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SANEP
SERVIÇO AUTÔNOMO DE SANEAMENTO DE PELOTAS
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Escrevente (Nível Médio) 
Língua Portuguesa
CONTEÚDO
Legislação
Conhecimentos Específicos
Língua Portuguesa
Prof.ª Jacimara Ferraz
A b
CfG
hIR
eTl
xQ
Proibida a reprodução total ou parcial sem a devida autorização.
Lei nº 9.610/98
 
Língua Portuguesa 
Professora Jacimara Ferraz 
SUMÁRIO 
 
FONOLOGIA........................................................................................................................................................ 
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS................................................................................................................... 
 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA.................................................................................................................................... 
HÍFEN................................................................................................................................................................... 
HOMÔNIMOS................................................................................................................................................... 
PARÔNIMOS....................................................................................................................................................... 
 
POR QUE / POR QUÊ / PORQUÊ / PORQUE............................................................................................... 
 
DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS.................................................................................................................... 
FORMAÇÃO DE PALAVRAS............................................................................................................................... 
ARTIGO................................................................................................................................................................ 
PRONOME........................................................................................................................................................... 
NUMERAL............................................................................................................................................................ 
SUBSTANTIVO.................................................................................................................................................... 
ADJETIVO............................................................................................................................................................ 
VERBO................................................................................................................................................................. 
ADVÉRBIO........................................................................................................................................................... 
PREPOSIÇÃO...................................................................................................................................................... 
CONJUNÇÃO........................................................................................................................................................ 
INTERJEIÇÃO......................................................................................................................................................... 
SINTAXE............................................................................................................................................................... 
COMPLEMENTOS VERBAIS..........................................................................................................................49 
ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS............................................................................................... 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL............................................................................................................................... 
REGÊNCIA VERBAL......................................................................................................................................... 
REGÊNCIA NOMINAL......................................................................................................................................... 
CRASE................................................................................................................................................................... 
CONCORDÂNCIA NOMINAL................................................................................................................................... 
CONCORDÂNCIA VERBAL..................................................................................................................................... 
FIGURAS DE LINGUAGEM............................................................................................................................................. 
01 
 02 
 
04 
 06 
 
08 
 12 
 16 
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 23 
 28 
 32 
 34 
 36 
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 4 
 
47 
 
61 
 65 
 70 
 
77 
 
4 
 
41 
 
41 
 
07 
 
82 
 
08 
 
03 
 
52 
 
73 
 
89 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
 
FONOLOGIA 
 
Fonologia é a parte da gramática que estuda a estrutura fônica, sonora da palavra. Quando nos comunicamos 
por meio da linguagem falada ou escrita, fazemos uso de determinadas unidades linguísticas, conforme é 
mostrado abaixo: 
 
UNIDADE LINGUÍSTICA E X E M P L O 
 
Frase “A vida é uma colcha de retalhos”. 
Palavra vida 
Sílabas vi-da 
Fonemas/v/ /i/ /d/ /a/ (considerando-se o som) 
Letras v-i-d-a (considerando-se a grafia) 
 
 FONEMA: MENOR ELEMENTO SONORO QUE ENTRA NA CONSTITUIÇÃO DE UMA PALAVRA. 
O fonema caracteriza-se pelo seu valor de contraste, isto é, a troca de um fonema por outro estabelece 
diferença de significado entre as palavras. 
 
 Ex.: tira - vira 
 
 FONEMA E LETRA: os fonemas referem-se à constituição sonora da palavra. Para representá-los 
visualmente, são utilizadas as letras, símbolos gráficos convencionais dos fonemas. Nota, portanto, a diferença: 
 
FONEMA - som 
 
LETRA - representação gráfica do fonema 
 
Exemplo: na palavra MESAS, temos 5 letras e 5 fonemas. 
 
Observações: 
 
1. Uma mesma letra pode, às vezes, representar fonemas diferentes. É o caso da letra s na palavra mesas. 
 
2. Um mesmo fonema pode, em certos casos, ser representado por letras diferentes. Exemplos: azar – casar; 
tangente – trajeto; compasso – maçã – ânsia 
 
 NÚMERO DE LETRAS E NÚMERO DE FONEMAS: considerando o número de letras e o número de fonemas 
em uma palavra, podem ocorrer três situações: 
 
• Número de letras igual ao número de fonemas Exemplo: poesia - 6 letras, 6 fonemas 
 
• Número de letras menor que o número de fonemas Exemplo: anexo - 5 letras, 6 fonemas ( x = /ks/ ) 
 
• Número de letras maior que o número de fonemas Exemplo: passado - 7 letras, 6 fonemas (ss = /s/ ) 
 
*DÍGRAFO: é o conjunto de duas letras que representam um só fonema. Na língua portuguesa, as palavras 
podem apresentar os seguintes dígrafos: ss, rr, lh, nh, ch, qu, gu, sc, sc, xc. 
 
OBSERVAÇÕES: 
 
1º) Também são considerados dígrafos os grupos am / an ( = ã ), em / en (= e), im / in ( = i ), om / on ( = õ), um 
/ un ( = u ), no meio de palavras. Exemplos: canta (kãta) , vento (veto), limpa (lipa), tombo (tõbo), mundo (mudo) 
 
2º) Em palavras como aguar, quase, escuro e exclamar, os grupos gu, qu, sc e xc não se constituem dígrafos, 
porque as duas letras representam dois sons. 
 
Compara: quina (o qu é dígrafo, pois o u não é pronunciado)quase ( o qu não é dígrafo, pois o u é pronunciado) 
 
 
 
 
 
2 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS 
 
Podem ocorrer três tipos de fonemas: 
 
• VOGAIS, 
• SEMIVOGAIS 
• CONSOANTES 
 
a) Vogais: são sons que, após se formarem nas cordas vocais, passam pela boca e chegam ao meio exterior 
sem sofrer nenhum tipo de interrupção em sua trajetória. São vogais: a, e, i, o, u (e suas variações ã, e é, i, o, ó, 
u) 
 
Exemplos: fez / gra – ú – do / lu – mi –no- sas 
 
Observação: Toda sílaba sempre tem uma única vogal. 
 
b) Semivogais (semi= metade): são os fonemas / i / e / u / quando, em uma sílaba, aparecem ligados a uma 
vogal. 
 
Exemplos: pei – xe ( e → vogal ; i → semivogal ) te – sou – ro ( o → vogal ; u → semivogal ) 
 
 Observa, portanto, que os fonemas representados pelas letras i e u têm classificação variável: eles podem ser 
VOGAIS ou SEMIVOGAIS, dependendo da sílaba em que aparecem. Compara os exemplos: 
 
 fei - ti - ço u - ti - li - zou 
 ↓ →VOGAL ↓ ↓ 
SEMIVOGAL (ligada à vogal) VOGAL SEMIVOGAL (ligada à vogal) 
 
Observações: 
 
 A semivogal é sempre pronunciada um pouco mais fracamente que a vogal. 
 Em determinadas palavras, também as letras e e o podem representar semivogais. 
 
Exemplos: mãe / mai → a: vogal; e: semivogal ir – mão / irmãu / → a: vogal; o: semivogal (som u) 
 
c) Consoantes: são os sons que se produzem quando a corrente de ar, vinda dos pulmões, é 
momentaneamente interrompida pela língua, pelos dentes ou pelos lábios. 
 
Exemplos: lu – mi – no- sa / pó – é – ti - co 
 
ENCONTRO CONSONANTAL: é o encontro de duas (ou mais) consoantes em uma palavra. 
 
Exemplos: con – tra – to / in – fla – mar / trans – por – tar 
 
ENCONTRO VOCÁLICO: quando os sons vocálicos (vogais e semivogais) são pronunciados um imediatamente 
após o outro. Há três tipos: 
 
a) DITONGO: encontro de dois sons vocálicos na mesma sílaba. 
Ex.: fai-xa; na-dou; no-tí-cia; pa-trão 
 
b) TRITONGO: encontro de três sons vocálicos na mesma sílaba. 
Ex.: i-guais; sa-guão; a-ve-ri-guei 
 
c) HIATO: encontro de dois sons vocálicos pronunciados um numa sílaba e outro na imediatamente. 
 Ex.: su-a-do pos-su-ir ru-im 
 
Observações: 
 
* Os ditongos se subdividem em: 
 
a) Crescentes (semivogal + vogal). Ex.: á – gua; de – lí – cia; con – tí – nuo 
 
b) Decrescentes (vogal + semivogal). Ex.: a – mei; ou – to – no; fai – xá 
 
3 
 
* Dependendo do modo como são pronunciados, os ditongos e os tritongos classificam-se em: 
 
a) Orais: pronunciados somente pela boca. Ex.: á - gua; i – guais 
 
b) Nasais: pronunciados, em parte, pelo nariz. Ex.: ir – mão, sa – guões 
 
* Os grupos am , em, en podem constituir ditongo (e às vezes tritongo) no final de palavras. 
 
Exemplos: porém por~ei / murcham / murxãu / enxáguam / enxaguãu casos, o ditongo aparece apenas na 
pronúncia, não na escrita. 
 
A PALAVRA QUANTO AO NÚMERO DE SÍLABAS 
 
SÍLABA: fonema, ou conjunto de fonemas, pronunciado em uma única expiração, isto é, em uma só emissão de 
voz. Dependendo do número de sílabas, as palavras podem ter a seguinte classificação: 
 
a) Monossílabas: uma única sílaba. Ex.: seu; de; que 
b) Dissílabas: duas sílabas. Ex.: di-a; ver-de 
c) Trissílabas: três sílabas. Ex.: bor-da-do; su-bi-a 
d) Polissílabas: quatro sílabas ou mais. Ex.: de-se-nha-do; pe-núl-ti-ma 
 
A PALAVRA QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA 
 
 Nas palavras constituídas por duas ou mais sílabas, em geral uma delas é pronunciada com mais intensidade 
que a(s) outra(s). A ela damos o nome de sílaba tônica. Dependendo da posição da tônica, as palavras 
classificam-se em: 
 
a) Oxítonas: a última sílaba é a tônica. 
 
Ex.: mu - lher; Pa – ra – ná; as – se – sor 
 
b) Paroxítonas: a penúltima sílaba é a tônica. 
 
 Ex.: tos – se; ca - rá – ter; ru – bri – Ca 
 
c) Proparoxítonas: a antepenúltima sílaba é tônica. 
 
 Ex.: úl –ti – ma; lâm – pa – da 
 
Observa, pelos exemplos, que nem sempre a sílaba tônica recebe acento gráfico. 
 
 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
OXÍTONAS: 
 
1) As palavras oxítonas terminadas em A(S), E(S), O(S) são acentuadas. 
 
Maracujá, boné, cipó, saci, tatu. 
 
2) As palavras oxítonas terminadas em EM, ENS são acentuadas. 
 
 Armazém, reféns, também, parabéns. 
 
PAROXÍTONAS: 
 
1) As palavras paroxítonas terminadas em ditongo, seguido ou não de –S, são acentuadas. 
 
Ginásio, jóquei, família, famílias, série. 
2) As palavras paroxítonas terminadas em I, IS, US são acentuadas. 
 
Júri, lápis, bônus. 
 
3) As palavras paroxítonas terminadas em Ã(S), ÃO(S) são acentuadas. 
4 
 
Órfã, órgão, órgãos, órfãs. 
 
4) As palavras paroxítonas terminadas em L, R, N, X são acentuadas. 
 
Túnel, revólver, hífen, ônix, item, hifens 
 
5) As palavras paroxítonas terminadas em UM, UNS são acentuadas. 
 
 Álbum, álbuns, médiuns. 
 
6) As palavras paroxítonas terminadas em PS são acentuadas. 
 
Bíceps, fórceps, tríceps. 
 
PROPAROXÍTONAS: 
 
Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas. 
 
 Árvore, rápido, lâmpada, Matemática. 
 
CASOS ESPECIAIS: 
 
1) Acentuam-se os DITONGOS ABERTOS ÉU, ÉI, ÓI, seguidos ou não de –S, quando forem em palavras 
OXÍTONAS e em MONOSSÍLABAS:ideia, véu, boia, anéis, herói, heróis, heroico 
 
2) Acentuam-se as letras I e U quando: 
 
- Forem tônicos; 
- Antecedidos de vogal; 
- Formarem sílaba sozinhos ou com –S. baú, saíram, caíste, miúdo, juízes 
 
* As vogais tônicas I e U, em palavras paroxítonas, quando vierem depois de ditongo, não são acentuadas: 
 
Feiura, baiuca, bocaiuva 
 
ACENTOS DIFERENCIAIS: 
 
Pôr (verbo) - por (preposição) 
 
Pode (verbo poder no presente) - pôde (verbo poder no passado) 
 
 
HÍFEN 
 
A letra “H” é uma letra sem personalidade, sem som. Em “Helena”, não tem som; em “Hollywood”, tem som de 
“R”. Portanto, não deve aparecer encostado em prefixos: pré-história, anti-higiênico, sub-hepático, super-
homem. 
 
Então, letras IGUAIS, SEPARA. Letras DIFERENTES, JUNTA: anti-inflamatório, neoliberalismo, supra-
auricular, extraoficial, arqui-inimigo, semicírculo, sub-bibliotecário, superintendente 
 
Quanto ao “R” e o “S”, se o prefixo terminar em vogal, a consoante deverá ser dobrada: suprarrenal 
(supra+renal), ultrassonografia (ultra+sonografia), minissaia, antisséptico, contrarregra, megassaia. 
 
Entretanto, se o prefixo terminar em consoante, não se unem de jeito nenhum: sub-reino, ab-rogar 
 
ATENÇÃO! 
Quando dois “R” ou “S” se encontrarem, permanece a regra geral: letras iguais, SEPARA: super-requintado, 
super-realista, inter-resistente 
 
CONTINUAMOS A USAR O HÍFEN 
 
1) Diante dos prefixos “ex-, sota-, soto-, vice- e vizo-“: 
Ex-diretor, Ex-hospedeira, soto-mestre, vice-presidente , vizo-rei 
 
2) Diante de “pós-, pré- e pró-“, quando TEM SOM FORTE E ACENTO. 
Pós-tônico, pré-escolar, pré-natal, pró-labore, pró-africano, pró-europeu, pós-graduação 
 
5 
 
3) Diante de “pan-, circum-, quando juntos de vogais. 
Pan-americano, circum-escola 
 
OBS. “Circunferência” – é junto, pois está diante da consoante “F”. 
 
ATENÇÃO! 
Não se usa o hífen diante de “CO-, RE-, PRE” (SEM ACENTO) 
 
Coordenar / reedição / preestabelecer 
Coordenação / refazer / preexistir 
Coordenador / reescrever / prever 
Coobrigar / relembrar 
 
REGRA GERAL (Resumindo) 
 
Letras iguais, separa com hífen (-). 
Letras diferentes, junta. 
 
O “H” não tem personalidade. Separa (-). 
O “R” e o “S”, quando estão perto das vogais, são dobrados. Mas não se juntam com consoantes 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (T J‐GO) Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o novo Acordo, está sendo usado corretamente. 
 
a) Ele fez sua auto‐crítica ontem. 
b) Ela é muito mal‐educada. 
c) Ele tomou um belo ponta‐pé. 
d) Fui ao super‐mercado, mas não entrei. 
e) Os raios infra‐vermelhos ajudam em lesões. 
 
2. (ESAG‐TRE‐PR)Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen. 
 
a) Pelo interfone ele comunicou bem‐humorado que faria uma superalimentação. 
b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. 
c) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido. 
d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos. 
e) O autodidata fez uma autoanálise. 
 
3. (T J‐DF) Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen. 
 
a) O semi‐analfabeto desenhou um semicírculo. 
b) O meia‐direita fez um gol de sem‐pulo na semifinal do campeonato. 
c) Era um sem‐vergonha, pois andava seminu. 
d) O recém‐chegado veio de além‐mar. 
e) O vice‐reitor está em estado pós‐operatório. 
 
4. (ITA) Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro (avarento), copo de leite (planta) e pé de 
moleque (doce) o hífen é obrigatório 
 
a) em nenhuma delas. 
b) na segunda palavra. 
c) na terceira palavra. 
d) em todas as palavras. 
e) na primeira e na segunda palavra. 
 
5. (TRE‐PE) Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. Qual a alternativa completa corretamente as 
lacunas? 
 
a) sobreumano ‐ interregional 
b) sobrehumano ‐ interregional 
c) sobre‐humano ‐ inter‐regional 
d) sobrehumano ‐ inter‐regional 
e) sobre‐humano ‐ interegional 
 
6 
 
6 . (IMA‐MG) Suponha que você tenha que agregar o prefixo sub‐ às palavras que aparecem nas alternativas a 
seguir. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen. 
 
a) (sub) chefe 
b) (sub) entender 
c) (sub) solo 
d) (sub) reptício 
e) (sub) liminar 
 
7. (CEF) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente. 
 
a) autocrítica, contramestre, extra‐oficial 
b) infra‐assinado, infra‐vermelho, infra‐som 
c) semi‐círculo, semi‐humano, semi‐internato 
d) supervida, superelegante, supermoda 
e) sobre‐saia, mini‐saia, superssaia 
 
8. (ESA) Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto. 
 
a) infraestrutura ‐ super‐homem ‐ autoeducação 
b) bem‐vindo ‐ antessala ‐ contra‐regra 
c) contramestre ‐ infravermelho ‐ autoescola 
d) neoescolástico ‐ ultrassom ‐ pseudo‐herói 
e) extraoficial ‐ infra‐hepático ‐ semirreta 
 
Gabarito: 1) B 2) B 3) A 4) E 5) C 6) D 7) D 8) B 
 
 
 
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
• Sinônimos: 
 
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto e abecedário; brado, grito e clamor; extinguir, apagar e 
abolir. 
 
Observação: A contribuição grego-latina é responsável pela existência de numerosos pares de sinônimos: 
adversário e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo; contraveneno e antídoto; transformação 
e metamorfose; oposição e antítese; etc. 
 
• Antônimos: 
 
Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; 
simpático e antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; ativo e inativo; esperar e desesperar; 
comunista e anticomunista; simétrico e assimétrico; etc. 
 
São palavras de significação oposta: ordem e anarquia; soberba e humildade; louvar e censurar; mal e bem. 
 
HOMÔNIMOS 
 
São palavras que possuem a mesma pronúncia e a mesma grafia, ou apenas a mesma grafia, ou a 
mesma pronúncia. 
 
Observe alguns exemplos: 
 
Almoço (subst) / Almoço (verbo) 
Rego (subst) / Rego (verbo) 
Colher (subst) / Colher (verbo) 
Jogo (subst) / Jogo (verbo) 
Apoio (subst) / Apoio (verbo) 
Denúncia (subst) / Denuncia (verbo) 
7 
 
Providência (subst) / Providencia (verbo) 
Sede (subst-vontade de beber) / Sede (subst - localidade) 
Acender (atear fogo) / Ascender (subir) 
Bucho (estômago de animais) / Buxo (arbusto) 
Caçar (perseguir animais) / Cassar (anular) 
Cela (compartimento) / Sela (arreio) 
Censo (recenseamento) / Senso (juízo, raciocínio) 
Cidra (fruto) / Sidra (vinho de macã) 
Insipiente (ignorante) / Incipiente (principiante) 
Seção; Secção (parte, divisão) / Cessão (ato de ceder); Sessão (reunião) 
Tacha (pequeno prego) / Taxa (imposto) 
Acento (sinal gráfico) / Assento (lugar de sentar) 
Apreçar (dar o preço) / Apressar (acelerar) 
Serrar (cortar com a serra) / Cerrar (fechar) 
Espiar (olhar, ver) / Expiar (pagar uma culpa) 
Extrato (fragmento, resumo) / Estrato (camada de rocha) 
Torre (prédio alto e estreito) / Torre (verbo) 
Chá (bebida) / Xá (soberano) 
Cheque (documento bancário) / Xeque (lance de xadrez) 
Morro (pequena montanha) / Morro (verbo) 
 
PARÔNIMOS 
 
São vocábulos semelhantes na grafia e na pronúncia, mas com significados diferentes: 
 
Observe alguns exemplos: 
 
Absolver (inocentar, perdoar) / Absorver (sorver, consumir) 
Aprender (instruir-se) / Apreender (assimilar) 
Área (medida de superfície) / Ária (peça musical) 
Arrear (pôr arreio) / Arriar (abaixar) 
Comprimento (extensão) / Cumprimento (saudação) 
Costear (navegar junto à costa) / Custear (financiar) 
Deferir (conceder) / Diferir (diferenciar) 
Degredado (exilado) / Degradado (estragado, rebaixado) 
Delatar (denunciar) / Dilatar (alargar, ampliar) 
Descrição (ato de descrever) / Discrição (atitude do discreto) 
Descriminar (inocentar) / Discriminar (distinguir) 
Despensa (lugar de guardar mantimentos) / Dispensa (licença) 
Despercebido (que não foi percebido) / Desapercebido (despreparado) 
Discente (relativo aos alunos) / Docente (relativo aos professores) 
Emergir (vir à tona) / Imergir (mergulhar) 
Emigrar (sair do país) / Imigrar (entrar no país) 
Eminente (ilustre) / Iminente (prestes a acontecer) 
Flagrante (evidente, no ato) / Fragrante (perfumado) 
Fluir (correr) / Fruir (desfrutar) 
8 
 
Imoral (contrário à moral) / Amoral (nem a favor nem contra a moral) 
Indefeso (sem defesa, fraco) / Indefesso (incansável) 
Infligir (aplicar pena) / Infringir (transgredir, desrespeitar) 
Mandato (procuração) / Mandado (ordem judicial) 
Pleito (disputa, eleição) / Preito (homenagem, dependência) 
Prescrever (ordenar, determinar) / Proscrever (condenar, expulsar) 
Retificar (corrigir) / Ratificar (confirmar) 
Soar (emitir som) / Suar (transpirar) 
Sortir (prover) / Surtir (resultar) 
Tráfego (trânsito, fluxo) / Tráfico (comércio ilícito) 
Vadear (atravessar um rio a pé) / Vadiar (vagabundear) 
Vultoso (volumoso) / Vultuoso (inchado) 
 
POR QUE / POR QUÊ / PORQUÊ / PORQUE 
 
Por que: Deve ser grafado separadamente quando se trata de duas palavras: preposição por + pronome que. 
Assim, temos os seguinte casos: 
 
Quando equivale a pelo qual e variações, temos a preposição por seguida do pronome relativo que: 
 
Este é o ideal por que luto. (pelo qual) 
Essa é a profissão por que sempre ansiei. (pela qual) 
 
Quando equivale a por qual razão, por qual motivo, trata-se da preposição por seguida do pronome interrogativo 
que: 
 
Por que seu amigo não veio à festa? (por qual razão) 
Não sei por que ele faltou. (por qual motivo) 
 
Por quê: Quando o pronome interrogativo se posiciona no final da frase ou aparece seguido de pausa forte, ele 
deve receber acento circunflexo: 
 
Seu amigo não veio por quê? 
Ele não veio, não sei por quê. 
Você reclama de tudo, por quê, meu filho? 
 
Porquê: Só deve ser empregado como substantivo. Nesse caso, aparece sempre antecedido de um 
determinante: 
 
Desconheço o porquê de tantas mentiras. 
Não aceito mais os seus falsos porquês. 
 
Porque: Deve ser grafado numa só palavra quando se trata de uma conjunção equivalente a uma vez que, visto 
que, pois ou para que: 
 
Não fui à escola porque estava doente. 
Feche a porta porque está ventando muito. 
“Orai, porque não entreis em tentação.” (PE. Manuel Bernardes) 
 
 
DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS 
 
Onde / Aonde 
 
- Emprega-se aonde com verbos que dão ideia de movimento. Equivale a para onde. 
 
Aonde você vai? 
Aonde nos leva com tal rapidez. 
 
- Com verbos que não expressam ideia de movimento usa-se onde: 
 
9 
 
Onde estão os livros? 
Não sei onde te encontrar. 
Mau / Mal 
 
- Mau é sempre um adjetivo (seu antônimo é bom). 
 
Era um mau momento. 
Era um mau perdedor. 
Acabou se envolvendo em um mau negócio. 
 
Mal podeser: 
 
Advérbio de modo (antônimo de bem): 
 
Ele se comportou mal. 
Seu argumento está mal estruturado. 
João canta mal. 
 
Conjunção temporal (equivale a assim que): 
 
Mal chegou, saiu. 
Mal começou a chuva, eles entraram. 
 
Substantivo (quando precedido de artigo ou de outro determinante): 
 
O bem e o mal são nitidamente personificados nas histórias infantis. 
Ela foi atacada por um mal incurável. 
 
Senão / se não 
 
- Senão equivale a caso contrário: 
 
Devemos entregar o trabalho no prazo, senão o contrato será cancelado. 
Espero que faça bom tempo amanhã à noite, senão cancelaremos a viagem. 
 
- Se não inicia orações adverbiais condicionais e equivale a se por acaso não: 
 
Se não chover amanhã, viajaremos para o litoral. 
A festa será amanhã à noite, se não ocorrer nenhum imprevisto. 
 
Ao encontro de / de encontro a 
 
- Ao encontro de significa “estar a favor de”: 
 
Aquelas atitudes vão ao encontro do que eles pregavam. 
 
- De encontro a significa “ser contra”: 
 
Sua atitude veio de encontro ao que eu esperava. 
 
A fim de / afim 
 
- A fim de é uma locução prepositiva que indica finalidade: 
 
Ele saiu cedo a fim de chegar a tempo. 
 
- Afim é adjetivo e significa “semelhante”, “por afinidade”: 
 
Tratava-se de ideias afins. 
 
Demais / de mais 
 
- Demais é advérbio de intensidade, equivale a muito, excessivamente, em demasia: 
 
Elas falam demais. 
Roberto chegou cedo demais. 
 
- Demais pode ser usado também como substantivo (virá precedido de artigo ou, outro determinante), 
significando “os restantes”: 
 
Escalaram onze atletas para jogar, os demais ficaram no banco. 
10 
 
Onde estão os demais? 
 
- De mais é locução adverbial, significa causar estranheza, anormal. Possui sentido oposto a de menos: 
 
Não haviam feito nada de mais. 
Uns têm coisas de mais, outros de menos. 
 
Há / a 
 
- Na indicação de tempo, emprega-se: 
 
Há para indicar tempo transcorrido (equivale a faz): 
 
Há dois meses que ele não aparece. 
Ele chegou da Europa há um ano. 
 
- A para indicar tempo futuro: 
 
Daqui a dois meses ele aparecerá. 
Ela voltará daqui a um ano. 
 
Acerca de / há cerca de / a cerca de 
 
- Acerca de é uma locução prepositiva e equivale a “a respeito de”: 
 
Discutimos acerca de uma melhor saída para o caso. 
Não conversam acerca de religião. 
 
- Há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalendo a faz: 
 
Há cerca de uma semana, discutíamos uma melhor saída para o caso. 
Não o vejo há cerca de dois meses. 
 
- a cerca de equivale a “a aproximadamente”: 
 
O homem ficou a cerca de duzentos metros. 
 
Ao invés de / em vez de 
 
- Ao invés de significa “ao contrário de”: 
 
Ao invés do que previu a meteorologia, choveu muito ontem. 
Em vez de significa “no lugar de”: 
Em vez de jogar tênis, preferimos ir ao cinema. 
 
Tampouco / Tão pouco 
 
- Tampouco corresponde a também não: 
 
“Quem não entende um olhar, tampouco pode compreender uma explicação.” (Manuel Bandeira) 
 
- Tão pouco corresponde a muito pouco: 
 
Marcos trabalha tanto e ganha tão pouco! 
 
Mas / mais 
 
• Mas 
 
- é uma conjunção coordenativa adversativa indicativa de oposição, contrariedade. Pode ser substituída por, 
porém, todavia, contudo: 
 
É apenas um sino, mas é de ouro. 
 
- pode ser utilizado na correlação não só... mas também, igual a e: 
 
Não só trabalha, mas também se diverte. 
 
• Mais 
 
11 
 
- pode ser advérbio de intensidade ou pronome indefinido: 
 
Ela é a mais bonita das candidatas. (advérbio de intensidade, modificando o adjetivo bonita) 
Você cometeu mais erros hoje do que eu. (pronome indefinido, modificando o substantivo erros) 
 
- antônimo de menos: 
 
Ele tem mais recursos que você. (Ele tem menos recursos que você.) 
 
- com sentido aproximado de jamais: 
 
Não quero mais falar sobre isso. (Não quero jamais falar sobre isso.) 
 
A par / ao par 
 
A par significa “bem informado”: 
 
Fiquei a par de sua decisão hoje. 
 
- Ao par significa equivalência cambial: 
 
O dólar e o ouro estão ao par. (com o mesmo valor) 
 
Cessão / sessão / secção / seção 
 
 - Cessão é o ato de ceder, o ato de dar: 
 
Ele fez a cessão dos seus direitos autorais. 
 
A cessão do terreno para a construção da creche agradou a todos. 
 
Sessão é o intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembleia: 
 
Assistimos a uma sessão de cinema. 
 
Os deputados reuniram-se em sessão extraordinária. 
 
Secção (ou seção) significa parte de um todo, segmento, subdivisão: 
 
Lemos a notícia na seção de esportes. 
Compramos os presentes na secção de brinquedos. 
 
Exercícios: 
 
1. (SRF) Assinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada erroneamente: 
 
a) O Diretor-Geral retificou a Portaria 601, que fora publicada com incorreções. 
b) Este assunto é confidencial; conto, portanto, com sua descrição. 
c) O Superintendente da Receita Federal deferiu aquele nosso pedido. 
d) Recuso-me a defender aquele réu, pois foi pego em flagrante. 
e) Este fiscal vai trabalhar na seção de Tributação. 
 
2. (SRF) Assinale a opção que contém sinônimos das palavras destacadas nas frases: 
 
“Primeiro explorei as larguezas de meu pai, ele dava-me tudo o que lhe pedia, sem repreensão, sem demora, 
sem frieza.” (Machado de Assis) 
 
“O sonho e o inconsciente renascem na procura de evasão do mundo real e na concepção de um mundo ideal.” 
(J.D.Maia) 
a) economia / saída 
b) generosidade / fuga 
c) compreensão / retorno 
d) solicitude / involução 
e) abastança / repressão 
 
3. (MPU) Assinale a sentença que apresenta emprego incorreto de palavra: 
 
a) O corpo docente fora consultado sobre a reprovação do aluno. 
b) Após aquele desagradável incidente, a amizade da turma tornou-se diferente. 
12 
 
c) À pequena distância, não se conseguia descriminar os sinais de trânsito. 
d) Na escuridão da casa, o novo fusível não foi encontrado para que voltasse a energia. 
e) Candidatos experientes surgirão no próximo pleito, mobilizando a comunidade. 
 
4. (TACRIM-SP) Assinale a alternativa que apresenta dois possíveis antônimos para a palavra força: 
 
a) impotência – frouxidão 
b) fraqueza – energia 
c) debilidade – energia 
d) vigor – potência 
e) debilidade – potência 
 
5. (FUVEST-SP) “Meditemos na regular beleza que a natureza nos oferece.” Assinale a alternativa em que o 
homônimo tem o mesmo significado do empregado na oração acima. 
 
a) Não conseguia regular a marcha do carro. 
b) É bom aluno, mas obteve nota regular. 
c) Aquilo não era regular, deveria ser corrigido. 
d) Admirava-se ali a disposição regular dos canteiros. 
e) Daqui até sua casa há uma distância regular. 
 
6. (FUVEST-SP) 
 
 “Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante e amar o inóspito, o cru, 
um vaso sem flor, um chão vazio, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.” 
 
 Nos versos de Carlos Drummond de Andrade, as palavras destacadas significam, respectivamente: 
 
a) radiante, seco, sem atividade 
b) que espera, inabitável, sem atividade 
c) incondicional, inabitável, sem forças 
d) que espera, sem finalidade, sem forças 
e) incondicional, seco, inerme 
7. (FGV-SP) Tendo por base a relação existente entre as duas primeiras palavras, marque a letra que 
corresponde à alternativa correta: tecla / piano. 
 
a) violino / som 
b) médico / boticão 
c) adubo / agrônomo 
d) corda / violão 
e) lápis / arquiteto 
 
8. (TRT-RJ) Assinale a alternativa incorreta: 
 
a) O governo cassou os direitos políticos daquele cidadão. 
b) Houve um roubo vultuoso naquele banco. 
c) Nosso advogado vai impetrar um mandado de segurança. 
d) Os alunos se portaram com muita discrição na visita que fizemos ao museu. 
e) Uma fragrante rosa despontou. 
 
Gabarito: 
 
1) b 2) b 3) c 4) a 5) e 
6) b 7) d 8) b 
 
 
PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
PALAVRAS PRIMITIVAS - palavras que não são formadas a partir de outras. 
 
 Exemplo: pedra, casa, paz, etc. 
 
PALAVRAS DERIVADAS - palavras que são formadasa partir de outras já existentes. 
 
 Exemplo: pedrada (derivada de pedra), ferreiro (derivada de ferro). 
 
PALAVRAS SIMPLES - são aquelas que possuem apenas um radical. 
 
 Exemplo: cidade, casa, pedra. 
 
13 
 
PALAVRAS COMPOSTAS - são palavras que apresentam dois ou mais radicais. 
 
 Exemplo: pé-de-moleque, pernilongo, guarda-chuva. 
 
 Na língua portuguesa existem dois processos de formação de novas palavras: derivação e composição. 
 
DERIVAÇÃO 
 
É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). 
Podem ocorrer das seguintes maneiras: 
 
• Prefixal; Regressiva; 
• Sufixal; Imprópria. 
• Parassintética; 
 
 PREFIXAL - processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical. 
 
 Exemplo: desfazer, inútil. 
 
Vejamos alguns prefixos latinos e gregos mais utilizados: 
 
PREFIXO 
LATINO 
PREFIXO 
GREGO 
SIGNIFICADO EXEMPLOS 
PREF. 
LATINO 
PREF. 
GREGO 
Ab-, abs- Apo- Afastamento Abs ter Apo geu 
Ambi- Anfi- Duplicidade Ambí guo Anfí bio 
Bi- di- Dois Bí pede Dí grafo 
Ex- Ex- Para fora Ex ternar Êx odo 
Supra Epi- Acima de Supra citar Epi táfio 
 
SUFIXAL - processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical. 
Exemplo: carrinho, livraria. 
 
 Vejamos alguns sufixos latinos e alguns gregos: 
 
SUFIXO 
LATINO 
EXEMPLO SUFIXO 
GREGO 
EXEMPLO 
-ada Paulada -ia Geologia 
-eria Selvageria -ismo Catolicismo 
-ável Amável -ose Micose 
 
 PARASSINTÉTICA - processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao 
radical. 
 Exemplo: anoitecer, pernoitar. 
 
OBSERVAÇÃO: 
 Existem palavras que apresentam prefixo e sufixo, mas não são formadas por parassíntese. Para que ocorra 
a parassíntese é necessário que o prefixo e o sufixo juntem-se ao radical ao mesmo tempo. Para verificar tal 
derivação, basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a palavra deixar de ter sentido, então ela foi formada 
por derivação parassintética. Caso a palavra continue a ter sentido, mesmo com a retirada do prefixo ou do 
sufixo, ela terá sido formada por derivação prefixal e sufixal. 
 
REGRESSIVA - processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos. 
 
Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar) 
O debate foi longo. (do verbo debater) 
 
 IMPRÓPRIA - processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua 
forma se altere. 
 Exemplo: O jantar estava ótimo 
 
• COMPOSIÇÃO - É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais. A 
composição pode ocorrer de duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO. 
 
14 
 
JUSTAPOSIÇÃO - quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma 
forma como eram antes da composição. 
 Exemplo: girassol (gira + sol), pé-de-moleque (pé + de + moleque) 
 
AGLUTINAÇÃO - quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia. 
 
Exemplo: planalto (plano + alto) 
 
Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são: 
hibridismo, abreviação e onomatopéia. 
 
• ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO - É a forma reduzida apresentada por algumas palavras: 
 
 Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto (motocicleta). 
 
HIBRIDISMO - É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes. 
 
Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego). 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo: 
 
a) ajoelhar / antebraço / assinatura 
b) atraso / embarque / pesca 
c) o jota / o sim / o tropeço 
d) entrega / estupidez / sobreviver 
e) antepor / exportação / sanguessuga 
 
 2. (BB) A palavra "aguardente" formou-se por: 
 
a) hibridismo 
b) aglutinação 
c) justaposição 
d) parassíntese 
d) parassíntese 
 
3. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição? 
 
a) desagradável - complemente 
b) vaga-lume - pé-de-cabra 
c) encruzilhada - estremeceu 
d) supersticiosa - valiosas 
e) desatarraxou - estremeceu 
 
4. (UE-PR) "Sarampo" é: 
 
a) forma primitiva 
b) formado por derivação parassintética 
c) formado por derivação regressiva 
d) formado por derivação imprópria 
e) formado por onomatopeia 
 
5. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. 
Em seguida, marque a alternativa que corresponde à sequência numérica encontrada: 
 
( ) aguardente 1) justaposição 
( ) casamento 2) aglutinação 
( ) portuário 3) parassíntese 
( ) pontapé 4) derivação sufixal 
( ) os contras 5) derivação imprópria 
( ) submarino 6) derivação prefixal 
( ) hipótese 
 
a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1 
b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6 
c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6 
15 
 
d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6 
e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6 
 
6. (CESGRANRIO) Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape: 
 
a) zunzum 
b) reco-reco 
c) toque-toque 
d) tlim-tlim 
e) vivido 
 
 7. (UF-MG) Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria? 
 
a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação. 
b) Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto secreto ... Bobagens, bobagens! 
c) Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições continuariam sendo uma farsa! 
d) Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se entenderam. 
e) Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de raiva. 
 
8. (AMAN) Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese: 
 
a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer 
b) solução, passional, corrupção, visionário 
c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente 
d) biografia, macróbio, bibliografia, asteroide 
e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo 
 
9. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor, planalto e aguardente são formadas por: 
 
a) derivação 
b) onomatopeia 
c) hibridismo 
d) composição 
e) prefixação 
 
10. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: 
 
a) readquirir, predestinado, propor 
b) irregular, amoral, demover 
c) remeter, conter, antegozar 
d) irrestrito, antípoda, prever 
e) dever, deter, antever 
 
11. (LONDRINA-PR) A palavra resgate é formada por derivação: 
 
 a) prefixal 
 b) sufixal 
 c) regressiva 
 d) parassintética 
 e) imprópria 
 
12. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que nem todas as palavras são de um mesmo radical: 
 
 a) noite, anoitecer, noitada 
 b) luz, luzeiro, alumiar 
 c) incrível, crente, crer 
 d) festa, festeiro, festejar 
 e) riqueza, ricaço, enriquecer 
 
13. (SANTA CASA) Em qual dos exemplos abaixo está presente um caso de derivação parassintética? 
 
 a) Lá vem ele, vitorioso do combate. 
 b) Ora, vá plantar batatas! 
 c) Começou o ataque. 
 d) Assustado, continuou a se distanciar do animal. 
 e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar. 
 
