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ANF Anatomia 2 Sistema Respiratório 2 Caixa torácica . Ou esqueleto do tórax, é um arcabouço osteomuscular . Constituído pelas vértebras torácicas, por 12 pares de costelas e pelo esterno . Limites: · Abertura superior: manúbrio de esterno, primeira costela e vértebra T-I · Abertura inferior: inserção do diafragma na T-12, no bordo da última costela . Funções: · Conter, fixar e proteger os órgãos intratorácicos e os sólidos do abdome (fígado, baço e polo renal) · Serve como região de inserção para músculos envolvidos com a respiração, o posicionamento da coluna vertebral e a movimentação do cíngulo do membro superior. ESTERNO – formado pelo manúbrio (formato poliédrico que se articula com a clavícula), corpo do esterno e processo xifoide Ângulo do esterno ou de Louis: junção entre o manúbrio e o corpo COSTELAS – são 12 pares se que articulam com uma vértebra torácica e com o esterno. Sulco costal – protege o feixe vascular · Costela típica – da III a IX · Costela atípica – outras Classificação: - Verdadeiras (I – VII): se fixam ao esterno por cartilagens individuais - Falsas (VIII – X): as cartilagens se unem para chegar até o esterno - Flutuantes (XI – XII): não se articulam com o esterno · INERVAÇÃO Nervo intercostal – inerva a região anterior, posterior e lateral do tórax Nervo subcostal – último nervo, abaixo da 12 costela Feixe vasculonervoso: no sulco costal do bordo inferior da costela entre o m. intercostal interno e o m. intercostal íntimo · VASCULARIZAÇÃO Aorta descendente torácica: - REGIÃO POSTERIOR - A. intercostais posteriores (a partir do 3º espaço intercostal) - REGIÃO ANTERIOR – A. subclávia direita e esquerda: A. intercostal suprema à ramos para o 1º e 2º espaço A. torácica anterior à intercostais anteriores (a partir do 3º espaço intercostal) SISTEMA VENOSO ÁZIGOS – sistema venoso de drenagem do tórax em forma de H · MUSCULATURA Músculo intercostal externo – sentido mão no bolso, levanta a costela Músculo intercostal interno – sentido mão no peito, abaixa a costela Músculo intercostal íntimo Diafragma – se insere no processo xifoide, no bordo da cartilagem costal, 11/12º costela e - Hiato aórtico, hiato esofágico e forame da veia cava ≠ Hiato é revestido por músculo e forame é um buraco fixo (tendão ao redor) - Artéria frênica à 1º ramo da aorta abdominal - Nervo frênico – começa no pescoço VENTILAÇÃO Inspiração ativa Tórax aumenta de volume através da expansão da caixa torácica para diminuir a pressão e o ar entrar - Diafragma e m. intercostais externos contraem – movimento ativo) Alça de balde – as costelas movem-se para fora aumentando da distância lateral entre as paredes do balde Ação de alavanca – as costelas elevam toda a caixa torácica movendo-se para cima e para longe da coluna Expiração passiva Tórax diminui de volume pelo relaxamento dos músculos da caixa torácica para aumentar a pressão e expulsar o ar · Ventilação forçada Inspiração ativa: · Esternocleidomastoide e escalenos · Peitoral maior e menor · Serrátil anterior e posterior · Ileocostal e quadrado lombar Expiração ativa: · Reto abdominal · Oblíquos interno, externo e transverso · Intercostais internos e íntimos Tiragem intercostal: quando dá para observar as costelas durante a respiração forçada Pulmões - O pulmão é dividido em lobos por fissuras: Pulmão direito à Lobo superior, médio e inferior · Fissura oblíqua: entre os lobos médio e inferior · Fissura horizontal: entre o lobo superior e o médio. Pulmão esquerdo à Lobo superior e inferior · Fissura oblíqua - O pulmão esquerdo apresenta a impressão cardíaca e possui uma língula - Pulmão direito é mais elevado devido a posição do fígado - Existem divisões fibrosas (tecido conectivo) que formam septos dividindo o pulmão em lóbulos - Faces pulmonares: · Face mediastinal · Face diafragmática · Face costal · Face do ápice - Cada pulmão divide-se progressivamente em unidades menores denominadas SEGMENTOS BRONCOPULMONARES que são nomeados de acordo com o brônquio segmentar a eles associados. · VASCULARIZAÇÃO - Pequena circulação – CORAÇÃO/PULMÃO Átrio direito à Ventrículo direito à Artérias pulmonares direita e esquerda (sangue pobre em oxigênio) – se ramifica igual o pulmão: lobar – segmentar – arteríolas – vênulas – veias segmentares – veias lobares – veias pulmonares à Átrio esquerdo - Grande circulação – CORAÇÃO/CORPO Átrio esquerdo Ventrículo esquerdo à Aorta – se ramifica – Corpo Veia cava inferior e superior Átrio direito · Ramificações da aorta: * Aorta ascendente * Arco da aorta · Artéria coronária direita e esquerda · Tronco braquiocefálico · Artéria subclávia direita · Artéria carótida comum direita · Artéria carótida comum esquerda · Artéria subclávia esquerda * Aorta descendente · Artérias bronquiais · Artérias mediastinais · Artéria esofágica - Artéria brônquica (sangue rico em oxigênio) à ramo da aorta torácica – nutre os pulmões · PLEURA Pleura parietal - reveste a superfície interna da parede torácica, tem sensibilidade somática (sente dor) Pleura visceral - reveste diretamente os pulmões Espaço interpleural – espaço virtual com pressão negativa O líquido pleural é secretado por ambas as pleuras e se localiza na cavidade pleural - Cúpula pleural - Reflexões da pleura parietal - Recessos pleurais – espaços onde o pulmão trabalha · Pneumotórax hipertensivo Entra ar no tórax e assim acaba a pressão negativa, fazendo com que o pulmão e os vasos colabem Colapso circulatório é devido ao colabamento dos vasos (veia cava inferior), com isso não haverá suprimento adequado para o coração e para o cérebro Pressão causa um desvio no mediastino e de todas as estruturas para o lado contrário do acometido - Drenagem Incisão no bordo superior da costela inferior para não pegar o feixe vasculonervoso Hipertensivo – incisão na linha axilar anterior na altura do 4º ou 5º espaço interpleural (na altura do mamilo) Coloca um pote com água para refazer a pressão negativo – ar sai da caixa torácica Traqueia - Estende-se da vértebra C-VI até a vértebra T-V - 12,5 cm comprimento e 2,5 de diâmetro - Cartilagens traqueais: de 16 a 20, tem forma de C na parte anterior, enrijecem as paredes traqueais e protegem a via aérea. - Carina da traqueia: bifurcação nos brônquios principais Brônquios pulmonares Brônquios extrapulmonares - fora do tecido pulmonar – brônquio principal Brônquios intrapulmonares - se ramificam no interior dos pulmões Traqueia à Brônquio principal à Brônquio lobar à Brônquio segmentar à Bronquíolo terminal à Bronquíolo respiratório à ductulo alveolar e alvéolo · Brônquios fonte ou principais - A traqueia bifurca-se no mediastino para formar os brônquios principais direito e esquerdo - Cada brônquio principal penetra no pulmão através do hilo do pulmão. - Brônquio principal direito é menos angulado e mais curto, por isso há maior tendência de se encontrar corpos estranhos do que no esquerdo · Brônquios lobares - Cada lobo é acompanhado por um brônquio lobar - Direito possui 3 lobos e o esquerdo possui 2 lobos · Brônquios segmentar Pulmão direito: · Brônquio fonte direito · Brônquio lobar superior · B. segmentar apical · B. segmentar superior · B. segmentar anterior · Brônquio lobar médio · B. segmentar lateral · B. segmentar medial · Brônquio lobar inferior · B. segmentar superior · B. segmentar basilar anterior · B. segmentar basilar medial · B. segmentar basilar lateral · B. segmentar basilar posterior Pulmão esquerdo: · Brônquio fonte esquerdo · Brônquio lobar superior · B. segmentar apicoposterior · B. segmentar anterior · B. segmentar lingular superior · B. segmentar lingular inferior · Brônquio lobar inferior · B. segmentar superior · B. segmentar basilar anterior · B. segmentar basilar medial · B. segmentar basilar lateral · B. segmentar basilar posterior Radiologia de tórax Ordem de verificação: A – Vias aéreas (posição central da traqueia) B – Respiração (pulmões, trama vascular) C – Circulação (coração, vasos e mediastino) D – Diafragma (presença dos seios) E – Esqueleto (clavículas,costelas, escápulas) F – Tecidos moles (mamas e tecido adjacente) G – Guias e tubos (alterações externas) - Identificar a carina da traqueia - Contar o número de costelas (10) para verificar a expansibilidade - Verificar se as clavículas estão alinhadas. Caso não estejam, a imagem dos pulmões ficará torta - Pulmões são aerados e por isso saem escuro, mas com ramos brancos que são a trama vascular - Mediastino é mais esbranquiçado - Índice cardiotorácico - verificar o tamanho do coração (deve ser menor que 0,5 – não deve passar da linha média esquerda) e patologias como insuficiência cardíaca - Diafragma precisa ter um ângulo agudo com as paredes. Caso não estiver pode indicar acúmulo de líquido · Seio costofrênico e seio cardiofrênico - Bolha gástrica esquerda: ar que fica no estômago - Derrame pleural: líquido acumulado no tórax que pode desviar o mediastino e traqueia para o lado oposto - Corpo estranho obstruindo as vias aéreas: desvia o tórax para o seu lado devido à pressão negativa IMAGENS DE RAIO-X · Pneumotórax - Espaço com ar fica mais escuro, não dá pra ver a trama vascular do lado direito - Na parte central inferior da pra ver um esbranquiçado que seria o pulmão colabado - Se for hipertensivo o mediastino e a traqueia ficam deslocados – diagnóstico clínico - Simples não há deslocamento da traqueia · Consolidação à direita - Opacidade na base pulmonar à direita - Pneumonia lobar à direita no lobo médio sem derrame - Não causa desvio e é possível ver os seios costofrênicos - Pouca distância dos arcos intercostais, devido a dor e a consolidação o paciente não consegue expandir muito o tórax · Atelectasia direita - Pulmão fechado, não consegue expandir - Opacidade do pulmão a direita - Traqueia desloca para o lado afetado, devido à pressão negativa – APROXIMA A TRAQUEIA · Derrame pleural à direita - Pulmão consegue fazer seu trabalho, mas exteriormente há um acúmulo de líquido - Completamente opaco a direita - Ausência do seio costofrênico ou ângulo não agudo - Traqueia deslocada para o lado oposto – EMPURRA A TRAQUEIA - Pode ser um empiema (acúmulo de pus) - Pneumonia do lobo superior · Derrame pleural à esquerda - Seio costofrênico ausente - Traqueia desviada para o lado direito (oposto) · Derrame pleural à direita - Não dá pra ver o seio costofrênico - Associado a uma consolidação (pneumonia) - Arcos costais mais próximos à direita do que a esquerda · Derrame pleural à esquerda associado a consolidação · Consolidação associada a um derrame pleural à direita · Consolidação posterior Exame mais adequado para avaliar o aspecto do líquido de derrame pleural é ecografia Exame