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Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
1 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 7, n. 9, p. 01-21, nov./dec., 2024 
 
Avanços no diagnóstico e manejo da febre reumática: perspectivas clínicas 
e epidemiológicas 
 
Advances in the diagnosis and management of rheumatic fever: clinical and 
epidemiological perspectives 
 
Avances en el diagnóstico y tratamiento de la fiebre reumática: perspectivas 
clínicas y epidemiológicas 
 
DOI:10.34119/bjhrv7n9-514 
 
Submitted: Nov 29th, 2024 
Approved: Dec 20th, 2024 
 
Mariana Tourinho Batista 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Universidade Cesumar de Maringá 
Endereço: Maringá, Paraná, Brasil 
E-mail: mari.batista1212@gmail.com 
 
Isabel Viana Pires de Andrade Carvalho 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais 
Endereço: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil 
E-mail: isabelvianapiresdeandrade@gmail.com 
 
Jônatas de Souza Marques 
Graduado em Medicina 
Instituição: Centro Universitário de Valença 
Endereço: Valença, Rio de Janeiro, Brasil 
E-mail: jontsmrqs@gmail.com 
 
Maria Isabel de Oliveira Alves 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Universidade Metropolitana de Santos 
Endereço: Santos, São Paulo, Brasil 
E-mail: m.alvesisabel@gmail.com 
 
Maria Júlia Silva Moreira de Souza 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Faculdade de Medicina de Campos 
Endereço: Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil 
E-mail: majumoreira3004@gmail.com 
 
Marjorie Fernanda Maria Maschio Meijer 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Faculdade Santa Marcelina 
Endereço: São Paulo São Paulo, Brasil 
E-mail: marjoriemmeijer@gmail.com 
mailto:isabelvianapiresdeandrade@gmail.com
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
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Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 7, n. 9, p. 01-21, nov./dec., 2024 
 
Nayara de Araújo Cardoso 
Graduada em Medicina 
Instituição: Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) 
Endereço: Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil 
E-mail: nay1araujocardoso@gmail.com 
 
Pedro Turra Reichert 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade Feevale 
Endereço: Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: pedro.reichert02@gmail.com 
 
Ricardo Pilz Hegele 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade Feevale 
Endereço: Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: rphegele@gmail.com 
 
Thamires Beatriz Costa do Carmo 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 
Endereço: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil 
E-mail: costathamires083@gmail.com 
 
RESUMO 
A febre reumática é uma doença inflamatória sistêmica associada à infecção estreptocócica, 
com alta prevalência em regiões de baixa renda. Este artigo revisa aspectos fundamentais da 
febre reumática, incluindo epidemiologia, etiopatogenia, manifestações clínicas, diagnóstico, 
complicações, tratamento e prevenção, além de discutir avanços terapêuticos e implicações em 
saúde pública. A introdução aborda a relevância da febre reumática como um problema de 
saúde pública, destacando sua persistência em contextos de desigualdade social. A seção sobre 
epidemiologia e fatores de risco explora a influência de condições precárias de vida e a 
distribuição geográfica desigual da doença, enquanto a etiopatogenia detalha os mecanismos 
imunológicos que levam à lesão tecidual após infecção por estreptococos beta-hemolíticos. As 
manifestações clínicas, que incluem cardite, artrite migratória, coreia e lesões cutâneas, são 
descritas de forma abrangente, enfatizando a importância do reconhecimento precoce. O 
diagnóstico é baseado nos critérios de Jones, apoiados por exames laboratoriais e de imagem, 
com destaque para os desafios no diagnóstico diferencial. As complicações, como as 
valvopatias reumáticas, representam a principal causa de morbidade e mortalidade, exigindo 
intervenções cirúrgicas nos estágios avançados. O manejo clínico envolve antibióticos para 
tratar infecções agudas e prevenir recorrências, além de anti-inflamatórios para controlar os 
sintomas. A profilaxia contínua é essencial para reduzir o risco de complicações. Avanços em 
pesquisa, incluindo o desenvolvimento de vacinas e terapias imunológicas, oferecem 
perspectivas promissoras, mas desafios persistem na sua aplicação prática. Finalmente, a seção 
sobre saúde pública discute a necessidade de políticas eficazes, campanhas educativas e acesso 
universal ao tratamento, visando reduzir a carga da doença. Conclui-se que uma abordagem 
multidisciplinar é crucial para enfrentar a febre reumática, combinando esforços clínicos, 
educativos e de pesquisa com políticas públicas eficazes para melhorar a qualidade de vida dos 
pacientes e mitigar os impactos sociais e econômicos da doença. 
 
mailto:nay1araujocardoso@gmail.com
mailto:costathamires083@gmail.com
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
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Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 7, n. 9, p. 01-21, nov./dec., 2024 
 
Palavras-chave: febre reumática, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento. 
 
ABSTRACT 
Rheumatic fever is a systemic inflammatory disease associated with streptococcal infection, 
with a high prevalence in low-income regions. This article reviews fundamental aspects of 
rheumatic fever, including epidemiology, etiopathogenesis, clinical manifestations, diagnosis, 
complications, treatment and prevention, in addition to discussing therapeutic advances and 
public health implications. The introduction addresses the relevance of rheumatic fever as a 
public health problem, highlighting its persistence in contexts of social inequality. The section 
on epidemiology and risk factors explores the influence of poor living conditions and the 
uneven geographic distribution of the disease, while the etiopathogenesis details the 
immunological mechanisms that lead to tissue damage after infection with beta-hemolytic 
streptococcus. Clinical manifestations, which include carditis, migratory arthritis, chorea and 
skin lesions, are comprehensively described, emphasizing the importance of early recognition. 
Diagnosis is based on the Jones criteria, supported by laboratory and imaging tests, highlighting 
the challenges in differential diagnosis. Complications, such as rheumatic valvular heart 
disease, represent the main cause of morbidity and mortality, requiring surgical interventions 
in advanced stages. Clinical management involves antibiotics to treat acute infections and 
prevent recurrences, as well as anti-inflammatory drugs to control symptoms. Continuous 
prophylaxis is essential to reduce the risk of complications. Advances in research, including the 
development of vaccines and immunological therapies, offer promising perspectives, but 
challenges remain in their practical application. Finally, the section on public health discusses 
the need for effective policies, educational campaigns and universal access to treatment, aiming 
to reduce the burden of the disease. It is concluded that a multidisciplinary approach is crucial 
to address rheumatic fever, combining clinical, educational and research efforts with effective 
public policies to improve the quality of life of patients and mitigate the social and economic 
impacts of the disease. 
 
Keywords: rheumatic fever, diagnosis, epidemiology, etiology, treatment. 
 