16 
 
14. (UF-MG) Em todas as frases, o termo grifado exemplifica corretamente o processo de formação de palavras 
indicado, exceto em: 
 
 a) derivação parassintética - Onde se viu perversidade semelhante? 
 b) derivação prefixal - Não senhor, não procedi nem percorri. 
 c) derivação regressiva - Preciso falar-lhe amanhã, sem falta. 
 d) derivação sufixal - As moças me achavam maçador, evidentemente. 
 e) derivação imprópria - Minava um apetite surdo pelo jantar. 
 
15. (UF-MG) Em "O girassol da vida e o passatempo do tempo que passa não brincam nos lagos da lua", há, 
respectivamente: 
 
a) um elemento formado por aglutinação e outro por justaposição 
b) um elemento formado por justaposição e outro por aglutinação 
c) dois elementos formados por justaposição 
d) dois elementos formados por aglutinação 
e) n.d.a 
 
Gabarito 
 
1 - B ; 2 - B; 3 -B; 4 - C; 5 - E; 6 - E; 7 - D; 8 - A 
9 - D; 10 - E; 11 - C; 12 - B; 13 - E; 14 - A; 15 - C; 
 
 
CLASSES GRAMATICAIS 
• Artigo 
• Pronome 
• Numeral 
• Substantivo 
• Adjetivo 
• Verbo 
• Advérbio 
• Preposição 
• Conjunção 
• Interjeição 
 
ARTIGO 
 
Artigo Definido – é utilizado para indicar seres determinados, individualizados (o, a, os, as). 
 
Erro e português 
 
Quando o português chegou 
Debaixo de uma bruta chuva 
Vestiu o índio 
Que pena! 
Fosse uma manhã de sol 
O índio teria despido o português. 
(Oswald de Andrade) 
 
Artigo Indefinido – é utilizado para indicar seres de maneira vaga, generalizada (um, uma, uns, umas). 
 
Cidadezinha qualquer 
Casas entre bananeiras 
Mulheres entre laranjeiras 
Pomar amor cantar 
Um homem vai devagar. 
Um cachorro vai devagar. 
Um burro vai devagar. 
Devagar... as janelas olham. 
Eta vida besta, meu Deus. 
(Carlos Drummond de Andrade) 
 
Notas: 
 
1ª) O artigo identifica o gênero e o número do substantivo a que se refere, podendo distinguir homônimos: a cal, 
o grama (peso), o dó, a grama (relva), o guaraná, os óculos. 
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2ª) O artigo serve para substantivar (tornar substantivo) qualquer palavra ou expressão que acompanhe: 
 
O pôr do sol estava alaranjado, chamando a atenção dos banhistas que se encontravam na praia. 
O amarelo é a cor da moda. 
Exemplos no texto: 
 
Sigam-me os bons! 
Experimente um novo jeito de olhar sua cidade. Leandro Quintanilha Cícero, político da Antiguidade, ficou 
conhecido pela eloquência contagiante de seus discursos. Por isso, séculos depois, os guias turísticos italianos, 
de tão efusivos, foram apelidados como “cicerones”. Eles, e mais tarde, os guias do mundo todo. Talvez porque 
a locução entusiasmada seja inerente à profissão. Pode ser uma cidadezinha colonial, uma grande metrópole, 
um paraíso natural: o roteiro turístico sempre fica mais divertido com apresentador. As palavras transformam o 
olhar, deve ser essa a razão do sucesso do excursionismo. (...) 
 
Observe: 
 
Em os bons, o adjetivo transforma-se em substantivo; em o olhar, o verbo transforma-se em substantivo. 
 
EMPREGO DO ARTIGO DEFINIDO: 
 
- Após o numeral ambos: O diretor puniu ambos os alunos. 
 
- Quando não se deseja repetir substantivo já mencionado: Lavei a blusa verde e a vermelha. (Está implícito: a 
blusa vermelha) 
 
- Antes de nomes de países, estados, continentes e acidentes geográficos (rios, serras,...): a Venezuela, o 
Brasil, os Estados Unidos. 
 
- Na formação do grau superlativo relativo dos adjetivos: Tive os professores mais competentes ou Tive 
professores os mais competentes. 
 
USO FACULTATIVO DO ARTIGO DEFINIDO: 
 
Antes de nome próprio de pessoa, mas observe que o emprego do artigo indica familiaridade: 
 
Jânio Quadros foi aluno do Colégio arquidiocesano de São Paulo. 
O Pedro, meu vizinho, será candidato a vereador. 
 
- Antes de pronome possessivo: 
 
Venderam meu livro por engano. 
Venderam o meu livro por engano. 
 
USO PROIBIDO DO ARTIGO DEFINIDO: 
 
Após o pronome relativo cujo (cuja, cujos, cujas): Aquele menino cujo pai é cientista chegará hoje à escola. 
 
Antes de pronome de tratamento: Vossa Excelência chegará hoje. 
Antes do pronome indefinido outro (outros, outrem): Alguns homens chegaram, outros saíram. 
 
- Antes de substantivos usados em sentido geral e indeterminado: Pobreza não é defeito. 
 
- Antes da maioria dos nomes de cidades: 
 
Roma é encantadora. 
São Paulo é cinza! 
 
- Antes de datas, desde que não apareça a palavra dia. 
 
- Antes das palavras terra, no sentido de chão firme, e casa, no sentido de moradia: 
 
Quando vem à cidade, minha tia fica em minha casa. 
 
Os pescadores ficaram em terra. 
 
 - Após o pronome indefinido todo, no sentido de qualquer: O jovem leu todo romance (= qualquer romance) 
de Machado de Assis que encontrou. 
 
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EXERCÍCIOS: 
 
1. (ALERJ/FESP) Determinar o caso em que o artigo tem valor qualificativo: 
 
a) Estes são os candidatos de que lhe falei. 
b) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera. 
c) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho. 
d) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado. 
e) Muita é a procura, pouca a oferta. 
 
2. (ESAN-SP) Em qual dos casos o artigo denota familiaridade? 
 
a) O Amazonas é um rio imenso. 
b) D.Manuel, o Venturoso, era bastante áspero. 
c) O Antônio comunicou-se com o João. 
d) O professor João Ribeiro está doente. 
e) Os Lusíadas são um poema épico. 
 
3. (FATEC-SP) Indique a alternativa em que é errado colocar, após a palavra destacada, o artigo definido: 
 
a) Afundou na lama ambos pés. 
b) Todos dias passava por lá, sem vê-la. 
c) Toda noite gotejou a torneira, não pude dormir. 
d) A todo passante perguntei, nenhum me informou. 
e) n.d.a. 
 
4. (FMU-SP) Observe as frases seguintes e depois escolha a única alternativa incorreta: 
 
Com a Ana ele vai brigar. 
Com Fred ele não vai discutir. 
 
a) A frase I contém um artigo definido, no feminino e no singular, que semanticamente torna Ana mais próxima. 
b) A frase I contém um artigo definido, no feminino e no singular, pois antecede um nome próprio de mesmas 
características morfológicas. 
c) No confronto entre a frase I e a frase II pode-se notar a importância do uso estilístico do artigo. 
d) A frase II, dispensando o artigo diante do nome próprio, marca o distanciamento entre o referente e o emissor. 
e) A frase II, não contendo artigo definido diante do nome próprio, está errada. 
 
5. (FMU-SP) Procure e assinale a única alternativa em que há erro no emprego do artigo: 
 
a) Nem todas opiniões são valiosas. 
b) Disse-me que conhece todo o Brasil. 
c) Leu todos os dez romances do escritor. 
d) Andou por todo Portugal. 
e) Todas cinco, menos uma, estão corretas. 
 
6. (ITA-SP) Em uma das opções abaixo o uso do artigo é facultativo. Assinale-a: 
 
a) Os alunos estudiosos serão recompensados. 
b) Os Estados Unidos progrediram muito. 
c) Conheço a encantadora Goiânia. 
d) Fez todo o trabalho solicitado. 
e) O meu destino é ser feliz. 
 
7. (CBM-DF) Assinale a alternativa em que o artigo não evidencia o gênero do substantivo: 
 
a) o dó 
b) a colega 
c) a criatura 
d) as cataplasmas 
e) o lápis 
 
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8. (TRT-AM) O artigo indefinido anteposto a numeral revela quantidade aproximada. Assinale o item em que tal 
fato não ocorre: 
 
a) Faltaram uns dez alunos naquele dia. 
b) Repeti a explicação umas três vezes. 
c) Fizemos um dos três melhores trabalhos. 
d) Procuramos uns cinco atletas e só achamos dois. 
e) Chegou há uns quatro dias. 
 
9. (TRE-PE) Assinale a alternativa em que há erro relacionado ao emprego do artigo: 
 
a) Os jovens estavam na casa. 
b) Os jovens estavam em casa. 
c) Os jovens estavam na casa dos amigos. 
d) Os jovens ficaram na terra dos gigantes. 
e) Os marinheiros permaneceram em terra. 
 
10. (ESESP-ES) Assinale a alternativa em que o emprego do artigo não é adequado: 
 
a) Ele resolverá os problemas da Sua Senhoria. 
b) Conheci Vossa Alteza no ano passado. 
c) O que o senhor deseja? 
d) A senhorita vai à festa da escola? 
e) Não vi a senhora, ontem. 
 
Gabarito: 
 
1) b 2) c 3) d 4) e 5) a 
6) e 7) c 8) c 9) a 10) a 
 
 
PRONOMES 
 
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, relacionando-o às três pessoas do 
discurso. 
 
De acordo com essas duas características distintas, temos: 
 
a) Pronome substantivo - substitui ou representa o substantivo. 
 
É justo que todos sejam pagos para trabalhar. 
Enquanto você trabalha, ele viaja pelo mundo. 
 
b) Pronome adjetivo - acompanha o substantivo. 
 
Vivi alguns anos em Paris. 
O meu ganho é maior do que as minhas despesas. 
 
Há seis tipos de pronomes: 
 
• Pessoais, 
• Possessivos, 
• Demonstrativos, 
• Indefinidos, 
• Interrogativos 
• Relativos. 
 
• Pronomes pessoais: 
 
Retos: eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas 
 
Oblíquos: 
 
a) átonos: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes. 
b) tônicos: mim, comigo, ti,contigo, si, consigo, ele, ela, conosco, nós, convosco, vós, si, consigo, eles, elas. 
20 
 
De tratamento: você, Vossa Alteza, Vossa Eminência, Vossa Excelência, Vossa Magnificência, Vossa 
Majestade, Vossa Reverendíssima, Vossa Senhoria, Vossa Santidade, Senhor, Senhora. 
 
• Pronomes possessivos: meu, minha, meus, minhas, teu, tua, teus, tuas, seu, sua, seus, suas, nosso, nossa, 
nossos, nossas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu, sua, seus, suas. 
 
• Pronomes demonstrativos: este, esta, estes, estas, isto, esse, essa, esses, essas, isso, aquele, aquela, 
aqueles, aquelas, aquilo. 
 
Observação: Os pronomes o, a, os, as, mesmo, mesma, mesmos, mesmas, próprio, própria, próprios, próprias, 
semelhante, semelhantes, tal e tais também são considerados demonstrativos. 
 
• Pronomes indefinidos: algum, alguns, alguma, algumas, nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas, certo, 
certa, certos, certas, muito, muita, muitos, muitas, pouco, pouca, poucos, poucas, outro, outra, outros, outras, 
todo, toda, todos, todas, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer, quaisquer, 
diversos, diversas. 
 
• Pronomes relativos: que, quem, o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quantos, 
quantas, onde, como, quando. 
 
• Pronomes interrogativos: que, quem, qual, quais, quanto, quanta, quantos, quantas. 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (SEE-MG) Observe: 
 
I. Chegaram várias cartas, mas não havia nenhuma para........ 
II. Não é tarefa para........,desenvolver este tema. 
III. Este tema não é tarefa para.......desenvolver, por enquanto. 
IV. É mais fácil para.........,acreditar nessa história do que para ele. 
 
a) mim – eu – mim – eu 
b) mim – mim – eu – mim 
c) eu – eu – mim – mim 
d) eu – eu – eu – eu 
e) mim – mim – mim – mim 
 
2. (TRE-RO) Observe as frases: 
 
I. A língua portuguesa foi a que chegou até.......através de gerações. 
II. Não basta....querer que a grafia coincida com a pronúncia; é preciso a reforma. 
II. Torna-se muito complicado, para.....,acompanhar essa mudança. 
IV. Para......., unificar a grafia é impossível. 
V. Deixaram alguns pontos para........estudar. 
 
A opção que completa corretamente as frases é: 
 
a) eu – eu – eu – mim - mim 
b) eu – eu – mim – eu – mim 
c) mim – eu – eu – mim – eu 
d) mim – eu – mim – mim – eu 
e) mim – a mim – mim – eu – mim 
 
3. (CMB) Assinale a opção que apresenta mau uso dos pronomes: 
 
a) A situação com a qual lidamos parece ser semelhante àquela. 
b) É excelente a solução dada pela empresa, pois esta terá maiores lucros, e aquela beneficiará os empregados. 
c) Quanto aos funcionários, a pesquisa lhes fornecerá dados úteis. 
d) A solução depende de ele ter boas intenções e de nós termos vontade de agir. 
e) As famílias cujos os chefes estão desempregados sabem bem o que é depressão. 
 
4. (TELERJ) Assinale a opção em que o emprego dos pronomes pessoais está de acordo com a norma culta da 
língua. 
 
a) Entre o chefe e eu há confiança mútua. 
b) Para eu, vencer na empresa é fundamental. 
c) Vim falar consigo sobre o debate de amanhã. 
21 
 
d) Já lhe avisei do ocorrido na empresa. 
e) Esta linha telefônica vai de mim a ti. 
 
5. (ALERJ) A substituição do termo destacado pelo pronome está incorreta em: 
 
a) Viram a moça. / Viram-na. 
b) Pedi a elas o material. / Pedi-lhes o material. 
c) Tocou o hino completo. / Tocou-o completo. 
d) Parti em pedaços o bolo. / Parti-lo em pedaços. 
e) Deixou para o filho a herança. / deixou-a para o filho. 
 
6. (TRE-MT) A lacuna da frase “A situação.......aspiro começou a se delinear” é preenchida, de acordo com a 
norma culta, por: 
 
a) onde 
b) cujo 
c) a que 
d) que 
e) e 
 
7. (ALERJ) “É quase impossível enxergá-lo.” 
 
Na frase acima, foi empregado corretamente o pronome oblíquo “o”. A frase que não se completa com esse 
pronome é: 
 
a) Abracei-.......com entusiasmo. 
b) Vi-.....ontem na esquina da rua. 
c) Felicitei-.......pela aprovação. 
d) A ele, devolvi-........o documento. 
e) O livro, entreguei-.......ao aluno. 
 
8. (TRT-SP) Assinale a frase em que o pronome possessivo foi usado incorretamente: 
 
a) Vossa Senhoria trouxe seu discurso e os documentos indeferidos? 
b) Vossa Reverendíssima queira desculpar-me se interrompo vosso trabalho. 
c) Voltando ao Vaticano, Sua Santidade falará aos fiéis de várias nacionalidades. 
d) Informamos que Vossa Excelência e seus auxiliares conseguiram muitas adesões. 
e) Sua Excelência, o Sr. Ministro da Justiça, considerou a medida inconstitucional. 
 
9. (TRT-SP) Assinale a alternativa em que o pronome lhe tem valor possessivo: 
 
a) Caiu-lhe nas mãos um belo romance de José de Alencar. 
b) Dei-lhe indicações completamente seguras. 
c) Basta-lhe uma palavra apenas. 
d) Seus amigos escreveram-lhe um singelo poema. 
e) Informaram-lhe o resultado da prova realizada ontem. 
 
10. (Cesgranrio-RJ) 
 
Para aliviar de Cristo os sentimentos. 
Para aliviar-lhe os sentimentos. 
 
O pronome lhe substitui a expressão destacada acima e apresenta valor possessivo. Indique a opção cujo 
pronome não apresenta esse valor. 
 
a) Concederam o perdão ao romeiro. / Concederam-lhe o perdão. 
b) Ajeitaram a roupa da santa. / Ajeitaram-lhe a roupa. 
c) O vento acariciava o rosto do padre. / O vento acariciava-lhe o rosto. 
d) Não pude ver o seu rosto. / Não lhe pude ver o rosto. 
e) Afirmo que não puxaram o braço do religioso. / Afirmo que não lhe puxaram o braço. 
 
11. (VUNESP) Considere os enunciados a seguir: 
 
I. O senhor não deixe de comparecer. Precisamos de seu apoio. 
II. Você quer que te digamos toda a verdade? 
III. Vossa Excelência conseguiu realizar todos os vossos intentos? 
IV. Vossa Majestade não deve preocupar-se unicamente com os problemas dos seus auxiliares diretos. 
 
22 
 
Verifica-se que há falta de uniformidade no emprego das pessoas gramaticais nos enunciados: 
a) II e IV 
b) III e IV 
c) I e IV 
d) I e III 
e) II e III 
 
12. (UFRJ) No período: “Luísa e Maria estudaram na Europa: esta em Paris, aquela em Roma”, entende-se que: 
 
a) Luísa estudou em Roma. 
b) Maria estudou em Roma. 
c) Luísa estudou em Paris. 
d) Luísa e Maria estudaram em Roma. 
e) Luísa e Maria estudaram em Paris. 
 
13. (PUC-SP) “Os depoimentos....teve acesso comprovaram que a República não cumpriu, nesses cem anos, as 
promessas.....foi portadora.” 
 
a) a que - de que 
b) aos quais - de cuja 
c) pelo quais - às quais 
d) os quais - das quais 
e) que - que 
 
14. (UEPG-PR) “Toda pessoa deve responder pelos compromissos assumidos.” A palavra destacada é: 
 
a) pronome adjetivo indefinido 
b) pronome substantivo indefinido 
c) pronome adjetivo demonstrativo 
d) pronome substantivo demonstrativo 
e) nenhuma das alternativas 
 
15. (UEPG-PR) Na oração “Certos amigos não chegaram a ser jamais amigos certos”, os termos destacados 
são, respectivamente: 
 
a) adjetivo e pronome 
b) pronome adjetivo e adjetivo 
c) pronome substantivo e pronome adjetivo 
d) pronome adjetivo e pronome indefinido 
e) adjetivo anteposto e adjetivo posposto 
 
Gabarito: 
 
1) b 2) d 3) e 4) e 5) d 
6) c 7) d 8) b 9) a 10) a 
11) e 12) a 13) a 14) a 15) b 
 
 
NUMERAL 
 
Numeral é a palavra que exprime quantidade, ordem, fração, multiplicação, em relação ao substantivo. 
 
Classificação: 
 
Cardinal - indica uma quantidade determinada, exata: Apenas 330 em cada mil alunos completavam o estudo 
básico. 
 
Ordinal - indica a posição que alguém (ou alguma coisa) ocupa numa determinada sequência: Ele ficou em 
primeiro lugar no concurso. 
 
Multiplicativo - indica a multiplicação de uma quantidade: O Brasil deveria investir, em educação, o triplo do 
que investe. 
 
Fracionário - indica uma divisão, a fração de uma quantidade: Apenas um terço dos alunos conclui o ensino 
básico. 
 
Numerais substantivos e numerais adjetivos 
 
23 
 
• Numerais substantivos - aparecem isolados, ou seja, não acompanham um nome, desempenhando, 
portanto, uma função sintática própria de substantivo. 
- Morreram três naquele trágico acidente.• Numerais adjetivos - aparecem relacionados a um substantivo, exercendo, assim, a função de adjunto 
adnominal. 
 
