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UNID IV: Identificando e Modificando as Crenças Intermediárias Prof: Ana Claudia Ferreira Cezario Reconhecendo quando uma crença é expressa como um pensamento automático. Organizando a primeira parte de uma suposição. Obtendo diretamente uma regra ou atitude. Usando a Técnica da Flecha Descendente. Examinando os pensamentos automáticos do paciente procurando temas comuns. Revisando um questionário de crença preenchido pelo paciente (DAS, Weissman & Back, 1978). Ana Claudia Ferreira Cezario C.I = Regras, justificativas, suposições 1. Flecha Descendente Resolução de Problemas. 2. Examinando as Vantagens e as Desvantagens das Crenças. 3. Formulando Uma Nova Crença Ex: crença antiga = se o meu desempenho não é tão bom quanto o dos outros, eu sou uma fracassada. Crença mais funcional = Se o meu desempenho não é tão bom quanto o dos outros, eu não sou uma fracassada, mas apenas humana. 4. Modificando Crenças Ana Claudia Ferreira Cezario Funcional 4.1 Questionamento Socrático 4.2 Experimentos Comportamentais: O terapeuta sugere uma experiência comportamental para testar uma crença. Ótima para modificar os pensamentos automáticos como crenças que refletem pensamentos polarizados (distorção cognitiva tudo ou nada). Também denominada contra-ponto. Muito usada quando o paciente diz que percebe racionalmente que a crença é disfuncional mas emocionalmente não (ainda a sente como verdadeira). O paciente representa o lado emocional e o terapeuta o racional. Depois inverte-se os papéis. Quando os pacientes consideram as crenças de outras pessoas obtêm uma distância psicológica das suas próprias crenças disfuncionais. Exemplo 1: T: Sally, você mencionou, na semana passada, que pensa que a sua prima Emily tem uma crença diferente sobre ter que fazer tudo de maneira perfeita. P: É. T: Você poderia colocar em palavras qual pensa ser a crença dela? P: Ela pensa que não tem que fazer as coisas de forma perfeita. Ela é uma pessoa boa não importando o que venha acontecer. T: Você acredita que ela está certa? Que ela não tem que ser perfeita para ser uma pessoa boa? P: Sim. T: Você a vê como totalmente incapaz? P: Oh não! Ela poderia tirar notas não muito boas mas ela certamente é capacitada. T: Eu fico pensando se a crença de Emily não poderia se aplicar a você: “se eu não faço as coisas de forma perfeita eu ainda sou boa pessoa, capaz.” P: Hunnn. T: Há algo diferente sobre Emiliy que a torna boa e capacitada não importando quão bem ou mal ela faça as coisas, mas não você? P: (pensa um momento) Não. Acho que não. Eu acho que realmente não tinha pensado deste modo. T: Quanto você acredita agora na afirmação “Se eu não faça as coisas com excelência eu sou incapaz?” P: Menos, talvez 60%. T: E quanto você acredita nesta nova crença “Se eu não faço as coisas com excelência eu ainda sou uma pessoa capaz, boa?” P: Mais do que antes. Talvez 70%. T: E se você escrevesse a crença nova e começasse a fazer uma lista das evidências que apóiam essa nova crença? Uma vez que o paciente começa a mudar seu comportamento a própria crença se torna atenuada. Pode ajudar alguns pacientes a verem seus problemas ou crenças de uma forma diferente.