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Sequência técnica do preparo para coroa total

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Sequência técnica do preparo para coroa total metalocerâmica POSTERIOR:
Não devem ser escolhidos procedimentos minimamente invasivos. 
 Objetivo da técnica - Simplificação do procedimento - Racionalização da sequência de preparo (utilização da ferramenta correta)
É utilizada a técnica da silhueta, realizada ainda na metade do dente eu permite ao operador uma noção real do dente desgastado, garantindo um padrão de desgaste único.
2.1 – Sulco marginal cervical (vestibular e lingual): A função deste preparo é estabelecer, já no início, o término cervical (deixar uma marca para que você saiba até onde pode levar o preparo do dente). Realizar o preparo tanto quanto for possível, nas faces vestibular e lingual com a broca diamantada esférica 1014. Caso não haja dente para anterior e posterior, o preparo pode ser feito por toda a extensão do dente, para as faces proximais. O sulco precisa ser bem definido, não tocando na gengiva e com uma profundidade de 0,7mm (corresponde a meia broca).   
2.2 – Sulco de orientação vestibular e lingual: conformação das faces linguais/palatina e vestibular, respeitando aspectos estéticos, biológicos (este e todos os outros preparos dentários protéticos devem ser feito em dentes polpados. Não há necessidade de fazer endodontia prévia se você vai realizar preparo protético) e mecânicos (o tipo de desgaste feito causa perda de retenção); Ponta diamantada 3216 cilíndrica (não terei expulsividade, a mão bem leve). Assim, a melhor maneira para controlar a quantidade de desgaste em função das necessidades estéticas e mecânicas do preparo é através da confecção de sulcos de orientação, que inicialmente deve ser feito em uma das metades do dente. Brocas com a ponta arredondada, com ponta de bala. Quem determina a terminação é o instrumento utilizado. A quantidade de desgaste vestibular (1,2 mm); Lingual (0,6 mm), há um pouco mais de preservação, polpando tecido por conta da cor; Região mésio-oclusal (1,5 mm), são regiões que precisam de mais desgaste porque são áreas de trabalho, áreas de função das cúspides. Esses desgastes são necessários para proporcionar espaço para os materiais metálicos e estéticos, pois se forem insuficientes vai haver alteração estética e das propriedades físicas. 
2.3 – Sulco de orientação oclusal: tem por objetivo controlar a quantidade de desgaste, fazer um preparo da superfície com um desgaste de 1,5 mm na região mésio-oclusal, por trata-se da área funcional das cúspides de contenção cêntrica. Se os dentes apresentarem coroa curta, o desgaste oclusal pode ser reduzido par 1,0 mm. Esses desgastes são necessários para proporcionar espaço para proporcionar resistência a coroa metalocerâmica, pois essa região participa ativamente do ciclo mastigatório. Nesse caso, a superfície oclusal da coroa deverá ser metálica. É utilizada a ponta diamantada 2068 que trabalha de acordo com a curvatura das cúspides.  
2.4 – Desgastes proximais (slices): Será utilizada ponta diamantada 2200 e 3216 (utilizada para definir a linha de término). Antes de utilizar a 2200 pode romper o contato entre os dentes com as tiras de lixa. Tem por objetivo, romper o ponto de contato entre os dentes, afastando um dente do outro, tendo cuidado em proteger o dente vizinho durante o preparo (matriz de aço) e estabelecer o contorno da face proximal, acompanhando a papila gengival. A finalidade deste passo é criar espaço para a realização do desgaste definitivo com a broca 3216. 
2.5 - União dos sulcos de orientação: Os sulcos não deverão ficar (deixam os dentes cheios de “friso”), servem apenas para orientar do quanto será desgastado. Tem por objetivo estabelecer os contornos das faces oclusais, vestibular, lingual/palatina e proximais. Feito com a ponta diamantada 3216. É importante respeitar os contornos pulpar e gengival. Tudo isso será feito sob anestesia. Neste momento, após a união dos sulcos, metade do dente estará preparado. Em seguida, prepare a outra metade íntegra repetindo todos os passos citados anteriormente.  
2.6 – Acabamento do preparo: tem por objetivo o alisamento do preparo e será usado uma troncocônica (ponta diamantada 4138). Um preparo com mais inclinação, terá menos retenção. A resistência permite que não tenha movimentos oblíquos. Dupla inclinação das paredes são feitas geralmente em pacientes que tem mais idade, com perda óssea e só faz se o dente apresentar uma coroa longa. A primeira inclinação tem que ficar de 2 a 5 graus e vai do terço cervical ao médio para determinar uma área de retenção friccional para a prótese. E a segunda em que se inclina ligeiramente a mão, terá uma expulsividade de 5 a 10 graus, do terço médio ao incisal, com o objetivo de facilitar a colocação, remoção e adaptação das coroas provisória e definitivas. Os dentes estão firmes por cimentação, fazendo com que a coroa se mantenha em posição.  
Aspecto final do preparo: gengiva rosa pálida, limpa, sadia e aspecto tipo casca de laranja.