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Clínica de Grandes Animais 2 Camilla Teotonio Pereira SEMIOLOGIA DA GLÂNDULA MAMÁRIA Relação direta com a produção leiteira, com a saúde pública e as lesões do tecido glandular mamário são irreversíveis. FIIOLOGIA DA LACTAÇÃO Mamogênese desenvolvimento estrutural das mamas. Lactogênese deferenciação e multiplicação das células alveolares mamarias. Síntese e secreção do leite, necessita prenhar. Galactopoiese céls. amamentação. CURVA DE LACTAÇÃO Começa com saldo + na hora do parto, devido a lactogênese. Pico de lactação: 5ª a 8ª semana pós parto. Período seco: somente na vaca leiteira é interrompido pelo homem. Involução mamária: morte de células de amamentação e a renovação celular ocorre no período seco (lactogênese). CLASSIFICAÇÃO Bimásticos um par de glândulas mamárias. Ex: pequenos ruminantes e humanos. Polimásticos dois pares de glândulas mamárias (anteriores e posteriores esquerdo e direito). Antibioticoterapia intramamário nos ruminantes devido à presença de único orifício do teto. Porca: oito orifícios do teto, impossibilitando o ATB intramamário. Égua: dois orifícios teto que permite ATB intramamário, porém baixa ocorrência de mastite. Leite de ovelha é caro. PRODUÇÃO DE LEITE Produção de leite é advindo da alimentação. Galactose + glicose = lactose (CHO) – 5%. Aminoácidos = caseisa (proteína) – 3,5%. Micelas de gordura (lipídeos) – 3,5%. Água – 88% (solvente). Necessita de qualidade de água e disponível 24h por dia. Para 1L leite necessita 500L sangue circulante na glândula mamária. Filtração dos solutos através das céls secretoras (cuboides) em direção ao lúmen alveolar, sendo estocado na forma de leite. No momento de ejeção do leite ocorre em conjunto ação da ocitocina (céls. mioepiteliais) + estimulo do bezerro ou ordenha e o leite ejetado em direção dos ductos mamários. ANATOMIA DO ÚBERE Artéria e veia pudenda externa são vasos que descem pela cavidade abdominal em direção da glândula mamaria e irrigam toda a glândula mamária. Veia epigástrica superficial cranial ocorre retorno venoso para coração, sendo uma veia calibrosa e parede delgada. A Flebite no abdômen ventral pode devido aplicação de ocitocina sucessiva que libera leite instantaneamente. Sistema linfático ocorre drenagem linfática através do linfonodo ilíaco externo (subilíaco ou pré cural) palpável e linfonodo retromamário localizado no posterior do úbere e não palpável em condição normal. Morfologia interna cisterna da glândula tem a função de armazenar leite advindo dos alvéolos mamários. No momento da ordenha ou estímulo do bezerro libera leite através da cisterna do teto que armazena até 15ml de leite. O esfíncter do teto é estrutura muscular responsável por manter o teto fechado. Inervação conjunto de nervos responsáveis pelo estimulo nervoso da ocitocina no úbere. Estrutura suspensória Úbere repleto ocorre tensão dos ligamentos laterais = tetos divergentes. Úbere vazio tensão ligamento médio = tetos convergentes. SEMIOLOGIA DA GLÂNDULA MAMÁRIA INSPEÇÃO DIRETA ATITUDE Posição antiálgica tem afastamento dos membros posteriores, indicativo de mastite. Downer cow tbm conhecido como síndrome da vaca caída pode ou não ter mastite. As possíveis causas podem ser hipocalcemia pós parto, cetose, perna quebra, mastite ou outros. DISPOSIÇÃO E ASSIMETRIA DOS TETOS Imagem 1: papilomatose bovina tem dificuldade na ordenha inibindo ejeção de leite, dor e contaminação. Imagem 2: tetos supranumerários são tetos pequenos e não tem contato e atrapalha na ordenha, indicado retirada do teto. LESÕES / MODIFICAÇÃO DA FORMA E COR Lesão tem prognóstico variável. Modificação da forma e cor pode ter aumento ou diminuição de volume. INSPEÇÃO