RESUMEN 
La fiebre reumática es una enfermedad inflamatoria sistémica asociada a la infección 
estreptocócica, con una elevada prevalencia en regiones de bajos ingresos. En este artículo se 
revisan aspectos fundamentales de la fiebre reumática, como la epidemiología, la etiopatogenia, 
las manifestaciones clínicas, el diagnóstico, las complicaciones, el tratamiento y la prevención, 
y se analizan los avances terapéuticos y las implicaciones para la salud pública. La introducción 
aborda la relevancia de la fiebre reumática como problemade salud pública, destacando su 
persistencia en contextos de desigualdad social. La sección sobre epidemiología y factores de 
riesgo explora la influencia de las malas condiciones de vida y la desigual distribución 
geográfica de la enfermedad, mientras que la etiopatogenia detalla los mecanismos 
inmunológicos que conducen al daño tisular tras la infección por estreptococos betahemolíticos. 
Las manifestaciones clínicas, que incluyen carditis, artritis migratoria, corea y lesiones 
cutáneas, se describen exhaustivamente, haciendo hincapié en la importancia de un 
reconocimiento precoz. El diagnóstico se basa en los criterios de Jones, apoyados por pruebas 
de laboratorio y de imagen, y pone de relieve las dificultades que plantea el diagnóstico 
diferencial. Las complicaciones, como la valvulopatía reumática, representan la principal causa 
de morbilidad y mortalidad, y requieren intervención quirúrgica en las fases avanzadas. El 
tratamiento clínico incluye antibióticos para tratar las infecciones agudas y prevenir las 
recidivas, así como antiinflamatorios para controlar los síntomas. La profilaxis continua es 
esencial para reducir el riesgo de complicaciones. Los avances en la investigación, incluido el 
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desarrollo de vacunas y terapias inmunológicas, ofrecen perspectivas prometedoras, pero su 
aplicación práctica sigue planteando problemas. Por último, la sección sobre salud pública 
analiza la necesidad de políticas eficaces, campañas educativas y acceso universal al 
tratamiento para reducir la carga de la enfermedad. Se concluye que para hacer frente a la fiebre 
reumática es crucial un enfoque multidisciplinar que combine esfuerzos clínicos, educativos y 
de investigación con políticas públicas eficaces para mejorar la calidad de vida de los pacientes 
y mitigar las repercusiones sociales y económicas de la enfermedad. 
 
Palabras clave: fiebre reumática, diagnóstico, epidemiología, etiología, tratamiento. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Compreende-se a Febre Reumática (FR) como uma doença auto-imune desencadeada 
por uma infecção por Streptococcus pyogenes do grupo A (GAS) não tratada, em indivíduos 
geneticamente suscetíveis. A doença infecciosa clássica associada à FR é a faringite aguda, 
porém atualmente observa-se a ocorrência de FR em outras infecções causadas pelo GAS, como 
o impetigo. A teoria tradicionalmente aceita para a patogenia auto-imune da FR é baseada em 
um modelo de mimetismo molecular, contudo o mecanismo exato de seu processo patológico 
ainda não está determinado, havendo estudos que sugerem diferentes modelos para a doença 
(MENSAH, 2020; MCGREGOR et al., 2021; RALPH; CURRIE, 2022; RWEBEMBERA et 
al., 2022; TANGENI AUALA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 2023; KARTHIKEYAN et 
al., 2023; LIANG et al., 2023; OHASHI et al., 2024). 
Além dos fatores genéticos, os aspectos socioambientais também demonstram 
importante influência sobre o desenvolvimento e progressão da doença. Condições associadas 
à maior vulnerabilidade econômica, como moradias superlotadas, saneamento precário, e difícil 
acesso a atendimentos de saúde, levam a uma maior recorrência de infecções por GAS, e a uma 
menor taxa de tratamento. Isto é evidenciado pela maior prevalência de casos de FR em países 
subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, bem como em áreas rurais ou em comunidades 
indígenas de alguns países desenvolvidos, como a Austrália e Nova Zelândia. Neste contexto, 
observou-se uma redução dos casos de FR em países desenvolvidos, acompanhando os eventos 
que ocorreram entre início e final do século 20, como o desenvolvimento socioeconômico, 
avanços na medicina, e o desenvolvimento e aprimoramento dos antibióticos (MENSAH, 2020; 
KULIK; STUART; WILLCOX, 2021; MCGREGOR et al., 2021; RALPH; CURRIE, 2022; 
RWEBEMBERA et al., 2022; TANGENI AUALA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 2023; 
KARTHIKEYAN et al., 2023; LIANG et al., 2023). 
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A Febre Reumática ocorre em cerca de 0,3 a 3% das pessoas com infecção por GAS, e 
é caracterizada principalmente pelos sintomas de artrite e cardite, tal como coréia de Sydenham, 
eritema marginatum, e nódulos subcutâneos. Febre, artralgia, elevação dos marcadores 
inflamatórios, e prolongamento do intervalo P-R são manifestações secundárias que também 
podem ocorrer na FR. O diagnóstico de FR permanece sendo predominantemente clínico, 
podendo-se utilizar de exames laboratoriais de forma complementar, e tendo a ecocardiografia 
como exame essencial na detecção de quadros assintomáticos de cardite, bem como nos quadros 
assintomáticos de doença cardíaca reumática(DCR), a principal complicação da FR. A DCR 
ocorre em cerca de 60% dos casos, e é uma das principais causas de insuficiência e mortalidade 
cardíaca, especialmente em crianças e em populações de áreas subdesenvolvidas (AAQIB 
ZAFFAR BANDAY et al., 2021; KULIK; STUART; WILLCOX, 2021; MCGREGOR et al., 
2021; RALPH; CURRIE, 2022; TANGENI AUALA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 2023; 
KARTHIKEYAN et al., 2023; LIANG et al., 2023; OHASHI et al., 2024). 
A prevenção da FR e DCR consiste em intervenções focadas na redução de casos e no 
tratamento precoce de infecção por GAS, que consistem respectivamente em melhora das 
condições socioeconômicas e uso de antibióticos (ATB), principalmente a penicilina. Outras 
medidas incluem o uso profilático de ATB para a prevenção de recorrência de FR ou a 
progressão para DCR. Além disso, o uso de tratamento sintomático pode ser empregado na 
abordagem da FR, e para complicações crônicas da DRC medidas para redução de 
morbimortalidade utilizando-se de terapias farmacológicas e cirúrgicas, tipicamente fazem-se 
necessárias. Desta forma, entende-se a FR e DCR como doenças preveníveis, porém, apesar 
disso ainda apresentam uma grande carga global, principalmente no sul e sudeste asiático e na 
África, o que demonstra sua correlação com fatores socioeconômicos, retratando a necessidade 
de aprimorar os sistemas e políticas de saúde, nas regiões mais acometidas, além de um esforço 
global para o desenvolvimento de terapias mais acessíveis e eficazes (MENSAH, 2020; AAQIB 
ZAFFAR BANDAY et al., 2021; KULIK; STUART; WILLCOX, 2021; RALPH; CURRIE, 
2022; RWEBEMBERA et al., 2022; TANGENI AUALA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 
2023; KARTHIKEYAN et al., 2023; LIANG et al., 2023). 
 
