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Transtornos alimentares - Anorexia

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Psicopatologia 
 
 
 
→ O comportamento alimentar tem grande 
importância nas sociedades humanas e na experiência 
subjetiva das pessoas. 
 
→ Essa ação é motivada pelas sensações básicas de 
fome, sede e saciedade. 
 
→ As sensações básicas são geradas, controladas e 
monitoradas pelo hipotálamo (centro da saciedade) e 
estruturas límbicas e corticais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Pode-se considerar também as mudanças sociais e 
culturais relacionadas ao padrão de beleza, sobretudo 
feminina (beleza magra), como influência sobre o 
curso das síndromes de comportamento alimentar. 
 
 
→ Os transtornos alimentares tendem a se desenvolver 
em pessoas que se caracterizam como competitivas e 
exitosas. 
 
↪ Ex.: indivíduos que determinam metas de 
emagrecimento muito altas e não conseguem 
alcançar essas metas, ficam estressados e 
preocupados com sua forma física. Com o fracasso em 
alcançar metas tão rigorosas acabam se concentrando 
naquilo que podem controlar: o peso. 
 
→ Problemas familiares e relações conflituosas 
também são relacionados ao desenvolvimento de 
transtornos alimentares. 
 
→ A moda, a mídia e as redes sociais contribuem para 
o surgimento desses transtornos alimentares, pois a 
magreza é retratada como um padrão de beleza a ser 
alcançado. 
 
 
→ Busca implacável de magreza e medo intenso e 
mórbido de parecer ou ficar gorda(o). 
 
→ Ocorre uma perda de peso autoinduzida: 
 Rejeição a alimentos que engordam 
 Comportamentos como vomito e/ou 
purgação autoinduzidos 
 Exercício excessivo 
 Uso de anorexígenos e/ou laxantes e 
diuréticos 
 
→ É característica da anorexia nervosa a distorção da 
imagem corporal: apesar de estar extremamente 
magra, o pessoa percebe-se gorda, sente que algumas 
partes de seu corpo, como o abdome, as coxas e as 
nádegas, estão “muito gordas”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jéssica Alves 
 
→ Caracteriza-se pelo peso muito baixo em relação à 
altura devido à restrição de ingestão calórica em 
relação às necessidades. 
 
→ A determinação da gravidade do transtorno é 
realizada pelo índice de massa corpórea (IMC). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ A partir do resultado do IMC, a gravidade será 
determinada pelas seguintes categorias (AMERICAN 
PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2015): 
 Leve — IMC maior ou igual a 17 kg/m2 ; 
 Moderada — IMC entre 16 e 16,99 kg/m2 ; 
 Grave — IMC entre 15 e 15,99 kg/m2 ; 
 Extrema — IMC menor do que 15 kg/m2 . 
 
→ O índice de massa corporal deve ser menor do que 
18,5 em adultos ou abaixo do quinto percentil em 
crianças e adolescentes. 
 
→ Essa perda de peso corporal não deve ser devida a 
outra doença (CID-11, 2018). 
 
→ Quando ocorre uma perda de peso marcante, 
podem surgir alterações endócrinas como: 
 
 Amenorreia hipotalâmica (suspensão da 
menstruação) 
 Hipercortisolemia relativa 
 Resistência nutricialmente adquirida ao 
hormônio do crescimento 
 Baixo nível de fator 1 de crescimento insulina-
like 
 Queda da leptina, da insulina, da amilina e 
outras incretinas, assim como aumento da 
grelina (resistência à grelina), do PYY e da 
adiponectina. 
 Queda importante da densidade óssea. 
 
→ Pode haver casos de pessoas com anorexia que 
apresente episódios de bulimia (comer compulsivo 
seguido de vômitos e/ou purgação). 
↪ Ocorrem com mais frequência em garotas 
adolescentes e mulheres jovens. 
 
→ Um mecanismo envolvido neste transtorno é a luta 
obstinada por “controle total”, onde o indivíduo busca 
controlar sua vida e conflitos interpessoais por meio 
da alimentação, do peso e das formas corporais. 
 
→ O DSM-5 reconhece dois subtipos de anorexia 
nervosa: 
 Tipo restritivo: o indivíduo se torna e 
permanece anorética pela restrição de 
alimentos, podendo apresentar ou não 
sintomas obsessivo-compulsivos. 
 Tipo compulsão alimentar purgativa: além de 
evitar ingerir alimentos calóricos, a pessoa 
tem comportamentos ativos de perda de 
calorias, como vômitos autoinduzidos, 
exercícios excessivos e uso de laxantes, 
diuréticos e enemas. 
 
→ A anorexia nervosa é diferente do transtorno 
alimentar restritivo/evitativo (CID-11 e DSM-5) que 
se caracteriza por esquiva ou restrição graves na área 
da alimentação, “produzidas”pela aversão a 
alimentos pela pessoa acometida (não por falta de 
alimentos). 
 
→ O padrão alimentar restritivo, diferentemente do 
que ocorre na anorexia nervosa, está centrado 
em evitar alimentos, não em parecer magro ou no 
pavor de engordar. 
 
→ Considerando os transtornos psiquiátricos, a 
anorexia nervosa possui alta taxa de mortalidade e 
suicídio (YAGER; POWERS, 2010). 
 
→ Após o tratamento e a melhora na alimentação, é 
necessário também classificar o estado de remissão 
da anorexia nervosa. 
 
→ Segundo o DSM-5 (AMERICAN PSYCHIATRIC 
ASSOCIATION, 2015), os pacientes se enquadram em 
duas categorias: 
 
 Em remissão parcial — o paciente retomou a 
alimentação, mas permanece com medo 
intenso de engordar e com a autopercepção 
corporal distorcida. 
↪ Os pacientes em remissão parcial 
tendem a desenvolver a bulimia 
nervosa. 
 Em remissão completa — o paciente retomou 
a alimentação, equilibrou o medo de engordar 
e ajustou sua autopercepção corporal. 
 
Referência 
Dalgalarrondo, P. (2019). Psicopatologia e Semiologia 
dos Transtornos Mentais. Porto Alegre : Artmed, 
2019. 
O IMC é calculado a partir dos dados 
antropométricos, peso e altura, com a aplicação da 
seguinte fórmula: