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Anatomia dos Olhos: Córnea, íris, pupila, cristalino e câmara anterior

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resumos
oftalmologia
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r
(c) Barbara Kummer
código: barbara00002
Córnea, íris, pupila,
cristalino e câmara
anterior.
• Os olhos são os órgãos dos sentidos que conferem a visão; 
• Denomina-se globo ocular, bulbo do olho ou órgão da visão; 
• Localizados em uma cavidade óssea (órbita). 
Órbita 
 Cavidade do esqueleto do rosto onde estão inseridos os globos 
oculares, seus nervos, músculos e aparelho lacrimal. 
 Principais funções das paredes das órbitas: 
Þ Fornecer os pontos de fixação dos seis músculos extrínsecos dos 
olhos: m. reto superior, m. reto inferior, m. reto medial, m. reto lateral, 
m. oblíquo superior e m. oblíquo inferior; 
 
Þ Determinar o espaço entre os dois olhos, o que é fundamental 
para garantir a visão binocular (visão que utiliza dois olhos em 
conjunto) e movimentos oculares conjugados de maneira 
adequada; 
Þ Proteger os olhos de possíveis lesões; 
 Estruturas das órbitas: teto, soalho e paredes medial e lateral. 
 O bulbo do olho ocupa um terço ou menos do volume da órbita; o 
resto do espaço é preenchido por nervos e vasos, estes suportados 
pelo tecido conjuntivo e a gordura da órbita. 
Bulbo do olho 
 O bulbo do olho/globo ocular mede cerca de 24mm. 
 É dividido em polo anterior e polo posterior; 
 Demarca o início do processo visual (a luz ultrapassa seus meios 
transparentes e atinge a retina) 
 
Polo Anterior Ocular: 
 Também chamado de segmento anterior 
 É o centro da curvatura da córnea, ficando de 3 a 4 mm atrás 
desta; 
 Composto pela córnea, pela íris, pela pupila, o cristalino e a câmara 
anterior. 
 Córnea: 
Þ Extensão transparente da esclera 
Þ Junção cornoescleral (limbo): transição entre a córnea 
transparente e a esclera opaca 
Þ Constitui o sexto anterior do olho 
Þ Possui em média 42 dioptrias de poder refrativo e representa 
2/3 do poder óptico total do olho. Dioptria: unidade de medida 
do poder refrativo (atravessamento da luz entre dois meios 
ópticos e transparentes) de uma lente ou sistema óptico. 
§ Elementos da córnea: 
§ Zona Apical: 
§ Dividida entre centro geométrico da zona apical, 
centro geométrico da córnea e centro visual da 
córnea. 
§ Local onde a curvatura da córnea é constante e 
regular. 
§ O centro geométrico da zona apical é composto pelo 
encontro do maior e do menor diâmetro da zona 
apical. 
§ O centro visual da córnea, também situado na Zona 
Apical, é a interseção do eixo visual com a superfície 
anterior. 
§ Zona Transicional: 
§ Porção da córnea entre a zona apical e a zona limbar. 
§ Zona Limbar: 
§ Zona mais periférica da córnea, logo antes da união 
com a esclera. 
 
 Íris e pupila: 
Þ Estrutura que faz a divisão do cristalino e da córnea em 
anterior e posterior. 
Þ Parte mais anterior da túnica vascular 
Þ Desempenha importante papel óptico, considerando que regula 
a quantidade de luz que irá passar pela retina através da pupila, 
seu orifício central. 
Þ A pupila vai do colarete ao rebordo pupilar. Nela, só é presente 
a porção anterior do estroma iridiano. 
Þ A borda ou orla pupilar tem forma de dentes/gomos mais 
pigmentados que o restante da íris, reveste a borda central do 
folheto posterior do estroma. 
Þ Não existem íris rigorosamente iguais entre os indivíduos. 
Þ A raiz da íris pertence ao corpo ciliar 
Þ Sua última ondulação tem inserção no corpo ciliar, onde 
encontra-se a Orla de Fuchs (linha das cristas irianas, na zona 
ondulada. 
Þ As criptas da íris são denominadas Fendas de Fuchs. São 
buracos na camada de Henle. 
Þ A superfície da íris é totalmente revestida pela camada de 
Henle, desde a borda pupilar até a raíz. 
Þ Pseucocriptas são áreas que parecem os buracos das criptas 
verdadeiras, porém faltam em camada de henle. 
Þ Corpo ciliar possui duas zonas: ondulada (parte mais periférica, 
é a parte que possui os sulcos de contração e as elevações de 
permeio) e plana (parte mais central do corpo ciliar, indo do 
sulco mais central de contração até o colarete, um pequeno 
círculo arterial da íris). 
Þ A cor da íris é determinada pela qualidade e pela quantidade do 
pigmento iridiano. 
Þ Azul indica estroma sem pigmento, castanho, verde e marrom-
escuro indicam maior pigmentação 
 
