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TCC - WILSON - EDITAR

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financeiros dos indivíduos. 
Para Ngura, Putra e Sri et. al (2019)⁠ existem vários fatores que levam a desconfiança por parte dos consumidores, porém a maioria não possui relação direta com a segurança das transações com a moeda. É apontado que:
Existem vários fatores que influenciam a aceitação do uso da Bitcoin […], que são a influência social, cibersegurança, falta de regulamentação do governo […], e qualidade de infraestrutura de suporte. O uso de Bitcoin […] tem sido um assunto debatido na sociedade pela falta de regulamentação específica para o uso de criptomoedas, adicionalmente a falta de instituições governamentais que possam supervisionar o uso da Bitcoin. Por esses motivos é considerada como uma vulnerabilidade que pode lesar os usuários de Bitcoin. (NGURAH et al., 2019)⁠
Os motivos pelos quais a Bitcoin ainda não é uma solução popular engloba várias facetas de um mesmo problema. São identificados 3 pontos focais das falhas que são: falta de informações sobre o assunto, falta de reconhecimento e respaldo governamental e a falta de estrutura comercial no Brasil, especialmente na língua Portuguesa. Os motivos focais, por sua vez, possuem outros subproblemas relevantes que contribuem de forma negativa para o cenário atual e futuro. 
Todos os pontos foram então catalogados em um mapa mental, utilizando como apoio as respostas e correlacionando as mesmas com os problemas apontados por autores especialistas no tema. O mapa mental de falhas de popularização de Bitcoin no Brasil (Fig.16) busca organizar em níveis, do mais básico para os mais complexos, todos os pontos que atrasam a popularização da Bitcoin no Brasil.
A importância de se entender os pontos de falha da popularização é pertinente ao problema proposto justamente por ser um desestimulador da aceitação da Bitcoin como solução segura em transações financeiras e mitigação de vazamentos de dados financeiros. 
Fonte: O autor em diagram.net <https://www.diagrams.net/
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Analisando cada segmento dos pontos focais do mapa mental (Fig.16), iniciando pela “Falta de Informação” temos o quadrante laranja que trata da desinformação e informações errôneas sobre a Bitcoin. Esse quadrante é a base da iniciação para se investir em Bitcoin. A falta de informação mantém o assunto na obscuridade fomentando a circulação de notícias e informações equivocadas sobre o assunto. 
Um subproblema da falta de informação é o desconhecimento do conceito e finalidade da Bitcoin. Deixando a desejar no âmbito mais básico do conhecimento sobre a serventia da criptomoeda em questão. O próprio vocábulo “criptomoeda” ainda é visto como algo novo, rodeado de mistérios e conceituado como alta tecnologia (MATTOS et al., 2020)⁠.
O quadrante laranja ainda trata dos outros problemas advindos dos subproblemas principais, que são na verdade, sintomas dos subproblemas. Esses sintomas são os medos da sociedade no geral sobre o assunto, dúvidas persistentes, disseminação de informações errada. Todos no qual culminam em uma percepção errada da Bitcoin.
 
