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Medicina UFFS 2017 Diagnóstico e Terapêutica I – Semiologia Priscila Post Semiologia dos Linfonodos Sistema Imunológico Órgãos que participam da defesa do organismo: - Órgãos Linfáticos Centrais Medula óssea – Stem Cel/ Cél Tronco, cél Pluti e Multipotente – Se diferencia; Timo - Órgãos Linfáticos Periféricos Baço Linfonodos Tecido Linfóide de mucosa Vasos Linfáticos - Linfonodos: Formações ovais, do tamanho de uma ervilha. Palpáveis até um ano, inteiramente formados até os 13 anos; Histologia: tem vários vasos linfáticos aferentes e 1 vaso eferente: Medicina UFFS 2017 Diagnóstico e Terapêutica I – Semiologia Priscila Post Sistema Linfático O sistema linfático inicia no tecido intersticial de todo o organismo em forma de lacunas; Se dirige aos capilares linfáticos e se anastomosam. Constituem os vasos linfáticos aferentes que desembocam até os gânglios, do gânglio sai o vaso eferente; Formam-se cadeias ganglionares topográficas que desembocam nas veias do canal torácico; 80km de canais linfáticos e mais de 600 linfonodos no corpo (maioria não conseguimos examinar); Funções: Transporte, filtração, depósito, fagocitose, imunologia celular e humoral; Anatomia dos Linfonodos Medicina UFFS 2017 Diagnóstico e Terapêutica I – Semiologia Priscila Post Distribuição dos linfonodos Superficiais e Profundos: Grupo Ganglionar e da Cabeça (6 níveis anatômicos): Grupo Ganglionar e das axilas: (laterais, posteriores e centrais): Grupo Ganglionar das Virilhas (Inguinais) – (Superficiais e Profundos): Semiotécnica Inspeção: Realizada com o paciente despido, sempre comparando ambos os lados contralaterais; Palpação: Realizar com as Polpas digitais e a face ventral dos dedos médio, indicador e polegar; Palpação dos Linfonodos Cervicais: Ajustar a cabeça em posição que relaxe os músculos do pescoço, fletindo-se ligeiramente o pescoço e inclinando a cabeça levemente para o lado q se deseja examinar; Examinador se posiciona atrás do paciente; Palpar os linfonodos do nível I. Medicina UFFS 2017 Diagnóstico e Terapêutica I – Semiologia Priscila Post Palpar linfonodos do nível III; Palpar linfonodos do nível V; Palpação dos linfonodos Axilares: Examinador a frente do paciente; Segurar gentilmente o membro superior do paciente do lado homologo a ser examinado, ligeiramente fletido, examinar a fossa axilar com a mão heteróloga, em posição de garra. Executar deslizamento suave da pele contra o gradil costal da região; Palpação dos linfonodos Retropeitorais Examinador a frente do paciente, com a mão em pinça comprimir e deslizar toda a face posterior acessível do músculo grande peitoral; Palpação dos linfonodos Epitrocleanos Examinador a frente do paciente, manter o membro superior do paciente em flexão, segurando o antebraço, com a mão contraria em posição de pinça fazer compressão e deslizamento da goteira epitrocleana, temos apenas 1 linfonodo palpável nesta região; Medicina UFFS 2017 Diagnóstico e Terapêutica I – Semiologia Priscila Post Palpação dos linfonodos Inguinais: Dedos em extensão, deslizando suavemente em movimentos circulares ou lineares, sobre as regiões; paciente deve estar deitado e com a região a ser examinada despida; Palpação dos linfonodos Poplíteos: Paciente em decúbito ventral, com a perna semifletida, examinador deve manter os dedos estendidos ou em garra; Estes linfonodos raramente são palpáveis; Sistematização da investigação Semiológica Localização: Ver anatomia; Tamanho ou volume: normal de 0,5 a 2,5cm de diâmetro (comparar com formas conhecidas). São individualizados, móveis e indolores; Coalescência: Junção de dois ou mais linfonodos; Consistência: Endurecido, amolecido, com flutuação ou não Mobilidade: Móvel ou aderido; palpar fixando o linfonodo entre o polegar e o indicador, procurando deslocar ele; Sensibilidade: doloroso ou indolor; Alteração da pele: sinais flogisticos (edema, calor, rubor e dor), presença de fistulação ou não e presença de secreção pela fistula ou não; Patologias associadas ➢ Edema Linfático (linfedema): Pode ser por obstrução linfática, no qual ocorre acúmulo de linfa (pálido, volumoso e não é quente, doloroso) causa limite funcional; Ex: Elefantíase; ➢ Celulites infecciosas: Causam hiperemia da pele, calor e rubor; Linfangite: Cordão superior vermelho doloroso e quente; Adenite: Aumento de um gânglio, doloroso, pode ter hiperemia ou não; ➢ Inflamação dos linfonodos: Causa aumento dos gânglios discreto e difuso, raramente doloroso; Ex: Urticárias, edemas; ➢ Infecção dos Linfonodos: Causa aumento discreto dos gânglios, Pode ser dolorosos; Ex: Sífilis, HIV, CMV; ➢ Neoplasias: Metástases locais, regionais ou distantes. Causas aumento dos linfonodos, eles ficam endurecidos, com sinais de inflamação, de tamanhos variados, assimétricos, podem estar aderidos a planos profundos e coalescentes. Medicina UFFS 2017 Diagnóstico e Terapêutica I – Semiologia Priscila Post