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HISTORIA DA ASTRONOMIA - MOTIVAÇÕES

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História da Astronomia 
 
Motivações: 
 
•A necessidade de sobrevivência levou as tribos remanescentes das últimas 
glaciações a observarem o Sol, a Lua e suas relações com as estações do ano e 
com a natureza (30.000 a 10.000 anos a.C.); 
 
• O estabelecimento da agricultura e da pecuária a partir de 10.000 anos a.C. 
fez da observação dos astros e das estações uma atividade obrigatória para os 
primeiros aglomerados humanos; 
 
• A Astronomia é seguramente a ciência mais antiga e surgiu nos últimos 
12.000 anos na Mesopotâmia (sumerianos e babilônios) no Egito, na Europa e 
na Ásia (Índia e China). 
 
Na velha Mesopotâmia: 
 
•A escrita, bem como a civilização nasceram entre o rio Tigre e o rio Eufrates, 
no atual Iraque; 
 
• Os sumerianos, criadores da escrita cuneiforme (8.000 a.C.), registraram as 
primeiras efemérides (acontecimentos astronômicos) relacionadas com os 
eclipses lunares e solares, bem como o do aparecimento de cometas, sempre 
vistos como anúncios de catástrofes enviadas por deuses irados. 
 
No antigo Egito: 
 
•A geometria e a aritmética egípcia permitiram a construção precisa de 
templos e pirâmides; 
 
• Algumas eram construídas com tal precisão que era possível prever as cheias 
do rio Nilo a partir do aparecimento da estrela Sirius (constelação do Cão 
Maior) nas aberturas laterais e superiores de várias pirâmides. 
 
•Achavam que os cometas eram astros que semeavam o terror. Essa crença se 
dava nos quatro cantos da Terra. 
 
Na Europa Antiga (a.c.): 
 
• No norte da Inglaterra, as ruínas de um antigo observatório do Sol e da Lua 
datado de 2500 a 1700 a.C. com pedras em círculo capaz de prever os 
equinócios e solstícios e também os nascentes e poentes do Sol da Lua. 
 
• No Stonehenge, cada pedra pesa em média 26 ton e a avenida principal que 
parte do centro da monumento aponta para o local no horizonte em que o 
Sol nasce no dia mais longo do verão. 
 
Nessa estrutura, algumas pedras estão alinhadas com o nascer e o pôr do Sol 
no início do verão e do inverno. 
 
 
 
 
Na Grécia Antiga: 
 
•Tales de Mileto na Jônia (Turquia atualmente), em VII aC: 
• A Terra é esférica e flutuante sobre as águas. 
• As esferas são exalações nebulosas do material cristalino da abóboda 
celeste. 
 
•Pitágoras - O Sol e a Lua bem como os planetas giram em torno da Terra que 
é esférica; 
 
•Filolau - A Terra, o Sol, a Lua, os planetas e a anti-Terra giram em torno de 
um fogo central (lareira do universo); 
 
 
•Aristarco de Samos - Modelo heliocêntrico para o universo, onde o Sol ocupa 
o centro e é rodeado pela Terra, Lua, planetas e estrelas; 
 
• Erastótenes - Mediu em Alexandria no Egito o raio e o volume da Terra (séc 
III - II aC). (veremos o método na próxima aula) 
 
Na antiguidade os modelos do sistema solar baseavam-se na trajetória 
aparente dos planetas. Abaixo temos o exemplo da trajetória aparente de 
marte, já bem conhecida no início da era cristã. 
 
O modelo de Ptolomeu 
 
•Cláudio Ptolomeu foi astrônomo, geógrafo e matemático alexandrino (90 - 
160 dC); 
 
• Elaborou o primeiro sistema planetário geocêntrico; 
 
• Sua obra foi conhecida no Ocidente a partir de uma versão em árabe do seu 
livro “Grande Sistema Astronômico”, o famoso ALMAGESTO. 
 
•Em sua primeira versão este sistema admitia que quanto mais distante 
estivessem os astros da Terra, mais tempo levariam para dar uma volta em 
torno dela. 
 
• Para resolver o problema da trajetória que parece freiar, Ptolomeu propôs 
semi-órbitas chamadas epiciclos, no entanto esse conceito não é original de 
Ptolomeu, pois foi proposto por outros antes dele, entre eles Hipparcus. 
 
• De acordo com esse sistema, cada planeta se move num círculo pequeno 
(epiciclo), cujo centro se move ao redor da Terra, a qual é estacionária e está 
no centro do Universo. 
 
