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TCC - WILSON - EDITAR

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(PONSFORD, 2015)⁠. 
Ponsford (2015) menciona que a Bitcoin é legalizada na maioria dos países desenvolvidos, possuindo regulamentações próprias e até mesmo taxação como fonte de renda. Ao trazer legalidade para a Bitcoin a porcentagem de seu uso em cibercrimes e atividades ilegais caiu drasticamente, abrindo espaço para o uso legítimo em uma frequência mais corriqueira.
Observa-se então que a viabilidade do uso cotidiano de Bitcoin depende da aceitação governamental e de uma regulamentação. O reconhecimento da Bitcoin como uma moeda legal é um catalisador para novos investidores e frequência de uso (NGURAH et al., 2019)⁠. 
Compreendendo o ponto de vista de Vicente (2017)⁠ fica claro que no Brasil ainda não existe um fomento do governo para o uso de criptomoedas. Sem regulamentação a proteção cibernética existente ainda prova ser obscura e complexa. Deixando a desejar quando comparada com outros países. A falta do reconhecimento legal leva a dúvidas e a dificuldade para encontrar postos de contato com a Bitcoin. 
Existe uma necessidade grande em tornar a Bitcoin uma moeda legal para que o comércio interno inicie uma estruturação para lidar com o uso diário de Bitcoins. Assim como houve anos de preparo para a transição da moeda papel para os meios digitais, espera-se que a transição seja mais rápida, entretanto similar (ROCHA, RODRIGUES, 2016)⁠. 
Como uma potência própria a Bitcoin continuará a alastrar e com ou sem ajuda chegará a popularidade globalizada. Para aqueles que desejam abraçar a descentralização monetária é válido o aprofundamento nos conhecimentos sobre leis de amparo e cibersegurança, ao menos enquanto o governo não tomar para si a responsabilidade (MATTOS et al., 2020)⁠. 
6.2 DEFININDO E APLICANDO A PESQUISA SOBRE A PERCEPÇÃO DA BITCOIN
Após a pesquisa bibliográfica entendendo os diferentes pontos de vista dos autores sobre a Bitcoin foi elaborado o questionário aplicado. A intenção ao aplicar o questionário é justamente compreender a percepção de parte da população de Ceres sobre Bitcoin. Visando mapear e analisar os motivos pelos quais a Bitcoin ainda não é utilizada tão amplamente.
Buscou-se identificar o cerne da questão proposta através de perguntas objetivas e claras. Em uma linguagem amigável e leve. Entendendo que o tema Bitcoin possui o potencial de assustar os participantes (MATTOS et al., 2020)⁠. O questionário foi aplicado através da ferramenta Google Forms (fig.1) onde as respostas foram organizadas e salvas.
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
A primeira pergunta que procura entender e classificar o público da amostra é voltada para a identificação da área e se o indivíduo é um profissional atuante ou acadêmico. A pergunta é: “Você é?” (Fig.2). As alternativas de respostas são: “Acadêmico da área de tecnologia”, “Acadêmico de outra área”, “Profissional de tecnologia”, “Profissional de outra área”.
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
A segunda pergunta serviu para captar o conhecimento sobre criptomoedas. A pergunta é: “Você sabe o que é criptomoeda?” (Fig.3). As alternativas de resposta são: “Sim”, “Não”, “Fiquei sabendo depois de acessar esse formulário”. Onde foi disponibilizado a resposta “Fiquei sabendo depois de acessar esse formulário” por todas as dúvidas sobre o assunto que faz com que as pessoas não se sintam seguras de dizer que sabem o que é criptomoeda.
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
Na terceira pergunta foi abordado o conhecimento específico em Bitcoin. Direcionando o indivíduo a uma resposta mais específica que a anterior. A pergunta é: “Você já ouviu falar de Bitcoin?” (Fig.4). As alternativas de respostas são: “Sim”, “Não”, “Fiquei sabendo depois de acessar esse formulário”. Novamente o uso de uma resposta neutra para que seja possível mesurar, também, o nível de desinformação.