2 OBJETIVO 
 
O objetivo deste artigo é reunir informações, mediante análise de estudos recentes, 
acerca dos aspectos inerentes aos avanços no diagnóstico e manejo da febre reumática, 
sobretudo a epidemiologia e fatores de risco, etiopatogenia da febre reumática, manifestações 
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clínicas, diagnóstico da febre reumática, complicações e sequelas, tratamento e manejo clínico, 
prevenção primária e secundária, avanços na pesquisa e terapias inovadoras, aspectos de saúde 
pública e educação em saúde. 
 
3 METODOLOGIA 
 
Realizou-se pesquisa de artigos científicos indexados nas bases de dados Latindex e 
MEDLINE/PubMed entre os anos de 2019 e 2024. Os descritores utilizados, segundo o “MeSH 
Terms”, foram: rheumatic fever, epidemiology and risk factors, pathogenesis of rheumatic 
fever, clinical manifestations, diagnosis of rheumatic fever, complications and sequelae, 
treatment and clinical management, primary and secondary prevention, advances in research 
and innovative therapies, public health aspects and health education. Foram encontrados 196 
artigos, segundo os critérios de inclusão: artigos publicados nos últimos 5 anos, textos 
completos, gratuitos e tipo deestudo. Papers pagos e com data de publicação em período 
superior aos últimos 5 anos foram excluídos da análise, selecionando-se 11 artigos pertinentes 
à discussão. 
 
4 EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO 
 
A Febre Reumática (FR) e a Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica (GNPE) são 
consideradas reações autoimunes decorrentes da infecção pelo Streptococcus pyogenes 
(Streptococcus do Grupo A) e ocorrem em menos de 10% dos casos. A faixa etária mais 
acometida são crianças e adolescentes de 5 a 15 anos, porém também há casos em adultos. Na 
Austrália, 7% dos casos registrados correspondem a adultos com idades entre 35 a 44 anos. 
Acredita-se que a patogênese está relacionada a fatores socioeconômicos, virulência bacteriana 
e a vulnerabilidade do indivíduo. A assistência à saúde precária também apresenta importante 
relação com o desenvolvimento da doença. Nos Estados Unidos, no período de 1910 a 1970, 
com o investimento em melhorias habitacionais tornou possível a redução de transmissão do S. 
pyogenes, o que ratifica a forte associação com fatores socioeconômicos (RALPH; CURRIE, 
2022; DOUGHERTY et al., 2023; OHASHI et al., 2024). 
A cardiopatia reumática, uma importante complicação da FR, é uma das principais 
causas de morte em adultos jovens no mundo, sendo responsável por cerca de 1,6% da 
mortalidade cardiovascular. A maioria dos pacientes que recebem o diagnóstico de FR evoluem 
com essa complicação no decorrer de 10 anos. Em 2019, estimou-se o quantitativo de mais de 
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40 milhões de indivíduos acometidos em âmbito global pela doença cardíaca reumática. Em 
contrapartida, em 2005, esse cálculo foi de 15 milhões. Quanto à mortalidade, calcula-se cerca 
de 300 mil mortes por ano decorrentes dessa patologia, sendo ⅓ correspondente a mortes no 
território indiano (AAQIB ZAFFAR BANDAY et al., 2021; KULIK; STUART; WILLCOX, 
2021; RWEBEMBERA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 2023). 
No século XX, a doença foi considerada praticamente erradicada em países 
desenvolvidos. Entretanto, ainda há expressão importante em países menos desenvolvidos, 
como é o caso do Brasil, Índia e China, sendo portanto classificada como um problema de saúde 
pública. Condições de vida mais apropriadas e o uso de antibióticos para o tratamento da 
infecção pelo S. pyogenes são considerados os responsáveis por esse êxito no que se refere a 
redução da prevalência da doença nos países desenvolvidos. Atualmente, há evidências de 
ressurgimento da FR nesses países, sendo atribuídas, portanto, a mudanças nas cepas circulantes 
e a condições de suscetibilidade do indivíduo (RWEBEMBERA et al., 2022; TANGENI 
AUALA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 2023; LIANG et al., 2023). 
Diversos fatores de risco são descritos na literatura, abrangendo aspectos 
socioeconômicos e ambientais. Entre eles, se destacam: pessoas que vivem em área endêmica 
da doença; história de FR ou doença cardíaca reumática em menores de 40 anos; acesso 
inadequado à saúde; nutrição deficitária; história familiar/domiciliar positiva recente; baixo 
nível socioeconômico; aglomeração habitacional; alta taxa de infecção pelo S. pyogenes; 
gênero; características habitacionais; história de residência anterior ou viagem recente para área 
de alto risco e pessoas na faixa etária de maior acometimento. A aglomeração habitacional e as 
características habitacionais (ventilação, tipo de construção e umidade), aumentam 
substancialmente o risco de desenvolvimento da doença, em cerca de 1,7 a 2,8 vezes e 1,8 a 3,6 
vezes, respectivamente. Quanto ao perfil dos pacientes acometidos, observa-se predominância 
do gênero masculino, contudo, não há relação de gênero com complicações dessa, como na 
insuficiência cardíaca e fibrilação atrial (RALPH; CURRIE, 2022; RWEBEMBERA et al., 
2022; TANGENI AUALA et al., 2022; LIANG et al., 2023) 
 
