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Sistema motor

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AES11-PROBLEMA 3 MATHEUS SIQUEIRA MED 4-2019.1
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OBJETIVO 1 CARACTERIZAR o sistema motor
Neurônio motor inferior
São os que controlam diretamente a contração muscular, ao passo que são os que inervam a musculatura somática. Obs: São definidos como inferiores, uma vez que os superiores são os neurônios que saem do cérebro e vão para a medula espinhal.
Organização segmentar dos neurônios motores inferiores.
Os nervos motores pertencem a um segmento espinhal: Cervical (1-8), torácicos (1-12), os lombares (1 a 5) e os sacrais (1-5). Os número de músculo inervado não é proporcional ao número dos neurônios motores. Tal fato é exemplificado no que tange aos músculos dos membros superiores que são 50 e são inervados de C3-T1. Dessa forma, torna-se necessário uma acomodação da medula espinhal, onde que os cornos dorsais e ventrais são maiores justamente para tentar suprir essa necessidade. Da mesma forma acontece de L1-S3, pois é a área referente a inervação dos músculos da perna. Obs: Segmentos cervicais e lombossacrais inervam a musculatura proximal e distal.
Obs2: A musculatura axial é inervada de todos os níveis. A inervação em um determinado lugar pode indicar o local onde vai atuar o movimento. Que seria uma organização mediolateral. 
-O músculos dos membros são inervados por neurônios oriundos do corno ventral lateral e na zona intermediária. - Enquanto os neurônios que inervam os músculos axiais e das cinturas, estão localizados no corno medial e na zona intermediária.
 Além dessa organização mediolateral, há também a organização dorsoventral. A localização dos neurônios que inervam para fazer a flexão estão localizadas dorsalmente aos dos neurônios que inervam os músculos extensores.
Neurônios motores alfa
Responsável pela geração de força pelo músculo. O neurônios motor alfa + fibras musculares são elementos da unidade motora
A contração é feita a partir de uma ação individual ou coletiva das unidades motoras. A coleção de neurônios motores alfa que inerva um músculo é denominado de conjunto de neurônios motores.
O controle graduado da contração muscular pelos neurônios motores alfa
O SNC utiliza diversos mecanismos com o intuito de regular de uma forma gradual e precisa a contração muscular: 
1) Variando a taxa de disparo dos neurônios motores Uma atividade pré-sinaptico de alta frequência pode gerar uma somação de respostas póssinapticas.
 Obs: A somação dos abalos aumenta a tensão das fibras musculares e suaviza a contração 
2) Recrutando unidades motoras sinérgicas adicionais Podemos utilizar dois exemplos: Nos músculos das pernas que se opõem a gravidade possuem uma unidade motora composta de uma fibra nervosa inervando 1000 fibras musculares, enquanto nas mãos temos unidade motora com fibras nervosas inervando poucas fibras. 
Dessa forma, o controle da mão é muito mais controlado uma vez que pequenas unidades motoras são mais fáceis de controlar em relação a uma grande unidade motora única. As unidades motoras são recrutadas da menor para a maior. Dentro desse contexto, torna-se explicável o motivo de ter um controle fino.
 Obs: As unidades motoras pequenas possuem neurônios motores alfa pequenos, enquanto as unidades motoras grandes possuem neurônios motores alfa grandes Qual o motivo de ocorrer tal ordenamento: Ocorrer de acordo com o princípio do tamanho. Devido a geometria e a fisiologia dos somas e dos dendritos dos pequenos neurônios, mais facilmente excitados por sinais descendentes do cérebro.
Aferências para os neurônios motores alfa
São provenientes de 3 fontes:
· Fuso muscular: Por meio de células ganglionares da raiz dorsal com axônios provenientes de um dispositivo sensorial especializado no interior do músculo. 
· Neurônios motores superiores localizados no córtex cerebral motor e no tronco encefálico
· Interneurônios: Pode ser excitatória ou inibitória.
Tipos de Unidade Motoras
1) Fibras lentas (fibras musculares escuras): Muita mitocôndria, e com enzimas especializadas para o metabolismo oxidativo energético. Lentas para contrair, mas podem sustentar a contração por um longo tempo sem fadiga.