INDIRETA Exames mais usados em pesquisas e pouco usadas na rotina. Termografia permite a localização do quadro infamatório do quarto mamário. Teloscopia é endoscopia do teto e indicado na suspeita de obstrução do teto. PALPAÇÃO DIRETA Parênquima mamário e não consegue diferenciar as estruturas mamárias. Úbere esburacado = sinal de godet +. CONSISTÊNCIA Mole: normal. Enriquecimento do parênquima indica ser grau de inflamação ou fibrose. SENSIBILIDADE Sensibilidade dolorosa positiva indica inflamação causada por mastite. TEMPERATURA Comparar a T°C do úbere com outro local no animal. Aumentada devido a inflamação bacteriana. Diminuição devido presença de bactérias que causa grau de necrose. CISTERNA DA GLÂNDULA E DO TETO O conteúdo flutuante em casos normais e endurecido quando tem fibrose ou obstrução. Palpação anelar da cisterna da glândula. Palpação rolamento da cisterna do teto. LINFONODOS / PREGUEAMENTO DE PELE Linfonodo ilíaco externo (subilíaco ou pré cural) ou retromamário somente quando a glândula estiver inflamada. PALPAÇÃO INDIRETA Sonda intramamária na palpação da cisterna do teto com indicação de obstrução do teto. EXAME DO LEITE MACROSCÓPIO VOLUME Mastite ocorre queda de produção de leite. COR Normal branco encorpado. Fase de lactação o pós parto tem o colostro com coloração amarelo e final da lactação leite tem a estrias de sangue. Tipo de alimentação animal desnutrido tem o leite branco transparente. Agente bacteriano a coloração pode variar de sangue, pus (caseoso) ou acinzentado e a contaminação advinda da ordenha. CONSISTÊNCIA Mucoso é processo fisiológico advindo do início da fase de lactação (colostro) com coloração de branco encorpado. Fluido–aquoso pode ser fisiológico devido o tipo de alimentação ou patológico como causas bacterianas, ambos com coloração branco transparente. Caseoso sempre mastite causadas por bactérias piogénicas. Grumos indicativo de mastite. Sanguinolento pode ser advindo de trauma, tipos de bactérias ou vírus. O sangue com estrias no leite pode ser advindo no final da fase de lactação. TESTE DE TAMIS OU CANECA DE FUNDO ESCURO Teste qualitativo de triagem obrigatório para todos animais da ordenha. Despejar os primeiros quatros jatos de leite para avaliar a consistência do leite e serve para diagnosticar mastite com alteração evidente e resultado pode ser positivo ou negativo. CMT (CALIFORNIA MASTITIS TEST) Teste qualitativo, subjetivo e não obrigatório depois do teste de Tamis com realização em todos os quatros tetos. Avalia o grau de mastite e acompanhar o desenvolvimento do tratamento. Preencher de leite até a primeira marcação inferior e depois preencher com reagente CMT enzimático até a segunda marcação. Depois homogeneizar na forma de 8 ou circular. Observar duas características como cor e consistência. Classificação por graduação: + leve, ++ moderada e +++ grave. A cor do leite muda de acordo com pH do reagente, devido a lise celular com liberação do DNA e ocorre formação gel indicando pH mais próximo do básico. COMPOSIÇÃO QUÍMICA Avaliação do pH pela fita reagente Alterações da composição química no leite mamitoso são aumento de proteínas do sangue, diminuição da lactose pelo consumo microbiano e transudação de cloreto de sódio do sangue para o leite. EXAME MICROSCÓPICO CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS (CCS) Exame quantitativo e realizado no laboratório. Mastite tem dois tipos de céls que são leucócitos (maior n°) e céls descamativas. EXAME MICROBIOLÓGICO Identificação do patógeno através da cultura na estufa de 48 a 72 horas e depois antibiograma. Indicação quando não responde o tto de mastite de amplo espectro. Coleta de amostras estéreis com algodão e álcool 70 do esfíncter do teto.