mais adequado para avaliar local do líquido de derrame pleural é o raio-x TOMOGRAFIA DE TÓRAX Pneumotórax Caso clínico Você está de plantão no PS do Cajuru e André, 21 anos (alto, magro e longilíneo) é trazido com queixa de falta de ar de início súbito e dor torácica. Ele é asmático e usa regularmente salbutamol para alívio. ... Paciente será submetido a drenagem de tórax por pneumotórax. Com base neste caso, realize as atividades propostas nesta estação. · AUSCULTA - Paciente sentado - Inspirar profundamente pelo nariz e expirar pela boca - Som normal é a presença de murmúrio vesicular (som do ar entrando e saindo) - Pneumotórax sem murmúrio vesicular ou diminuído - Comparativo entre os dois lados Roncos: som grave – indica algo na via aérea, sinal de secreção grossa, pode ser pneumonia ou bronquite Sibilos: som agudo parecido com apito – geralmente na expiração (caso de asma – via aérea obstruída – broncoespasmo). Em inspiração pode indicar bronco aspiração de algum objeto ou secreção. · PERCUSSÃO - No tórax normal faz som de oco, chamado de timpânico - Presença de líquido torna o som maciço – derrame pleural - Pneumotórax som é hiper timpânico por ter excesso de ar · INSPEÇÃO - Respiração forçada – músculos acessórios se movendo, tiragem intercostal - Assimetria dos pulmões – contração devido a dor · RAIO X Pneumotórax é a presença de ar entre as duas camadas da pleura, resultando em colapso parcial ou total do pulmão. É possível perceber a presença do pneumotórax no raio X de tórax quando olhamos para as periferias e observamos que não há mais trama vascular pulmonar. Pulmão colapsado fica na região central · Pneumotórax hipertensivo - É um pneumotórax tão grande que desloca as estruturas do mediastino (coração, traqueia, timo, grandes vasos) para o outro lado do tórax - Isso prejudica o retorno venoso para o coração pela compressão dos vasos, especialmente das veias cavas - Se não chegar sangue ao coração, não vai ter oxigenação dos órgãos – desmaio por hipóxia (falta de oxigenação do cérebro) - Sinais: 1. Distensão das veias jugulares à exame físico da pra ver as veias jugulares cheias de sangue devido ao refluxo da veia cava 2. Hipotensão – pressão baixa na periferia, extremidades vão ficar roxas/azuladas, devido à falta de sangue oxigenado 3. Ausculta sem murmúrio vesicular - Percussão som hiper timpânico - Risco de vida imediato – diagnóstico clínico, não pede radiografia · Pneumotórax simples - Não tem risco imediato, mas se não for tratado pode se tornar hipertensivo - Ausculta sem murmúrio vesicular · Drenagem de tórax - Incisão deve ser feita na borda superior das costelas, porque na borda inferior encontra-se o feixe vasculonervoso - Anestesia local no bordo inferior para alcançar o nervo - Drenagem de pneumotórax é no 4º EI (porque o ar fica na região superior) e outras ocasiões no 5º EI - Posição do dreno posterossuperior · Como deve ser colocado o dreno de tórax na cavidade pleural e sua fixação? - Paciente respirando espontaneamente deve estar de decúbito dorsal com o tronco elevado em 30º a 60º para limitar a elevação do diafragma - Ar sai pelo selo d’água e faz bolhas, mas não consegue passar pela água e entrar no dreno - Preparo do material: selo d’água e escolher o dreno correto · Selo d’água é um pote com uma camada de líquido que impede que o ar atmosférico entre nos pulmões através do dreno · Dreno tem que ser medido para cada pessoa para não ficar muito grande e dobrar no tórax (distância do 5º EI até a clavícula). Espessura do dreno depende da substância que vai ser drenada (ar, pus, sangue, etc.) 1. Preencher um frasco do dreno com um selo d’água estéril e conectar uma fonte de sucção 2. Injetar grande quantidade de anestésico local (periósteo bem vascularizado e inervado – alta sensibilidade) 3. Estimar a profundidade da inserção do tubo considerando tecido subcutâneo e adiposo 4. Fazer incisão na pele de 1,5 a 2 cm – dissecção rompa com pinça de Kelly - A drenagem deve ser realizada na linha axilar média 3 cm abaixo do mamilo intercessão com o 5ºEIC. - Incisão e dissecção romba com pinça homeostática até chegar no espaço pleural - Pinça guia o dreno no tórax, porque ele é mole 5. Perfurar a pleura – indicado por estalo ou diminuição repentina da resistência 6. Usar o dedo para ampliar a perfuração e inserir o dreno no local 7. Suturar (sutura em bolsa) o dreno na pele da parede torácica - Se ficar algum buraquinho do dreno para fora, vai entrar ar no tórax 8. Conectar o dreno ao selo d’água, para evitar que mais ar entre - Frasco com selo d’água tem que ficar abaixo do nível do paciente Fisiologia do sistema pulmonar 1. Explique o mecanismo de inspiração e expiração integrando os conceitos: 1. Músculos envolvidos e movimento das costelas Na inspiração – movimento ativo - Principais músculos da inspiração são: · Diafragma: se contrai e rebaixa em direção ao abdome. Inervação via nervo frênico · Músculos intercostais externos e escalenos: contraem e tracionam as costelas – ação de alavanca, que eleva toda a caixa torácica (as costelas movem-se para cima e para longe da coluna), e movimento de alça de balde, que vai aumentar a distância lateral entre as costelas, pois movem-se para fora - Em inspiração forçada músculos acessórios como o esternocleidomastoide (eleva o esterno), serrátil anterior (eleva as costelas), peitoralmenor e escalenos são acionados para aumentar a profundidade e a frequência respiratória. Na expiração – movimento passivo - É o relaxamento da musculatura torácica para voltar a posição normal · Diafragma: relaxa e se eleva em direção a caixa torácica reduzindo o volume da cavidade torácica · Músculos intercostais internos: abaixam as costelas - Em expiração forçada os músculos abdominais, como o transverso do tórax, oblíquos e reto do abdome, auxiliam comprimindo o conteúdo da região abdominal e forçando o diafragma para cima deixando a cavidade torácica menor que o normal. 