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Anatomia Animal, Veterinaria,
Agronomia
Anatomia
Universidade Federal do Ceará (UFC)
157 pag.
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ANATOMIA COMPARADA DOS 
MAMÍFEROS DOMÉSTICOS DE 
PRODUÇÃO 
(apostila para os cursos de graduação em Zootecnia e 
Agronomia) 
 
 
Profa Ana Cláudia Nascimento Campos 
Universidade Federal do Ceará - UFC 
Profa Adj. do Departamento de Zootecnia 
 
FORTALEZA - 2011 
 
Sala de Anatomia 
DZ-UFC 
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 1 
CAPÍTULO 1: INTRODUÇÃO À ANATOMIA 
 
 Etmologicamente, anatomia significa separação ou desassociação de partes do 
corpo. No início ela era uma ciência simples descritiva, baseada em observações 
realizadas a olho nu e com uso de instrumentos simples de dissecação. Com a introdução 
do microscópio tornou-se possível estudar detalhes mais finos de estruturas de minúsculos 
organismos até então desconhecidos. Neste campo de pesquisa desenvolveu-se na 
ciência da anatomia microscópica ou histologia, convencionalmente distinguida da 
anatomia macroscópica. 
 
 São três os métodos principais de estudo: o sistemático, o topográfico e o aplicado. 
Nesse livro será dotado o método sistemático, onde o corpo é visto como constituído de 
sistema de órgãos ou aparelhos que são semelhantes em origem e estrutura e estão 
associados na realização de certas funções. As divisões da anatomia sistemática são: (1) 
osteologia, descrição do esqueleto (ossos e cartilagem), cujas funções são apoiar e 
proteger as partes macias do corpo; (2) sindesmologia, descrição das juntas, cujas funções 
são dar mobilidade aos segmentos dos ossos rígidos e mantê-los unidos através de fortes 
faixas fibrosas, os ligamentos; (3) miologia, descrição dos músculos e estruturas 
acessórias que funcionam para colocar os ossos e as articulações em movimento; (4) 
esplancnologia, descrição das vísceras (incluindo os aparelhos digestivo, respiratório e 
urogenital, o peritônio e as glândulas endócrinas); (5) angiologia, descrição dos órgãos da 
circulação (coração, artérias, veias, vasos linfáticos e baço); (6) neurologia, descrição do 
sistema nervoso; (7) órgãos do sentido, que põem o indivíduo em contato com o meio 
ambiente e (8) tegumento comum, que funciona principalmente como um revestimento 
protetor do corpo, como uma parte importante do sistema regulador de temperatura. 
 Embora pareça fácil para o iniciante, o conhecimento anatômico, o estudante deve 
estar sempre atento para prender as relações das várias partes, para com cada uma e com 
a superfície do corpo, porque o propósito final de seu estudo é visualizá-los em um animal 
vivo. O termo anatomia topográfica designa os métodos pelos quais as posições relativas 
das várias partes do corpo são rigorosamente determinadas. Pressupõe-se um 
conhecimento bem sedimentado de anatomia sistemática. 
 
 
Termos topográficos 
 Para que a posição e a direção das partes do corpo sejam indicadas precisamente, 
empregam-se certos termos descritivos que precisam ser conhecidos desde já. 
Assumimos, na explicação destes termos, que sejam aplicados a um quadrúpede na sua 
posição ereta normal (em estação). A superfície orientada em direção ao plano de apoio 
(solo) é denominada ventral e a superfície oposta, dorsal; os relacionamentos das partes 
nesta direção são denominados de forma correspondente. O plano mediano longitudinal 
divide o corpo em metades similares. Uma estrutura ou superfície que está mais próxima 
do plano mediano que outra é chamada medial (ou interna) a ele, e um objeto ou 
superfície que esta mais distante do plano medial que o outro é chamado lateral (ou 
externo) a ele. Os planos paralelos ao medial são sagitais. Planos transversos ou 
segmentares cortam o eixo mais longo do corpo perpendicularmente ao plano mediano, ou 
um órgão ou membro em ângulos retos ao seu eixo mais longo. Um plano frontal é 
perpendicular aos planos mediano e transversal. O termo também é usado em referência a 
partes dos membros ou de vários órgãos cortados no mesmo sentido. O lado do corpo 
mais próximo à cabeça é denominado cranial e o mais próximo à cauda caudal. Com 
respeito às partes da cabeça, os termos correspondentes são rostral e caudal. Certos 
termos são usados em sentido especial quando aplicados aos membros. Proximal e distal 
expressam distâncias relativas das partes em relação ao eixo longo do corpo. Abaixo do 
carpo os termos usados são dorsal e palmar e abaixo do tarso, dorsal e plantar. Os 
termos superficial e profundo são úteis para indicar distância relativas a partir da 
superfície do corpo. 
 
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Plano mediano 
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 4 
 
 O termo esqueleto é aplicado para a armação de estruturas duras que suporta e 
protege os tecidos moles dos animais. O esqueleto pode ser dividido inicialmente em três 
partes: (1) axial, (2) apendicular e (3) esplâncnico. 
 O esqueleto axial compreende a coluna vertebral, as costelas, o esterno e o 
crânio. 
 O esqueleto apendicular inclui os ossos dos membros torácicos e pélvicos. 
 O esqueleto esplâncnico ou visceral consiste de certos ossos desenvolvidos na 
substância de algumas vísceras ou órgãos moles, como por exemplo, o osso hióide (base 
da língua), o osso do pênis do cão e o osso do coração do boi e carneiro. 
 O número de ossos do esqueleto de um animal varia em função da espécie, idade 
(fusão dos ossos durante o crescimento), e dentro da mesma espécie. No animal adulto 
ocorrem variações numéricas constantes, por exemplo, o tarso do cavalo pode consistir de 
seis ou sete ossos e o carpo de sete ou oito; em todos os mamíferos domésticos, o número 
de vértebras caudais (coccígeas), varia consideravelmente. 
Os ossos são comumente divididos em quatros classes de acordo com sua forma e 
função. Esta classificação não é satisfatória; alguns ossos, por exemplo, as costelas e o 
esterno, não são claramente classificados, e outros podem ser invariavelmente 
classificados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ossos planos: são expandidos e proporcionam suporte para a inserção de músculos, 
também protegem os órgãos que cobrem. Ex: escápula e muitos ossos do crânio. 
Consistem de duas lâminas de osso compacto com osso esponjoso e medula óssea 
vermelha/amarela interpostos. A cavidade esponjosa nos ossos do crânio é designada 
diploë. 
 
Ossos curtos: são aqueles que apresentam dimensões similares no comprimento, largura 
e espessura. Ex: carpo, tarso e sesamóides. Sua principal função parece aquela de difusão 
da concussão, pois diminuem a fricção ou mudam a direção dos tendões ou aumentam a 
força da alavancagem para os músculos e tendões. 
 
Ossos remanescentes ou irregulares: Este grupo inclui ossos de forma irregular, como 
as vértebras e os ossos da base do crânio, que são medianos e ímpares. Suas funções 
são várias e não tão especializadas como aquelas classes de ossos anteriores 
(sustentação, proteção ...). 
 
 
Ossos longos: são tipicamente de forma cilíndrica com extremidades 
alargadas. Eles são encontradosnos membros, onde atuam como 
colunas de suporte e como alavancas. A parte cilíndrica (diáfise) é 
tubular e limita a cavidade medular que contém a medula óssea 
vermelha/amarela; as extremidades são chamadas de epífises. 
 
Forame nutrício 
Subs. esponjosa Subs. esponjosa 
Canal medular 
Subs. compacta 
Figura 2.1 
 
CAPÍTULO 2: OSTEOLOGIA GERAL 
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 5 
ESTRUTURA DOS OSSOS 
O osso é uma estrutura viva com vasos sangüíneos, linfáticos e nervos. Por isso 
cresce, está sujeito a doenças e quando quebrado cicatriza. Torna-se mais delgado e mais 
fraco com o desuso e hipertrofia-se para suportar aumento de peso. São constituídos por 
tecido orgânico e substâncias minerais. 
 Os ossos funcionam como uma armação do corpo e como alavancas para os 
músculos e inserções de músculos, proporcionam proteção para algumas vísceras 
(coração, encéfalo, pulmões e medula espinhal), contem a medula óssea (formação das 
células sangüíneas) e constitui uma reserva mineral (fósforo, cálcio). 
 A arquitetura do osso pode ser estudada por meio de cortes longitudinais e 
transversos do mesmo. O osso consiste de uma camada externa de substância compacta 
densa, na qual está a substância esponjosa mais frouxamente arranjada. Nos ossos 
longos típicos, a diáfise está escavada para formar a cavidade medular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A substância compacta difere grandemente em espessura em várias situações, ou 
seja, de acordo com as pressões e tensões aos quais o osso está sujeito. Nos ossos 
longos ela é mais espessa próximo à diáfise e mais delgada nas extremidades. 
Espessamentos circunscritos são encontrados em pontos que estão sujeitos à pressão ou 
tração especiais. 
 
DESCRIÇÃO HISTOLÓGICA DO OSSO 
O tecido ósseo possui um alto grau de rigidez e resistência à pressão. Por isso, 
suas principais funções estão relacionadas à proteção e à sustentação. Também funciona 
como alavanca e apoio para os músculos, aumentando a coordenação e a força do 
movimento proporcionado pela contração do tecido muscular. 
Os ossos ainda são grandes armazenadores de substâncias, sobretudo de íons de 
cálcio e fosfato. Com o envelhecimento, tecido adiposo também vai se acumulando dentro 
dos ossos longos, substituindo a medula vermelha que ali existia previamente. 
 A extrema rigidez do tecido ósseo é resultado da interação entre o componente 
orgânico e o componente mineral da matriz. A nutrição das células que se localizam dentro 
da matriz é feita por canais. No tecido ósseo, destacam-se estes tipos celulares típicos: 
 Osteócitos: estão localizados em cavidades ou lacunas dentro da matriz óssea. 
Destas lacunas formam-se canalículos que se dirigem para outras lacunas, 
tornando assim a difusão de nutrientes possível graças à comunicação entre os 
osteócitos. Os osteócitos têm um papel fundamental na manutenção da integridade 
da matriz óssea. 
 Osteoblastos: sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, composta por colágeno 
tipo I, glicoproteínas e proteoglicanas. Também concentram fosfato de cálcio, 
participando da mineralização da matriz. Durante a alta atividade sintética, os 
osteoblastos destacam-se por apresentar muita basofilia. Possuem sistema de 
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 6 
comunicação intercelular semelhante ao existente entre os osteócitos. Os 
osteócitos inclusive originam-se de osteoblastos, quando estes são envolvidos 
completamente por matriz óssea. Então, sua síntese protéica diminui e o seu 
citoplasma torna-se menos basófilo. 
 Osteoclastos: participam dos processos de absorção e remodelação do tecido 
ósseo. São células gigantes e multinucleadas, extensamente ramificadas, derivadas 
da fusão de monócitos que atravessam os capilares sangüíneos. Nos osteoclastos 
jovens, o citoplasma apresenta uma leve basofilia que vai progressivamente 
diminuindo com o amadurecimento da célula, até que o citoplasma finalmente se 
torna acidófilo. Dilatações dos osteoclastos, através da sua ação enzimática, 
escavam a matriz óssea, formando depressões conhecidas como lacunas de 
Howship. 
 Matriz óssea: é composta por uma parte orgânica (já mencionada anteriormente) e 
uma parte inorgânica cuja composição é dada basicamente por íons fosfato e cálcio 
formando cristais de hidroxiapatita. A matriz orgânica, quando o osso se apresenta 
descalcificado, cora-se com os corantes específicos do colágeno (pois ela é 
composta por 95% de colágeno tipo I). 
A classificação baseada no critério histológico admite apenas duas variantes de 
tecido ósseo: o tecido ósseo primário e o tecido ósseo secundário, também chamado de 
tecido ósseo haversiano ou lacunar. 
VASOS E NERVOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os vasos linfáticos existem como canais perivasculares no periósteo e nos canais 
de Harvers da substância compacta. 
As fibras nervosas acompanham os vasos sanguíneos do osso. Algumas são 
vasomotoras e outras são sensitivas para o periósteo. 
 
 
 
 
 
São ricamente supridos por vasos 
sangüíneos. 
Reconhecem-se dois grupos de 
artérias: as periósticas e as medulares. 
As periósticas ramificam-se no 
perióstio. 
A grande artéria nutrícia ou medular 
(especialmente nos ossos longos) entre no 
chamado forame nutricio, passa no canal 
através da substância compacta e ramifica-se 
na medula óssea. Os vasos metafísários e 
epifisários que provem das artérias 
articulares suprem o osso esponjoso e a 
medula óssea nas extremidades do osso. 
As veias maiores do osso esponjoso, 
em geral, não acompanham a s artérias, mas 
emergem principalmente próximas às 
superfícies articulares. 
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 7 
ESQUELETO DE BOVINO – VISTA LATERAL 
 
Fonte: Coleção Sala de Anatomia 
DZ- UFC 
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 8 
ESQUELETO DE SUÍNO – VISTA LATERAL 
 
 
 
 
 
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9 
 
CAPÍTULO 3: OSTEOLOGIA ANIMAL COMPARADA 
 
 O MEMBRO TORÁCICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESCÁPULA 
 
A escápula é um osso plano que se situa sobre a parte cranial da parede lateral 
do tórax, lateralmente comprimida, onde é mantida em posição por uma estrutura de 
músculos, sem formar uma articulação convencional com o tronco. É de contorno 
triangular e apresenta para descrição 2 faces, 3 bordas e 3 ângulos. É a base da 
região do ombro. 
Em ungulados, a escápula é prolongada dorsalmente por uma porção não 
ossificada, a cartilagem escapular, o que aumenta a área para fixação muscular. A 
cartilagem se torna cada vez mais ossificadas e, portanto, mais rígida com a idade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Bovino 
 
 
 
Escápula Eqüina: vista lateral direita Escápula Bovina: vista lateral esquerda 
O membro torácico 
consiste de quatro segmentos 
principais, a saber: cíngulo 
escapular, braço, antebraço e 
mão. 
 O Cíngulo escapular (ou 
peitoral) quando completamente 
desenvolvido, consiste de três 
ossos – a escápula (ou osso do 
ombro), o coracóide (no galo) e 
a clavícula (ou osso do 
pescoço). O cíngulo escapular só 
é completamente desenvolvido 
nas aves e mamíferos inferiores. 
 
Mão
Antebraço
Braço
Escápula
Membro torácico bovino
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Fossa supra-espinhosa
Espinha
Tubérculo supraglenóide
Fossa infra-espinhosa
Cavidade glenóide
Ângulo caudal
Borda cranial
Borda caudal
Ângulo cranial 
Borda dorsal 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
 
Acrômio
Fossa supra-espinhosa
Espinha
Tubérculo supragleniode
Fossa infra-espinhosa
Cavidade glenoide
Ângulo cranial 
Ângulo caudal
Borda cranial
Borda caudal
Ângulo cranial 
Borda dorsal 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
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10 
 
A face lateral da escápula é irregularmente dividida por uma espinha em 
fossas supra-espinhosa (cranial) e infra-espinhosa (caudal), a primeira é a menor das 
duas. Essa espinha, exceto no equino e no suíno, termina num processo saliente, o 
acrômio, entretanto, no suíno alguns autores aceitam a existência do acrômio. A face 
costal está escavada longitudinalmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na face medial encontra-se a fossa subescapular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escápula Suína: vista lateral direita 
Escápula bovina: 
vista medial esquerda 
Escápula Suína: vista medial direita 
A borda cranial é 
convexa, a caudal é côncava 
e a dorsal suporta a 
cartilagem escapular. O 
ângulo cranial encontra-se 
na junção das bordas cranial 
e dorsal, o caudal é espesso 
e rugoso, o ventral ou 
glenóide une-se ao corpo do 
osso pelo colo da escápula, é 
alargado e suporta a 
cavidade glenóide. 
A clavícula está 
reduzida a uma intersecção 
fibrosa no músculo 
braquiocefálico. 
 
Fossa subescapular
Face serrátil
Borda cranial
Borda caudal
Ângulo cranialÂngulo caudal
Borda dorsal 
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Espinha
Tubérculo supraglenóide
Fossa infra-espinhosa
Cavidade glenóide
Ângulo caudal
Borda cranial
Borda caudal
Ângulo cranial 
Borda dorsal 
Acrômio
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Fossa supra-espinhosa 
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ÚMERO 
 
Escápula equina: vista medial esquerda 
 
Fossa subescapular
Face serrátil
Borda cranial
Borda caudal
Ângulo cranial
Ângulo caudal
Borda dorsal 
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Fossa Subescapular 
Borda Dorsal 
Borda Cranial 
Face Serrátil 
Borda Caudal 
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 Vista Ventral 
Cavidade Glenóide 
Tubérculo Supra-Glenóide 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ- UFC 
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12 
 
O úmero forma o esqueleto do braço, é um osso longo que se estende do 
ombro proximalmente, onde se articula com a escápula, até ao cotovelo distal e 
caudalmente onde se articula com o rádio e a ulna, respectivamente. Assim, pode-se 
dizer que se situa obliquamente contra a parede ventral do tórax, mais horizontalmente 
nas grandes espécies que nas pequenas. Em eqüinos e bovinos, é relativamente mais 
curto e mais vigoroso que nos pequenos ruminantes. 
O corpo (diáfise) é irregularmente cilíndrico e tem a aparência de ter sofrido 
uma torção. No suíno parece um f em itálico sem o traço. 
Na extremidade proximal do úmero existe uma grande cabeça articular 
(caudo-medial) que se articula na cavidade glenóide da escápula. Nessa extremidade 
do osso (epífise proximal) existem ainda duas protuberâncias, os tubérculos maior 
(lateral) e menor (medial); que são separadas pelo sulco intertubercular. No cavalo, as 
protuberâncias são mais ou menos iguais, mas freqüentemente, a protuberância 
lateral (tubérculo maior) é maior, como ocorre no bovino. No boi, ambos os tubérculos 
se dividem em porções cranial e caudal. No cavalo, o sulco intertubercular é moldado 
por um tubérculo intermediário. 
A extremidade distal apresenta côndilos articulares, denominados de capítulo 
(côndilo lateral) e tróclea (côndilo medial), que foram um ângulo em relação ao eixo do 
corpo. Os côndilos articulam-se com a fóvea do rádio. 
Em todas as espécies, a parte caudal do sulco da tróclea é prolongada por uma 
fossa profunda (olécrano), que recebe o processo ancôneo da ulna. Existem também 
duas saliências conhecidas como epicôndilos. O epicôndilo medial dá origem aos 
músculos flexores do carpo e dos dedos, e o epicôndilo lateral dá origem aos 
músculos extensores do carpo e dedos. 
 
 
 
Vista lateral – úmero direito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eqüino 
 
 
 
 
Bovino 
 
Tuberosidade 
deltóide
Fossa do 
olécrano
Tróclea
Capítulo
Tubérculo 
intermediário
Cabeça
Tubérculo maior
Fossa Radial
Colo
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Tuberosidade deltóide
Tróclea
Capítulo
Tubérculo maior
Fossa Radial
cabeça
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Capítulo 
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13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vista cranial – úmero direito 
 
A tuberosidade deltóide é menos proeminente no bovino do que no eqüino. No 
suíno é muito pequena. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sulco intertuberal
Tubérculo menor
TrócleaCapítulo
Tuberosidade 
deltóide
Tubérculo maior
Tubérculo 
intermediário
Fossa Radial
côndilos
Equino Bovino 
Cabeça 
 
Vista caudal da epífise distal Fossa olecrânica 
 
Sulco intertuberal
Tubérculo menor
Tróclea
Capítulo
Tuberosidade 
deltóide
Tubérculo maior
Fossa Radial
côndilos
Vista Lateral - Suíno 
 
Sulco intertuberal
Tubérculo menor
Tróclea
Capítulo
Tuberosidade deltóide
Tubérculo maior
Epífise proximal
Epífise distal
Diáfise 
Fossa Radial
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ANTEBRAÇO 
 Há dois ossos, o rádio e a ulna. Estes variam quanto ao tamanho e a 
mobilidade. No cavalo e no boi os dois ossos são fundidos e a parte distal do membro 
é fixada na posição de pronação. O rádio está colocado cranialmente e suporta o 
peso. A ulna é bem desenvolvida somente em sua parte proximal, que forma uma 
alavanca para os músculos extensores do cotovelo. No suíno a ulna é o maior e mais 
longo dos dois ossos, mas ela está intimamente unida no lado caudal do rádio. 
 
RÁDIO E ULNA 
O rádio e a ulna formam o esqueleto do antebraço. A ulna é caudal ao rádio na 
parte superior do antebraço, mas lateral na parte inferior. 
Na maioria dos animais domésticos, esses dois ossos são mantidos 
firmemente juntos por ligamentos ou por fusão na porção inclinada. Desta maneira, a 
capacidade para movimentos como supinação* e pronação** é reduzida ou 
inexistente. Nos ungulados, os ossos estão fundidos, condição que atinge seu extremo 
no cavalo, em que apenas a extremidade superior da ulna permanece distinta. 
O rádio é um osso semelhante a uma haste, em geral muito mais forte que a 
ulna em ungulados. A extremidade proximal é dilatada transversalmente. No suíno o 
rádio é curto e estreito, mas espesso. O corpo aumenta de tamanho distalmente. 
Articula-se com a superfície articular distal do úmero. O corpo écomprimido 
craniocaudalmente e levemente curvo em seu comprimento. A parte distal da 
superfície cranial é sulcada para a passagem dos tendões extensores, ao passo que a 
superfície caudal é irregular para a fixação muscular. 
A extremidade distal do rádio é algo dilatada. Apresenta uma superfície 
articular que é côncava em sua parte cranial e convexa em sua parte caudal em 
ungulados. Medial à articulação radiocárpica, o rádio é prolongado e forma um 
processo estilóide; a projeção lateral correspondente é formada pela ulna e no cavalo 
pela porção do rádio que representa a ulna incorporada. O corpo da ulna, em geral, é 
reduzido e segue ao lado do rádio, ao qual se fixa por uma membrana ou fusão. A 
extremidade distal apresenta uma pequena faceta articular para o rádio e, além desta, 
continua como o processo estilóide lateral, que fica em contato com o osso ulnar do 
carpo. Mesmo no cavalo, a fusão é incompleta e existe um pequeno espaço interósseo 
entre os corpos dos dois ossos. No cavalo, o corpo da ulna está grandemente 
reduzido e se afila, terminando no meio do antebraço; sua extremidade distal está 
incorporada ao rádio. 
 
Vista lateral – rádio e ulna esquerdos de equino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
* supinação: rotação da mão de tal maneira que a palma fica voltada para frente (homem) 
** pronação: ou voltada para trás. 
Vista caudal – rádio e ulna esquerdos 
 
 
Superfície articular cárpica
Espaço inter-ósseo
Corpo do radio 
Processo ancôneo
Tuberosidade do olécrano
Fóvea do radio
Corpo da Ulna 
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Processo estilóide
Corpo do rádio
Espaço inter-ósseo
Ulna
Processo ancôneo 
Tuberosidade do 
olécrano
Corpo da Ulna 
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Radio e Ulna direitos de Suíno 
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 VISTA MEDIAL DIREITA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VISTA MEDIAL 
 
 
Tuberosidade do olécrano 
Processo ancôneo 
Fóvea do Rádio 
Corpo do Rádio 
Corpo da Ulna 
Processo estilóide 
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Radio e Ulna esquerdos de Bovino 
 
Tuberosidade do olécrano 
Processo ancôneo 
Fóvea do Rádio 
Corpo da Ulna 
Corpo do Rádio 
Processo estilóide 
Espaço interósseo 
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MÃO 
Tal como no homem, consiste de três subdivisões: o carpo, metacarpo e pelas 
falanges (dedos). 
Os ossos do carpo (homólogo do pulso do homem) têm um grupo de ossos 
pequenos e curtos, se articulam de maneira complexa. O plano do esqueleto cárpico 
primitivo é incerto, mas nas espécies domésticas os ossos em número de seis a oito 
(eqüino: 7-8; bovino: 6; suíno: 8) e são nitidamente expostos em duas fileiras 
transversas – uma proximal e outra distal. 
A fileira proximal compreende (em seqüência mediolateral) os ossos radial, 
intemediário, ulnar e acessório; o último parece como um apêndice projetando-se atrás 
do carpo. Os elementos da fileira distal são numerados de um a cinco (seqüência 
mediolateral), embora o quinto jamais se apresente como osso separado, estando 
suprimido ou fundido com o quarto. O primeiro costuma estar ausente, enquanto o 
segundo e o terceiro se fundem em ruminantes. 
 
 Mão de Equino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O padrão primitivo para o esqueleto da mão dos mamíferos apresenta cinco 
raios, cada um consistindo num osso metacárpico e em falanges proximal, média e 
distal. Este padrão foi modificado em todas as espécies domésticas. Assim, existem 
animais plantígrados (urso), que apoiam a planta dos pés no chão; os digitígrados 
(cães), que se sustentam apenas pelos dedos e ungulados (equino, suíno, 
ruminantes), que apoiam apenas as pontas dos dedos no chão. 
O processo resulta nos dedos abaxiais primeiramente perdendo contato 
permanente com o solo. Os suínos perderam totalmente o primeiro dedo; o 2o e o 5o 
dedos são muito reduzidos. Em ruminantes, embora estejam presentes elementos dos 
quatro dedos, os do par abaxial são vestigiais; os ossos metacárpicos do terceiro e 
quarto dedos funcionais se fundem num único osso. No cavalo, apenas o 3o raio 
sobrevive em forma funcional e seu eixo coincide com o do membro. Existem vestígios 
do segundo e quarto ossos metacárpicos. 
O único osso metacárpico (terceiro) do cavalo tem um corpo particularmente 
resistente, suporta um dedo, os outros dois são muito reduzidos e são comumente 
denominados de pequenos metacarpianos. 
Carpo Equino 
 
Fileira 
Proximal 
Fileira Distal 
Vista crânio-lateral 
 
 
Carpo 
Metacarpos 
Falange proximal 
Falange média 
Falange distal 
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Vista caudal 
 
 
Nos ruminantes, consiste de um grande metacarpiano e um osso metacárpico 
lateral. O grande osso resulta da fusão do 3o e 4o ossos do feto e apresenta evidências 
de sua dupla origem quando adulto. O corpo é menor que no cavalo e é relativamente 
mais largo e mais plano. O pequeno osso metacárpico é uma haste arredondada com 
cerca de 3,5 – 4 cm de comprimento, que se localiza na parte proximal da borda lateral 
do grande osso. Apresenta a extremidade distal pontiaguda. 
No suíno quatro ossos metacarpianos estão presentes. O 1o está ausente, o 3o 
e o 4o são grandes e sustentam os principais dígitos, enquanto o 2o e o 5o são bem 
menores e comportam os dígitos acessórios. 
 