 - Rubinho chegou em terceiro lugar mais uma vez. 
 
Flexão dos numerais: 
 
• Numerais cardinais 
 
- Os cardinais geralmente não são flexionados. 
 
 - Os cardinais um, dois e as centenas a partir de duzentos, porém, recebem flexão de gênero. 
 
Tenho apenas um carro e duas garagens. 
Havia trezentas vagas para mais de oitocentos candidatos. 
 
 - Os cardinais milhão, bilhão, trilhão, etc, recebem flexão de número. 
 
O governo já foi fraudado em bilhões de dólares. 
O prêmio da loteria está acumulado em vinte e cinco milhões de reais. 
 
• Numerais ordinais 
 
Os ordinais recebem flexão de gênero e número. 
 
Os primeiros que chegarem deverão sentar-se nas primeiras filas. 
 
• Numerais multiplicativos 
 
 - Quando têm valor de adjetivo, os numerais multiplicativos variam em gênero e número. 
 
Tomei duas doses duplas de uísque. 
Assinalei três palpites triplos neste cartão. 
 
 - Quando têm valor de substantivo, são invariáveis. 
 
O jogador exigiu o dobro do que o clube lhe oferecera. 
Nove é o triplo de três. 
 
• Números fracionários 
 
 - Os números fracionários concordam em gênero e número com os cardinais que os antecedem. 
 
Comeu dois terços daquela enorme pizza. 
Recebeu duas terças partes da herança paterna. 
 
 
SUBSTANTIVO 
 
Classificação: 
 
• Comum – denomina todos os seres de uma mesma espécie: diamante, mesa, cadeira. 
 
• Próprio – dá nome a um único ser de uma determinada espécie: João, Brasil. 
 
• Concreto – nomeia os seres propriamente ditos: pessoas, animais (reais ou imaginários), lugares, objetos, 
coisas e entidades (Deus, fada, bruxa, casa, cadeira). 
 
• Abstrato – nomeia ações (combate), sensações físicas (frio, dor), sentimentos (saudade), qualidade/defeitos 
(beleza) e estados (vida). 
 
• Primitivo – dá origem a outra palavra: dente. 
 
• Derivado – origina-se de outra palavra: dentista 
24 
 
 
• Coletivo - é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, dá nome a um conjunto de seres de uma 
certa espécie. 
 
Flexão: 
 
Os substantivos podem variar em gênero (masculino/feminino), número (singular/plural) e grau (aumentativo, 
diminutivo, normal). 
 
Substantivo uniforme – tem a mesma forma para os dois gêneros: o/a viajante, a vítima (homem ou mulher), o 
peixe (macho ou fêmea). 
 
Os substantivos uniformes classificam-se em: 
 
Epicenos – designam animais: a pulga macho, o besouro fêmea. 
 
Sobrecomuns – apresentam a mesma forma para o masculino e o feminino: a vítima, a criança, a pessoa, a 
criatura, o cônjuge. 
 
Comuns de dois gêneros - possuem a mesma forma para o masculino e o feminino. Diferenciam-se pela 
colocação de um artigo, pronome ou adjetivo antes do substantivo: o/a paciente, o/a colunista, um/uma 
selvagem, novo/nova colega. 
 
Substantivos biformes – apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino: homem/mulher, 
juiz/juíza, zangão/abelha. 
 
Há substantivos que mudam de sentido quando se troca o gênero: 
 
• O capital (dinheiro) - a capital (cidade principal) 
• O cabeça (chefe) - a cabeça (parte do corpo) 
• O caixa (atendente) - a caixa (objeto) 
• O guia (acompanhante) - a guia (documento) 
• O grama (unidade) - a grama (relva) 
• O moral (ânimo) - a moral (ética) 
• O nascente (lugar onde nasce o sol) - a nascente (fonte) 
• O rádio (aparelho, osso, elemento químico) - a rádio (emissora) 
• O violeta (cor) - a violeta (flor) 
 
Flexão de número 
 
Plural de substantivos simples: 
 
Acrescenta-se s: 
 
- aos substantivos terminados em vogal e ditongo: povo/povos, feira/feiras, pátria/pátrias. 
 
- aos substantivos terminados em n: próton / protons, pólen, polens. 
 
Variações: 
 
• Abdômen - abdomens/abdômenes 
• Líquen - liquens/ líquenes 
• Hífen - hifens/ hífenes 
 
Aos substantivos terminados em r e z acrescenta-se es: computador/computadores, cartaz/cartazes, luz/luzes, 
burguês/burgueses. 
 
Nas palavras oxítonas terminadas em s, acrescenta-se es: ananás, ananases; português, portugueses; revés, 
reveses, país, países; retrós, retroses. 
 
As palavras paroxítonas terminadas em s são invariáveis: o atlas, os atlas; o pires, os pires; o lápis, os lápis; o 
oásis; os oásis; o ônibus, os ônibus. 
 
Observação: cais, xis, lápis e ônibus não sofrem variação, e cós faz os cós ou os coses. 
 
Nos substantivos terminados em al, el, ol, ul substitui-se o l por is: jornal / jornais, quartel / quartéis, anzol / 
anzóis. 
 
Exceção: mal/males, cônsul/cônsules, real/réis 
25 
 
Atenção: Nos substantivos terminados em il, troca-se o l por is se forem oxítonos: fuzil / fuzis, canil / canis, 
pernil / pernis. 
 
Muda-se o il em eis quando forem paroxítonos: fóssil / fósseis, 
 
Aos substantivos terminados em ão acrescenta-se s: cidadão/cidadãos, cristão/cristãos, irmão/irmãos. 
Ou troca-se: 
 
 - Ão por ães: pão / pães, cão / cães, aldeão / aldeães 
 - Ão por ões: vilão / vilões, limão / limões, pavão / pavões 
 
Atenção: Formas variantes: 
 
• Sultão - sultãos, sultães, sultões 
• Ancião - anciãos, anciães, anciões 
• Anão - anões, anãos 
• Corrimão - corrimãos, corrimões 
• Aldeão - aldeãos, aldeões, aldeães 
• Castelão - castelãos, castelões, castelães 
• Charlatão - charlatões, charlatães 
• Cortesão - cortesãos, cortesões 
• Ermitão - ermitãos, ermitões, ermitães 
• Guardião - guardiões, guardiães 
• Sacristão - sacristãos. sacristães 
• Verão - verãos, verões 
• Vulcão - vulcãos, vulcões 
 
Plural dos substantivos compostos: 
 
- Quando o substantivo é formado por dois ou mais elementos não separados por hífen, o plural é feito de 
acordo com as mesmas regras do substantivo simples: aguardente - aguardentes; clarabóia - clarabóias; 
rodapé, rodapés; girassol, girassóis; vaivém – vaivéns; malmequer – malmequeres. 
 
 - Quando o substantivo apresenta elementos separados por hífen, a formação do plural obedece aos seguintes 
critérios: 
 
- Flexionam-se ambos os elementos dos compostos de palavras variáveis: bom-dia – bons-dias; couve-flor, 
couves-flores; primeira-dama, primeiras-damas, bóia-fria, bóias-frias; salvo-conduto, salvos-condutos; carta-
bilhete, cartas-bilhetes; tenente-coronel, tenentes-coronéis; amor-perfeito, amores-perfeitos; água-marinha, 
águas-marinhas; vitória-régia, vitórias-régias. 
 
- Flexiona-se somente o primeiro elemento dos compostos ligados por preposição expressa ou subentendida: 
pão-de-ló, pães-de-ló; pé-de-cabra, pés-de-cabra; pé-de-moleque, pés-de-moleque; mula-sem-cabeça, mulas-
sem-cabeça; cavalo-vapor, cavalos-vapor (= cavalo-a-vapor); pôr-do-sol, pores-do-sol. 
 
- Flexiona-se somente o primeiro elementos nos compostos em que o segundo indica a finalidade, a forma ou a 
semelhança do primeiro: pombo-correio, pombos-correio; navio-escola, navios-escola; manga-rosa, mangas-
rosa; homem-rã, homens-rã; decreto-lei, decretos-lei, salário-família, salários-família 
 
Observação: Aceita-se também, no caso acima, a pluralização de ambos os elementos: pombos-correios, 
navios-escolas, mangas-rosas, homens-rãs, decretos-leis. 
 
- Flexiona-se somente o último elemento dos compostos em que o primeiro é grã, grão e bel: grã-cruz, grã-
cruzes; grão-duque, grão-duques; bel-prazer, bel-prazeres. 
 
- Flexiona-se somente o último elemento dos compostos em que o primeiro é palavra invariável (advérbio, 
interjeição, prefixo) ou verbo: ex-aluno, ex-alunos; vice-diretor, vice-diretores, sempre-viva, sempre-vivas; beija-
flor, beija-flores; guarda-sol, guarda-sóis; guarda-roupa, guarda-roupas; recém-formado, recém-formados. 
 
- Flexiona-se somente o último elemento dos compostos de palavras repetidas ou onomatopaicas: pisca-pisca, 
pisca-piscas; corre-corre, corre-corres; reco-reco, reco-recos; bem-te-vi, bem-te-vis; pingue-pongue, pingue-
pongues. 
 
Observação: Em formas verbais repetidas também pode haver flexão dos dois elementos: piscas-piscas, 
corres-corres. 
 
26 
 
- Ficam invariáveisos compostos de verbos de significado oposto: o perde-ganha, os perde-ganha; o leva-e-traz, 
os leva-e-traz. 
 
- Ficam invariáveis as expressões substantivadas: o louva-a-deus, os louva-a-deus; o bumba-meu-boi, os 
bumba-meu-boi; o deus-nos-acuda, os deus-nos-acuda; o(a) maria-vai-com-as-outras, os(as) maria-vai-com-as-
outras. 
 
Considerações finais: 
 
1ª) São invariáveis: arco-íris, louva-a-deus, cola-tudo (verbo + palavra invariável), sem-vergonha, sem-teto e 
sem-terra. 
 
2ª) Admitem mais de um plural: 
 
Pai-nosso = pais-nosso, pai-nossos 
Padre-nosso = padres-nossos ou padre-nossos 
Terra-nova = terras-novas, terra-novas 
Salvo-conduto = salvos-condutos, salvo-condutos 
Xeque-mate = xeques-mates, xeques-mate 
Fruta-pão = frutas-pães, frutas-pão 
 
3ª) Alguns casos especiais: 
 
O banho-maria = os banhos-maria 
O joão-ninguém = os joões-ninguém 
O lugar-tenente = os lugar-tenentes 
O mapa-múndi = os mapas-múndi 
 
Plural metafônico 
 
Alguns substantivos, além de receberem a desinência –s na formação do plural, trocam o o tônico fechado (ô) 
pelo o tônico aberto (ó). É o chamado plural metafônico. 
 
Aposto – apostos 
Caroço – caroços 
Corpo – corpos 
Depojo – despojos 
Destroço – destroços 
Esforço – esforços 
Fogo – fogos 
Forno – fornos 
Imposto – impostos 
Miolo – miolos 
Olho – olhos 
osso – ossos 
Ovo – ovos 
Poço – poços 
Porco – porcos 
Porto – portos 
Povo – povos 
Socorro – socorros 
Tijolo – tijolos 
 
Grau do substantivo 
 
Os substantivos podem ser flexionados nos graus: 
 
• Aumentativo – carrão, buguersona 
• Diminutivo – carrinho, burguesinha 
 
Flexão: 
 
Forma sintética – basta acrescentar um sufixo aumentativo ou diminutivo: bocarra/boquinha, 
homenzarrão/homenzinho. 
 
Forma analítica – emprega-se uma palavra (adjetivo) que dá idéia de aumento ou de diminuição: carro grande, 
sala pequena. 
 
27 
 
Observações: 
 
1ª) Há substantivos que perderam o sentido gradativo de aumento ou de diminuição: cartão, portão, papelão, 
folhinha. 
 
2ª) Certos aumentativos e diminutivos são empregados para exprimir carinho, afeto. São chamados de afetivos: 
timaço, amigão, filhinho, amorzinho, mãezinha. 
 
3ª) Por vezes, o aumentativo e o diminutivo são usados para exprimir desprezo, pouco caso. Chamam-se 
pejorativos: politicalha, jornaleco, padreco. 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (ALERJ/FESP) O plural de cidadão é cidadãos. A palavra que também faz o seu plural desse modo é: 
 
a) cão 
b) pão 
c) anão 
d) irmão 
e) nação 
 
2. (MM) A alternativa em que há erro no sentido dos substantivos é: 
 
a) o grama = unidade de medida; a grama = relva 
b) o rádio = aparelho receptor; a rádio = estação transmissora 
c) o guia = documento; a guia = pessoa que guia 
d) o cisma = separação; a cisma = desconfiança 
e) o moral = ânimo; a moral = ética 
 
3. (MM) A série em que todas as palavras são femininas é: 
 
a) foliona, deusa, ilhoa, trema, dó 
b) heroína, cataplasma, edema, gengibre, orbe 
c) grama, fel, coral, telefonema, derme 
d) gênese, sóror, omoplata, bílis, derme 
e) champanha, hélice, libido, cura, sentinela 
 
4. (ALERJ/FESP) Na frase “É uma doença que ataca o sistema de defesa do organismo”, observa-se o uso do 
artigo masculino o diante da palavra sistema. A palavra diante da qual não se pode usar o é: 
 
a) edema 
b) emblema 
c) alfazema 
d) problema 
e) telefonema 
 
5. (ESAF-CJF) Assinale a opção em que há substantivos que se referem, respectivamente, a ação e sentimento: 
 
a) homem, passos 
b) passado, medo 
c) diferença, raízes 
d) inteligência, criação 
e) trabalho, tristeza 
 
6. (TRT-RJ) Esolha a alternativa cujos gêneros, pela ordem, correspondem aos seguintes vocábulos: alface, 
grama (peso), dó e telefonema. 
 
a) masculino - feminino - masculino - feminino 
b) feminino - feminino - masculino - feminino 
c) masculino - feminino - masculino - masculino 
d) feminino - masculino - masculino - masculino 
e) feminino - feminino - masculino - masculino 
 
7. (TCE-RJ) Assinale a opção em que o plural das palavras destacadas é feito da mesma forma: 
 
a) O escrivão desacatou aquele cidadão. 
b) O salário-família será pago na sexta-feira. 
c) O freguês antigo tinha uma aparência simples. 
28 
 
d) O funcionário encarregado de vistoria era dócil e gentil. 
e) Naquele mundo pagão, havia apenas um cristão. 
 
8. (ALERJ/FESP) O vocábulo que pertence ao gênero masculino é: 
 
a) sósia 
b) libido 
c) dinamite 
d) cataplasma 
e) aguardente 
 
9. (UFSC) Há substantivos que têm um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos. Uma 
das alternativas seguintes constituída de três substantivos desta espécie é: 
 
a) a criança, a vítima, o selvagem 
b) a criança, a testemunha, o agente 
c) a vítima, a jovem, o parente 
d) a criança, a vítima, o cônjuge 
e) a testemunha, a patroa, o mestre 
 
10. (UFSM-RS) Identifique a alternativa em que o plural do diminutivo das palavras escritor, informações, ligação 
e material está de acordo com a língua-padrão: 
 
a) escritorezinhos, informaçãozinhas, ligaçãozinhas, materialzinhos 
b) escritorzinhos, informaçãozinhas, ligaçãozinhas, materialzinhos 
c) escritorezinhos, informaçõezinhas, ligaçõezinhas, materiaizinhos 
d) escritorezinhos, informaçãozinhas, ligaçõezinhas, materialzinhos 
e) escritorzinhos, informaçõezinhas, ligaçõezinhas, materialzinhos 
 
Gabarito: 
 
1) d 2) c 3) d 4) c 5) e 
6) d 7) e 8) a 9) d 10) c 
 
 
ADJETIVO 
 
É a palavra que caracteriza o substantivo, atribuindo-lhe qualidade, estado ou especificação. 
 
“Parou a ventania, as estrelas, dormentes, fatigadas, cerram, à luz do dia, as misteriosas pálpebras doiradas.” 
(Guerra Junqueira) 
 
* Classificação do adjetivo: 
 
Quanto à estrutura e formação, o adjetivo tem a mesma classificação do substantivo: simples, composto, 
primitivo e derivado. 
 
• Adjetivo simples - possui apenas um radical: grande, belo, manso, leal, rico. 
 
• Adjetivo composto - possui dois ou mais radicais: azul-claro, político-social, afro-brasileiro, sino-luso-
americano. 
 
• Adjetivo primitivo - não deriva de outra palavra: bom, leal, humano, fácil. 
 
• Adjetivo derivado - deriva de outra palavra: árvores frutíferas, estrada asfaltada, caderno encapado. 
 
* Flexão do adjetivo 
 
Como o substantivo, o adjetivo também apresenta flexão de gênero, número e grau. 
 
* Gênero do adjetivo 
Quanto ao gênero, os adjetivos podem ser uniformes ou biformes. 
 
Uniformes - possuem uma única forma que se aplica tanto a substantivos masculinos como a femininos: marido 
fiel / esposa fiel; menino feliz / menina feliz; homem pobre / mulher pobre. 
 
Biformes - possuem uma forma para o masculino e outra para o feminino: período confuso / idéia confusa; 
senador honrado / senadora honrada; leite puro / água pura. 
 
29 
 
* Formação do feminino dos adjetivos: 
 
• Adjetivo simples 
 
Quando terminados em o, trocam o por a: cheio - cheia, claro - clara, puro - pura. 
 
Quando terminados em ês, or e u, recebem a: burguês - burguesa, encantador - encantadora, cru - crua 
 
Exceções: anterior, inferior, superior, interior, melhor, pior, incolor, multicor, hindu, cortês, descortês, pedrês 
(invariáveis). 
 
Quando terminados em ão: 
 
Trocam o ão por ã: cristão - cristã, temporão - temporã, vilão - vilã. 
Trocam o ão por ona: brigão - brigona, brincalhão – brincalhona. 
 
Quando terminados em eu, trocam o eu por éia: europeu - européia, plebeu - plebéia, ateu - atéia. 
 
• Adjetivos compostos 
 
Nos adjetivos composto, somente o último elemento recebe terminação feminina: castanho-escuro / castanho-
escura, azul-claro / azul-clara, socioeconômico / socioeconômica. 
 
Exceção: surdo-mudo / surda-muda. 
 
* Número do adjetivo: 
 
• Adjetivo simples 
 
 Em geral, o adjetivo simples faz plural seguindo as mesmas regras do substantivo: branco - brancos, 
gentil - gentis, veloz - velozes, cortês - corteses, amável - amáveis, azul - azuis. 
 
Observação: Quando o nome relativo à cor for indicado por substantivo adjetivado, este deverá permanecer 
invariável:gravatas creme, blusas laranja, sapatos gelo, vestidos rosa. 
 
• Adjetivo composto 
 
No adjetivo composto, devemos observar os seguintes procedimentos para a formação do plural: 
 
Somente o último elemento deve ser flexionado: guerras greco-romanas, salas médico-cirúrgicas, crises político-
econômicas, blusas amarelo-escuras, casacos castanho-claros. 
 
Exceção: azul-marinho, azul-celeste, azul-ferrete e verde-gaio (invariáveis) e surdo-mudo (variam os dois 
elementos). 
 
Ficam invariáveis os adjetivos compostos indicativos de cores quando o último elemento é substantivo: olhos 
verde-mar, gravatas amarelo-ouro, vestidos azul-pavão. 
 
* Grau do Adjetivo 
 
Para expressar as variações de intensidade, o adjetivo apresenta-se em dois graus: comparativo e superlativo. 
 