1. Pressões pleural e alveolar e o gradiente de pressão necessário para a ventilação de acordo com a lei de Boyle (P1V1=P2V2) De acordo com a lei de Boyle, um aumento no volume gera uma redução na pressão e vice-versa · Pressão pleural É a pressão existente na cavidade pleural (mais especificamente no líquido pleural) entre as membranas pleurais, devido a diferença na velocidade de crescimento entre a caixa torácica e os pulmões durante o desenvolvimento fetal. Essa pressão é negativa de -3 mmHg A pressão pleural nunca se iguala a pressão atmosférica por ser um compartimento fechado. Durante a respiração essa pressão varia de -3mmHg até -6mmHg devido aos movimentos da cavidade torácica e a variação de volume Quanto maior o estiramento e aumento do volume, mais negativa fica a pressão. · Pressão alveolar É a pressão dentro dos pulmões Para que o ar possa se mover para dentro dos alvéolos, a pressão dentro dos pulmões deve ser mais baixa do que a pressão atmosférica. Varia inversamente a variação do volume, sendo: · Volume máximo – pressão alveolar de 1mmHg abaixo da pressão atmosférica · Volume mínimo – pressão alveolar de 1mmHg acima da pressão atmosférica · Voluma de “repouso” – breve pausa entre respirações, pressões iguais de 0mmHg 1. Exemplificar a quebra da homeostase devido à perfuração das pleuras (pneumotórax) A abertura entre a cavidade pleural e a atmosfera permite que o ar flua para dentro da cavidade que possui menor pressão em relação a atmosfera e assim desfaz as interações do líquido que mantém o pulmão aderido à caixa torácica. Com isso, a parede torácica expande-se e os pulmões elásticos colapsam para um estado não estirado, como um balão esvaziado A correção de um pneumotórax consiste em remover o máximo de ar possível da cavidade pleural com uma bomba de sucção e fechar o orifício para impedir que mais ar entre. De forma que qualquer ar remanescente na cavidade é gradualmente absorvido para o sangue, refazendo as interações do liquido pleural e reinflamado o pulmão Hemotórax: preenchimento da cavidade pleural com sangue O líquido pleural é succionado pelo sistema linfático que renova e retirar o excesso 2. Em relação aos volumes e capacidades pulmonares, responda: a) Relacione o fluxo de ar com a equação: F α ΔP/R, e quais parâmetros contribuem para a resistência no sistema respiratório (lei de Poiseuille) Lei de Poiseuille: três parâmetros contribuem para a resistência (R): o comprimento, viscosidade da substância que flui pelo sistema e o raio dos tubos no sistema O comprimento e a viscosidade são essencialmente constantes para o sistema respiratório, sendo o raio (ou o diâmetro) das vias respiratórias o principal determinante da resistência das vias aéreas. Viscosidade do sangue depende da quantidade de eritrócitos presentes - As vias aéreas superiores contribuem com cerca de 90% da resistência por sua estrutura rígida e normalmente não mudam sem diâmetro - Os bronquíolos são tubos colapsáveis, de forma que a diminuição no seu diâmetro pode torná-los uma fonte significativa de resistência das vias aéreas. Podem fazer broncoconstrição aumentando a resistência ao fluxo de ar e broncodilatação que é o inverso, diminuindo a resistência ao fluxo e aumentando a quantidade de ar que entra. b) Como a espirometria auxilia o médico no diagnóstico das doenças pulmonares restritivas e obstrutivas. Conhecer o índice de Tiffeneau VEF1/CVF X100 Índice de Tiffeneau (VEF1/CVF) · VEF1 = Volume expirado forçado no primeiro segundo · CVF = Capacidade vital forçada Esse valor deverá estar em torno de 68% a 85% da CVF. 80% é o referencial para normalidade, sendo que abaixo disso considera-se deficiência obstrutiva. Doenças obstrutivas: caracterizada pela redução do fluxo expiratório, pois o ar inspirado apresenta dificuldades de ser expirado e se acumula. Exemplos: DPOC (bronquite crônica e enfisema pulmonar), asma. DPOC: obstrução ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível · Bronquite crônica é definida pela presença de tosse e expectoração · Enfisema pulmonar é o aumento da complacência pulmonar, característico de fumantes Espirometria - Índice de Tiffeneau <0,70 - Faz o exame simples primeiro e depois de 15 minutos administra um broncodilatador inalatório (400ug salbutamol) para verificar resposta diagnóstico diferencial para asma e DPOC - se houver resposta ao broncodilatador seria asma e se não houver é DPOC Asma: hiper responsividade das vias aéreas inferiores (muito sensível a partículas tóxicas e alterações) através da contração muscular e resposta inflamatória que pode ser reversível - Diminui o diâmetro das vias e aumenta a resistência a passagem de ar Espirometria - Índice de Tiffeneau <0,7 (adultos) e <0,9 (crianças) - Salbutamol aumento de >12% e 200mL (absoluto) no VEF1 – reversibilidade (GINA) Doenças restritivas: capacidade inspiratório pulmonar reduzida, alteração no parênquima pulmonar. Exemplos: fibrose pulmonar, derrame pleural, a cifoescoliose e a obesidade. Índice de Tiffeneau normal. 