 
Dedos da mão 
No cavalo o dedo da mão consiste de três falanges e ossos sesamoides. No 
boi estão presentes quatro dedos. Destes, dois 3o e 4o estão completamente 
desenvolvidos, e cada um têm 3 falanges e 3 sesamoides. O 2o e 5o são vestígios e 
têm situação palmar ao boleto como “para dígitos”; cada um possui 1 ou 2 pequenos 
ossos que não se articulam com o resto do esqueleto. 
A falange proximal (1a falange) é um osso cilíndrico curto com a extremidade 
proximal adaptada à cabeça do osso metacárpico e uma articulação distal na forma de 
uma tróclea rasa articula-se com a falange média. No bovino é mais curta e mais 
estreita que no cavalo. A falange média (2a falange) é mais curta que a primeira 
falange, mas muito semelhante a ela. A falange distal corresponde à forma do casco 
ou unha em que está contida. Existem na face palmar da articulação 
metacarpofalângica distal, os ossos sesamóides proximais. 
 
 
 
 
 
Metacarpo
bovino 
 
Metacarpos e falanges 
de caprinos 
 
Mão de suíno 
carpo 
metacarpos 
falanges 
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 FALANGES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OSSOS DO MEMBRO PÉLVICO 
 
 O membro pélvico consiste de quatro segmentos: o cíngulo pélvico, coxa, 
perna e pé. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Estas partes estão fundidas no adulto, mas é conveniente descrevê-las 
separadamente. 
 
Ílio: é o maior das três partes, sendo a porção expandida que se estende do 
acetábulo em direção cranial e está situado na parede lateral da pelve. O ílio é 
divisível em duas partes, o corpo e a asa. O corpo entra na formação do acetábulo e 
é contínuo com a face pélvica do ísquio e do púbis. A asa é a grande porção 
expandida. 
 
Ísquio:estende-se do acetábulo em direção caudal e está situado na parte 
caudal da parede ventral da pelve. É irregularmente quadrilátero. Forma a parte caudal 
do osso do quadril ou coxal e entra na formação do acetábulo, forame obturatório, e 
sínfise pélvica. Ele é divisível em um corpo, um ramo, uma tuberosidade e uma tábula. 
O corpo entra na formação do acetábulo e fica lateral ao forame obturatório. A tábula é 
uma porção aplanada irregularmente quadrilátera em posição caudal ao ramo e ao 
 
O cíngulo pélvico consiste do 
osso do quadril que se junta ao lado 
oposto, ventralmente, na sínfise pélvica e 
articula-se muito firmemente com o sacro, 
dorsalmente. Os dois ossos do quadril, 
juntos com o sacro e as primeiras 
vértebras caudais, constituem a pelve 
óssea. Sua parede dorsal ou teto é 
formado pelo sacro e as primeiras 
vértebras caudais e a parede ventral ou 
assoalho pelos ossos púbis e ísquio. As 
paredes laterais são formadas pelos ílios e 
parte acetabular dos ísquios. 
Osso do quadril: O osso coxal, do 
quadril ou osso inominado, é o maior dos 
ossos planos. Ele consiste primariamente 
de três partes, o ílio, ísquio e púbis, os 
corpos dos quais se juntam para formar o 
acetábulo, uma grande cavidade cotilóide 
que se articula com a cabeça do fêmur, no 
bovino é menor que no cavalo. 
 
proximal 
média 
distal 
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corpo e inclui a tuberosidade. A tuberosidade isquiática é uma protuberância rugosa, 
freqüentemente triangular, que serve como uma área da qual saem músculos. 
 
Púbis: estende-se do acetábulo em direção medial ao osso do lado oposto até 
a sínfise púbica e está situado na parte cranial (assoalho) da pelve. É divisível em um 
corpo e um ramo cranial e caudal. Sua borda caudal limita a parte cranial do forame 
obturatório. O corpo é espesso e entra na formação do acetábulo. O ramo cranial 
estende-se do corpo ao plano mediano onde se encontra com o lado oposto para 
formar a sínfise púbica. O ramo caudal caminha caudalmente na porção medial do 
ramo cranial. Ele tornar-se estreito à medida que se dirige caudalmente para unir-se 
ao ramo do ísquio ao longo do forame obturatório. 
 
 OSSOS COXAIS BOVINO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VISTA VENTRAL 
 
Sínfise pélvica 
Forame Obturatório 
Acetábulo 
Tuberosidade 
Coxal 
Tuberosidade 
Sacral 
Asa Ílio 
Corpo do Ílio 
Púbis 
Tuberosidade Isquiática 
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 Vista Dorso-Caudal 
 
 
 
Vista dorsal dos ossos coxais de ovino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vista ventral dos ossos coxais de ovino 
Ossos Coxais Bovino 
 
Sínfise 
pélvica 
Tuberosidade 
Isquiática 
Tuberosidade 
Coxal 
Tuberosidade 
Sacral 
Forame 
Obturatório 
Púbis 
Asa do Ílio 
Corpo do Ílio 
Ísquio 
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FÊMUR 
É o maior e mais pesado dos ossos longos. É o osso da coxa. Estende-se de 
modo obliquo, distal e cranialmente, articulando-se proximalmente com o acetábulo e 
distalmente com a tíbia e a patela (formando a articulação do joelho). Apresenta para 
exame duas extremidades e um corpo. 
O corpo (diáfise): no eqüino é geralmente cilíndrico, mas é aplanado 
caudalmente e mais largo proximalmente que distalmente. O bovino tem o corpo 
relativamente pequeno, que é cilíndrico no meio e prismático distalmente. No suíno, o 
corpo é relativamente largo e maciço, no qual quatro superfícies poderiam ser 
reconhecidas. 
 
 
 
 
 
Diferenças entre as espécies na forma 
geral do cíngulo pélvico são muito 
pronunciadas. O ílio é mais vertical nas 
espécies maiores e mais pesadas, uma 
conformação que deixa a articulação 
sacroilíaca e, portanto, o peso do tronco mais 
aproximadamente acima da articulação 
coxofemoral. Em espécies menores, nas 
quais essa consideração é de pouca 
importância, o ílio é muito oblíquo, isso 
desloca o assoalho pélvico caudalmente com 
relação às vértebras e aumenta a eficácia dos 
músculos abdominais que flexionam a coluna 
nos saltos. 
 
Veja na figura ao lado, o osso coxal de 
um bovino jovem mostrando as três partes 
ósseas que formaram o acetábulo. 
acetábulo 
ílio 
ísquio 
púbis 
Área de 
crescimento 
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 Fêmur Esquerdo Equino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Vista Caudal Vista Cranial 
 
 
 Fêmur Direito Bovino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Vista Caudal Vista Cranial 
 
 Fêmur Suíno Direito 
 
Cabeça 
Trocanter Maior 
Côndilos 
Tróclea 
Terceiro 
Trocanter 
Terceiro 
Trocanter 
Chanfradura 
Profunda 
Fossa 
Supracondilar 
Trocanter Menor 
Fossa 
Intercondilar 
 
Cabeça Cabeça 
Trocanter Maior 
Fossa 
Trocantérica 
Trocanter 
Menor 
Terceiro 
Trocanter 
Tróclea Fossa 
Intercondilar Côndilos 
Fossa 
Trocantérica 
Fossa 
Supracondilar 
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 Vista Caudal Vista Cranio-lateral 
 
A extremidade proximal é larga e consiste da cabeça, colo e trocanter maior. 
A cabeça está colocada no lado medial, em posição proximal e um pouco 
cranialmente. É aproximadamente esférica e articula-se com o acetábulo. A cabeça é 
escavada medialmente por uma fóvea (chanfradura profunda no equino). No bovino a 
cabeça é menor que no equino, a fóvea é pequena e rasa, o colo é bem definido 
(exceto proximalmente), o trocanter maior é muito maciço e não dividido. No equino o 
trocanter maior está situado lateralmente e apresenta três aspectos (parte cranial, 
caudal e chanfradura). No suíno a cabeça é acentuadamente curva, o colo é distinto e 
o trocanter maior, embora maciço, não se estende acima do nível da cabeça. 
 
Equino Bovino Suíno 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A extremidade distal é larga em ambas as direções e compreendem a tróclea 
cranialmente e dois côndilos caudalmente. A tróclea consiste de duas cristas 
separadas por um sulco e forma uma extensa área para a articulação com a patela. 
Os côndilos medial e lateral são separados por uma fossa profunda intercondilóide e 
 
Cabeça 
Tróclea 
Trocanter 
Maior 
Trocanter 
Menor 
Cabeça 
Fossa 
Trocantérica 
Côndilos 
Fossa 
Intercondilar 
 
Chanfradura Profunda 
Fóvea 
Fóvea 
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se articulam com os côndilos da tíbia e os meniscos da articulação do joelho. No suíno 
o terceiro trocanter está ausente.PATELA 
É um osso sesamóide largo que se articula com a tróclea do fêmur; está 
desenvolvido na inserção do quadríceps femoral, o principal extensor do joelho. É 
prismático no eqüino e bovino. É prolongado medial e lateralmente por cartilagens 
parapatelares no estado fresco. No suíno, é muito comprimida transversalmente. 
 
 Equino Bovino Suíno 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 vista cranial: 1. Base, 2. ápice, 3. face cutânea. 
 
 
OSSOS DA PERNA 
Compreendem dois ossos, a tíbia e a fíbula. 
 
TÍBIA 
É um osso longo, grande e prismático que suporta e articula-se proximalmente 
com o fêmur, distalmente com o talus (osso társico tibial) e lateralmente com a fíbula. 
A tíbia estende-se obliquamente, distal e caudalmente da soldra (prega da virilha ou 
babilha do joelho). No suíno a tíbia é ligeiramente curva e convexa medialmente. A 
tíbia do bovino parece com a do cavalo, porém é um pouco mais curta. 
O corpo (diáfise) é largo e trifacetado proximalmente, torna-se menor e 
achatado em direção sagital distalmente, mas alarga-se na extremidade distal. No 
bovino, o corpo é perfeitamente encurvado, tanto que o lado medial é convexo. A 
extremidade proximal é larga e trifacetada apresenta duas eminências articulares, os 
côndilos medial e lateral. A eminência intercondilar ou espinha é uma proeminência 
central, e em cujos lados prolongam-se as faces articulares. 
A extremidade distal é muito menor que a proximal, é de forma quadrangular 
e mais larga medialmente que lateralmente. Apresenta uma face articular que se 
adapta à tróclea do tarso tibial (astrágalo) e consiste de dois sulcos separados por 
uma crista. No bovino, os sulcos articulares e a crista da extremidade distal ou tróclea 
são quase de direção sagital. A do suíno é semelhante a do bovino, porém é 
relativamente mais estreita transversalmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
eqüino 
bovino 
suíno 
 
1 
1 
1 
2 
2 
2 
3 3 3 
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FÍBULA 
Está situada ao longo da borda lateral da tíbia e tem apenas contato restrito 
com o jarrete. Ela é mais delgada que a tíbia e não se articula com o fêmur. No suíno 
ela possui um corpo completo e duas extremidades estendem-se por todo o 
comprimento da região, estando separado da tíbia pelo espaço interósseo da perna. 
No equino é um osso longo reduzido, ou seja, uma haste delgada que forma os limite 
lateral do espaço interósseo da perna, sua extremidade distal geralmente termina em 
ponta na metade a 2/3 distais da borda lateral da tíbia. No bovino, a cabeça está 
fundida com o côndilo lateral da tíbia e é continuada distalmente por um pequeno 
prolongamento, em haste pontiaguda. Todavia, como a fíbula primitiva é cartilaginosa, 
a parte proximal pode sofrer ossificação parcial, formando uma delgada haste que se 
une a borda lateral da tíbia (ver figura abaixo). No suíno, o corpo é achatado 
lateralmente, a parte distal é mais estreita e espessa. 
A extremidade distal no eqüino está fusionada com a tíbia, constituindo o 
maléolo lateral, no bovino, permanece separada e forma o maléolo lateral (osso 
maleolar). Ela é quadrilátera no seu contorno e comprimida lado a lado. No suíno, 
forma o maléolo lateral. 
 
 Tíbia Direita Equina Tíbia e Fíbula Direita Bovina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vista Caudal Vista Cranial Vista Caudal Vista Cranial 
Eminência 
Intercondilar 
Côndilos 
Estrias 
Musculares 
Eminência 
Intercondilar 
Eminência 
Intercondilar 
Estrias 
Musculares 
Fíbula 
Maléolo 
lateral 
Tuberosidade 
da Tíbia Tuberosidade 
da Tíbia 
Côndilos 
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Tíbia e Fíbula Esquerdas Suína 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESQUELETO DO PÉ 
Homólogo do pé humano consiste de três subdivisões, a saber, o tarso, 
metatarso e dedos (falanges). 
No eqüino, o tarso ou jarrete compõe-se de seis ossos curtos (às vezes 7). 
Estão dispostos em três fileiras: proximal, média e distal. No bovino são 5 peças, pois 
os ossos társico central e 4o , e 2o e 3o estão fundidos. 
 
Pé Equino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Côndilos 
Eminência 
Intercondilar 
Eminência 
Intercondilar 
Fíbula 
Maléolo 
Lateral 
Eminência 
Intercondilar 
Côndilo 
Vista Dorsal da epífise 
proximal da Tíbia 
Vista Cranial Vista Caudal 
 
Tarso (jarrete) 
Metatarso 
Falanges 
Ossos 
sesamóides 
 
Metatarso e 
falanges 
caprino Pé Suíno 
Tarso 
Metatarso 
Falanges 
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27 
 
 
TARSO TIBIAL (ASTRÁGALO, TALUS): o osso é medial da 1a fileira proximal, é de 
forma extremamente irregular. No bovino é relativamente longo e estreito. 
CALCÂNEO (TARSO FIBULAR): é o maior dos ossos do jarrete e forma uma 
alavanca para os músculos extensores do jarrete. No bovino é mais longo e mais 
delgado que no cavalo; no suíno a tuberosidade do calcâneo é profundamente sulcada 
plantarmente. 
OSSO CENTRAL DO TARSO: é irregularmente quadrilátero. 
1O e 2O TARSIANOS: são fusionados no cavalo é o menor dos ossos társicos. 
3O OSSO TARSIANO: assemelha-se ao osso central, porém é menor e de 
contorno triangular no cavalo. 
4o osso tarsiano 
Os ossos restantes do membro pélvico lembram os do membro torácico, 
embora tendam a ser menos vigorosos. Os ossos metatarsianos são mais longos (+/- 
20%) que os metacárpicos e são mais redondos ao corte sagital. 
 
 Tarso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Calcâneo 
Talus 
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28 
 
 
A COLUNA VERTEBRAL 
 
É formada por uma série de ossos chamados vértebras. Ela consiste de uma 
cadeia mediana e ímpar, de ossos irregulares que se estendem do crânio à 
extremidade da cauda. No adulto, certas vértebras fundem-se para formar uma massa 
simples óssea com a qual o cíngulo pélvico se articula. As vértebras assim fundidas 
são chamadas vértebras fixadas (ou falsas), distinguidas das vértebras móveis (ou 
verdadeiras). 
A coluna vertebral é subdividida para descrição em cinco regiões, que são 
designadas de acordo com a parte do corpo na qual as vértebras estão situadas. 
Assim as vértebras são denominadas cervicais, torácicas, lombares, sacrais e 
caudais (coccígeas). O número de vértebras em uma dada espécie é perfeitamente 
constante para cada região, exceto na última, tanto que a fórmula vertebral pode ser 
expressa como se segue: 
Cavalo: C7T18L6S5Ca15-21 
Bovino: C7T13L6S5Ca18-20 
Ovino: C7T13L6-7S4Ca16-18 
Suíno: C7T14-15L6-7S4Ca20-23 
 
As vértebras, em uma dada região, têm características através das quais elas 
podem ser distinguidas daquelas de outras regiões, e as vértebras individualmente 
têm características especiais que são mais ou menos claramente reconhecíveis. 
Todas as vértebras típicas têm um plano estrutural comum que pode de início ser 
compreendido. 
Uma vértebra consiste de corpo, arco e processos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
rame 
 
 
 
 
O corpo e o arco formam um anel ósseo que envolve o forame vertebral. 
Os processos encontrados são: articulares, espinhoso e o transverso.Articulares: são dois craniais e dois caudais que se projetam na borda do arco. 
São superfícies articulares adaptadas àquelas das vértebras adjacentes. 
Um processo (apófise) espinhoso está situado dorsalmente no meio do arco. 
Varia de forma, tamanho e direção nas diferentes vértebras, sendo muito proeminente 
nas vértebras torácicas. Este processo proporciona inserção a músculos e ligamentos. 
Transversos: são dois e projetam-se lateralmente dos lados do arco ou da 
junção do arco com o corpo. Na região cervical, os processos transversos da 3a a 6a 
vértebra apresentam uma porção cranial e caudal. Ainda nesta região, os processos 
transversos são perfurados pelo forame transverso. Na região torácica, cada um 
apresenta uma faceta para articulação com o tubérculo de uma costela. Os processos 
transversos dão inserção a músculos e ligamentos. 
 
O corpo da vértebra é a massa mais ou menos cilíndrica 
sobre a qual as outras partes estão formadas. As 
extremidades cranial e caudal estão inseridas nas 
vértebras adjacentes por discos fibrocartilaginosos 
intervertebrais e são usualmente convexas e côncavas, 
respectivamente. A superfície dorsal é aplanada e entra 
na formação do canal vertebral, enquanto a face ventral é 
limitada lateralmente e está em relação com vários 
músculos e vísceras. Na região torácica, o corpo 
apresenta dois pares de facetas nas extremidades, para a 
articulação com a parte das cabeças de dois pares de 
costelas. O arco está formado sobre a face dorsal do 
corpo e consiste de duas metades laterais, sendo cada 
uma, constituída de um pedículo (parede lateral do arco) e 
uma lâmina dorsal (completam o arco dorsalmente). 
Processo 
espinhoso 
Corpo 
Facetas 
costais 
Processo 
Transverso 
Processo 
articular 
Forame 
vertebral 
 
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29 
 
Algumas vértebras também apresentam uma crista ventral, tubérculo ventral 
ou um arco hemal. Processos mamilares ao encontrados em muitos animais, nas 
vértebras torácicas, caudais e lombares craniais, entre os processos transversos e 
articulares craniais ou sobre os últimos. Processos acessórios, quando presentes, 
estão situados entre os processos transversos e articulares caudais. 
 
 Vértebras cervicais 
 Bovina Caprina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As duas primeiras vértebras cervicais são respectivamente o Atlas e o Axis e 
estão muito modificadas para permitir livre movimento da cabeça, requerendo 
descrição individual. O Atlas é o mais singular de todas as vértebras, pois 
aparentemente não possui corpo algum, mas consiste em duas massas laterais unidas 
por arcos dorsal e ventral. 
 
 
 
 
 
 
 
Vista Dorsal 
Vista Dorsal 
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30 
 
 Atlas Bovino- Vista Dorsal Atlas Bovino- Vista Caudal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atlas Equino- Vista Dorsal Atlas Equino - Vista Caudal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Axis em geral é a vértebra mais longa. Sua extremidade cranial apresenta o 
dente, que é semelhante a um bico em determinadas espécies. A extremidade cranial 
do corpo e a superfície ventral do dente colaboram na formação de uma única 
articulação ampla com o Atlas. O arco contém um processo espinhoso muito alto. Os 
processos transversos são grandes. Cada um deles perfurado em direção à sua raiz 
por um forame transverso que conduz a artéria, veia e os nervos vertebrais. 
 
Axis Equino – Vista Lateral Axis Equino – Vista Caudal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Axis Bovino – Vista Lateral Axis Bovino – Vista Caudal 
 
 
Forame 
Alar 
Tubérculo 
Dorsal 
Asa Forame 
Vertebral 
Crista 
Ventral 
Fóvea para 
o dente do 
axis 
 
Forame 
Alar 
Tubérculo 
Dorsal 
Forame 
Vertebral 
Forame 
Vertebral 
Lateral 
Crista 
Ventral 
Asa 
 
Processo 
Espinhoso 
Dente 
Superfície 
Articular 
Processo 
Articular 
Crista 
Ventral 
Crista 
Ventral 
Corpo 
Forame 
Vertebral 
Lateral Forame 
Vetebral 
Forame 
Transverso 
Processo 
Articular 
Processo 
Transverso 
 
Processo 
Transverso 
Fóvea para 
o dente do 
axis 
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31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As vértebras cervicais restantes se tornam progressivamente mais curtas, à 
medida que a série é observada em direção a sua junção com o tórax. As 
extremidades do corpo são mais distintamente curvadas que em outras regiões e se 
inclinam obliquamente. A face ventral apresenta uma crista sólida. O arco é forte e 
mais largo, mas o processo espinhoso é pouco desenvolvido, exceto na última (mas 
com variação considerável entre as espécies). A 7a vértebra cervical que serve de 
transição para as vértebras da região torácica, distingue-se por seu processo 
espinhoso mais alto, por processos transversos não-perfurados e pela presença de 
fóveas na extremidade caudal de seu corpo, para a articulação com o 1o par de 
costelas. 
 
Vértebras torácicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Face Cranial 
Em algumas espécies, os últimos elementos da série torácica possuem ainda 
outros processos (acessórios), que se originam da parte caudal do arco, sobrepondo-
se ao osso seguinte. 
 
Dente 
 
Processo 
Espinhoso 
Processo 
Transverso 
Crista 
Ventral 
Corpo 
Processo 
Articular 
Forame 
Transverso 
Forame 
Vertebral 
Forame 
Transverso 
Forame 
Vertebral 
Lateral 
Processo 
Articular 
Crista 
Ventral 
Corpo 
As vértebras torácicas 
se articulam com as costelas e 
correspondem às mesmas em 
número. Todas as vértebras 
torácicas compartilham 
aspectos comuns, mas também 
existem alterações seriadas 
que distinguem os ossos mais 
craniais dos mais caudais. Os 
aspectos torácicos comuns 
são: corpos curtos com 
extremidades achatadas; 
fóveas (facetas) costais em 
ambas as extremidades para 
as cabeças das costelas e nos 
processos transversos para o 
tubérculo das costelas; 
processos transversos curtos e 
grossos; arcos firmemente 
ajustados; processos espinhais 
muito proeminentes; processos 
articulares baixos. 
 
Processo 
Espinhoso 
Processo 
Articular 
Processo 
Transverso 
Corpo 
Forame 
Vertebral Faceta 
Costal 
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32 
 
 
 Vértebra Torácica – face cranial Vértebra Torácica – face 
caudal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Vista Lateral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vértebras lombares 
 
As vértebras lombares diferem das vértebras torácicas no maior comprimento e 
no formato mais uniforme de seus corpos. Outras características regionais são: 
ausência de fóveas ou facetas costais; uma altura menor e geralmente inclinação 
anterior dos processos espinhosos; processos transversos achatados e longos que se 
projetam lateralmente; processos articulares enganchados (interligados); e processos 
mamilares proeminentes e às vezes, também processos acessórios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame 
Vertebral 
Faceta 
Costal 
Corpo 
Processo 
Transverso Faceta para 
o tubérculo 
da costela 
Faceta 
Costal 
Processo 
ArticularCrista 
Ventral 
Processo 
Espinhoso 
Faceta 
Costal 
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33 
 
Vertebra Lombar - Vista Caudal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vértebras sacrais 
 
Caudal ao lombo, a coluna vertebral é prolongada pelo sacro, um osso único 
formado pela fusão de várias vértebras. O sacro forma uma articulação firme com o 
cíngulo pélvico, através do qual o impulso dos membros pélvicos é transmitido ao 
tronco. Em alguns animais (especialmente o suíno), uma ou mais vértebras da cauda 
podem ser incorporadas ao sacro posteriormente. 
Na maioria das espécies, a face dorsal da cavidade da pelve é marcada pelo 
número apropriado de processos espinhosos, embora as mesmas possam ser 
reduzidas ou mesmo ausentes (suíno). Quando presentes podem preservar sua 
independência (cão, eqüino) ou se fundir, formando uma crista contínua (ruminantes). 
O grau de fusão das vértebras sacrais varia entre as espécies; a menos completa é a 
do suíno. 
 
Sacro Bovino – Vista Dorsal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O número de vértebras caudais varia bastante, mesmo dentro de uma única 
espécie. Os contornos da coluna vertebral variam com a postura, espécie e raça. A 
maior parte da cauda se inclina para baixo em grandes animais. 
 
 
 
 
 
Processo Espinhoso 
Processo Transverso 
Processo Articular Caudal 
Corpo 
Forame Vertebral 
Crista 
Ventral 
 
Sacro Bovino – Vista Lateral 
Crista Mediana 
Processo Articular 
Asa 
Forame do Sacro 
Crista Lateral 
Crista Lateral 
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34 
 
Sacro Bovino – Vista Cranial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COSTELAS 
 
Corpo 
Canal do Sacro 
Asa 
 
Sacro Equino – Vista Dorsal 
Sacro Equino – Vista Lateral 
Asa 
Processo 
Espinhoso 
Processo 
Articular 
Forame do 
sacro 
 
 
Sacro Suíno – Vista Dorsal Sacro Suíno – Vista Ventral 
Asa do sacro 
Forame do 
sacro 
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35 
 
 
O esqueleto torácico é completado pelas costelas e esterno. 
As costelas são ossos alongados, encurvados, que formam o esqueleto das 
paredes laterais do tórax. Elas estão dispostas em série aos pares que correspondem 
em número às vértebras torácicas. Cada uma articula-se dorsalmente com duas 
vértebras e é prolongada ventralmente por uma cartilagem costal. Aquelas que se 
articulam com o esterno por meio de duas cartilagens são designadas costelas 
esternais (verdadeiras); as restantes são as costelas asternais (falsas). As últimas 
costelas da série que têm suas extremidades ventrais livres e não inseridas a uma 
cartilagem adjacente são chamadas costelas flutuantes. Os intervalos entre as 
costelas são chamados espaços intercostais. 
As costelas de diferentes partes da série variam muito em comprimento, 
curvatura e outras características. Uma costela típica consiste de um corpo e duas 
extremidades. 
A extremidade dorsal da costela termina numa cabeça arredondada que 
apresenta duas faces, cada uma para articulação com o corpo de uma das duas 
vértebras com as quais está ligada. A cabeça é ligada ao corpo da costela por um colo 
curto e apertado, cuja parte inferior apresenta um tubérculo lateral. O corpo da costela 
começa além do tubérculo. É longo, curvo em seu comprimento e em geral achatado 
lateralmente, em particular nas espécies maiores e em direção à extremidade inferior. 
As cartilagens costais são hastes de cartilagem hialina em continuidade às 
costelas, são flexíveis no animal jovem. Torna-se mais rígida à medida que a 
calcificação se desenvolve e aumenta com a idade. Aquelas das costelas esternais 
articulam-se com o esterno, enquanto que aquelas das costelas asternais estão 
superpostas e inseridas umas às outras por tecido elástico, para formar o arco costal. 
As cartilagens das costelas flutuantes não estão inseridas àquelas adjacentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A primeira costela é sempre 
relativamente forte, curta e reta. Sua 
cartilagem também é curta e grossa e 
se articula com o esterno numa 
articulação firme que fixa a costela; isto 
lhe permite funcionar como uma sólida 
base, em cuja direção as outras 
costelas podem ser tracionadas à 
inspiração. As costelas seguintes 
aumentam em comprimento, curvatura 
e inclinação caudoventral, mais 
acentuadamente acima da parte caudal 
da parede torácica, embora as duas ou 
três últimas possam novamente ser 
algo mais curta. As cartilagens das 
costelas esternais são curtas e 
aproximadamente tão espessas quanto 
as costelas ósseas; as cartilagens das 
costelas asternais são extremamente 
finas e se afilam em direção às suas 
extremidades ventrais. 
Nos suínos, as costelas são em 
número de 14 ou 15 pares, das quais 7 
são normalmente verdadeiras e 7 ou 8 
são falsas. 
 