Para se comentar o quadrante vermelho, chamado aqui de “Falta de infraestrutura” é necessário compreender que o comércio em si não possui segurança governamental para expandir a infraestrutura a Bitcoin pois a mesma não é legitimada no Brasil. Portanto o segundo ponto focal de falha a ser discutido é a omissão governamental sobre o assunto.
A omissão governamental abre espaço para a insegurança dos indivíduos e a falta de regulamentação local impede a criptomoeda de ser compreendida como um método financeiro legítimo (NGURAH et al., 2019)⁠. A não legitimação e falta de regulamentação são os dois subproblemas focais da omissão governamentais e trazem consigo vários outros problemas. 
Alguns dos problemas advindos da falta de supervisão governamental são: regras não definidas, atração de cibercriminosos, investimento de risco, e dependência de jurisprudência para resolução de disputas legais. Esses problemas só podem ser mitigados com a intervenção governamental. Nos Estados Unidos onde foram estabelecidas leis claras e regulamentação, inclusive dos impostos sobre Bitcoin os investimentos cresceram e saíram da área de risco (MCCALLUM, 2015)⁠.
Ao falar de investimento de risco e falta de respaldo legal local insere o problema de falta de estrutura mercadológica. No quadrante vermelho percebe-se que os subproblemas estão ligados ao comércio e a falta de incentivo aos mesmos para que consumidores utilizem Bitcoins em compras. A falta de corretoras especializadas forçam os investidores a meios suspeitos para adquirir Bitcoins e por esse motivo não fornece credibilidade para uso diário de Bitcoins em transações limitando o cenário de atuação.
O mapa mental expõe a realidade Brasileira em relação ao uso de Bitcoins como uma solução segura para transações financeiras digitais. Sugerindo nortes que podem ser aproveitados para trazer a ideia para a realidade. 
6.4 DEFINIÇÃO DO PROCESSO DE FOMENTAÇÃO A CONFIANÇA
Todo o estudo e análise até então possibilitou a teorização de um processo de construção de confiança entre o investidor Brasileiro e a Bitcoin. Um caminho para que os pilares de falhas identificados possam ser sanados abrindo caminho para um mercado mais receptivo a transações com Bitcoin e consequentemente mais seguras. 
O processo foi baseado nas decisões de países desenvolvidos que abraçam a natureza provativa da Bitcoin como uma vantagem. Utilizando a legitimação da criptomoeda como, inclusive, fonte de renda. Um exemplo de país desenvolvido que tem descriminalizado o âmbito de transações da Bitcoin e atraído cada vez mais investidores é os Estados Unidos (MCCALLUM, 2015)⁠.
É importante mencionar que o processo pode nunca ter fim, em um ciclo espiral de incremento, afinal a Bitcoin é uma moeda em constante evolução. Entretanto, baseado nas evidências factuais presentes é possível vislumbrar como as atividades do processo impulsionariam o uso de Bitcoin e tornariam transações financeiras mais seguras.
O processo para construção de confiança em Bitcoin no Brasil (Fig.17) é dividido em quatro entidades que representam as esferas da sociedade responsável pela popularização do uso de Bitcoin. Sendo elas: Governo, Judiciário, Comercial, e População. 
Compreende-se como governo aqui as entidades governamentais federais, estaduais e municipais. Para que o processo seja seguido é importante que se inicie com o reconhecimento governamental. A entidade judiciária é referente a legislação Brasileira e consequentemente dependente do governo para cumprir suas atividades descritas no processo. As entidades comercial e população são as últimas a iniciarem suas atividades por dependerem das anteriores. Sendo o passo final do processo.
Fonte: O autor em diagram.net <https://www.diagrams.net/>
O início do processo é com a entidade Governo com a atividade de reconhecimento da Bitcoin. É imprescindível que o governo reconheça a Bitcoin como uma forma válida de criptomoeda a ser usada em transações financeiras. Essa atividade possui efeitos sobre o grau de instrução da população. Pois incentiva a compreensão e conhecimento do conceito e finalidade da Bitcoin. 
A segunda atividade é a instauração da supervisão não regulatória do uso de Bitcoin. Como uma criptomoeda descentralizada é importante que os órgãos governamentais supervisionem as atividades comerciais, porém sem intervir ativamente em u cenário normalizado. Essa atividade contempla a elaboração e votação de projetos de lei voltado para o uso de Bitcoin de forma a procurar respaldar o investidor. 
Com a parte governamental fundamentada o processo é assumido pelo Judiciário, onde as leis votadas e propostas serão colocadas em prática. Criando a legitimação da Bitcoin em território Brasileiro. Essa é uma atividade que inibe as ações criminais com a criptomoeda em questão e melhora a opinião geral do público conforme apontado por McCallun (2015).⁠As leis de respaldo ao investidor são asseguradas, disputas legais no âmbito de criptomoedas passa a ser

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