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TCC - WILSON - EDITAR

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é fácil compreender o mundo está totalmente globalizado e interligado à Internet. A cada ano que se passa estão sendo divulgados números inacreditáveis de novos adeptos à rede virtual, bem como uma gama bastante diferenciadas de novos serviços on-line, os quais se encontram voltados para receber e atender às necessidades e desejos da sociedade. Cada vez mais os usuários desfrutam de conforto para ter o que almejam, na hora certa, onde quer que estejam (SOUSA, 2016).
Assim, justifica-se este tema pelo fato do impacto do uso de criptomoedas e como as mesmas podem sanar problemas relacionado aos dados dos usuários Brasileiros. Tornando as transações financeiras digitais anônimas, globalizadas, descentralizadas e seguras. Principalmente no mercado Brasileiro onde as criptomoedas ainda não têm grande atuação.
Portanto, escolheu-se falar da Bitcoin por ser a primeira moeda totalmente virtual a ser criada. Por causa, ao fato do pioneirismo em questões de criptografia descentralizada com fins de pagamentos e movimentações, pela sua segurança e consistência, a Bitcoin atraiu atenção de diversos investidores em potencial. Entretanto ainda não é vista pelo seu potencial como solução para transações comerciais mais seguras (VICENTE, 2017)⁠. 
Em face da crescente aflição dos usuários por terem seus dados financeiros vazados, é necessário compreender o motivo pelo qual o Bitcoin, mesmo sendo uma excelente solução para evitar exposição de dados financeiros, não é utilizado por muitos Brasileiros. Fica o questionamento, a indispensabilidade de entender quais os motivos que impedem a criptomoeda de ser mais amplamente utilizada no Brasil. 
Dessa forma, este estudo possui relevância por ser capaz de oferecer maior conhecimento e informações sobre o assunto. Diante de todas as questões que foram desenvolvidas até o momento, o estudo busca compreender como os Brasileiros se relacionam com a criptomoeda em questão e se estão preparados para enxergá-la como uma solução de privacidade e segurança financeira. Compreendendo na prática através de pesquisa exploratória quantitativa qual a relação dos jovens e adultos com o Bitcoin e propor o mesmo como uma solução a privacidade financeira. Colocando-se assim como uma pesquisa de grande utilidade tanto para o pesquisador, quanto para o grupo de estudo, e a todos que se interessarem pelo tema em questão.
3 OBJETIVOS
3.1 GERAL
Realizar um estudo e recolher informações sobre o nível de conhecimento de jovens adultos em relação a criptomoeda Bitcoin. Em uma população especificada entre acadêmicos da Universidade Estadual de Goiás - Polo Ceres e jovens adultos profissionais.
3.2 ESPECÍFICOS
· Identificar os fatores que afetam o uso do Bitcoin em comparação com os padrões monetários, compreendendo o uso de criptomoeda localmente;
· Mensurar a porcentagem de alunos conhecedores da existência do Bitcoin a diferença existentes entre usuários e não usuários, suas visões sobre a moeda e as percepções desses alunos a respeito da criptomoeda.
· Identificar os motivos pelos quais a população específica não elege o Bitcoin como solução na proteção de dados financeiros.
· Propor um processo de fomentação do uso do Bitcoin visando mitigar os motivos levantados.
4 REFERENCIAL TEÓRICO
Este referencial teórico apresenta tópicos de interesse sobre o assunto abordado. Será apresentado em linhas gerais, a parte teórica e os autores estudados que serviram de embasamento para ser seguido o problema de pesquisa e que permitiriam que os objetivos possam ser alcançados. 
As estratégias empregadas para localizar os autores tiveram como eixo norteador a pergunta problema e os critérios de inclusão e exclusão adotados para esse referencial teórico. 
Por conseguinte, as teorias escolhidas para fundamentar o estudo respondem ao problema de pesquisa e do mesmo modo contribuem para que os objetivos sejam alcançados. Visando compreender o que se propõe nesse estudo é indispensável entender o conceito de criptomoeda, Bitcoin, blockchain, dados financeiros e sensíveis, vazamento de dados, transações financeiras digitais, privacidade digital e proteção de dados sensíveis.
4.1 BITCOIN COMO CRIPTOMOEDA E BLOCKCHAIN
Assim, neste estudo será discorrido sobre “Bitcoins”. O Bitcoin é uma criptomoeda, sendo a primeira moeda digital descentralizada do mundo, inventada por Satoshi Nakamoto. Ele publicou o White Paper no fórum em 2008 e em janeiro de 2009, ela o código aberto foi tornado o público. É fabricado por milhares de computadores apoiados por pessoas que emprestam a aptidão de suas máquinas para gerar bitcoins e manter o controle das transações (NAKAMOTO, 2008).
Logo, para proteger e transferir com segurança as transações na rede Bitcoin, utiliza-se a criptografia assimétrica, que trabalha com o esquema de chave pública e privada de Whitfield Diffie e Martin Hellman, o que garante a legitimidade, privacidade e integridade e da rede (NAKAMOTO, 2018). Segundo Nunes (2016), a moeda tem três funções principais: servir como meio de troca, unidade de conta e reserva de valor. Nakamoto (2008, p.1), menciona que a ideia da rede Bitcoin consiste em ser “um sistema de pagamento eletrônico fundamentado na criptografia PoW possibilitando que as duas partes possam fazer transações diretas sem precisar da terceira parte confiável”.
Por causa do desempenho do algoritmo da rede Bitcoin, quanto mais são minerados, mais complicado é a mineração, que na verdade é limitada a grandes empresas mineradoras. Hoje em dia, a maneira mais simples de comprar e vender bitcoins é com corretores de bitcoins (ARGON, 2018).
Conforme Foxbit (2018) líder brasileira no segmento de criptomoeda, as corretoras de bitcoins são plataformas que permitem comprar e vender bitcoins, que tem a capacidade de ser trocados por outras moedas virtuais, como Ethereum, Ripple, Litecoin, Aragon e etc. Essas plataformas não vendem bitcoins diretamente, somente promovem a comunicação entre as pessoas que desejam comprar ou vender.
Portanto, para poder fazer compras e vender, é preciso que o usuário cadastre-se na plataforma, sendo indispensável enviar documentos que possam comprovar a identidade do usuário em ambiente virtual. Esse processo foi seguido para impedir que as pessoas usem a plataforma para concretizar atividades como lavagem de dinheiro. Esse é um procedimento seguido por corretoras de todo o mundo. Após o usuário estiver registrado, pode realizar o movimento de seus bitcoins para uma carteira online pessoal dentro da plataforma (ARGON, 2018).
No Bitcoin, todas as transações efetivadas possuem registros em um livro de caixa comumente distribuído chamado Blockchain, consistindo em ser um grande banco de dados público, com o histórico das transações já concretizadas. A Blockchain é uma plataforma de banco de dados distribuída, isto é uma forma usada para armazenar dados digitais sem alterá-los para distribuição segura entre redes e usuários. A tecnologia Blockchain tem a descentralização como suas principais características (ULRICH, 2014).
O tempo necessário para que a transação da moeda seja executada, varia muito, ocorrendo atualmente é em média 30 minutos. O modelo descentralizado do certificado digital proporciona transparência em todas as transações, uma vez que são armazenadas e publicadas no blockchain, onde é armazenado todas as transações que foram processadas desde o início da moeda e consente que todos os computadores dos usuários verifiquem a precisão de cada transação (GREVE et al, 2018).
Aragon (2018), destaca que como acontece em outras moedas, os bitcoins ficam armazenados em uma “carteira digital” podendo ser comprados e vendidos. Há muitas empresas que estão autorizadas para praticar a venda de moedas virtuais, onde a pessoa interessada, só precisa se registrar para comprar e usar bitcoins. O depósito ou transação deve ser feito online, transações seguras e ligeiramente são confirmadas. Se o valor depositado não for satisfatório para comprar 1 Bitcoin, não há problema: o usuário poderá comprar a moeda fracionada.

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