5 ETIOPATOGENIA DA FEBRE REUMÁTICA 
 
Como a febre reumática aguda (FRA) é uma doença autoimune, causada pelo 
estreptococo beta-hemolítico do grupo A (SGA), geralmente após infecções faríngeas, embora 
também possa estar associada a outras infecções cutâneas, como impetigo e pioderma. No 
hospedeiro, o SGA adere às células epiteliais e as invade intracelularmente por meio de adesinas 
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e proteínas de superfície (M, T e R), permitindo que o patógeno evite mecanismos de defesa 
como a fagocitose e a opsonização. Durante a infecção, o SGA ativa células B e T no sangue 
periférico, que produzem anticorpos contra a proteína M e outros antígenos do SGA. A febre 
reumática aguda (FRA) se desenvolve como uma consequência dessa resposta autoimune às 
infecções pelo SGA e resulta em danos aos tecidos do hospedeiro (RWEBEMBERA et al., 
2022; TANGENI AUALA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 2023; OHASHI et al., 2024). 
A hipótese mais aceita é o mimetismo molecular como mecanismo central na resposta 
autoimune desencadeada, particularmente em indivíduos geneticamente predispostos. Nesse 
processo, a proteína M do SGA desempenha um papel crucial, devido à sua semelhança 
estrutural com proteínas humanas, como miosina cardíaca, tropomiosina e laminina. Desse 
modo, anticorpos contra a proteína M e células T, inicialmente direcionados aos antígenos 
bacterianos, reagem de forma cruzada com antígenos de miosina e outras proteínas nos tecidos 
humanos, incluindo coração, articulações e válvulas cardíacas. Essa similaridade facilita a 
ativação de uma resposta imune que resulta em danos teciduais, e consequentemente, nos sinais 
e sintomas principais da febre reumática (MCGREGOR et al., 2021; RWEBEMBERA et al., 
2022; TANGENI AUALA et al., 2022; OHASHI et al., 2024). 
O alvo predominante desses anticorpos são o endotélio e a lâmina das válvulas 
cardíacas. Esses anticorpos se ligam ao endotélio valvar, gerando inflamação e aumento na 
expressão da molécula de adesão VCAM-1. Esse processo facilita a infiltração de células T 
CD4+ reativas cruzadas, que reconhecem proteínas M do SGA e proteínas humanas 
estruturalmente semelhantes, e desencadeiam uma resposta imune mediada por citocinas, com 
produção de interferon-gama, que causa cicatrização e fibrose, e IL-17A, que promove a 
formação de novos vasos sanguíneos em tecidos valvulares normalmente avasculares. Essas 
alterações predispõem a válvula à infiltração adicional de células imunes, agravando os danos. 
Quando o colágeno tipo I da matriz valvar é exposto devido à destruição tecidual, anticorpos 
específicos contra colágeno intensificam os danos imunomediados, resultando em deformações 
e disfunções permanentes das válvulas cardíacas (TANGENI AUALA et al., 2022; 
DOUGHERTY et al., 2023). 
Apesar de o mimetismo molecular ser amplamente aceito como o principal mecanismo 
na patogênese da febre reumática (FR) e da doença cardíaca reumática (DCR), estudos recentes 
sugerem processos mais complexos. Uma hipótese propõe que a infecção por SGA rompe a 
matriz extracelular, expondo e disseminando epítopos de colágeno, juntamente com o aumento 
da inflamação e dano tecidual. Esse processo produz antígenos além daqueles que 
desencadeiam a resposta autoimune inicial, contribuindo para os sintomas heterogêneos da 
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doença, como artrite, cardite e coreia. Outra hipótese, a teoria do neoantígeno, sugere que o 
SGA interage com o colágeno tipo IV na membrana basal, tornando-o imunogênico. Os 
autoanticorpos resultantes atacam não apenas o colágeno tipo IV, mas também o colágeno tipo 
I nas válvulas cardíacas, causando inflamação, ruptura tecidual e malformação valvar 
(MCGREGORet al., 2021; RWEBEMBERA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 2023). 
Embora a infecção por estreptococo beta hemolítico do grupo A (SGA) seja o principal 
gatilho, apenas uma parte das pessoas expostas desenvolve a Febre Reumática, e uma parcela 
ainda menor evolui para doença cardíaca reumática (DCR), indicando uma forte contribuição 
genética. Estudos de associação genômica ampla (GWAS) confirmaram que a suscetibilidade 
à RHD é poligênica, com herdabilidade moderada, sugerindo uma interação entre fatores 
genéticos e ambientais. A agregação familiar reforça a influência hereditária, com um risco 
cinco vezes maior de desenvolver FR em indivíduos com histórico familiar da doença. Genes 
relacionados à resposta imune inata e adaptativa, como citocinas e aloantígenos de células B, 
foram associados à FR e CRC. Em particular, moléculas de antígeno leucocitário humano 
(HLA), especialmente HLA-DR7 e HLA-DR4, codificadas no cromossomo 6, estão ligadas à 
suscetibilidade. Além disso, polimorfismos nos genes das interleucinas (IL-2, IL-4, IL-6 e IL-
10) foram correlacionados com formas clínicas da doença (RWEBEMBERA et al., 2022; 
TANGENI AUALA et al., 2022; KARTHIKEYAN et al., 2023). 
 
6 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
 
A febre reumática aguda (FRA) é uma complicação autoimune que ocorre após uma 
infecção por Streptococcus pyogenes (SGA), na qual geralmente não foi tratada adequadamente 
com antibiótico, e que manifesta sintomas iniciais geralmente entre duas a quatro semanas após 
a faringite estreptocócica. É importante suspeitar principalmente em crianças que apresentem 
febre inexplicável e tenham alto risco de exposição ao estreptococo. Entre os sintomas mais 
comuns, estão as manifestações articulares (como poliartrite), que acometem de 35% a 66% 
dos pacientes, e a cardite, que pode resultar em regurgitação valvular, afeta entre 50% e 70%. 
Além disso, outros sintomas incluem a coreia de Sydenham (10% a 30%), nódulos subcutâneos 
(0% a 10%) e eritema marginatum, que é uma erupção cutânea característica. Embora a maioria 
dos casos de FRA em si resolvem-se sem sequelas permanentes e raramente seja fatal, o 
envolvimento cardíaco pode levar a complicações graves, como insuficiência cardíaca, acidente 
vascular cerebral e até a morte. As lesões valvulares podem persistir, resultando em uma 
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condição crônica chamada doença cardíaca reumática (MCGREGOR et al., 2021; OHASHI et 
al., 2024). 
A cardite, que é uma das complicações mais relevantes da FRA, pode afetar o coração 
de diferentes maneiras, podendo se manifestar com ou sem uma poliartrite associada e, 
frequentemente, altera o funcionamento das válvulas cardíacas. Quando a cardite se manifesta 
isoladamente, pode ser identificada pela presença de febre e sinais de doença valvular, como 
espessamento da válvula mitral ou uma leve regurgitação, visíveis em exames como a 
ecocardiografia. O principal sintoma da cardite é a dificuldade respiratória, que pode surgir 
durante atividades físicas, no repouso ou até mesmo ao se deitar. Além disso, o paciente pode 
perceber edemas, palpitações e dor no peito. Durante o exame físico pode-se auscultar sopros 
cardíacos ou outras alterações nos sons do coração, indicando uma acúmulo de fluidos e 
possíveis mudanças no tamanho das câmaras cardíacas. Em certos casos, os sintomas são 
mascarados por mecanismos compensatórios hemodinâmicos, permitindo que a doença evolua 
silenciosamente e dificultando o diagnóstico precoce. Se não tratada corretamente, a cardite 
pode levar a complicações graves, como insuficiência cardíaca crônica ou até mesmo morte 
súbita (RALPH; CURRIE, 2022; TANGENI AUALA et al., 2022). 
No que diz respeito ao sistema musculoesquelético, a dor nas articulações é uma das 
manifestações mais comuns e iniciais da febre reumática aguda e costuma ser acompanhada de 
febre e mal-estar geral. A intensidade da dor pode ser variada, desde leve, sem sinais evidentes 
de inflamação, como calor, edema ou eritema nas articulações, ou mais pronunciada, como no 
caso da ocorrência de uma poliartrite migratória clássica. As grandes articulações, como 
joelhos, tornozelos, cotovelos e punhos, são as mais frequentemente afetadas. Na poliartrite 
migratória, as articulações se inflamam em sequência e depois desaparecem, o que pode causar 
grande desconforto, mas, felizmente, não deixa sequelas permanentes (OHASHI et al., 2024). 
A Coreia de Sydenham é uma manifestação neurológica importante da FRA, afetando 
o sistema nervoso central. Caracteriza-se principalmente pela presença de coréia, que são 
movimentos involuntários, rápidos e irregulares dos membros e do rosto, associados à 
diminuição do tônus muscular. Em casos mais graves, podem surgir também sintomas 
psiquiátricos e comportamentais, como irritabilidade, mudanças de humor e até distúrbios de 
personalidade. Essa condição costuma aparecer semanas ou meses após a infecção 
estreptocócica, tornando um desafio diagnóstico. A coreia, considerada um dos sinais mais 
específicos da febre reumática, é predominantemente diagnosticada em crianças e adolescentes. 
Embora os sintomas possam ser bastante desconfortáveis, na maioria dos casos o quadro tende 
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a ter resolução com o tempo, embora uma parcela de pacientes possam experimentar episódios 
recorrentes (RALPH; CURRIE, 2022). 
 
7 DIAGNÓSTICO DA FEBRE REUMÁTICA 
 
O diagnóstico de febre reumática aguda é possibilitado através da exclusão ativa de 
diagnósticos alternativos, seguido pela aplicação dos critérios de Jones, que podem ser 
facilitados utilizando o aplicativo para celular ARF RHD Guideline. O Conselho de Doenças 
Cardiovasculares em Jovens da American Heart Association, juntamente com seu Comitê de 
Febre Reumática, Endocardite e Doença de Kawasaki, organizou um grupo de redação com o 
objetivo de revisar e avaliar de forma abrangente o impacto das diferenças populacionais na 
apresentação da febre reumática aguda. Além disso, foi realizada uma análise metodológica dos 
estudos publicados que sustentam o uso da ecocardiografia Doppler como ferramenta para 
diagnosticar o envolvimento cardíaco na febre reumática aguda, mesmo quando os sinais 
clínicos evidentes não estão presentes. O objetivo era avaliar a base de evidências para definir 
a cardite subclínica e incluí-la como um critério principal nos critérios de Jones. Esse trabalho 
resultou na primeira revisão significativa dos critérios de Jones pela American Heart 
Association desde 1992, além de ser a primeira aplicação das categorias de Classificação de 
Recomendações e Níveis de Evidência do American College of Cardiology/American Heart 
Association aos critérios de Jones (RALPH; CURRIE, 2022 ; DOUGHERTY et al., 2023). 
A utilidade de um teste diagnóstico é influenciada pela prevalência de doenças de fundo 
e, assim, apenas um conjunto de critérios diagnósticos para a insuficiência renal aguda (IRA) 
não era mais apropriado. Assim, os limites diagnósticos para os critérios de Jones foram 
ajustados, sendo mais flexíveis em áreas de risco moderado/alto (com foco na sensibilidade) e 
mais rigorosos em áreas de baixo risco (com ênfase na especificidade). Ademais, é 
recomendado a realização de ecocardiografia em todos os casos suspeitos de IRA, incluindo a 
incorporação de cardite subclínica, quando identificada por meio da ecocardiografia, como um 
critério principal. Os critérios de diferenciação para populações de baixo risco e de risco 
moderado a alto têm como objetivo aumentar a sensibilidade em regiões endêmicas, ao mesmo 
tempo em que mantêm a especificidade em áreas de baixo risco, tornando, dessa forma, os 
critérios mais aplicáveis globalmente(RWEBEMBERA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 
2023). 
A cultura microbiológica de um cotonete de garganta é considerada o padrão ouro para 
o diagnóstico de faringite por GAS, mas enfrenta limitações, como o custo proibitivo em nível 
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populacional, o longo tempo de resposta e a escassez de laboratórios em países de baixa e média 
renda. Como solução, foram criadas e validadas Regras de Decisão Clínica (CDRs) em várias 
regiões, evitando a necessidade de ferramentas de diagnóstico bacteriológico caras Dessa 
forma, adaptando o diagnóstico para cada população e região específica. Os progressos mais 
recentes na área de testes de ponto de atendimento para faringite por GAS, incluem os Testes 
de Amplificação de Ácido Nucleico (NAATs) que oferecem maior sensibilidade e 
especificidade, porém seu alto custo acaba limitando a sua utilização. Novas tecnologias, como 
a detecção eletroquímica que utiliza DNA, são propostas como um método acessível e eficaz, 
visto que os resultados estão disponíveis em 30 minutos com especificidade de 100%. Além 
disso, o uso de aprendizado de máquina e inteligência artificial está sendo explorado para 
auxiliar no diagnóstico de faringite estreptocócica por meio do processamento de imagens da 
garganta e exame automatizado de culturas da garganta para identificar GAS, através do 
desenvolvimento de redes neurais e dispositivos como o Strepic®, um teste diagnóstico de 
baixo custo (RWEBEMBERA et al., 2022 ; LIANG et al., 2023). 
 
8 COMPLICAÇÕES E SEQUELAS 
 
A febre reumática, desencadeada por infecções estreptocócicas não tratadas 
adequadamente, resulta em complicações sistêmicas graves, das quais as valvopatias 
reumáticas são as mais proeminentes. Essas lesões afetam predominantemente a valva mitral, 
que frequentemente apresenta estenose, regurgitação ou ambas, seguidas da valva aórtica. 
Estudos recentes destacam que processos inflamatórios contínuos e mal gerenciados levam a 
fibrose valvar e calcificações, resultando em disfunção estrutural irreversível. A progressão 
dessas condições pode causar insuficiência cardíaca congestiva devido ao aumento da 
sobrecarga no miocárdio, especialmente em casos de estenose mitral severa. A frequência e a 
gravidade das complicações valvares variam conforme o acesso ao tratamento, sendo mais 
prevalentes em países em desenvolvimento, onde a febre reumática ainda é altamente 
prevalente (RALPH; CURRIE, 2022; RWEBEMBERA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 
2023; LIANG et al., 2023). 
Além das valvopatias, outras complicações cardíacas menos frequentes, mas igualmente 
importantes, incluem pericardite e miocardite, que podem levar a disfunções cardíacas 
generalizadas. Casos graves frequentemente evoluem para insuficiência cardíaca irreversível, 
especialmente quando o diagnóstico é tardio. Outras manifestações incluem arritmias, como 
fibrilação atrial, que elevam significativamente o risco de eventos tromboembólicos e acidentes 
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vasculares cerebrais. A insuficiência cardíaca decorrente dessas complicações é uma das 
principais causas de hospitalizações e mortalidade em pacientes com febre reumática, 
reforçando a necessidade de estratégias de manejo precoce e efetivo (TANGENI AUALA et 
al., 2022; KARTHIKEYAN et al., 2023; OHASHI et al., 2024). 
As implicações funcionais das complicações reumáticas impactam severamente a 
qualidade de vida dos pacientes. Indivíduos frequentemente enfrentam limitações físicas, como 
dispnéia, intolerância ao exercício e fadiga crônica. Essas restrições afetam atividades diárias e 
contribuem para isolamento social e dificuldades no desempenho de tarefas profissionais. Além 
disso, a progressão para insuficiência cardíaca avançada está associada a hospitalizações 
frequentes, custos elevados e dependência de suporte médico contínuo, agravando o impacto 
emocional e social. Estudos demonstram que a percepção de estigma associado à condição 
também contribui para transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão (MENSAH, 2020; 
AAQIB ZAFFAR BANDAY et al., 2021; KULIK; STUART; WILLCOX, 2021). 
No contexto global, a febre reumática permanece uma das principais causas de 
morbidade cardiovascular em regiões de baixa renda. Programas de profilaxia secundária têm 
mostrado eficácia na redução de recorrências e complicações graves, particularmente em 
populações vulneráveis. Avanços em intervenções terapêuticas, como substituição valvar 
minimamente invasiva e terapias imunomoduladoras, têm proporcionado melhores resultados 
a longo prazo. No entanto, os desafios incluem barreiras ao acesso a serviços de saúde, 
subdiagnóstico em estágios iniciais e lacunas na adesão ao tratamento profilático. Uma 
abordagem integrada, incluindo educação em saúde, diagnóstico precoce e manejo 
multidisciplinar, é essencial para mitigar os efeitos devastadores dessa doença, especialmente 
em regiões endêmicas (MCGREGOR et al., 2021; RALPH; CURRIE, 2022; DOUGHERTY et 
al., 2023). 
 
9 TRATAMENTO E MANEJO CLÍNICO 
 
A utilização de antibióticos para o tratamento de infecções estreptocócicas nos casos de 
febre reumática é crucial para a erradicação de atividade bacteriana. O tratamento de primeira 
linha para as infecções estreptocócicas é a penicilina, desempenhando um papel terapêutico 
fundamental atuando contra a bactéria S. pyogenes, sendo impossível apresentar resistência à 
penicilina geneticamente. A incitação das infecções estreptocócicas pode ser tratada através de 
administração de uma dose primária de benzilpenicilina G de benzatina, administrada para 
profilaxia secundária em curso. A profilaxia secundária é o pilar de tratamento da febre 
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reumática aguda e da doença cardíaca reumática para prevenir recorrências de febre reumática, 
evitando danos valvares cumulativos ou evitando progressão da doença cardíaca reumática. 
Recomendam-se injeções intramusculares de benzilpenicilina G, pois o uso de penicilina oral 
não mostrou-se tão eficaz, por questões de concentração e adesão (RALPH; CURRIE, 2022). 
Os sintomas inflamatórios são evidentes na febre reumática, e a utilização de anti-
inflamatórios não esteróides e analgésicos é comum para alívio sintomático de pacientes com 
febre reumática. Estes são utilizados para pacientes com sintomas mais leves da febre 
reumática, pois não apresentam um grau exacerbado de nocividade para os pacientes. A terapia 
com inibidor da bomba de prótons pode ser considerada para proteção gástrica em pacientes 
que necessitam de tratamento prolongado com corticosteróides. Outrossim, anti-inflamatórios 
não esteroides não apresentam melhoras nos resultados de febre reumática, apenas em 
tratamento sintomático. O uso de corticosteróides também é observado no tratamento da febre 
reumática, principalmente em casos de cardite grave e cardite associada à insuficiência 
cardíaca, fornecendo alívio efetivo dos sintomas da febre reumática aguda (RALPH; CURRIE, 
2022; TANGENI AUALA et al., 2022; KARTHIKEYAN et al., 2023). 
Sob a perspectiva de diretrizes internacionais sobre o tratamento de febre reumática, é 
possível notar que são baseadas em práticas históricas de dosagem e de duração, carecendo de 
modernização, mantendo o mesmo padrão sem mudanças significativas. As diretrizes clínicas 
internacionais presentes nos dias atuais dão preferência para a administração de três a quatro 
doses de benzilpenicilina G via intramuscular, se estendendo por 10 anos nos casos de febre 
reumatóide. Visto que tratamentos extensos de profilaxia antibióticasão difíceis de manter, 
devem-se considerar outras estratégias viáveis para que o tratamento de febre reumática seja 
concluído com eficácia, pois a profilaxia pode estender-se ao longo da vida do paciente. O uso 
da penicilina via oral em detrimento da administração intramuscular é associada à baixa 
frequência de recorrência de febre reumática. A formulação de novas preparações de diferentes 
vias de administração para a penicilina poderia ser explorada, como a via subcutânea, ofertando 
melhor eficácia para a profilaxia e para as diretrizes internacionais (KARTHIKEYAN et al., 
2023). 
 
10 PREVENÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA 
 
Como discutido anteriormente, a febre reumática é iniciada por infecções 
estreptocócicas. Logo, para diminuir a incidência da doença, as medidas de prevenção primária 
incluem a identificação inicial dos tipos dessas infecções, principalmente das que afetam a 
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garganta e a pele, e da distribuição dos antibióticos necessários, sendo a penicilina oral um 
exemplo. Sendo assim, destacam-se alguns indivíduos em alto risco de desenvolvimento de 
febre reumática, a esclarecer: habitantes de regiões endêmicas; pessoas menores de 40 anos 
com história familiar da doença, aborígenes australianos de condição socioeconômica baixa ou 
que vivem na região rural. Assim, pacientes com dor de garganta e infecções cutâneas nesses 
grupos de risco devem ser tratados com os antibióticos apropriados, que, inclusive, devem ser 
iniciados antes da confirmação da infecção estreptocócica pelos testes microbianos, que podem 
mudar o curso do tratamento preventivo ou não (RALPH; CURRIE, 2022). 
Além disso, destaca-se que não há um teste diagnóstico exato para a febre reumática, 
baseando- se apenas nos sintomas clínicos e exames complementares de imagem e 
laboratoriais; logo, para o devido aproveitamento da prevenção secundária, é crucial que sejam 
aprofundadas as pesquisas e o conhecimento acerca da patogênese da doença e do 
desenvolvimento de suas complicações, como a endocardite reumática; melhorar os métodos 
de detecção, de maneira que cada vez menos sejam necessários; identificar biomarcadores da 
febre reumática, de forma que eles mesmos possam ser úteis nos testes para o diagnóstico da 
doença. Todo esse progresso nos métodos de identificação da enfermidade é essencial para o 
seu tratamento precoce e diminuição de meios iatrogênicos, e, consequentemente, para que se 
diminua sua ocorrência (KARTHIKEYAN et al., 2023). 
Ademais, sabe-se que a condição da febre reumática é deveras negligenciada no que 
tange a pesquisas e investimentos em uma infraestrutura de cuidados adequada, principalmente 
aos grupos de risco com populações mais pobres. Dessa forma, é de suma importância ressaltar 
que deve-se promover uma rede de cuidados que inclua todos os níveis de atenção em saúde, 
principalmente em regiões marginalizadas em que vivem os grupos de risco da febre reumática, 
de forma que sejam atendidos com serviços, educação em saúde e recursos de forma igualitária 
e auxiliem, também, no avanço do desenvolvimento dos protocolos de tratamento e estudo. 
Com tudo isso, é estimado que a febre reumática e seus desdobramentos possam ser erradicados 
em um período de até 10 anos, além de poderem servir como exemplo para pesquisas de outras 
doenças em âmbito internacional (KARTHIKEYAN et al., 2023). 
 
11 AVANÇOS NA PESQUISA E TERAPIAS INOVADORAS 
 
Dada a prevalência e as graves complicações causadas pela febre reumática, torna-se 
essencial ampliar o conhecimento sobre essa patologia e investir no desenvolvimento de novas 
terapias que minimizem seus efeitos nos pacientes. A melhoria das condições de saúde e 
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educação da população permanece uma prioridade para as instituições de saúde, visando reduzir 
a incidência dessa doença. Nesse contexto, pesquisas recentes têm destacado abordagens 
inovadoras para o manejo de condições associadas a danos cardíacos e inflamação, com ênfase 
em estratégias personalizadas. O monitoramento de biomarcadores, como os anticorpos 
antiestreptolisina O e anti-DNase B, tem sido explorado para orientar terapias individualizadas 
e diminuir a dependência de corticosteróides. De forma semelhante, avanços nas formulações 
de penicilina benzatina, incluindo versões de liberação prolongada e sistemas transdérmicos, 
mostram-se promissores para melhorar a adesão ao tratamento, superando limitações associadas 
às injeções mensais (MCGREGOR et al., 2021; RALPH e CURRIE, 2022; RWEBEMBERA 
et al., 2022; KARTHIKEYAN et al., 2023). 
A busca por uma prevenção primária melhor baseia-se na melhoria das condições de 
saúde e no desenvolvimento de uma vacina contra o Streptococcus pyogenes do grupo A. Esse 
imunizante já vem sendo desenvolvido, Ohashi, et al. (2024) menciona ensaios pré-clínicos 
promissores que demonstram a segurança e eficácia de vacinas direcionadas a proteínas do 
vírus, como a proteína M, de modo a induzir uma resposta imunológica protetora contra 
infecções estreptocócicas, diminuindo a reação cruzada que ocorre entre proteínas do patógeno 
e proteínas do tecido do hospedeiro. Com a utilização desse método, estudos iniciais 
demonstraram potencial em diminuir a incidência da faringite estreptocócica. Dessa forma, 
ensaios clínicos em humanos estão sendo planejados, o que representa uma etapa decisiva, visto 
que, se bem-sucedida, essa vacina poderá transformar a prevenção da febre reumática 
(RWEBEMBERA et al., 2022; DOUGHERTY et al., 2023; OHASHI et al., 2024). 
Além disso, vem sendo estudados avanços em terapias minimamente invasivas de 
reparo valvar dos pacientes acometidos de forma grave pela febre reumática. Técnicas como 
reparos por cateter, incluindo implantes transcateter de válvulas aórticas (TAVI) demonstram 
menos trauma e recuperação mais rápida quando comparadas a terapias convencionais de 
valvoplastia completa. Observa-se, também, que abordagens regenerativas estão ganhando 
espaço, com estudos explorando o uso de terapia celular para regenerar tecido valvar 
danificado. Ensaios clínicos iniciais, como os mencionados por Dougherty et al., 2023, têm 
demonstrado potencial na aplicação de células-tronco e biomateriais avançados para 
reconstrução valvar, embora ainda estejam em estágios iniciais. Desse modo, tende a possível 
preservar ainda mais tecidos originários do paciente, fato que leva a menores chances de 
rejeição e uma expectativa de melhora na qualidade de vida, sobretudo dos pacientes jovens 
(DOUGHERTY et al., 2023). 
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Dentro dos avanços na pesquisa, a imunomodulação também tem emergido como uma 
estratégia promissora para diminuir a progressão da febre reumática e prevenir danos 
permanentes, especialmente nas válvulas cardíacas. Um dos enfoques envolve o uso de 
peptídeos imunomoduladores, que bloqueiam a ligação cruzada entre anticorpos gerados contra 
o Streptococcus pyogenes e proteínas humanas devido ao mimetismo molecular. Ao impedir 
essa ligação, essas terapias podem reduzir a inflamação local e minimizar as lesões causadas. 
Ademais, os inibidores de citocinas específicas, como IL-6 e TNF-α, citocinas presentes na 
amplificação do processo inflamatório da febre reumática, estão sendo investigados como alvos 
terapêuticos importantes. Estudos pré-clínicos indicam que a inibição seletiva dessas moléculas 
pode reduzir a inflamação sistêmica sem comprometer significativamente a imunidade do 
paciente. Esses avanços representam uma abordagem mais direcionada e personalizada paratratar a doença, com potencial para complementar terapias tradicionais, como o uso de 
corticosteróides (MCGREGOR et al., 2021;OHASHI et al., 2024). 
 
