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Correção PET 2 História 2021 3º Ano Ensino Médio PDF

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PLANO DE ESTUDO TUTORADO
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
TURNO:
TOTAL DE SEMANAS: 
NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 
COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
ANO DE ESCOLARIDADE: 3º ANO – EM
PET VOLUME: 02/2021
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA:
BIMESTRE: 2º
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 
SEMANA 1
EIXO TEMÁTICO: 
Cultura e Política na Construção do Estado Nacional Brasileiro (1822-1930).
TEMA/ TÓPICO(S): 
Embates Políticos e Culturais no Processo de Construção e Afirmação do Estado Nacional / Confrontos: fim 
da monarquia no Brasil e início da República.
HABILIDADE(S): 
Analisar o movimento abolicionista e republicano, suas características e efeitos sobre a sociedade brasileira.
CONTEÚDOS RELACIONADOS: 
Ciência, nação e revolução no século XIX / Guerra do Paraguai / Lei de Terras.
INTERDISCIPLINARIDADE: 
• Habilidade Sociologia: Identificar as tensões entre os direitos e os deveres da cidadania.
• Habilidade Filosofia: Refletir sobre o sentido do conflito nas relações humanas.
TEMA: O movimento abolicionista e republicano
Caro(a) estudante, nesta semana você vai analisar o processo que levou a abolição da escravidão no 
Brasil, destacando sua importância no contexto de transição da Monarquia para a República. É ne-
cessário reforçar que a população negra não permaneceu inerte e afastada da vida nacional à espera 
de concessões do governo. Nesse sentido, vale sublinhar que a abolição não se deveu a uma genero-
sidade da Princesa Isabel, mas foi o resultado de movimentos sociais em que, escravizados libertos e 
livres participaram ativamente. Além disso, você irá perceber que a mudança de status de escravizado 
para homem livre não mudou a mentalidade social da inferioridade do negro, nem apagou o legado da 
escravidão. 
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O processo que levou à Abolição da Escravatura no Brasil
O projeto abolicionista nacional foi estruturado a partir de um diversificado caminho, podendo ci-
tar as manifestações de resistência à escravidão ocorridas nas senzalas até o esforço internacional 
no combate do trabalho escravo no Brasil. Dentro desse amplo debate, cabe ressaltar os esforços 
empreendidos pelas sociedades abolicionistas, em especial após o ano de 1880, que defenderam o 
interesse dos negros num país, cuja economia era extremamente dependente do trabalho escravo. 
Dentre os vários grupos abolicionistas existentes na época, destaca-se a Sociedade Brasileira contra 
a Escravidão, fundada em 1881 e ligada ao jornal O Abolicionista. Entre as principais lideranças abo-
licionistas, estão os monarquistas Joaquim Nabuco e André Rebouças, e os republicanos José do 
Patrocínio e João Clapp.
A ampla divulgação das ideias abolicionistas favoreceu o avanço de diversas ações paralelas a imple-
mentação das leis que tratavam sobre a escravidão. Nesse sentido, ressalta-se:
• O apoio dado à fuga de escravos.
• A criação de fundos de emancipação.
• O contato com sociedades abolicionistas internacionais, empreendido por Joaquim Nabuco e
José do Patrocínio nas visitas realizadas à Europa nos anos de 1881 e 1884, respectivamente.
Os movimentos em prol da abolição ganhavam cada vez mais força no país. A Guerra do Paraguai 
(1864/1870) provocou diversos questionamentos sobre a escravidão, uma vez que foi necessário incor-
porar escravizados aos combatentes do Exército brasileiro. Por um lado, muitos desses escravizados 
haviam recebido a promessa de alforria para lutar na guerra. Por outro lado, era moralmente questioná-
vel que os africanos e seus descendentes combatessem em nome do Brasil, mas, em território brasilei-
ro, não fossem considerados cidadãos. 
