisio.stephanebispo
20
DOR PATELOFEMORAL
Considerada uma das formas de dor mais comuns
no joelho;
 Afeta adultos, adolescentes e populações
fisicamente ativas em geral;
Representa entre 25-40% de todos os problemas
encontrados no joelho na prática clínica. 
Incidência
A DPF é considerada autolimitante e as pesquisas
têm mostrado que ela é frequentemente
recidivante, persistindo por muitos anos, sendo
causa da diminuição da prática esportiva.
A dor patelofemoral (ou femoropatelar) se
caracteriza por ser sentida na frente do joelho, ou
então uma dor profunda ou difusa, que tipicamente
é pior para movimentos de agachamento e subidas
ou descidas de planos inclinados ou escadas.
Fortalecimento inadequado da musculatura dos
membros inferiores, quadris e tronco;
Formato de joelho predisponente;
Lesões internas do joelho;
Padrões de movimento prejudiciais;
Intensidade de atividades acima da capacidade;
Aumento da intensidade de atividades físicas;
Sobrepeso.
A principal causa da dor patelofemoral é uma
sobrecarga da articulação. Isso pode ocorrer por:
creptos, rigidez no joelho, dificuldades para executar
atividades da vida diária e qualidade de vida baixa.
Apesar do sintoma dominante ser a dor, pacientes
frequentemente descrevem:O diagnóstico da DPF é um diagnóstico clínico,
primariamente baseado na dor anterior do joelho,
agravado pelas atividades de sobrecarga
patelofemoral.;
O melhor teste disponível é a dor causada durante a
manobra de agachamento;
Exames de imagem - pode ser útil para identificar
fontes potenciais de estímulos nociceptivos, tais
como lesões subcondrais, sinovites ou inflamação
do coxim gorduroso.
Diagnóstico 
É baseado na diminuição da sobrecarga da
articulação. Reabilitação é a principal medida a
ser tomada: fortalecimento, ativação muscular,
alongamentos, tratamento de movimentos
predisponentes;
Controle de peso é benéfico para aqueles
pacientes acima do peso ideal;
Medicamentos por boca ou intra-articulares
(infiltrações) podem ser usados no controle dos
sintomas quando necessário, mas sempre de
forma complementar ao trabalho de reabilitação.
Tratamento 
@fisio.stephanebispo
21
ENTOSE DE TORNOZELO
A Entorse de tornozelo é uma lesão ligamentar (dos ligamentos) que
ocorre, habitualmente, após uma torção no tornozelo. entorse ocorre
quando o ligamento é forçado acima da sua capacidade normal.
Existem dois tipos de entorse do tornozelo.
Entorse em Inversão do pé, que se define por forçar a articulação para o lado
de dentro (“o pé está preso ao solo pela carga e o corpo roda para fora”);
Entorse em eversão do pé (mecanismo contrário ao de inversão).
Mecanismo de Lesão: O principal mecanismo para
lesão ligamentar é a supinação ou inversão com flexão
plantar (entorse lateral do tornozelo), representando
cerca de 85% dos casos, mas ela também pode
acontecer pelo mecanismo de eversão.
Dor no pé - pode ser de leve a muito intensa;
O tornozelo começa a “inchar” (edema);
Pode surgir equimose local;
Área do tornozelo sensível ao toque;
Dor aumenta com os movimentos.
Sinais e sintomas 
Proteção, repouso, gelo, compressão e
elevação (PRICE);
Anti-inflamatórios;
Uma bandagem, tala, bota
especialmente desenhada ou gesso;
Fisioterapia.
Tratamento
@fisio.stephanebispo
22
FASCITE PLANTAR
A fascite plantar é a inflamação da fáscia plantar. A
fáscia plantar é uma banda espessa de tecido fibroso
que se estende desde o osso do calcanhar até aos
dedos dos pés. Esta banda está recoberta de gordura
para absorver choques e suporta a arcada plantar.
A fascite plantar é na maioria dos casos
unilateral, afetando tanto o calcanhar
esquerdo como o direito. 
A fascite plantar bilateral, ou seja, que afeta
os dois pés em simultâneo é menos frequente,
ocorrendo em cerca de um terço dos casos.
Calçados inadequados;
Lesões anteriores;
Dorsiflexão limitada do tornozelo;
Hiperpronação do pé;
Fraqueza da musculatura do pé;
Envelhecimento;
Suporte prolongado de peso;
Padrões posturais inadequados de
caminhada ou corrida.
Principais causas:
Dor no calcanhar - "pontada";
A dor possui um início insidioso e sem irradiação;
A dor tende a agravar ao subir escadas ou se o
doente permanecer de pé durante algum tempo;
A dor tende a aliviar com a deambulação (andar,
caminhar) e agrava com o repouso prolongado;
Em alguns casos pode ter inchaço.
Sintomas
Feito pelo médico ortopedista com base na
história clínica;
Radiografia (RX) do pé;
Cintigrafia óssea;
Estudo analítico;
Eletromiografia.
Diagnóstico
Evitar complicações futuras;
Alterações no estilo de vida;
Repouso e limitação de atividade física;
Palmilha ortopédica;
Bota walker ou órtese noturna;
Fisioterapia;
Medicamentos (ou remédio) anti-inflamatórios
Tratamento
@fisio.stephanebispo
23fratura menor que 30° em relação ao seu 
eixo. 
 
• Fratura flutuante: quando ocorre fratura em dois 
ossos longos, ficando a articula­ção sem 
sustentação. Essas fraturas estão frequentemente 
ligadas a traumas de grande energia. 
 
Etiologia das Fraturas 
As fraturas traumáticas geralmente ocorrem em ossos 
saudáveis que não apresentam alteração em sua 
composição natural, porém sofrem um trauma 
mecânico suficiente para causar a lesão do tecido 
ósseo. Traumas de trânsito são um dos principais 
responsáveis pelas fraturas traumáticas, e esse 
problema vem crescendo em países em 
desenvolvimento. Acidentes em estradas subiram da 
oitava para a sétima principal causa de anos vividos 
com incapacidade, levando-se em consideração todas 
as idades. 
Nas fraturas patológicas, o osso saudável é 
enfraquecido por alguma patologia de base, 
geralmente sistêmica, e sofre a fratura quando não é 
mais capaz de suportar uma carga mecânica que, em 
geral, se esperaria ser capaz de suportar. Como 
consequência, essas fraturas ocorrem com mais 
frequência em ossos que recebem carga 
constantemente ou com maior intensidade, como as 
vértebras e os ossos dos membros inferiores. Entre os 
exemplos mais comuns, estão as fraturas relacionadas 
à osteoporose e tumores ósseos. Todavia, outras 
doenças sistêmicas, como hipertireoidismo, diabetes 
melito e osteomalácia, podem interferir na capacidade 
de mineralização do osso, resultando em uma fratura 
em algum momento. 
As fraturas por estresse diferenciam-se das fraturas 
patológicas por ocorrerem em um osso saudável e das 
fraturas traumáticas tradicionais por não dependerem 
apenas de um evento de trauma específico. Elas são 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
5 
 
resultado de uma sobrecarga mecânica repetitiva, que, 
quando somada por longos períodos, pode levar o osso 
previamente sadio à falha mecânica. Ex: Corredores, 
militares e dançarinos são exemplos de populações 
que costumam apresentar essas lesões, devido às 
sobrecargas mecânicas constantes às quais são 
submetidos. As fraturas por estresse acometem 
geralmente os ossos dos membros inferiores, 
principalmente a tíbia, a fíbula e os metatarsos. 
Avaliação Cinético Funcional 
Analisar: o Tipo de fratura → fase de cicatrização óssea 
→ tratamento empregado (conservador ou cirúrgico) 
→ tipo de fixação → tempo desde a cirurgia→ idade do 
paciente → estado nutricional → tabagismo → 
presença de infecção, entre outras. 
• Traçar Objetivos de tratamento (curto, médio e 
longo prazo); 
• Prognóstico; 
• Potenciais fatores de risco para complicações. 
Tecido Muscular 
As lesões musculares são a causa mais frequente de 
incapacidade física na prática esportiva. Estima-se que 
30 a 50% de todas as lesões associadas ao esporte são 
causadas por lesões de tecidos moles. Apesar de o 
tratamento não cirúrgico resultar em bom prognóstico 
na maioria dos atletas com lesão muscular, as 
consequências da falha do tratamento podem ser 
dramáticas, postergando o retorno à atividade física 
por semanas ou até mesmo meses. 
Anatomia e biomecânica 
As fibras musculares geralmente se originam em um 
osso ou tecido conectivo denso e se inserem a outro 
osso através de uma inserção tendínea. 
Há músculos que atravessam uma ou mais articulações 
para gerar movimento. 
Os músculos com função tônica ou postural 
geralmente são uniarticulares, largos, planos, com 
velocidade de contração baixa e com capacidade de 
geração e manutenção de força contrátil grande. 
Geralmente estão localizados nos compartimentos 
mais profundos. 
Os músculos biarticulares têm velocidade de 
contração e capacidade para mudança de 
comprimento maiores, contudo, menor capacidade de 
suportar tensão. Geralmente estão localizados em 
compartimentos superficiais. 
Quanto à forma, os músculos fusiformes permitem 
uma maior amplitude de movimento, enquanto que os 
músculos penados têm maior força contrátil. 
O comprimento da fibra é um determinante 
importante da quantidade de contração possível no 
músculo. Como as fibras musculares geralmente 
apresentam distribuição oblíqua dentro de um ventre 
muscular, elas geralmente são menores do que o 
comprimento total do músculo. 
Mecanismos de lesão 
As lesões musculares podem ser causadas por 
contusões, estiramentos ou lacerações. 
• Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao 
esporte são contusões ou estiramento. 
• Já as lacerações musculares são as lesões menos 
frequentes no esporte. 
• A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um 
excessivo estiramento das miofibrilas e, 
consequentemente, a uma ruptura próxima à 
junção miotendínea. 
• Os estiramentos musculares são tipicamente 
observados nos músculos superficiais que 
trabalham cruzando duas articulações, como os 
músculos reto femoral, semitendíneo e 
gastrocnêmio. 
 