Cabeça 
Colo Tubérculo 
Colo 
Cabeça 
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36 
 
Esterno 
 
O esterno (osso do peito) é um osso segmentado mediano que completa o 
esqueleto do tórax ventralmente e articula-se com as cartilagens das costelas 
esternais lateralmente. Ele consiste de um número variável de segmentos ósseos 
dependendo da espécie, unidos por meio de cartilagem no indivíduo jovem. Sua forma 
varia com aquela do tórax em geral e com o desenvolvimento das clavículas nos 
animais em que estes ossos estão presentes. Sua extremidade cranial, o manúbrio 
esternal é especialmente afetado pelo último fator, sendo larga e forte quando as 
clavículas são bem desenvolvidas e articula-se com ela (homem), e relativamente 
pequena e comprimida lateralmente quando elas estão ausentes (cavalo). As 
cartilagens do primeiro par de costelas articulam-se com ela. O corpo ou mesoesterno 
apresenta lateralmente, na junção dos segmentos, facetas côncavas para articulação 
com as cartilagens das costelas esternais. A extremidade caudal ou última esternébra 
apresenta o processo xifóide. A cartilagem xifóide estende-se caudalmente do 
processo xifóide. Ela é delgada e larga no eqüino, bovino, caprino e ovino. 
No eqüino tem forma de canoa, é comprimido lateralmente. No bovino, o 
esterno tem sete esternébras, sendo mais largo, mais aplanado e relativamente mais 
longo que no cavalo. No ovino são 6 esternebras. O esterno de suínos apresenta 6 
segmentos e assemelha-se ao do bovino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esterno Bovino – Vista Ventral 
1ª Esternébra: Manúbrio 
7ª Esternébra 
com Processo Xifóide 
Fragmento da cartilagem Xifóide 
2ª Esternébra 
3ª Esternébra 
4ª Esternébra 
5ª Esternébra 
6ª Esternébra 
 
Manúbrio 
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37 
 
CRÂNIO 
 
O crânio constitui um meio de proteção para o encéfalo, os órgãos dos sentidos 
especiais (visão olfato, audição, equilíbrio e gustação), as aberturas para as 
passagens de ar e alimentos e os maxilares e mandíbulas, incluindo os dentes para a 
mastigação. A maior parte dos ossos do crânio é plana, desenvolvida em membranas; 
aqueles ossos da base do crânio podem ser classificados como irregulares e são 
desenvolvidos em cartilagem. Somente dois ossos formam articulações móveis 
permanentes com outras partes do crânio. A mandíbula (ossomaxilar inferior) forma 
articulações sinoviais com os ossos temporais, e o osso hióide está inserido ao último 
por hastes de cartilagem. As articulações imóveis localizadas entre a maioria dos 
ossos do crânio são chamadas de suturas. Elas tomam a aparência de linhas 
irregulares chamadas linhas de sutura. Elas tomam a aparência de linhas irregulares 
chamadas linhas de sutura no crânio de animais jovens. Com o evoluir da idade, 
muitas das suturas desaparecem por fusão óssea entre os ossos adjacentes. Alguns 
autores dizem que o crânio é um mosaico de muitos ossos, na maioria das vezes 
pares, mas alguns são medianos e ímpares, que se encaixam perfeitamente para 
formar uma única estrutura rígida. 
O crânio apresenta numerosos foramens, canais e fissuras através dos quais 
os nervos craniais e vasos sanguíneos entram e saem. 
 
CRÂNIO DO CAVALO 
Caracteriza-se por uma face relativamente longa, uma característica que se 
desenvolve posteriormente com o tamanho crescente; é, portanto, mais pronunciando 
em animais adultos, que em jovens e em raças grandes que em pequenas. O crânio é 
relativamente estreito e, a crista sagital externa é mais fraca. A fronte é larga entre as 
origens dos processos zigomáticos dos ossos frontais, que se inclinam ventralmente e 
se unem aos arcos zigomáticos. 
O arco zigomático é nitidamente forte, mesmo sem levar em consideração o 
suporte extra que obtém o processo zigomático, ligando-o ao osso frontal. Não se 
curva lateralmente e, em seu aspecto caudoventral, apresenta uma superfície articular 
bem complexa; esta superfície compreende uma tuberosidade rostral, uma fossa 
intermediária e um processo retroarticular saliente. A órbita se apresenta quase que 
lateralmente e possui uma borda óssea completa; sua cavidade é invadida em cima 
pela grande tuberosidade da maxila que parece continuar o processo alveolar 
diretamente. O arco zigomático se prolonga rostralmente, além da órbita, como uma 
aresta saliente sobre a superfície lateral da face. Esta aresta, a crista facial, segue 
paralela ao contorno dorsal do focinho e termina acima de um septo entre os alvéolos 
do terceiro e quarto dentes molares. 
Uma incisura profunda (nasoincisiva) separa o osso nasal agudo do incisivo. 
Esta incisura e o limite rostral da crista facial são marcos identificados muito 
facilmente. São usados como guias para a posição do forame infra-orbitário, que se 
situa um pouco caudal ao meio da linha de união. 
 As características visíveis no aspecto ventral situam-se mais ou menos um 
mesmo nível. A parte caudal desta superfície se distingue pelos processos jugulares 
grandes e muito salientes e pelos contornos recortados das grandes aberturas de 
cada lado do osso occipital. Cada abertura resulta da impossibilidade do osso 
temporal de atingir a borda lateral do osso occipital, o que permite a confluência de 
vários forames que são distintos no cão. A parte caudal corresponde à fissura 
tímpano-occipital; a parte cranial (forame lacerado) combina os forames oval e 
carótido. A bolha timpânica não é proeminente, mas os processos estilóide (para o 
aparelho hióide) e muscular do osso temporal são bem desenvolvidos. 
 As coanas situam-se quase no plano do palato duro. A lâmina vertical do osso 
que separa a região coanal da pterigopalatina apresenta um processo hamular 
proeminente. O palato é plano e sem nada de extraordinário. A maior parte de sua 
borda é ocupada pelos alvéolos dos dentes incisivos e molares. 
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38 
 
Há uma protuberância occipital externa bem pronunciada na superfície nucal e 
a borda dorsal do forame magno. A mandíbula é maciça e suas metades direita e 
esquerda divergem num ângulo relativamente pequeno. A sínfise se torna obliterada 
bem cedo, em geral por volta de dois anos. A borda inferior apresenta uma incisura 
vascular saliente, onde os nervos faciais se viram para a face. O ramo é alto; o 
processo coronóide se projeta em grande parte na fossa temporal e o processo 
articular apresenta a superfície articular oval bem acima do plano oclusivo dos dentes 
molares. 
As partes do aparelho hióide estão situadas entre os ramos da mandíbula e 
são comprimidas lateralmente. Um processo lingual considerável se projeta do 
basisfenóide junto à raiz da língua. 
 
 Vista Lateral do Crânio Equino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Vista Dorsal do Crânio Equino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
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39 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRÂNIO DO BOVINO 
 
É relativamente curto é largo e sua forma geral sendo piramidal. Processos 
cornuais (cornos) se projetam dos ossos frontais de raças com cornos, onde as 
superfícies dorsal, lateral e nucal se unem; seu tamanho e sua direção variam 
grandemente com a raça, idade e sexo. A região frontal muito larga e plana é limitada 
por uma fossa temporal salientes, que pende sobre a fossa temporal profunda e 
restringe a mesma ao aspecto lateral do crânio. A fronte se prolonga de maneira 
uniforme no contorno dorsal do focinho. 
As principais características do aspecto lateral são o confinamento da fossa 
temporal e a elevação da borda orbitária acima de suas adjacências. A borda é 
completa e, sua parte caudal, é formada pela união dos processos dos ossos 
zigomático e frontal. Não existe qualquer crista facial, apenas uma discreta 
tuberosidade facial, da qual se origina a parte rostral do masseter. O forame infra-
orbitário fica diretamente acima do primeiro dente molar, bem baixo em direção ao 
palato. 
A superfície ventral é muito irregular, com a base cranial localizada num plano 
consideravelmente mais dorsal que o palato. Os ossos temporal e occipital são 
separados por uma fissura estreita, uma estrutura intermediária entre a sutura no cão 
e a larga abertura do cavalo e do suíno. A bolha timpânica é proeminente e 
lateralmente comprimida. As coanas são separadas pelo prolongamento caudal da 
parte ventral do septo nasal e são envoltas lateralmente por placas muito extensas de 
osso. O palato, longo e estrito, é limitado por altos processos alveolares. Não existem, 
naturalmente, quaisquer alvéolos para dentes incisivos ou caninos (ausentes nos 
ossos incisivos de ruminantes). 
Na figura ao lado encontra-se o crânio 
de equino cujas suturas já desapareceram, 
exceto a sutura internasal. 
 
Vista Lateral 
Vista Rostral 
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40 
 
A sínfise mandibular se ossifica tarde, se é que isto acontece, em ruminantes. 
Em geral, a mandíbula é mais fraca que a do cavalo, uma característica muito evidente 
no corpo do osso com sua borda ventral levemente convexa. O processo coronóide é 
alto e caudalmente curvado. A superfície articular é côncava e alargada lateralmente. 
 
Vista Dorsal – Crânio Bovino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vista lateral – Crânio Bovino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo Cornual 
Frontal 
Nasal 
Incisivo 
Maxilar 
Lacrimal 
Órbita 
 
Temporal Processo 
Cornual 
Frontal 
Lacrimal 
Zigomático 
Maxilar 
Forame Infra-
orbitário 
Incisivo 
Nasal 
Parietal 
Forame Supra-orbitário 
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CRÂNIO DO SUÍNO 
É muito variável. Ele é mais ou menos piramidal em raças primitivas, mas se 
encurva agudamente, constituindo uma proeminência elevada disposta acima do 
encéfalo, nas raças geneticamente melhoradas. A superfície dorsal do crânio é 
agudamente demarcada ao nível da fossa temporal por uma proeminente linha 
temporal. Esta linha se continua com o processo zigomático do osso frontal, que deixa 
de completar a margem orbitária. A órbita é pequena. O arco zigomático é 
extremamente robusto e profundo, ajudando a limitar a fossa temporal lateralmente. A 
superfície articular temporal é ampla e aplanada. A fossa, disposta rostral à órbita, 
define a origem do músculo levantador do lábio superior. 
Sobre a superfície basal, as regiões do crânio e das coanas são dorsais no 
plano do palato. A região cranial é mais bem demarcada pelo longo processo jugular e 
pela grande bolha timpânica. As coanas curtas, porém largas, estando bem 
delimitadas mais caudalmente, onde normalmente são observadas. A elevada 
superfície nucal é limitada por cristas nucais espessas. 
A mandíbula é robusta, sólida e preferencialmente segue orientação retilínea. A 
sínfise da mandíbula se ossifica, em média, um ano após o nascimento. A região 
mentoniana do suíno é dividida como uma adaptação ao hábito de revirar a terra. O 
processo coronóide é curto, o processo condilar é pequeno e triangular. 
 
 Crânio Suíno – Vista Lateral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Crista Nucal 
Côndilos 
Nasal 
Incisivo 
Maxilar 
Frontal 
Parietal 
Temporal 
Forame Infra-
orbitário 
Mandíbula 
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42 
 
Crânio Suíno- Vista Frontal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Vista Caudal – Crânio Bovino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
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D
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Frontal 
Forame Supra-orbitário 
Nasal 
Incisivo 
Maxilar 
Crista Nucal 
 
Vista Caudal – Crânio Suíno 
Vista Caudal – Crânio Equino 
Côndilos 
Processo 
Jugular 
Processo Jugular 
Forame 
Magno 
Occiptal 
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43 
 
Mandíbula Equina – Vista Lateral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mandíbula Equina – Vista Caudal Mandíbula Suína – Vista 
Caudal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame 
Mentoniano 
Processo 
Condilar 
Processo 
Coronóide 
Corpo 
Ramo 
Ângulo da 
Mandíbula 
 
Forame 
Mandibular 
Processo 
Condilar 
Processo 
Coronóide 
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44 
 
 
 
Mandíbula Suína – Vista Lateral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo 
Coronóide 
Processo 
Condilar 
Forames 
Mentonianos 
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 45 
CAPÍTULO 4: SINDESMOLOGIA (ARTROLOGIA) 
 
 Uma articulação ou juntura é formada pela união de dois ou mais ossos ou 
cartilagens por outro tecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Articulações fibrosas 
 Neste grupo, os segmentos estão unidos por tecido fibroso de tal modo que 
impedem os movimentos; assim, elas são freqüentemente denominadas articulações fixas 
ou imóveis. Não apresentam cavidade articular. A maioria destas articulações é temporária 
em razão do meio de união ser invadido pelo processo de ossificação, resultando numa 
sinostose. As principais classes de articulações deste grupo são as seguintes: 
1. Sutura: aplica-se este termo às articulações da cabeça (ver figura de crânio – 
capítulo 3), na qual os ossos adjacentes são intimamente unidos por tecido 
fibroso – ligamentos suturais. Em muitos casos as bordas dos ossos 
apresentam irregularidades que se engrenam formando a sutura serrata (sutura 
interfrontal). Em alguns casos as bordas são biseladas e se superpõem por 
meio da sutura escamosa (osso temporal e parietal). Se as bordas são planas 
ou levemente enrugadas, o termo sutura plana (harmônica) é aplicado à 
articulação (sutura internasal, ou entre as porções horizontais dos ossos 
palatinos). 
2. Sindesmose: o meio de união é constituído ou de tecido fibroso branco ou de 
tecido elástico ou mesmo uma mistura de ambos. Os exemplos ocorrem nos 
corpos dos metacarpianos (cavalo) e nas inserções das cartilagens costais entre 
si. Numa sindesmose quando os ossos em justaposição estão unidos por tecido 
fibroso como na fusão dos corpos do rádio e ulna e da tíbia e fíbula do cavalo, o 
meio de união original com a idade sofre um processo de ossificação 
denominado sinostose. 
3. Gonfose: este termo é algumas vezes aplicado para a implantação dos dentes 
nos alvéolos. A gonfose não é corretamente considerada uma articulação, em 
absoluto, visto que os dentes não fazem parte do esqueleto. 
 
Articulações cartilaginosas 
 Os ossos das articulações estão unidos por fibrocartilagens ou cartilagem hialina, 
ou uma combinação de ambas. O número e a espécie de movimento estão condicionados 
pela forma das partes articulares e pela quantidade e pela flexibilidade do meio de união. 
Classificam-se nos seguintes tipos: 
 
O osso é a parte fundamental da maioria das 
articulações; em alguns casos um osso e uma 
cartilagem, ou duas cartilagens formam uma 
articulação. O meio de união é o tecido fibroso 
principalmente ou cartilagem, ou uma combinação de 
ambos. As articulações apresentam certas 
características quer estrutural como funcional que 
podem classificá-las de três tipos: 
 
1. Articulação fibrosa (sinartrose) 
2. Articulação cartilaginosa (anfiartrose) 
3. Articulação sinovial (diartrose) 
Fig 1 
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 46 
1. Sincondrose (articulações de cartilagem hialina): este tipo de articulação (algumas 
vezes denominada de articulação cartilaginosa primária) é um tipo temporário, visto 
que a cartilagem hialina converte-se em osso antes da fase adulta. As epífises e a 
diáfise de um osso longo estão unidas por uma placa epifisária cartilaginosa nos 
animais jovens. A fusão óssea ocorre na fase adulta e a articulação desaparece. 
2. Sínfise (articulações fibrocartilaginosas): também denominadas de articulações 
cartilaginosas secundárias ou mesmo anfiartrose, representam articulações nas 
quais os ossos contidos estão unidos por fibrocartilagem durante alguma fase de 
sua existência. Articulações fibrocartilaginosas incluem a sínfise pélvica, 
esternébras e articulações entre os corpos das vértebras. Uma limitada e variável 
quantidade de movimentos pode existir nestes tipos de articulações. 
 
Articulações sinoviais 
 Nas articulações sinoviais, os ossos que se articulam são separados por um espaço 
repleto de líquido, a cavidade articular; que possui uma membrana sinovial na cápsula 
articular e uma mobilidade (figura 1). São igualmente denominadas articulações 
verdadeiras ou móveis. Uma articulação simples é aquela formada por duas superfícies 
articulares; uma articulação composta forma-se com várias superfícies articulares. 
 
As seguintes estruturas entram na sua formação: 
1. Superfície articular: as superfícies articulares são na maioria dos casos lisas, e 
variam muito quanto à forma. São constituídas de tecido ósseo denso especial, e 
são revestidaspor uma cartilagem articular. 
2. Cartilagem articular: geralmente são do tipo hialino. Elas variam de espessura nas 
diferentes articulações: são mais espessas naquelas que estão sujeitas a maior 
pressão e atrito. Comumente elas tendem a acentuar a curvatura do osso, ou seja, 
numa curvatura côncava a parte periférica é mais espessa, ao passo que numa 
articulação convexa, é a parte central. As cartilagens articulares são constituídas de 
material flexível e não são vascularizadas e insensíveis (isso explica por que as 
lesões podem progredir bastante antes que o paciente se conscientize de sua 
existência), são muito lisas e translúcidas, mas apresentam uma tonalidade azulada 
ou rósea no estado fresco em animais jovens. Torna-se amarelada com a idade, 
uma indicação de perda de elasticidade. Elas diminuem os efeitos dos abalos e 
reduzem grandemente a fricção. 
3. Cápsula articular: é na forma mais simples, um tubo (manguito) cujas 
extremidades estão inseridas ao redor das superfícies articulares. Compõe-se de 
duas camadas – uma externa constituída de tecido fibroso e uma interna, a camada 
ou membrana sinovial. A camada fibrosa também se denomina ligamento capsular, 
insere-se quer junto às margens das superfícies articulares como a uma variável 
distância delas. Sua espessura varia muito em diferentes casos: em certos pontos 
ela é extremamente espessa, e algumas vezes nela se desenvolve cartilagem ou 
osso; em outros pontos ela é praticamente ausente, e a cápsula então consiste 
apenas da membrana sinovial. Os tendões que ultrapassam uma articulação podem 
substituir parcialmente a camada fibrosa; nesses casos a face profunda do tendão 
está forrada pela membrana sinovial. A membrana sinovial reveste a superfície 
articular exceto sobre as cartilagens articulares, detendo-se normalmente pela sua 
periferia. Ela é uma membrana ricamente suprida por uma complicada rede de 
vasos e nervos. Também secreta um líquido semelhante a clara de ovos (sinovia) 
que lubrifica a articulação, serve também para transportar material nutritivo para a 
cartilagem hialina articular. Normalmente ela contem apenas uma quantidade 
suficiente de sinovia para lubrificar a articulação. 
 
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 47 
Os elementos citados até agora são constantes e necessários em todas as articulações 
sinoviais. Outras estruturas entram na constituição das articulações: ligamentos, discos e 
meniscos articulares, cartilagens marginais. 
 
4. Ligamentos: são fortes cintas ou membranas (tecido fibroso branco) que unem os 
ossos entre si. São praticamente inelásticos, com exceção do ligamento nucal 
(tecido elástico). Podem ser subdivididos, de acordo com sua localização, em peri 
ou extra-articulares e intra-articulares (não necessariamente dentro da cavidade 
articular). Os situados nos lados de uma articulação denominam-se ligamentos 
colaterais. 
5. Discos e meniscos articulares: são placas de fibrocartilagem ou tecido fibroso 
denso embutido entre as cartilagens; dividem a cavidade articular parcial ou 
completamente em dois compartimentos. Tornam mais congruentes certas 
superfícies articulares, permitem maior amplitude e variedade de movimentos e 
diminuem a concussão. Na realidade, simplificam o movimento articular. 
6. Cartilagem marginal (lábio articular): é um anel de fibrocartilagem que rodeia a 
borda de uma cartilagem articular. Amplia a cavidade e contribui na prevenção de 
fraturas da borda articular. 
 
Vasos e Nervos 
 As artérias formam anastomoses ao redor das grandes articulações e fornecem 
ramos para as extremidades dos ossos e para a cápsula articular. A membrana sinovial 
possui uma emaranhada rede de capilares. 
 As veias formam plexos. A membrana sinovial é bem suprida de capilares linfáticos. 
 As fibras nervosas são especialmente numerosas na membrana sinovial e ao redor, 
e existem terminações nervosas especiais, que interferem nos impulsos proprioceptivos, 
bem como fibras dolorosas. 
 
 A estabilidade é um atributo necessário da articulação, visto que certos tipos de 
movimento ativo ocorrem nas articulações sinoviais. Normalmente fala-se de movimento de 
deslizamento, de movimentos angulares e movimentos rotatórios. Os vários tipos de 
movimentos freqüentemente se combinam e podem produzir uma variedade infinita, e 
raramente uma articulação possui único movimento. 
O tipo mais simples (1) de movimento é descrito como movimentos de deslizamento 
(translação) e é representado por uma superfície resvalando sobre outra (plana). Já os 
movimentos angulares podem ser flexão e extensão ou abdução e adução. 
 A flexão ocorre quando um ângulo entre dois ossos diminui, enquanto que extensão 
significa um estiramento que ocorre numa articulação quando o ângulo entre dois ossos 
aumenta. Com referência a articulação das partes distais dos membros, parece 
aconselhável o emprego dos termos flexão dorsal e flexão palmar ou plantar. Igualmente 
os termos flexão dorsal e ventral são aplicados aos correspondentes movimentos da 
coluna vertebral. O significado do termo flexão lateral quando aplicado para a coluna 
vertebral é evidente. 
 Todos estes movimentos que são ao redor de eixos que são aproximadamente 
transversal ou vertical. Os movimentos de depressão, elevação e transversal da mandíbula 
incluem-se nesta categoria. Abdução ocorre quando uma parte afasta-se do plano 
longitudinal mediano do corpo ou um dedo afasta-se do eixo do membro. Na adução a 
parte movimenta-se em direção ao plano longitudinal mediano do corpo ou dos dedos 
movem-se em direção ao eixo do membro. 
 
 Circundação é forma de movimento que ocorre quando o eixo descreve um espaço 
cônico; a base do cone é descrita pela extremidade distal do osso e o vértice está na 
cavidade articular. No homem tal movimento é facilmente executado, porém nos 
quadrúpedes é possível somente num grau limitado. 
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 48 
 Quanto à rotação, por questão de conveniência, este tipo está reservado para 
indicar a rotação de um segmento que constitui a articulação. É observado tipicamente na 
articulação atlantoaxial. 
 Todo movimento está limitado pelos ligamentos colaterais e acessórios, extra e 
intracapsulares, meniscos e discos, músculos e mecanismos físicos (ex: forma da cavidade 
articular) e biológicos. 
 As articulações sinoviais podem ser classificadas em sete categorias na versão 
atual do sistema geométrico. A primeira, a plana (1), já foi descrita anteriormente. 
 
 Um exemplo de ARTICULAÇÃO UNIAXIAL (um eixo de rotação) é a articulação 
dobradiça ou gínglimo (2), ou seja, possui uma superfície articular com formato 
semelhante a um segmento cilíndrico e outra escavada para recebê-la. Exemplo, a do 
cotovelo na qual o eixo é transversal. Flexão e extensão são os movimentos principais. 
 
 Numa articulação pivô ou trocóide (3), o movimento é ao redor de um eixo 
longitudinal, e envolve um pivô, ou seja, uma cavilha encaixada num anel, por exemplo, a 
articulação atlantoaxial. 
 
 O movimento pode ser BIAXIAL, isto é, ao redor de dois eixos horizontais em 
ângulos retos entre si (paralelo). Nesta forma de articulação, a circundução é permitida, isto 
é, um cone é descrito quando executamos movimentos de flexão, abdução, extensão e 
adução, mas não o de rotação axial. Neste tipo de articulação, condilar (4), um ou dois 
côndilos (juntos ou separados) e uma superfície articular ovóide estão contidos numa 
cavidade elíptica. Embora se assemelhe a uma articulação dobradiça, ela permite mais 
movimentos (articulação do joelho). 
 
 Numa articulação elipsóide (5) a superfície articular assemelha-se a uma elipse. É 
também uma articulação biaxial; a articulação antebraquiocarpianaé um exemplo. As 
superfícies articulares são mais longas numa direção e em ângulos retos para a outra. 
Numa articulação selar (6) as superfícies são reciprocamente côncavo-convexa ou em 
sela de montaria, representando um tipo de articulação biaxial. Flexão, extensão, abdução, 
adução e circundução podem ser executadas, mas não a rotação axial. A articulação 
carpometacarpiana do polegar é citada como um exemplo no homem e as articulações 
interfalângicas no cão. 
 
 O movimento é MULTIAXIAL, são permitidas a circundação e a rotação axial. Uma 
articulação de esfera e uma cavidade esfenoidal (7) (enartrose) proporcionam uma 
articulação universal. A superfície esferoide de uma articulação move-se dentro de um 
“receptáculo” de um osso segundo três eixos. As articulações do osso do quadril incluem-
se nesta classificação. 
 
Uma articulação que produz um simples movimento de deslizamento ou resvalo, é 
uma articulação plana (artrodia) na qual as superfícies ósseas justapostas são 
aproximadamente planas, por exemplo, as dos ossos carpianos e as dos pequenos ossos 
tarsianos. O movimento consiste de deslizamento de uma superfície sobre outra com 
limitação do movimento produzida por uma cápsula fibrosa justa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 50 
CAPÍTULO 5. MIOLOGIA GERAL 
 
 As células musculares, chamadas fibras, têm a capacidade de mover-se. O 
movimento, uma das propriedades mais surpreendentes da matéria vivente, não é 
patrimônio exclusivo do músculo. No século XVII, observou-se através de um microscópio 
o movimento de células espermáticas. Existe uma grande variedade de células capazes de 
mover-se, como, por exemplo: os glóbulos brancos que viajam pelo sangue até os tecidos 
onde vão atuar, o movimento dos cílios (pelos) na superfície de algumas células como no 
Sistema Respiratório. Nestes casos, o movimento é função secundária das células. Com o 
termo "músculo" nos referimos a um conjunto de células musculares organizadas, unidas 
por tecido conectivo. 
Cada célula muscular se denomina fibra muscular. No tecido muscular há três tipos 
de músculos: esquelético (estriado, voluntário), liso (involuntário), cardíaco (estriado, 
involuntário). 
Músculo liso: As células do músculo liso são sempre fusiformes. Seu tamanho varia 
muito, dependendo de sua origem. As células menores se encontram nas arteríolas e as de 
maior tamanho no útero grávido. Suas fibras não apresentam estriações e por isso são 
chamados de liso. Tendem a ser de cor pálida, sua contração é lenta e sustentada, e não 
estão sujeitos à vontade do indivíduo; de onde deriva seu nome de involuntário. Esse 
músculo reveste ou forma parte das paredes de órgãos ocos tais como a traquéia, o 
estômago, o trato intestinal, a bexiga, o útero e os vasos sangüíneos. Como um exemplo 
de sua função, podemos dizer que os músculos lisos comprimem o conteúdo dessas 
cavidades, intervindo desta maneira em processos tais como a regulação da pressão 
arterial, a digestão etc. Além desses conjuntos organizados, também se encontram células 
de músculo liso no músculo eretor do pêlo, músculos intrínsecos do olho etc. A regulação 
de sua atividade é realizada pelo sistema nervoso autônomo e hormônios circulantes. As 
fibras do músculo liso são menores e mais delicadas do que as do músculo esquelético. 
Não se inserem no osso, mas atuam como paredes de órgãos ocos. Em volta dos tubos, 
em geral, há duas capas, uma interna circular e uma externa longitudinal. A musculatura 
circular constringe o tubo; a longitudinal encurta o tubo e tende a ampliar a luz. No tubo 
digestivo, o esforço conjunto da musculatura circular e da longitudinal impulsiona o 
conteúdo do tubo produzindo ondas de constrição chamadas movimentos peristálticos. 
Além disso, (ex: bexiga, piloro) formam os esfíncteres (músculos que circundam aberturas 
naturais do corpo). O do estômago é conhecido pelo nome de esfíncter pilórico. Há mesmo 
dois tipos de músculos esfincterianos: os esfíncteres estriados, que estão sob a ação da 
vontade (esfíncter estriado da uretra, esfíncter estriado do ânus) e os esfíncteres lisos, que 
não estão sob a ação da vontade (esfíncter da bexiga, esfíncter Pilórico). 
 
Músculo cardíaco: Forma as paredes do coração, não está sujeito ao controle da 
vontade, tem aspecto estriado. Suas fibras se dispõem juntas para formar uma rede 
contínua e ramificada. Portanto, o miocárdio pode contrair-se em massa. O coração 
responde a um estímulo do tipo "tudo ou nada", daí que se classifique como unitário 
simples. O músculo cardíaco se contrai ritmicamente. 
Tanto o músculo cardíaco quanto o liso são considerados músculos viscerais, pois 
estes músculos estão presentes no interior das vísceras, e geralmente não se vêem a olho 
nu (salvo o músculo cardíaco que é volumoso e mesmo constitui a parte fundamental do 
coração). 
As células do músculo esquelético são cilíndricas e multinucleadas. Uma fibra 
muscular ordinária mede aproximadamente 2,5 cm de comprimento e sua largura é menor 
de um décimo de milímetro. As fibras musculares se agrupam em feixes. Cada músculo se 
compõe de muitos feixes de fibras musculares. É avermelhado, de contração brusca, e 
seus movimentos dependem da vontade dos indivíduos. Constitui o tecido mais abundante 
do organismo e representa de 40 a 45% do peso corporal total. 
 A carne que reveste os ossos é tecido muscular. Esses se encontram unidos aos 
ossos do corpo e sua contração é que origina os movimentos das distintas partes do 
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 51 
esqueleto, e também participa em outras atividades como a eliminação da urina e das 
fezes. A atividade do músculo esquelético está sob o controle do sistema nervoso central e 
os movimentos que produz se relacionam principalmente com interações entre o organismo 
e o meio externo. Chama-se de estriado porque suas células aparecem estriadas ou 
raiadas ao microscópio, igual ao músculo cardíaco. Cada fibra muscular se comporta como 
uma unidade. Um músculo esquelético tem tantas unidades quanto fibras. Por isso se 
define como multiunitário. O movimento é feito por contração da fibra muscular. 
Têm a cor vermelha devido a um pigmento muito semelhante àquele dos glóbulos 
vermelhos, a hemoglobina muscular ou mioglobina. A forma deles é extremamente 
variável; há músculos em fita (músculos retos do abdome) em leque (grande peitoral), em 
cúpula (diafragma), denteados (grande denteado). Todos os músculos podem reunir-se, 
não obstante, em dois grandes grupos: os músculos longos, os quais, mesmo quando 
pequenos, desenvolveram-se em comprimento, e os músculos largos, nos quais 
prevalece a largura sobre as outras dimensões. Os músculos longos se acham 
principalmente nos membros, enquanto os largos prevalecem nas paredes do abdome e do 
tórax. Os músculos longos têm a forma de fuso, com uma parte central mais grossa 
chamada ventre, e duas extremidades mais delgadas; as extremidades se continuam por 
um cordão branco nacarado: o tendão. Os tendões não são constituídos por tecido 
muscular, mas por tecido conjuntivo bastante resistente. São os tendões que se inserem 
nos ossos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estrutura do músculo esquelético 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os músculos esqueléticos 
estão revestidos por uma 
lâmina delgada de tecido 
conjuntivo, o perimísio, que 
mandaseptos para o interior do 
músculo, septos dos quais se 
derivam divisões sempre mais 
delgadas. O músculo fica assim 
dividido em feixes (primários, 
secundários, terciários). O 
revestimento dos feixes 
menores (primários), chamado 
endomísio, manda para o 
interior do músculo membranas 
delgadíssimas que envolvem 
cada uma das fibras 
musculares. 
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 52 
 
Os músculos esqueléticos estão ligados direta ou indiretamente (via tendões) aos 
ossos, e trabalham em pares antagônicos (enquanto um músculo do par se contrai, o 
outro, que causa o deslocamento oposto da articulação, relaxa), de forma a produzir os 
mais diversos movimentos, como andar, diferentes expressões faciais, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Há músculos que têm mais de um tendão, embora 
tendo um só ventre (diz-se então que o músculo é 
monocaudado, bicaudado, etc.). Outros, ao contrário, têm 
vários ventres, que, de um lado, têm origem em tendões 
separados e parecem músculos independentes, mas, do 
oposto, confluem em um só; estes músculos tomam um 
nome que indica o número dos seus ventres (bíceps do 
braço e da coxa, tríceps do braço e da perna, quadríceps da 
coxa). Há enfim, músculos que têm dois ventres, um depois 
de outro, como se fossem dois músculos consecutivos 
(músculo digástrico).Observando-se a musculatura dos 
membros, é fácil perceber que os músculos se agrupam 
entre si para realizar uma determinada função; distinguem-se 
assim grupos e ações antagônicas. Por exemplo, o bíceps 
dobra o antebraço sobre o braço, enquanto o tríceps, situado 
da parte oposta, o distende. No antebraço distinguem-se os 
músculos da face anterior, que dobram os dedos, e os 
músculos da face posterior que, ao contrário, os distendem. 
Certos músculos, enfim, têm uma curiosa conformação 
circular: tais são os esfíncteres, dos quais a contração 
assegura o fechamento de certos orifícios (esfíncter anal, 
esfíncter da uretra e da bexiga), e os músculos orbiculares. A 
estes últimos pertencem o orbicular da boca (que em 
humanos, arredonda os lábios e os faz salientes para fora, 
como no ato de assobiar e na pronúncia da vogal U) e o 
orbicular das pálpebras (que permite fechar os olhos). Os 
músculos largos não se podem inserir mediante tendões, que 
são cordões redondos; inserem-se por meio de lâminas ditas 
aponeuroses, que têm estrutura análoga aos tendões. 
 
 
 
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 53 
 
Por vezes, os músculos estão recobertos por faixas, delgadas lâminas conjuntivas 
que se podem inserir sobre os ossos do mesmo modo que o músculo, e mandar septos 
para o interior; para dividir as massas musculares ao longo de tais septos caminham vasos 
e nervos. Os próprios tendões podem ser recobertos por formações características: as 
bainhas fibrosas e as bainhas mucosas. As bainhas fibrosas representam uma proteção do 
tendão, e, por vezes, inserindo-se nos ossos, formam uma polia sobre a qual o tendão 
desliza para mudar de direção. As bainhas mucosas contêm um líquido que favorece o 
escorregamento do tendão. Estas formações se acham, na verdade, nos pontos em que os 
tendões têm necessidade de serem lubrificados e de ser o seu movimento facilitado, isto é, 
em geral, aí onde o tendão está em contacto com o osso. A mesma finalidade tem as 
bolsas mucosas (bolsa sinovial), que são verdadeiras almofadinhas cheias de líquido, 
formam-se entre o tendão e o osso. A bainha sinovial do tendão é regularmente constituída 
com se a bolsa estivesse enrolada ao redor do tendão formando um tubo, um em contato 
com o tendão e outro em contato com as estrutura vizinhas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No organismo animal existe uma enorme variedade de músculos, dos mais variados 
tamanhos e formato, onde cada um tem a sua disposição conforme o seu local de origem e 
de inserção. 
 
 
 
 
Inserções dos músculos esqueléticos 
Um músculo esquelético tem pelo menos duas fixações. Alguns músculos, como os 
faciais, são presos à pele, enquanto outros (como os da língua) são fixados às membranas 
mucosas. Uns poucos músculos fixam-se às fáscias (uma lâmina de tecido fibroso) e 
outros formam faixas circulares (por exemplo, o esfíncter externo do ânus). Para efeito de 
informação, muitos músculos são comumente descritos como tendo uma origem e uma 
inserção. Entretanto, alguns podem agir em ambas as direções sob circunstâncias 
diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Toda vez que um músculo se contrai, uma de suas 
extremidades permanece fixa enquanto a outra se desloca. 
A extremidade fixa é a origem e a móvel é a inserção. Às 
vezes torna-se difícil distingui-las, porém nos membros a 
afixação proximal é a origem, a afixação distal é a 
inserção. A maioria dos músculos apresenta um tendão de 
origem; aqueles que apresentam mais de um tendão são 
denominados bíceps, tríceps ou quadríceps. O mesmo se 
aplica a inserção, sendo os músculos denominados 
bicaudados e policaudados. 
 
 
 
 
origem 
inserção 
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 54 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arquitetura dos músculos esqueléticos 
Em alguns músculos, a maioria das fibras corre paralela ao longo eixo do músculo, 
e umas poucas correm por todo o seu comprimento. Os músculos com suas fibras 
dispostas em paralelo, ou quase, podem deslocar um peso por uma grande distância. Em 
outros músculos, as fibras são oblíquas ao seu longo eixo. Por causa de sua semelhança 
com as penas, são chamados músculos penados (1. pennatus, pena). Eles são 
conhecidos como: (1) músculos unipenados, quando as suas fibras têm uma origem linear 
ou estreita, parecendo uma meia pena; (2) músculos bipenados, quando suas fibras 
originam-se de uma ampla superfície parecendo uma pena completa; (3) músculos 
multipenados, quando septos se estendem dentro das inserções dos músculos dividindo-
as em várias porções peniformes; (4) músculos circumpenados, quando as fibras 
convergem para um tendão que se estende em sua substância.* 
* A terminologia de (1) e (2) é imprópria O melhor seria usar os termos hemipenado 
para (1) e penado para (2) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Importante: alguns músculos podem não se prender ao esqueleto, isto é, são 
superficiais e ligados somente à pele, denominando-se músculos cutâneos. Normalmente 
estes músculos estão em associação com a fáscia superficial e com firme ancoragem 
cutâneo, movem a pele. 
Fáscias: são lâminas de tecido conjuntivo que envolvem os músculos e os separa 
em grupos e os firma na posição. Funcionam como bainhas elásticas, tornando assim mais 
 
 
Músculo tríceps braquial, na face lateral do braço 
esquerdo do cão: A. cabeça lateral, B. cabeça 
longa e C. inserção 
Cabeça longa 
M. tríceps 
branquial 
 
Eqüino 
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 55 
eficiente a ação muscular. A separação entre os músculos é feita por septos que partem 
profundamente da fáscia e podem prender-se nos ossos. Proporcionam espaços para que 
os vasos e nervos atinjam os músculos. As fáscias podem ser superficial ou profunda. A 
superficial é uma camada mais frouxamente agrupada próxima à pele; a profunda é a 
camada definitiva que investe os grupos de músculos e que envia septos intermusculares. 
A fáscia profunda, muitas vezes, possui mais de uma camadae varia de espessura, 
dependendo da sua localização. 
 
Nomenclatura dos músculos 
 
 Os músculos, assim como todas as estruturas do corpo do animal, são identificados 
de acordo com a Nômina Anatômica Veterinária, uma publicação que normatiza todos os 
termos em latim, criando um vocabulário aceito internacionalmente. Para a denominação 
dos músculos foram utilizados os seguintes fatores: 
 Posição do músculo no esqueleto: intercostal, nasal, peitoral etc. 
 Forma: trapézio, piriforme, serrátil, deltóide etc. 
 Direção das fibras: reto, obliquo, transverso etc. 
 Ação: flexor, adutor, extensor, elevador etc. 
 Atividade fisiológica: adutor, supinador etc. 
 Tamanho: magno. 
 Estrutura: semimembranoso 
 Ou associação desses aspectos: grande dorsal, obliquo abdominal externo. 
 
 
Músculos do Tórax 
 
 Consiste em sete músculos ou conjunto de músculos, que estão inseridos nas 
vértebras torácicas, nas costelas e suas cartilagens e no esterno. São os músculos da 
respiração. 
 Músculos levantadores das costelas: uma série de músculos que ocupam e 
sobrepõem-se às extremidades dorsais dos espaços intercostais. Agem deslocando as 
costelas cranialmente na inspiração ou produzem rotação e flexão lateral da espinha. 
 Músculos intercostais externos: cada um ocupa um espaço intercostal, desde o 
músculo levantador da costela até a extremidade esternal da costela. Na o ocupam espaço 
intercartilaginoso. Agem puxando as costelas cranialmente na inspiração. 
 Músculos intercostais internos: estende-se por todo o comprimento dos espaços 
intercostais, incluindo sua parte intercondral. Possuem ação contrária aos músculos 
intercostais externos durante a expiração, ou seja, puxa as costelas caudalmente na 
expiração. 
Reto do tórax: é uma pequena lâmina quadrilátera localizada acima das 
extremidades inferiores das primeiras costelas em aparente continuação com o reto do 
abdome. Ele pode auxiliar na inspiração ou concorrer com o músculo reto do abdome. 
Músculo retrator da costela: pequeno músculo triangular que se situa 
caudalmente a última costela. Ação: retrair a última costela. 
Músculo transverso do tórax: é um músculo situado na superfície torácica do 
esterno e das cartilagens das costelas esternais. Puxa as costelas e suas cartilagens 
medial e caudalmente, auxiliando dessa forma a expiração. 
Diafragma: é um largo músculo ímpar, que forma uma partição entre as cavidades 
torácica e abdominal. Em seu delineamento, ele tem alguma semelhança com a copa de 
uma palmeira. A superfície torácica é fortemente convexa e está coberta pela pleura. A 
superfície abdominal é profundamente côncava, e está coberta em sua maioria pelo 
peritôneo. Apresenta uma borda muscular que pode ser subdividida em partes costal e 
esternal; uma parte lombar (com 2 pilares); e um centro tendíneo. 
 
 
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 56 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ovino 
 
 
 
 
Os pilares são o direito e o 
esquerdo, o direito é mais longo. O 
diafragma é perfurado por três 
forames: hiato aórtico (intervalo entre 
os dois pilares por onde passa a aorta 
descendente), hiato esofágico (perfura 
o pilar esquerdo e dá passagem ao 
esôfago) e o forame da veia cava 
(penetra no centro tendíneo, passa a 
veia cava). 
 O diafragma é o principal 
músculo inspiratório e aumenta 
longitudinalmente o diâmetro do tórax. 
A contração produz uma diminuição 
geral da curvatura do diafragma. 
 
Diafragma 
Tórax 
Abdomen 
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 Ovino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fáscias e Músculos Abdominais 
 
 A fáscia superficial do abdome está em parte dorsalmente fundida a fáscia 
toracolombar. 
Fáscia profunda: representada pela túnica abdominal. Ela é uma lâmina de tecido 
elástico que auxilia os músculos abdominais a sustentar o grande peso das vísceras 
abdominais. 
 
Músculos Intercostais Interno 
Diafragma 
 
Centro 
tendíneo 
Diafragma 
Centro 
tendíneo 
Músculos Intercostais Interno 
Veia Cava 
Caudal 
Esôfago 
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 58 
Linha alva: é uma rafe fibrosa mediana que se estende da cartilagem xifóide até o 
tendão pré-púbico. É essencialmente formada pela junção das três aponeuroses dos 
músculos obliquo abdominal externo, interno do abdome e transverso do abdome. 
Ligeiramente caudal ao meio há uma cicatriz, o umbigo, que indica a posição de abertura 
umbilical do feto. 
Músculo obliquo externo do abdome: é o mais extenso dos músculos abdominais. 
É uma lâmina larga e de formato irregularmente triangular, mais largo caudalmente. 
Ações: 1. comprimir as vísceras abdominais (defecação, micção, parto e expiração) 
 2. flexionar o tronco (arquear o dorso); 
 3. agindo isoladamente flexiona o corpo lateralmente. 
 
Músculo obliquo interno do abdome: está situado sob o obliquo externo do 
abdome e tem ação semelhante. Nele há o ânulo inguinal profundo (fenda dilatável). 
Músculo reto do abdome: está limitado à parte ventral da parede abdominal; 
estende-se da região esternal ao púbis. Têm ação similar ao anterior e adaptado para 
flexionar as articulações lombossacrais e as partes lombar e torácica da espinha. 
Músculo transverso do abdome: é assim denominado pela direção de suas fibras, 
é uma lâmina triangular curva. Ação: idem geral. 
Outros: pequeno músculo cremáster (externo): pode ser considerado como uma 
parte destacada do músculo obliquo interno do abdome, com o qual ele se une em sua 
origem. 
Ação: levantar a túnica vaginal e com ela os testículos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Músculo 
 Cremáster 
Testículo 
 
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 59 
CAPÍTULO 6: O CORAÇÃO E OS VASOS SANGUÍNEOS 
 
 Angiologia é a descrição dos órgãos da circulação do sangue e da linfa – o coração 
e os vasos sanguíneos, incluindo o baço e o timo. 
 
ANATOMIA DO CORAÇÃO 
Considerações Gerais 
O coração é um órgão cavitário que se apresenta como uma bomba muscular, cuja 
função primária é impulsionar o sangue, para todas as partes do corpo por um sistema 
fechado de vasos sangüíneos. As diferenças de pressão causadas pela sua contração e 
relaxamento, principalmente, determinam a circulação do sangue e da linfa. 
O coração está situado na cavidade torácica entre os pulmões, no meio do espaço 
mediastínico do tórax e contido em um saco seroso – o pericárdio. Os vasos são tubulares 
e percorrem quase todas as partes do corpo. São denominados de acordo com seu 
conteúdo em vasos sanguíneos ou linfáticos. Apesar do sistema linfático drenar para as 
veias, tornam-se dois sistemas interdependentes. 
 
Sistema cardiovascular 
 Consiste em: (1) coração; (2) artérias, que conduzem o sangue do coração para os 
tecidos; (3) capilares, tubos microscópicos nos tecidos, que permitem as trocas 
necessárias entre o sangue e os tecidos; e (4) veias, que conduzem o sangue de volta 
para o coração. 
 
PERICÁRDIO 
O coração aparece completamente envolvido por um saco fibrosseroso, o 
pericárdio, pelo qual está relacionado, cranialmente em grande parte de sua extensão 
com os pulmões e pleuras. Sua forma é, geralmente, similar àquela do coração. 
O pericárdio é um saco fibrosseroso que envolve o coração e as raízes dosgrandes 
vasos. É formado por duas membranas, uma de constituição fibrosa que envolve mais 
externamente o coração e grandes vasos em intima relação com as estruturas 
mediastinais, denominado pericárdio fibroso; e outras de consistência serosa, o pericárdio 
seroso constituído por 2 lâminas, as lâminas parietal e visceral. 
 
 CORAÇÃO 
 O tamanho e a anatomia variam nas diferentes espécies. No eqüino, seu formato é 
o de um cone irregular e um tanto achatado. Está inserido em sua base pelos grandes 
vasos, mas afora isto fica inteiramente livre no pericárdio. Ele é assimétrico na posição, as 
quantidades (por peso) à direita e esquerda do plano mediano sendo de uma proporção de 
aproximadamente 4:5. O peso médio do coração é de aproximadamente 4 Kg ( 0,4% do 
peso corporal). O eixo longo (do meio da base até o ápice) está direcionado ventral e 
caudalmente. A base do coração está direcionada dorsalmente e sua parte mais elevada 
situa-se aproximadamente, na junção do terço dorsal e médio do diâmetro dorsoventral do 
tórax. O ápice situa-se centralmente dorsal a ultima esternébra. No bovino, 5/7 do coração 
(70%) encontram-se no lado esquerdo do plano mediano do tórax, devido ao grande 
tamanho do pulmão direito. No adulto pesa 2,5 Kg, ou de cerca de 0,4 a 0,5 do peso do 
corpo. O comprimento da base ao ápice é relativamente maior que no eqüino, sendo a 
base menor. No ovino, também é cônico e alongado, o peso absoluto varia de 220 a 240g 
e sua percentagem de peso é de 0,45 e 0,50%. 
Este órgão é formado de 4 cavidades, sendo 2 átrios, direito (esternocostal) e 
esquerdo (diafragmática), que são convexas e marcadas pelos sulcos que indicam a 
divisão do coração em quatro câmaras. Internamente os átrios estão separados pelo septo 
interatrial. Os dois ventrículos, direito e esquerdo, estão separados pelo septo cardíaco que 
se evidencia superficialmente, na parte correspondente a divisão dos ventrículos (septo 
interventricular). O septo interventricular está situado obliquamente, de modo que na 
superfície, a que é convexa, está voltada cranialmente e para a direita; a outra face, a que 
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 60 
está voltada para dentro do ventrículo esquerdo, é côncava e voltada caudalmente para a 
esquerda. A maior parte do septo é espessa e muscular, mas uma pequena parte é fina e 
membranosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Vista Esquerda – Coração Bovino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Coração de bovino – Vasos (Base) 
 
 
 
Ventrículo Esquerdo 
Ventrículo Direito 
Sulco Interventricular 
Paraconal 
Seio Coronário 
Aurícula esquerda 
Tronco Braquio-
cefálico 
Tronco Pulmonar 
Ápice 
Aorta 
Aurícula Direita 
Aurícula Esquerda 
Tronco Pulmonar 
Tronco Braquio-
cefálico 
Aorta 
Veia Cava Cranial 
Veia Cava Caudal 
VISTA DIREITA 
VISTA 
ESQUERDA 
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 61 
 
 Coração Ovino – Vista Esquerda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Vista Esquerda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Vista Direita 
 
 
Átrio direito: forma a parte cranial direita da base do coração e situa-se 
dorsalmente ao ventrículo. Consiste de um seio venoso das cavas, no qual se abrem as 
veias e uma aurícula (apêndice vascular). Esta última é um divertículo cônico que se curva 
ao redor à direita da superfície cranial da aorta, seu fundo cego aparecendo sobre o lado 
esquerdo cranial da origem da artéria pulmonar; é a parte mais cranial do coração e é uma 
bolsa cega com forma de orelha. Existem cinco óstios principais no átrio direito. 
 
Sulco Interventricular 
Paraconal 
Ventrículo Esquerdo 
Ventrículo Direito 
Tronco Pulmonar 
Aurícula Esquerda 
Aurícula Direita Seio Coronário 
Ápice 
Tronco Braquiocefálico 
 
Aurícula Esquerda 
Seio Coronário 
Veia Cava Caudal 
Ventrículo Esquerdo 
Ventrículo Direito 
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 62 
1. Óstio da veia cava cranial: situado na parte dorsal; 
2. Veia cava caudal: situado na parte caudal; 
3. Seio coronário: abre-se ventral à veia cava caudal, o orifício está provido por 
uma pequena válvula semilunar; 
4. Pequena veia coronária: separado, mas às vezes, junto com o coronário. 
5. Óstio átrio-ventricular direito: situa-se na parte ventral e conduz ao ventrículo 
direito. 
Da mesma forma que as demais cavidades do coração, os óstios são revestidos por 
uma membrana brilhante, o endocárdio. Suas paredes são lisas, excetos no átrio direito e 
na aurícula, onde são percorridas, em várias direções, por saliências musculares dos 
músculos pectíneos. 
Os óstios das veias cavas são avasculares. A fossa oval é um divertículo na 
parede septal. A fossa é um remanescente de uma abertura do septo, o forame oval, 
através do qual os dois átrios se comunicam no feto. 
 
 Ovino – Vista Ventral do tórax 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ventrículo direito: constitui a parte cranial direita da massa ventricular. Ele forma 
quase toda a borda cranial do coração, mas não alcança o ápice, que é formado 
inteiramente pelo ventrículo esquerdo. Sua base está conectada, amplamente, átrio direito 
ao qual se comunica através do óstio atrioventricular direito; sua parte esquerda projeta-
se para cima e forma o cone arterial, do qual se origina o tronco pulmonar. O óstio 
atrioventricular direito é oval, sendo guarnecido pela valva atrioventricular direita 
(tricúspide). 
As bordas centrais são irregulares e voltadas para o ventrículo; elas dão inserção às 
cordas tendinosas (tendíneas). As superfícies auriculares são lisas, as ventriculares são 
rugosas e fornecem inserção a ramos entrelaçados das cordas tendinosas. Estas cordas 
estão ligadas ventralmente, aos três músculos papilares que se projetam na superfície 
ventricular. Cada cúspide da valva recebe as cordas tendinosas de dois músculos 
papilares. 
 
 
 
 
 
 
 
Diafragma 
Veia Cava 
Cranial 
Veia Cava 
Caudal 
Pericárdio + Coração Pulmão 
Esquerdo 
Veias 
Pulmonares 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
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 63 
 
 Átrio e ventrículo direitos (bovino) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Óstio pulmonar: é circular e no cume do cone arterial. É guarnecido pela valva 
pulmonar direita composta de três cúspides (semilunares direita e esquerda e 
intermediária). 
As paredes dos ventrículos (exceto no cone arterial) apresentam cristas e faixas 
musculares, denominadas trabéculas carnosas. Estas são de três tipos: 
1. Cristas ou colunas em relevo; 
2. músculos papilares, projeções cônicas algo achatadas, contínuas na base, 
com a parede e originando as cordas tendíneas para as valvas 
atrioventriculares direita; 
3. trabéculas septomaginais que se estendem do septo à parede oposta. 
Acredita-se que elas evitem uma distensão exagerada. 
 
Átrio esquerdo: forma a parte caudal da base do coração. Situa-se caudalmente 
ao tronco pulmonar e à aorta e dorsalmente ao ventrículo esquerdo. A aurícula estende-se 
lateral e cranialmente sobre o lado esquerdo, e sua ponta, em fundo de saco cego, é 
caudal à origem do tronco pulmonar. As veias pulmonares,geralmente são em número de 
sete ou oito, abrem-se no átrio caudalmente ao mesmo e do lado direito. A cavidade atrial é 
lisa, exceto na aurícula, na qual os músculos pectíneos estão presentes. O óstio 
atrioventricular esquerdo está situado ventrocranialmente e geralmente parece menor que 
o direito, devido à contração do ventrículo no animal morto. 
 
Ventrículo esquerdo: forma a parte caudal esquerda da massa ventricular. Ele é 
mais regularmente cônico que o ventrículo direito e sua parede é mais espessa, exceto no 
ápice. Ele forma o contorno caudal da parte ventricular e do ápice do coração. Sua base é 
contínua com o átrio esquerdo com o qual ele se comunica com por meio do óstio 
atrioventricular esquerdo, mas sua parte cranial abre-se na luz da aorta. A cavidade, 
geralmente, parece menor que o do ventrículo direito, no animal morto, devido a grande 
contração de sua parede. É quase circular em corte transversal. O óstio atrioventricular 
esquerdo é quase circular e está guarnecido pelas valvas atrioventriculares esquerdas 
(bicúspide ou mitral). As cúspides das valvas são mais largas e espessas que as do lado 
direito do coração. 
 
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 64 
 
Óstio aórtico: está orientado dorsal e levemente cranial. É guarnecido pela valva 
aórtica composta de três cúspides semilunares. 
São similares às valvas pulmonares, porém são muito mais fortes e espessas. As 
cordas tendinosas são menos numerosas e maiores que as do ventrículo direito. As faixas 
e trabéculas são variáveis. 
 
Átrio e Ventrículo Esquerdos (bovino) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estrutura do coração 
O coração é constituído por tecido muscular, o miocárdio, que tem uma 
característica particular: é formado de fibras estriadas e pluricelulares. As fibras musculares 
estriadas são características dos músculos que se contraem sob a ação da vontade: por 
exemplo, são estriados os músculos dos braços e das pernas que o animal move à 
vontade. Os músculos não sujeitos à vontade (como aqueles das vísceras) são, ao 
contrário, lisos. O músculo cardíaco apresenta, pois, uma exceção, porque, não estando o 
coração sujeito à nossa vontade, é, todavia formado de fibras estriadas musculares que se 
unem umas às outras, perdendo a sua individualidade. Temos assim a impressão de que o 
coração é um músculo único e não um conjunto de fibras independentes, como acontece 
com todos os outros músculos. No interior do músculo se acham quatro anéis fibrosos que 
representam o esqueleto fibroso do coração, circundam os óstios nas bases dos 
ventrículos. No bovino, dois ossos, os ossos do coração, desenvolvem-se no anel fibroso 
aórtico, o direito está em aposição com os anéis atrioventriculares, tendo formato 
irregularmente triangular (tem aproximadamente 4 cm de comprimento). O osso esquerdo é 
menor e inconstante. No ovino, apenas um osso aparece, no caprino é par. Como temos já 
acentuado, o músculo cardíaco é envolvido por uma túnica fibrosa, o pericárdio, que é um 
verdadeiro revestimento do coração, ao qual, porém não adere intimamente. Entre este e o 
músculo cardíaco fica um espaço ou cavidade pericárdico, forrado por uma membrana que 
constitui o pericárdio verdadeiro; deste distinguimos um folheto visceral, que adere ao 
músculo cardíaco, e um folheto parietal que reveste a parede interna do pericárdio fibroso. 
A cavidade pericárdica permite ao músculo cardíaco dilatar-se e contrair-se livremente. As 
 
Átrio 
Músculos 
Pectinados 
Bicúspide (Mitral) 
Cordas 
Tendinosas 
Músculos 
Papilares 
Trabécula septo 
marginal 
Ápice 
Músculos 
Papilares 
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 65 
cavidades cardíacas são forradas por uma membrana delgada: o endocárdio que é 
continuo com a camada interna dos vasos que entram e saem do órgão. 
 
Suprimento sangüíneo do coração 
 
Tanto o suprimento arterial como a drenagem sangüínea do coração é estabelecida 
por um sistema próprio de artérias e veias. O coração recebe sangue venoso de três 
fontes: 
A veia cava cranial traz sangue da cabeça, pescoço, apêndices torácicos e tórax; 
A veia cava caudal coleta o sangue venoso do abdome, pelve e apêndices 
pélvicos; 
O átrio direito recebe sangue venoso proveniente do miocárdio por meio do seio 
coronário. 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vasos do coração: Até o próprio coração tem necessidade de ser 
convenientemente nutrido. O sangue que circula no coração não o nutre, passa 
simplesmente pelas suas cavidades. A sua nutrição será, ao contrário, realizado por um 
complexo de artérias e de veias particulares: as artérias coronárias (direita e esquerda). 
Provêm elas da aorta. Apenas saída do ventrículo esquerdo, a aorta dá origem as artérias 
coronárias que reentram imediatamente no coração ramificando-se no músculo cardíaco 
em numerosas subdivisões. O sangue que nutriu e oxigenou o músculo cardíaco é 
coletado pela grande veia coronária, a qual desemboca diretamente na aurícula direita. O 
coração é, pois, provido de uma pequena circulação independente. 
 
Nervos do coração: O coração é um órgão relativamente autônomo. Como possui 
uma circulação autônoma, também pulsa "por si só". O estímulo que faz bater o coração 
nasce; na verdade, no íntimo do músculo cardíaco. Isto é, o coração está em condições de 
bater sem a intervenção do sistema nervoso. No entanto, ao coração chegam nervos que 
provêm do nervo vago e do sistema simpático. Estes nervos regulam as batidas cardíacas: 
o simpático o acelera, enquanto o vago o torna vagaroso. 
 
VASOS SANGUÍNEOS: 
Os vasos sangüíneos são divididos em pulmonar e sistêmico. 
 
Quando o sangue retorna ao coração através de 
veias do corpo, ele entra no átrio direito de onde é 
impulsionado para o ventrículo direito. É bombeado 
para os pulmões por meio do tronco pulmonar, que 
tem origem no ventrículo direito. As artérias 
pulmonares cedem gás carbônico e absorvem 
oxigênio. O sangue oxigenado nos pulmões retorna, 
por meio das veias pulmonares, ao átrio esquerdo, 
que é impulsionado para o ventrículo esquerdo. O 
ventrículo esquerdo bombeia o sangue através da 
aorta e artérias sistêmicas através dos capilares, e 
retorna ao coração por meio de veias. 
Esquema da circulação sangüínea: 1-Coração; 2-
Circulação cerebral; 3-Circulação pulmonar; 4-Circulação 
hepática; 5-Circulação gástrica; 6-Baço; 7-Circulação renal; 
8-Circulação intestinal; 9-Circulação nos membros inferiores 
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 66 
O termo sistema porta é muitas vezes aplicado para a veia porta e suas tributárias 
que vêm do estômago, intestino, pâncreas e baço. A veia entra no fígado, onde ela se 
ramifica como uma artéria, de modo que o sangue neste sistema subsidiário passa através 
de um segundo conjunto de capilares (no fígado), antes de ser conduzido ao coração pelas 
veias hepáticas e caudal. 
Um corpo cavernoso é uma estrutura erétil que consiste essencialmente, em 
espaços sangüíneos intercomunicantes delimitados por músculo liso e tecido fibroelástico. 
Estes espaços são revestidos por endotélio e contem sangue. São responsáveis pela 
ereção do pênis. 
Vasa vasorum são pequenas arteríolas presentes nas paredes de grandes vasos, 
sendo responsáveis pela nutrição destes vasos. 
 
Estrutura dos vasos sangüíneos: 
As artérias e as veias não são canais rígidos: são dotadas de determinadas 
propriedades, tais: a extensibilidade, a elasticidade e a contractibilidade. Tais caracteres 
são mais acentuados nas artérias, as quaisrecebem a onda sanguínea que o coração 
lança nelas a cada sístole ventricular. O choque da onda sanguínea contra as paredes 
arteriais é tanto mais forte quanto mais a artéria está próxima do coração. As paredes das 
artérias são constituídas de três túnicas, concentricamente dispostas, que, de dentro para 
fora, são: -a túnica interna, constituída pelo endotélio, em direto contacto com o sangue 
circulante; -a túnica média, formada por numerosas fibras musculares e elásticas que 
conferem à artéria a sua propriedade de alargar-se ou estreitar-se, de acordo com a 
necessidade; -a túnica externa ou adventícia, que tem a estrutura conjuntiva; na sua 
espessura se distribuem as terminações nervosas as quais trazem às artérias os estímulos 
que as fazem estreitar-se (nervos vaso-constritores) ou as fazem dilatar (nervos vaso-
dilatadores). 
Também as veias têm uma estrutura 
análoga, mas a sua parede é muito mais delgada; 
além disso, possuem poucas fibras musculares e 
elásticas. Isto se explica com a diferente função que 
têm as veias em relação às artérias. As artérias 
recebem a onda sanguínea e têm de dilatar-se 
bastante, e imediatamente contrair-se (devem ser, 
em uma palavra, muito elásticas) para lançar a onda 
de sangue até a extrema periferia do corpo. As 
veias, ao contrário, recebem o sangue depois que 
este percorreu os capilares. A velocidade do sangue 
que era notável nas artérias diminui muito nos 
capilares e nas veias. A onda sanguínea perdeu a 
sua força e as veias, na verdade, não pulsam. A 
velocidade do sangue nas artérias é maior durante 
as pulsações do que no intervalo entre uma 
pulsação e outra. O sangue corre nas artérias com a 
velocidade de 50 centímetros por segundo. Nos 
capilares, a velocidade fica reduzida a poucos 
milímetros por segundo e assim também nas veias. 
Como é então possível que o sangue volte ao 
coração, particularmente devendo caminhar de 
baixo para cima? A velocidade que possui seria 
insuficiente para vencer a gravidade. Intervêm, 
então, outros fatores. Antes de tudo, as veias estão 
providas de válvulas, chamadas, pela sua forma característica, de válvulas em "ninho de 
andorinha". A presença dessas válvulas e a sua disposição permitem à corrente de sangue 
progredir em um só sentido, impedindo-o de tornar para trás. Além disso, as veias são 
comprimidas pelos músculos entre os quais correm. O sangue recebe então, um decisivo 
impulso para o coração. 
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 67 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anatomia dos Grandes Vasos 
Tronco pulmonar 
 Surge do cone arterial no lado esquerdo da base do ventrículo direito. Bifurca-se 
caudalmente ao arco da aorta em artéria pulmonar direita e artéria pulmonar esquerda. O 
tronco é bulboso em sua origem e forma três bolsas, os seios do tronco pulmonar, que 
correspondem às cúspides da valva do tronco pulmonar. Depois disto ele gradativamente 
diminui o calibre. Artéria pulmonar direita é mais longa e ligeiramente mais calibrosa do 
que a artéria pulmonar esquerda, que por sua vez é mais curta. 
 
Veias Pulmonares 
As veias são, geralmente, arranjadas do mesmo modo que as artérias, mas são de 
maior calibre. No canto cranial esquerdo da base do coração chegam as veias pulmonares 
esquerda após coletarem o sangue arterial fruto da hematose no pulmão esquerdo. As 
veias pulmonares penetram no átrio esquerdo e são recobertas parcialmente pela lâmina 
serosa do pericárdio 
 
Aorta 
É a principal artéria sistêmica da grande circulação. Ela tem início no ventrículo 
esquerdo e é quase mediana na sua origem. Sua principal parte é a aorta ascendente. 
Após passar pelos pulmões atravessa o hiato aórtico e penetra na cavidade abdominal. 
Ventralmente, à 5a ou 6a vértebra lombar (eqüino), ela se divide em duas artérias ilíacas 
internas. Da bifurcação, um pequeno vaso, a artéria sacral mediana (média), às vezes 
transcorre caudalmente na superfície pélvica do sacro. O calibre da aorta ascendente é 
maior na sua origem, que é denominada bulbo da aorta. 
 
Aorta Ascendente: situa-se dentro do pericárdio até o ponto de inserção do 
ligamento arterial, e está circundada, juntamente com o tronco pulmonar, num 
prolongamento do epicárdio. Além desse ponto ela continua como aorta descendente. 
As duas artérias coronárias, direita e esquerda, são distribuídas quase 
inteiramente para o coração, mas enviam algumas pequenas ramificações para as origens 
dos grandes vasos na base do coração. 
 
Tronco braquiocefálico: é um vaso muito grande que surge da convexidade do 
arco da aorta dentro do pericárdio. Está direcionado cranial e dorsalmente. Nos cavalos 
tem aproximadamente 1,5 a 5 cm de comprimento e de 10 –12 cm no bovino. Nesta última 
forma um tronco comum com a artéria subclávia esquerda. 
 
 
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 68 
Aorta Descendente: Pode ser convenientemente dividida nas partes torácica e 
abdominal. A aorta torácica passa caudalmente entre os dois sacos pleurais. Ela á cruzada 
á direita pelo esôfago e traquéia, à esquerda pelo nervo vago esquerdo. A aorta abdominal 
está relacionada dorsalmente às vértebras lombares, ao ligamento longitudinal ventral e ao 
músculo psoas menor esquerdo. Em sua direita está a veia cava caudal, e em sua 
esquerda, o rim esquerdo e o ureter. O trecho abdominal, que estende a partir do hiato 
aórtico do diafragma até a bifurcação, aproximadamente ao nível de L4, na qual derivam as 
artérias ilíacas comuns direita e esquerda. É, portanto, a principal fonte de irrigação da 
região abdominal e membros posteriores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Artéria Veia 
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69 
 
CAPÍTULO 7: SISTEMA ENDÓCRINO 
 
 Este sistema do organismo é constituído de glândulas endócrinas que elaboram suas 
secreções interas ou hormônios. Diferem das glândulas exócrinas que liberam suas secreções na 
superfície corpórea. 
 Este sistema difere dos outros sistemas orgânicos porque as glândulas endócrinas estão 
amplamente espalhadas por todo o organismo e não há continuidade anatômica entre elas, exceto 
na esfera fisiológica. Nem todos os órgãos sem ductos possuem caráter endócrino (ex: tonsilas, 
medula óssea, linfonodos, baço...). Algumas das glândulas endócrinas existem como órgãos 
isolados, outras estão contidas em outros órgãos (ex: ilhotas de langerhans, paratireóides). 
 As glândulas que constituem o sistema endócrino são a hipófise, a pineal, a tireóide, as 
paratireóides, o timo, as ilhotas de pancreáticas (Langerhans), as adrenais, as gônadas (testículos 
e ovários) e mucosa gastrintestinal. 
 
Hipófise 
 Esta glândula foi identificada pelos anatomistas antigos e medievais, mas não lhe deram a 
devida importância. Somente no século XX foi descoberto que um sistema endócrino 
fisiologicamente funcionante é dependente de uma hipófise hígida. 
 A hipófise é uma glândula pequena que ocupa uma depressão central, chamada fossa 
hipofisária da sella túrcica, no corpo do osso basisfenóide. No eqüino esta depressão é rasa e nos 
ruminantes é profunda. 
 A glândula diferencia-se, embriologicamente, a partir do ectoderma que reveste o teto da 
cavidade do estomodeu (teto da cavidade oral) e de uma invaginação ventral do ectoderma neural 
do assoalho do diencéfalo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Desse modo, a glândula está constituída de dois tipos diferentes de tecidos que 
contribuem para o aparecimento dos dois grandes lobos hipofisários. Estes podem ser 
distinguidos macroscopicamente por sua cor. No eqüino, a parte distal é decor castanha. 
 As duas grandes visões da hipófise são a adeno-hipófise (lobo anterior) e a neuro-
hipófise (lobo posterior). A parte distal constitui a parte principal da adeno-hipófise. A neuro-
hipófise está ligada ao hipotálamo por meio da haste neural, a parte infundibular. A parte distal 
estende-se dorsalmente a certa distância, formando uma fina camada de células epiteliais ao 
redor do infundíbulo, constituindo a parte adeno-hipofisária por uma fenda intraglandular ou um 
lúmen residual (bolsa de Rathke). A parte caudal da fenda é conhecida como parte intermédia da 
adeno-hipófise. 
 
 
 
 
 
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 Ovelha: é de contorno irregular cônico, pesando aproximadamente 1,75 g é de cor 
vermelho acastanhado. A glândula é relativamente maior na ovelha que em outros animais 
domésticos (2 cm de comprimento, 1,2 cm de largura e 1,6 cm de espessura). 
 Suíno: num animal de 6 meses de idade pesa aproximadamente 0,25 g. A pars distalis 
compreende cerca de 60% do volume, enquanto a neuro-hipófise compreende aproximadamente 
25%. Os outros 2 lobos e a parte infundibular completam o restante do volume. 
 
Do ponto de vista microscópico a 
adeno-hipófise é constituída por 
cordões ou grupos de células 
epiteliais que podem ser coradas 
diferencialmente em granulares 
acidófilas, basófilas e agranulares 
cromófobas. A neuro-hipófise 
compõe-se de células chamadas 
pituícitos que possuem 
características de células 
neurogliais (células de 
sustentação) com grande número 
de terminações nervosas. A parte 
distal secreta vários hormônios: 
GH, FSH e LH, TSH, ACTH e PRL. 
A parte intermédia, nos animais 
inferiores (anfíbios), secreta o MSH 
 
(hormônio estimulante dos 
melanócitos). A neuro-
hipófise não produz 
hormônios, mas armazena e 
secreta hormônios 
produzidos no hipotálamo 
denominados ADH (supra-
óptico) e ocitocina 
(paraventricular). O 
suprimento sanguíneo para 
a hipófise é fornecido pelas 
artérias carótida interna e 
do polígono arterial 
cerebral. A drenagem 
venosa é feita geralmente 
em torno dos seios 
cavernoso e intracavernoso. 
 
Forma: 
 Eqüino: no adulto a 
hipófise é achatada, 
redonda, aproximadamente 
com 0,8 – 1 cm de 
espessura, e 1,8 a 2,5 cm 
de largura e comprimento. A 
parte distal, externamente 
situada, é a maior da 
glândula. A neuro-hipófise é 
de cor clara e quase 
inteiramente circundada 
pela parte distal. 
 
Cromófila acidófila 
Cromófila basófila 
Cromófoba P
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71 
 
 Aves: a parte distal é similar a dos mamíferos; a parte intermédia está ausente. 
 
 
GLÂNDULA TIREÓIDE 
 
A glândula tireóide foi assim denominada em 1656 com base na forma de um escudo longo. Está 
presente em todos os vertebrados. Sua principal função como glândula endócrina é sintetizar, 
armazenar e liberar hormônios que se relacionam com a regulação da atividade metabólica. 
 Localização: está localizada sobre a parte mais cranial da traquéia, à qual está 
frouxamente ligada pela fáscia cervical profunda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Também, consiste de dois lobos triangulares achatados ligados por um istmo. 
 Ovinos: lobo de contorno elíptico, de cor vermelha escura e medem 4-5 cm de 
comprimento. Cada lobo está relacionado com a traquéia desde o 2o até o 7o anel traqueal. 
 Suíno: está situada na linha média ventralmente à traquéia em posição cranial à entrada 
do tórax. Os lobos são de cor castanha escura, irregularmente triangular em sua forma e medindo 
de 5 - 6 cm de comprimento. Os lobos são achatados no sentido longitudinal. Os lobos estão 
unidos por certa extensão em sua porção ventral, de modo que um istmo distinto não pode ser 
identificado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Ovino Ovino 
 
Estrutura: histologicamente, a glândula está revestida por duas cápsulas: a externa é 
parte da fáscia cervical profunda e a interna reveste a glândula (cápsula verdadeira). O tecido 
conjuntivo envia septos para o interior do parênquima glandular. Este tecido estabelece uma 
sustentação interna e contém vasos sangüíneos, linfáticos e nervos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eqüinos: a glândula é de cor 
vermelho-castanho escuro, de 
consistência firme e altamente 
vascularizada. Normalmente é composta 
de dois lobos laterais unidos por um 
istmo (fino no adulto – aglandular - e no 
potro é bem desenvolvido e glandular). A 
superfície interna de cada lobo está 
relacionado com os primeiros 3 ou 4 
anéis traqueais. 
Bovinos: está situado na altura do 
1 ou 2o anel. A consistência não é tão 
firme como no cavalo e é de cor pálida 
no adulto e vermelho escuro no bezerro. 
 
Tireóide 
Traquéia 
Traquéia 
Tireóide sob a 
fáscia profunda 
Esôfago 
Profª Ana Cláudia Campos 
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Os hormônios produzidos nos folículos tireoidianos são triiodotironina e tiroxina (T3 e T4 
respectivamente) e pelas células parafoliculares (claras) é a calcitonina (CT). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 GLÂNDULAS PARATIREÓIDES 
 
Inicialmente, as pequenas glândulas paratireóides eram consideradas tecidos tireoidianos 
acessórios. Embriologicamente, estas estruturas são tidas como estruturas que se desenvolveram 
separadamente da tireóide. Nos animais existem comumente quatro glândulas paratireóides, um 
par cranial ou externo e um par caudal ou interno. As glândulas paratireóides são encontradas 
em todos os animais além dos peixes, mas podem variar bastante quanto à localização. Algumas 
podem está agregadas á tireóide, ao timo ou às glândulas salivares mandibulares. 
 As paratireóides, via de regra, são corpos epiteliais achatados, ovalados ou piriformes, que 
medem 5 – 12 mm de comprimento e 3 a 6 mm de largura. 
 Eqüinos: as paratireóides externas (craniais) situam-se sobre o bordo dorsal medial da 
tireóide. Ocasionalmente podem estar infiltradas no tecido conjuntivo nas proximidades do pólo 
cranial da tireóide. Freqüentemente, elas podem estar localizadas 1 cm cranial à tireóide e 
infiltradas no tecido conjuntivo cervical. Sua forma é variável, podendo estruturar-se globular, oval 
ou achatada e discoidalmente. Elas têm aproximadamente 10 – 13 mm de comprimento e pesam 
0,29 – 0,31 g. A cor varia de um amarelo-palha e amarelo-avermelhado ou mesmo vermelho-
castanhado. As paratireóides internas (caudais) situam-se infiltradas nos lobos tireoidianos sobre 
a superfície medial. Elas são de cor clara e envolvidas por uma cápsula de tecido conjuntivo. 
 Bovinos: não são facilmente reconhecidas ou localizadas. Elas são pequenas e variam de 
posição. As paratireóides externas estão geralmente localizadas cranialmente, aos lobos da 
tireóide. Não é incomum as glândulas externas infiltrarem-se no tecido conjuntivo dos lobos das 
glândulas salivares mandibulares ou no ápice do timo. Os lobos externos têm forma discoidal ou 
alongadas, com 5 – 12 mm de comprimento e 0,05 – 0,3 g de peso. As internas (caudais) são 
menores que as externas. Freqüentemente estão incluídas no parênquima tireoidiano sobre a 
superfície dorsal média ou traqueal sobre a borda caudal. 
 Suínos: os anatomistas descrevem apenas um par de glândulas paratireóides externas 
(craniais). Estas glândulas estão localizadas cranialmente à tireóide e um pouco distante, 
encaixadas no timo, uns 3 cm distante doprocesso paracondilar, próximo à bifurcação da artéria 
 Nos lobos celulares encontram-
se cavidades descontínuas, que 
constituem os folículos tireoidianos, 
que encerram o colóide, ou seja, os 
folículos tireoidianos são a unidade 
estrutural da tireóide. Os folículos variam 
de tamanho e forma. Geralmente são 
irregulares, podendo ter forma 
arredondada ou tubular. Na glândula 
normal o epitélio folicular é cúbico baixo, 
sob estimulação pode tornar-se colunar. 
As células para foliculares ocupam o 
espaço entre os folículos e a membrana 
basal que o circunda. 
 
Folículos tireoidianos 
Profª Ana Cláudia Campos 
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Folículo tireoidiano 
Colóide 
Células Claras 
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carótica. As glândulas são globulares ou ovais em formato, medindo de 1 – 4 mm de comprimento 
e tem coloração rósea. As glândulas são mais consistentes que o tecido do timo circundante. 
Nenhuma descrição pode ser encontrada para as glândulas paratireóides internas (caudais). Elas 
estão localizadas, provavelmente, caudal à tireóide. 
 
 Estrutura: histologicamente, as paratireóides diferenciam-se em maciços cordões de 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
claro. Acredita-se que estas células produzam um único hormônio ativo, o paratormônio (PTH). 
 As células oxínfilas, que aparecem tardiamente durante o período de vida (primatas e 
bovinos) pode ser o resultado do envelhecimento das células principais. 
 
 
 
GLÂNDULAS ADRENAIS 
 
 É um par de órgãos endócrinos compostos e achatados, localizados no tecido 
retroperitoneal ao longo dos pólos craniais medianos de cada rim. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
oxífilas 
principais 
células epiteliais, entre os quais se encontram 
dispersos inúmeros vasos sangüíneos pequenos. 
Cada glândula é envolvida por uma cápsula de 
tecido conjuntivo que envia septos para o interior 
do parênquima glandular, que divide cada 
glândula em dois lóbulos imperfeitos. 
 Há pouca literatura à respeito dos tipos 
celulares do parênquima da paratireóide dos 
animais domésticos. As células principais 
possuem núcleo pequeno, redondo e vesicular. 
são de pequeno tamanho e possuem citoplasma 
 
direito esquerdo Em eqüinos, geralmente, a 
glândula direita está 1- 4 cm mais cranial 
que a esquerda. A direita está geralmente 
situada medial à veia cava caudal e entre 
a veia cava e o músculo psoas. A glândula 
direita é alongada, achatada e 
irregularmente, da forma de um “J” ou uma 
vírgula “” . Em animais adultos a glândula 
direita mede  7,4 cm de comprimento, 3 
cm de largura e 1,5 cm de espessura. A 
esquerda é mais curta, algumas vezes 
linguiforme, alongada e achatada. Mede 
aproximadamente, 8 cm de comprimento, 
3,5 cm de largura e 1,2 cm de espessura. 
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Estrutura: um corte transversal macroscópico de uma glândula não corada mostra que ela 
está constituída de um córtex que é diferente da medula 
O córtex apresenta-se cor de carne, creme ou amarelo-brilhante, dependendo do seu 
conteúdo lipídico. A medula tem cor marrom – avermelhada por causa da presença de 
abundantes veias medulares. 
Embriologicamente, cada glândula tem uma dupla origem e, na realidade, são duas 
glândulas endócrinas combinadas dentro de um envoltório constituído por uma cápsula de tecido 
conjuntivo. 
A cápsula é constituída de tecido conjuntivo denso disposto irregularmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Ruminantes: a glândula adrenal direita tem 
grosseiramente a forma de um “V”. É mais leve 
que a esquerda (12 – 13 g). Mede 
aproximadamente 8 cm de comprimento, 4 cm de 
largura e 2 cm de espessura. A esquerda tem a 
forma de um “C”. No boi adulto, a glândula pode 
medir 8 cm de comprimento, 6 cm de largura e 3 
cm de espessura. A adrenal esquerda de bovino 
pesa  14,5 g. No ovino, ambas as glândulas têm 
forma de feijão. 
Suínos: são cilíndricas e alongadas. 
Algumas podem ser triangulares ou ovais. Ambas 
se encontram aproximadamente no mesmo plano. 
As glândulas são de cor castanho-avermelhada 
por causa do pobre conteúdo lipídico. A glândula 
esquerda é mais longa e mais pesada que a 
direita. E adulto de 100 kg de PV, medem de 5 – 
10 cm de comprimento e cada uma pesa  2,5 g. 
esquerda direita 
 
O córtex apresenta, microscopicamente, 
3 zonas celulares distintas: zona 
glomerular, fasciculada e reticulada. 
1. Zona glomerular: subcapsular estreita. 
No bovino tem 350 m de espessura. 
2. Zona fasciculada: mede 3 mm do 
bovino. 
3. consiste de células menores que a 
fasciculada. 
Nas três zonas as células são arranjadas 
em cordões irregulares. 
Adrenal Ovina 
 
Medula 
Córtex 
Ana Cláudia Campos (DZ – UFC) 
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75 
 
A medula adrenal é constituída de tipos celulares identificados por técnicas especiais. 
Existem dois tipos: uma contendo adrenalina e outra noradrenalina. Como se coram por sais de 
cromo, as células grandes são referidas como cromafins. 
 
ILHOTAS DE LANGERHANS 
O pâncreas é um órgão com dupla função nos animais em que a porção principal da 
glândula produz uma secreção exócrina relacionada com a digestão, e um grupo de células 
dispersas, chamadas ilhotas pancreáticas (Langerhans), produzem secreções endócrinas, os 
hormônios insulina e glucagon. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Há um maior número de ilhotas na cauda que na cabeça do pâncreas. As ilhotas são 
geralmente encontradas no interior do lóbulo parenquimatoso, estando algumas no tecido 
conjuntivo interlobular e outras ligadas aos ductos exócrinos, os ductos não recebem secreções 
delas. Do ponto de vista microscópico o pâncreas encontra-se revestido por uma fina cápsula de 
tecido areolar e reticular. O parênquima das ilhotas consiste em diferentes células, que formam 
cordões irregulares, anastomosados entre si, ou se apresentam dispersas isoladamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As células D têm sido descrita nas ilhotas de primatas e cães (5% do total), sugerindo-se 
que representam células alfa velhas. As células alfas secretam glucagon, as betas secretam 
insulina, as deltas secretam a somatostatina e a F o polipeptídeo pancreático. 
 
 
As células do tipo alfa representam 20% da 
totalidade e estão dispersas na ilhota. A maioria das 
células é do tipo beta, que são relativamente 
pequenas e coradas de azul (HE). As alfas são 
maiores e de cor de rosa, estão distribuídas em 
pequenos grupos em torno das células betas. 
As ilhotas também contem outros tipos 
celulares que podem ser identificadas por coloração 
de imunofluorescência. As células delta (D) e as F 
(raras). 
Alfa 
Beta 
Aumento de 40x – Ilhota pancreática 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
Ilhota pancreática 
Profª Ana Cláudia Campos (DZ –UFC) 
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76 
 
CAPÍTULO 8: SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
 A respiração foi definida como o processo ou processos químicos e osmóticos pelos quais 
um animal absorve oxigênio e elimina os produtos formados (principalmente CO2) pelas atividades 
oxidativas dos tecidos. 
 Anatomicamente o sistema respiratório consiste de uma parte condutora, uma parte 
respiratória e um mecanismo de bombeamento pelo qual o ar alternativamente é puxado para 
dentro (inspiração) e expelido (expiração) do sistema. (1) porção condutora: o nariz,a cavidade 
nasal, a faringe, a laringe, a traquéia, os brônquios e os bronquíolos até aos bronquíolos 
terminais. (2) porção respiratória, que compreende bronquíolos respiratórios (inclusive), ductos 
alveolares e sacos alveolares, é nesta segunda porção ocorre a troca gasosa. (3) os componentes 
do aparelho de bombeamento são: (a) os sacos pleurais que abarcam os pulmões e formam 
câmaras de vácuo ao redor deles, (b) o esqueleto do tórax e seus músculos e (c) o diafragma. Os 
movimentos da caixa torácica e diafragma resultam numa alteração no volume torácico. Este, por 
sua vez, afeta a pressão negativa dentro dos sacos pleurais, e como resultado o ar é conduzido 
ou expelidos dos pulmões. 
A porção condutora conduz o ar para os pulmões, inicia-se no nariz que serve para filtrar, 
aquecer e umidificar o ar, que será conduzido para a traquéia, divide–se nos brônquios fonte 
direito e esquerdo até chegar à porção respiratória bronquíolo respiratório, ducto alveolar e saco 
alveolar. 
 
Seios paranasais: são cavidades encontradas no interior dos ossos da maxila, frontal, 
esfenóide e etmóide. Eles são revestidos por uma túnica mucosa respiratória e comunicam-se 
direta ou indiretamente com a cavidade nasal. 
Além da função respiratória, o sistema respiratório está relacionado com a produção da 
voz (laringe) Este sistema também está relacionado ao sistema olfatório, pois a túnica da mucosa 
nasal contém células sensoriais olfatórias e é conhecida como região olfatória. 
A primeira parte do verdadeiro percurso respiratório é a cavidade nasal, que está contida 
em grande parte dentro do nariz e é dividida em duas metades laterais, direita e esquerda, por um 
septo mediano. Ocupando o espaço dentro das cavidades nasais (ossos turbinais), e abrindo-se 
para fora das cavidades nasais estão os seios paranasais. As cavidades nasais comunicam-se 
com o exterior por meio das narinas e com a faringe através das coanas (narinas caudais). 
 
NARIZ 
Um nariz proeminente, que se projeta do restante da face, tal como se observa no homem, 
não é observado nos animais domésticos. Nos animais domésticos, o nariz está incorporado ao 
esqueleto da face e estende-se do nível transverso dos olhos até a extremidade rostral da cabeça. 
Partes do nariz: dorsalmente – dorso do nariz 
 Lateralmente – regiões laterais do nariz 
 Rostralmente – extremidade do nariz ou ápice, que sustenta as duas 
narinas. 
A pele do nariz, exceto aquela da extremidade, apresenta pêlos curtos ou lamugem. Os 
ossos que formam a parede dorsal do nariz são os ossos nasal e frontal, os que formam a 
parede lateral são os ossos incisivos, maxilar, lacrimal e zigomático. 
A margem óssea formada pela borda rostral dos ossos incisivo e nasal é conhecida como 
a abertura óssea do nariz. Rostralmente à abertura óssea, a parede do nariz é sustentada por 
extensões cartilaginosas, dorsal e ventral, do septo nasal. 
A extremidade ou ápice do nariz apresenta as duas narinas que formam as entradas para 
a cavidade nasal. O formato das narinas varia muito entre as diferentes espécies, como o faz a 
estrutura cartilaginosa ou óssea que as sustenta e as mantém abertas. No suíno o septo 
cartilaginoso é substituído pelo osso rostral no formato de uma cunha. 
As narinas quando não dilatadas são do formato de uma vírgula no eqüino, bovina, cão e 
gato, de fenda no ovino e caprino e redonda no suíno. 
Em todas as espécies (exceto eqüino) a pele ao redor e entre as narinas aparece 
notavelmente diferente daquela que cobre o restante do órgão, e em algumas espécies ela se 
estende para dentro do lábio superior. No ovino e caprino a pele que forma a parte brilhosa do 
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77 
 
nariz é conhecida como plano nasal (sem pêlos). No suíno, a pele cobre a superfície e uma 
estreita faixa ao redor da borda do focinho e é conhecida como plano rostral (possui alguns pêlos 
curtos e finos ao redor da borda, pêlos com seios). No bovino a pele se estende dentro do lábio 
superior e forma o plano nasolabial. No eqüino, a pele ao redor e entre as narinas é coberta por 
finos pêlos curtos intercalados com alguns pêlos com seios. Nos ruminantes e suínos, a pele é 
mantida úmida pela secreção das glândulas serosas que se abre nas profundezas de sulcos da 
pele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Plano nasal dos animais domésticos 
 
 
CAVIDADE NASAL (fossas nasais) 
Estende-se das narinas até as coanas. Está separada da boca pelos palatos duro e mole e 
dividida em duas metades pelo septo nasal mediano. Cada lado da cavidade nasal comunica-se 
com a narina do mesmo lado e posteriormente com a faringe e coanas. 
CONCHAS NASAIS: uma grande parte de cada cavidade nasal (direita e esquerda) é ocupada 
pelas conchas nasais (ossos turbinais). 
Na parte rostral da cavidade nasal, imediatamente dentro das narinas, é denominada de 
vestíbulo. A parte caudal é conhecida como meato nasofaríngeo. 
A cavidade nasal, o septo nasal e ambas as superfícies das conchas nasais são forradas 
por uma túnica mucosa. A mucosa do vestíbulo é constituída por epitélio estratificado 
pavimentoso. O restante da cavidade nasal está dividida em regiões respiratória e olfatória, de 
acordo com o tipo de epitélio que a cobre. 
Funções: uma função da cavidade nasal é a olfação. Os animais dependem do sentido do 
olfato em uma extensão bem maior que o homem, e alguns animais são bem mais dependente do 
sentido do olfato do que outros para sobreviver. Os animais com bom sentido do olfato são 
chamados macrosmáticos, os com fraco sentido do olfato são chamado microsmático, e os sem 
sentido de olfato são anosmáticos. Para maiores informações leia o Getty pg 113. 
Duas outras funções da cavidade nasal são: preparo e a filtração do ar inspirado. O ar 
deve ser umedecido e aquecido antes de atingir os bronquíolos terminais. E a filtração do ar é 
conseguida pela captação das partículas de poeira e bactérias (remoção ciliar e ação de 
lisoenzimas, respectivamente). 
 
FARINGE: 
Será descrito no tubo digestivo. 
 
O philtrum, ou 
sulco mediano, que 
divide o lábio superior, é 
bem desenvolvido no 
ovino e, caprino e 
estende-se dorsalmente 
dentro do plano nasal. 
As narinas e o 
vestíbulo da cavidade 
nasal podem ser 
dilatadas pela ação de 
músculos dilatadores do 
nariz. Esta dilatação 
ocorre durante a 
inspiração, a fim de 
reduzir as chances de 
obstrução do fluxo de 
ar. A contração das 
narinas ocorre no final 
da expiração e é 
particularmente 
observável no eqüino 
durante a respiração 
forçada. 
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78 
 
 
LARINGE 
É o órgão que liga a parte caudal da faringe com a traquéia. Nos mamíferos a laringe foi 
grandemente modificada. Ela ainda serve como valva para impedir que materiais estranhos 
penetrem na traquéia. Além disso, ela foi modificada para permitir mudanças no tamanho da glote 
para a livre entrada de ar, para o controle da respiração e, em algumas espécies para a regulação 
da pressão intratorácica. A laringe também é usada como um mecanismo de fonação. A 
passagem da laringe, ou cavidade, é mantida viável pelo esqueleto cartilaginoso da laringe, que 
consiste de algumas cartilagens, pares ou simples, que se articulam umas com as outras. Elas 
são movimentadas por determinados músculos laríngeos e, desta forma, o tamanho da glote, uma 
parte da cavidade, pode ser alterado. Também se encontram associadas às cartilagens laríngeas 
ligamentos que podem ser tensionados ou relaxados pelas ações dos músculos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cartilagens da laringe: cricóide, tireóide, epiglótica, aritenóide, corniculada e cuneiforme. 
As três primeirassão simples e as últimas três são pares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A laringe dos ruminantes é relativamente curta e larga. No suíno é relativamente longa. 
Funções: 
Papel na olfação: auxilia na olfação ao ajudar a segurar o ar inspirado, com seus odores, 
atingirá as terminações nervosas olfatórias da mucosa nasal. 
Papel na deglutição: nos mamíferos serve como uma valva para impedir a entrada de 
material estranho dentro da traquéia durante a deglutição. 
Papel na respiração: a laringe deve promover, quando necessário, um caminho livre para 
o ar que entra nos pulmões. 
Papel na regulação da pressão intratorácica: Em determinados mamíferos, a laringe é 
projetada como uma valva de entrada ou saída ou ambas para impedir a entrada ou saída ou 
ambas de ar nos pulmões. Desse modo, os animais com valva de entrada de ar eficiente são 
aqueles que usam os membros anteriores para subir. A fim de obter a contração máxima dos 
músculos que contraem os membros anteriores, a caixa torácica terá que estar fixa na posição 
expiratória (exemplo: gato). Valva de saída: nenhuma espécie doméstica. 
Papel na fonação: há animais que não possuem voz, mas mesmo assim possuem laringe. 
Há animais que produzem sons por outros meios. O som é produzido por vibração das cordas 
vocais. 
 
TRAQUÉIA 
 
Fonte: Getty, Anatomia dos Animais Domésticos 
 
Cartilagem tireóidea da 
Laringe 
Traquéia 
Músculos Laríngeos 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
Vista Ventral e Lateral da laringe e traquéia 
Cricóide 
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79 
 
 
A traquéia é um tubo flexível, cartilaginoso e membranoso que se estende da laringe, pelo 
pescoço abaixo, através da cavidade mediastinal cranial até o mediastino médio. Ele bifurca-se 
imediatamente dorsal à base do coração, ao nível da 5a vértebra torácica, nos brônquios principais 
direito e esquerdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para fins descritivos a traquéia é dividida em duas partes, a cervical e a torácica. A 
traquéia é essencialmente uma estrutura mediana, mas próximo a sua bifurcação ela é empurrada 
ligeiramente para a direita do plano mediano pelo arco aórtico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No pescoço, a traquéia está circundada pela fáscia cervical profunda; no tórax ela é 
circundada pela fáscia mediastinal. A parede da traquéia é composta de quatro lâminas principais. 
De dentro para fora são: mucosa, submucosa, lâmina musculocartilaginosa e adventícia. 
A mucosa é revestida de epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado, contendo 
abundantes glândulas secretoras de muco e células caliciformes. Os cílios batem cranialmente e 
movimentam as secreções mucosas e as partículas estranhas em direção à laringe. Nódulos 
linfáticos podem ser encontrados na lâmina própria. A submucosa é rica em fibras elástica. 
Glândulas seromucosas estão presentes. A lâmina musculocartilaginosa é composta de placas 
cartilaginosas (hialina). O formato exato varia com a espécie, e em determinadas espécies com a 
região traqueal. Ela provavelmente, também difere no animal vivo e embalsamado. Embora a 
maioria das placas esteja separada uma da outra, este nem sempre é o caso, e é possível 
 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
Cartilagem Cricóide 
da laringe 
Placas traqueais 
Entrada do 
Tórax 
Tireóide Esôfago 
 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
Entroncamento lateral 
direito da traquéia 
Mucosa da traquéia 
Abertura realizada pelo corte do músculo traqueal 
Bifurcação da traquéia 
(brônquios) 
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80 
 
encontrar placas adjacentes fundidas. A abertura dorsal de cada placa cartilaginosa é preenchida 
por tecido conjuntivo e pelo músculo traqueal. A adventícia é uma lâmina de tecido conjuntivo, 
que une a lâmina musculocartilaginosa com o tecido conjuntivo que circunda a traquéia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nas aves, cada anel cartilaginoso é um círculo completo. 
O comprimento da traquéia e o número de placas cartilaginosa no órgão variam com a 
espécie e dentro da mesma espécie. No eqüino e no ruminante há de 48 a 60 placas; no suíno, de 
32 a 36 placas; nas aves de 108 a 126 placas. 
A traquéia possui determinadas exigências que foram muito sutilmente satisfeitas em sua 
estrutura. Primeiro, a traquéia tem que funcionar como um tubo rígido ou entraria em colapso 
quando os pulmões se expandissem; a rigidez é suprida pelas placas cartilaginosas. Segundo, a 
traquéia tem que ser capaz de expansão para que possa acomodar qualquer aumento no volume 
de ar que passa para os pulmões. Ela é capaz de expansão porque (1) a cartilagem hialina possui 
uma flexibilidade inerente; (2) as placas cartilaginosas são incompletas dorsalmente; (3) a túnica 
mucosa forma pregas longitudinais; e (4) há considerável quantidade de tecido elástico na 
mucosa. Terceiro, a traquéia tem que capturar e remover partículas finas de matérias estranhas 
admitidas com o ar inspirado. As partículas são captadas no muco pegajoso secretado pelas 
glândulas traqueais e células caliciformes e depois removidas pelo batimento dos cílios. Quarto, 
toda a traquéia precisa ser tanto flexível quanto extensível para dar margens aos movimentos da 
cabeça e do pescoço e da laringe. A flexibilidade é conseguida porque a cartilagem que fornece a 
rigidez está presente na forma de placas mantidas juntas por ligamentos fibroelásticos, ao invés 
de na forma de uma lâmina contínua, deste modo permitindo o dobramento do tubo. A disposição 
das placas cartilaginosas ligadas por ligamentos elásticos também permite que o tubo seja 
estendido pelo estiramento dos ligamentos. 
 
Vasos e Nervos 
A traquéia é suprida por ramos das artérias carótidas comum e a artéria bronco-esofágica. 
O sangue é drenado por tributários das veias jugulares e veias bronco-esofágicas. O sistema 
nervoso autônomo. O nervo vago emite fibras parassimpáticas pré-ganglionares tanto diretamente 
como indiretamente (nervo laríngeo recorrente). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Getty, Anatomia dos Animais Domésticos 
 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
Bifurcação da traquéia 
Brônquios 
Traquéia 
 
Laringe 
Tireóide 
Anéis 
Traqueais 
Vista ventro-lateral da laringe e traquéia 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
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81 
 
PULMÂO 
 
Os pulmões direito e esquerdo são os órgãos da respiração em que o sangue é oxigenado 
e deles são removidos os produtos gasosos do metabolismo tecidual, essencialmente o dióxido de 
carbono. Os pulmões estão localizados na cavidade torácica, e cada pulmão está livre para se 
movimentar, pois está invaginado num saco pleural e inserido apenas por sua raiz e pelo 
ligamento pulmonar. 
Os pulmões normais são órgãos elásticos, mas eles sempre contem uma quantidade 
considerável de ar. Conseqüentemente, eles são muito leves e flutuam na água. Eles são macios 
e esponjosos ao tato e crepitam ao serem apertados. Os pulmões de um feto ou de um animal 
recém nascido, que ainda não respirou, são mais firmes ao tato e não flutuam na água. Pulmões 
cheios de fluidos também não flutuam na água. 
Os pulmões sadios de animais vivos em áreas rurais são de coloração cor- de –rosa claro, 
enquanto que os de animais que vivem em áreas urbanas são acinzentados na coloração e 
muitas vezes aparecem com manchas cinza-escuras; esta diferença é devida a impregnação do 
tecido pulmonar pela poeira atmosférica. 
Em determinadas espécies a superfície dos pulmões pode estar subdividida em várias 
áreas poligonais irregulares.Elas representam os lobos pulmonares que serão descritos mais 
adiante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os pulmões são moldados ao formato da cavidade torácica e os demais conteúdos 
torácicos. Conseqüentemente, quando um pulmão é endurecido in situ pelo embalsamento, ele 
retém as impressões e marcações das estruturas adjacentes. Por exemplo, há impressões das 
costelas, coração, esôfago e vários vasos sanguíneos e nervos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pulmão Direito Ovino 
 
Lobo Caudal 
Lobo Médio 
Lobo Cranial 
Incisura 
Cardíaca 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
Pulmão Ovino 
 
Pulmão Direito 
Pulmão Esquerdo 
Traquéia aberta 
Esôfago Mediastino 
Saco pericárdio e 
coração 
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82 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caracteristicamente, os pulmões são subdivididos em partes relativamente grandes 
chamadas de lobos pulmonares por fissuras ou denteações na borda ventral. Um lobo pulmonar 
pode ser definido como uma grande parte do tecido pulmonar que é ventilado por um grande 
brônquio surgido ou de um brônquio principal ou da traquéia e que está separado dos lobos 
adjacentes por fissuras interlobulares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É provável que a finalidade da disposição lobar dos pulmões seja a de permitir que os 
mesmos se expandam eficazmente durante a inspiração e assim ocupem o espaço tornado 
disponível pelas alterações do tamanho e no formato da cavidade torácica. 
 
 
CAVIDADE TORÁCICA 
A cavidade torácica é uma das três principais cavidades do corpo. Ela contém dois 
pulmões, cada um com um saco pleural e outros órgãos. A cavidade torácica varia de formato, 
dependendo da espécie e raça. O formato da cavidade torácica é alterado durante cada ciclo 
respiratório, pois durante a inspiração o volume da cavidade precisa aumentar para permitir que o 
ar seja levado para dentro dos pulmões. Essa alteração do formato ocorre essencialmente pelo 
movimento do diafragma, e me menor grau pelos movimentos das articulações do esqueleto 
torácico. 
 
Pulmão Direito Ovino com lobos caudal e médio levantados 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
Lobo Acessório 
Em todas as espécies domésticas 
(exceto nos eqüinos) o pulmão direito 
possui quatro lobos: um cranial, um lobo 
médio, um acessório e um lobo caudal. 
No eqüino, a fissura entre os lobos médio 
e intermediário, normalmente não é 
desenvolvida, de modo que externamente 
o pulmão direito possui apenas três 
lobos: cranial, acessório e caudal. 
Em todas as espécies domésticas 
o pulmão esquerdo possui três lobos: 
um cranial, um médio e um caudal. 
 
Pulmão esquerdo 
 
Lobo Caudal 
Lobo Cranial 
Lobo Médio 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ -UFC 
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83 
 
O diafragma é o músculo mais importante na respiração. Quando ele se contrai, a 
curvatura de seu domo é reduzida e sua parte central movimenta-se caudalmente. Como 
resultado, o volume da cavidade torácica é aumentado e o ar é levado para dentro dos pulmões. 
Nos animais não Eqüídeos, o esforço respiratório é só de uma fase (inspiração e 
expiração), nos eqüinos, o esforço é duas fases. 
A gama de movimentos de qualquer uma das articulações torácicas é pequena. Durante a 
respiração quiescente, os movimentos são mais ou menos confinados às articulações associadas 
às costelas caudais; entretanto, durante a respiração forçada ou expiração forçada, os 
movimentos podem envolver todas as articulações torácicas. 
 
 
Arquitetura interna 
 
Os pulmões podem ser considerados como sendo construídos na estrutura de uma árvore 
bronquial. O termo árvore bronquial é usado por causa da aparência arborescente dada pela 
ramificação dos brônquios e bronquíolos. 
Os brônquios principais originam os brônquios relativamente grandes que ventilam os 
lobos pulmonares e são denominados brônquios lobares. Histologicamente, os brônquios 
possuem cartilagem abundante até a sua quinta geração, porém da quinta até a décima quinta 
geração há pequenas placas cartilaginosas nas paredes, também são revestidas por epitélio 
pseudoestratificado cilíndrico ciliado, glândulas de muco e células caliciformes. À medida que vão 
diminuindo de diâmetro e os bronquíolos o epitélio torna-se cilíndrico simples á cúbico baixo. Os 
bronquíolos são tubos de 1 mm, com paredes compostas de fibras musculares lisas circulares e 
revestidas de epitélio, contendo poucas glândulas mucosas e caliciformes. Os bronquíolos 
terminais não contêm cílios e nem glândulas secretoras e caliciformes e nem cartilagem. Estes 
bronquíolos demarcam o fim da parte condutora. 
Cada bronquíolo terminal divide-se em dois bronquíolos respiratórios que é 
caracterizado pela presença de alvéolos simples e semelhantes a sacos que se abrem em suas 
paredes e por um epitélio de revestimento que é formado por células cúbicas e parcialmente 
pavimentosas. Os alvéolos são sacos de ar com uma única camada de células achatadas com 
fibras elásticas finas, envolvidas por uma rede de capilares, nos alvéolos há poros que permitem a 
passagem de ar de um alvéolo para o outro. 
Esta passagem ocorre por meio dos poros de Kohn e Lambert, produzindo o fenômeno de 
corrente colateral de ar. A difusão de oxigênio e dióxido de carbono ocorre através do liquido 
alveolar, epitélio alveolar, da membrana basal do epitélio alveolar, liquido intersticial, membrana 
basal do endotélio capilar e do endotélio capilar. Estas seis camadas são citadas como barreira 
respiratória. 
 
 
 
 
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84 
 
 
 
 
Suprimento sanguíneo e nervoso 
 O suprimento sanguíneo é derivado da artéria aorta, através das artérias bronquiais e o 
suprimento nervoso é feito pelo sistema nervoso autônomo. 
 PLEURA 
A pleura consiste de duas camadas que são contínuas uma com a outra. O pulmão é 
envolvido por uma camada denominada pleura visceral (pulmonar), que entra nas fissuras e 
faces interlobulares. A camada externa da pleura envolve a cavidade torácica e é denominada 
pleura parietal. O espaço entre as duas pleuras forma a cavidade pleural e são lubrificadas pelo 
líquido pleural, permitindo que elas deslizem facilmente uma contra a outra durante a respiração. 
A pleura parietal é denominada de acordo com a região que passa: pleura costal (costelas), pleura 
diafragmática (diafragma), pleura mediastinal (mediastino). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pleura Visceral 
diafragmática 
Centro 
Tendíneo do 
diafragma 
Veia Cava 
Caudal 
Pulmão 
direito 
Esôfago Pericardio + 
coração 
Acúmulo de 
gordura 
Pleura Visceral 
diafragmática 
Músculo 
diafragmático 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
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CAPÍTULO 12: SISTEMA NERVOSO 
 
 O sistema nervoso, juntamente com o sistema endócrino, capacitam o 
organismo a perceber as variações do meio (interno e externo), a difundir as 
modificações que essas variações produzem e a executar as respostas adequadas para 
que seja mantido o equilíbrio interno do corpo (homeostase). São os sistemas envolvidos 
na coordenação e regulação das funções corporais. 
No sistema nervoso diferenciam-se duas linhagens celulares: os neurônios e as 
células da glia (ou da neuróglia). Os neurônios são as células responsáveis pela 
recepção e transmissão dos estímulos do meio (interno e externo), possibilitando ao 
organismo a execução de respostas adequadas para a manutenção da homeostase. 
Para exercerem tais funções, contam com duas propriedades fundamentais: a 
irritabilidade (também denominada excitabilidade ou responsividade) e a 
condutibilidade. Irritabilidade é a capacidade que permite a uma célula responder a 
estímulos, sejam eles internos ou externos. Portanto, irritabilidade não é uma resposta, 
mas a propriedade que torna a célula apta a responder. Essa propriedade é inerente aos 
váriostipos celulares do organismo. No entanto, as respostas emitidas pelos tipos 
celulares distintos também diferem umas das outras. A resposta emitida pelos neurônios 
assemelha-se a uma corrente elétrica transmitida ao longo de um fio condutor: uma vez 
excitados pelos estímulos, os neurônios transmitem essa onda de excitação - chamada 
de impulso nervoso - por toda a sua extensão em grande velocidade e em um curto 
espaço de tempo. Esse fenômeno deve-se à propriedade de condutibilidade. 
Para compreendermos melhor as funções de coordenação e regulação exercidas 
pelo sistema nervoso, precisamos primeiro conhecer a estrutura básica de um neurônio 
e como a mensagem nervosa é transmitida. 
Um neurônio é uma célula composta de um corpo celular (onde está o núcleo, o 
citoplasma e o citoesqueleto), e de finos prolongamentos celulares denominados 
neuritos, que podem ser subdivididos em dendritos e axônios. 
 
