A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
13 pág.
Direito do Trabalho Aplicado

Pré-visualização | Página 2 de 3

de auxílio doença. (art. 118, Lei 8213/91 - acidente de trabalho,
art. 19)
Também pode ser dispensado por justa causa.
Estabilidade do membro da CIPA: Os membros da CIPA, titulares e suplentes
eleitos pelos empregados, dentre eles o vice-presidente da CIPA, goza de
estabilidade em seu cargo desde o registro da candidatura até um ano após seu
mandato, sendo cabível uma reeleição.
O mandato do cipeiro será de 1 ano.
Todo cipeiro indicado pelos empregados, dentre eles o presidente da CIPA, não
goza de estabilidade.
O cipeiro, independente de sua estabilidade, poderá levar justa causa. (art. 10, II, b
ADCT e Súmula 339 do TST)
Estabilidade de dirigente sindical: O dirigente sindical goza de estabilidade em
seu cargo desde o registro da sua candidatura até um ano após o mandato. O
mandato do dirigente será de 3 anos, sendo cabível sucessivas reeleições.
Dirigentes, titulares e suplentes gozam de estabilidade.
Para ser dispensado, a empresa deverá ajuizar ação específica em face do
dirigente. (art. 543, par. 3 CLT e Súmula 369 TST)
OBS: O empregado que se candidata para a CIPA ou para dirigente sindical no
curso do aviso prévio não fará jus à estabilidade - Inquérito policial para apuração
de falta grave: art. 853 CLT.
Meio ambiente do Trabalho: Segurança e Medicina do Trabalho é um importante
segmento do direito do trabalho, que tem como objetivo proteger a saúde do
trabalhador no local de trabalho.
A própria Constituição, no art. 7, XXII garante aos trabalhadores normas de
proteção à sua saúde.
Atualmente, a terminologia usada é segurança e medicina do trabalho (art. 154 e ss
da CLT)
5
Aula do dia 08 de Abril
● Segurança e Medicina do Trabalho
As diversas normas relacionadas à segurança e medicina do trabalho.
O empregador tem o dever de cumprir as normas de segurança e medicina do
trabalho, instruindo os empregados contra precauções para evitar acidentes e
doenças no trabalho, bem como facilitar a fiscalização da autoridade. (Art. 157 CLT)
Já o empregado deverá observar as normas de segurança e medicina, além de
colaborar com a empresa para aplicação das normas. (art. 158 da CLT)
Nenhum estabelecimento poderá funcionar sem prévia inspeção das autoridades
competentes em razão das normas de matéria relacionada a segurança e medicina
do trabalho (art. 160 da CLT)
Equipamentos de proteção individual - EPI:
É todo dispositivo ou produto de uso individual destinado à proteção contra riscos
capazes de ameaçar sua segurança e sua saúde. O empregador deverá fornecer
gratuitamente e fiscalizar a utilização, podendo inclusive punir o empregado pela
falta de uso
Equipamentos de proteção coletiva - EPC:
Os equipamentos de proteção coletiva são dispositivos utilizados no ambiente do
trabalho com o objetivo de proteger trabalhadores dos riscos inerentes ao local
(ventilação, protetor acústico)
Adicional de insalubridade e periculosidade - ART 189 e seguintes:
O adicional de insalubridade é um direito garantido por lei onde os empregados
expostos a agentes nocivos a saúde recebam um valor determinado na lei
O adicional poderá variar de acordo com o grau de risco a saúde apresentado pela
atividade:
10% do para o grau mínimo,
20% para o médio; e
40% para o máximo.
Prevalece o entendimento que o valor do adicional de insalubridade será com base
no salário mínimo.
Os valores referentes a insalubridade são ridículos e integram o salário para todos
os fins
6
O adicional de periculosidade é o valor pago aos trabalhadores que estão expostos
a atividades perigosas nos termos da legislação. O valor pago será de 30% do
salário base do empregado.