3. A figura abaixo representa as zonas de West pulmonares, inicialmente descritas por West em 1964. Em relação à ventilação/perfusão: a) Descreva a circulação pulmonar (suscintamente) como um sistema de baixa pressão e alta taxa de fluxo sanguíneo. - Pulmões recebem todo o débito cardíaco do ventrículo direito para que possam oxigenar o sangue venoso, mas a pressão é menor em relação a pressão sistêmica - Para diminuir a resistência os vasos sanguíneos se dispõem em paralelo de forma muito ramificada. - Pressão muito alta nos vasos pode provocar extravasamento de líquido para o interstício (edema) ou para os alvéolos - Soma do diâmetro de todos os capilares vai ser maior do que o diâmetro da artéria pulmonar - Edema pulmonar por insuficiência cardíaca – lesão na câmara cardíaca esquerda (estenose de válvula mitral) faz com que o sangue não consiga voltar e o sangue se acumule nos pulmões aumentando a pressão podendo levar ao extravasamento de líquido Se for lesão na câmara direito não chega sangue nos pulmões e isso reduz muito a pressão b) Identifique as diferenças da relação ventilação/perfusão de acordo com as zonas de West (pressões pulmonares arterial, alveolar e venosa) em um paciente na posição ortostática, e como a alteração de posição do paciente pode alterar essa relação. Posição ortostática (em pé) – provoca diferença de pressão nas áreas do pulmão devido a gravidade ZONA I: pressão alveolar é maior que a pressão arterial e que a pressão venosa. Os capilares se encontram colapsados pelos alvéolos, não ocorrendo perfusão. ZONA II: pressão arterial é maior que a pressão alveolar, que é maior que a venosa. O fluxo é determinado pela diferença entre a pressão alveolar e a pressão venosa, sendo a pressão alveolar maior que a venosa, a extremidade capilar venosa encontra-se colapsada. O fluxo sanguíneo é intermitente e relacionado à pressão sistólica. Os períodos de fluxo tornam-se progressivamente maiores à medida em que se desce nessa zona. ZONA III: pressão arterial é maior que a pressão alveolar, que é menor que a pressão venosa. Dessa maneira, os capilares mantêm-se abertos. Consequentemente, o fluxo é resultante da diferença da pressão arteriovenosa. 4. A figura abaixo descreve os mecanismos de trocas gasosas pulmonares nos alvéolos (hematose) e nos tecidos. De acordo com o que foi discutido no momento tutorial, explique de maneira a integrar todos os conceitos: a) Comoocorre as trocas gasosas de O2 e CO2 nos alvéolos, o transporte de O2 e CO2 e a troca destes gases nos tecidos. Trocas gasosas Ocorrem por difusão gasosa devido a diferença de pressão parciais dos gases, que é proporcional a concentração do gás no todo. Indo sempre de áreas de maior pressão parcial para menor pressão parcial. Sendo que a troca acontece até que se alcance o equilíbrio entre as pressões parciais. · Oxigênio – A PO2 nos alvéolos é de 100mmHg e no sangue venoso de 40mmHg, isso faz com que passe do ar para o sangue, que vir agora sangue arterial com PO2 de 100mmHg. Esse sangue vai para o corpo e chega nos tecidos onde a PO2 é de 40mmHg devido ao consumo de oxigênio no metabolismo celular, assim o sangue arterial perde O2 para as células teciduais e volta para os pulmões como sangue venoso e PO2 de 40mmHg. · Dióxido de carbono – A PCO2 nos tecidos é de 46mmHg e no sangue arterial de 40mmHg, o que faz com o CO2 se difunda para o sangue tornando venoso com PCO2 de 46mmHg. Esse sangue vai para os pulmões, onde a PCO2 alveolar é de 40mmHg e por isso o CO2 do sangue passa para o ar. Transporte dos gases - Coeficiente de solubilidade (lei de Henry) · Oxigênio – 2% dissolvido no plasma e 98% ligado a hemoglobina dos eritrócitos · Dióxido de carbono – 7% dissolvido no plasma e 93% dentro do eritrócito (sendo 70% na forma de íon bicarbonato e 23% ligado a hemoglobina livre) b) O efeito Bohr e Haldane. EFEITO BOHR: deslocamento na curva de saturação da hemoglobina devido a mudança no pH O metabolismo anaeróbio durante o exercício físico libera H+ e o aumento nas concentrações de H+ (queda do pH) diminuem a afinidade da hemoglobina pelo O2, assim mais O2 é liberado para o tecido à medida que o sangue se torna mais ácido - Hemoglobina vai se ligar ao H+ para tamponar o sangue - Maior liberação de O2 no tecido EFEITO HALDANE: a combinação do O2 com hemoglobina nos pulmões faz com que ela passe a atuar como ácido forte. Isso desloca CO2 do sangue e para os alvéolos porque quanto mais ácida a hemoglobina, menos ela tende a se combinar com o CO2, para formar carbaminoemoglobina e a maior acidez da hemoglobina também faz com que ela libere muitos íons H+ que se ligam aos íons HCO3- para formar ácido carbônico, que se dissocia em água e CO2. - Liberação de CO2 nos alvéolos 2 Sistema circulatório 2 · Sistema cardiovascular: coração, vasos sanguíneos e sangue · Sistema linfático: vasos linfáticos e órgãos linfoides - Função: transporte de nutrientes, O2, hormônios - Sistema com fluxo contínuo O sistema circulatório pode ser dividido em dois circuitos fechados que ocorrem em série: · Circulação