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AULA ASSISTÊNCIA PRÉ NATAL

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Assistência 
Pré-Natal 
Ana Beatriz Foleto Brait 
Ana Luiza Yarid 
Bárbara Lopes 
Carolina Sversut 
Daniele Ramos 
Guilherme Matos
Marina Ferraz 
Monique Busnardo 
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O que é o Pré-Natal?
Condutas acolhedoras, ações educativas e preventivas.
Detecção precoce de patologias e de risco gestacional 
Fácil acesso entre o sistema de saúde 
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Mínimo 6 consultas
 
 1º trimestre: 1 consulta 
 2º trimestre: 2 consultas 
 3º trimestre: 3 consultas 
Até 28 semanas: mensais
28-36 semanas: quinzenais
> 36 semanas: semanais 
 
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ANAMNESE
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1. Identificação: Questionar nome, idade, estado conjugal, etnia, religião, escolaridade, profissão, endereço, cidade, estado, procedência (lugar de origem) e telefone.
2. Antecedentes pessoais: Questionar se ela apresenta alguma doença de base (HAS, tireoidopatias, anemia, DM, doenças psiquiátricas...), se já realizou alguma cirurgia. 
3. Antecedentes Familiares: Questionar sobre doenças cardiovasculares, DM, HAS, câncer (principalmente de útero, ovário e mama), malformação congênita, gemelaridade na família e doenças infectocontagiosas.
4. Hábitos de Vida: Questionar se a paciente faz uso de cigarro (tabaco) e/ou álcool, se pratica atividade física, se apresenta alergia a algum tipo de medicamento.
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ANAMNESE 
 
 
5. Antecedentes ginecológicos: Questionar sobre métodos contraceptivos, ciclos menstruais, presença de DIU, infertilidade, início da atividade sexual e número de parceiros, realização de biópsia (vagina, colo ou vulva), cauterização, CAF, DST, colpocitologia oncótica, mamografia, corrimento ou irritação vaginal, alterações vulvares. Verificar se apresenta alguma queixa mamária
6. Antecedentes obstétricos: 
Questionar G (gestação), PN (parto natural), PC (parto cesárea), A (abortamento). 
Questionar intervalo de tempo interpartal 
Questionar qual idade no primeiro parto e último parto?
Questionar sobre parto prematuro 
Questionar sobre doenças induzidas pela gestação
Questionar sobre óbitos fetais 
Questionar Peso do RN
Questionar puerpério 
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ANAMNESE 
 
 
5. Gestação atual: 
Fazer cálculo da DUM e DPP
Como descobriu que estava gravida? 
A gravidez é desejada?
Usou método abortivo para regularizar a menstruação?
Confirmar tipagem sanguínea e fator Rh
Questionar se é tabagista ou faz ingestão de bebidas alcóolicas
Averiguar se existiram intercorrências até o momento da primeira consulta
Averiguar se tem apresentado êmese ou hiperêmese.
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ANAMNESE 
 
 
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EXAME 
FÍSICO 
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INSPEÇÃO GERAL
Avaliar: estado emocional, condições nutricionais. 
Sinais vitais, altura e peso. 
Temperatura: em média 0,5ºC maior do que a basal. 
Respiração: atenção, principalmente, para o 3º trimestre de gestação
Pulso
Pressão arterial (PA)
Hipertensão gestacional: (PAS) ≥ 140 e (PAD) ≥ 90. Surgimento após a 20ª semana de gestação e sem proteinúria.
Hipertensão crônica: PAS ≥ 140 e PAD ≥ 90 antes da gravidez, anterior a 20ª semana de gestação e após a 12ª semana de pós-parto. 
Pré-eclâmpsia: PAS ≥ 140 e PAD ≥ 90. Surgimento após a 20ª semana de gestação e com proteinúria. Além da proteinúria e hipertensão, há edema. 
A eclâmpsia apresenta as mesmas características da pré-eclâmpsia, porém com o acréscimo de convulsão. 
 