 (Contusão) (Estiramento) (Laceração) 
Classificação 
A atual classificação das lesões musculares separa as 
lesões entre leve, moderada e grave a partir dos 
aspectos clínicos revelados. 
• Estiramentos e contusões leves (grau I) 
representam uma lesão de apenas algumas fibras 
musculares com pequeno edema e desconforto, 
acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de 
força e restrição de movimentos. Não é possível 
palpar-se qualquer defeito muscular durante a 
contração muscular. Apesar de a dor não causar 
incapacidade funcional significativa, a manutenção 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
6 
 
do atleta em atividade não é recomendada devido 
ao grande risco de aumentar a extensão da lesão. 
 
• Estiramentos e contusões moderadas (grau II) 
provocam um dano maior ao músculo com 
evidente perda de função (habilidade para 
contrair). É possível palpar- -se um pequeno 
defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre 
a formação de um discreto hematoma local com 
eventual ecmose dentro de dois a três dias. A 
evolução para a cicatrização costuma durar de 
duas a três semanas e, ao redor de um mês, o 
paciente pode retornar à atividade física de forma 
lenta e cuidadosa. 
 
• Uma lesão estendendo-se por toda a sessão 
transversa do músculo e resultando em 
virtualmente completa perda de função muscular 
e dor intensa é determinada como estiramento ou 
contusão grave (grau III). A falha na estrutura 
muscular é evidente, e a equimose costuma ser 
extensa, situando-se muitas vezes distante ao local 
da ruptura. O tempo de cicatrização desta lesão 
varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão 
necessita de reabilitação intensa e por períodos 
longos de até três a quatro meses. O paciente pode 
permanecer com algum grau de dor por meses 
após a ocorrência e tratamento da lesão 
 
Fisiopatologia 
O que distingue a cicatrização da lesão muscular da 
cicatrização óssea é que no músculo ocorre um 
processo de reparo, enquanto no tecido ósseo ocorre 
um processo de regeneração. 
A cicatrização do músculo esquelético segue uma 
ordem constante, sem alterações importantes 
conforme a causa (contusão, estiramento ou 
laceração). Três fases foram identificadas neste 
processo: destruição, reparo e remodelação. As duas 
últimas fases (reparo e remodelação) se sobrepõem e 
estão intimamente relacionadas. 
1. Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e 
posterior necrose das miofibrilas, pela formação 
do hematoma no espaço formado entre o músculo 
roto e pela proliferação de células inflamatórias. 
 
2. Fase 2: reparo e remodelação – consiste na 
fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das 
miofibrilas e na produção concomitante do tecido 
cicatricial conectivo, assim como a neoformação 
vascular e crescimento neural. 
 
3. Fase 3: remodelação – período de maturação das 
miofibrilas regeneradas, de contração e de 
reorganização do tecido cicatricial e da 
recuperação da capacidade funcionalmuscular. 
Como as miofibrilas são fusiformes e muito 
compridas, há um risco iminente de que a necrose 
iniciada no local da lesão se estenda por todo o 
comprimento da fibra. Contudo, existe uma 
estrutura específica, chamada de banda de 
contração, que é uma condensação do material 
citoesquelético que atua como um “sistema 
antifogo. 
Uma vez que a fase de destruição diminui, o presente 
reparo da lesão muscular começa com dois processos 
simultâneos e competitivos entre si: a regeneração da 
miofibrila rota e a formação do tecido conectivo 
cicatricial. Uma progressão balanceada destes 
processos é pré-requisito para uma ótima recuperação 
da função contrátil do músculo. 
Diagnóstico 
Exame Clínico: 
• Quadro clínico 
• Mecanismo da lesão 
• Palpação 
• Avaliação física/funcional 
→ Exame de Imagem: USG, tomografia, ressonância 
magnética. 
Tecido Ligamentar 
Os ligamentos são estruturas com pouca elasticidade 
compostas por tecido fibroso que tem como principal 
constituinte o colágeno, e que possuem a principal 
função de estabilizar passivamente as articulações. 
Eles impedem os movimentos anormais dos ossos, 
ligando-os uns aos outros. 
Os ligamentos são compostos por feixes de fibras de 
colágeno compactados, orientados de forma paralela 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
7 
 
para proporcionar estabilidade das articulações no 
sistema musculoesquelético. 
O principal tipo de célula é o fibroblasto e eles são 
intercalados nos feixes paralelos de colágeno. Entre 
65% e 70% do peso total de um ligamento é composto 
de água. 
Em uma base livre de gordura, o colágeno tipo l é o 
principal constituinte (70-80% em peso seco) e é o 
principal responsável pela resistência à tração de um 
ligamento. O colágeno tipo III(8% em peso seco) e o 
colágeno tipo V (12% em peso seco) são outros 
componentes principais. 
Classificação 
• 1º grau – entorse do ligamento sem instabilidade; 
• 2º grau – entorse com instabilidade detectável, 
porém com continuidade das fibras; 
• 3º grau – ruptura completa do ligamento. 
 
Estruturas mais acometidas 
Geralmente, as estruturas ligamentares mais 
acometidas encontram-se nas articulações do 
tornozelo e joelho. 
Na articulação do tornozelo, a lesão com maior 
frequência é a entorse em inversão, acometendo 
principalmente os ligamentos: 
• Ligamento talo-fibular anterior (TFA): função de 
evitar a inversão; 
• Ligamento calcâneo-fibular: função de limitar a 
dorsiflexão extrema; 
• Ligamento talo-fibular posterior: função de limitar 
Já na articulação do joelho, existem quatro grandes 
ligamentos, sendo que os mais acometidos por lesões 
são: 
• Ligamento Cruzado Anterior: função de evitar a 
translação anterior da tíbia em relação ao fêmur; 
• Ligamento Cruzado Posterior: função de evitar a 
translação posterior da tíbia em relação ao fêmur; 
• Ligamento Colateral Medial: função de evitar o 
estresse em Valgo; 
• Ligamento Colateral Lateral: função de evitar o 
estresse em Varo. 
Sintomas 
• Dor; 
• Edema; 
• Dificuldade de exercer o movimento completo; 
• Instabilidade na descarga de peso. 
Cicatrização Ligamentar 
Inflamação 
• Primeiras horas: O local da lesão enche-se com 
eritrócitos, leucócitos e linfócitos. Os segmentos 
ligamentares tornam-se progressivamente mais 
friáveis com o acúmulo de fluido seroso na região. 
• 24h: Os monócitos e os macrófagos infiltram a 
região. Os fibroblastos começam a aparecer e, 
finalmente, tornam-se significativos em número. 
• 48-72h: Os fibroblastos produzem a matriz 
extracelular. 
Proliferação 
• 1 - 2 semanas: Os fibrócitos e os macrófagos se 
tornam numerosos. Fibras colágenas aleatórias e 
substância fundamental abundante são 
constatadas. Observa-se um frágil tecido de 
granulação vascular no local da lesão. À matriz 
extracelular continua a ser sintetizada por 
fibroblastos, Macrófagos, mastócitos e 
fibroblastos continuam predominando. Brotos 
vasculares aparecem na ferida para se comunicar 
com capilares existentes. A elastina é encontrada 
na região 
• 2 dias - 6 semanas: Ocorre a fase de proliferação, 
durante a qual estruturas celulares e matriz irão 
substituir o coágulo sanguíneo formado durante a 
inflamação. 
Remodelação 
• 6 semanas – 12 meses: Macrófagos e fibroblastos 
diminuem. 
• Até 12 meses: À concentração de colágeno se 
estabiliza com colágeno tipo I substituindo o tipo III 
e as ligações cruzadas de colágeno aumentando 
em número. O ligamento se torna mais normal. 
• 40 – 50 semanas: Uma força tênsil próxima do 
normal é restaurada. 
 