1. Grau comparativo: Estabelece uma comparação entre dois ou mais seres. Pode ser: 
 
• De igualdade: Este caminho é tão longo quanto aquele. 
• De inferioridade: Este caminho é menos longo que aquele. 
• De superioridade: Este caminho é mais longo que aquele. 
 
2. Grau superlativo: 
 
Pode ser: 
 
• Relativo: relaciona a característica de um ser em relação a outros. Pode ser: 
 
• De inferioridade: Ele é o menos fraco do grupo. 
 
• De superioridade: Ele é o mais fraco do grupo. 
 
• Absoluto: a característica de um ser é intensificada sem relação com os outros seres. Ocorre de duas formas: 
 
30 
 
• Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de um advérbio de intensidade: Este aparelho é muito fraco. 
 
• Sintética: a intensificação se faz com o auxílio de um sufixo: Este aparelho é fraquíssimo. 
 
Alguns comparativos e superlativos apresentam formas especiais. Observe: 
• Bom - melhor (comparativo) - ótimo (superlativo) 
• Mau - pior (comparativo) - péssimo (superlativo) 
• Grande - maior (comparativo) - máximo (superlativo) 
• Pequeno - menor (comparativo) - mínimo (superlativo) 
• Alto - superior (comparativo) - supremo (superlativo) 
• Baixo - inferior (comparativo) - ínfimo (superlativo) 
 
Observações: 
 
1ª) Comparando-se características de um mesmo ser, podem-se empregar as formas mais bom, mais mau, mais 
grande. 
 
Ele é mais bom do que inteligente. 
João é mais grande do que gordo. 
 
2ª) Além da forma menor, admite-se o emprego de mais pequeno, mais comum em Portugal: 
 
O marido é mais pequeno do que a mulher. 
João é mais pequeno do que Paulo. 
 
3ª) O superlativo também pode ser indicado com o auxílio dos prefixos super e ultra. 
 
Sua idéia é superinteressante. 
Aquela garota é ultramoderna. 
 
4ª) A flexão diminutiva de um adjetivo pode, muitas vezes, adquirir valor superlativo. 
 
O garoto ficou quietinho no sofá. (= muito quieto) 
 
5ª) A repetição do adjetivo pode dar idéia superlativa. 
 
Chupei uma laranja azeda, azeda! 
Locução adjetiva: 
 
Dá-se o nome de locução adjetiva ao conjunto de preposição e substantivo empregado com valor de adjetivo. 
Às vezes, é possível substituir a locução adjetiva por um adjetivo de igual significado; outras vezes, isso é 
impossível: 
 
Doença do coração (cardíaca) 
Perímetro da cidade (urbano) 
Colega de turma (não há adjetivo equivalente) 
Cabelo de milho (não há adjetivo equivalente) 
 
Nota: Algumas locuções adjetivas são formadas de preposição seguida de advérbio: andar de baixo, jornal de 
ontem, música de sempre. 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (TCE-GO) Assinale o par em que não há diferença quanto ao sentido do adjetivo: 
 
a) alto funcionário - funcionário alto 
b) homem simples - simples homem 
c) amigo velho - velho amigo 
d) mulher grande - grande mulher 
e) mulher bonita - bonita mulher 
 
2. (UFRJ) Assinale a opção em que todos os adjetivos não se flexionam em gênero: 
 
a) delgado, móbil, forte 
b) oval, preto, simples 
c) feroz, exterior, enorme 
d) brilhante, agradável, esbelto 
31 
 
e) imóvel, curto, superior 
 
3. (FCC) Selecione a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase: 
 
Os acidentados foram encaminhados a diferentes clínicas.... 
a) médicas-cirúrgicas 
b) médica-cirúrgicas 
c) médico-cirúrgicas 
d) médicos-cirúrgicas 
e) médica-cirúrgicos 
 
4. (TRE-CE) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos designativos de cor, uma dentre as 
seguintes opções está errada. Marque-a: 
 
a) saias amarelo-ouro 
b) papéis amarelo-ouro 
c) caixa vermelho-sangue 
d) caixa vermelha-sangue 
e) caixas vermelho-sangue 
 
5. (F.Objetivo-SP) Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do adjetivo: 
 
a) força de leão = força leonina 
b) perímetro da cidade = perímetro urbano 
c) homem sem cabelo = homem imberbe 
d) máquina de guerra = máquina bélica 
e) agilidade de gato = agilidade felina 
 
6. (CEF) Em: “Este livro é melhor do que aquele” e “Este livro é mais lindo que aquele”, há os comparativos: 
 
a) de superioridade, sintético e analítico 
b) de superioridade, ambos analíticos 
c) de superioridade, ambos sintéticos 
d) relativo de superioridade 
e) superlativo sintético 
7. (TJ-TO) Assinale a opção em que o adjetivo não foi flexionado corretamente no plural: 
 
a) borboletas azul-claras 
b) borboletas azul-celeste 
c) camisas marrom-café 
d) camisas laranja 
e) camisas alaranjada 
 
8. (TCE-MA) No trecho: “Os jovens estão mais ágeis que seus pais”, temos: 
 
a) um superlativo relativo de superioridade 
b) um comparativo de superioridade 
c) um superlativo absoluto 
d) um comparativo de igualdade 
e) um superlativo analítico de ágil 
 
9. (FAURGS) Assinale a opção que apresenta o adjetivo incorretamente relacionado ao substantivo: 
 
a) guerra = bélico 
b) mestre = magistral 
c) dedo = digital 
d) ouro = ourino 
e) cobre = cúprico 
 
10. (FEC-RJ) A opção em que a inversão da ordem dos termos altera o sentido do enunciado é: 
 
a) Era uma poesia simples. / Era uma simples poesia. 
b) Possuía um sentimento vago. / Possuía um vago sentimento. 
c) Olhava uma parasita mimosa. / Olhava uma mimosa parasita. 
d) Havia um contraste eterno. / Havia um eterno contraste. 
e) Vivia um drama terrível. / Vivia um terrível drama. 
 
 
 
32 
 
Gabarito: 
 
1) e 2) c 3) c 4) d 5) c 
6) a 7) e 8) b 9) d 10)a 
 
 
 
VERBO 
 
Verbo é a palavra que exprime ação, fenômeno natural, estado ou mudança de estado, situando esses 
fatos num determinado tempo. 
 
Conjugações: 
 
1ª - ar 
2ª - er 
3ª - ir 
 
Flexões do verbo 
 
1. Número – o verbo varia de acordo com o sujeito a que se refere. 
 
2. Pessoa – indica as três pessoas do circuito da comunicação (emissor, receptor ou referente) 
 
3. Modo: 
 
a) Indicativo - exprime um fato certo, concreto, positivo: Os brasileiros gostam de futebol. 
b) Subjuntivo - exprime um fato hipotético ou optativo: Talvez eu viaje com você. 
c) Imperativo - exprime ordem, pedido, súplica: Façam silêncio! 
 
4. Tempo: 
 
a) Presente - indica um fato que se processa no momento atual: A violência cresce em todo o mundo. 
b) Pretérito perfeito - indica um fato totalmente concluído no passado: Em 1958, a Seleção Brasileira 
conquistou a copa. 
c) Pretérito imperfeito - expressa um fato interrompido ou continuado no passado: Ele foi preso quando pulava 
o muro da mansão. 
d) Pretérito mais-que-perfeito - indica um fato passado, mas concluído antes de outro também já passado: O 
povo sabia quem armara aquela confusão. 
e) Futuro do presente - indica um fato vindouro em relação ao presente: Não se sabe quem vencerá as 
próximas eleições. 
f) Futuro do pretérito - exprime um fato posterior a um acontecimento já passado: Se tivessem estudado mais, 
conseguiriam a aprovação. 
 
5. Vozes: 
 
a) Ativa - O carro derrubou o poste. 
 
b) Passiva: 
 
Analítica - O poste foi derrubado pelo carro. 
 
Sintética - Derrubou-se o poste. 
 
c) Reflexiva - O garoto se penteou. 
 
Observação: Também se considera reflexiva a voz da frase que apresenta pronome recíproco, aquele que 
indica ser a ação praticada de forma recíproca, ou seja, um sobre o outro: Os amigos se abraçaram. 
 
Classificação dos verbos: 
 
1. Regulares – não apresentam alteração noradical e as terminações seguem um padrão. 
 
2. Irregulares – apresentam alterações no radical ou não aceitam alguma das terminações do seu paradigma 
correspondente. 
 
33 
 
3. Anômalos – verbos que, durante a conjugação, apresentam profundas alterações no radical. 
 
4. Defectivos – não apresentam conjugação completa. 
 
5. Abundantes – apresentam mais de uma forma, sendo que, geralmente, essa abundância ocorre no particípio. 
 
6. Auxiliares – verbos que se combinam com outro, chamado principal. Os mais comumente utilizados na língua 
portuguesa são ser, estar, ter e haver. 
 
7. Pronominais – verbos que aparecem acompanhados de pronomes oblíquos da mesma pessoa do sujeito: 
Queixou-se da prova. 
 
Formas nominais do verbo: 
 
• Gerúndio (ndo): Estudando, aprenderás mais. 
 
• Particípio (do, da, dos, das): Eles estavam cansados. 
 
Infinitivo: 
 
• Impessoal (r): Estudar é importante. 
 
• Pessoal: estudar, estudares, estudar, estudarmos, estudardes, estudarem. 
 
Locução verbal - é a combinação de um verbo auxiliar com o infinitivo, particípio ou gerúndio de outro verbo, 
chamado principal. 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (MPE-SP) Passando a frase - Ele não só criou aqui o primeiro observatório astronômico das Américas, como 
trouxe cientistas - para o futuro do presente, os verbos destacados assumem respectivamente, as seguintes 
formas: 
 
a) criava - trazia 
b) criaria - traria 
c) criará - trará 
d) criará - trazerá 
e) criara - trouxera 
 
2. (TER-RO) Observe a frase: 
 
Se tu......que os eleitores chegam para votar,......a porta e.....-os entrar. 
 
A opção que completa corretamente a frase é: 
 
a) veres, abre, deixa 
b) veres, abra, deixe 
c) vires, abra, deixa 
d) vires, abre, deixa 
e) virdes, abri, deixai 
 
3. (TELERJ) Assinale a única frase cujo verbo está no pretérito perfeito do modo indicativo: 
 
a) O Serviço 0800 de Discagem Direta evoluiu. 
b) Você programara o atendimento 
c) O cliente comunicar-se-á com você. 
d) Ninguém compraria aquele aparelho. 
e) Ele nunca me falava dela. 
 
4. (TRE-MT) Só está correta a forma verbal destacada na frase: 
 
a) Embora ele esteje indicado, o Senado ainda não o aprovou. 
b) Ele passeiava diariamente no parque. 
c) Quando eles trouxerem a permissão, poderão entrar. 
d) Se mantermos as posições, o inimigo não avançará. 
e) Os deputados se entretiam com esses discursos. 
 
5. (TRT-RJ) “...fique alerta”. Se trocarmos a pessoa do verbo para a segunda do singular, mantendo-se o 
mesmo tempo e modo verbal, a frase teria a forma: 
a) fiquem alerta 
34 
 
b) ficas alerta 
c) fica alerta 
d) ficai alerta 
e) fiques alerta 
 
6. (TRT-RJ) “Tudo isso pode ser comprovado por qualquer cidadão.” A forma ativa dessa mesma frase é: 
 
a) Qualquer cidadão pode comprovar tudo isso. 
b) Tudo pode comprovar-se. 
c) Qualquer cidadão se pode comprovar tudo isso. 
d) Pode comprovar-se tudo isso. 
e) Qualquer cidadão pode ter tudo isso comprovado. 
 
7. (TRT-PR) Transpondo para a voz passiva a oração: “Já tinha visto aquela pessoa antes”, temos a forma 
verbal: 
 
a) fora vista 
b) tinha sido vista 
c) foi vista 
d) vira-se 
e) teria sido vista 
 
8. (FUVEST-SP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: 
 
Não .......cerimônia, .........., que a casa é.....e......á vontade. 
 
a) faças - entre - tua - fique 
b) faça - entre - sua - fique 
c) faças - entre - sua - fica 
d) faz - entra - tua - fica 
e) faça - entra - tua - fique 
 
9. (UNIMEP-SP) Não fales! Não bebas! Não fujas! 
 
Passando para a forma afirmativa, teremos: 
 
a) Fala! Bebe! Foge! 
b) Fala! Bebe! Fuja! 
c) Fala! Beba! Fuja! 
d) Fale! Beba! Fuja! 
e) Fale! Bebe! Foge! 
 
10. (ESPM-SP) Quanto ao uso dos verbos haver e existir assinale a alternativa correta. 
 
a) Mas devem haver aqueles que a enxergam com otimismo. 
b) Mas deve haver aqueles que a enxergam com otimismo. 
c) Mas deve existir aqueles que a enxergam com otimismo. 
d) Mas devem existirem aqueles que a enxergam com otimismo. 
e) Mas deve haverem aqueles que a enxergam com otimismo. 
 
Gabarito: 
 
1) c 2) d 3) a 4) c 5) c 
6) a 7) b 8) b 9) a 10) b 
 
 
ADVÉRBIO 
 
É a palavra que modifica o verbo, o adjetivo, outro advérbio ou até mesmo uma frase toda. 
 
a) Modificando um verbo: “Não ouvi mais vozes nem risos.” (Manuel Bandeira) 
b) Intensificando um adjetivo: “Os olhos dela não eram bem negros, mas escuros.” (Machado de Assis) 
c) Intensificando outro advérbio: “O Barão de Santa Pia está mal, muito mal.” (Machado de Assis) 
d) Modificando toda a frase: “Infelizmente, os povos ainda correm o risco de novos conflitos.” 
 
Locução adverbial - conjunto de duas ou mais palavras com o mesmo valor e emprego de advérbio: com 
carinho, por prazer, sem dúvida, frente a frente. 
 
35 
 
 
Classificação dos advérbios e locuções adverbiais: 
 
• Circunstâncias - Advérbios e locuções adverbiais 
 
• Afirmação - Sim, certamente, realmente, efetivamente, por certo, de fato, sem dúvida 
 
• Dúvida - Acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez 
 
• Intensidade - Bastante, bem, demais, mais, menos, muito, pouco, tão, quase, demais, meio, todo, apenas, 
demasiadamente, em excesso, em demasia, por completo 
 
• Lugar - Abaixo, acima, adiante, aqui, ali, aquém, além, atrás, fora, dentro, acolá, perto, longe, à direita, à 
esquerda, de longe, de perto 
 
• Modo - Assim, bem, depressa, devagar, mal, bem, melhor, pior, alerta, à toa, às claras, às ocultas, às pressas, 
ao léu, lado a lado, frente a frente, calmamente, alegremente. 
 
• Negação - Não, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma. 
 
• Tempo - Agora, ainda, anteontem, amanhã, antes, breve, cedo, tarde, depois, hoje, então, nunca, jamais, logo, 
sempre, outrora, já, raramente, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de súbito, em breve, de quando em 
quando. 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (UFV-MG) Em todas as alternativas há dois advérbios, exceto em: 
 
a) Ele permaneceu muito calado. 
b) Amanhã não iremos ao cinema. 
c) O menino, ontem, cantou desafinadamente. 
d) Tranqüilamente, realizou-se, hoje, o jogo. 
e) Ela falou calma e sabiamente. 
 
2. (FUVEST-SP) “É preciso agir, e rápido, disse ontem o ex-presidente nacional do partido.” A frase em que a 
palavra destacada não exerce função idêntica à de rápido é: 
 
a) Como estava exaltado, o homem gesticulava e falava alto. 
b) Mademoiselle ergueu súbito a cabeça, voltou-a pro lado, esperando, olhos baixos. 
c) Estavam acostumados a falar baixo. 
d) Conversamos por alguns minutos, mas tão abafado que nem as paredes ouviram. 
e) Sim, havíamos de ter um oratório bonito, alto, de jacarandá. 
 
3. (ESPM-SP) Observe as frases abaixo e indique a alternativa que classifica morfologicamente de modo correto 
as palavras destacadas: 
 
Tenho que sair mais cedo hoje. 
O quê! Ainda não está pronta? Não acredito! 
Que lindo o seu vestido! 
Este é caminho que eu sugeri a ele. 
Venha logo, que já estamos atrasados 
 
a) preposição - interjeição - advérbio - pronome - conjunção 
b) conjunção - interjeição - interjeição - pronome - conjunção 
c) preposição - interjeição - interjeição - conjunção - conjunção 
d) conjunção - pronome - advérbio - conjunção - preposição 
e) preposição - advérbio - interjeição - pronome - conjunção 
 
4. (F.Objetivo-SP) “Não examinava nem cheirava: engolia com voracidade.” A expressão com voracidade indica 
circunstância adverbial de: 
 
a) causa 
b) condição 
c) concessão 
d) tempo 
e) modo 
 
36 
 
5. (TRF-RJ) Assinale em que opção ocorre frase com circunstância adverbial de concessão: 
 
a) “A portas fechadas / à luz de velas acesas”. 
b) “A bandeira sobe na noite imensa”. 
c) “...ouve-se em redor da mesa...” 
d) “Liberdade, ainda que tarde...” 
e) “...entre sigilo e espionagem...” 
 
6. (TRT-CE) Assinale a alternativa cuja relação é incorreta: 
 
a) Sorria às crianças que passavam - pronome relativo. 
b) Declaram que nada sabem - conjunção integrante. 
c) Que alegre manifestação a sua - advérbio de intensidade. 
d) Que enigmashá nessa vida! - pronome adjetivo indefinido 
e) Uma ilha que não consta no mapa - conjunção coordenativa explicativa. 
7. (TJ-SP) Marque a opção em que a palavra em destaque é advérbio: 
 
a) O colega mal entendia o que lhe dizíamos. 
b) Mal chegando, pusemo-nos a gritar. 
c) Não pratiques o mal. 
d) Maneco, você é mau, hein? 
e) Aquele garoto pratica sempre o mal. 
 
8. (TRT-RS) Uma das opções abaixo contém um advérbio de modo. Marque-a. 
 
a) Hoje faz mau tempo. 
b) Os maus serão castigados. 
c) Não deves fazer o mal. 
d) Maria anda mal vestida. 
e) Mal chegou, olhos desconfiado. 
 
Gabarito: 
 
1) a 2) e 3) a 4) e 5) c 
6) e 7) a 8) d 
 
 
 
 
 
PREPOSIÇÃO 
 
Palavra invariável que liga duas outras. 
 
• Preposições essenciais: funcionam basicamente como preposições: a, ante, até, após, de, desde, em, entre, 
com, contra, para, por, perante, sem, sob, sobre. 
 
• Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que passam a exercer a função de 
preposição: como, conforme, segundo, durante, exceto. 
 
Agi conforme a situação. 
Tenho que sair. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
Locuções prepositivas: são expressões que possuem valor de preposição: atrás de, através de, a fim de, de 
acordo com, apesar de, de conformidade com. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. Assinale a alternativa que indica corretamente o valor semântico (sentido) das preposições em destaque nas 
frases: 
 
I. Ele sempre cuidou da família com muita dedicação. 
II. Com a doença do pai, ela voltou para a cidade natal. 
III. Desde pequenos, os príncipes eram preparados para a liderança. 
IV. A pequena casa de madeira foi destruída a machado. 
 
a) modo – companhia – modo – modo 
b) causa – modo – finalidade – instrumento 
c) modo – modo – causa – causa 
d) modo – causa – finalidade – instrumento 
e) companhia – causa – semelhança – modo 
 
2. (UFSM-RS) Leia: 
 
Vencer esse suposto paradoxo alfabetizando a população e incentivando-a a ler cada vez mais poderia resultar 
num salutar processo de queda do preço do livro e valorização da vida. 
 