 
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INSPEÇÃO GERAL
O peso e a altura
Circunferência abdominal: mede aproximadamente 90 – 92cm em gestantes a termo e não obesas.
Face: Cloasma ou Melasma
 
 
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INSPEÇÃO GERAL
Olhos: coloração das conjuntivas  anemia fisiológica da gestação
Boca: avaliar gengivas e dentes  infecções podem levar à prematuridade e a baixo peso ao nascimento
Tireoide: discreto aumento simétrico da glândula devido a efeitos hormonais  20ª semana de gestação
Tórax e pulmões: ocorre aumento do volume corrente e da ventilação minuto alveolar  dispneia e alcalose respiratória (investigar tosse, desconforto respiratório...)
 
 
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EXAME FÍSICO DAS MAMAS 
Com 8 semanas de gestação: 
Congestão mamária: hipertrofia. 
Aréola primária: aréola hiperpigmentada.
Tubérculos de Montgomery: 12-15 glândulas mamárias acessórias ou sebáceas hipertrofiadas.
Com 16 semanas de gestação: 
Colostro: líquido que sai da mama e precede o leite materno. 
Rede venosa de Haller: aumento da circulação venosa formando uma rede visível sob a pele transparente das mamas.
Com 20 semanas de gestação: 
Sinal de Hunter: desenvolvimento da aréola secundária, escurecimento das mamas.
 
 
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Gestante com mais de 20 semanas de gestação: presença de aréola primária, tubérculos de Montgomery, rede venosa de Haller e Sinal de Hunter. 
 
EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO 
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Index
 
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APRESENTAÇÃO
SITUAÇÃO
 
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POSIÇÃO 
ALTURA 
DA APRESENTAÇÃO 
Direita
Esquerda 
 
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ATITUDE FETAL 
VARIEDADE DE POSIÇÃO
 
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EXAME OBSTÉTRICO
Abdome – gestante em decúbito horizontal.
INSPEÇÃO: plano, abaulado, ovoide ou globoide, cicatrizes, melasma ou cloasma, estrias, linha nigra, edema, aumento exagerado do volume abdominal
PALPAÇÃO: verificar a consistência uterina: 
Cística (líquido amniótico).
Elástica (parede uterina).
Pastosa (placenta). 
MEDIDA DA ALTURA UTERINA
Fundo uterino abaixo da a IG (Idade gestacional): suspeitar primeiro de erro de data (cálculo da idade gestacional errado), oligodrâmnio ou crescimento intrauterino restrito. 
Fundo uterino grande para a IG: erro de data ou polidrâmnio ou diabetes
 
 
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Index
12ª semana: borda superior da sínfise púbica
16ª semana: entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical
20ª semana: altura da cicatriz umbilical
> 20ª semana: relação direta entre as semanas da gestação e a altura uterina
40ª semana: apêndice xifóide.
 
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EXAME OBSTÉTRICO
MANOBRAS DE LEOPOLD
1º tempo: exploração do fundo uterino  situação e apresentação 
2º tempo: exploração do dorso fetal  posição fetal 
3º tempo: exploração da mobilidade do polo fetal (altura da apresentação)
4º tempo: exploração da escava (confirma situação, apresentação e altura); 
 
 
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EXAME OBSTÉTRICO
BATIMENTOS CARDIOFETAIS (BCF)
Percebidos pela ultrassonografia a partir da 7ª e 8ª semana
Sonar-doppler entre 10 e 12 semanas
Estetoscópio de Pinard por volta da 20ª semana
BCF normal: 120 e 160 bpm.
 
 
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EXAME OBSTÉTRICO
BATIMENTOS CARDIOFETAIS (BCF)
OBSERVAÇÃO: para utilizar o Sonar-Doppler após 28 semanas, primeiramente as manobras de Leopold devem ser realizadas, com destaque para o segundo tempo, uma vez que, por meio dele, há identificação do dorso fetal. 
Apresentação cefálica: quadrante inferior 
Apresentação pélvica: quadrante superior 
Apresentação córmica: linha média 
IMPORTANTE: a verificação da pressão arterial da gestante e o BCF são exames que jamais poderão deixar de ser realizados nas consultas de pré-natal.
 
 
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EXAME OBSTÉTRICO
TOQUE OBSTÉTRICO
Apagamento e a dilatação cervical: fechado, OE aberto, OI fechado, 1-10 cm
Posição do colo – anterior, médio, posterior 
Presença/ausência da bolsa amniótica, integridade e a sua ruptura. 
A altura da apresentação. 
O exame da pelve óssea com a determinação dos diâmetros