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Conhecendo Vik Muniz Vicente José de Oliveira Muniz, ou mais conhecido como Vik Muniz (São Paulo, 20 de dezembro de 1961), é um artista plástico brasileiro radicado nos Estados Unidos Vik Muniz produz obras voltadas para a sustentabilidade. Além da pintura, ele trabalha com a produção de esculturas e fotografia. Atualmente, Vik Muniz é conhecido mundialmente por suas obras inusitadas onde utiliza técnicas e materiais como alimentos, algodão, materiais recicláveis, cabelo, arame, serradura, pó, terra, dentre outros. O artista busca na fotografia a expressão para questões de representação da realidade. Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais escolhidos – como restos de comida, sucata, resíduos de obras e açúcar, por exemplo – normalmente instáveis e perecíveis e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em edições limitadas, são os produtos finais. Em 2010, foi produzido o documentário Lixo Extraordinário, sobre o seu trabalho com os catadores de lixo de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Principais Obras e Características Com uma criatividade apurada e o uso de materiais inusitados Muniz produziu diversas obras visuais. Alguns materiais utilizados por ele são: geleia, chocolate, açúcar, doce de leite, manteiga de amendoim, catchup, gel, xarope, lixo, etc. Para produzir as obras, muitas vezes ele utiliza um conta-gotas. Muitas de suas obras são reprodução de outras já conceituadas, como a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci. Ademais, retratou diversas figuras como Pelé, Che Guevara, Freud, Barack Obama, Elvis Presley, Seu Jorge, Pollock, dentre outros. O cantor inglês, ícone do pop, membro dos Beatles, ganhou um retrato feito a partir do café. Os grãos são responsáveis por definir o seu contorno e o seu cabelo enquanto os olhos são representados por um par de xícaras cheias. Vik Muniz consegue criar uma belíssima peça com apenas quatro elementos: o fundo liso, os grãos, as xícaras e o café pronto dentro delas. Após ser criada, a instalação foi fotografada e então exibida em mostras. Double Mona Lisa Nesse trabalho, Vik Muniz recriou a obra clássica de Leonardo da Vinci, a Monalisa. Mas ao dar forma a misteriosa moça escolheu dois elementos particulares e bastante cotidianos: a geleia de uva e a manteiga de amendoim. Apenas com essas duas matérias-primas e um fundo branco liso, o artista foi capaz de dar corpo a pintura. O trabalho foi realizado em 1999 e tem as seguintes dimensões: 119,5 x 155 cm. Sugar children A série Crianças de açúcar, criada em 1996, alçou Vik Muniz para a fama. Esse foi o seu primeiro trabalho a ter repercussão e a levá-lo a ser reconhecido internacionalmente. As imagens são de crianças caribenhas oriundas de famílias pobres que cortam canas de açúcar nas plantações em St. Kitts. Vik fotografou essas crianças e depois reconstituiu os contornos usando somente açúcar, elemento que faz parte do cotidiano desses jovens. O açúcar é uma referência tanto a doçura e a pureza das crianças como ao material que as condena a pobreza. The Bearer Irma O trabalho acima foi realizado em 2008 no lixão de Gramacho, baixada do Rio de Janeiro. O aterro sanitário escolhido por Vik Muniz como cenário de uma das suas mais importantes criações foi o maior lixão a céu aberto da América Latina. No local, Vik contou com a ajuda dos catadores de lixo que já habitualmente trabalhavam em Gramacho. Primeiro fotografou-os, depois, com material recolhido no próprio lixão, montou as fotografias em dimensões gigantes num depósito próximo. Todo o projeto foi registrado e deu origem ao consagrado documentário Lixo extraordinário. Che, à maneira de Alberto Korda O ícone cubano Che Guevara ganhou contornos bastante peculiares ao ser reproduzido por Vik Muniz a partir de feijão enlatado. O sujeito que ficou marcado como o retrato da revolução cubana foi reinterpretado com feijões porque o alimento é uma comida típica de Cuba. A peça foi criada no ano 2000 e é grande, trata-se de uma impressão com 150,1 cm por 119,9 cm.