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Resenha crítica do livro Sociologia e Trabalho: mutações, encontros e desencontros de Bila Sorj

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Bila Sorj Sociologia e trabalho: mutações, encontros e desencontros. Rio de Janeiro: revista brasileira de ciências sociais. 2000, v.15, n.43.
RESENHA CRÍTICA
Uma análise crítica é o que se apresenta a seguir, cujo texto-fonte foi o estudo ‘’Sociologia e trabalho: mutações, encontros e desencontros’’, de autoria Bila Sorj, Mestra em Sociologia na University of Haifa e Doutora em Sociologia pela Manchester University.
O estudo está formatado em três índices onde constitui-se seu objetivo visando identificar os limites dos modelos interpretativos dominantes sobre a sociologia do trabalho: análise de estudo do gênero a respeito da construção do conceito de trabalho, novas configurações e desregularizações contratuais que corrobora as atuais fronteiras da sociedade contemporânea.
Permitindo, assim, uma visão motivada pelos desafios do presente, um modelo de conceito ortodoxo desestabilizado por duas ordens de fenômenos: as contribuições dos estudos de gênero e limites do que se considera trabalho. O trabalhador masculino da indústria se torna cada vez menos arquétipo da sociedade atual. Como enfatiza o autor no índice II, se a linguagem pode servir como barômetro das mudanças culturais nas relações de gênero das últimas décadas, expressões como ‘’guerra dos sexos, guerra na família, exploração masculina, contradição entre os sexos’’ passaram a caracterizar frequentemente o que ocorria no núcleo familiar, enfatizando um problema político: a condição fermina subalterna.
Assim, como afirma ainda o índice II, indivíduos ou coletividade de trabalhadores não estão condicionados apenas por fatores de ordem econômica, tecnológica ou política, fatores estes frequentemente privilegiados nas explicações sociológicas. Isto é, a esfera familiar não pode mais ser vista como um modelo ou um sistema de posições fixas, livres dos constrangimentos externos gerados pelo mercado de trabalho. As mudanças no regime de emprego e na sociedade contemporânea se trata de um fato social presente. 
A obra fornece no índice III segundo James Meadows (1996, New York Times) onde as pessoas devem ver a si mesmas como trabalhadores autônomos, como vendedores que vendem suas habilidades. Ou melhor, os novos postos criados tendem a ser flexíveis no tempo, no espaço e na duração, dando origem a uma pluralidade de contratos de trabalho: em tempo parcial, temporário ou por conta própria. Um condicionante, mediante a problemática, está na qualidade da interação estabelecida, produzindo significados que operam como importantes sinalizadores do valor do produto para os consumidores. Dito de outra forma, o próprio trabalhador é parte do produto que está sendo oferecido ao cliente. O resultado deste fenômeno social está na forte estratificação dos níveis de emprego.
Por outro lado, ratificado no índice III, o aumento da flexibilidade e a precariedade do emprego, em lugar de diminuírem o peso do trabalho na vida das pessoas, difundiram a sua presença em inúmeras esferas da vida que, anteriormente, eram vistas como separadas do trabalho.
Diante deste quadro, a Sociologia do Trabalho deve enfrentar uma nova agenda de questões: como situar as alterações no universo do trabalho e as mudanças sociais na família, cultura e política. É sugerido a leitura da obra para estudantes da Sociologia do Trabalho em curso de graduação ou interessados em compreender e aplicar o pensamento crítico ao comportamento do trabalhador e suas assistências em identificar ‘’que se trabalha ou quando se trabalha’’.
A obra fornece aspectos de grande entendimento e características sobre o movimento estudado. Uma fundamentação teórica sólida e de fácil compreensão. Portanto, com o auxílio deste estudo podemos ter um entendimento amplo sobre os processos do trabalho e de uma sociedade ávida na qual exorcizou a luta pela sobrevivência material.

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