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
Como quarta pergunta foi questionado sobre a opinião em relação aos usuários da Bitcoin. Foram disponibilizados 10 alternativas de respostas e 1 alternativa de campo aberto onde poderia ser elaborado os pensamentos subjetivos do indivíduo. A pergunta é: “Na sua opinião quem são as pessoas que utilizam a Bitcoin?” (Fig.5). As alternativas de resposta são: “Hackers”, “Crackers”, “Organizações criminosas”, “Ativistas”, “Pessoas interessadas em investimento em criptomoedas”, “Pessoas que utilizam a deep web – por qualquer motivo”, “ Pessoas que utilizam a deep web – para comprar itens ilegais”, “Pessoas entusiastas de tecnologia”, “Organizações não governamentais”, “Pessoas residentes em países sem livre expressão e rastreados por agências governamentais”.
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
Procurando entender a visão do indivíduo foi aplicada uma pergunta de percepção da confiança na Bitcoin por ser uma moeda digital. Buscando compreender como os indivíduos enxergam a questão de moedas exclusivamente online. A pergunta é: “Sabendo se tratar de uma moeda exclusivamente digital você acha que a Bitcoin é confiável?” (Fig.6). As alternativas de respostas são: “Sim”, “Não”, “Talvez”. Como “Talvez” é inferido que o indivíduo possui dúvidas pessoais ou coletivas sobre a Bitcoin. 
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
Visando analisar o perfil dos indivíduos quanto a investimento em Bitcoins foi questionado sobre a possibilidade de investimento na criptomoeda. A pergunta é: “Qual a probabilidade de você investir em Bitcoins? - Onde quanto mais próximo do 1 é o menos provável e quanto mais próximo do 5 é o mais provável” (Fig.7). As alternativas de resposta é linear dividido em 5 pontos. Onde quanto mais próximo de 1, menor a chance de investimento. Sendo inversamente proporcional ao se aproximar do número 5.
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
A última questão do questionário procura conceber uma ideia sobre o conhecimento do universo escolhido no âmbito da compra de Bitcoins. A pergunta é: “Se você decidisse investir hoje e comprar Bitcoins, você sabe onde precisaria ir para adquirir a criptomoeda de forma segura?” (Fig.8). As alternativas de respostas são: “Sim”, “Não”, e “Talvez”. Novamente a resposta “Talvez” infere a falta de conhecimento e informação por parte do indivíduo. 
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
O questionário ficou em aberto durante 30 dias, com início no dia 25/01/2021 e fechamento no dia 23/02/2021. Durante esse período foi preenchido por 33 indivíduos partes do universo de amostra. Com base nas respostas dos participantes foi possível transferir as respostas para o software Excell em forma de planilha. Sendo possível estudar as respostas e formular os gráficos para estudos quantitativos. 
A primeira questão foi crucial para dividir os participantes e também teorizar sobre a área de trabalho/acadêmica interfere no processo de exposição a Bitcoin. Com a finalização do questionário formulou-se o gráfico de divisão populacional da amostragem (Fig.9) por meio das áreas acadêmicas e, também, separando profissionais de acadêmicos.
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
É claro que existe um grande número de acadêmicos na população, onde acadêmicos de outras áreas e acadêmicos da área de tecnologia ficaram com a mesma fatia do gráfico. Cada qual com 33,3% onde a porcentagem remete a 11 indivíduos acadêmicos da área de tecnologia e outros 11 de outras áreas. Os acadêmicos são responsáveis por mais da metade das respostas, em um total de 66,6%. Possibilitando um universo menos tendencioso para respostas familiares a tecnologia e permitindo compreender também o lado dos indivíduos tecnologicamente leigos.
Os profissionais são representados por 11 indivíduos no total, do qual 8 são de outras áreas e 3 são da área de tecnologia. Ambos representam 33,4% das respostas. Novamente o número de indivíduos

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