Nos termos do artigo 193 da CLT, podem ser considerados perigosos as seguintes
atividades: radiação, ionizantes, eletricidade, inflamáveis, explosivos, vigilantes ou
motoboys
A periculosidade integra a remuneração para todos os fins
Súmula 447 - ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. PERMANÊNCIA A BORDO DURANTE O
ABASTECIMENTO DA AERONAVE. INDEVIDO.
Os tripulantes e demais empregados em serviços auxiliares de transporte aéreo que, no momento do
abastecimento da aeronave, permanecem a bordo não têm direito ao adicional de periculosidade a
que aludem o art. 193 da CLT e o Anexo 2, item 1, "c", da NR 16 do MTE.
O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da
empresa, ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em
percentual inferior ao máximo legalmente previsto, dispensa a realização da prova
técnica exigida pelo art. 195 da CLT, pois torna incontroversa a existência do
trabalho em condições perigosas.
● Súmula 453 TST
ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.PAGAMENTO ESPONTÂNEO. CARACTERIZAÇÃO DE FATO
INCONTROVERSO. DESNECESSÁRIA A PERÍCIA DE QUE TRATA O ART. 195 DA CLT.
(conversão da Orientação Jurisprudencial nº 406 da SBDI-1)
O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da
empresa, ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em
percentual inferior ao máximo legalmente previsto, dispensa a realização da prova
técnica exigida pelo art. 195 da CLT, pois torna incontroversa a existência do
trabalho em condições perigosas.
Obs: nos termos do art 193 parágrafo 2 da CLT, não é permitido a cumulação de
periculosidade ou insalubridade
Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação
aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de
trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a:
§ 2º - O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido.
(Incluído pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
7
Julgado do TST -
https://www.tst.jus.br/noticias/-/asset_publisher/89Dk/content/tst-afasta-possibilidade
-de-cumulacao-de-adicionais-de-insalubridade-e-de-periculosidade
Adicional de penosidade - ART 7, XXIII da CF
A penosidade pode ser considerada em casos onde o trabalhador realiza atividades
dignas de pena, com um trabalho extremamente árduo. O trabalhador faz um
esforço além do normal, provocando desgaste em seu organismo.
Próxima aula: extinção e homologação do trabalho
Aula do dia 15 de Abril
● Homologação e Extinção do Contrato
Homologação do contrato de trabalho: Atualmente, na extinção do contrato de
trabalho, a homologação poderá ser feita na própria empresa, bastando que a
empresa comunique os órgãos. Assim, fica revogado a necessidade de
homologação de contrato nos sindicatos. O empregado deverá receber seus direitos
quitados em até 10 dias corridos (§ 6o art. 477 da CLT)
Com a reforma trabalhista, as dispensas coletivas foram equiparadas as dispensas
individuais.
Com a reforma trabalhista, o art. 477, b da CLT, trouxe a regulamentação para o
PDV (plano de demissão voluntária) sendo que o empregado que fizer a adesão não
poderá ajuizar reclamação trabalhista, salvo se o próprio PDV permitir.
Extinção do contrato de trabalho: Trata-se do fim da relação jurídica de trabalho
existente entre empregado e empregador.
Espécies de extinção de contrato de trabalho:
Justa causa: Se trata da dispensa mais grave no ordenamento jurídico trabalhista
(art. 482, CLT)
Para que o empregado seja demitido por justa causa, dois requisitos deverão ser
observados: a falta grave cometida pelo empregado nos termos do art. 482 da CLT
e a imediatidade.
A primeira espécie de justa causa: Ato de improbidade (a improbidade pode ser
considerada como uma desonestidade por parte do empregado. ex: falsidade de
assinatura ou atestado)
A segunda espécie de justa causa: Incontinência de conduta ou mau procedimento
(seguindo a doutrina, a incontinência de conduta desrespeita aos atos que atentem
8
contra a moral, sexual, dentro do ambiente de trabalho. Já o mau procedimento são
todos os atos que não devem ser praticados dentro do ambiente de trabalho)
Aula do dia 22 de Abril - continuação
Hipóteses de Justa Causa
Negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.