12 ASPECTOS DE SAÚDE PÚBLICA E EDUCAÇÃO EM SAÚDE 
 
Ao se tratar dos impactos da febre reumática fica evidente que são profundos e abrangem 
não apenas a saúde dos indivíduos, mas a economia e o bem-estar em sociedade, sobretudo em 
países em desenvolvimento. Sabe-se que os cuidados médicos são frequentemente prolongados, 
levando ao uso de drogas ao longo da vida do indivíduo. Nesse contexto, profilaxia antibiótica 
secundária, tendo injeções intramusculares de benzilpenicilina G como recomendação, é 
utilizada para prevenir a recorrência da febre reumática e empregar nos danos cumulativos nas 
válvulas cardíacas. Ademais, em alguns casos intervenções cirúrgicas se fazem necessárias, a 
saber, no desenvolvimento de estenose aórtica grave, particularmente difícil de receber 
tratamento medicamentoso, resultando em mais oneração ao sistema de saúde (RALPH; 
CURRIE, 2022; DOUGHERTY et al., 2023). 
Nesse ínterim, é imprescindível analisar nos países onde os modelos impulsionaram 
soluções eficazes de prevenção e tratamento adequado do combate à doença, para assim 
implementar em operações de saúde pública, reduzindo significativamente sua incidência na 
população. Na Austrália, nação com rica experiência no gerenciamento de sistemas de registros 
e relatórios de febre reumática, por exemplo, foi implementado um programa nacional de 
profilaxia secundária para prevenir a doença em populações de alto risco. Dessa forma, a 
antibioticoterapia é administrada regularmente em pessoas que tiveram a doença previamente, 
como medida de prevenir infecções estreptocócicas, reduzindo os quadros de doença cardíaca 
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reumática. Acredita-se também que as melhorias nas condições de vida foram outro ponto 
crucial a diminuir os casos de febre reumática em países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, 
os progressos na infraestrutura habitacional e de aglomeração levaram à redução da transmissão 
de GAS, associado ao uso de penicilina. A OMS relata que a superlotação, nutrição inadequada, 
más condições de moradia e falta de cuidados de saúde são causas para a persistência da doença 
em nações em desenvolvimento, sendo necessárias mudanças (DOUGHERTY et al., 2023; 
LIANG et al., 2023). 
Outro enfoque, torna-se crucial campanhas de conscientização de maneira a prevenir 
febre reumática, especialmente nas esferas carentes, onde falta acesso à informação e serviços 
de saúde. Ao estabelecer o conhecimento de informação sobre sintomas da infecção, passa-se 
a prover à população um reconhecimento precoce da patologia. Sendo assim, indivíduos 
buscam atendimento no início do quadro, que por meio de consultas e testes diagnósticos (a 
exemplo dos critérios de Jones citado anteriormente), tornam o tratamento mais eficaz. 
Outrossim, para maximizar os resultados é imprescindível coletar dados de incidência antes e 
depois das campanhas, desenvolvendo ajustes nas estratégias de solução. Além disso, a 
divulgação nos canais de televisão e mídias sociais com personalidades que apresentam alto 
engajamento são ferramentas para um maior alcance de pessoas na conscientização, mudança 
de comportamentos, além de criar um ambiente de apoio e solidariedade, desmistificando e 
reduzindo estigmas sobre a doença (RALPH; CURRIE, 2022). 
 
13 CONCLUSÃO 
 
A febre reumática, apesar de ser uma doença controlável em muitos contextos, continua 
sendo um desafio significativo para sistemas de saúde, principalmente em países em 
desenvolvimento e em comunidades com acesso limitado a cuidados médicos. A análise 
epidemiológica revela que sua prevalência está intimamente ligada a fatores socioeconômicos 
e ambientais, como pobreza, superlotação e falta de saneamento básico. Essas condições 
favorecem a disseminação da infecção estreptocócica, principal desencadeador da doença. A 
identificação e o controle desses fatores são passos fundamentais para reduzir a incidência da 
febre reumática em populações vulneráveis. O entendimento da etiopatogenia da febre 
reumática é crucial para orientar estratégias diagnósticas e terapêuticas. A relação entre a 
infecção estreptocócica e a resposta autoimune, mediada por mecanismos imunológicos 
complexos, explica a gravidade da doença e a variabilidade das manifestações clínicas. Lesões 
teciduais no coração, articulações, sistema nervoso central e pele reforçam a importância de 
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abordagens multidisciplinares para manejar a doença de forma eficaz. As manifestações 
clínicas da febre reumática, embora bem documentadas, apresentam desafios diagnósticos 
devido à semelhança com outras condições inflamatórias. Os critérios de Jones, revisados para 
maior precisão, continuam sendo a base para o diagnóstico, complementados por exames 
laboratoriais e métodos de imagem. A identificação precoce da doença é essencial para prevenir 
complicações graves, como as valvopatias reumáticas, que podem levar a insuficiência cardíaca 
e morte prematura. As complicações e sequelas da febre reumática representam uma carga 
significativa para os sistemas de saúde e para os pacientes. As valvopatias reumáticas, 
especialmente estenose mitral e insuficiência aórtica, são frequentemente irreversíveis e 
requerem intervenções cirúrgicas em estágios avançados. Além disso, as sequelas crônicas da 
doença têm impacto direto na qualidade de vida dos pacientes, limitando suas atividades e 
aumentando a necessidade de acompanhamento médico contínuo. No manejo clínico da febre 
reumática, o tratamento das infecções estreptocócicas agudas com antibióticos é essencial tanto 
para o controle da doença quanto para a prevenção de recorrências. O uso de anti-inflamatórios 
e corticosteróides no manejo dos sintomas inflamatórios têm mostrado eficácia, mas requer 
monitoramento cuidadoso para evitar efeitos colaterais. As Diretrizes internacionais oferecem 
um arcabouço robusto para os profissionais de saúde, mas a sua implementação depende de 
recursos adequados e capacitação contínua das equipes médicas. As estratégias de prevenção 
primária e secundária desempenham um papel crucial na redução da morbimortalidade 
associada à febre reumática. A erradicação da infecção estreptocócica inicial, por meio de 
diagnóstico rápido e tratamento adequado, é a base da prevenção primária. Já a profilaxia 
antibiótica contínua em pacientes com histórico da doença é uma medida de prevenção 
secundária amplamente recomendada, reduzindo significativamente o risco de recorrências e 
complicações graves. Os avanços recentes na pesquisa sobre febre reumática trazem esperança 
para um futuro com menos impacto da doença. Estudos sobre o desenvolvimento de vacinas 
contra o estreptococo beta-hemolítico e novas terapias imunológicas oferecem perspectivas 
promissoras. No entanto, a tradução desses avanços para a prática clínica ainda enfrenta 
desafios, incluindo a necessidade de financiamento sustentável e a realização de ensaios 
clínicos robustos. Por fim, a febre reumática é também uma questão de saúde pública e 
educação em saúde. A implementação de políticas públicas eficazes, que incluam campanhas 
educativas sobre a doença, é fundamental para aumentar a conscientização sobre a importância 
da prevenção e do diagnóstico precoce. Além disso, o fortalecimento dos sistemas de saúde 
para garantir o acesso universal ao tratamento é essencial para enfrentar a doença de maneira 
abrangente. Portanto, abordar a febre reumática exige uma integração entre esforços clínicos, 
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educacionais, de pesquisa e políticas públicas. Apenas com uma abordagem multidisciplinar 
será possível reduzir a morbimortalidade associada à doença, melhorando a qualidade de vida 
dos pacientes e promovendo uma sociedade mais saudável e equitativa. 
 
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