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DIGITÁLICOS, CARDIOTÔNICOS, ANTI-ARRITMICOS ou GLICOSÍDEOS CARDÍACOS Vitória Correia Moura – T4C DIGITÁLICOS DIGOXINA MECANISMO DE AÇÃO Inibição da bomba Na+/K+ nos miócitos cardíacos = aumento de [Na+]i = isso reduz o gradiente de Na+ para dentro da célula, que normalmente impulsiona a extrusão de Ca2+ (pela troca de Na+/Ca2+) = aumento secundário de [Ca2+]i = aumento da quantidade de Ca2+ liberado em cada potencial de ação = efeito inotrópico positivo (AUMENTO da força de contração). Além disso, há também um aumento do tônus vagal = aumento de ACh que se liga nos receptores muscarínicos = prolongamento do período refratário = reduz demanda de O2 = REDUÇÃO da frequência cardíaca. EFEITOS AUMENTO da força de contração (aumento da contratilidade cardíaca) e DIMINUIÇÃO da FC (devido à atividade vagal aumentada). Alivia a sintomatologia clínica da insuficiência cardíaca (congestão venosa, edema periférico). USOS CLÍNICOS Disfunção sistólica ventricular esquerda grave e IC com fibrilação atrial. ATENÇÃO: IC leve ou moderada frequentemente respondem ao tratamento com iECA e diuréticos, não necessitando de digoxina! EFEITOS ADVERSOS Arritmia, Cardiotoxicidade (↓ K+), Náuseas, Cefaléia, Xantopsia (visão amarelada). Eliminação renal (cuidado com paciente com IR). Fatores que predispões a TOXICIDADE DIGITÁLICA Competição por proteína plasmática – níveis de digoxina podem aumentar de 70 a 100% quando administrada juntamente com: Verapamil, Amiodarona, Eritromicina e Tetraciclina. Quando a bomba sódio/potássio é fortemente inibida pela digoxina, o potencial de repouso da membrana pode aumentar (–70 mV em vez de –90 mV), o que torna a membrana mais excitável, aumentando o risco de arritmias (toxicidade). Então a hipocalemia induzida pela furosemida, sobretudo, contribui ainda mais para esse potencial ficar mais positivo e perto do limiar e dispara o PA.