pulmonar - transporta sangue pobre em oxigênio do coração para os pulmões e de volta para o coração; · Circulação sistêmica - transporta sangue rico em oxigênio do coração para o restante do corpo e de volta para o coração. - Em relação aos vasos: · Artérias conduzem o sangue para fora do coração · Veias levam o sangue de volta para o coração · Capilares são vasos microscópicos entre as menores artérias e veias. Coração - Órgão fibromuscular oco, bomba dupla (sucção/pressão), impulsiona o sangue para todas as partes do corpo - Contém quatro câmaras: átrio direito, ventrículo direito, átrio esquerdo e ventrículo esquerdo. · Átrios coletam o sangue que retorna ao coração · Ventrículos impulsionam o sangue para o interior dos vasos que saem do coração. - O coração situa-se no mediastino inferior médio: 1/3 direita e 2/3 esquerda Base - Extremidade superior, onde ficam os grandes vasos, AD e AE Ápice - Extremidade ínfero-lateral, no 5º espaço intercostal esquerdo Caminho do sangue: Pequena circulação – AD VD Tronco da pulmonar (artéria pulmonar direita e esquerda) Pulmões Veias pulmonares (duas de cada lado) AE Grande circulação – AE VE Arco da aorta Corpo Veia cava inferior e superior AD - Faces do coração: · Esternocostal – anterior · Diafragmática – inferior (VE e VD) · Pulmonar direita – AD · Pulmonar esquerda – VE (impressão cardíaca) - Margens/bordas do coração: · Direita – AD e veias cavas · Inferior – VD até o ápice · Esquerda – AE e VE · Superior – tronco pulmonar e aorta - Marcas visíveis de referência da divisão: · Sulco interatrial – separa os dois átrios · Sulco coronário – separa os átrios dos ventrículos · Sulco interventricular anterior e sulco interventricular posterior. - Camadas da parede do coração: · Epicárdio – externa fina (a lâmina visceral do pericárdio seroso - mesotélio) · Miocárdio – intermediária helicoidal e espessa (músculo cardíaco) · Endocárdio – fina e interna (endotélio e tecido conjuntivo subendotelial) ou membrana de revestimento do coração PERICÁRDIO Fibroso camada mais externa, prende-se ao tendão central do diafragma pelo ligamento pericardiofrênico limita o espaço de enchimento do coração Seroso lâmina parietal e visceral (epicárdio) - Vascularização: A. pericardiofrênica + a. torácica interna (musculofrênica) + ramos da aorta torácica (a. brônquica, esofágica e frênica superior) + a. coronárias (epicárdio) V. pericardiofrênica (v. torácica interna) + sistema venoso ázigos - Inervação: nervos frênicos (C3-5 somáticos) – dor referida na pele: supraclavicular ombro + troncos simpáticos · Derrame pericárdico - Acúmulo anormal de líquido entre as lâminas do pericárdio seroso que prejudica os batimentos cardíacos - Pericardiocentese: retirada de líquido acumulado na cavidade pericárdica. Punção no ângulo infraesternal (subxifoide) com agulha direcionada para o braço esquerdo CÂMARAS CARDÍACAS · Átrio direito - Recebe o sangue da circulação sistêmica através da veia cava superior, a veia cava inferior e do seio coronário - Aurícula direita: bolsa muscular crônica - Parede anterior muscular rugosa, formada por cristas musculares, chamadas de músculos pectíneos. - Parede posterior lisa e fina - Óstio atrioventricular direito - Fossa oral: depressão marcada pela abertura temporária – forame oval – desenvolvida no período embrionário que comunicava os átrios - Septo interatrial: separa os átrios mal formação congênita – há comunicação interatrial · Átrio esquerdo - Maior parte da base do coração - Aurícula esquerda: muscular, tubular, parede trabeculada com músculos pectíneos, menor que a direita - Maior parte com paredes lisas e mais espessa que o AD (devido à pressão) - Recebe sangue oxigenado das quatro veias pulmonares direitas e esquerdas - O sangue que deixa o AE flui para o VE passando através do óstio AV esquerdo pela valva atrioventricular esquerda (AV) – valva mitral ou bicúspide · Ventrículo direito - O sangue flui do AD para o VD através da valva atrioventricular direita (AV), ou valva tricúspide. - Músculos papilares: anterior, posterior e septal – sustentam as válvulas atrioventriculares - Trabéculas cárneas: elevações musculares irregulares - Cordas tendíneas originam-se do ápice dos músculos papilares, fixam-se no bordo livre e as superfícies ventriculares de cada válvula - O sangue que deixa o VD entra no tronco pulmonar após passar através da valva do tronco pulmonar - Septo interventricular: formado por partes muscular e membranácea (parte do esqueleto fibroso), posicionado obliquamente entre o VD e VE - Comunicação interventricular não é normal – mistura de sangue venoso e arterial · Ventrículo esquerdo - Ápice do coração, quase toda sua face esquerda e margem esquerda, e maior parte da face diafragmática - É a maior e mais espessa das quatro câmaras, pois impulsiona o sangue para todo o corpo. 