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JULIA PICININ CAPTOMETRIA E ETILÔMETRO ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- CAPTOMETRIA Forma de medir o CO2 exalado O CO2 é produzido durante o metabolismo celular e é transportado pelo sistema nervoso até o átrio e ventrículo direito, a partir disso, chega aos pulmões e se difunde dos capilares até os alvéolos. Dos alvéolos esse gás é eliminado com a mistura exalada. A eliminação do CO2 irá depender da eficácia da ventilação. CO2 exalado: O CO2 expirado (colocado para fora) é chamado de ETCO2 que permite ser feita uma monitorização contínua e não invasiva dessa quantidade de gás alveolar. A medição é realizada através de aparelhos que conseguem captar no gás exalado o nível circulante de CO2.. Ou seja, a capnometria é a medida numérica de pressão parcial de CO2 na mistura gasosa expirada. Capnometria: medida numérica Capnografia: medida em gráfico Método de absorção de luz infravermelha: o CO2 tem um comprimento de onda de 4,3um, e a partir desse comprimento de onda os capinografos conseguem emitir a quantidade de CO2 presente na mistura de gás exalado. Ou seja, quanto ↑ absorção de luz, ↑ concentração de CO2 na mistura analisada. - Essa monitorização é feita a cada novo ciclo respiratório (inspiração - pausa respiratória - expiração - pausa respiratória); - O resultado será liberado em gráfica ou em quantidade numérica. O resultado reflete na quantidade de CO2 arterial Sangue venoso circulando pela artéria → a quantidade de CO2 que está circulando é chamado de PVCO2 (+/- 46 mmHg). Na artéria → A quantidade de CO2 que fica na artéria é chamado de PaCO2 (+/-40mmHg) No alvéolo → A quantidade de CO2 é chamada de PACO2 (+/-40mmHg) TOTAL → Quantidade total que é expirada é chamada de PetCO2 (+/- 38mmHg) No final a PetCO2 é semelhante a PaCO2 e a quantidade de CO2 expirada reflete diretamente na quantidade de CO2, presente no sangue arterial. VENTILAÇÃO ALVEOLAR É o volume e ar que entra e sai dos alvéolos (troca gasosa); Quando ocorre de forma normal, não há desregulação nos níveis de PO2 e PCO2; Problemas na ventilação alveolar: (ventilação é sempre relacionado ao O2) - Hiperventilação: ↑ taxa de ventilação (↑ PO2 ↓ PCO2) - Hipoventilação: ↓ taxa de ventilação (↓ PO2 ↑ PCO2) Quando relacionado a CO2 - Hieprcapnia: PetCO2 ↑ - Hipocapnia: PetCO2 ↓ Capnografia: são capazes de fazer medida através de um comprimento de onda e converter em um valor numérico; Classificados em: - Aspirativos (sidestream): não é colocado diretamente no tubo → há um adaptador entre o sensor e tubo 1 JULIA PICININ - Não aspirativos (sensor colocado no circuito ou mainstream): colocado diretamente no tubo → + confiável, por não ter a separação entre o sensor e o tubo. A diferença dos capnografia é a forma como são inseridos no tubo e a percepção que cada um faz. resumo: CAPNOMETRIA - devido a grande capacidade de difusão de CO2 → PaCO2 = PAO2 - PetCO2 é a pressão parcial de CO2 ao final da expiração; - a ventilação espontânea e normal é de 38 mmHg - Hipercapnia: PCO2 alto - Hipocapnia: PCO2 baixo. O ar exalado passa por uma câmera que recebe radiação infravermelha. A luz é absorvida em diferentes intensidades (de acordo com cada gás - CO2, N2O, anestésicos inalatórios) e a partir dessa luz é dado o valor da pressão parcial do CO2. Confirmação de intubação traqueal: A capnometria é utilizada para confirmação de ta intubação traqueal correta; A presença de CO2 no gás expirado é o método padrão ouro para confirmação de intubação correta e monitorização do paciente. Anestesia geral: é necessário ficar monitorando a capnometria, para ver se o paciente está respirando. LEITURA DA CAPNOGRAFIA: - Olhar a altura e largura da onda - altura: mostra a quantidade numérica de CO2 e mmHg; - largura: tempo de expiração; - a capnometria tem 4 fases (II e III são as mais importantes na interpretação) A fase de A-B é a linha de base, que representa a inspiração, que normalmente não há CO2. (fase 0) (A altura do gráfico quer dizer a quantidade de CO2 que está sendo expirada) Fase I: início da expiração ou início da curva → a taxa de CO2 não se eleva por conta do espaço morto. Espaço morto: quantidade de ar parada, que não chega na parte respiratória porque fica na via condutora do sistema respiratório (traqueia, brônquios principais,etc) e não chega até os bronquíolos e sacos alveolares. Em torno de 150 ml ficam no espaço morto e não sofrem troca gasosa. Fase II B-C (fase ascendente): expiração e ascensão de CO2 começa aumentar gradativamente o CO2 expirado. fase rapida. Fase III C-D: chamada de platô alveolar com inclinação ascendente discreta. fase mais importante - O topo de fase III representa o volume final (final) do valor de CO2. - representa o funcionamento dos pulmões 2 JULIA PICININ - o volume tidal é o máximo que a curva pode chegar, que representa a PetCO2 (=~38 mmHg) Fase IV D-E: Descanso expiratório→ substituição de gás alveolar por gás fresco. fase rápida e que após ela começa um novo ciclo respiratório. ● Onda normal tem formato quadrado (caixa) ● Volume normal de CO2: 35-45 mmHg (↓: hipocapnia e ↑: hipercapnia) ● Frequência respiratória: 12-20 vpm. Condições que podem trazer alteração: - Pressão arterial ↓ (a capacidade do organismo levar CO2 para os pulmões ↓) - Volume tidal de CO2 ↑ que 45 mmHg ● O ↑ da PetCO2 pode alertar: Hipoventilação alveolar (Alcalose metabólica) Hipertermia maligna - Volume tidal de CO2 ↓ que 35 mmHg Abrupta: causada por parada cardiorrespiratória ou embolia pulmonar macica; 3 JULIA PICININ - Barbatana de tubarão - Reinalação de CO2: ETILÔMETRO O álcool é o mais devastador em questão de consequências sociais e na saúde; Provoca mudança de comportamento e cria dependência física e psíquica → alcoolismo. - Pequenas doses: causa desinibição, euforia, perda de capacidade crítica) - Altas doses: causa sensação de anestesia, sonolência e sedação; - Uso excessivo: náuseas, vômito, tremores, sudorese, cefaleia, tontura, etc; - Uso prolongado: cirrose e atrofia cerebral. O álcool é depressor do SNC. BIOTRANSFORMAÇÃO: - A absorção após a ingestão é rápida (já é absorvido na mucosa bucal e esofágica); - A passagem do álcool para a corrente sanguínea após a ingestão é iniciada em média 5 minutos após a ingestão; - Tem pico de concentração em 30 a 90 minutos; - O álcool é absorvido no estômago e intestino delgado A nível neurológico: 4 JULIA PICININ ● Pequenas doses: a desinibição, euforia perda de capacidade crítica - A desinibição é causada pela dopamina - sistema de recompensa - A perda de capacidade crítica se dá pelo fato de o álcool ser uma substância depressora do SNC e afeta diversos neurotransmissores do cérebro, principalmente o ácido gama-aminobutírico (GABA). - GABA é o principal neurotransmissor inibitório do SNC e é estimulado pelo álcool (GABA-alfa) causando o relaxamento e sedação do organismo. - Diversas partes do cérebro serão afetadas pelo efeito sedativo do álcool, tais como as responsáveis pelo movimento, memória, julgamento e respiração. Uso crônico: - Há uma redução no número de receptores GABA por um processo de “down regulation” e os sintomas de abstinência estão relacionados a essa perda dos efeitos inibitórios que seriam feitos pelo GABA. - Efeito de tolerância ao álcool (necessidade de doses maiores) ● Glutamato - neurotransmissore excitatorio mais importante do cerebro. Com papel critico na memoria e cognicao. - O alcool altera a acao sinaptica do glutamato do erebro (reduz neurotransmissao excitatoria) Uso cronico: - causa efeitos inibitorios (aumento de receptores no hipocampo e tem papel importante na perca de memoria e crises convulsivas). - Na abstinencia alcolica, os receptores de glutamato (que eram acostumados com a presenca de alcool) ficam hiperativos, desencadeando crises convulsivas e acdentes vasculares cerebrais. - Sindrome de abstinencia: inicia apos interrupcaoou diminuicao de consumo; - Sao comuns: tremores de extremidade de labios, nauseas, vomitos, sudorese, ansiedade e irritabilidade. Em casos mais graves: convulsoes, desorientacao temporal e espacial, alcinacoes auditivas, visuais e tateis, etc. ● Valores de alcool no sangue (grama/litro): - 0,1 - 0,5: sobriedade; - 0,5 - 1,2 (euforia): perda de eficiencia cognitiva e ↓ atencao, julgamento e controle; - 1,2 - 2,5 (excitacao): instabilidade deemocoes, incoordenacao, menor inibicao, percda do julgamento critico; - 2,5 - 3,0: (confusao): vertigem, desequilibrio, dificuldade de fala e disturbio de sensacoes; - 3,0 - 4,0 (estupor): apatia e inercia geral, vomitos, incontinecia urinaria e fezes; - 4,0 - 5,0 (coma): inconsciencia, anestesia e morte; - acima de 5 (morte): parada respiratoria. Legislacao brasileira: pessoas com concetracao alcoolica ↑ de 0,5 g/L esta incapacitada de dirigir com seguranca. Lei seca: - responsavel pelas penalidades mais rigidas do Codigo de Transito Brasileiro; - multa para quem dirige embriagado: R$:2.934,70 e gravissima; - condutor pode perder o direito de dirigir e pode sser preso; - Reincidencia em menos de 12 meses, o valor da multa é dobrado. TESTES 5 JULIA PICININ O alcool presente no individuo consegue ser avaliado de algumas formas: sangue e ar exalado (saliva pode ser utilizada). Bafometro: deteccao de alcool pelo ar exalado. - Principio de funcionamento: reacoes de oxirreducao; - Se o aparelho registrar quantidade superior a 0,3 mg/L o condutor é acusado de crime de transito (artigo 306). - qualuqer quantidade de alcool registrada no bafometro pode acarretar em penaidades da infracao fo artigo 165 do CTB; Detector eletroquimico: tambem ocorre reacao de oxirreducao 6 JULIA PICININ 7