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vik muniz

Perfil do artista Vik Muniz: biografia (1961, radicado nos EUA) e descrição da prática de compor e fotografar imagens com materiais inusitados (alimentos, lixo, serradura), menciona o documentário Lixo Extraordinário e obras como Sugar Children (1996), Double Mona Lisa (1999) e Che (2000).

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Conhecendo Vik Muniz 
Vicente José de Oliveira Muniz, ou mais conhecido como Vik 
Muniz (São Paulo, 20 de dezembro de 1961), é um artista 
plástico brasileiro radicado nos Estados Unidos 
Vik Muniz produz obras voltadas para a sustentabilidade. 
Além da pintura, ele trabalha com a produção de esculturas 
e fotografia. 
Atualmente, Vik Muniz é conhecido mundialmente por suas 
obras inusitadas onde utiliza técnicas e materiais como 
alimentos, algodão, materiais recicláveis, cabelo, arame, 
serradura, pó, terra, dentre outros. 
O artista busca na fotografia a expressão para questões de 
representação da realidade. Seu processo de trabalho 
consiste em compor as imagens com os materiais 
escolhidos – como restos de comida, sucata, resíduos de 
obras e açúcar, por exemplo – normalmente instáveis e 
perecíveis e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em 
edições limitadas, são os produtos finais. 
Em 2010, foi produzido o documentário Lixo Extraordinário, 
sobre o seu trabalho com os catadores de lixo de Duque de 
Caxias, no Rio de Janeiro. 
Principais Obras e Características 
Com uma criatividade apurada e o uso de materiais 
inusitados Muniz produziu diversas obras visuais. 
 
Alguns materiais utilizados por ele são: geleia, chocolate, 
açúcar, doce de leite, manteiga de amendoim, catchup, gel, 
xarope, lixo, etc. Para produzir as obras, muitas vezes ele 
utiliza um conta-gotas. 
 
Muitas de suas obras são reprodução de outras já 
conceituadas, como a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci. 
 
Ademais, retratou diversas figuras como Pelé, Che Guevara, 
Freud, Barack Obama, Elvis Presley, Seu Jorge, Pollock, 
dentre outros. 
 
O cantor inglês, ícone do pop, membro dos Beatles, ganhou 
um retrato feito a partir do café. Os grãos são responsáveis 
por definir o seu contorno e o seu cabelo enquanto os olhos 
são representados por um par de xícaras cheias. 
Vik Muniz consegue criar uma belíssima peça com apenas 
quatro elementos: o fundo liso, os grãos, as xícaras e o café 
pronto dentro delas. Após ser criada, a instalação foi 
fotografada e então exibida em mostras. 
Double Mona Lisa 
 
Nesse trabalho, Vik Muniz recriou a obra clássica de 
Leonardo da Vinci, a Monalisa. Mas ao dar forma a 
misteriosa moça escolheu dois elementos particulares e 
bastante cotidianos: a geleia de uva e a manteiga de 
amendoim. Apenas com essas duas matérias-primas e um 
fundo branco liso, o artista foi capaz de dar corpo a pintura. 
O trabalho foi realizado em 1999 e tem as seguintes 
dimensões: 119,5 x 155 cm. 
Sugar children 
 
A série Crianças de açúcar, criada em 1996, alçou Vik Muniz 
para a fama. Esse foi o seu primeiro trabalho a ter 
repercussão e a levá-lo a ser reconhecido 
internacionalmente. As imagens são de crianças caribenhas 
oriundas de famílias pobres que cortam canas de açúcar nas 
plantações em St. Kitts. 
 
Vik fotografou essas crianças e depois reconstituiu os 
contornos usando somente açúcar, elemento que faz parte 
do cotidiano desses jovens. O açúcar é uma referência tanto 
a doçura e a pureza das crianças como ao material que as 
condena a pobreza. 
The Bearer Irma 
 
O trabalho acima foi realizado em 2008 no lixão de 
Gramacho, baixada do Rio de Janeiro. O aterro sanitário 
escolhido por Vik Muniz como cenário de uma das suas mais 
importantes criações foi o maior lixão a céu aberto da 
América Latina. 
No local, Vik contou com a ajuda dos catadores de lixo que 
já habitualmente trabalhavam em Gramacho. Primeiro 
fotografou-os, depois, com material recolhido no próprio 
lixão, montou as fotografias em dimensões gigantes num 
depósito próximo. Todo o projeto foi registrado e deu origem 
ao consagrado documentário Lixo extraordinário. 
Che, à maneira de Alberto Korda 
 
O ícone cubano Che Guevara ganhou contornos bastante 
peculiares ao ser reproduzido por Vik Muniz a partir de feijão 
enlatado. O sujeito que ficou marcado como o retrato da 
revolução cubana foi reinterpretado com feijões porque o 
alimento é uma comida típica de Cuba. 
A peça foi criada no ano 2000 e é grande, trata-se de uma 
impressão com 150,1 cm por 119,9 cm.

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