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8 
 
 
Consolidação 
No tratamento de fraturas, há duas maneiras possíveis 
de consolidação: primária ou secundária. O processo 
de reparação tecidual ósseo é intimamente 
dependente do modelo de fixação empregado no 
tratamento. Os modelos de fixação absoluta não 
permitem o movimento no foco da fratura, ao passo 
que os métodos de fixação relativa permitem algum 
grau de movimento. Os casos em que a fratura é fixada 
com restrição absoluta do movimento e compressão 
do traço da fratura desencadeiam a consolidação 
chamada de primária. Nos demais casos, em que a 
fixação é relativa, ocorre a formação do calo fibroso, 
que, posteriormente, transformar-se-á em calo ósseo. 
Consolidação Primária 
A consolidação primária (ou consolidação por contato) 
pode ocorrer apenas como resultado da fixação 
absoluta, obtida por meio de implantes cirúrgicos 
(placas e parafusos). Esses materiais de síntese 
promovem um ambiente mecanicamente estável, com 
pouco espaço entre fragmentos ósseos (menos de 1 
mm) e ausência de movimento, resultando na 
consolidação primária. 
Com a redução das extremidades da fratura, o 
hematoma formado na lesão é eliminado pela 
compressão da fratura promovida pelo implante 
utilizado no processo cirúrgico. Esses implantes serão 
capazes de promover a estabilidade e evitar 
praticamente todos os movimentos, exceto 
micromovimentos do traço da fratura. O implante 
cirúrgico desempenha, então, o papel de um calo mole, 
promovendo a estabilidade mecânica e possibilitando 
que os osteoclastos presentes na parte íntegra do osso 
se projetem em direção à linha de fratura para formar 
novos canais de Havers, que promoverão a 
revascularização dos fragmentos. Da mesma forma, os 
osteoblastos do osso íntegro utilizarão esses novos 
canais formados para preencher com matriz óssea a 
fratura e formar novos ósteons, ligando os fragmentos. 
Espera-se que esse processo ocorra em até seis 
semanas. 
Contudo, embora após aproximadamente seis 
semanas no osso maduro seja possível visualizar uma 
junção de matriz óssea ligando ambos os fragmentos, 
esse osso ainda não está pronto para receber carga. O 
osso recém-formado ainda é fraco, devido a uma 
 
 
deposição de matriz óssea sem orientação mecânica. A 
remodelação, a deposição de cálcio e a adequação às 
cargas funcionais ocorrerão como resposta a uma 
exposição mecânica gradual, maturando, assim, o osso 
recém-formado em osso lamelar. 
Consolidação Secundária 
A consolidação secundária (ou consolidação através de 
calo ósseo) se diferencia da consolidação primária 
principalmente pela formação de calo ósseo. Esse calo 
é resultado de uma cascata de eventos fisiológicos por 
meio dos quais o osso irá se cicatrizar e se regenerar. A 
consolidação secundária resulta de um tratamento por 
meio de métodos de fixação ­relativa, em que, embora 
haja aproximação das extremidades da fratura, a 
estabilidade mecânica e a proximidade dos fragmentos 
não são suficientes para que ocorra a consolidação 
primária. Portanto, esse tipo de consolidação é 
comumente percebido em fraturas que são tratadas 
com redução fechada, hastes intramedulares ou 
fixadores externos. Quem será responsável por 
promover um ambiente suficientementeestável para a 
consolidação é o calo ósseo, que, inicialmente, será 
fibrocartilaginoso e irá se diferenciar mais tardiamente 
em calo ósseo maduro. 
 
Cicatrização óssea 
Após a ocorrência de uma fratura, dá-se início a uma 
cascata de eventos fisiológicos necessários à 
cicatrização óssea. Os processos inflamatórios locais, 
seguidos pela regeneração tecidual e pelo 
remodelamento da matriz óssea, são esperados 
durante a regeneração tecidual óssea. Sob uma 
perspectiva metabólica, esses processos podem ser 
organizados em duas grandes fases: anabólica e 
catabólica. Durante a primeira fase, ocorre o 
crescimento do volume tecidual local, que irá se 
diferenciar em tecido ósseo posteriormente. A 
segunda etapa metabólica, isto é, o período de 
predominância dos processos catabólicos, é 
Consolidação e Reabilitação de Fraturas 
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9 
 
caracterizada pela redução do volume tecidual e pelo 
remodelamento do calo ósseo que foi formado 
durante a primeira fase. 
Histologicamente, podemos dividir as fases 
metabólicas em cinco estágios da cicatrização óssea, 
apresentados a seguir. 
1. Estágio Hemorrágico: Logo após a ocorrência da 
fratura, há a formação de um coágulo, devido a um 
sangramento local que cerca os limites dos tecidos 
lesionados. A matriz óssea local é, então, envolvida 
em um processo de necrose dos tecidos locais que 
foram lesionados e perderam vascularização. 
 
2. Estágio Granular: Com a hemorragia, ocorre a 
liberação de mediadores inflamatórios, o que 
aumenta o fluxo sanguíneo no entorno da lesão e 
gera uma elevada concentração de neutrófilos, 
monócitos, fatores de crescimento e osteoclastos. 
A conversão do hematoma em tecido granular 
proporciona a remoção de impurezas e a 
degradação do coágulo de fibrina local, abrindo 
caminho para a formação do calo ósseo. 
 
3. Estágio de Formação do Calo Ósseo Imaturo: 
Nessa fase, ocorre um processo de 
revascularização por meio da formação de novos 
vasos sanguíneos. No periósteo, inicia-se uma 
maior concentração de osteoblastos, próximo às 
extremidades da linha de fratura. Essas células 
depositam matriz óssea intramembranosa de 
forma desorganizada. De modo simultâneo a esse 
processo, a proliferação dos condrócitos vindos da 
porção medular de ambas as extremidades do osso 
lesado se acumula, formando uma cartilagem que 
liga as duas extremidades da fratura, dando origem 
ao calo ósseo imaturo. 
 
4. Estágio de maturação do calo ósseo: À medida que 
ocorre a formação do novo osso reticular e o tecido 
condral se calcifica, o calo começa a sofrer uma 
mudança na sua composição. Sucessivamente, a 
composição de osteoclastos e condroclastos 
aumenta à medida que o calo amadurece. Novos 
vasos internos serão formados a partir da 
cartilagem calcificada, e o osso reticular, ainda 
desorganizado, unirá ambos os lados da linha de 
fratura. Nesse momento, o osso ainda não tem 
propriedades mecânicas esperadas (“calo mole”), 
porém o tecido reticular irá se organizar conforme 
for ocorrendo a calcificação da cartilagem e a 
progressão da substituição do osso esponjoso por 
osso lamelar. Ao fim desse processo, o osso será 
capaz de suportar cargas mecânicas com maior 
eficiência (“calo duro”). 
 
5. Estágio de Remodelamento do Calo ósseo: Em 
geral, o calo ósseo vai sendo remodelado pela ação 
dos osteoclastos e osteoblastos, que atuam em 
conjunto. O reticular (esponjoso) e desorganizado 
calo ósseo vai sendo cada vez mais substituído por 
osso lamelar (compacto) e organizado conforme os 
estímulos mecânicos a que é submetido. Mesmo 
após a união e a maturação mecânica do osso, o 
excedente do calo ósseo é retirado 
progressivamente, ao longo de muito tempo, e o 
osso seguirá se modelando ao longo das linhas de 
estresse mecânico às quais for submetido. 
Complicações na consolidação 
Retardo da consolidação 
Em geral, as fraturas se consolidam em 
aproximadamente 3 a 6 meses; quando ultrapassar 12 
semanas sem sinal de consolidação, considera-se um 
retardo nesse processo. 
Fraturas complexas, abertas, cominutivas e 
transversais são mais propensas a evoluir com atraso 
na cicatrização e ocorrem com mais frequência em 
ossos longos, como fêmur, tíbia e úmero, por estarem 
mais suscetíveis a traumas de grande energia. 
Contudo, há casos em que ocorre a mobilização 
precoce em fixações rígidas, gerando um calo ósseo 
exuberante. Fraturas de diáfise de fêmur estabilizadas 
com haste intramedular bloqueada, por exemplo, 
permitem apoio precoce, gerando um calo exuberante. 
As fraturas de escafoide, muitas vezes, são 
diagnosticadas tardiamente e apresentam problemas 
na consolidação com mais frequência que as demais. 
Pseudoartrose 
É classificada como pseudoartrose a fratura que 
ultrapassou 6 a 8 meses sem consolidação. A 
pseudoartrose pode ser classificada como atrófica ou 
hipertrófica. A pseudoartrose atrófica é oriunda da 
falta de perfusão sanguínea e apresenta pouco calo ou 
cartilagem, ou, ainda, tecido cicatricial no foco da 
fratura. Já a pseudoartrose hipertrófica apresenta calo 
ósseo com cartilagem, porém não confere estabilidade 
adequada para o osso e é proveniente de fatores 
mecânicos. 
 
