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1 MISCO I | 1º semestre | 13/04/2020 Resumo- Política Nacional de Humanização (PNH) Aluna: Débora de Sousa Rodrigues MISCO- Turma B A Política Nacional de Humanização (PNH) foi lançada em 2003 com o intuito de pôr em prática, cotidianamente, os princípios do SUS nos serviços de saúde, de modo que haja mudanças significativas nos modos de gestão e cuidado. Essas mudanças seriam efetivadas pelo estímulo de comunicação feito entre os gestores, trabalhadores e usuários para a construção de processos coletivos de enfrentamento de poder, trabalho e afeto, procurando buscar a autonomia e responsabilidade dos profissionais da saúde em seu trabalho é dos usuários no cuidado de si. A PNH conta com equipes regionais de apoiadores que se articulam às secretarias estaduais e municipais de saúde, que se constroem, de forma compartilhada, planos de ação para promover e disseminar inovações nos modos de fazer saúde. Divide-se em método, princípios e diretrizes. O método adotado consiste na inclusão de trabalhadores, usuários e gestores na produção e gestão do cuidado e dos processos de trabalho, que, tendo a comunicação entre eles, provoca-se movimentos de perturbação e inquietação, considerados como o ponto de partida de mudanças e que também precisam ser incluídos como recursos para a promoção de saúde, sendo que essa inclusão ocorre por meio de rodas de conversa. Os princípios são a transversalidade, capaz de reconhecer as diferenças especialidades e práticas daquele que é assistido para, juntos, esses saberes produzirem saúde de forma mais corresponsável, indissociabilidade entre atenção e gestão, pois sabe-se que as decisões da equipe gestora interferem diretamente na atenção à saúde e, por último, protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos, que expõe a análise de que qualquer mudança na gestão atenção é mais concreta se construída com a ampliação da autonomia e vontade das pessoas envolvidas, que compartilham responsabilidade. As diretrizes envolvem seis conceitos, sendo eles o acolhimento, com o objetivo de construir relações e confiança, compromisso e vínculo entre as equipes, trabalhador e usuários com sua rede socioafetiva, partindo de uma escuta qualificada, a gestão participativa e congestão, sendo a inclusão e novos sujeitos nos processos de análise e decisão, a ambiência, que consiste na criação de espaços saudáveis, acolhedores e confortáveis, adequando-os de acordo com as necessidades de usuários e trabalhadores, em busca de melhoria dos serviços de saúde, a clínica ampliada e compartilhada, a qual considera a singularidade do sujeito e a complexidade do processo saúde/doença, a valorização do trabalhador, visando a sua inclusão nas tomadas de decisões e a defesa dos direitos dos usuários, de modo que promova a garantia de que os direitos dos usuários previstos por lei sejam cumpridos. 2 MISCO I | 1º semestre | 13/04/2020 Há vantagens de uma humanização efetiva no âmbito da saúde, podendo consistir em redução de filas e do tempo de espera, com ampliação do acesso, atendimento acolhedor e resolutivo, valorização do trabalho na saúde e gestão participativa nos serviços. Entretanto há, também, dificuldades que circundam esse processo, como financiamento de saúde, insuficiência de equipe, estrutura administrativa inadequada e rotatividade e dificuldade de contratação de médicos. Estes atuam na PNH de modo a participar da equipe multidisciplinar, a ministrar cursos, seminários, oficinas e palestras sobre o tema e no grupo de trabalho de Humanização. Tem-se, por fim, que o ato de humanizar os serviços da saúde é efetivo e progressista, visando uma proporção significativa dos resultados advindos do respeito, valorização e dos aspectos sociais, éticos, educacionais e psíquicos.