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Constituição Tributária dos Negócios

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típica rural
Decreto-Lei 57/66 art 15. O disposto no art. 32 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Links para um site externo.), não abrange o imóvel de que, comprovadamente, seja utilizado em exploração extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou agro-industrial, incidindo assim, sobre o mesmo, o ITR e demais.
Base Legal: Art. 1153, inc. VI, CF, Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996.
Imposto sobre Grandes Fortunas, Imposto Extraordinário de Guerra e Imposto Residual - a União ainda poderia criar três novos impostos:
· Imposto sobre Grandes Fortunas: sse controverso tributo tem defensores da sua instituição, preocupados com a redução da desigualdade, e seus críticos, argumentando pela inviabilidade e pela fuga de capitais (art. 153, inc. VII, CF).
· Imposto Extraordinário de Guerra: Seu próprio nome já indica a excepcionalidade de sua criação (art. 154, inc. II, CF).
· Imposto Residual: Caberia ainda à União criar novos impostos, com base de cálculo e fato gerador distinto dos demais impostos já previstos na Constituição. Os requisitos para a criação de um novo imposto federal são complexos, motivo pelo qual a União se concentrou nas últimas décadas na criação/revisão/majoração de novas contribuições sociais (cujo fato gerador/base de cálculo pode ser igual a de impostos) (art. 154, inc. I, CF).
O art. 155 da CF/88 traz quais os impostos que o Estado pode instituir. São apenas três impostos:
Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) - ributo que incide sobre duas espécies de transmissões gratuitas: a sucessão causa mortis e a doação (art. 155, inc. I). O termo transmissão implica que é necessário que exista alguém que seja titular de um bem e direito e o repasse para outra pessoa, ou seja, que haja transferência da propriedade.
Para que haja doação, é preciso que haja:
a. Empobrecimento do doador e enriquecimento patrimonial do donatário
b. Liberalidade
Na vida das empresas, a sucessão causa mortis é um fator relevante quando houver o falecimento de sócio. Caso a empresa realize doação a necessitados ou mesmo de valores a uma causa, claramente se sujeitará ITCMD.
É importante lembrar que o ITCMD incide sobre transmissões de bens ou direitos, ou seja, imóveis, carros, obras de arte, ações, participações societárias, marcas, direitos minerários etc. podem se sujeitar a esse tributo.
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) - o que chamamos de ICMS na verdade são ICMSS, no plural, porque temos 4 riquezas distintas sujeitáveis a esse tributo, são as seguintes: (1) Circulação de Mercadorias, (2) Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal, (3) Prestação de Serviços de Comunicação, (4) Importação. Mas todas essas bases têm um elemento comum: o tributo só incide no caso de operações (relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior). 
Só incide ICMS se estamos diante de negócio jurídico bilateral oneroso, ou seja, que haja um contrato com duas partes, um comprador e um vendedor, um prestador e um vendedor, com obrigações recíprocas. Para que o ICMS possa incidir na compra e venda de bens, na transferência de produtos, é preciso que este esteja diante de Circulação de Mercadorias. Por circulação, entende-se a necessidade de transferência da propriedade, não bastando a o deslocamento físico. Ainda que esse empréstimo seja oneroso. Mercadoria é o bem que alguém compra ou produz para vender.  é um bem adquirido ou produzido para se sujeitar ao comércio, decorrendo da atividade profissional do produtor, industrial ou comerciante. Seu destino desde a sua origem é a distribuição/revenda. Mercadoria e ativo imobilizado não se confundem. E a venda de bens que estavam no imobilizado não se sujeita ao ICMS.
Outra hipótese de incidência do ICMS é a prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal. Se o transporte for dentro do Município (intramunicipal), o tributo incidente é o ISSQN. Aqui o objeto do transporte não precisa ser mercadoria. O transporte “por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores” (art. 2º, inc. II, LC 87/96) se sujeita a ICMS.
Para garantir os produtos brasileiros (sujeitos ao ICMS) sejam competitivos com os produtos estrangeiros, impõe-se a incidência de ICMS (lógica similar é observada no caso do IPI). A lógica aqui é totalmente distinta do caso da circulação de mercadoria. o tributo incide sobre “a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o serviço prestado no exterior.” (Art. 155. § 2.º, inc. IX).
Base legal: Art. 155. § 2.º e seguintes, CF, LC 87/96.
Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)- tributo relativamente simples (art. 156, inc. III), recaindo sobre o proprietário de veículo automotor, predominando o entendimento que só abrange veículos terrestres.
Tributo sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) - A Constituição, no seu art. 156, inc. III, indicou que cabe um tributo municipal sobre serviços de qualquer natureza, não abrangidos pelo ICMS, conforme lei complementar. O STF (que é o órgão que tem o dever de guardar e interpretar a Constituição), entendeu que prestar serviço consistia em obrigação de fazer de modo personalizado. Então, não podia incidir ISSQN sobre locação de bens móveis porque era só obrigação de dar.
Caso qualquer atividade humana se enquadre como serviço, para que haja ainda a incidência é previsto que esteja, primeiro, na lista taxativa da LC nº 116/2003 e, depois, que o Município competente tenha criado e instituído o ISSQN em lei própria. 
Uma outra questão que merece atenção é o caso das operações mistas, ou seja, os casos em que
encomendamos um serviço que, afinal, gera uma mercadoria. O entendimento é que, nesse caso, estando na lista do ISS, esse tributo deve incidir e, caso não esteja, é cabível a incidência de ICMS.
Nas exportações não incide ISSQN, mas nas importações incide. A lógica já foi explicada: desonerar exportações e igualar a tributação do produto importado à do produto nacional.
esse tributo só é devido a um município por atividade, essa não é uma escolha do prestador, que naturalmente escolheria o Município com a menor cobrança.
Base legal: Art. 156, § 3º, LC 116/2003
Imposto sobre Transmissão onerosa de Bens Imóveis (ITBI) - é “imposto sobre transmissão "inter-vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição. (art. 156, inc. II, CF).
Transmissão envolve a transferência de propriedade entre duas pessoas, a onerosidade importa na existência de custos envolvidos. Imóveis é uma palavra que todos conhecemos. Quando dizemos que um imóvel é por natureza, nos referimos ao solo, superfície, espaço aéreo; por outro lado, acessão física se refere aquilo que o homem adere ao solo, como, por exemplo, construções.
A transmissão que gera a incidência do ITBI não se refere só aos imóveis, mas também os direitos que se relacionam com os imóveis, conhecidos tecnicamente como direitos reais. É possível vender um direito real sem que tenha havido a venda do próprio imóvel (hipótese em que seria transferido o direito de propriedade).
A transferência desses direitos gera a incidência de ITBI, salvo quando estivermos diante de direitos de garantia, ou seja, dos direitos reais que se prestam a assegurar o cumprimento de uma obrigação em que não há a incidência. O principal exemplo é a hipoteca.
As operações de integralização do capital social por imóvel são imunes ao ITBI. Ou seja, quando a aquisição de cotas da sociedade se dá por meio da transferência de imóvel a esta, não poderá haver a exigência de ITBI. O mesmo ocorre nos casos de “transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão, incorporação, cisão ou