 
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Consolidações Viciosas 
Consolidação viciosa é o nome dado quando os 
fragmentos ósseos perdem o alinhamento inicial e 
consolidam-se com desvio. Pode ocorrer em reduções 
fechadas e sem estabilização cirúrgica e em traumas 
com muitos fragmentos, como, por exemplo, em 
fraturas de antebraço. 
Infecções ósseas (Osteomielite) 
Após a estabilização da fratura, uma das possíveis 
complicações mais importantes é a ocorrên­cia de 
infecção do osso fraturado. Os principais fatores de 
risco para infecção óssea são: politrauma, tabagismo e 
diabetes e traumas dos ossos longos dos membros 
inferiores, principalmente a tíbia. Em fraturas fechadas 
e de baixa energia, o índice de infecção é em torno de 
1%, ao passo que, em fraturas abertas e traumas de 
alta energia, esse número sobe para 15%. 
A classificação da infecção pode ser feita de acordo 
com o período em que ela se manifesta. 
• É classificada como precoce ou aguda quando 
surge entre o pós-operatório imediato e até duas 
semanas após. 
• Entre a 3ª e a 10ª semanas, a infecção é 
denominada como atrasada ou retardada. 
• Por fim, as infecções que aparecem após 10 
semanas são chamadas de tardias. 
Síndrome da dor complexa regional 
A síndrome da dor complexa regional (SDCR) é uma 
condição clínica mais frequente após traumas distais 
no antebraço ou no punho, tanto em tratamento 
conservador quanto cirúrgico. É classificada em tipos I 
e II. Na síndrome tipo I, ocorre uma resposta 
inflamatória excessiva posteriormente ao trauma, 
porém não há lesão nervosa. Já na SDCR tipo II, a 
resposta inflamatória é acompanhada de uma lesão 
nervosa associada. 
Síndrome compartimental 
A síndrome compartimental aguda é uma condição 
clínica secundária, na maioria das vezes, a um trauma 
grave, em que há um aumento da pressão dentro de 
um compartimento em virtude do extravasamento de 
sangue ou de líquidos, comprometendo a circulação 
sanguínea. 
 
 
 
Tratamento conservador ou cirúrgico 
A escolha do tratamento é pautada na análise do tipo 
de fratura, do osso acometido e da idade do indivíduo. 
De modo geral, em fraturas de ossos que não recebem 
descarga de peso, em que é possível fazer uma redução 
completa, sem degrau ósseo, pode ser feita a 
estabilização com aparelhos de gesso e tratamento 
conservador. 
Já nos ossos longos, em que há descarga de peso, o 
tratamento mais comum é a fixação cirúrgica, que 
pode ser feita com haste intramedular, placas e 
parafusos, pinos ou, ainda, fixadores externos. Fraturas 
de ossos pequenos, como os ossos do punho, podemser estabilizadas com fios de Kirschner, pinos e 
parafusos. Talas de gesso, hastes, fios de aço e 
fixadores externos são classificados como fixações 
relativas, em que a transmissão de carga no foco da 
fratura é parcial, permitindo micromovimentos, o que 
gera calo ósseo. Já a placa fixada com parafusos é uma 
fixação absoluta e estimula a consolidação primária 
Intervenção Fisioterapêutica 
De maneira geral, pode-se dividir a intervenção 
fisioterapêutica na reabilitação de fraturas em dois 
períodos principais. Em um primeiro momento, no 
período de consolidação, a fratura ainda não está 
consolidada, portanto, alguns cuidados quanto à carga 
e a mobilizações devem ser tomados. Após a 
imobilização e/ou a síntese, inicia-se a fase de 
retomada da função, em que, progressivamente, 
evoluímos as capacidades do paciente em direção à 
recuperação plena da função. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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As fraturas nos membros superiores são muito comuns 
e têm alta incidência em relação aos outros segmentos 
do corpo. Essas fraturas corresponderam a 42,8% de 
todas as fraturas atendidas em um hospital 
universitário, sendo que as fraturas distais do rádio e 
da ulna foram as mais comuns, seguidas pelas fraturas 
dos ossos da mão (falanges e metacarpos), pelas 
fraturas proximais do úmero e pelas fraturas de 
clavícula. 
Lesões de Ombro 
Lesão do Manguito Rotador 
 
A principal função do manguito rotador é estabilizar e 
centralizar a cabeça umeral no soquete articular, a 
cavidade glenoidal. A lesão do manguito rotador é a 
causa mais comum de dor no ombro. Principais causas: 
• Traumática 
• Degenerativa 
 
 
 
 
 
Sintomas: 
• Dor em região antero-lateral; 
• Fraqueza; 
• Dor noturna; 
• Dificuldade em levantar ou arremessar. 
As lesões do manguito rotador podem ser classificadas 
de várias maneiras: 
• Em relação à espessura; 
• Ao tamanho da lesão quando completa; 
• Ao grau de retração do coto tendinoso em relação 
à cabeça umeral; 
• Ao tempo; 
• A etiologia. 
Cofield (Lesão Total do Manguito Rotador) 
Baseado na maior dimensão da rotura 
• Lesão Pequena 5cm 
 
Para diagnosticar o local exato da lesão, primeiramente 
é feito um exame físico, onde o paciente faz 
movimentos rotatórios com o braço e o médico vai 
pedindo relatos das características da dor. 
Tratamento 
O tendão desses músculos pode inflamar ou romper 
parcial ou totalmente e o tratamento vai depender da 
gravidade da ruptura e da dor. Se a ruptura for 
incompleta, vai cicatrizar sozinha, desde que não 
interfira nas atividades do dia a dia da pessoa. Durante 
Lesões em Membros Superiores 
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12 
 
o tratamento o paciente vai conquistar uma postura 
correta, descansar os ombros, fazer compressas de 
gelo de 2 ou 3 vezes ao dia e tomar anti-inflamatórios 
prescritos pelo médico. 
• A fisioterapia realiza exercícios para diminuir a 
inflamação, amenizar a dor e fortalecer os 
músculos. Tudo com o objetivo de que o paciente 
retorne brevemente às suas atividades, tendo a 
maior segurança para realizá-las. O retorno antes 
do tempo pode agravar a lesão e causar um dano 
permanente. O tempo será determinado pelo 
profissional de acordo com a reabilitação do 
paciente. Para que não ocorra novas lesões os 
músculos e tendões devem estar sempre bem 
fortalecidos e alongados. 
• A cirurgia costuma ser indicada nos casos de lesão 
completa, principalmente em pacientes jovens, ou 
nos casos em que o tratamento não cirúrgico não 
foi efetivo. 
Bursite 
Bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa 
contendo líquido que funciona como 
amortecedor entre ossos, tendões e tecidos 
musculares. A bursite ocorre principalmente nos 
ombros. 
 
Principais causas: 
• Traumatismos; 
• Infecções; 
• Lesões por esforço; 
• Uso excessivo das articulações; 
• Movimentos repetitivo; 
• Artrite(inflamação das articulações); 
• Gota (depósito de cristais de ácido úrico nas 
articulações). 
Os sintomas mais comuns da bursite são: 
• Dor; 
• Edema; 
• Inflamação; 
• Restrição de movimento. 
O tratamento de bursite deve ser feito sob orientação 
médica e inclui o uso de anti-inflamatórios, relaxantes 
musculares, aplicações de gelo e redução dos 
movimentos na área afetada e Fisioterapia, os casos 
mais graves podem exigir intervenção cirúrgica. 
Capsulite Adesiva 
A Capsulite Adesiva, conhecida popularmente como 
“ombro congelado”, é um quadro que se caracteriza 
por limitação dos movimentos e intensa dor no ombro. 
A capsulite adesiva é provocada por uma inflamação da 
cápsula que reveste a articulação do ombro. 
 
• Acomete cerca de 3 a 5% da população geral; 
• A doença torna-se mais frequente a partir dos 55 
anos, sendo rara antes dos 40 anos de idade; 
• Mais comum em mulheres; 
• Estudos mostram que o ombro do braço não 
dominante é ligeiramente mais susceptível à 
capsulite adesiva; 
• Em cerca de 10% dos pacientes, o ombro 
contralateral também se torna doente dentro de 
um intervalo de 5 anos. 
Fatores de Risco: 
• Idade acima de 50 anos; 
• Traumas na região do ombro; 
• Imobilização prolongada do braço; 
• Cirurgias (não necessariamente do ombro); 
• Diabetes Mellitus; 
• Hipotireoidismo e Hipertireoidismo; 
• Doenças autoimunes; 
• AVC. 
Sintomas: 
• Dor; 
• Incapacidade funcional. 
 
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A capsulite adesiva habitualmente se desenvolve em 
três fases: 
• Fase dolorosa ou inflamatória (1 a 6 semanas) – 
Analgesia; 
• Fase de congelamento ou rigidez (4 a 12 meses) – 
Liberação articular; 
• Fase de recuperação ou descongelamento (12 a 24 
meses) – Fortalecimento. 
Luxação Glenoumeral anterior 
A luxação glenoumeral anterior é a mais comum (93% 
a 97%) dentre os casos de luxação glenoumeral nas 
emergências hospitalares, sendo mais frequente em 
indivíduos do sexo masculino com idade entre 20 e 30 
anos. 
É definida como o movimento de translação anterior 
da cabeça do úmero para fora da cavidade glenóide. 
 
Em 90% dos casos, ela está associada a episódios 
traumáticos durante a prática esportiva, como quedas, 
impacto corpo a corpo violento ou quando há 
movimento de tração vigorosa do membro superior 
para trás, expondo o ombro a extensão, abdução e 
rotação externa em amplitudes máximas, o que 
configura o seu mecanismo de lesão. 
Isso acontece quando há falha ou insuficiência 
mecânica das estruturas responsáveis pela sua 
estabilidade (principalmente os componentes do 
manquito rotador) frente às forças externas. Os casos 
não traumáticos geralmente estão relacionados à 
condição de instabilidade multidirecional da 
articulação glenoumeral devido à frouxidão da cápsula 
articular, que pode estar associado a fatores 
congênitos ou pela exposição de microlesões sofridas 
ao longo do tempo, 
Lesões associadas também são muito comuns nos 
casos de luxação anterior traumática. A lesão de 
Bankart é a mais encontrada (associada a 90% dos 
casos) e acontece quando o labrum glenoidal é 
deslocado na sua porção ântero-inferior durante a 
luxação, podendo ser acompanhada de avulsão óssea 
em 5% dos casos. Já a lesão de Hill-Sachs é 
caracterizada pela depressão da cortical óssea na 
porção póstero-lateral da cabeça do úmero, ocorrendo 
em 35% a 40% dos casos. Ambos os casos também es- 
tão associados a maior predisposição para lesões 
recidivas. 
 
 
Quadro Clínico 
Após a primeira luxação, a evolução clínica do ombro 
lesado geral mente é caracterizada por: 
• Dor elevada acompanhada de impotência 
funcional; 
• Espasmo muscular intenso; 
• Leve depressão do membro superior, sendo capaz 
de identificar o "sinal da dragona" (pequena 
concavidade) logo abaixodo acrômio. 
 
Diagnóstico e Tratamento 
• O diagnóstico deve ser feito através do exame 
radiográfico. 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
14 
 
• A imobilização do ombro irá oferecer maior 
cicatrização, incialmente. 
• O tratamento cirúrgico geralmente é indicado 
quando há lesões associadas, ou quando o 
tratamento conservador não resolveu. 
Fisioterapia 
• Promover alívio de dores; 
• Ganho de amplitude de movimento; 
• Restabelecimento da estabilidade do ombro; 
• Fortalecimento do manguito rotador 
• Melhora do controle neuromuscular; 
Síndrome do Impacto Subacromial 
A Síndrome do impacto subacromial (SIS) foi 
primeiramente descrita por Neer em 1972, sendo 
definida como a compressão anormal das estruturas 
(tendões do manguito rotador, porção longa do tendão 
do bíceps braquial, bursa subacromial e porção 
superior da cápsula articular) encontradas entre a 
porção superior da cabeça do úmero e o arco 
coracoacromial (espaço subacromial), capaz de levar a 
alterações degenerativas. 
 
É considerada uma das lesões mais comuns do ombro 
(40-60%), afetando geralmente trabalhadores e atletas 
que realizam o movimento de elevação do ombro 
acima de 90° repetidamente, com prevalência superior 
em mulheres e idade entre 40 e 50 anos. 
Possui causa multifatorial, podendo envolver fatores 
intrínsecos como a hipovascularização tendínea do 
supraespinhal, que o torna ainda mais vulnerável a 
lesão ou tipo de acrômio, que pode ser mais inclinado 
(ganchoso) e favorecer a impactação por causa da sua 
configuração anatômica. Já entre os fatores 
extrínsecos, podemos citar a insuficiência dos 
músculos do manquito rotador e, principalmente, o 
desequilíbrio do REU (discinese escapular), por 
exemplo. Sempre associados ao movimento 
repetitivo de elevação em abdução ou flexão do ombro 
acima de 90°. 
 
Quadro clínico 
O indivíduo pode apresentar dor intensa na região 
anterior do ombro comumente relatada como 
"fisgada", que piora durante o movimento de abdução 
ativa entre 60° e 120° ou quando está dormindo, 
associada a rigidez articular e sensação de fraqueza dos 
músculos do ombro. 
Essa condição pode levar a limitação funcional 
importante prgressiva quando não tratada.42 De 
acordo com a evolução clínica, Neer divide a SIS em 
três estágios: 
• Estágio 1: Caracterizado por dor aguda, 
hemorragia e edema (reversíveis), causados pelo 
movimento repetitivo de elevação do membro 
superior acima de 90° no trabalho ou esporte, 
ocorrendo tipicamente em indivíduos jovens até 
25 anos. 
• Estágio 2: Evidente processo inflamatório crônico e 
intermitente, acarretando fibrose com 
espessamento da bursa subacromial e tendinite do 
manguito rotador, sendo comum em pacientes 
entre 25 e 40 anos. 
• Estágio 3: Já se encontram roturas par- ciais ou 
totais dos tendões do manguito rotador ou bíceps 
braquial associado a alterações ósseas, sendo 
prevalente em pacientes a partir da 4ª década de 
vida. 
Testes Clínicos 
Teste de Neer 
 
Teste de Hawkins-Kennedy 
 
Tratamento 
Divide-se em tratamento conservador e abordagem 
cirúrgica. Nos estágios l e II, o tratamento conservador 
aparece como primeira opção, já no estágio Ill, a 
intervenção cirúrgica é mais indicada devido ao nível 
de comprometimento tecidual irreversível. 
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15 
 
 Não há diferenças significativas quanto aos efeitos da 
cirurgia aberta ou via artroscopia. 
Lesão de Cotovelo 
Epicondilite 
 
A epicondilite ocorre quando os tendões do cotovelo 
apresentam degeneração, às vezes referido como 
tendinopatia ou tendinoses. Atualmente, o termo mais 
empregado é epicondilalgia, pois o processo patológico 
de base é a degeneração tendínea e não inflamação. 
A epicondilite lateral, também é conhecida como 
“cotovelo do tenista”. 
• Esta não só é a epicondilite mais comum como 
também é a causa mais comum de dor no cotovelo, 
podendo afetar anualmente até 3% da população 
adulta. 
• Sua ocorrência é igual entre homens e mulheres, 
com incidência maior entre 35 e 50 anos, com 
preferência pelo membro dominante. 
 
Sintomatologia: 
• Dor ao movimento de preensão ou extensão do 
punho; 
• Dor ao toque logo abaixo do epicôndilo lateral; 
O exame físico geralmente é suficiente para fazer o 
diagnóstico correto e excluir outras doenças, como a 
síndrome do túnel radial. 
Tratamento: 
• Conservador 
➢ Anti-inflamatórios 
➢ Crioterapia 
➢ Fisioterapia 
➢ Adaptação funcional 
• Cirúrgico- Raramente indicado 
A epicondilite medial (ou interna), também conhecida 
como “cotovelo do golfista”. 
• É bem mais rara, sendo também menos estudada 
e de tratamento mais difícil. 
• Também acomete igualmente homens e mulheres 
na faixa etária produtiva, e 75% dos casos ocorrem 
no membro dominante. 
Os sintomas são dor um pouco abaixo do epicôndilo 
medial, piorada por movimento de preensão e 
movimentação do punho. 
Tratamento: Segue a mesma linha de indicação da 
Epicondilite Lateral, a diferença é que tanto o 
tratamento não-operatório quanto o operatório tem 
piores resultados. 
Lesões de Punho e Mão 
Síndrome do Túnel do Carpo 
A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia 
compressiva mais comum na população adulta, 
acometendo principalmente as mulheres. 
 
• Pode ocorrer de forma aguda, secundariamente a 
um trauma, ou desenvolver-se de forma gradual, 
que é a forma mais frequente. 
• Os sintomas geralmente se iniciam à noite e podem 
incluir dor e formigamento ou dormência na 
distribuição sensorial do nervo mediano da mão. 
• Podendo haver queixas de fraqueza muscular ou 
perda funcional da capacidade de pinça entre o 
polegar e os dedos, com queda frequente de 
objetos. 
 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
16 
 
Tratamento: Conservador (imobilização por no 
máximo 12h por dia, Gelo, calor, posteriormente 
mobilização e fortalecimento) ou cirúrgico. 
 