Os dendritos são prolongamentos geralmente muito ramificados e que atuam 
como receptores de estímulos, funcionando portanto, como "antenas" para o neurônio. Os 
axônios são prolongamentos longos que atuam como condutores dos impulsos nervosos. 
Os axônios podem se ramificar e essas ramificações são chamadas de colaterais. Todos 
os axônios têm um início (cone de implantação), um meio (o axônio propriamente dito) e 
um fim (terminal axonal ou botão terminal). O terminal axonal é o local onde o axônio 
entra em contato com outros neurônios e/ou outras células e passa a informação (impulso 
nervoso) para eles. A região de passagem do impulso nervoso de um neurônio para a 
célula adjacente chama-se sinapse. Às vezes os axônios têm muitas ramificações em suas 
regiões terminais e cada ramificação forma uma sinapse com outros dendritos ou corpos 
celulares. Estas ramificações são chamadas coletivamente de arborização terminal. 
Fonte: internet 
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http://www.afh.bio.br/endocrino/endocrino1.asp
http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso2.asp#neuroglia
http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso2.asp#neuroglia
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125 
 
Os corpos celulares dos neurônios são geralmente encontrados em áreas 
restritas do sistema nervoso, que formam o Sistema Nervoso Central (SNC), ou nos 
gânglios nervosos, localizados próximo da coluna vertebral. 
Sinapses 
Sinapse é um tipo de junção especializada em que um terminal axonal faz 
contato com outro neurônio ou tipo celular. As sinapses podem ser elétricas ou 
químicas (maioria). 
Sinapses elétricas 
As sinapses elétricas, mais simples e evolutivamente antigas, permitem a 
transferência direta da corrente iônica de uma célula para outra. Ocorrem em sítios 
especializados denominados junções gap ou junções comunicantes. Nesses tipos de 
junções as membranas pré-sinápticas (do axônio - transmissoras do impulso nervoso) e 
pós-sinápticas (do dendrito ou corpo celular - receptoras do impulso nervoso) estão 
separadas por apenas 3 nm. Essa estreita fenda é ainda atravessada por proteínas 
especiais denominadas conexinas. Seis conexinas reunidas formam um canal 
denominado conexon, o qual permite que íons passem diretamente do citoplasma de uma 
célula para outra. A maioria das junções gap permite que a corrente iônica passe 
adequadamente em ambos os sentidos, sendo desta forma, bidirecionais. 
 
 
Imagem: BEAR, M.F., CONNORS, B.W. & PARADISO, M.A. Neurociências – Desvendando o Sistema Nervoso. 
Porto Alegre 2ª ed, Artmed Editora, 2002. 
 
Em invertebrados, as sinapses elétricas são comumente encontradas em circuitos 
neuronais que medeiam respostas de fuga. Em mamíferos adultos, esses tipos de 
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126 
 
sinapses são raras, ocorrendo freqüentemente entre neurônios nos estágios iniciais da 
embriogênese. 
Sinapses químicas 
Via de regra, a transmissão sináptica no sistema nervoso humano e animal maduro 
é química. As membranas pré e pós-sinápticas são separadas por uma fenda com largura 
de 20 a 50 nm - a fenda sináptica. A passagem do impulso nervoso nessa região é feita, 
então, por substâncias químicas: os neuro-hormônios, também chamados mediadores 
químicos ou neurotransmissores, liberados na fenda sináptica. O terminal axonal típico 
contém dúzias de pequenas vesículas membranosas esféricas que armazenam 
neurotransmissores - as vesículas sinápticas. A membrana dendrítica relacionada com 
as sinapses (pós-sináptica) apresenta moléculas de proteínas especializadas na detecção 
dos neurotransmissores na fenda sináptica - os receptores. Por isso, a transmissão do 
impulso nervoso ocorre sempre do axônio de um neurônio para o dendrito ou corpo celular 
do neurônio seguinte. Podemos dizer então que nas sinapses químicas, a informação que 
viaja na forma de impulsos elétricos ao longo de um axônio é convertida, no terminal 
axonal, em um sinal químico que atravessa a fenda sináptica. Na membrana pós-sináptica, 
este sinal químico é convertido novamente em sinal elétrico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além do transporte anterógrado, há um mecanismo para o deslocamento de 
material no axônio no sentido oposto, indo do terminal para o soma. Acredita-se que este 
Fonte: internet 
Como o citoplasma dos 
axônios, inclusive do terminal 
axonal, não possui ribossomos, 
necessários à síntese de proteínas, 
as proteínas axonais são 
sintetizadas no soma (corpo celular), 
empacotadas em vesículas 
membranosas e transportadas até o 
axônio pela ação de uma proteína 
chamada cinesina, a qual se 
desloca sobre os microtúbulos, com 
gasto de ATP. Esse transporte ao 
longo do axônio é denominado 
transporte axoplasmático e, como 
a cinesina só desloca material do 
soma para o terminal, todo 
movimento de material neste sentido 
é chamado de transporte 
anterógrado. 
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127 
 
processo envia sinais para o soma sobre as mudanças nas necessidades metabólicas do 
terminal axonal. O movimento neste sentido é chamado transporte retrógrado. 
As sinapses químicas também ocorrem nas junções entre as terminações dos 
axônios e os músculos; essas junções são chamadas placas motoras ou junções 
neuro-musculares. 
 
Imagem: CÉSAR & CEZAR. Biologia 2. São Paulo, Ed Saraiva, 2002 
 
Por meio das sinapses, um neurônio pode passar mensagens (impulsos 
nervosos) para centenas ou até milhares de neurônios diferentes. 
Neurotransmissores 
A maioria dos neurotransmissores situa-se em três categorias: aminoácidos, 
aminas e peptídeos. Os neurotransmissores aminoácidos e aminas são pequenas 
moléculas orgânicas com pelo menos um átomo de nitrogênio, armazenadas e liberadas 
em vesículas sinápticas. Sua síntese ocorre no terminal axonal a partir de precursores 
metabólicos ali presentes. As enzimas envolvidas na síntese de tais neurotransmissores 
são produzidas no soma (corpo celular do neurônio) e transportadas até o terminal axonal 
e, neste local, rapidamente dirigem a síntese desses mediadores químicos. Uma vez 
sintetizados, os neurotransmissores aminoácidos e aminas são levados para as vesículas 
sinápticas que liberam seus conteúdos por exocitose. Nesse processo, a membrana da 
vesícula funde-se com a membrana pré-sináptica, permitindo que os conteúdos sejam 
liberados. A membrana vesicular é posteriormente recuperada por endocitose e a 
vesícula reciclada é recarregada com neurotransmissores. 
Os neurotransmissores peptídeos constituem-se de grandes moléculas 
armazenadas e liberadas em grânulos secretores. A síntese dos neurotransmissores 
peptídicos ocorre no retículo endoplasmático rugoso do soma. Apósserem sintetizados, 
são clivados no complexo de golgi, transformando-se em neurotransmissores ativos, que 
são secretados em grânulos secretores e transportados ao terminal axonal (transporte 
anterógrado) para serem liberados na fenda sináptica. 
Diferentes neurônios no SNC liberam também diferentes neurotransmissores. A 
transmissão sináptica rápida na maioria das sinapses do SNC é mediada pelos 
neurotransmissores aminoácidos glutamato (GLU), gama-aminobutírico (GABA) e glicina 
(GLI). A amina acetilcolina medeia a transmissão sináptica rápida em todas as junções 
neuromusculares. As formas mais lentas de transmissão sináptica no SNC e na periferia 
são mediadas por neurotransmissores das três categorias. 
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128 
 
O glutamato e a glicina estão entre os 20 aminoácidos que constituem os blocos 
construtores das proteínas. Conseqüentemente, são abundantes em todas as células do 
corpo. Em contraste, o GABA e as aminas são produzidas apenas pelos neurônios que os 
liberam. 
O mediador químico adrenalina, além de servir como neurotransmissor no encéfalo, 
também é liberado pela glândula adrenal para a circulação sangüínea. 
Abaixo são citadas as funções específicas de alguns neurotransmissores. 
 endorfinas e encefalinas: bloqueiam a dor, agindo naturalmente no corpo 
como analgésicos. 
 dopamina: neurotransmissor inibitório derivado da tirosina. Produz 
sensações de satisfação e prazer. Os neurônios dopaminérgicos podem ser 
divididos em três subgrupos com diferentes funções. O primeiro grupo 
regula os movimentos: uma deficiência de dopamina neste sistema provoca 
a doença de Parkinson, caracterizada por tremuras, inflexibilidade, e outras 
desordens motoras, e em fases avançadas pode verificar-se demência. O 
segundo grupo, o mesolímbico, funciona na regulação do comportamento 
emocional. O terceiro grupo, o mesocortical, projeta-se apenas para o 
córtex pré-frontal. Esta área do córtex está envolvida em várias funções 
cognitivas, memória, planejamento de comportamento e pensamento 
abstrato, assim como em aspectos emocionais, especialmente relacionados 
com o estresse. Distúrbios nos dois últimos sistemas estão associados com 
a esquizofrenia. 
 
 Serotonina: neurotransmissor derivado do triptofano regula o 
humor, o sono, a atividade sexual, o apetite, o ritmo circadiano, as funções 
neuroendócrinas, temperatura corporal, sensibilidade à dor, atividade motora e 
funções cognitivas. Atualmente vem sendo intimamente relacionada aos 
transtornos do humor, ou transtornos afetivos e a maioria dos medicamentos 
chamados antidepressivos agem produzindo um aumento da disponibilidade 
dessa substância no espaço entre um neurônio e outro. Tem efeito inibidor da 
conduta e modulador geral da atividade psíquica. Influi sobre quase todas as 
funções cerebrais, inibindo-a de forma direta ou estimulando o sistema GABA. 
 GABA (ácido gama-aminobutirico): principal neurotransmissor 
inibitório do SNC. Ele está presente em quase todas as regiões do cérebro, 
embora sua concentração varie conforme a região. Está envolvido com os 
processos de ansiedade. Seu efeito ansiolítico seria fruto de alterações 
provocadas em diversas estruturas do sistema límbico, inclusive a amígdala e o 
hipocampo. A inibição da síntese do GABA ou o bloqueio de seus 
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http://www.afh.bio.br/endocrino/endocrino2.asp#adrenalina
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129 
 
neurotransmissores no SNC, resultam em estimulação intensa, manifestada 
através de convulsões generalizadas. 
 Ácido glutâmico ou glutamato: principal neurotransmissor 
estimulador do SNC. A sua ativação aumenta a sensibilidade aos estímulos dos 
outros neurotransmissores. 
Tipos de neurônios 
 
De acordo com suas funções na condução dos impulsos, os neurônios podem 
ser classificados em: 
 
1. Neurônios receptores ou sensitivos (aferentes): são os que recebem 
estímulos sensoriais e conduzem o impulso nervoso ao sistema nervoso central. 
2. Neurônios motores ou efetuadores (eferentes): transmitem os impulsos 
motores (respostas ao estímulo). 
3. Neurônios associativos ou interneurônios: estabelecem ligações entre 
os neurônios receptores e os neurônios motores. 
 
 
 
Células da Glia (neuróglia) 
As células da neuróglia cumprem a função de sustentar, proteger, isolar e nutrir 
os neurônios. Há diversos tipos celulares, distintos quanto à morfologia, a origem 
embrionária e às funções que exercem. Distinguem-se, entre elas, os astrócitos, 
oligodendrocitos e micróglia. Têm formas estreladas e prolongações que envolvem as 
diferentes estruturas do tecido. 
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130 
 
 
Os astrócitos são as maiores células da neuróglia e estão associados à 
sustentação e à nutrição dos neurônios. Preenchem os espaços entre os neurônios, 
regulam a concentração de diversas substâncias com potencial para interferir nas 
funções neuronais normais (como por exemplo as concentrações extracelulares de 
potássio), regulam os neurotransmissores (restringem a difusão de neurotransmissores 
liberados e possuem proteínas especiais em suas membranas que removem os 
neurotransmissores da fenda sináptica). Estudos recentes também sugerem que podem 
ativar a maturação e a proliferação de células-tronco nervosas adultas e ainda, que 
fatores de crescimento produzidos pelos astrócitos podem ser críticos na regeneração 
dos tecidos cerebrais ou espinhais danificados por traumas ou enfermidades. 
 
Os oligodendrócitos são encontrados apenas no sistema nervoso central (SNC). 
Devem exercer papéis importantes na manutenção dos neurônios, uma vez que, sem 
eles, os neurônios não sobrevivem em meio de cultura. No SNC, são as células 
responsáveis pela formação da bainha de mielina. Um único oligodendrócito contribui 
para a formação de mielina de vários neurônios (no sistema nervoso periférico, cada 
célula de Schwann mieliniza apenas um único axônio) 
A micróglia é constituída por células fagocitárias, análogas aos macrófagos e 
que participam da defesa do sistema nervoso. 
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131 
 
 
Do sistema nervoso central partem os prolongamentos dos neurônios, formando 
feixes chamados nervos, que constituem o Sistema Nervoso Periférico (SNP). 
O axônio está envolvido por um dos tipos celulares seguintes: célula de 
Schwann (encontrada apenas no SNP) ou oligodendrócito (encontrado apenas no 
SNC) Em muitos axônios, esses tipos celulares determinam a formação da bainha de 
mielina - invólucro principalmente lipídico (também possui como constituinte a chamada 
proteína básica da mielina) que atua como isolante térmico e facilita a transmissão do 
impulso nervoso. Em axônios mielinizados existem regiões de descontinuidade da 
bainha de mielina, que acarretam a existência de uma constrição (estrangulamento) 
denominada nódulo de Ranvier. No caso dos axônios mielinizados envolvidos pelas 
células de Schwann, a parte celular da bainha de mielina, onde estão o citoplasma e o 
núcleo desta célula, constitui o chamado neurilema. 
 
O impulso nervoso 
 
A membrana plasmática do neurônio 
transporta alguns íons ativamente, do líquido 
extracelular para o interior da fibra, e outros, do 
interior, de volta ao líquido extracelular. Assim 
funciona a bomba de sódio e potássio, que 
bombeia ativamente o sódio para fora, enquanto o 
potássio é bombeadoativamente para dentro. 
Porém esse bombeamento não é eqüitativo: para 
cada três íons sódio bombeados para o líquido 
extracelular, apenas dois íons potássio são 
bombeados para o líquido intracelular. 
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http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso2.asp#oligoden
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132 
 
 
 
Imagem: www.octopus.furg.br/ensino/anima/atpase/NaKATPase.html 
 
Somando-se a esse fato, em repouso a membrana da célula nervosa é 
praticamente impermeável ao sódio, impedindo que esse íon se mova a favor de seu 
gradiente de concentração (de fora para dentro); porém, é muito permeável ao potássio, 
que, favorecido pelo gradiente de concentração e pela permeabilidade da membrana, se 
difunde livremente para o meio extracelular. 
 
Imagem: www.epub.org.br/cm/n10/fundamentos/animation.html 
Em repouso: 
canais de sódio 
fechados. Membrana é 
praticamente 
impermeável ao sódio, 
impedindo sua difusão a 
favor do gradiente de 
concentração. 
Sódio é 
bombeado ativamente 
para fora pela bomba de 
sódio e potássio. 
Como a saída de sódio não é acompanhada pela entrada de potássio na mesma 
proporção, estabelece-se uma diferença de cargas elétricas entre os meios intra e 
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http://www.epub.org.br/cm/n10/fundamentos/animation.html
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133 
 
extracelular: há déficit de cargas positivas dentro da célula e as faces da membrana 
mantêm-se eletricamente carregadas. 
O potencial eletronegativo criado no interior da fibra nervosa devido à bomba de 
sódio e potássio é chamado potencial de repouso da membrana, ficando o exterior da 
membrana positivo e o interior negativo. Dizemos, então, que a membrana está 
polarizada. 
 
Meio interno Ao ser estimulada, uma pequena 
região da membrana torna-se permeável ao 
sódio (abertura dos canais de sódio). Como a 
concentração desse íon é maior fora do que 
dentro da célula, o sódio atravessa a 
membrana no sentido do interior da célula. A 
entrada de sódio é acompanhada pela 
pequena saída de potássio. Esta inversão vai 
sendo transmitida ao longo do axônio, e todo 
esse processo é denominado onda de 
despolarização. Os impulsos nervosos ou 
potenciais de ação são causados pela 
despolarização da membrana além de um 
limiar (nível crítico de despolarização que 
deve ser alcançado para disparar o potencial 
de ação). Os potenciais de ação assemelham-
se em tamanho e duração e não diminuem à 
medida em que são conduzidos ao longo do 
axônio, ou seja, são de tamanho e duração 
fixos. A aplicação de uma despolarização 
crescente a um neurônio não tem qualquer 
efeito até que se cruze o limiar e, então, surja 
o potencial de ação. Por esta razão, diz-se 
que os potenciais de ação obedecem à "lei 
do tudo ou nada". 
 
Meio externo 
Imagem: 
www.biomania.com.br/citologia/membrana.php 
 
Imagem: geocities.yahoo.com.br/jcc5001pt/museuelectrofisiologia.htm#impulsos 
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134 
 
Imediatamente após a onda de despolarização ter-se propagado ao longo da fibra 
nervosa, o interior da fibra torna-se carregado positivamente, porque um grande número de 
íons sódio se difundiu para o interior. Essa positividade determina a parada do fluxo de íons 
sódio para o interior da fibra, fazendo com que a membrana se torne novamente 
impermeável a esses íons. Por outro lado, a membrana torna-se ainda mais permeável ao 
potássio, que migra para o meio interno. Devido à alta concentração desse íon no interior, 
muitos íons se difundem, então, para o lado de fora. Isso cria novamente 
eletronegatividade no interior da membrana e positividade no exterior – processo chamado 
repolarização, pelo qual se reestabelece a polaridade normal da membrana. A 
repolarização normalmente se inicia no mesmo ponto onde se originou a despolarização, 
propagando-se ao longo da fibra. Após a repolarização, a bomba de sódio bombeia 
novamente os íons sódio para o exterior da membrana, criando um déficit extra de cargas 
positivas no interior da membrana, que se torna temporariamente mais negativo do que o 
normal. A eletronegatividade excessiva no interior atrai íons potássio de volta para o interior 
(por difusão e por transporte ativo). Assim, o processo traz as diferenças iônicas de volta 
aos seus níveis originais. 
 
 
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135 
 
Para transferir informação de um ponto para outro no sistema nervoso, é 
necessário que o potencial de ação, uma vez gerado, seja conduzido ao longo do axônio. 
Um potencial de ação iniciado em uma extremidade de um axônio apenas se propaga em 
uma direção, não retornando pelo caminho já percorrido. Conseqüentemente, os potenciais 
de ação são unidirecionais - ao que chamamos condução ortodrômica. Uma vez que a 
membrana axonal é excitável ao longo de toda sua extensão, o potencial de ação se 
propagará sem decaimento. A velocidade com a qual o potencial de ação se propaga ao 
longo do axônio depende de quão longe a despolarização é projetada à frente do potencial 
de ação, o que, por sua vez, depende de certas características físicas do axônio: a 
velocidade de condução do potencial de ação aumenta com o diâmetro axonal. Axônios 
com menor diâmetro necessitam de uma maior despolarização para alcançar o limiar do 
potencial de ação. Nesses de axônios, presença de bainha de mielina acelera a velocidade 
da condução do impulso nervoso. Nas regiões dos nódulos de Ranvier, a onda de 
despolarização "salta" diretamente de um nódulo para outro, não acontecendo em toda a 
extensão da região mielinizada (a mielina é isolante). Fala-se em condução saltatória e 
com isso há um considerável aumento da velocidade do impulso nervoso. 
 
Imagem: AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de Biologia. São Paulo, Ed. Moderna, 
2001. vol. 2. 
 
O percurso do impulso nervoso no neurônio é sempre no sentido dendrito corpo 
celular axônio. 
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136 
 
 
Divisões do Sistema Nervoso 
O SNC recebe, analisa e integra informações. É o local onde ocorre a tomada de 
decisões e o envio de ordens. O SNP carrega informações dos órgãos sensoriais para o 
sistema nervoso central e do sistema nervoso central para os órgãos efetores (músculos e 
glândulas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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137 
 
O Sistema Nervoso Central 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O SNC divide-se em encéfalo e medula. O encéfalo corresponde ao telencéfalo 
(hemisférios cerebrais), diencéfalo (tálamo e hipotálamo), cerebelo, e tronco cefálico, que 
se divide em: BULBO, situado caudalmente; MESENCÉFALO, situado cranialmente; e 
PONTE, situada entre ambos. 
 
No SNC, existem as chamadas substâncias cinzenta e branca. A substância 
cinzenta é formada pelos corpos dos neurônios e a branca, por seus prolongamentos. 
Com exceção do bulbo e da medula, a substância cinzenta ocorremais externamente 
e a substância branca, mais internamente. 
Os órgãos do SNC são protegidos por estruturas esqueléticas (caixa craniana, 
protegendo o encéfalo; e coluna vertebral, protegendo a medula - também 
denominada raque) e por membranas denominadas meninges, situadas sob a 
proteção esquelética: dura-máter (a externa), aracnóide (a do meio) e pia-máter (a 
interna). Entre as meninges aracnóide e pia-máter há um espaço preenchido por um 
líquido denominado líquido cefalorraquidiano ou líquor. 
 
Encéfalos de vertebrados, ilustrando o desenvolvimento filogenético. O aumento de volume e de capacidade do 
telencéfalo e cerebelo é muito evidente. A. peixe (carpa), B. réptil (serpente), C. Ave (pato), D. mamífero (boi), E. 
humano (homem). 
1. telencéfalo, 2. mesencéfalo, 3ª e 3b. metencéfalo, 3ª . arquicerebelo, 3b. neocerebelo, 4. mielencéfalo, 5. 
medula espinhal 
Fonte: Dyce, Tratado de Anatomia Veterinária 
 
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138 
 
 
O TELENCÉFALO 
Encéfalo é a maior massa de tecido nervoso do corpo, e contém literalmente 
bilhões de células nervosas. O peso do encéfalo é uma indicação do crescimento. O 
tamanho do encéfalo não possui qualquer relação constante com aquele do animal de que 
proveio, mas é relativamente menor nas grandes espécies e, com certeza, é 
proporcionalmente maior nos mamíferos mais evoluídos. Os pesos dos encéfalos no cão e 
no cavalo são respectivamente, 70 a 150 g e 400 a 700 g. O encéfalo humano pesa 1.380 
g no homem e 1.250 g na mulher, e contém cerca de 100 bilhões de neurônios. O 
telencéfalo ou cérebro é dividido em dois hemisférios cerebrais bastante desenvolvidos. 
Nestes, situam-se as sedes da memória e dos nervos sensitivos e motores. Entre os 
hemisférios, estão os VENTRÍCULOS CEREBRAIS (ventrículos laterais e terceiro 
ventrículo); contamos ainda com um quarto ventrículo, localizado mais abaixo, ao nível do 
tronco encefálico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Encéfalo de bovino: vista dorsal 
 P
ro
fª
 A
na
 C
lá
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 C
am
po
s 
D
Z
 -
 U
F
C
 
cerebelo 
cérebro 
Pólo caudal do hemisfério 
cérebral 
Pólo rostral do hemisfério 
cerebral 
Bulbo olfatório 
Fissura 
longitudinal 
giros 
sulco 
São reservatórios do 
LÍQUIDO CÉFALO-
RAQUIDIANO, (LÍQÜOR), 
participando na nutrição, 
proteção e excreção do sistema 
nervoso. 
Em seu desenvolvimento, 
o córtex ganha diversos sulcos 
para permitir que o cérebro 
esteja suficientemente compacto 
para caber na calota craniana, 
que não acompanha o seu 
crescimento. Por isso, no cérebro 
adulto, apenas 1/3 de sua 
superfície fica "exposta", o 
restante permanece por entre os 
sulcos. 
 
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139 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente 
distintas, sendo a maioria pertencente ao chamado neocórtex. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Substancia cinzenta 
ou córtex ou 
telencéfalo 
Substancia branca 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
 
Cada uma das áreas do córtex 
cerebral controla uma atividade 
específica. 
1. hipocampo: região do 
córtex que está dobrada sobre si e 
possui apenas três camadas celulares; 
localiza-se medialmente ao ventrículo 
lateral. 
2. córtex olfativo: 
localizado ventral e lateralmente ao 
hipocampo; apresenta duas ou três 
camadas celulares. 
3. neocórtex: córtex mais 
complexo; separa-se do córtex olfativo 
mediante um sulco chamado fissura 
rinal; apresenta muitas camadas 
celulares e várias áreas sensoriais e 
motoras. As áreas motoras estão 
intimamente envolvidas com o controle 
do movimento voluntário. 
O Hipocampo desempenha um 
papel fundamental, mas ainda não 
esclarecido, na memória, portanto, uma 
lesão do hipocampo pode afetar 
severamente a memória. 
 
