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ANA CLARA GUIMARÃES VENTURI – MED UFR – T4 Trauma de extremidades e Fratura da pelve ▪ Sempre seguir o ABCDE (fratura de bacia é abordada no “C”). ▪ Sempre considerar acesso intraósseo. Exames iniciais ▪ HMG, Coagulograma, Plaquetas ▪ Tipagem sanguínea e Rh ▪ Gasometria arterial ▪ Glicemia ▪ Ureia e creatinina ▪ CK total ▪ Íons ▪ Provas inflamatórias, Lactato, Interleucinas ▪ RX, USG FAST, TC Classificação do choque ▪ Importante para determinar a conduta diante de cada caso (infusão de volume). * Fratura de 1 arco costal perde em média 100mL de sangue. ** Fratura de fêmur perde de 1L a 2L de sangue. Manejo do choque ▪ Infusão de solução cristaloide isotônica (de preferência Ringer Lactato). ✓ Volume para ADULTO: Até 1L de solução cristaloide. ✓ Volume para CRIANÇA: 20mL/kg. ▪ Observar a resposta clínica na reposição volêmica. ▪ Infusão de grandes volumes de fluido ou sangue não é substituto para controle sanguíneo definitivo – “3Cs” (pesquisar 3 cavidades). ▪ Se a quantidade de fluido exceder estimativas, buscar outras lesões ou causas de choque - “Floor and Four More”: Olhar sangue perdido no CHÃO e 4 CAVIDADES (torácica, abdominal, retroperitoneal, intra-pélvica). ▪ O objetivo da ressuscitação volêmica é restaurar a perfusão dos órgãos e oxigenação dos tecidos (solução cristaloide não oxigena tecidos). ANA CLARA GUIMARÃES VENTURI – MED UFR – T4 ▪ Elevação rápida da pressão antes do controle do sangramento aumenta a mortalidade do paciente - “Hipotensão permissiva?”: administrar cristaloide com paciente estável, mas hipotenso, pode levar a edema de pulmão, hemorragia por coagulopatias, etc. Fratura de Bacia ▪ Mortalidade em pacientes com fratura de pelve: 5% a 30% ✓ Se hipotensão associada: 10% a 42% ✓ Se fratura exposta da pelve: 50% ▪ Hemorragia é o principal fator reversível que contribui na mortalidade. TIPOS DE LESÕES DO ANEL PÉLVICO Compressão anteroposterior ✓ Mais importante e grave. ✓ Causa disjunção (afastamento) da sínfise púbica ✓ À medida que essa energia continua causando essa compressão anteroposterior, a sacro-ilíaca vai abrindo até apresentar uma abertura completa (fratura em “livro aberto”) Compressão lateral ✓ Geralmente associada à fratura dos ramos ísquio- púbicos ou fratura do osso ilíaco. ✓ Diminui o volume da pelve (cavidade pélvica consegue comportar cerca de 5L de sangue), portanto menor a possibilidade de grandes hemorragias. Cisalhamento vertical ✓ Muito associado a acidentes de queda de altura (cai sobre um membro primeiro). ✓ Ocasiona o rompimento do plexo venoso sacral. ✓ Tratamento mais difícil, associando-se frequentemente ao choque hemorrágico. **O QUE CAUSA O SANGRAMENTO MACIÇO NA FRATURA DE PELVE? Rompimento do plexo venoso sacral. CLASSIFICAÇÃO DE YOUNG E BURGESS ANA CLARA GUIMARÃES VENTURI – MED UFR – T4 Tipo A COMPRESSÃO LATERAL (CL) I II III Fratura sacral do lado do impacto Fratura do ilíaco do lado do impacto Associação dos tipos I ou II com abertura da sacro-ilíaca. Tipo B COMPRESSÃO ÂNTERO- POSTERIOR (CAP) ▪ Mínima abertura da sínfise púbica (<2,5cm). ▪ Lig posterior intacto. ▪ ESTÁVEL. ▪ Abertura clara da sínfise púbica (>2,5cm) com lesão sacro tuberosa e abertura da sacro-ilíaca anterior. ▪ ROTACIONALMENTE INSTÁVEL. ▪ Ruptura completa anterior e posterior. ▪ INSTÁVEL. Tipo C CISALHAMENTO VERTICAL (CV) Qualquer padrão de fratura que possibilite a ascensão da hemipelve *Professor destacou só a Tipo B na aula!! MANEJO INICIAL 1. Reconhecer o mecanismo do trauma. 2. Identificar o tipo da lesão. 3. Prever as possíveis complicações. 4. Antever as necessidades em abordagem (cinta de compressão pélvica ou “Teresa”, esparadrapagem, etc). ▪ Toque retal com sangue = Pensar em lesão intestinal (fratura oculta da pelve). ▪ Cinta de compressão pélvica colocada em cima dos grandes trocânteres. ▪ Não manter a cinta por mais de 24hrs! – Úlceras de pressão Fratura Exposta de Extremidades ▪ Abordado no “E” (somente em casos de sangramentos muito maciços por lesão de A. poplítea por exemplo abordar no “C”). ▪ Fratura de ossos longos (fêmur, tíbia, rádio, úmero, ulna, etc) sempre leva à embolia gordurosa, mas nem sempre leva à Síndrome da Embolia Gordurosa. ▪ Síndrome da Embolia Gordurosa: Queda de saturação, alteração no nível de consciência, presença de petéquias. Alta mortalidade. - Como evirar a SEG? Evitar mobilizar o osso (transportar da maneira correta); Imobilizar precocemente; Estabilizar a fratura o mais rápido possível. QUAL MEDIDA MAIS IMPORTANTE NO TTO DE FRATURA EXPOSTA? Antibioticoterapia até 3 horas depois do trauma (ATLS). MANEJO INICIAL 1. ABCDE + MOV + Exames complementares 2. Antibioticoterapia 3. Analgesia 4. Lavagem da ferida (SF com irrigação, pelo menos 10L) 5. Desbridamento mecânico 6. Estabilização e fixação do osso QUAL O SINTOMA MAIS PRECOCE DA SÍNDROME COMPARTIMENTAL? Dor (isquêmica, piora ao elevar o membro e extender os dedos). ANA CLARA GUIMARÃES VENTURI – MED UFR – T4