As palavras em destaque classificam-se, pela ordem, como: 
 
a) preposição – pronome oblíquo – artigo 
b) pronome oblíquo – preposição – artigo 
c) artigo – pronome oblíquo – preposição 
d) preposição – artigo – pronome oblíquo 
e) artigo – artigo – preposição 
 
38 
 
3. (Unifenas-MG) Na frase “Lula se aborrece com a cobrança sobre a sua ascensão social [...]”, a preposição 
em destaque estabelece a relação semântica de: 
 
a) meio 
b) companhia 
c) modo 
d) conseqüência 
e) causa 
 
4. (FUVEST-SP) O segmento em que a preposição destacada estabelece uma relação de causa é: 
 
a) A carruagem parou ao pé de uma casa amarelada. 
b) A escada, de degraus gastos, subia ingremente. 
c) No patamar da sobreloja, uma janela com um gradeadozinho de arame [...] 
d) [...] uma janela com gradeadozinho de arame, parda do pó acumulado... 
e) [...] coava a luz suja do saguão. 
 
5. (MAck-SP) Indique a oração que apresenta locução prepositiva. 
 
a) Havia objetos sobre a pequena mesa de mármore. 
b) À medida que os amigos se aproximavam, as tropas inglesas recuavam. 
c) Seguiu a carreira militar devido à influência do pai. 
d) Agiu de caso pensado, quando se afastou de você. 
e) De repente, riscou e reescreveu o texto. 
 
6. (Mack-SP) No período “O povo do século XX está a bordo de uma vida desgastante, cheia de imprevistos 
inconvenientes”, a preposição em realce está indicando relação de: 
 
a) fim 
b) lugar 
c) causa 
d) modo 
e) meio 
 
7. (CEF) Em cada uma das frases que seguem ocorre uma preposição destacada. Indique o tipo de relação que 
ela estabelece, conforme o código e assinale a seqüência obtida: 
 
A - relação de companhia 
B - relação de tempo 
C - relação de instrumento 
D - relação de causa 
 
Voltou a limpar as unhas com o grampo. 
Estive com minha irmã durante toda a tarde. 
Era nosso agregado desde muitos anos. 
Janete pulava de alegria. 
 
a) C - A - B - D 
b) C - A - D - B 
c) C - B - A - D 
d) A - C - B - D 
e) A - D - C - B 
 
8. (EPCAer) “Meu caro senhor, o dedo dela foi arrancado a dente”. A preposição a, nesse caso, poderia ser 
substituída por: 
 
a) de 
b) entre 
c) com 
d) sob 
e) até 
 
Gabarito: 
 
1) d 2) c 3) e 4) d 5) c 
6) b 7) a 8) c 
39 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (BC) Embora todas as conjunções sejam aditivas, uma delas apresenta idéia adversativa: 
 
a) Não achou os documentos nem as fotocópias. 
b) Queria estar atento à palestra, e o sono chegou. 
c) Não só aprecio a medicina como também a odontologia. 
d) Escutei o réu e lhe dei razão. 
e) Não só escutei o réu, mas também lhe dei razão. 
 
2. (FJG) A palavra como tem valor de conjunção subordinativa conformativa na opção: 
 
a) Indaguei-lhe como Rubião tinha assumido aquela postura de contemplação. 
b) Como não tivesse condições financeiras suficientes, Rubião viveu com parentes. 
c) Como estava agradável a manhã, Rubião resolveu passear na enseada. 
d) As más notícias chegam tão rápidas como as chuvas de verão. 
e) Como ele mesmo disse, mana Piedade não se casou. 
 
3. (FJG) Substituindo-se o termo grifado em “Mas a localização é, como costumam dizer os anúncios, 
privilegiada”, por outro, de igual significado teremos: 
 
a) quando 
b) porque 
c) conforme 
40 
 
d) à medida que 
e) logo que 
 
4. (MACK) “Se você vai sair agora, nunca saberá se dissemos a verdade a eles e qual foi sua reação ao se 
verem diante daquela descoberta.” A partícula se é, respectivamente: 
 
a) conjunção condicional, conjunção condicional, partícula apassivadora 
b) conjunção integrante, partícula expletiva, partícula apassivadora 
c) conjunção integrante, pronome reflexivo, pronome reflexivo 
d) conjunção condicional, conjunção integrante, pronome reflexivo. 
 
5. (BC) Assinale o item em que a conjunção destacada não é subordinativa integrante: 
 
a) Se, apesar de tudo, ele conseguia dormir, tinha pesadelos horríveis. 
b) Creio que sou um sujeito bonito e elegante. 
c) Queria ver se você mesmo é elegante como eu. 
d) Parecia-lhe que sentia ainda o calor do abraço da namorada. 
 
6. (INFRAERO) Assinale a alternativa em que existe uma conjunção integrante. 
 
a) Não sei o motivo que o levou a isso. 
b) Esta é a razão por que luto. 
c) Queria saber se eu o ajudaria. 
d) Esperamos o trem que nos levaria ao destino. 
e) Foi linda a manhã que passou. 
 
7. (ETE-SP) “Embora nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.” 
Assinale a alternativa cujo conteúdo substitui a palavra grifada. 
 
a) Logo que 
b) Ainda que 
c) Já que 
d) Quando 
e) Se 
 
8. (Mackenzie-SP) “Digam o que quiserem dizer os hipocondríacos: a vida é uma coisa doce.” (Machado de 
Assis) 
 
Os dois-pontos substituem um elemento de ligação que exprime uma relação de: 
 
a) consequência 
b) condição 
c) adição 
d) oposição 
e) explicação 
 
9. (UFMG) Em “Orai porque não entreis em tentação”, o valor da conjunção do período é de: 
 
a) causalidade 
b) condição 
c) conformidade 
d) explicação 
e) finalidade 
 
10. (UFPE) Assinale a alternativa na qual as partículas de relação completam adequadamente o seguinte 
período: 
 
............todos pensem o contrário, saiba que lutarei......alcançar meus ideais, ........neles eu acredito. 
 
a) Embora - porquanto - porque 
b) Se bem que - a fim de - portanto 
c) Ainda que - para - pois 
d) Porque - a fim de que - pois 
e) Contudo - para - porquanto 
 
Gabarito: 
 
1) b 2) e 3) c 4) d 5) a 
6) c 7) b 8) d 9) e 10) c 
41 
 
INTERJEIÇÃO 
 
Palavra ou locução com que se exprime um sentimento de dor, alegria, admiração, aplauso, irritação. 
 
Locução interjetiva: ocorre quando a exclamação é feita por um grupo de palavras: Nossa Senhora!; Valha-me 
Deus!; Alto lá!. 
 
Classificação da Interjeições: As interjeições são classificadas de acordo com o sentimento que expressam. 
Entreas mais usadas, destacam-se as seguintes: 
 
a) alegria: ah!, oh!, oba! 
b) animação: coragem!, avante!, eia!, vamos! 
c) aplauso: bis!, bravo!, viva! 
d) desejo: oh!, oxalá!, tomara! 
e) dor: ai!, ui! 
f) espanto ou surpresa: ah!, chi!, ih!, oh!, ué!, uai!, caramba! 
g) apelo: alô!, ei!, socorro! 
h) silêncio: psiu!, silêncio! calado! 
i) suspensão: alto!, basta! 
j) advertência: cuidado!, atenção! 
 
SINTAXE 
 
• Frase: É todo enunciado, com ou sem verbo, que tenha sentido completo. Pode ser formado por apenas uma 
palavra ou por um conjunto de palavras: 
 
Fogo! 
Estou em casa. 
Silêncio! 
Diga não às drogas! 
 
• Oração: Todo enunciado linguístico construído em torno de um verbo (claro ou subentendido) ou de uma 
locução verbal: 
 
O preço da gasolina subiu novamente. 
O preço da gasolina deverá subir novamente. 
 
• Período: Enunciado formado por uma ou mais orações. Classifica-se em: 
 
a) Simples - formado por apenas uma oração, também chamada de oração absoluta: As crianças brincam no 
jardim. 
 
b) Composto - formado por duas ou mais orações: [O ônibus ainda não chegou,] [mas não deve demorar,] 
[pois já são sete horas.
 
Os termos da oração: 
 
 
Essenciais 
 
Integrantes 
 
Acessórios 
 
Sujeito 
Predicado 
 
Complemento verbal (objeto direto e indireto) 
Complemento nominal 
Agente da passiva 
 
Adjunto adnominal 
Adjunto adverbial 
Aposto 
 
Observação: Dentro da frase, às vezes, pode aparecer uma palavra ou expressão que não estabelece 
relação de dependência nem com o verbo nem com o nome. Não pertence, portanto, nem ao sujeito nem ao 
predicado. Trata-se do vocativo. 
 
Termos essenciais da oração 
 
As orações, em geral, compõem-se de dois termos essenciais: o sujeito e o predicado. 
 
1. Sujeito - termo da oração (palavra ou conjunto de palavras) a respeito do qual se enuncia alguma coisa. 
Termo com o qual o verbo concorda. 
 
 
42 
 
2. Predicado - o que, na oração, por meio de um verbo, se enuncia a respeito do sujeito (salvo nas orações 
sem sujeito, em que a oração é formada apenas pelo predicado). 
 
Tipos de sujeito: 
 
1. Determinado: 
 
É o tipo de sujeito que pode ser identificado na oração, quer se apresente de forma explícita, quer implícita. O 
sujeito determinado pode ser: 
 
a) Simples - tem um só núcleo: O carro entrou à esquerda. Em geral, o núcleo do sujeito (palavra mais 
significativa) pode ser representado por substantivo ou palavra substantivada, pronome ou numeral. Veja 
alguns exemplos: 
 
O funcionário foi despedido. (substantivo) 
 
Ele recebeu o seguro-desemprego. (pronome pessoal do caso reto) 
Ninguém soube dar a informação. (pronome indefinido) 
Isto não pode ficar assim. (pronome demonstrativo) 
Fui eu quem chamou os bombeiros. (pronome relativo) 
Dois é bom, três é demais. (numerais) 
Fumar causa impotência sexual. (palavra substantivada) 
 
a) Composto - tem dois ou mais núcleos: Eu e ela estávamos na praia. 
 
b) Elíptico (ou oculto) - não expresso, sendo indicado pela desinência verbal e podendo, em muitos casos, 
ser identificado pelo contexto. 
 
Observação: Modernamente, tem sido classificado como sujeito simples: Estávamos sozinhos. (Nós) 
 
2. Indeterminado: 
 
É aquele que existe, mas não podemos ou não queremos determinar com precisão. Ocorre em dois casos: 
 
1º) Com o verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a nenhum substantivo ou pronome anteriormente 
expresso: 
 
Colocaram o anúncio. 
Dizem que haverá novas greves. 
Falam mal desse candidato. 
 
2º) Com verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação acompanhado da partícula se, chamada índice de 
indeterminação do sujeito: 
 
Precisa-se de ajudantes. 
Fala-se mal de muitos candidatos. 
Já não se acredita em milagres. 
 
Observação: Dependendo da classificação do verbo, o sujeito pode ser determinado. Isso ocorre quando o 
pronome se figura junto a verbos (no singular ou no plural) que admitem a passagem para a voz passiva 
analítica: 
 
Vendeu-se aquele terreno. / Aquele terreno foi vendido. 
Venderam-se aqueles terrenos. / Aqueles terrenos foram vendidos. 
 
1. Oração sem sujeito: 
 
Na tira abaixo, note que, no primeiro quadrinho, o verbo haver indica tempo decorrido (seis meses). Nesse 
caso, o verbo haver é impessoal. Por isso está flexionado na terceira pessoa do singular. 
 
Em certas orações, o predicado não faz referência a nenhum tipo de sujeito. Isso ocorre quando se empregam 
os chamados verbos impessoais. Elas são formadas: 
 
1º) com verbos que indicam fenômeno da natureza. 
 
Venta muito naquela cidade. 
Amanhã não choverá. 
 
43 
 
Já amanheceu. 
 
Observação: Empregados no sentido figurado, esses verbos se tornam pessoais: A sogra trovejou o dia 
inteiro no ouvido do genro. (A sogra = sujeito simples). 
 
2º) com os verbos fazer e estar empregados em referência a tempo ou clima. 
 
Já faz meses que não viajo. 
Ontem fez vinte graus. 
Está tarde. 
Está muito frio hoje. 
 
3º) com os verbos ser, estar, ficar, parecer e continuar indicando tempo. 
 
São dez de dezembro. 
É primavera. 
Hoje está muito frio. 
Já ficou noite. 
Até parece dia. 
Para mim, continua tarde. 
 
4º) com o verbo haver no sentido de existir, ocorrer, acontecer. 
 
Há dias que não o encontro. 
Havia vários pedintes na rua. 
 
5º) com os verbos bastar e chegar acompanhados de preposição. 
 
Já basta de mentiras! 
Chega de conversa! 
Observação: Nas locuções verbais formadas com verbos impessoais, a impessoalidade é transferida ao 
verbo auxiliar: 
 
Vai chover nos próximos dias. 
Deve haver seres vivos em outros planetas. 
Vai fazer três meses que não chove. 
 
Predicação Verbal 
 
Quanto à predicação, os verbos classificam-se em: 
 
1. Verbo intransitivo – é o verbo capaz de constituir sozinho o predicado, dispensando complementos verbais 
(objeto direto ou indireto): 
 
As mulheres gritaram. 
Eles foram à praia. 
 
2. Verbo transitivo direto – é aquele que exige um complemento sem preposição obrigatória, chamado objeto 
direto. 
 
Recebi o dinheiro. (o dinheiro = objeto direto) 
 
3. Verbo transitivo indireto – é aquele que exige um complemento com preposição obrigatória, chamado 
objeto indireto. 
 
Gosto de você. (de você = objeto indireto) 
 
4. Verbo transitivo direto e indireto – exige dois complementos, um sem preposição (objeto direto) e um 
com (objeto indireto). 
 
Dei o lápis ao colega. (o lápis = objeto direto; ao colega 
 OD OI 
= objeto indireto) 
 
 
44 
 
5. Verbo de ligação – é o verbo não-nocional (sem significação precisa), que liga o sujeito a uma 
característica (qualidade, estado ou condição) chamada predicativo do sujeito. Os principais são: ser, estar, 
parecer, ficar, continuar, permanecer, andar (=estar), tornar-se, virar e viver (=estar sempre). 
 
Ela está feliz. 
 
Observações: 
 
1ª. Geralmente o predicativo do sujeito é representado por adjetivo. Outras classes de palavras, porém, podem 
exercer essa função. Veja: 
 
Minha boca é um cadeado. (substantivo) 
Eu não sou você! (pronome de tratamento) 
Ele é um maria-vai-com-as-outras. (expressão substantivada) 
 
Predicativo do sujeito: quando um nome, no predicado, atribui uma característica ao sujeito: 
 
O jardim tornou-se um cenário fantástico. 
 
2ª. Os verbos de ligação podem exprimir as seguintes características do sujeito: 
 
a) estado permanente: Somente Deus é imortal. 
b) estado transitório: A cachorra estava doente. 
c) mudança de estado: Para sempre ficou pálida e triste. 
d) continuidade de estado: Aquela cidade continua linda. 
e) aparência de estado: Aquela menina parece uma lagarta listrada. 
 
Predicado: É tudo o que se afirma ou se nega do sujeito. 
 
Tipos de predicado: 
 
1. Verbal: Ocorre quando o núcleo significativo se concentra num verbo nocional (intransitivo ou transitivo) e 
não há predicativo na frase: 
 
Lúcia fez os trabalhos. 
 
2. Nominal: Ocorre quando o núcleo significativo seconcentra num nome (predicativo do sujeito). 
O verbo deste tipo de frase é sempre de ligação: 
 
Lúcia está apreensiva. 
 
3. Verbo-nominal: Ocorre quando há dois núcleos significativos: um verbo nocional (intransitivo ou transitivo) 
e um nome (predicativo do sujeito ou predicativo do objeto): 
 
Lúcia fez os trabalhos apreensiva. (predicativo do sujeito) 
O menino deixou a mãe satisfeita. (predicativo do objeto) 
 
Observação: 
 
Predicativo do objeto: quando o nome atribui uma característica ao objeto direto ou, com menos freqüência, 
ao objeto indireto: Quem me leva adormecida sobre o perfume das plantas. 
 
Os termos essenciais e a pontuação: 
 
O sujeito e o predicado são chamados termos essenciais porque constituem a estrutura básica das orações 
mais típicas da língua portuguesa. Por isso, a ligação que mantêm entre si não pode ser interrompida por uma 
vírgula, mesmo quando o sujeito é muito longo ou vem depois do predicado: 
 
Ex.: Todas as tentativas de mudar a relação entre capital e trabalho resultaram em fracasso. Foram feitas 
manifestações contra a política industrial do governo. 
 
Algumas possibilidades: 
 
a) Termos intercalados: A intercalação de termos entre o sujeito e o predicado deve ser marcada por vírgulas. 
É indispensável que, nesses casos, haja uma vírgula antes e outra depois do termo intercalado: 
 
Os deputados, ontem à tarde, decidiram aceitar o projeto do presidente. 
A vida, meus amigos, é um mergulho na bruma. 
 
 
45 
 
b) Núcleos de um sujeito composto: Usa-se vírgula para separar os núcleos de um sujeito composto: 
 
O presidente, o governador, o prefeito, os senadores, os deputados manifestaram seu repúdio ao 
comportamento dos policiais. 
 
c) Predicativo do sujeito invertido ou intercalado: Nas orações de predicado verbo-nominal em que o 
predicativo do sujeito é invertido ou intercalado, usam-se vírgulas para isolá-lo: 
 
Decepcionado, o velho ídolo afastou-se lentamente. 
O velho ídolo, decepcionado, afastou-se lentamente. 
 
d) Omissão do verbo: A vírgula pode também indicar a omissão de um verbo: 
 
Eu trabalho com fatos; você, com boatos. 
 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (UNI-RIO-RJ) Em: “Na mocidade, muitas coisas lhe haviam acontecido”, temos oração: 
 
a) sem sujeito 
b) com sujeito simples e claro 
c) com sujeito oculto 
d) com sujeito composto 
e) com sujeito indeterminado 
 
2. (UFPR) Qual a oração sem sujeito? 
 
a) Falaram mal de você. 
b) Ninguém se apresentou. 
c) Precisa-se de professores. 
d) A noite estava agradável. 
e) Vai haver um campeonato. 
 
3. (PUC-SP) “Em 1949 reuniram-se em Perúgia, Itália, a convite da quase totalidade dos cineastas italianos, 
seus colegas de diversas partes do mundo. “ O núcleo do sujeito de “reuniram-se” é: 
 
a) cineastas 
b) convite 
c) colegas 
d) totalidade 
e) se 
 
4. Assinale a alternativa em que o termo destacado tenha a função de predicativo do sujeito. 
 
a) Eu sob a copa da mangueira altiva. 
b) Não sentiram meus lábios outros lábios. 
c) Do tamarindo a flor jaz entreaberta. 
d) Já solta o bogari mais doce aroma. 
e) Melhor perfume ao pé da noite exala. 
 
5. A classificação do predicado está incorreta em uma das frases. Identifique-a. 
 
a) Ao longe, desapareciam as barcas dos pescadores, em meio à escuridão. (predicado verbal). 
b) Os fiéis reuniram-se ansiosos em torno da imagem de Cristo morto. (predicado verbo-nominal) 
c) Caravaggio foi um talentoso pintor do barroco italiano. (predicado nominal) 
d) Os congressistas consideraram a votação da lei uma medida diplomática. (predicado verbal) 
 
6. (CORR.-RJ) “Em outros campos, desprezam-se palavras que dão o seu recado com eficiente 
simplicidade...” 
 