2 a 3x mais espesso que o VD - O sangue que deixa o VE passa através da valva da aorta e segue na circulação sistêmica através da parte ascendente da aorta. - Valva atrioventricular esquerda ou valva mitral com duas válvulas - Concavidade crônica mais longa - Músculos papilares anteriores e posteriores - Óstio da aorta: circundado por um anel fibroso, ao qual estão fixadas as válvulas direita, posterior e esquerda – da valva aórtica - Abertura da coronária direita e esquerda ESQUELETO FIBROSO DO CORAÇÃO - Quando os ventrículos contraemproduzem um movimento de torção devido a orientação helicoidal dupla das fibras musculares cardíacas - Fibras musculares estão fixadas no esqueleto fibroso - Possui 4 anéis fibrosos (circundam os óstios das valvas), um trígono fibroso direito e esquerdo e as partes membranáceas dos septos interatrial e interventricular VALVAS CARDÍACAS · Valva atrioventricular direita: tricúspide, 3 válvulas (anterior, posterior e septal) · Valva atrioventricular esquerda: mitral, 2 válvulas (anterior e posterior) · Valva da aorta: entre o VE e a parte ascendente da aorta, 3 válvulas (anterior, direita e esquerda), são côncavas, localizada posteriormente ao lado esquerdo do esterno · Valvas do tronco pulmonar: 3 válvulas (anterior, direita e esquerda), são côncavas - As valvas AV direita e esquerda apresentam quatro componentes: (1) anel de tecido conectivo ligado ao esqueleto fibroso do coração (2) válvulas (3) cordas tendíneas (4) músculos papilares. - A valva da aorta e a valva do tronco pulmonar, constituídas por válvulas semilunares - As valvas semilunares normalmente permitem o fluxo de sangue em uma única direção, evitando a regurgitação do sangue - Lúnula: região da margem espessada de cada válvula - Seio do tronco pulmonar e da aorta são espaços na origem do vaso entre a parede e cada válvula semilunar - A abertura da artéria coronária direita: seio da aorta direito. E da esquerdo no seio da aorta esquerdo - Cardiopatias valvular Estenose – não se abre completamente, reduzindo o sangue e aumentando o trabalho do coração podendo levar a hipertrofia – fibrose Insuficiência das valvas cardíacas – valvas não se fecham completamente, permitindo retorno de sangue do V para o A – cirurgia de valvuloplastia (próteses valvares artificiais de material sintético ou valvas xenoenxertadas de porco) · VASCULARIZAÇÃO Ramos da aorta: Artéria coronária direita – origem no seio da aorta direita e passa pelo lado direito do tronco pulmonar, seguindo o sulco coronário Ramos: do nó sinuatrial, marginal direita, interventricular posterior (1/3 do septo IV posterior), nó atrioventricular e ramo terminal da artéria coronária direita (chamada de ventricular esquerda - nutre o VE) Nutre: face diafragmática, AD, maior parte VD, parte VE, 1/3 do septo IV, nó SA (60% das pessoas) e nó AV (80% das pessoas) Artéria coronária esquerda – fica no sulco coronário Ramos: ramo interventricular anterior (2/3 do septo IV) e ramo circunflexo da ACE (dá o ramo marginal esquerda) Nutre: AE, maior parte VE, parte VD, 2/3 anteriores do septo IV (incluindo o feixe AV pelos ramos IV septais perfurantes) e nó SA (40% das pessoas) Doenças da artéria coronária ou coronariopatia - Uma das principais causas de morte por redução do suprimento sanguíneo para o miocárdio - Infarto do miocárdio: oclusão súbita de grande artéria por êmbolo e a região suprida pelo vaso sofre infarto e necrosa - Necrose de uma área do miocárdio por infarto – causa mais comum é resultante de aterosclerose (acúmulo de lipídeos nas paredes internas das artérias coronárias) - História familiar é importante - Locais mais comuns: ramo IV anterior da ACE (40-50%), ACD (30-40%), ramo circunflexo da ACE (15-20%) · DRENAGEM VENOSA - Seio coronário: principal veia do coração É um canal venoso largo que segue da esq. para dir. na parte posterior do sulco coronário. Se abre na parede posterior do átrio direito. Recebe: veia cardíaca magna, veia interventricular posterior, veia cardíaca parva, veia posterior do ventrículo esquerdo e veia marginal - Veias cardíacas mínimas: pequenos vasos que começam nos leitos capilares do miocárdio se abrem diretamente nas câmaras do coração Mediastino . É o compartimento central da cavidade torácica . Coberto pela pleura mediastinal de cada lado . Contém todas as vísceras e estruturas torácicas, exceto os pulmões . Limites: · Abertura superior do tórax até o diafragma inferiormente · Anterior - esterno e cartilagens costais · Posterior - corpos das vértebras torácicas . É uma região com alta mobilidade em pessoas vivas, porque consiste em estruturas e vísceras ocas (cheias de líquido ou ar) unidas apenas por tecido conjuntivo frouxo, frequentemente infiltrado com gordura . As principais estruturas são circundadas por vasos sanguíneos e linfáticos, linfonodos, nervos e gordura . É dividido em partes: · Mediastino superior Limites: da abertura superior do tórax até o plano horizontal que vai do ângulo do esterno até a junção das vértebras T4 e T5 posteriormente (plano transverso do tórax). - Localização da traqueia, timo, esôfago, arco da aorta e seus ramos, veias braquiocefálicas, VCS, ducto torácico e nervos frênicos e vago · Mediastino inferior Limites: entre o plano transverso do tórax e o diafragma. - É subdividido pelo pericárdio em partes: · Anterior – espaço entre o mediastino médio e o esterno · Médio – local do coração, raízes dos grandes vasos e aorta ascendente · Posterior – local do esôfago, aorta descendente torácica, cadeia simpática . A frouxidão do tecido conjuntivo, e a elasticidade dos pulmões e da pleura parietal de cada lado do mediastino, permitem a acomodação do movimento, assim como das alterações de volume e pressão na cavidade torácica – como aquelas resultantes do movimento do diafragma, parede torácica e árvore traqueobrônquica