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1 CEERSEMA – CENTRO ECUMÊNICO DE ESTUDOS RELIGIOSOS SUPERIORES DO ESTADO DO MARANHÃO DISCIPLINA – Teoria e Prática da Alfabetização DOSCENTE – MANOEL ALCIRENE PEREIRA DA SILVA FILHO 2 INTRODUÇÃO Alfabetização e letramento se somam Analisando o panorama educacional do Brasil desde o final do século XIX, percebe-se que, ao se falar de leitura e escrita, logo se pensa em alfabetização. E ao se pensar em alfabetização surge um embate: qual é o método mais adequado? Foram muitas as tentativas de se encontrar o melhor, pois se acreditava que a previsão, o planejamento e a elaboração de materiais diversificados poderiam se viabilizar com mais sucesso por meio de determinado método. Os métodos de leitura agrupam-se em dois grandes grupos: os sintéticos, que vão da leitura dos elementos gráficos (o alfabético, o fônico, o silábico) à leitura da totalidade da palavra, e os analíticos, que partem da leitura da palavra, da frase ou do conto, histórias, para chegar ao reconhecimento de seus elementos: a sílaba ou a letra. Essa classificação considera tanto a natureza do elemento linguístico adotado como ponto de partida do processo, quanto as operações cognitivas envolvidas nessa fase inicial. Os métodos sintéticos apoiam-se na ideia de que a língua portuguesa é fonética e silábica, de modo que a dedução é a melhor maneira de dominar a leitura e que a aprendizagem da escrita se dá por meio de um processo que atente para essa característica. Dependendo do ponto de partida, ou seja, da unidade linguística analisada, os métodos sintéticos podem classificar-se em: alfabético (ou da soletração), que parte 3 dos nomes das letras; fônico, que parte dos sons correspondentes às letras; e silábico, que parte das sílabas. Nos três, o processo vai da parte (unidade linguística) em direção ao todo (palavra), numa ordem crescente de dificuldade; isto é, depois de se reunirem as letras ou os sons em sílabas, ensina-se a ler palavras formadas por essas letras, sons ou sílabas, para enfim ensinar frases, que podem ser isoladas ou agrupadas. No ensino da escrita, os métodos silábicos valorizavam o desenho correto das letras, priorizando caligrafia, ortografia, cópia, ditados e formação de frases. Dessa forma, temos os seguintes conceitos: Alfabetizar é dar condição ao ato de ler e escrever, tornar o sujeito alfabeto. Letrar é, além de alfabetizar, tornar o sujeito competente na leitura e na escrita, dar-lhe a condição de ser letrado, de dominar a leitura e a escrita. Há assim uma diferença entre ser alfabetizado, saber ler e escrever, e ser letrado, viver na condição de quem sabe ler e escrever. Uma pessoa que aprende a ler e a escrever se torna alfabetizada, e uma pessoa que passa a fazer uso da leitura e da escrita e se envolve nessas práticas sociais se torna letrada. 4 2 COMBINAÇÃO DE MÉTODOS Nessa concepção, a língua portuguesa é fonética e a escrita é diferente da fala, o que exige uma graduação sistemática para a aprendizagem da escrita, partindo-se de sílabas mais simples para as mais complexas. Preconiza que a identificação dos principais elementos de composição da imagem se dá de modo totalizante, o que facilita a compreensão do significado, contribuindo assim para o registro ortográfico adequado pela formação de imagem cenestésica das palavras. Por exemplo: a palavra GATO forma uma imagem que facilita a sua memorização, diferente da palavra barriga: Ao se observar a realidade brasileira mais de perto, percebe-se que houve uma parcela significativa de escolas e de professores que usaram cartilhas mesclando princípios metodológicos pertinentes aos dois grupos: trata-se do método analítico-sintético (ou eclético). Partindo da frase para chegar à palavra e à família silábica, toma por empréstimo alguns elementos do método analítico, sem, no entanto, abandonar as características básicas do sintético: a operação B + A= BA. Esse método usa a imagem para reforçar a letra a ser aprendida, juntando a questão da formação da imagem cenestésica, presente no método analítico. 