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Relatório de Prática - Lúpus Eritematoso Sistêmico

Relatório de prática sobre Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que descreve fisiopatologia e sinais clínicos, objetivo da atividade, lista de materiais, protocolo passo a passo do teste de aglutinação em látex para anticorpos anti‑dsDNA e os resultados observados (controle positivo aglutinou; amostra fictícia e controle negativo não).

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Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ 
CURSO DE MEDICINA CAMPUS CITTÁ 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE PRÁTICA 
Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) 
 
 
 
Ana Carolina Pereira Silva 
Anna Beatrys Silva Flores 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2021 
2 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune mediada por 
imunocomplexos. Possui uma maior incidência em mulheres em idade reprodutiva, e na 
população negra. São sinais e sintomas comuns lesões cutâneas, dores articulares, nefrites, 
vasculites, alterações sanguíneas, perda de peso e entre outros. Um sinal bastante frequente é 
a lesão em asa de borboleta, caracterizada por manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e 
dorso do nariz. 
 
Figura 1: Lesão em asa de borboleta. 
 
Assim como a maioria dessas doenças, o lúpus, para se desenvolver, necessita de fatores 
genéticos e de gatilhos ambientais. Os gatilhos mais comuns são incidência de raios 
ultravioletas, fumo, e algumas medicações. Essa patologia é caracterizada pela atuação de 
células nucleares próprias como antígenos, chamados de antígenos nucleares, que são 
liberados e reconhecidos pelo sistema imune após a célula sofrer apoptose. Os fatores 
genéticos fazem com que o indivíduo não consiga eliminar de forma eficiente esses restos 
celulares, havendo então grandes quantidades de antígenos nucleares, que também por fatores 
genéticos serão reconhecidos. Ocorre então a formação de anticorpos contra esses antígenos, 
os anticorpos anti-nucleares, que se ligarão a seus antígenos formando os complexos imunes. 
Esses complexos se direcionam a corrente sanguínea e se depositam em diversos órgãos e 
tecidos, como rins, vasos, pele e articulações. Essa deposição ativa o sistema complemento 
que gera uma reação inflamatória local, forma lesão, e logo o desenvolvimento dos sintomas 
da doença. 
Essa lesão tecidual está relacionada a hipersensibilidade do tipo III, na qual justamente ocorre 
a lesão devido a deposição de complexos imunes, como explicado anteriormente. E também a 
hipersensibilidade do tipo II, que ocorre com o desenvolvimento de anticorpos contra células 
3 
 
 
 
 
 
 
sanguíneas, por exemplo, o que vai levar a fagocitose e destruição dessas, ocasionando outros 
sintomas, como anemia. 
 
 
Objetivo da Aula Prática 
A aula, realizada no dia 20 de maio de 2021, teve como objetivo um melhor entendimento 
acerca da doença Lúpus, de seus sintomas, síndromes desenvolvidas, e também o aprendizado 
de testes que podem ser feitos para identificação da doença. Esse conhecimento foi colocado 
em prática com a realização de um dos testes. O objetivo do teste era identificar a presença de 
anticorpos para DNA de duplo filamento, através da aglutinação provocada por látex. 
 
 
Material Utilizado 
1. Pipeta de 10 μL 
2. Reagente látex 
3. Soro controle positivo 
4. Soro controle negativo 
5. Amostra de Soro fisiológico (representando soro do paciente) 
6. Ponteiras para a pipeta 
7. Espátulas para mistura 
8. 1 par de luvas descartáveis 
9. 1 cartão-teste com seis divisões 
 
 
Desenvolvimento da Aula 
Ao início da aula foram entregues os materiais a serem utilizados durante o teste. Após a 
explicação de como deveria ser feito o procedimento demos continuidade ao processo 
1. O primeiro passo foi pipetar 10 μL do soro do paciente no espaço 2 do cartão teste; 
2. Pipetamos também 10 μL do controle positivo no espaço 1 do cartão; 
3. Pipetamos 10 μL do controle negativo no espaço 3 do cartão; 
4 
 
 
 
 
 
 
4. Após pipetar os controles e o soro do paciente, foram adicionados 20 μL do reagente 
de latex em cada espaço 
5. Por fim, usando a espátula descartável, houve a mistura de cada elemento no seu 
respectivo espaço. 
6. Após 3 minutos de espera foi possível observar os resultados. 
 
 
Resultados 
Após o tempo necessário para observar os resultados, foi possível identificar que no espaço 1 
(contendo o controle positivo) houve aglutinação, no espaço 2 por ser um soro fictício não 
aconteceu aglutinação, apenas se tornou uma solução homogênea, e por fim, no terceiro 
espaço (com o soro de controle negativo) não ocorreu aglutinação. Desse modo, os resultados 
foram exatamente como o esperado. 
Vale ressaltar que o espaço que representa o teste de um indivíduo portador da doença é o 1, 
em que o anticorpo se ligou ao “antígeno” caracterizando uma reação de 1ª ordem, porem que 
apenas conseguimos observar quando se torna uma reação de 2ª ordem, em que ocorre a 
formação do agregado, visível a olho nu. 
 
 
Figura 2: Resultados do teste, indicando uma leve aglutinação no espaço 1, homogeneização no espaço 2 e a 
não aglutinação no espaço 3. 
 
 
Conclusão 
5 
 
 
 
 
 
 
Após a análise do teste rápido de aglutinação em látex, o qual indica presença ou ausência de 
auto-anticorpos no soro, pôde-se observar como seriam os resultados positivos e negativos 
para Lúpus Eritematoso Sistêmico. Indivíduos sem essa patologia, geralmente, apresentam-se 
não reagentes ao auto-anticorpos anti-DNA. O teste foi qualitativo, logo conseguimos apenas 
observar através da detecção de anticorpos para DNA de filamento duplo se houve 
aglutinação ou não, positivo ou negativo, respectivamente. A presença de anticorpos anti-
DNA no soro do paciente indica a possibilidade que o paciente tenha a patologia, já que 90% 
dos pacientes com LES apresentam-se reagente para anticorpos anti-DNA. Entretanto, apenas 
esse teste não é suficiente para diagnosticar a doença, sendo necessário a realização de outros, 
como o VDRL, que normalmente é usado para identificar a presença de sífilis, mas em 
pacientes com lúpus o teste também dá positivo. O grupo mostrou-se satisfeito com os 
resultados obtidos, uma vez que estes foram os esperados. Sendo assim, pôde-se concluir que 
a prática foi bem sucedida e proveitosa para todos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
 
 
 
Bibliografia 
• ABBAS, A. K. et al. Imunologia Celular e Molecular. 8. ed. Rio De Janeiro (Rj): 
Elsevier, 2015. 
• Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Disponível em: 
<https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/lupus-eritematoso-sistemico-
les/>. Acesso em: 8 jun. 2021. 
• OSMOSIS. Systemic lupus erythematosus (SLE) - causes, symptoms, diagnosis & 
pathologyYouTube, 23 maio 2016. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=0junqD4BLH4> 
• SAÚDE, M. Movimento Saúde | Lúpus, a doença desconhecida que afeta 200 mil 
brasileiros. Disponível em: <http://movimentosaude.com.br/corpo/160/lupus-a-
doenca-desconhecida-que-afeta-200-mil-brasileiros>. Acesso em: 8 jun. 2021.

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