Outro ponto a ser destacado no processo que culminou na abolição da escravidão no Brasil, são os 
interesses da elite agrária dominante. Para esse grupo, a questão da liberdade dos negros vinha acom-
panhada da ideia de reforma, ou seja, abolir a escravidão de maneira segura, sem maiores prejuízos 
à economia e à estrutura política. A partir dessa concepção é possível compreender que abolição da 
escravatura para esse grupo, deveria ocorrer de maneira lenta, gradual e segura, o que pode ser perce-
bido com a implementação das leis – Bill Aberdeen (Lei Inglesa) (1845), Euzébio de Queirós (1850), Lei 
de Terras (1850), Lei do Ventre Livre (1871), Lei do Sexagenário (1885), Lei Áurea (1888)
Um marco nessa reforma foi a Lei do Ventre Livre, que buscava a solução para o problema do “elemento 
servil” por meio de uma reforma que pudesse conciliar os interesses políticos e econômicos dos grupos 
dominantes para manter o status quo e evitar uma “revolução”. A partir dessa lei abriu-se um período 
em que a propaganda abolicionista caracetrizou-se como tal e dela emergiram dois projetos para o 
fim da escravidão: o dos emancipadores o dos abolicionistas. Os primeiros defendiam o fim do traba-
lho escravo através do Parlamento, com leis que garantissem a indenização dos proprietários e que se 
consolidasse de forma gradual. Os abolicionistas, por sua vez, eram propugnadores de uma Abolição 
imediata e sem indenização.
É importante reforçar que as províncias do Ceará e do Amazonas em 1884 se anteciparam ao restante 
do Brasil e aboliram a escravidão. Na mesma época, várias cidades do Sul acompanharam essa ação e já 
não mantinham mão de obra escrava. Dessa forma, por mais que as elites agrárias e os conservadores 
se posicionassem contra o movimento abolicionista, este havia se fortalecido e se espalhado. Assim, 
as fugas, rebeliões e compras de alforrias coletivas tiveram papel fundamental e contribuíram para o 
entendimento de que escravizados e ex-escravizados figuram entre os protagonistas do processo de 
abolição no Brasil.
Motivada pelo preconceito, a elite brasileira não se preocupou com o ingresso de fato dos ex-escra-
vizados (negros e mestiços) na sociedade. Essas pessoas passaram a ser consideradas inferiores, o 
que, sabemos, não é verdade. Não há, entre os seres humanos, diferenciação de capacidade ou de per-
sonalidade definida por origem ou cor de pele. Além de não encontrar emprego, os afrodescendentes 
não tiveram apoio do Estado brasileiro para inserir-se na vida do país como cidadãos com direitos. De 
escravizados tornaram-se pessoas livres, sem recursos financeiros, sem trabalho e sem moradia. Co-
meçavam uma nova vida, mas não dispunham das condições mínimas de sobrevivência.
ATIVIDADES
2 – (ENEM/2017) (Adaptada) - O movimento abolicionista, que levou à libertação dos escravizados pela 
Lei Áurea em 13 de maio de 1888, foi a primeira campanha de dimensões nacionais com participação 
popular. Nunca antes tantos brasileiros haviam se mobilizado de forma tão intensa por uma causa 
comum, nem mesmo durante a Guerra do Paraguai. Envolvendo todas as regiões e classes sociais, 
carregou multidões a comícios e manifestações públicas e mudou de forma dramática as relações 
políticas e sociais que até então vigoravam no país.
GOMES, L. 1889. São Paulo: Globo, 2013 (adaptado).
Cheio de glória, coberto de louros, depois de 
ter derramado seu sangue em defesa da pá-
tria e libertado um povo da escravidão, o vo-
luntário volta ao seu país natal para ver sua 
mãe amarrada a um tronco! Horrível realida-
de! A. Agostini. A Vida Fluminense (1870)
Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.
gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=36104. 
Acesso em: 29 mar. 2021
O movimento social citado teve como seu principal veículo de propagação o(a)
a) Câmara de representantes.
b) Imprensa escrita.
c) Oficialato militar.
d) Corte palaciana.
e) Clero católico.
1 – A partir da imagem relacione a Guerra do Paraguai (1864/1870) 
ao movimento abolicionista brasileiro.
Os escravos brasileiros foram recrutados para lutar na Guerra do 
Paraguai. Este episódio ficou conhecido como "Voluntários da 
Pátria". Os escravos lutavam pelo Brasil na Guerra em troca da 
conquista da liberdade (Alforria). Os membros do Exército 
perceberam a importância fundamental dos escravos na vitória 
brasileira e desde então passaram a defender o abolicionismo. O 
exército foi uma das