5 O melhor exemplo desse método é a cartilha Caminho suave, que teve sua primeira edição em 1948 e ainda hoje é referência para muitos. Nela, a autora Branca Alves de Lima juntou princípios do método sintético com o analítico que estava surgindo na época em que escreveu a sua cartilha. Ela denominou o seu método de “alfabetização pela imagem”, reforçando assim, o princípio da imagem cenestésica. A letra “a” está inserida no corpo de uma abelha, a letra “b”, na barriga de um bebê, o “f” fica instalado no corpo de uma faca, a letra “o”, dentro de um ovo e assim por diante, associando desenhos às letras iniciais das palavras-chave para facilitar sua memorização, para depois trazer a família silábica e a formação de novas palavras. No atual momento, vivenciamos um momento de busca de equilíbrio, pois o desafio que se coloca hoje para os professores é o de conciliar a alfabetização e o letramento, de modo a assegurar aos alunos a apropriação 6 do sistema alfabético-ortográfico e a plena condição de uso da língua nas práticas sociais de leitura e escrita. 2.1 Alfabetizar letrando Há consenso em grande parte dos estudiosos que uma prática pedagógica centrada apenas no estudo das correspondências fonográficas não garante uma alfabetização de qualidade, pois as práticas de leitura e de escrita são praticamente inexistentes nas famílias de considerável parcela das crianças que frequentam as escolas públicas de nosso país. Se por um lado, as práticas sociais de leitura e escrita devem ser enfocadas pedagogicamente para que o acesso ao mundo da escrita em todas as dimensões seja real e mais democrático, por outro devemos considerar que também é um fato incontestável que só a partir da descoberta do princípio alfabético e das convenções ortográficas formamos em leitor e escritor autônomo. Há sem dúvida a necessidade de se buscar uma metodologia que dê um suporte à prática do professor, possibilitando uma sistematização de seu trabalho e a materialização desses dois pontos fundamentais, acompanhando e orientando a aprendizagem da criança: alfabetizar letrando ou letrar alfabetizando pela integração e pela articulação das várias facetas da aprendizagem inicial da língua escrita é sem dúvida o caminho para superação dos problemas que vimos enfrentando nesta etapa da escolarização. O processo de alfabetização e letramento demanda muitos esforços, tanto da criança que está sendo alfabetizada, quanto para os adultos ao seu redor. É necessária uma força tarefa integrada entre escola 7 e família para que o letramento ocorra de forma eficaz. Afinal, esses são os ambientes mais frequentados pelas crianças nesta fase e estes adultos são suas referências. Mas o processo de alfabetização e letramento não é apenas gravar letras e juntar sílabas. Vai muito além disso e abrange uma série de capacidades e habilidades sociais relacionadas à escrita e leitura. É preciso que a criança saiba interpretar significados e entender variados contextos através de experiências promovidas durante o processo de alfabetização e letramento. Nesta fase é muito comum que os pais e educadores pesquisem bastante sobre métodos e técnicas para introduzir a criança no mundo letrado, além de promover a alfabetização e o letramento. 8 Novamente falado de método analítico e sintético, observamos que a criança deve compreender os significados no contexto em que está inserida. No método sintético, podemos encontrar: Método Alfabético: este é o método mais comum, onde a criança aprende primeiro os nomes das letras do alfabeto para, em um segundo momento, fazer as combinaçõessilábicas e montar as palavras. Silábico: neste método a criança aprende as famílias de sílabas antes de compreender as palavras. Fônico: no método fônico, a criança aprende associando sons e palavras. São ensinadas as vogais, depois as consoantes e, então, sílabas e palavras. Já nos métodos analíticos, pode-se explorar: Palavração: este método é muito simples, pois ele explora palavras comuns e busca fazer com que a criança reconheça o som dessas palavras. Sentenciação: a sentenciação, como o nome já diz, parte de um aprendizado que se inicia por frases inteiras, explorando a memorização. Global: este método