Dedo em Gatilho 
O dedo em gatilho é um tipo de tendinopatia 
estenosante na qual há um encarceramento do tendão 
na sua passagem pelo túnel osteofibroso, com 
subsequente espessamento da bainha sinovial e 
formação de um nódulo. 
 
• O polegar e o quarto dedos são os mais 
frequentemente envolvidos. 
• Tem relação com a realização de sobrecarga 
sustentada ou repetitiva nos tendões. 
• O diagnóstico é feito por meio de exame clínico. 
• De início, há queixa de lentidão e dificuldade para 
realizar extensão, que pode progredir para queixas 
de travamento e contratura da articulação 
interfalangiana proximal (IFP). 
Tratamento: 
• Anti-inflamatórios; 
• Corticoide local; 
• Fisioterapia; 
• Calor superficial; 
• Cirurgia. 
Tenossinovite de De Quervain 
Correspondem à hipertrofia do retináculo, 
espessamento da membrana sinovial, aderências, 
degeneração da matriz celular e ausência de processo 
inflamatório ativo dos tendões do abdutor longo e 
extensor curto do polegar. 
 
• A queixa mais comum é dor na região radial do 
punho, especificamente no primeiro 
compartimento dorsal, podendo apresentar 
irradiação para o polegar ou o antebraço; 
• A dor piora com movimentos do polegar, e o teste 
clínico de Finkelstein é geralmente positivo; 
• A queixa mais comum é dor na região radial do 
punho, especificamente no primeiro 
compartimento dorsal, podendo apresentar 
irradiação para o polegar ou o antebraço; 
• A dor piora com movimentos do polegar, e o teste 
clínico de Finkelstein é geralmente positivo. 
 
Tratamento 
• Fisioterapia; 
• Órteses; 
• Medidas farmacológicas: como injeção de 
corticosteroides e anti-inflamatórios; 
• Orientações ergonômicas e modificação de 
atividades são fundamentais para o sucesso do 
tratamento conservador; 
• Cirurgia. 
Lesões da Coluna Vertebral 
Hérnia de Disco 
Disco Intervertebral: O papel do disco é único, pois ele 
operacomo um sistema osmótico e avascular, 
mantendo os corpos vertebrais adjacentes juntos, e, ao 
mesmo tempo, afastando-os. 
 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
17 
 
A hérnia de disco, também chamada de hérnia discal 
ou protusão discal, é um problema da coluna vertebral 
que provoca compressão dos nervos, causando dor, 
fraqueza e perda de sensibilidade em um dos 
membros. 
 
 
Os sintomas mais comuns: 
• Dor; 
• Perda da sensibilidade; 
• Formigamento; 
• Fraqueza em um dos membros. 
A localização dos sintomas depende da região da 
coluna vertebral que apresenta a hérnia de disco. 
Do mesmo modo, quando há sintomas, eles podem ser 
leves, moderados ou intensos e incapacitantes, 
dependendo do grau de lesão da raiz nervosa. 
Tratamento: 
• Conservador: 
• Fisioterapia; 
• Medicamentoso 
Cirúrgico: 
• Cirurgia Aberta 
Técnica Minimamente Invasivas: discectomia 
endoscópica é a mais utilizada. 
 
Espondilolistese 
A espondilolistese é uma condição em que afeta a 
coluna vertebral e ocorre quando uma vértebra da 
coluna vertebral se desloca deslizando para frente, o 
que faz com que a coluna fique desalinhada e cause 
uma compressão dos nervos. 
 
Principais causas: 
• Malformações congênitas da coluna; 
• Pancadas ou traumas na coluna; 
• Doenças da coluna ou dos ossos: como 
osteoporose ou câncer; 
• Complicação após uma cirurgia na coluna; 
• Prática de esportes. 
 
Sintomatologia: 
• Dor (podendo ser local e/ou irradiada); 
• Dificuldade para andar; 
• Dificuldade de coordenar os movimentos; 
• Parestesia; 
• Espasmos musculares. 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
18 
 
 
Osteofitose – Bico de Papagaio 
Com o desgaste da articulação vertebral (degeneração 
do disco intervertebral), acontece a instabilidade do 
segmento da coluna, e assim micro movimentação de 
forma anormal. Na tentativa de estabilizar e fusionar 
este nível doente da coluna, o corpo humano faz 
crescer osso. Assim, ocorre a formação óssea nas 
bordas articulares, à frente e/ou para ao lado do disco 
intervertebral. 
 
O “bico de papagaio” ou osteofitose se manifesta 
quando os ligamentos e as cartilagens que envolvem as 
vértebras se calcificam, como forma de estabilizar a 
estrutura desgastada. O problema tem maior 
incidência na região lombar, mas pode atingir outras 
partes da coluna. As dores são causadas pela própria 
rigidez da coluna, na qual as vértebras afetadas 
pressionam nervos e músculos. 
Causas 
Além da idade, outros fatores podem causar a 
formação do bico de papagaio: 
• Hereditariedade; 
• Má postura; 
• Obesidade; 
• Sedentarismo; 
• Fraturas; 
• Doenças reumáticas. 
Todos eles também contribuem para desgastar as 
articulações e podem levar à calcificação vertebral. É 
um processo irreversível e progressivo, mas 90% dos 
casos são leves e têm controle mais fácil. 
Sintomas 
• Dor forte localizada nas costas ou que irradia até à 
coxa, principalmente quando se movimenta; 
• Sensação de formigamento nas pernas quando se 
desenvolve na região lombar ou nos braços caso se 
localize na cervical; 
• Diminuição da força muscular e rigidez; 
• Limitação dos movimentos com a coluna. 
Tratamento 
O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No 
primeiro caso, a adoção de novos hábitos, como boa 
postura, juntamente com prática de atividade física 
pode auxiliar no alívio das dores. 
Com relação ao tratamento cirúrgico, este é 
recomendado quando o paciente apresenta dano 
neurológico súbito e quando a coluna evidenciar sinais 
de desalinhamento progressivo com dor intensa, bem 
como alteração de força e sensibilidade nos membros 
superiores. A realização deste tipo de cirurgia 
habitualmente requer o uso de enxertos ósseos e 
implantes. 
Fisioterapia manual e reeducação postural ajudam a 
recuperar a estabilidade. Assim, apesar de o osteófito 
continuar instalado, a dor será estabilizada devido à 
estrutura corporal mais forte, flexível e alinhada. A 
melhor alternativa continua sendo a prevenção. 
Quanto antes incorporar novos hábitos, menores as 
chances de ocorrer um osteófito no futuro. 
Desvios Posturais 
Escoliose 
 
Escoliose caracteriza-se por uma deformidade 
tridimensional da coluna vertebral, assim sendo 
identificadas alterações na estrutura nos três planos 
anatómicos. O padrão ouro para avaliar a escoliose é 
mensurar a deformidade lateral. Para se alcançar tal 
medida, pode-se utilizar o método de Cobb. Essa 
técnica possibilita quantificar o grau de desvio lateral e 
assim classificar em: 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
19 
 
• Escoliose leve (menor ou igual a 20°): não resulta 
em repercussões clínicas; 
• Escoliose moderada (20° a 40°): pacientes podem 
apresentar alterações respiratórias, 
descompensação do tronco e repercussões 
funcionais e pode ser empregada a utilização de 
órtese para o tratamento; 
• Escoliose grave (maiores que 40°): normalmente o 
tratamento cirúrgico é indicado. 
 
A etiologia da escoliose pode não ter uma causa 
específica, sendo as. sim denominada escoliose 
idiopática. Podemos classificá-las observando as 
características das curvas, utilizando o sistema de 
classificação de King, descrito em 1983. 
• Tipo 1: curva em formato de S em que tanto a curva 
torácica quanto a curva lombar cruzam a linha 
média. A curva lombar é maior e mais rígida que a 
curva torácica; 
• Tipo 2: curva em formato de S em que tanto a curva 
torácica quanto a curva lombar cruzam a linha 
média. A curva torácica é maior e mais rígida que a 
curva lombar; 
• Tipo 3: curva torácica estruturada e curva lombar 
que não cruza a linha média; 
• Tipo 4: curva longa torácica em que L5 é centrado 
sobre o sacro e L4 inclina-se em direção à curva; 
• Tipo 5: curva dupla torácica em que T1 está 
inclinada para convexidade da curva superior. 
Curva superior também rígida. 
 