 
•Como Mercúrio e Vênus são vistos sempre perto do Sol, Ptolomeu colocou o 
centro de seus epiciclos sobre uma linha entre a Terra e o Sol, com o centro 
dos epiciclos movendo-se ao redor da Terra, num círculo condutor (deferente). 
 
 
Na Europa Medieval: 
 
•A astronomia na Idade Média é muito pobre e as maiores contribuições 
vieram do mundo Árabe; 
 
• Na Europa as concepções Aristotélicas de ciência baseadas no senso comum 
contribuíram negativamente atrasando o desenvolvimento da astronomia; 
 
• No entanto as concepções de Ptolomeu (astrônomo de Alexandria do séc II 
dC) continuaram por mais de 1000 anos sendo utilizadas na Europa; 
 
• Apesar das concepções geocêntricas, suas observações contribuíram para 
melhorar o estudo das trajetórias dos planetas no céu. 
 
 
 
Na América Pré-colombiana: 
 
• A história da astronomia na América Pré - Colombiana ainda é pouco 
conhecida; 
 
• Inúmeros artefatos do período entre 100 aC e 1000 dC indicam um grande 
desenvolvimento da Astronomia entre os Astecas no México, os Maias na 
Guatemala e dos Incas no Peru. 
 
• A Lua, o Sol e Vênus eram cuidadosamente observados pelos Astecas e 
Maias; 
 
• Possuíam um calendário baseado em observações astronômicas em 365 
dias dividido por 18 meses e 20 dias sendo que os cinco dias restantes eram 
considerados “dias de mau presságio”; 
 
• Os Maias possuíam também um calendário lunar baseado nas fases da Lua 
utilizando de eclipses. 
 
No Brasil Pré-cabralino: 
 
• A astronomia dos índios não é tão simplificada quanto se pensava; 
• Os índios Tembé, que habitavam a divisa do Pará com o Maranhão, já 
possuíam um sistema de constelações baseados nos animais típicos da 
caça; 
• Sabe-se hoje que o Cruzeiro do Sul era também utilizado pelos índios para 
orientação noturna. 
 
 
• Formada em sua maior parte por manchas claras e escuras da Via-
Láctea, a constelação da anta é uma das mais importantes dos Tembé. 
Além de importante, é também original: apenas os que moram próximos 
à linha do Equador, como nós e os Tembé, têm o privilégio de ver esta 
constelação. Ela se localiza no lado Norte do céu. Para achar a Anta no 
céu, basta encontrar um grande quadrado formado por quatro estrelas, 
mais conhecido como Quadrado de Pégasus. A constelação da Anta se 
localiza logo abaixo dele. 
 
• Quando ela é observada no lado Norte do céu indica que já estamos no 
período das chuvas. 
 
 
 
 
 
Renascimento: Astronomia Moderna 
 
• No final da Idade Média, as concepções do universo na Europa eram as 
mesmas de 1000 anos atrás, com o agravante de que para muitos a Terra não 
era redonda e sim plana. 
 
• Os europeus passaram a mudar suas crenças a partir do advento das grandes 
navegações e das “Grandes Viagens” a Ásia, Oriente Médio e América. 
 
O Astrônomo e matemático polonês Nicolau Copérnico, nascido em 1473, 
recuperou dos antigos gregos o sistema Heliocêntrico; 
 
• Baseado nas medições de Hiparco e Ptolomeu, Copérnico apresentou o novo 
sistema em seu livro “As Revoluções dos Orbes Celestes” (1543). 
 
• Ele argumentava que, do ponto de vista matemático, os epiciclos poderiam 
ser eliminados se o Sol fosse colocado no centro do Sistema Solar, ou seja, do 
Universo. 
 
 
• Tycho Brahe - O astrônomo dinamarquês nascido em 1546 possuía o 
mais bem montado observatório de sua época. Descobriu uma 
Supernova em 1572 e realizou observações muito precisas das órbitas 
planetárias 
 
• O sistema Tichônico, uma combinação dos sistemas Ptolomaico e 
Copernicano. A Lua e o Sol giram ao redor da Terra; Mercúrio, Vênus, 
Marte, Júpiter e Saturno giram ao redor do Sol. 
 
• Johannes Kepler - Astrônomo Alemão que trabalhou com Tycho e 
utilizou seus dados para formular as 3 leis que governam o movimento 
dos planetas (Astronômica Nova, 1609): 
1. A órbita de cada planeta é uma elipse com o Sol em um dos focos; 
2. A reta (raio) que une o Sol ao planeta varre áreas iguais em tempos

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