apresenta primeiro estruturas de textos com começo, meio e fim. Ele também é conhecido como método de historietas ou contos. O processo de alfabetização é mais complexo do que se imagina, pois é a partir dele que milhares de pessoas aprendem a ler e escrever. O mais preocupante é que para se alfabetizar usa-se métodos como o tradicional que engloba o analítico e sintético. A dúvida é, qual deles seria 9 mais indicado para alfabetizar, criar alunos capazes de construir seu próprio conhecimento, ser participante e crítico na sociedade. A alfabetização teria que partir do pressuposto de que alfabetizar não é apenas ensinar a ler e escrever através de um método que a cartilha propõe, e sim formar alunos críticos e capazes de interagir na sociedade, propiciar aos alunos caminhos para que eles aprendam, de forma consciente e consistente, os mecanismos de apropriação de conhecimentos. Assim como a de possibilitar que os alunos atuem, criticamente em seu espaço social. A sociedade do conhecimento, da qual se faz parte, exige do sujeito que, além de ler e escrever, domine essas práticas para que este possa participar socialmente e exercer seu papel de cidadão, tendo em vista que tudo gira em torno do código escrito. Identificar esses processos no contexto em que se dá a aprendizagem, ter conhecimento destes conceitos a fim de compreender em que momentos ocorrem e como deve-se influenciá-los são de extrema relevância aos professores, sobretudo à luz de teóricos e pesquisadores da educação. Ao passo que a sociedade vai se tornando mais dependente da escrita e da leitura o “ser alfabetizado”, apenas saber ler e escreve, vai se tornando ultrapassado e insatisfatório, e o conceito de letramento eclode em vista da necessidade de nomear este fenômeno, no qual as pessoas devem incorporar e adquirir competência para usar e envolver-se com as práticas de leitura e escrita. 10 3 O ENSINO POR CARTILHAS Geralmente o método de ensino das cartilhas são feitas por etapas exigindo que os alunos a sigam, de acordo com sua ordem, usando palavras chaves, e sílabas geradoras, ou seja, o famoso método do “bá-bé-bi-bó- bu”. Cada capítulo da cartilha apresenta uma unidade silábica, as lições são organizadas do mais fácil para o mais difícil e finaliza com um texto que resume tudo o que ela tentou ensinar. As cartilhas chamadas de métodos construtivistas tendem a conter o ensino mais claro e objetivo, pois trata o aluno como um ser pensante. Ou seja, levando-o a pensar e agir por si próprio, esta cartilha não se preocupa com a perfeição da ortografia, não se prende a escrita, e sim, com a interação no seu aprendizado, sendo um aluno participativo e crítico. Já a cartilha do método tradicional, tem seu ensino baseado na ortografia perfeita, ensinada através de regras gramaticais, confundindo ainda mais a aprendizagem do aluno, e deixando às vezes seus textos escritos de forma ortograficamente correta, porém sem sentido. A cartilha de método tradicional cria seus próprios ideais, que o aluno tem por obrigação segui-lo, aprendendo uma lição após a outra. Esse recurso didático tende a absorver e centralizar o trabalho de alfabetização, na medida em que essa prática se encontra pautada e direcionada pela cartilha, tornando duradoura a concepção de ensino de língua escrita que cristaliza e neutraliza a linguagem, deslocando sua dimensão de interação, e construtivista do conhecimento. 11 As alfabetizações nos dias atuais persistem na repetição excessiva de exercícios visando à memorização de letras, silabas para formação de palavras, frases e textos, e a assimilação da criança, de que há uma ligação correspondente entre fala e a escrita. Alfabetização é muito mais que decodificação e codificação de códigos, a alfabetização é a relação entre aluno e seu conhecimento de mundo. O processo de alfabetização se inicia muito antes da criança entrar na escola, pois antes disso ela já possui contato com seu meio social, que lhe permite adquirir conhecimentos como a própria linguagem verbal, entre outros. A cartilha, mais do que qualquer outro tipo de livro didático, por ser uma obra simplificada e esquemática, pressupõe, por parte de quem a usa, um conhecimento profundo do conteúdo da obra e das técnicas de ensino e aprendizagem. 