A escoliose idiopática diferencia-se quanto à faixa 
etária. Assim, recebe os nomes de denominadas de 
escoliose idiopática infantil (O a 2 anos), escoliose 
idiopática juvenil (3 a 10 anos) e escoliose idiopática 
(EIA) (11 anos até a maturidade). A ElA acomete de 1% 
a 13% desse grupo sendo que cerca de 85% são 
meninas. As curvas escolióticas podem progredir na 
fase do estirão e evoluir com deformidades graves. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
20 
 
 
 
Lesões de Quadril 
Osteoartrite de Quadril 
Osteoartrite é o mesmo que osteoartrose, artrose ou 
doença articular degenerativa 
 
 
Sintomatologia: 
• Dor; 
• Rigidez articular matinal; 
• Crepitação óssea; 
• Fraqueza muscular; 
• Limitação na ADM articular; 
• Alterações funcionais. 
O Colégio Americano de Reumatologia (ACR) 
estabeleceu critérios que são comumente utilizados 
para o diagnóstico da OA de quadril na prática clínica. 
Dor +: 
• Idade > 50 anos 
• Rigidez matinal do quadril ≤ 60 minutos 
• Dor durante a rotação medial do quadril 
• Rotação medial do quadril ≥ 15º 
Diagnóstico Funcional: 
Em 2013, foi publicado um consenso que abordou os 
testes baseados em desempenho recomendados pela 
OARSI para a avaliação de OA de quadril e joelho: 
 
 
 
1- Sentar-se e levantar-se de uma cadeira durante 30 
segundos; 
2- Teste de caminhada rápida de 40 metros; 
3- Teste de subir e descer degraus. 
 
 
Tratamento: 
• Conservador: A primeira linha de tratamento da 
OA de quadril envolve o tratamento não 
medicamentoso (educação e programas 
estruturados de exercícios) e o medicamentoso 
(fármacos anti-inflamatórios não esteroides 
tópicos). 
• Cirúrgico: Quando não se tem resposta positiva 
com o tratamento conservador a artroplastias da 
articulação do quadril tornam-se necessária. 
Impacto Femoroacetabular 
O impactofemoroacetabular é uma condição que 
resulta em um contato anormal entre o osso proximal 
do fémur e o acetábulo devido a alterações 
morfológicas do osso do quadril. Isso cria uma força no 
labrum acetabular desencadeando dor, desgaste e 
pequenas lesões que podem produzir uma cascata de 
lesões condrais e potenciais alterações degenerativas. 
As estruturas mais afetadas são o labrum e a região 
anterolateral da cartilagem articular do acetábulo e as 
forças lesivas traduzem-se por compressão e 
cisalhamento". 
Existem dois tipos de lesão por impacto 
femoroacetabular (IFA) descritos na literatura: a lesão 
do tipo CAM e a lesão do tipo PINCER. 
Nas lesões do tipo CAM, a porção não esférica da 
cabeça femoral entra em contato com a borda do 
acetábulo (principalmente na flexão), gerando uma 
abrasão de fora para dentro da cartilagem a porção 
ântero-superior do acetábulo. Consequentemente, 
Lesões em Membros Inferiores 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
21 
 
ocorre a avulsão do labrum e do osso subcondral, 
progredindo para a degeneração da articulação. 
Já nas lesões do tipo PINCER ocorre um contato linear 
entre a borda do acetábulo e a junção cefalocervical. O 
labrum é comprometido e, com o impacto frequente, 
ocorrem as lesões condrais, que incluem a porção 
posteroinferior. 
 
O IFA é responsável por boa parte dos casos de 
osteoartrite de quadril, principalmente as mais 
precoces em adultos jovens'. 
Sinais e sintomas 
Não necessariamente a presença do IFA do tipo CAM 
ou PINCER estará associado a dor ou qualquer outra 
manifestação clínica. Porém, em pacientes 
sintomáticos, a principal queixa é dor na virilha e em 
atividades de vida diária que geralmente evolui para 
sensação de bloqueio da articulação, limitação para 
rotação interna e marcha claudicante. 
Diagnóstico 
O exame físico envolve uma série de testes irritativos, 
dentre eles o FADIR (flexão + adução + rotação 
interna). Além dos testes clínicos, exames de imagem 
como raio-X em diversas incidências, tomografia 
computadorizada e ressonância nuclear magnética são 
utilizadas para um diagnóstico mais preciso. 
Tratamento 
O tratamento do IFA divide-se em conservador e 
cirúrgico. O conservador é a primeira opção de 
tratamento e é indicado para casos mais leves quando 
não há lesões graves das estruturas. As lesões onde os 
tecidos moles têm grande influência no quadro de dor 
tendem a ter uma boa resposta com a fisioterapia. 
O tratamento conservador não resolverá a causa do 
problema e, em casos avançados e mais graves, pode 
surtir pouco ou nenhum efeito. Assim, o tratamento 
cirúrgico é indicado nos casos de falha no tratamento 
conservador e tem como objetivo corrigir 
anatomicamente a origem do problema, isto é, o que 
está gerando o impacto. A cirurgia é feita de forma 
minimamente invasiva, por via artroscópica, apesar de 
suas limitações. Em alguns casos, é necessário realizar 
cirurgia aberta. 
Lesões de Joelho 
Lesão de menisco 
Os meniscos da articulação do joelho são lâminas com 
formato de meia-lua na face articular da tíbia e absorve 
o impacto durante a deambulação. 
 
Tipos de Lesão: 
• Traumática; 
• Degenerativa. 
 
Classificação: 
 
Avaliação funcional: 
Teste de McMurray 
 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
22 
 
Teste de Steinmann 
 
Tratamento 
A maioria das lesões meniscais, seja de forma 
traumática ou degenerativa, é tratada 
conservadoramente com fisioterapia, com ênfase em 
alívio da dor, manutenção do movimento, melhora na 
flexibilidade dos isquiotibiais e da musculatura do 
quadril, aumento na força do quadríceps, além de 
exercícios proprioceptivos. 
Osteoartite de Joelho 
A osteoartrite (OA) é o processo degenerativo e 
progressivo da cartilagem articular," de origem 
multifatorial, iniciando de forma insidiosa e 
assintomática, com quadro clínico evidenciado 
geralmente acima dos 50 anos de idade, afetando 
principalmente articulações que suportam o peso 
corporal, como as do joelho. 
 
Quanto a sua etiologia, a osteoartrite pode ser dividida 
em primária ou idiopática, quando a doença é 
desconhecida, e secundária, quando o indivíduo, em 
virtude de algum fator extrínseco, como trauma, 
obesidade ou má formação congênita, passa a 
apresentar a osteoartrose. 
Fatores de risco: 
• Obesidade; 
• Idade (acima de 60 anos); 
• Fatores genéticos; 
• Sexo (mulheres são mais acometidas); 
• Microtraumas; 
• Distúrbios metabólicos; 
• Lesões articulares prévias; 
• Tarefas Ocupacionais repetitivas. 
A dor é a principal sintomatologia da doença e, 
quando associada à rigidez articular, fraqueza e 
instabilidade, pode evoluir com deformidades, 
limitação e incapacidade funcional na realização de 
atividades de vida diária. 
As radiografias simples são os exames de imagem mais 
utilizados para diagnóstico e planejamento cirúrgico, 
baseando-se na classificação de comprometimento da 
osteoartrite, elaborada por Ahlback e modificada por 
Keyes e Goodfellow. Porém, é importante realizar o 
diagnóstico funcional, através de questionários de dor, 
função e qualidade de vida, além de testes de 
desempenho, para maior percepção das limitações 
oriundas da patologia, consequentemente uma 
abordagem terapêutica mais específica. 
 
O tratamento da osteoartrite depende de alguns 
fatores, como o nível de limitação funcional, dos 
fatores de origem da patologia, das atividades de vida 
diária, das constatações clínicas articulares e do estágio 
da osteoartrite. A abordagem terapêutica ocorre de 
três formas: 
Não Farmacológico: 
• Fisioterapia; 
• Atividades físicas regularmente; 
• Redução ponderal. 
Farmacológico: 
• Analgésicos orais; 
• Anti0inflamátorios não esteroides (AINES); 
• Condroprotetores; 
• Corticoide Intra-articular; 
• Viscossuplementação (ácido hialurônico). 
Cirúrgico: Em casos selecionados, o tratamento é 
cirúrgico. As intervenções mais frequentes são: 
• Artroplastia (substituição parcial ou total da parte 
destruída por uma prótese); 
• Artrodese (fusão cirúrgica de dois ossos, usada 
principalmente na coluna); 
• Osteoplastia (retirada e limpeza cirúrgica da parte 
óssea deteriorada); 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
23 
 
• Osteotomia (mudança do alinhamento ósseo 
através do corte de partes ósseas). 
Dor Patelofemoral 
A dor patelofemoral (DPF) é considerada uma das 
formas de dor mais comuns no joelho, afetando 
adultos, adolescentes e populações fisicamente ativas 
em geral. Representa entre 25-40% de todos os 
problemas encontrados no joelho na prática clínica. 
 A dor patelofemoral é caracterizada por uma dor 
anterior no joelho, em atividades como agachar, 
correr, subir e descer escadas. A DPF é considerada 
autolimitante e as pesquisas têm mostrado que ela é 
frequentemente recidivante, persistindo por muitos 
anos, sendo causa da diminuição da prática esportiva." 
 