Quais os sujeitos das duas orações presentes no trecho acima? 
 
a) campos / palavras 
b) palavras / que 
c) palavras / palavras 
d) indeterminado / recado 
e) indeterminado / palavras 
 
 
46 
 
7. (A.JUD – T.A.Cível) Na oração: “muitas alegrias e saudades já conheceu esta casa”, o sujeito é: 
 
a) alegrias e saudades 
b) muitas alegrias 
c) indeterminado 
d) esta casa 
 
8. (CÂM.DEP.) “Ele foi CRIANÇA e voltou ADULTO”. Os termos destacados, na ordem apresentada, são: 
 
a) adjunto adverbial e adjunto adverbial 
b) adjunto adverbial e adjunto adnominal 
c) complemento nominal e complemento nominal 
d) predicativo do sujeito e predicativo do objeto 
e) predicativo do sujeito e predicativo do sujeito 
 
9. (FUVEST-SP) Assinale a alternativa que tem oração sem sujeito. 
 
a) Existe um povo que a bandeira empresta. 
b) Embora com atraso, haviam chegado. 
c) Existem flores que devoram insetos. 
d) Alguns de nós ainda tinham esperança de encontrá-lo. 
e) Há de haver recurso desta sentença. 
 
10. (UFGO) Em uma das alternativas abaixo, o predicativo inicia o período. Assinale-a. 
 
a) A dificílima viagem será realizada pelo homem. 
b) Em suas próprias inexploradas entranhas descobrirá a alegria de conviver. 
c) Humanizado tornou-se o sol com a presença humana. 
d) Depois da dificílima viagem, o homem ficará satisfeito? 
e) O homem procura a si mesmo nas viagens a outros mundos. 
 
11. (FMU-SP) Observe a estrofe: 
 
“Lembra-me que, em certo dia, na rua, ao sol de verão, envenenado morria um pobre cão.” 
 
Aparece aí a inversão do: 
 
a) objeto direto: um pobre cão 
b) sujeito: um pobre cão 
c) sujeito: certo dia 
d) predicado: lembra-me 
e) predicativo do sujeito: me 
 
12. (TJ-SP) 
 
“Não quero aparelhos para navegar. Ando naufragado, ando sem destino. Pelo vôo dos pássaros quero me 
guiar...” 
 
(Jorge de Lima) 
 
Os verbos destacados no poema classificam-se, quanto à predicação, como: 
 
a) transitivo indireto - verbo de ligação 
b) transitivo indireto - intransitivo 
c) transitivo direto - intransitivo 
d) transitivo direto - verbo de ligação 
e) transitivo direto e indireto - transitivo direto 
 
13. (STN) Observe as duas orações abaixo: 
 
I. Os fiscais ficaram preocupados com o alto índice de sonegação fiscal. 
II. Houve uma sensível queda na arrecadação do ICM em alguns estados. 
 
Quanto ao predicado, elas classificam-se, respectivamente, como: 
 
a) nominal e verbo-nominal 
b) verbo-nominal e verbal 
c) nominal e verbal 
d) verbal e verbo-nominal 
e) verbal e nominal 
 
47 
 
14. (BB) Todas as alternativas contêm predicado nominal, exceto em: 
a) A casa, de longe, parecia um monstro. 
b) Aquele amor deixava-o insensível. 
c) Ultimamente andava muito nervoso. 
d) Fique certo: eu não sou você. 
e) O tempo está chuvoso, sombrio. 
 
15. (TJ-SP) Em: 
 
“A rosa é um jardim concentrado num clarim de cor, anunciando a alvorada fogosa e o tempo iluminado.” 
 
(Carlos Drummond de Andrade) 
 
O termo destacado é: 
 
a) objeto direto 
b) adjunto adverbial 
c) predicativo do sujeito 
d) adjunto adnominal 
e) aposto 
 
 
 
 
 
 
COMPLEMENTOS VERBAIS 
 
• Objeto direto – liga-se ao verbo normalmente sem preposição. Completa o sentido de um verbo transitivo 
direto ou transitivo direto e indireto: Confiei às feras as minhas lágrimas. 
 
O Objeto direto pode ser substituído por o, a, os, as, no, na, nos, nas, lo, la, los, las: 
O governo criou mais um imposto. = O governo criou-o. 
As saúvas carregavam pesadas folhas. = As saúvas carregavam-nas. 
Petrópolis produz uma boa cerveja. = Petrópolis produ-la. 
 
Particularidades do objeto direto: 
 
1- Objeto direto preposicionado 
 
Algumas vezes, o objeto direto aparece antecedido de preposição. Observe alguns casos: 
 
a) Para evitar ambiguidade, ou seja, para expor o fato com maior clareza: 
 
Ofendeu ao repórter o entrevistado. (ao repórter = objeto direto preposicionado; o entrevistado = sujeito) 
 
Observação: Sem a preposição, não se pode saber quem ofendeu e quem foi ofendido. 
 
b) Quando o objeto direto é representado por pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós): 
 
Você ofendeu a mim, não a ele. (a mim = objeto direto preposicionado; a ele = objeto direto preposicionado) 
 
c) Quando o objetodireto é representado pelo pronome quem, com antecedente expresso: 
 
Aquela é a mulher a quem sempre amei. (a quem = objeto direto preposicionado) 
 
d) Quando o objeto direto é representado pela palavra Deus: 
 
Devemos amar a Deus. (a Deus = objeto direto preposicionado) 
 
e) Quando o objeto direto indica partitividade (= parte de um todo): 
 
Jamais beberás do meu vinho. (do meu vinho = objeto direto preposicionado) 
 
f) Quando o objeto direto é representado por substantivo próprio ou substantivo comum designativo de 
pessoa: 
 
Sempre admirei aos meus mestres. (aos meus mestres = objeto direto preposicionado). 
 
Gabarito: 
 
1) B 2) E 3) C 4) C 5) D 6) B 7) D 8) E 9) E 10) C 11) B 12) D 13) C 14) B 15) C 
 
48 
 
g) Quando o objeto direto é representado por um pronome indefinido designativo de pessoa: 
Ele não conseguiu impressionar a ninguém. (a ninguém = objeto direto preposicionado) 
 
h) Quando se deseja enfatizar o objeto direto ou imprimir mais elegância à frase: 
 
“Arrancaram da espada de aço fino / os que por bom tal feito ali apregoam.” (Camões) (da espada = objeto 
direto preposicionado) 
 
2- Objeto direto pleonástico 
 
Às vezes, podemos repetir o objeto direto de forma pleonástica, empregando um pronome oblíquo em 
construções do tipo:Meus livros, não os empresto a ninguém. (Meus livros = objeto direto; os = objeto direto 
pleonástico) 
 
• Objeto indireto – liga-se ao verbo por preposição. Completa o sentido de um verbo transitivo indireto ou 
transitivo direto e indireto: Confiei às feras as minhas lágrimas. 
 
Assim como o objeto direto, o objeto indireto também pode aparecer de forma pleonástica: A mim, não me 
interessam as suas reclamações. (A mim = objeto indireto; me = objeto indireto pleonástico. 
 
Observações: 
 
1ª) O pronome oblíquo átono lhe(s), como complemento verbal, sempre exerce a função de objeto indireto: 
 
Este livro lhe pertence? (lhe = objeto indireto) 
 
2ª) Os pronomes oblíquos me, te, se, nos e vos, dependendo da transitividade do verbo, podem funcionar 
como objeto direto ou objeto indireto: 
 
Convidaram-me para uma grande festa. (Convidaram = verbo transitivo direto; me = objeto direto) 
Já que sou o mais velho, obedeçam-me! (obedeçam = verbo transitivo indireto, me = objeto indireto) 
 
• Adjunto adnominal: é o termo que está sempre junto ao núcleo de uma outra função sintática (sujeito, 
objeto, complemento nominal, ajunto adverbial): A brisa fresca da manhã entrou pela minha janela. 
 
Morfologicamente, o adjunto adnominal pode ser expresso por: 
 
a) artigo definido ou indefinido: O cantor deu um autógrafo à fã. 
b) pronome adjetivo: Aquele técnico confia em seus jogadores. 
c) numeral adjetivo: Três candidatos disputaram o primeiro lugar. 
d) adjetivo: Largos rios são estradas naturais. 
e) locução adjetiva: No canto da varanda havia uma enorme cadeira de vime. 
 
Observações: 
 
1ª) Um único substantivo pode aparecer acompanhado de vários adjuntos adnominais: Estas duas ricas 
estatuetas de bronze pertencem à vovó. 
 
2ª) Os pronomes oblíquos me, te, lhe, lhes, nos e vos também exercem a função de adjunto adnominal 
quando têm valor possessivo: 
 
Doem-me os pés. (= Doem os meus pés.) 
O sol queimou-nos a pele. (= O sol queimou a nossa pele.) 
 
Complemento nominal: é o termo da oração que completa o sentido de substantivo abstrato, de um adjetivo 
ou de um advérbio e vem sempre precedido de uma preposição. 
 
Estas cenas são impróprias para crianças. 
Ele tinha medo do escuro. 
Agirei relativamente ao seu caso. 
 
• Aposto: é o termo que repete a função sintática de outro termo fundamental na oração. 
 
Ganhei dois presentes: uma jóia especial e um livro raro. 
Duas pessoas, um jovem e uma senhora, estavam aguardando. 
 
 
49 
 
• Vocativo: expressa um chamamento. É um termo independente, que não se liga ao sujeito nem ao 
predicado: Amigo, recomendo-lhe ler Cartas Chilenas. 
• Adjunto adverbial: é o termo que se liga ao verbo, adjetivo ou advérbio, atribuindo-lhes uma circunstância. 
 
Principais adjuntos adverbiais: 
 
• De afirmação: O pai realmente estava aterrado com a aproximação da coluna. (Rachel de Queiroz) 
• De negação: Não desejo sair. 
• De dúvida: Provavelmente o rádio matará a filarmônica...(Graciliano Ramos) 
• De tempo: Antigamente, o café era lugar de passatempo vadio. (Gustavo Corção) 
• De lugar: Cai neve na natureza. (Augusto Gil) 
• De modo: Todos saíram às pressas. 
• De intensidade: A criança chorava bastante. 
• De causa: Morri de pneumonia. (Machado de Assis) 
• De instrumento: Machucou-se com a lâmina. 
• De meio: Viajaram de trem. 
• De assunto: E passaram então a falar de estudos. (Aluísio Azevedo) 
• De concessão: Apesar do frio, tirou a camisa. 
• De companhia: Voltei com meu amigo. 
• Agente da passiva: é o termo que designa o agente da ação verbal na voz passiva analítica; é introduzido 
pelas preposições por (e suas contrações) ou, mais raramente,de: João foi perdoado pelo amigo. 
 
Funções Sintáticas dos Pronomes Relativos: 
 
1- Que 
Esse pronome relativo também é conhecido como pronome relativo universal, pois o seu emprego é bastante 
amplo; ele pode ser usado com referência a pessoa ou coisa. Sintaticamente, tal pronome relativo pode 
desempenhar várias funções sintáticas: 
 
a) Sujeito 
Não concordo com as idéias que povoam a tua mente. 
= as idéias povoam a tua mente. 
 
b) Objeto direto 
Onde estão os livros que meu pai comprou. 
= meu pai comprou os livros. 
 
c) Objeto indireto 
Esses são os funcionários de que tanto dependemos. 
= (nós) dependemos dos funcionários. 
 
d) Objeto direto preposicionado 
Todos cumprimentaram o velho mestre a que muitos estimavam. 
= estimavam muito ao mestre. 
 
e) Complemento nominal 
Chegou o dinheiro de que tínhamos necessidade. 
= (nós) tínhamos necessidade do dinheiro. 
 
f) Predicativo 
Poucos reconhecem o artista que eu sou. 
= eu sou artista. 
 
g) Agente da passiva 
Mataram o cão por que foste mordido. 
= (tu) foste mordido pelo cão. 
 
h) Adjunto adverbial 
Visitamos a casa em que nasceu meu avô. 
= meu avô nasceu na casa. 
 
2- Quem 
Esse pronome relativo refere-se a pessoa ou coisa personificada e sempre vem precedido de preposição (= a, 
de, por, contra, etc.). 
 
 
50 
 
a) Objeto direto preposicionado 
Partiu para o exílio aquele político a quem tanta gente detestava. 
= tanta gente detestava ao político. 
 
b) Objeto indireto 
Minha mãe e meu pai, de quem sempre dependi, fizeram muito por mim. 
= sempre dependi de minha mãe e de meu pai. 
 
c) Complemento nominal 
Conheci o rapaz por quem Maria tinha paixão. 
= Maria tinha paixão pelo rapaz. 
 
d) Agente da passiva 
Dispensaram os jornalistas por quem o presidente seria entrevistado. 
= o presidente seria entrevistado pelos jornalistas. 
 
e) Adjunto adverbial 
Seus pais não gostam do rapaz com quem ela foi ao cinema. 
= ela foi ao cinema com o rapaz. 
 
3- Cujo(s), Cuja(s) 
 
a) Adjunto adnominal 
Aquele autor cuja obra é tão comentada mora no prédio ao lado do parque. 
= a obra do autor é tão comentada. 
 
b) Complemento nominal 
Sempre me lembrarei daquele prédio cuja implosão eu não quis ver. 
= eu não quis ver a implosão do prédio. 
 
4- Onde (= em que) 
Por ter o sentido de em que, funciona esse pronome relativo como adjunto adverbial de lugar. 
Ficavam distantes os campos onde cresciam os pés-de-cana. 
= os pés-de-cana cresciam nos campos. 
 
5- Quanto 
Funciona como pronome relativo o pronome quanto, quando estiver precedido dos pronomes indefinidos tudo, 
todo, tanta. 
Guardei tudo quanto estava sobre a mesa. 
= tudo estava sobre a mesa. (sujeito) 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (TCE-RJ) Os termos em destaque têm a mesma função sintática em todas as opções, exceto em uma. 
Assinale-a. 
 
a) Nomearam meu primo chefe de delegação. 
b) Isso muda muito. 
c) Dirigir se tornou mais agradável e perigoso. 
d) Fiquei protegido contra as agressões que me reserva o meio ambiente. 
e) O calor, o trânsitoe o aumento do IPI precipitaram uma decisão ousada. 
 
2. (BB) O termo destacado exerce a função de objeto indireto, exceto em: 
 
a) Lembrei-lhe a data do aniversário de sua mãe. 
b) Perdi a cabeça durante a discussão e dei-lhe na cara. 
c) Devido a problemas de saúde, proibiram-lhe que fumasse. 
d) Incumbiram-lhe que entregasse a encomenda. 
e) Com certeza, pagou-lhe com bastante atraso. 
 
3. (BB) Tem a função de objeto indireto: 
 
a) Fomos e voltamos a cavalo. 
b) Precisamos de auxílio. 
c) Leitura é útil a todos. 
d) Vivemos para aprender. 
e) Aprendemos através do estudo. 
 
 
51 
 
4. (USF-SP) Leia este texto: 
 
“Todos os rapazes que ela conhecia não possuíam relevo que a ferisse, não tinham o quê que a fascinasse 
ou subjugasse.” 
 
As palavras em destaque exercem, pela ordem, as seguintes funções sintáticas: 
 
a) objeto direto – objeto direto – sujeito – sujeito 
b) objeto direto – sujeito – sujeito – sujeito 
c) objeto direto – sujeito – objeto direto – sujeito 
d) sujeito – sujeito – objeto direto – sujeito 
e) sujeito – objeto direto – objeto direto – sujeito 
 
5. (UFAL) “A infidelidade às promessas feitas tornou-o desacreditado perante os amigos.” 
 
Assinale a alternativa em que o termo destacado exerce a mesma função sintática do termo destacado no 
período acima. 
 
a) Convém convidá-lo à participação nos festejos. 
b) Os professores entregaram, satisfeitos, os prêmios aos alunos. 
c) Todos se admiraram da coragem do menino. 
d) Ele sentiu necessidade de apoio do grupo. 
e) A felicidade dos colegas contagiava o ambiente escolar. 
 
6. (PMRJ) Assinale o item em que ocorre objeto direto preposicionado: 
 
a) Ama a Deus acima de todas as coisas. 
b) Trabalha de manhã à noite. 
c) Vive de esmola. 
d) Ele carece de cuidados médicos. 
e) Assisti ao jogo. 
 
7. (VTE) O predicativo do objeto encontra-se na alternativa: 
 
a) Pedro virou lobisomem. 
b) João aspira aos altos cargos. 
c) Maria agradeceu o presente ao irmão. 
d) Todos têm o Dr. Mário por íntegro e severo. 
 
8. (EEAR) No período “Não façais caso disso, que a relógios do chão ninguém os escuta”, a função 
respectiva dos termos grifados é objeto: 
 
a) direto, direto, direto 
b) direto, direto pleonástico, indireto 
c) direto, direto preposicionado, direto pleonástico 
d) direto, direto pleonástico, direto preposicionado 
 
9. (EPCAR) “Os anjos o chamam de alegria celeste, os demônios o chamam de sofrimento infernal, os 
homens o chamam de amor.” (Heine) 
 
a) todos os três são objetos diretos 
b) todos os três são predicativos do objeto 
c) todos os três são predicativos do sujeito 
d) os primeiros são objetos indiretos; o último, objeto direto 
e) os primeiros são objetos diretos preposicionados; o último, objeto direto 
 
10. (EEAR) “Meu amigo bêbado, que a recolheu da rua molhada, morreu.” 
 
O termo destacado acima exerce a função sintática de: 
 
a) sujeito 
b) objeto direto 
c) objeto indireto 
d) pronome apassivador 
 
11. (EEAR) “Não serei o poeta de um mundo caduco.” 
 
As palavras grifadas possuem, respectivamente, as funções de: 
 
a) objeto direto, objeto direto 
b) predicativo do sujeito, adjunto adnominal 
 
52 
 
c) sujeito do verbo ser, complemento nominal 
e) predicativo do sujeito, predicativo do sujeito 
 
12. (FEI-SP) Em “Usando o direito que lhe confere a constituição”, as palavras destacadas exercem a função, 
respectivamente, de: 
 
a) objeto direto e objeto direto 
b) sujeito e objeto indireto 
c) objeto indireto e sujeito 
d) sujeito e sujeito 
e) objeto direto e objeto indireto 
 
13. (UFub-MG) No período “Quando enxotada por mim foi pousar na vidraça”, qual a função sintática de por 
mim? 
 
a) objeto direto 
b) sujeito 
c) objeto indireto 
d) complemento nominal 
e) agente da passiva 
 
14. (ACADEPOL-PE) Em todas as alternativas abaixo, há objeto direto, exceto em: 
 
a) Achei um erro nas suas contas. 
b) Ninguém me convidou para a festa. 
c) Quem tem um lápis aí? 
d) Espere-me na porta da escola. 
e) Não confio nesse sujeito. 
 
15. (EsPCEx) Em todas as alternativas abaixo, há objeto direto preposicionado, exceto em: 
 
a) Acho que ela não consegue amar a ninguém. 
b) Dedicou-se a estudos sociais. 
c) Para sair com a turma o diretor escolheu a nós. 
d) Ofenderam a mim não a ele. 
e) O professor elogiou a todos. 
 