 2) Fibras rápidas (fibras musculares brancas): Poucas mitocôndrias, metabolismo anaeróbico. Contraem de forma explosiva, contudo fadigam rapidamente comparada as primeiras fibras citadas. Que podem ser divididas em 2:
 2.1) Fibras resistentes à fadiga: Contração moderadamente fortes e rápidas e são relativamente resistentes à fadiga.
 2.2) Fibras facilmente fatigáveis: Contrações mais fortes e rápidas, mas entram em exaustão rapidamente quando estimulada em alta frequência por longos períodos.
As unidades motoras
Podemos encontrar as unidades motoras lentas (fibras com pouca fadiga) e unidades motoras rápidas (podendo conter as fibras resistentes à fagida e fibras facilmente fatigável) Obs: Os de ação rápida podem gerar disparos de potencial de ação com uma frequência de 30-60 impulsos por segundo. Enquanto as lentas podem ter uma frequência de 10-20 impulsos por segundo.
Pareamento neuromuscular
É referente a troca do fenótipo muscular – questões funcionais e bioquímicas mudam. Sendo assim, se um músculo que deveria ser rápido entra em contato com um neurônios motor alfa lento, as fibras musculares mudam de conformação e viram lento. 
Mecanismo da contração muscular
Cada músculo estriado esquelético recebe pelo menos dois tipos de fibras nervosas: motoras e sensitivas. Cada neurônio motor e as fibras musculares que ele controla formam uma unidade motora.
 As fibras motoras são axônios mielinizados dos neurônios motores. Esse axônio se ramifica, até que perde sua bainha de mielina (mas as células de Schwann continuam), o final dessa ramificação do axônio torna-se dilatado e se transforma em uma placa motora, tendo em vista que há uma placa motora para cada célula/fibra muscular esquelética. 
Cada uma destas junções entre o axônio e uma fibra muscular é chamada de junção neuromuscular, que é composta por um terminal axônico, uma fenda sináptica e pelo sarcolema. 
O sarcolema (membrana pós-sináptica) é modificada, formando a fenda sináptica primária, que nada mais é do que uma depressão ocupada pelo terminal axônico. O sarcoplasma na proximidade das fendas sinápticas, possui grande quantidade de glicogênio, núcleos, ribossomos e mitocôndrias. Já o terminal axônico, possui células de Schwann, mitocôndrias, retículo endoplasmático liso e uma grande quantidade de vesículas sinápticas contendo acetilcolina (ACh).
 Etapas da transmissão do estímulo através da fenda sináptica:
 1 – Um estímulo vindo do axônio despolariza a membrana do terminal axônico, abrindo os canais de cálcio. 
2 – O influxo de cálcio resulta na fusão de vesículas sinápticas com a membrana do terminal axônico (membrana pré-sináptica) e a subsequente liberação da ACh, proteoglicanos e ATP para dentro da fenda sináptica.
 3 – A ACh se difunde pela fenda sináptica e se liga aos receptores de acetilcolina na membrana póssináptica (sarcolema). Estes receptores são canais iônicos acionados pela ligação da acetilcolina. Aberto os canais, há o influxo de íons que levam à despolarização do sarcolema e à geração do potencial de ação.
 4 – Para evitar múltiplos estímulos, a Acetilcolinesterase (AChE) degrada a ACh em acetato e colina, fazendo, assim o restabelecimento do potencial de repouso. Feito isso, a colina é transportada para o terminal axônico e já dentro do terminal axônico a acetilcolina é produzida novamente pelo acetato ativado (das mitocôndrias) e pela colina reciclada, através de uma reação catalisada pela colina acetiltransferase.
O controle espinhal
Propriocepção dos fusos musculares
O fuso muscular (também chamado de receptor de estiramento), localiza-se no interior dos músculos esqueléticos. Constitui-se de várias fibras musculares com capsula fibrosa. No terço médio se encontra presente há axônios sensoriais do grupo Ia que estão enrolados nas fibras musculares do fuso.
 Esses axônios são