12 13 4 O MÉTODO CONSTRUTIVISTA Este método construtivista é um dos mais indicados e usados para alfabetização, por permite que a própria crianças construam seus conhecimentos de acordo com seu desenvolvimento cognitivo, pode ser aplicado de forma individual ou coletiva, trabalha com o conhecimento que a criança traz para escola, faz a união da língua falada, escrita e a leitura em um único processo, e pode ser aplicado a qualquer criança. E a partir deste método a criança se sentirá mais segura e será capaz de criar seu próprio conhecimento tornando-se um aluno consciente e responsável. O método construtivista baseia-se nas pesquisas de Jean Piaget, sobre a construção do conhecimento, afirmando que este é o resultado da construção do próprio indivíduo. Essas conclusões são derivadas das suas pesquisas sobre “a origem e evolução da inteligência” que também se constrói na interação do sujeito com o mundo, considerando os fatores biológicos, experiências físicas, a troca social, e os processos de equilíbrio e desequilíbrio. A aprendizagem da criança começa muito antes da aprendizagem escolar, a criança antes de entrar na escola já possui alguns conhecimentos como, por exemplo, a linguagem verbal. Toda aprendizagem na escola tem uma pré-história, a atividade de criar é uma manifestação exclusiva do ser humano que tem a capacidade de criar algo novo a partir de um conhecimento já existente. Através da memória o ser humano pode imaginar situações futuras e formar outras imagens a partir dela. Com isso, ação de criar deixa clara que o indivíduo pode e deve sempre estar criando algo novo a partir de seus conhecimentos pré-existentes, buscando através do 14 imaginário e da fantasia, um equilíbrio, bem como a construção de algo novo. E é nisso que o método construtivista consiste em o aluno construir seu próprio conhecimento. Do ponto de vista linguístico o construtivismo deixa claro que para se aprender algo tem que praticar. Ou seja, para aprender a ler tem que ler e a escrever tem que escrever, para isso não são necessários métodos, por exemplo, para aprendemos a falar não tivemos que seguir um método, para ler e escrever não deve ser diferente. O método construtivista possui muitas vantagens, pois incentiva a criança a expressar o que sente, e a escrever e falar o que pensa, desperta a curiosidade e leva o aluno a buscar soluções para resolução de seus problemas, tornando-o um aluno crítico e capaz de responder pelos seus atos, estimula também o ato da leitura e escrita, trabalha com a língua escrita com todas as dificuldades que nela existe a partir da produção de texto do próprio aluno, no processo de aprendizagem da escrita não exige a ortografia e a sintaxe perfeita, dá valor à interação dos alunos em grupo, enfim, o método 15 construtivista, não tem uma regrabásica a ser seguida, pois parte da ideia de que o ensino tem que se basear na vivência de vida que o aluno trás para escola. 4.1 A escrita Escrever é diferente de falar, o aprendizado da escrita requer tempo, paciência e maturidade. As crianças quando vão para escola conhecem muitas coisas sobre o sistema da comunicação verbal, e isso ajuda muito no seu aprendizado da escrita. Uma das tarefas principais da alfabetização é ensinar o aluno a escrever, e a escrita passa a ser algo novo na vida da criança, por isso que se deve ter uma atenção especial a ela, não dando atenção para a forma ortográfica da escrita, e sim, ao modo de como a criança escreve. A leitura tem um objetivo que é a compreensão do leitor, e o objetivo da escrita é a comunicação, que dá acesso à leitura. Escrita e Leitura estão ligados um ao outro, ou melhor, um depende do outro, porém a sua forma de uso é que são diferentes. A aprendizagem da escrita possuí características e objetivos específicos que devem ser ensinados de forma paralela, porém separada e autônoma do ensino da leitura” Para escrever o aluno ouve um som e tenta codificar esse som em letra para escrever as palavras. As formas de escrita são diversas, ela possui inúmeras grafias, o que pode acarretar em confusão na aprendizagem da criança, pois de uma para outra há uma diferença considerável, e para que não se tenha problema 16 na aprendizagem do aluno é muito importante que o alfabetizador esteja atendo. 