durante a respiração, batimento cardíaco e pulsação das grandes artérias, e passagem de substâncias ingeridas através do esôfago · RAIO X DE TÓRAX Ângulo cardiofrênico: entre o diafragma e o coração Ângulo costofrênico: entre o diafragma e as costelas - Alterações: aneurisma de aorta, linfoma, timoma, hérnia de morgani CASO CLÍNICO Joaquim, 49 anos, hipertenso, iniciou há 2 anos com queixa progressiva de cansaço, tosse e dispneia, teve piora importante nos últimos 3 meses. Joaquim já tinha diagnóstico de valvulopatia mitral desde a adolescência e com a piora clínica e laboratorial foi indicado tratamento cirúrgico. · AUSCULTA Focos de ausculta cardíaca: · Foco aórtico – 2° Espaço Intercostal (EI) direito, junto ao esterno · Foco pulmonar – 2º EI esquerdo, junto ao esterno · Foco tricúspide – à base do apêndice xifoide, ligeiramente para a esquerda - 4º EI a esquerda do esterno · Foco mitral – 5° EI esquerdo na linha hemiclavicular · Atuação do SNA no ritmo cardíaco Plexo cardíaco: conjunto de nervos simpáticos e parassimpáticos que inervam as estruturas responsáveis pelo ritmo, condução e contração · PARASSIMPÁTICO - Reduzem a frequência cardíaca, a força de contração e consequentemente aumenta o débito cardíaco - Fibras se originam no nervo vago - Inervação colinérgica é predominante na região nodal – maior impacto na ritmicidade · SIMPÁTICO - Aumenta a frequência cardíaca, a força de contratibilidade e consequentemente diminui o débito cardíaco - Fibras se originam na medula torácica (T1 a T5) - Inervação adrenérgica é predominante na musculatura Sistema urinário - Composição: rins, ureter, bexiga, uretra - Funções: · Regulação da concentração de íons plasmáticos; · Regulação do volume de sangue (volemia) e da pressão sanguínea; · Contribuição para a estabilização do pH do sangue; · Conservação de nutrientes; · Eliminação de resíduos orgânicos; · Síntese de calcitriol – importante na absorção de vitamina D - Diferença entre os sexos · Uretra masculina é muita mais longa que a feminina · Na mulher a bexiga tem contato com o útero e não com o reto Rins - Retroperitoneal - Hilo renal: onde entram a artéria e a veia, sai o ureter - Localizados bilateralmente em relação à coluna vertebral, entre a última vértebra torácica e a terceira vértebra lombar - O ureter e os vasos sanguíneos renais (veia e artéria) atravessam o hilo renal. - Camadas de proteção: · Cápsula fibrosa do rim ou própria – recobre a superfície externa · Cápsula adiposa (ou gordura perirrenal) · Fáscia renal ou de Gerota – sustenta e liga o rim às estruturas adjacentes · Gordura pararrenal – mais externa ANATOMIA PRÓPRIA DO RIM - O rim apresenta subdivisões: · Medula renal: região central– onde estão os ductos dos néfrons – composto pelas pirâmides renais · Córtex renal: parte mais externa + colunas renais – onde estão os glomérulos · Seio renal - Córtex e medula possuem concentrações diferentes, permitindo regular a concentração da urina - Os cálices renais menores são contínuos aos cálices renais maiores. Estes cálices conduzem ao interior da pelve renal, que se continua no ureter. - As colunas renais ficam entre as pirâmides Pirâmides renais papila renal cálice menor cálice maior pelve renal ureter NÉFRON - Unidade funcional dos rins · Glomérulo · Cápsula de Bowman · Túbulo contorcido proximal · Alça de Henle · Túbulo contorcido distal · Ducto coletor - Túbulo coletor é o único originado do broto ureteral VASCULARIZAÇÃO - Recebem 21% do débito cardíaco Aorta descendente artérias renais ramo anterior e posterior segmentares interlobares arqueadas interlobulares arteríolas aferentes capilares glomerulares arteríola eferente capilares peritubulares veias glomerulares interlobulares arqueadas interlobares renais cava inferior - Arteríola eferente dá origem a vasa recta que vai irrigar a medula renal (túbulos), formada a partir do néfrons justamedulares - Não tem veia dentro do glomérulo Ureter - Órgão tubulomuscular oco, comprimento de 18 a 20 cm no adulto - Não tem vascularização própria Constrições fisiológicos: 1. Junção ureteropielica - JUP 2. Junção ureterovesical – JUV 3. Vasos ilíacos (ilíaca externa) - Locais onde possivelmente pode parar cálculos renais Bexiga - Armazena e elimina a urina - Órgão muscular oco que se localiza na pelve - Extra peritoneal (tem peritônio na parte superior) - Camadas da bexiga: · Camada serosa revestida por peritônio · Camada muscular espessa – detrusor da bexiga · Urotélio – epitélio de transição - Parte da bexiga: · Fundo · Corpo/detrusor · Colo - Trígono da bexiga ou vesical: região com receptores que controlam os esfíncteres, com vértices delimitados pelos óstio dos ureteres e da uretra - Ureter tem um trajeto intramural obliquo para evitar o refluxo de urina - Possui dois esfíncteres: interno (involuntário) e externo (voluntário) Uretra Feminina – bem curta, se abre no vestíbulo da vagina, dividida em intramural e perineal Masculina – dividida em: intramural, prostática, membranácea, peniana · ATO DE URINAR Enchimento – bexiga relaxada e esfíncteres contraídos Reflexo de micção - enchimento da bexiga avisam os sensores de estiramento do musculo detrusor sistema nervoso central e autônomo Conforme enche a bexiga, a reflexo involuntário se torna mais forte que o voluntário Eliminação – bexiga começa a contrair e o esfíncter relaxa