Substancia cinzenta 
Substancia branca 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
Corte transverso do cerebelo e cérebro 
cerebelo 
Glândula 
Pineal 
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http://www.guia.heu.nom.br/memoria.htm
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140 
 
Sabe-se da importância do Hipocampo na organização dos episódios vivenciados, 
como um conjunto de informações coerentes em um tempo e um espaço. A mágica que 
transforma informações em memória acontece em duas regiões do cérebro ao mesmo 
tempo: 
 o hipocampo (bem no centro do cérebro, na altura dos lobos temporais) 
 e o córtex frontal (a massa cinzenta que reveste a fronte do cérebro). 
 Cada vez que uma pessoa se lembra de algo, essas áreas sofrem um aumento de 
metabolismo e, conseqüentemente, do fluxo sanguíneo. 
 O estudo mais recente foi publicado há dois meses na revista Science pelo 
neurocientista James Brewer, docente da Universidade de Stanford (Referência). Brewer 
mostrou 96 fotografias a estudantes e conectou-os a aparelhos de ressonância magnética 
capazes de mapear as funções do cérebro. 
 Depois de 30 minutos, os estudantes tinham que apontar as imagens que lembravam. 
Sempre que uma imagem era reconhecida pelos alunos, o computador apontava 
tonalidades mais escuras nas áreas do hipocampo e do córtex frontal, indicando maior 
oxigenação nessas áreas. 
 Está particularmente envolvido com os fenômenos de memória, em especial com a 
formação da chamada memória de longa duração (aquela que persiste, as vezes, para 
sempre). Quando ambos os hipocampos (direito e esquerdo) são destruídos, nada mais é 
gravado na memória. O indivíduo esquece, rapidamente, a mensagem recém recebida. 
 Um hipocampo intacto possibilita ao animal comparar as condições de uma ameaça 
atual com experiências passadas similares, permitindo-lhe, assim, escolher qual a melhor 
opção a ser tomada para garantir sua preservação 
 
Imagem: McCRONE, JOHN. Como o cérebro funciona. Série Mais Ciência. São Paulo, Publifolha, 2002. 
 
A região superficial do telencéfalo, que acomoda bilhões de corpos celulares de 
neurônios (substância cinzenta), constitui o córtex cerebral, formado a partir da fusão 
das partes superficiais telencefálicas e diencefálicas. O córtex recobre um grande 
centro medular branco, formado por fibras axonais (substância branca). Em meio a 
este centro branco (nas profundezas do telencéfalo), há agrupamentos de corpos 
celulares neuronais que formam os núcleos (gânglios) da base ou núcleos 
(gânglios) basais - CAUDATO, PUTAMEN, GLOBO PÁLIDO e NÚCLEO 
SUBTALÂMICO, envolvidos em conjunto, no controle do movimento. Parece que os 
gânglios da base participam também de um grande número de circuitos paralelos, 
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http://www.guia.heu.nom.br/cerebro.htm
http://www.guia.heu.nom.br/lobos_do_cerebro.htm
http://www.zaz.com.br/istoe/comport/151712.htm
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141 
 
sendo apenas alguns poucos de função motora. Outros circuitos estão envolvidos em 
certos aspectos da memória e da função cognitiva. 
 
 
Imagem: BEAR, M.F., CONNORS, B.W. & PARADISO, M.A. Neurociências – Desvendando o Sistema Nervoso. 
Porto Alegre 2ª ed, Artmed Editora, 2002. 
 
 
 
Algumas das funções mais específicas dos gânglios basais relacionadas aos 
movimentos são: 
1. núcleo caudato: controla movimentos intencionais grosseiros do corpo (isso 
ocorre a nível sub-consciente e consciente) e auxilia no controle global dos movimentos do 
corpo. 
2. putamen: funciona em conjunto com o núcleo caudato no controle de 
movimentos intensionaisgrosseiros. Ambos os núcleos funcionam em associação com o 
córtex motor, para controlar diversos padrões de movimento. 
3. globo pálido: provavelmente controla a posição das principais partes do 
corpo, quando uma pessoa inicia um movimento complexo, Isto é, se uma pessoa deseja 
executar uma função precisa com uma de suas mãos, deve primeiro colocar seu corpo 
numa posição apropriada e, então, contrair a musculatura do braço. Acredita-se que essas 
funções sejam iniciadas, principalmente, pelo globo pálido. 
4. núcleo subtalâmico e áreas associadas: controlam possivelmente os 
movimentos da marcha e talvez outros tipos de motilidade grosseira do corpo. 
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142 
 
Evidências indicam que a via motora direta funciona para facilitar a iniciação de 
movimentos voluntários por meio dos gânglios da base. Essa via origina-se com uma 
conexão excitatória do córtex para as células do putamen. Estas células estabelecem 
sinapses inibitórias em neurônios do globo pálido, que, por sua vez, faz conexões 
inibitórias com células do tálamo (núcleo ventrolateral - VL). A conexão do tálamo com a 
área motora do córtex é excitatória. Ela facilita o disparo de células relacionadas a 
movimentos na área motora do córtex. Portanto, a conseqüência funcional da ativação 
cortical do putâmen é a excitação da área motora do córtex pelo núcleo ventrolateral do 
tálamo. 
 
Imagem: BEAR, M.F., CONNORS, B.W. & PARADISO, M.A. Neurociências – Desvendando o Sistema Nervoso. 
Porto Alegre 2ª ed, Artmed Editora, 2002. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O DIENCÉFALO (tálamo e hipotálamo) 
 
Todas as mensagens sensoriais, com exceção das provenientes dos receptores 
do olfato, passam pelo tálamo antes de atingir o córtex cerebral. Esta é uma região de 
substância cinzenta localizada entre o tronco encefálico e o cérebro. O tálamo atua como 
 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
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143 
 
estação retransmissora de impulsos nervosos para o córtex cerebral. Ele é responsável 
pela condução dos impulsos às regiões apropriadas do cérebro onde eles devem ser 
processados. O tálamo também está relacionado com alterações no comportamento 
emocional; que decorre, não só da própria atividade, mas também de conexões com outras 
estruturas do sistema límbico (que regula as emoções). 
 
O hipotálamo, também constituído por substância cinzenta, é o principal centro 
integrador das atividades dos órgãos viscerais, sendo um dos principais responsáveis pela 
homeostase corporal. Ele faz ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino, 
atuando na ativação de diversas glândulas endócrinas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O TRONCO ENCEFÁLICO 
O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo, situando-se 
ventralmente ao cerebelo. Possui três funções gerais; (1) recebe informações sensitivas de 
estruturas cranianas e controla os músculos da cabeça; (2) contém circuitos nervosos que 
transmitem informações da medula espinhal até outras regiões encefálicas e, em direção 
contrária, do encéfalo para a medula espinhal (lado esquerdo do cérebro controla os 
movimentos do lado direito do corpo; lado direito de cérebro controla os movimentos do 
lado esquerdo do corpo); (3) regula a atenção, função esta que é mediada pela formação 
reticular (agregação mais ou menos difusa de neurônios de tamanhos e tipos diferentes, 
 
É o hipotálamo que controla a 
temperatura corporal, regula o apetite e o 
balanço de água no corpo, o sono e está 
envolvido na emoção e no comportamento 
sexual. Tem amplas conexões com as demais 
áreas do prosencéfalo e com o mesencéfalo. 
Aceita-se que o hipotálamo desempenha, 
ainda, um papel nas emoções. 
Especificamente, as partes laterais parecem 
envolvidas com o prazer e a raiva, enquanto 
que a porção mediana parece mais ligada à 
aversão, ao desprazer e à tendência ao riso 
(gargalhada) incontrolável. De um modo 
geral, contudo, a participação do hipotálamo é 
menor na gênese (“criação”) do que na 
expressão (manifestações sintomáticas) dos 
estados emocionais. 
 
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144 
 
separados por uma rede de fibras nervosas que ocupa a parte central do tronco 
encefálico). Além destas 3 funções gerais, as várias divisões do tronco encefálico 
desempenham funções motoras e sensitivas específicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Na constituição do tronco encefálico entram corpos de neurônios que se 
agrupam em núcleos e fibras nervosas, que, por sua vez, se agrupam em feixes 
denominados tractos, fascículos ou lemniscos. Estes elementos da estrutura interna do 
tronco encefálico podem estar relacionados com relevos ou depressões de sua superfície. 
Muitos dos núcleos do tronco encefálico recebem ou emitem fibras nervosas que entram na 
constituição dos nervos cranianos. Dos 12 pares de nervos cranianos, 10 fazem conexão 
no tronco encefálico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Colículos Rostrais 
Colículos Caudais 
Tálamo 
Parte da 
glândula pineal 
Cerebelo 
Tronco 
encefálico 
Medula espinhal 
Vista dorsal do tronco encefálico após 
remoção dos hemisférios cerebrais 
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145 
 
 
Imagem: ATLAS INTERATIVO DE ANATOMIA HUMANA. Artmed Editora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vista ventral do encéfalo 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
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146 
 
O CEREBELO 
Situado atrás do cérebro está o cerebelo, que é primariamente um centro para 
o controle dos movimentos iniciados pelo córtex motor (possui extensivas conexões 
com o cérebro e a medula espinhal). Como o cérebro, também está dividido em dois 
hemisférios. Porém, ao contrário dos hemisférios cerebrais, o lado esquerdo do 
cerebelo está relacionado com os movimentos do lado esquerdo do corpo, enquanto o 
lado direito, com os movimentos do lado direito do corpo. 
O cerebelo recebe informações do córtex motor e dos gânglios basais de todos 
os estímulos enviados aos músculos. A partir das informações do córtex motor sobre 
os movimentos musculares que pretende executar e de informações proprioceptivas 
que recebe diretamente do corpo (articulações, músculos, áreas de pressão do corpo, 
aparelho vestibular e olhos), avalia o movimento realmente executado. Após a 
comparação entre desempenho e aquilo que se teve em vista realizar, estímulos 
corretivos são enviados de volta ao córtex para que o desempenho real seja igual ao 
pretendido. Dessa forma, o cerebelo relaciona-se com os ajustes dos movimentos, 
equilíbrio, postura e tônus muscular. 
 
Algumas estruturas do encéfalo e suas funções 
Córtex Cerebral 
Funções: 
 Pensamento 
 Movimento 
voluntário 
 Linguagem 
 Julgamento 
 Percepção 
 
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147 
 
 
A palavra córtex vem do latim para "casca". Isto 
porque o córtex é a camada mais externa do cérebro. A 
espessura do córtex cerebral varia de 2 a 6 mm.O lado 
esquerdo e direito do córtex cerebral são ligados por um 
feixe grosso de fibras nervosas chamado de corpo caloso. 
Os lobos são as principais divisões físicas do córtex 
cerebral. O lobo frontal é responsável pelo planejamento 
consciente e pelo controle motor. O lobo temporal tem 
centros importantes de memória e audição. O lobo parietal 
lida com os sentidos corporal e espacial. o lobo occipital 
direciona a visão. 
Cerebelo 
Funções: 
 Movimento 
 Equilíbrio 
 Postura 
 Tônus muscular 
 
A palavra cerebelo vem do latim para "pequeno 
cérebro”. O cerebelo fica localizado ao lado do tronco 
encefálico. É parecido com o córtex cerebral em alguns 
aspectos: o cerebelo é dividido em hemisférios e tem um 
córtex que recobre estes hemisférios. 
Tronco Encefálico 
Funções: 
 Respiração 
 Ritmo dos batimentos 
cardíacos 
 Pressão Arterial 
Mesencéfalo 
Funções: 
 Visão 
 Audição 
 Movimento dos Olhos 
 Movimento do corpo 
O Tronco 
Encefálico é 
uma área do 
encéfalo que 
fica entre o 
tálamo e a 
medula 
espinhal. Possui 
várias estruturas 
como o bulbo, o 
mesencéfalo e a 
ponte. Algumas 
destas áreas 
são 
responsáveis 
pelas funções 
básicas para a 
manutenção da 
vida como a 
respiração, o batimento cardíaco e a pressão arterial. 
Bulbo: recebe informações de vários órgãos do 
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corpo, controlando as funções autônomas (a chamada 
vida vegetativa): batimento cardíaco, respiração, 
pressão do sangue, reflexos de salivação, tosse, espirro 
e o ato de engolir. 
Ponte: Participa de algumas atividades do bulbo, 
interferindo no controle da respiração, além de ser um 
centro de transmissão de impulsos para o cerebelo. 
Serve ainda de passagem para as fibras nervosas que 
ligam o cérebro à medula. 
Tálamo 
Funções: 
 Integração Sensorial 
 Integração Motora 
 O tálamo recebe 
informações sensoriais do corpo 
e as passa para o córtex 
cerebral. O córtex cerebral envia 
informações motoras para o 
tálamo que posteriormente são 
distribuídas pelo corpo. Participa, 
juntamente com o tronco 
encefálico, do sistema reticular, 
que é encarregado de “filtrar” 
mensagens que se dirigem às 
partes conscientes do cérebro. 
Sistema Límbico 
Funções: 
 Comportamento 
Emocional 
 Memória 
 Aprendizado 
 Emoções 
 Vida vegetativa 
(digestão, 
circulação, 
excreção etc.) 
O Sistema Límbico é um grupo de estruturas que 
inclui hipotálamo, tálamo, amígdala, hipocampo, os corpos 
mamilares e o giro do cíngulo. Todas estas áreas são muito 
importantes para a emoção e reações emocionais. O 
hipocampo também é importante para a memória e o 
aprendizado. 
 
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A Medula Espinhal 
Nossa medula espinhal tem a forma de um cordão com aproximadamente 40 cm 
de comprimento (em humanos). Ocupa o canal vertebral, desde a região do atlas - primeira 
vértebra - até o nível da segunda vértebra lombar. A medula funciona como centro nervoso 
de atos involuntários e, também, como veículo condutor de impulsos nervosos. 
Da medula partem 31 pares de nervos raquidianos (em humanos, pois em 
animais o número de pares dependerá do número de vértebras de cada espécie) que se 
ramificam. Por meio dessa rede de nervos, a medula se conecta com as várias partes do 
corpo, recebendo mensagens e vários pontos e enviando-as para o cérebro e recebendo 
mensagens do cérebro e transmitindo-as para as várias partes do corpo. A medula possui 
dois sistemas de neurônios: o sistema descendente controla funções motoras dos 
músculos, regula funções como pressão e temperatura e transporta sinais originados no 
cérebro até seu destino; o sistema ascendente transporta sinais sensoriais das 
extremidades do corpo até a medula e de lá para o cérebro. 
 
Os corpos celulares dos neurônios se concentram no cerne da medula – na 
massa cinzenta. Os axônios ascendentes e descendentes, na área adjacente – a massa 
branca. As duas regiões também abrigam células da Glia. Dessa forma, na medula 
espinhal a massa cinzenta localiza-se internamente e a massa branca, externamente (o 
contrário do que se observa no encéfalo). 
 
Durante uma fratura ou deslocamento da coluna, as vértebras que normalmente 
protegem a medula podem matar ou danificar as células. Teoricamente, se o dano for 
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confinado à massa cinzenta, os distúrbios musculares e sensoriais poderão estar apenas 
nos tecidos que recebem e mandam sinais aos neurônios “residentes” no nível da 
fratura. Por exemplo, se a massa cinzenta do segmento da medula onde os nervos 
rotulados C8 for lesada, o paciente só sofrerá paralisia das mãos, sem perder a 
capacidade de andar ou o controle sobre as funções intestinais e urinárias. Nesse caso, 
os axônios levando sinais para “cima e para baixo” através da área branca adjacente 
continuariam trabalhando. Em comparação, se a área branca for lesada, o trânsito dos 
sinais será interrompido até o ponto da fratura. 
Infelizmente, a lesão original é só o começo. Os danos mecânicos promovem 
rompimento de pequenos vasos sangüíneos, impedindo a entrega de oxigênio e 
nutrientes para as células não afetadas diretamente, que acabam morrendo; as células 
lesadas extravasam componentes citoplasmáticos e tóxicos, que afetam células vizinhas, 
antes intactas; células do sistema imunológico iniciam um quadro inflamatório no local da 
lesão; células da Glia proliferam criando grumos e uma espécie de cicatriz, que impedem 
os axônios lesados de crescerem e reconectarem. 
O vírus da poliomielite causa lesões na raiz ventral dos nervos espinhais, o que 
leva à paralisia e atrofia dos músculos. 
O Sistema Nervoso Periférico 
O sistema nervoso periférico é formado por nervos encarregados de fazer as 
ligações entre o sistema nervoso central e o corpo. NERVO é a reunião de várias fibras 
nervosas, que podem ser formadas de axônios ou de dendritos. 
As fibras nervosas, formadas pelos prolongamentos dos neurônios (dendritos 
ou axônios) e seus envoltórios, organizam-se em feixes. Cada feixe forma um nervo. Cada 
fibra nervosa é envolvida por uma camada conjuntiva denominada endoneuro. Cada feixe é 
envolvido por uma bainha conjuntiva denominada perineuro. Vários feixes agrupados 
paralelamente formam um nervo. O nervo também é envolvido por uma bainha de tecido 
conjuntivo chamada epineuro. Em nosso corpo existe um número muito grande de nervos. 
Seu conjunto forma a rede nervosa. 
 
Os nervos que levam informações da periferia do corpo para o SNC são os 
nervos sensoriais (nervos aferentes ou nervos sensitivos), que são formados por 
prolongamentos de neurônios sensoriais (centrípetos). Aqueles que transmitem impulsos 
do SNC para os músculos ou glândulas são nervos motores ou eferentes, feixe de 
axônios de neurônios motores (centrífugos). 
Existem ainda os nervos mistos, formados por axônios de neurônios 
sensoriais e por neurônios motores. 
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151 
 
 
 
Quando partem do encéfalo, os nervos são chamados de cranianos; quando 
partem da medula espinhal denominam-se raquidianos. 
Do encéfalo partem doze pares de nervos cranianos. Três deles são 
exclusivamente sensoriais, cinco são motores e os quatro restantes são mistos. 
 
Nervo craniano Função 
I-OLFATÓRIO sensitiva Percepção do olfato. 
II-ÓPTICO sensitivaPercepção visual. 
III-OCULOMOTOR motora Controle da movimentação do globo ocular, da pupila e do cristalino. 
IV-TROCLEAR motora Controle da movimentação do globo ocular. 
V-TRIGÊMEO mista 
Controle dos movimentos da mastigação (ramo 
motor); 
Percepções sensoriais da face, seios da face e 
dentes (ramo sensorial). 
VI-ABDUCENTE motora Controle da movimentação do globo ocular. 
VII-FACIAL mista 
Controle dos músculos faciais – mímica facial 
(ramo motor); 
Percepção gustativa no terço anterior da língua 
(ramo sensorial). 
VIII-VESTÍBULO-
COCLEAR sensitiva 
Percepção postural originária do labirinto (ramo 
vestibular); 
Percepção auditiva (ramo coclear). 
IX-
GLOSSOFARÍNGEO mista 
Percepção gustativa no terço posterior da 
língua, percepções sensoriais da faringe, laringe 
e palato. 
X-VAGO mista 
Percepções sensoriais da orelha, faringe, 
laringe, tórax e vísceras. Inervação das vísceras 
torácicas e abdominais. 
XI-ACESSÓRIO motora Controle motor da faringe, laringe, palato, dos músculos esternoclidomastóideo e trapézio. 
XII-HIPOGLOSSO motora Controle dos músculos da faringe, da laringe e da língua. 
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152 
 
 
Imagem: AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de Biologia. São Paulo, Ed. Moderna, 
2001. vol. 2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Ana Cláudia Campos 
DZ - UFC 
Nervo óptico 
(II) 
Quiasma 
óptico 
Infundíbulo 
Ponte 
Trigêmeo 
Vista Ventral 
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Os 31 pares de nervos raquidianos (em humanos) que saem da medula 
relacionam-se com os músculos esqueléticos. Eles se formam a partir de duas raízes 
que saem lateralmente da medula: a raiz posterior ou dorsal, que é sensitiva, e a raiz 
anterior ou ventral, que é motora. Essas raízes se unem logo após saírem da medula. 
Desse modo, os nervos raquidianos são todos mistos. Os corpos dos neurônios que 
formam as fibras sensitivas dos nervos sensitivos situam-se próximo à medula, porém 
fora dela, reunindo-se em estruturas especiais chamadas gânglios espinhais. 
 
 
O conjunto de nervos cranianos e raquidianos forma o sistema nervoso 
periférico. 
Com base na sua estrutura e função, o sistema nervoso periférico pode ainda 
subdividir-se em duas partes: o sistema nervoso somático e o sistema nervoso 
autônomo ou de vida vegetativa. 
As ações voluntárias resultam da contração de músculos estriados esqueléticos, 
que estão sob o controle do sistema nervoso periférico voluntário ou somático. Já as ações 
involuntárias resultam da contração das musculaturas lisa e cardíaca, controladas pelo 
sistema nervoso periférico autônomo, também chamado involuntário ou visceral. 
O SNP Voluntário ou Somático tem por função reagir a estímulos provenientes 
do ambiente externo. Ele é constituído por fibras motoras que conduzem impulsos do 
sistema nervoso central aos músculos esqueléticos. O corpo celular de uma fibra motora do 
SNP voluntário fica localizado dentro do SNC e o axônio vai diretamente do encéfalo ou da 
medula até o órgão que inerva. 
O SNP Autônomo ou Visceral, como o próprio nome diz, funciona 
independentemente de nossa vontade e tem por função regular o ambiente interno do 
corpo, controlando a atividade dos sistemas digestório, cardiovascular, excretor e 
endócrino. Ele contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso central 
aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração. Um nervo motor do SNP 
autônomo difere de um nervo motor do SNP voluntário pelo fato de conter dois tipos de 
neurônios, um neurônio pré-ganglionar e outro pós-ganglionar. O corpo celular do 
neurônio pré-ganglionar fica localizado dentro do SNC e seu axônio vai até um gânglio, 
onde o impulso nervoso é transmitido sinapticamente ao neurônio pós-ganglionar. O corpo 
celular do neurônio pós-ganglionar fica no interior do gânglio nervoso e seu axônio conduz 
o estímulo nervoso até o órgão efetuador, que pode ser um músculo liso ou cardíaco. 
Fonte: internet 
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Imagem: LOPES, SÔNIA. Bio 2.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002. 
 
O sistema nervoso autônomo divide-se em sistema nervoso simpático e 
sistema nervoso parassimpático. De modo geral, esses dois sistemas têm funções 
contrárias (antagônicas). Um corrige os excessos do outro. Por exemplo, se o sistema 
simpático acelera demasiadamente as batidas do coração, o sistema parassimpático entra 
em ação, diminuindo o ritmo cardíaco. Se o sistema simpático acelera o trabalho do 
estômago e dos intestinos, o parassimpático entra em ação para diminuir as contrações 
desses órgãos. 
O SNP autônomo simpático, de modo geral, estimula ações que mobilizam 
energia, permitindo ao organismo responder a situações de estresse. Por exemplo, o 
sistema simpático é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, pelo aumento 
da pressão arterial, da concentração de açúcar no sangue e pela ativação do metabolismo 
geral do corpo. 
Já o SNP autônomo parassimpático estimula principalmente atividades 
relaxantes, como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre outras. 
Uma das principais diferenças entre os nervos simpáticos e parassimpáticos é 
que as fibras pós-ganglionares dos dois sistemas normalmente secretam diferentes 
hormônios. O hormônio secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso 
parassimpático é a acetilcolina, razão pela qual esses neurônios são chamados 
colinérgicos. 
Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam 
principalmente noradrenalina, razão por que a maioria deles é chamada neurônios 
adrenérgicos. As fibras adrenérgicas ligam o sistema nervoso central à glândula supra-
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renal, promovendo aumento da secreção de adrenalina, hormônio que produz a resposta 
de "luta ou fuga" em situações de stress. 
A acetilcolina e a noradrenalina têm a capacidade de excitar alguns órgãos e 
inibir outros, de maneira antagônica. 
 
Órgão Efeito da estimulação simpática 
Efeito da estimulação 
parassimpática 
Olho: pupila 
Músculo ciliar 
Dilatada 
nenhum 
Contraída 
Excitado 
Glândulas 
gastrointestinais vasoconstrição Estimulação de secreção 
Glândulas sudoríparas sudação Nenhum 
Coração: músculo 
(miocárdio) 
Coronárias 
Atividade aumentada 
Vasodilatação 
Diminuição da atividade 
Constrição 
Vasos sanguíneos 
sistêmicos: 
Abdominal 
Músculo 
Pele 
Constrição 
Dilatação 
Constrição ou dilatação 
Nenhum 
Nenhum 
Nenhum 
Pulmões: brônquios 
Vasos sangüíneos 
Dilatação 
Constrição moderada 
Constrição 
Nenhum 
Tubo digestivo: luz 
Esfíncteres 
Diminuição do tônus e da 
peristalse 
Aumento do tônus 
Aumento do tônus e do 
peristaltismo 
Diminuição do tônus 
Fígado Liberação de glicose Nenhum 
Rim Diminuição da produção de 
urina Nenhum 
Bexiga: corpo 
Esfíncter 
Inibição 
Excitação 
Excitação 
Inibição 
Ato sexual masculino Ejaculação Ereção 
Glicose sangüínea Aumento Nenhum 
Metabolismo basal Aumento em até 50% Nenhum 
Atividade mental Aumento Nenhum 
Secreção da medula 
supra-renal (adrenalina) Aumento Nenhum 
 
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156 
 
Em geral, quando os centros simpáticoscerebrais se tornam excitados, 
estimulam, simultaneamente, quase todos os nervos simpáticos, preparando o corpo 
para a atividade. 
 
Além do mecanismo da descarga em massa do sistema simpático, algumas 
condições fisiológicas podem estimular partes localizadas desse sistema. Duas das 
condições são as seguintes: 
 Reflexos calóricos: o calor aplicado à pele determina um reflexo 
que passa através da medula espinhal e volta a ela, dilatando os vasos sangüíneos 
cutâneos. Também o aquecimento do sangue que passa através do centro de 
controle térmico do hipotálamo aumenta o grau de vasodilatação superficial, sem 
alterar os vasos profundos. 
 Exercícios: durante o exercício físico, o metabolismo aumentado nos 
músculos tem um efeito local de dilatação dos vasos sangüíneos musculares; 
porém, ao mesmo tempo, o sistema simpático tem efeito vasoconstritor para a 
maioria das outras regiões do corpo. A vasodilatação muscular permite que o 
sangue flua facilmente através dos músculos, enquanto a vasoconstrição diminui o 
fluxo sangüíneo em todas as regiões do corpo, exceto no coração e no cérebro. 
Nas junções neuro-musculares, tanto nos gânglios do SNPA simpático como nos 
do parassimpático, ocorrem sinapses químicas entre os neurônios pré-ganglionares e pós-
ganglionares. Nos dois casos, a substância neurotransmissora é a acetilcolina. Esse 
mediador químico atua nas dobras da membrana, aumentando a sua permeabilidade aos 
íons sódio, que passa para o interior da fibra, despolarizando essa área da membrana do 
músculo. Essa despolarização local promove um potencial de ação que é conduzido em 
ambas as direções ao longo da fibra, determinando uma contração muscular. Quase 
imediatamente após ter a acetilcolina estimulado a fibra muscular, ela é destruída, o que 
permite a despolarização da membrana. 
 
Referência: http://www.afh.bio.br/nervoso/ 
 
 
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	GLÂNDULAS SALIVARES

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