4.2 O Sistema de escrita Os sistemas de escrita podem ser divididos em dois, o primeiro em escrita ideográfica que se baseia no significado e o segundo em escrita fonográfica que é o sistema de escrita baseado no significante. O sistema de escrita que se baseia no significado para ser entendido depende da formação sócio cultural do indivíduo, pois é através desse conhecimento que ele conseguirá decifrar a ideia ou mensagem que o sistema estará tentando passar. Esses sistemas são representados por sinais de transito, logotipos e logomarcas de empresas e produtos, são também obras de artes, entre outros, e é por isso que sua decifração depende da formação sócio cultural, pois cada um pode interpretar de uma forma diferente. Os sistemas de escrita possuem sons de uma língua, e como já sabemos nossa língua vive em constantes mudanças, e com isso a forma de pronuncia a forma fônica da palavra muda, e assim como ela vai perdendo seu uso, vai ficando difícil de entendê-la. 4.3 O Desenho na alfabetização Muitos desenhos que as crianças produzem podem representar a tentativa de escrita. Esses desenhos são uma forma de construir, organizar, registrar, expressar seu saber, pode representar noção de espaço, tempo, cores e até mesmo noção sociocultural. 17 Os desenhos que as crianças produzem não podem ser considerados, como algo sem significação, isolado, descontextualizado, pois quando ela desenha algo, ela insere em um contexto que pode estar vivenciando, ou até que seja de sua imaginação. Esses desenhos podem ser pequenos rabiscos que se misturam entre linhas retas e curvas, e o significado da escrita só a criança pode decifrar, pois é uma representação do que ela imagina o que seja escrita. Cada criança tem uma expectativa e desempenho na aprendizagem da escrita e leitura, é preciso conhecer a criança e o meio social em que ela vive para tentar decifrar e entender a sua tentativa de escrita. O processo de construção de leitura e escrita são processos que andam juntos, um depende do outro para dar sua significação. Quando a criança inicia no processo de aprendizagem de leitura e escrita ela consegue identificar que números representam quantidades e as letras formam palavras, e através delas podem expor suas ideias. E é a partir daí que elas começam a perceber a diferença que há entre escrita e leitura. 18 5 ENSINAR PARA O FUTURO Atualmente, no Brasil encontramos uma questão de extrema importância ao se tratar da precariedade da alfabetização, pois nota-se que muitas pessoas já escolarizadas são consideradas analfabetas funcionais, ou seja, não são capazes de compreenderem o que leem. Portanto, através da realidade presente nas escolas é fundamental que os professores compreendam o que é alfabetização e o que é letramento para poderem desenvolver melhor a sua prática pedagógica, visando uma alfabetização significativa. Aprender é um ato individual de cada aluno, aprender de acordo com o seu metabolismo intelectual e ordenada pelo aluno de acordo com sua história de vida. Aprender não é repetir algo semelhante, e sim criar algo novo, ou seja, a repetição de um modelo já pronto não é uma aprendizagem, e sim uma cópia. O construtivismo trata o aluno como um ser racional, capaz de pensar, agir por conta própria construindo a partir do seu conhecimento que trazem para a escola, usando a capacidade de reflexão sobre o que faz. O método construtivista é baseado na aprendizagem através da reflexão e entende que a aprendizagem inicial de cada aluno é diferente, porque cada um tem sua história de vida e de conhecimento. A leitura e a escrita são competências básicas para o ingresso e a participação em uma sociedade letrada. São armas que permitem compreender e realizar a comunicação com os outros sujeitos, assim, por meio da leitura e da escrita o homem se torna um ser global e social, enfim um cidadão inserido na sociedade.