Alguns estudos atribuem a DPF como a precursora da 
osteoartrite patelofemoral, Apesar do sintoma 
dominante ser a dor, pacientes frequentemente 
descrevem creptos, rigidez no joelho, dificuldades para 
executar atividades da vida diária e qualidade de vida 
baixa. A interrupção das atividades físicas, devido à 
dor, pode causar aumento de peso, aumentando a 
sobrecarga na articulação patelofemoral, aumentando 
a dor e levando a um ciclo vicioso que distancia o 
paciente das atividades físicas. 
Diagnóstico 
O diagnóstico da DPF é um diagnóstico clínico, 
primariamente baseado na dor anterior do joelho, 
agravado pelas atividades de sobrecarga 
patelofemoral. Não há um teste definitivo para 
diagnosticar a dor patelofemoral. O melhor teste 
disponível é a dor causada durante a manobra de 
agachamento; a dor patelofemoral é evidente em 80% 
das pessoas que sentem dor ao fazer esta manobra." 
Outros testes, como oteste de apreensão, apresentam 
baixa acurácia e baixa sensibilidade. É importante uma 
avaliação criteriosa para excluir outras fontes de dor 
anterior do joelho, como a tendinopatia patelar e a 
doença de Osgood-Schlatter (em adolescentes). 
O exame de imagem geralmente não é necessário para 
diagnosticar a DP entretanto pode ser útil para 
identificar fontes potenciais de estímulos nociceptivos, 
tais como lesões subcondrais, sinovites ou inflamação 
do coxim gorduroso. 
Fatores associados 
Uma revisão sistemática mostrou que fatores 
associados com a DPF incluem: 
• Morfologia patelofemoral (variações na tróclea 
femoral, patela lateralizada); 
• Alteração de padrões de movimento dos MMII 
(adução de quadril com rotação interna); 
• Fraqueza muscular (quadríceps, complexo 
posterolateral do quadril) e alterações em pé. 
Tratamento 
O último consenso sobre a Dor Patelofemoral (2018), 
realizado pelo International Patellofemoral Pain 
Research Retreat, concluiu que os exercícios 
terapêuticos continuam sendo a melhor evidência para 
o tratamento da dor patelofemoral, melhorando a 
função a curto, médio e longo prazo, principalmente os 
exercícios de fortalecimento de joelho e quadril. Os 
exercícios associados ao uso de palmilhas são 
recomendados para a diminuição das dores, também. 
Lesões de Tornozelo 
Entorse de Tornozelo 
As entorses agudas do tornozelo representam uma das 
mais frequentes lesões musculoesqueléticas 
associadas à prática esportiva ou atividades 
recreacionais, sendo o complexo ligamentar externo, 
composto pelos ligamentos talofibular anterior (LTFA), 
calcaneofibular (LCF) e o talofibular posterior (LTFP), o 
mais atingido, correspondendo de 75% a 85% dos 
casos. 
 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
24 
 
Lesões isoladas do ligamento deltoide são raras devido 
não só à força tênsil desse ligamento, mas à menor 
probabilidade de ocorrer uma lesão com mecanismo 
de versão. Quando ocorrem, vêm associadas a fraturas 
no tornozelo. 
Mecanismo da lesão 
O mecanismo etiológico típico dessa lesão acontece 
geralmente quando o pé está sem carga e em uma 
postura combinada de flexão plantar e inversão, que 
representa a posição de máximo estresse no LTFA, o 
que, pela característica de ter a menor elasticidade dos 
ligamentos laterais, faz dele o mais comumente lesado. 
Em uma situação de inversão com maior estresse 
articular, o LCF e o LTFP também podem ser lesados. 
Os traumatismos relacionados à combinação de versão 
e abdução são menos frequentes, não só pela força do 
ligamento deltoide, como citado anteriormente, mas 
também pela característica anatômica da articulação 
do tornozelo, onde o maléolo fibular, pela sua posição 
mais caudal e mais posterior, exerce a função de 
bloquear' parcialmente esse movimento. 
 
Classificação das entorses 
A gravidade da entorse é baseada tanto em parâmetros 
clínicos, tais como volume do edema, presença e 
extensão da equimose, limitação da amplitude 
articular e quadro álgico, quanto pelos achados nos 
exames complementares, a exemplo da radiografia e 
ressonância magnética. Uma entorse é classificada em 
graus crescentes de gravidade, variando do grau l ao lll, 
levando-se em consideração o nível de 
comprometimento do ligamento e os aspectos clínicos. 
O diagrama abaixo apresenta um resumo dessa 
classificação. 
 
Tratamento de entorses do tornozelo 
• Proteção, repouso, gelo, compressão e elevação 
(PRICE); 
• Anti-inflamatórios; 
• Uma bandagem, tala, bota especialmente 
desenhada ou gesso; 
• Fisioterapia. 
O tratamento pode incluir PRICE, bem como 
paracetamol para controle da dor. Muletas são usadas 
para todas as entorses até as pessoas poderem 
caminhar normalmente. 
Entorses leves 
A maioria das entorses do tornozelo é leve, não requer 
tratamento especial e sara bem. Recomenda-se PRICE. 
Ele inclui o seguinte: 
• Proteção: Apoiar o tornozelo com bandagem 
elástica, uma tala, uma bota especialmente 
projetada ou um gesso dependendo da gravidade 
da entorse 
• Repouso: não andar apoiado no tornozelo 
lesionado e usar uma muleta para caminhar 
quando necessário 
• Gelo: colocar bolsas de gelo sobre o tornozelo 
lesionado 
• Compressão: comprimir o tornozelo colocando 
uma fita ou bandagem elástica ao redor dele e do 
pé 
• Elevação: elevar o tornozelo o máximo possível 
Entorses moderadas 
Pode ser tratadas com PRICE. Se caminhar for 
extremamente difícil, pode-se usar uma tala ou bota 
para apoio. A maioria das pessoas consegue caminhar 
e exercitar-se dentro de poucos dias. 
A fisioterapia é necessária para ajudar a minimizar o 
inchaço, manter diversos movimentos articulares e 
aumentar aos poucos a força dos músculos ao redor do 
tornozelo (e, desta forma, evitar futuras entorses). 
Entorses graves 
• Entorses graves requerem assistência médica 
imediata. Sem tratamento, o tornozelo pode ficar 
instável e dolorido. 
• O tornozelo é imobilizado, às vezes com gesso. A 
maioria das pessoas é encaminhada a um 
especialista. 
• A realização, ou não, de cirurgia, é um assunto 
controverso. A maioria dos especialistas acredita 
que a reconstrução cirúrgica de rupturas de 
Stephane Bispo Fisioterapia Musculoesquelética @fisio.stephanebispo 
25 
 
ligamentos não é melhor que tratamento sem 
cirurgia. 
• É necessário realizar fisioterapia para restabelecer 
o movimento, fortalecer os músculos e melhorar o 
equilíbrio antes que as pessoas voltem a praticar 
atividades extenuantes. A fisioterapia também 
pode acelerar a recuperação. 
Entorses na parte alta do tornozelo: geralmente 
exigem gesso por várias semanas 
Lesões do Pé 
Fascite Plantar 
A FP é uma condição clínica caracterizada por queixas 
de dor aguda no calcanhar, e seus sintomas geralmente 
estão ligados à inflamação da fáscia plantar. 
 
Principais causas: 
• Calçados inadequados; 
• Lesões anteriores; 
• Dorsiflexão limitada do tornozelo; 
• Hiperpronação do pé; 
• Fraqueza da musculatura do pé; 
• Envelhecimento; 
• Suporte prolongado de peso; 
• Padrões posturais inadequados de caminhada ou 
corrida. 
Tratamentos 
Tratamentos não invasivos: 
• Fisioterapia (em suas várias abordagens); 
• Órteses; 
• Anti-inflamatórios não esteroides orais (AINEs); 
• Eletro fototerapia. 
Tratamentos invasivos: 
• Injeção de corticosteroide; 
• Injeção de toxina botulínica; 
• Injeção de plasma rico em plaquetas; 
• Cirurgia. 
 
 
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Fratura cominutiva: com múltiplos fragmentos ósseos
(dois ou mais);
Fratura por compressão: é um tipo de fratura
cominutiva em que há a compressão de dois ou mais
fragmentos ósseos;
Fratura com deslocamento: em que um dos segmentos
ósseos foi deslocado e há a perda da comunicação
entre o periósteo dos dois lados;
Fratura espiral: fratura se projeta de forma espiral ao
longo da diáfise. Em geral, ocorrem forças de torção;
Fratura em galho-verde: fratura incompleta em que
uma das corticais do osso fica lascada e a outra
permanece conectada, porém deformada;
Fratura longitudinal: fratura se projeta ao longo do
eixo longitudinal do osso,

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