Imagem: https://assets.unitpac.com.br/arquivos/ligas-academicas/anatoefisio.pdf 
 
 Cristalino: 
Þ Também chamado de lente; 
Þ Forma varia de acordo com a idade 
Þ Perfeitamente transparente, biconvexo e eslástico. 
Þ Localiza-se atrás da pupila 
Þ Superfície coberta com uma cápsula homogênea 
Þ Abaixo da cápsula anterior, existe o epitélio do cristalino, que é 
formado por células cuboidais. 
Þ Não é vascularizado ou invervado 
Þ Fabrica proteínas singulares desde o estado embrionário. 
Þ Adquire uma coloração amarelo-âmbar na maior idade, como 
consequência da constante absorção de raios UV ao longo da 
vida, sobrecarregando os núcleos do cristalino de pigmentos 
cromóforos (pigmentos naturais e externos). 
Þ Sua função é a função de acomodação, função esta pouco 
compreendida. 
 Câmara Anterior: 
Þ Preenchida pelo humor aquoso 
Þ Limite anterior formado pela córnea e pelo limbo e, 
posteriormente, pela íris e pelo cristalino. 
Þ Seio/golfo: periferia da câmara anterior, formado pelo limbo, 
pela base do corpo ciliar, pelas trabéculas uveoesclerais e pela 
raiz da íris. 
Þ Na vida intrauterina e primeiros anos de vida, é mais rasa, 
tornando-se um pouco mais profunda nas primeiras e segunda 
décadas, voltando a ficar mais rasa a partir da terceira, 
progressivamente, até a velhice. 
Þ É por onde circula o humor aquoso por meio das correntes de 
convexão, estas movimentando-se de acordo com a temperatura 
(que varia em torno de 4ºC, de acordo com a estrututa): Na íris, 
o HA sobe pois a temperatura lá é mais alta, já na córnea, o HÁ 
desce, pois a temperatura é mais baixa. Essas correntes são 
invisíveis em condições oculares normais porém podem se 
tornar vistas em processos inflamatórios ou hiperpigmentação 
oriundas de dilatação pupilar medicamentosa. 
Referências 
DANTAS, Aldamir Morterá. Anatomia do Aparelho Visual. Conselho Brasileiro de 
Oftalmologia, 3ª ED. 
 SILVA, Jaintol Vieira; FERREIRA, Bruno Fortaleza de Aquino; PINTO, Hugo Siquera 
Robert; Princípios da oftalmologia anátomo-histologia funcional do olho; Disciplina de 
oftalmologia; Faculdade de medicina da universidade federal do ceará. 
http://www.ligadeoftalmo.ufc.br/arquivos/ed_-_principios_-_anatomo-
histologia_funcional_do_olho.pdf 
 
SILVA, Jaintol Vieira; FERREIRA, Bruno Fortaleza de Aquino; PINTO, Hugo Siquera 
Robert; DISTÚRBIOS REFRATIVOS E PRESBIOPIA 
http://www.ligadeoftalmo.ufc.br/arquivos/ed_-_disturbios_refrativos_e_presbiopia.pdf 
 
https://www.slideshare.net/Anielly_MLM/anatomia-da-iris-e-corpo-ciliar