 
 
 
 
 
ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS 
 
• Período composto O período pode ser formado por apenas uma oração ou por um conjunto de orações. 
Assim, o período pode ser: 
 
1. Simples - formado por apenas uma oração, chamada oração absoluta. 
 
“Alguns anos vivi em Itabira.” (Carlos Drummond de Andrade) 
 
2. Composto - formado por duas ou mais orações. 
 
[“O importante é] [que a nossa emoção sobreviva.”] (Paulo César Pinheiro) 
 
O período pode ser composto: 
 
A) por Coordenação – as orações são sintaticamente independentes, ou seja, não exercem função sintática 
em relação a verbos, nomes ou pronomes de outra oração: 
 
[“Deus quer,] [o homem sonha,] [a obra nasce.”] (Fernando Pessoa) 
 
Observe que as três orações acima apresentam estrutura sintática independente. 
 
B) por Subordinação – as orações são sintaticamente dependentes, ou seja, uma exerce função sintática em 
relação a um verbo, nome ou pronome de uma outra oração. 
 
[O compositor me disse] [que eu cantasse distraidamente essa canção.”] (Gilberto Gil) 
 
Gabarito: 
 
1) A 2) B 3) B 4) C 5) D 6) A 7) D 8) C 9) B 10) A 11) B 12) E 13) E 14) E 15) B 
 
53 
 
Nesse período, a segunda oração exerce a função de objeto direto do verbo dizer da primeira oração. Essa 
oração é chamada subordinada, e a primeira é a sua principal. 
 
C) por Coordenação e Subordinação – é o período que apresenta os dois tipos de oração apontados. 
 
[“A recordação de uns simples olhos basta] [para fixar outros] [que os recordem] [e se deleitem com a 
imaginação deles.”] (Machado de Assis) 
 
Nesse período, a segunda oração subordina-se ao verbo bastar da primeira, que é a principal; a terceira 
e a quarta são coordenadas entre si, porém são dependentes do pronome outros da segunda oração. Trata-
se, portanto, de um período misto. 
 
Período Composto por Coordenação: 
 
O período composto por coordenação é formado por orações sintaticamente completas, ou seja, as orações 
componentes possuem, expressos ou elípticos, todos os termos de seu modelo estrutural. 
Essas orações podem aparecer separadas por sinal de pontuação (vírgula ou ponto-e-vírgula) ou ligadas por 
conjunção coordenativa. No primeiro caso, a coordenação é assindética; no segundo, sindética. 
 
I. Oração coordenada assindética: 
Assisti ao filme e fiz os comentários. 
 
II. Oração coordenada sindética: 
Trabalhei bastante, logo estou cansado. 
 
Classificação: 
 
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com as conjunções coordenativas que as 
introduzem (aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas): 
 
1. Aditivas: Indicam uma soma, adição. São introduzidas por e, nem, mas também, mas ainda, bem como, 
como também, senão também. 
 
Ele vendeu as mercadorias e voltou ao escritório. 
Não só estuda, mas também trabalha. 
Os convidados não compareceram nem explicaram o motivo. 
 
2. Adversativas: Exprimem uma idéia contrária, adversa. São introduzidas por mas, porém, todavia, contudo, 
no entanto, entretanto, senão, não obstante, ao passo que, apesar disso. 
 
Trabalhei bem, porém fui rejeitado. 
Ele é bastante rico, mas não paga as dívidas assumidas. 
 
3. Alternativas: Exprimem fatos que se alternam ou se excluem. São introduzidas por ou...ou, ora...ora, 
quer...quer, seja...seja, já...já. 
 
Ora responde, ora fica calado. 
Faça o trabalho, ou não aprenderá. 
Ora lê, ora escreve. 
 
4. Conclusivas: Exprimem uma conclusão sobre o raciocínio expresso anteriormente. São introduzidas por 
logo, portanto, por conseguinte, por isso, pois (não iniciando a oração). 
 
Analisei o material, portanto posso falar sobre ele. 
Meu carro está em péssimascondições, logo não viajarei com ele. 
 
5. Explicativas: Justificam uma opinião ou ordem expressas anteriormente. São introduzidas por que, porque, 
porquanto, pois (iniciando a oração). 
 
Choveu muito, porque o chão está alagado. 
Volte logo, pois irá chover. 
“Vamos dormir, que é tarde.” (Machado de Assis) 
 
Observação: Às vezes, o período é formado só por orações assindéticas. Em estilística, isso é conhecido 
como assíndeto. 
 
Chegou, foi ao quintal, pegou a enxada. 
 
54 
 
Período Composto por Subordinação: 
 
O período composto por subordinação é formado por orações que exercem uma função sintática em relação a 
um termo situado em outra oração, denominada oração principal, que pode vir no começo do período, no final 
ou ainda estar interrompida por uma subordinada. 
 
A oração principal, portanto, é a que possui outra oração exercendo uma função sintática em relação a ela. 
 
De acordo com a função que exercem, as orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas ou 
adverbiais. 
 
Orações Subordinadas Substantivas: 
 
As orações subordinadas substantivas exercem as funções próprias de um substantivo (sujeito, objeto direto, 
objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto). São iniciadas, geralmente, por uma conjunção 
integrante (que e se); às vezes, por um advérbio (onde, como, etc.) ou pronome (quem, qual, etc.). 
 
O rapaz falou que estava desconfiado. 
Não sei onde ficou o material. 
 
 Nos dois exemplos, as orações sublinhadas são objeto direto da principal. No primeiro, o que é uma 
conjunção subordinativa integrante; no segundo, o onde é um advérbio interrogativo de lugar. 
 
 Há um macete muito bom para reconhecer que a oração é subordinada substantiva: trocá-la pela palavra 
isto: Desejo que sejas feliz. (Desejo isto.) 
As orações subordinadas substantivas podem ser conectivas, justapostas ou reduzidas: 
 
a) Conectivas – são introduzidas pelas conjunções subordinativas integrantes que ou se: 
 
Dizem que haverá novos aumentos de impostos. 
Não sei se poderei sair hoje à noite. 
 
b) Justapostas – são introduzidas por advérbios ou pronomes interrogativos (onde,como, quando, quanto, 
quem, etc.): 
 
Ignora-se onde eles esconderam as jóias roubadas. 
Não sei quem lhe disse tamanha asneira. 
 
c) Reduzidas – não são introduzidas por conectivo, e o verbo fica numa forma nominal: 
 
Ele afirmou desconhecer estas regras. 
É melhor você se retirar da sala. 
Classificação: 
 
1. Orações subordinadas substantivas subjetivas – Exercem a função de sujeito. 
 
Foi importante que você regressasse. 
É necessário que estudem bastante. 
Basta que digam uma palavra. 
Explicou-se que haveria alterações. 
 
2. Orações subordinadas substantivas objetivas diretas – Exercem a função de objeto direto de um verbo 
transitivo direto ou transitivo direto e indireto da oração principal: 
 
Desejo que você regresse. 
O funcionário pediu que todos entrassem. 
 
3. Orações subordinadas substantivas objetivas indiretas – Funcionam como objeto indireto de um verbo 
transitivo indireto ou transitivo direto e indireto da oração principal: 
 
Informe-se do que aconteceu. 
Esqueceu-se de que ia viajar. 
 
4. Orações subordinadas substantivas completivas nominais - Exercem a função de complemento 
nominal de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração principal: 
 
 
55 
 
Tenho necessidade de que você me apóie. 
Estou certo de que você me acompanhará. 
Opinei contrariamente a que o convidassem. 
 
1. Orações subordinadas substantivas predicativas – Funcionam como predicativo da oração principal. 
 
Sempre figuram após o verbo de ligação: 
Meu desejo é que você seja feliz. 
O certo é que não compreendi sua intenção. 
2. Orações subordinadas substantivas apositivas – Funcionam como aposto. Geralmente aparecem após 
dois-pontos, ou, mais raramente, entre vírgulas: 
 
Só quero uma coisa: que você volte imediatamente. 
Um desejo, que seu filho fosse médico, acompanhou-o sempre. 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1) Pesquisamos o assunto; estávamos, pois, preparados. A oração sublinhada é coordenada: 
 
A) assindética 
B) sindética explicativa 
C) sindética conclusiva 
D) sindética aditiva 
 
2) Assinale a oração coordenada sindética explicativa. 
 
A) Foi à praia e não tomou banho. 
B) Penso, logo existo. 
C) Espere-me lá fora, que preciso falar-lhe. 
D) Não só pintava, mas também fazia versos. 
 
3) Marque a opção em que o período não apresenta orações coordenadas. 
 
A) Ou pagas a prestação, ou perderás o aparelho. 
B) Ele é um bom filho, logo será um bom marido. 
C) Dizem por aí que haverá uma paralisação. 
D) Marcos é grego, no entanto torce pela Itália. 
 
4) (TJ-DF) No período “Minha amiga foi atender ao telefone e, ao voltar, viu que sumira o relógio de pulso 
deixado sobre a mesinha de cabeceira”, a oração em negrito é: 
 
A) subordinada substantiva objetiva direta 
B) subordinada substantiva subjetiva 
C) subordinada substantiva objetiva indireta 
D) subordinada adjetiva restritiva 
E) subordinada adverbial final 
 
5) (PUC-SP) Nos trechos: “...não é impossível que a notícia da morte me deixasse alguma tranquilidade, alívio, 
e um ou dois minutos de prazer” e “Digo-vos que as lágrimas eram verdadeiras”, a palavra que está 
introduzindo, respectivamente, orações: 
 
A) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva objetiva direta 
B) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva indireta 
C) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva subjetiva 
D) subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva explicativa 
E subordinada adjetiva explicativa, subordinada substantiva predicativa 
 
6) (UCMG) Há oração subordinada substantiva apositiva em: 
 
A) Na rua perguntou-lhe em tom misterioso: onde poderemos falar à vontade? 
B) Ninguém reparou em Olívia: todos andavam como pasmados. 
C) As estrelas que vemos parecem grandes olhos curiosos. 
D) Em verdade,eu tinha fama e era valsista emérito: não admirava que ela me preferisse. 
E) Sempre desejava a mesma coisa: que sua presença fosse notada. 
 
7) (Objetivo-SP) “A verdade é que a gente não sabia nada...”. Classifica-se a segunda oração como: 
 
 
56 
 
A) subordinada substantiva objetiva direta 
B) subordinada adverbial conformativa 
C) subordinada substantiva objetiva indireta 
D) subordinada substantiva predicativa 
E) subordinada substantiva apositiva 
 
8) (FCMSC-SP) Por definição, oração coordenada que já seja desprovida de conectivo é denominada 
ASSINDÉTICA. 
Observando os períodos seguintes: 
 
I. Não caía um galho, não balançava uma folha. 
II. O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem notou. 
III. O fiscal deu o sinal, os candidatos entregaram a prova. Acabara o exame. 
 
Nota-se que existe coordenação assindética em: 
 
A) I apenas 
B) II apenas 
C) III apenas 
D) I, II e III 
E) nenhum deles 
 
9) (PUC-SP) Assinale a alternativa cuja oração subordinada é substantiva predicativa: 
 
A) Espero que venhas hoje. 
B) O aluno que trabalha é bom. 
C) Meu desejo é que te formes logo. 
D) És tão inteligente como teu pai. 
 
10) (FFCLT-SP) No período: “Todos tinham certeza de que seriam aprovados”, a oração destacada é: 
 
A) substantiva objetiva indireta 
B) substantiva completiva nominal 
C) substantiva apositiva 
D) substantiva subjetiva 
E) n.r.a. 
 
11) (FCMSC-SP) Por definição, “oração coordenada que se prende à anterior por conectivo é denominada 
sindética e é classificada pelo nome da conjunção que a encabeça”. 
 
Assinale a alternativa onde aparece uma coordenada sindética explicativa, conforme a definição: 
 
A) A casaca dele estava remendada, mas estava limpa. 
B) Ambos se amavam, contudo não se falavam. 
C) Todo mundo trabalhando: ou varrendo o chão ou lavando vidraças. 
D) Chora, que lágrimas lavam a dor. 
E) O time ora atacava, ora defendia e no placar aparecia o resultado favorável. 
 
12) (UCDB-MT) “Podemos falar qualquer coisa: estou absolutamente calmo.” Os dois-pontos do períodoacima 
poderiam ser substituídos pela conjunção: 
 
A) e 
B) portanto 
C) logo 
D) pois 
E) mas 
 
13) (FUVEST-SP) Dentre os períodos abaixo transcritos, um é composto por coordenação e contém uma 
oração coordenada sindética adversativa. Assinale a alternativa que corresponde a esse período. 
 
A) A frustração cresce e a desesperança não cede. 
B) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a auto-absolvição? 
C) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir. 
D) Sejamos francos. 
E) Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente 
representativos como população. 
 
 
57 
 
14) (Cefet-MG) “Já era noite. Parecia viável que todos entendessem que, naquele momento, deviam-se 
lembrar de que nada é eternamente assim. Mas nada acontecia. A verdade é que todos estavam 
extasiados e certos de que não há prazeres no mundo.” 
 
As orações destacadas são, respectivamente, subordinadas substantivas: 
A) subjetiva, subjetiva, subjetiva e completiva nominal 
B) subjetiva, objetiva direta, subjetiva e completiva nominal 
C) objetiva direta, subjetiva, predicativa e objetiva indireta 
D) subjetiva, objetiva indireta, predicativa e completiva nominal 
E) objetiva direta, objetiva indireta, predicativa e objetiva indireta 
 
15) (FCMSC-SP) A palavra se é conjunção subordinativa integrante (por introduzir oração subordinada 
substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? 
 
A) Ele se morria de ciúmes pelo patrão. 
B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. 
C) O aluno fez-se passar por doutor. 
D) Precisa-se de pedreiros. 
E) Não sei se o vinho está bom. 
 
Gabarito 
 
1) c 2) c 3) c 4) a 5) a 
6) e 7) d 8) d 9) c 10) b 
11) d 12) d 13) e 14) d 15) e 
 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
 
São aquelas que desempenham função sintática própria de um adjetivo. 
 
Os trabalhadores grevistas foram demitidos. (grevistas = adjetivo) 
Os trabalhadores que fizeram greve foram demitidos. (que fizeram greve = oração subordinada adjetiva) 
 
 - Essas orações são introduzidas por pronomes relativos (que, quem, o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, 
cuja, cujos, cujas,...). 
 
- As orações adjetivas podem acrescentar ao substantivo ou pronome de outra oração uma ideia de maior ou 
menor importância para o sentido do período todo, daí receberem a classificação de restritivas ou 
explicativas. 
 
• Restritivas: 
 
Especificam ou limitam a significação do termo antecedente, acrescentando-lhe um elemento indispensável ao 
sentido; não é possível suprimi-las sem prejudicar o sentido do período. 
 
A doença que surgiu recentemente ainda é incurável. 
 
• Explicativas: 
 
Não limitam o termo antecedente. Elas simplesmente acrescentam uma explicação sobre alguma qualidade 
peculiar do antecedente. Funcionam como uma espécie de informação acessória, podendo ser suprimidas 
sem prejudicar o sentido do período. 
 
Minha mãe, que é muito católica, vai à missa todos os domingos. 
 
Importante: 
 
1) O emprego ou não da vírgula nas orações adjetivas é de fundamental importância na escrita. Às vezes, o 
significado de uma frase pode mudar, de acordo com o emprego da vírgula: 
 
I. Ele visitará o irmão que mora em Recife. 
II. Ele visitará o irmão, que mora em Recife. 
 
Em I (restritiva), fica pressuposto que ele tem mais de um irmão e apenas um deles mora em Recife; em II 
(explicativa), está implícito que ele tem apenas um irmão, e este mora em Recife. 
 
2) Que: distinção entre pronome relativo e conjunção integrante 
 
 
58 
 
- Quando pronome relativo, o que introduz oração subordinada adjetiva e relaciona-se a um termo 
antecedente, correspondendo a o qual, a qual, os quais, as quais: 
 
Feliz é o homem que encontra o bem. (que = o qual - pronome relativo) 
 
- Quando conjunção integrante, o que introduz oração subordinada substantiva e não corresponde a o qual, a 
qual, os quais, as quais. 
 
Desejo que vocês sejam muito felizes. (que = conjunção integrante) 
 
Orações Subordinadas Adverbiais: 
 
 - As orações subordinadas adverbiais exprimem uma circunstância relativa a um fato expresso em outra 
oração. Têm, portanto, função idêntica à do adjunto adverbial. 
 
À noite, visitaremos o museu. (À noite – locução adverbial) 
Assim que anoiteceu, visitamos o museu. (Assim que anoiteceu – oração subordinada adverbial) 
 
As orações subordinadas adverbiais são introduzidas por conjunções ou locuções subordinativas (exceto 
as integrantes) e se enquadram em nove grupos: 
 
1) causais 
2) comparativas 
3) concessivas 
4) condicionais 
5) conformativas 
6) consecutivas 
7) finais 
8) proporcionais 
9) temporais 
 
1) Causais: Exprimem o motivo, a causa do fato expresso em outra oração. São introduzidas por: como, já 
que, uma vez que, porque, visto que,... 
 
“Como o silêncio se prolongasse, Anselmo resolveu interrompê-lo.” (Machado de Assis) 
 
Caminhamos o restante do caminho a pé porque ficamos sem gasolina. 
 
2) Comparativas: Estabelecem uma comparação (de igualdade, superioridade ou inferioridade) em relação a 
um termo da oração principal. São introduzidas por: como, assim como, tal qual, tal como (tão ou tanto) como, 
mais (que ou do que),... 
 
A cerveja nacional é melhor (do) que a importada. 
 
3) Concessivas: Indicam uma espécie de obstáculo ao fato expresso na outra oração, sem contudo impedi-lo. 
 
São introduzidas por: embora, ainda que, mesmo que, por mais que, se bem que,... 
 
“E ainda que sua delicadeza me condene, estou certo de que há em seu coração misericórdia de sobra.” 
(Machado de Assis) 
 
Mesmo que chova, iremos à praia. 
 
 Condicionais: Impõem uma condição para a realização do fato expresso na oração principal. São 
introduzidas por: se, caso, desde que, salso se, contanto que, a menos que,... 
 
“Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.” (Fernando Pessoa) 
 
Você terá sucesso desde que se esforce para tal. 
 
5) Conformativas: Indicam circunstância de modo ou conformidade em relação a um fato expresso em outra 
oração. São introduzidas por: como, conforme, segundo, consoante,... 
 
Ele deverá agir conforme combinamos. 
 
6) Consecutivas: Indicam a consequência do fato expresso anteriormente. São introduzidas por: que 
(precedido na oração anterior por termos intensivo como tão, tamanho, tanto), de sorte que, de modo que, de 
forma que, sem que,... 
 
“Achei as rosas mais belas do que nunca, e tão perfumadas que me estontearam.” (Cecília Meirelles) 
 
A garota riu tanto, que se engasgou. 
 
4) 
 
59 
 
7) Temporais: Indicam o momento em que ocorre um fato. São introduzidas por: quando, enquanto, logo que, 
depois que, assim que, sempre que, cada vez que, agora que, desde que,... 
 
Assim que você sair, feche a porta. 
 
8) Proporcionais: Indicam uma proporção em relação a outro fato. São introduzidas por: à medida que, à 
proporção que, quanto mais, quanto menos,... 
 
“O menino cobrava maior medo, à medida que os outros mais bondosos para com ele se mostravam.” (João 
Guimarães Rosa) 
 
Quanto mais ouço essa música, mais a aprecio. 
 
9) Finais: Indicam o objetivo a ser alcançado. São introduzidas por: para que, a fim de que, porque e que (= 
para que). 
 
O pai sempre trabalhou para que os filhos tivessem um bom estudo. 
 
Orações Reduzidas: 
 
 - Chama-se reduzida a oração que tem o verbo em uma das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio) 
 
O aluno comprou o livro para estudar a lição. (infinitivo) 
Chegando, encontrará a felicidade. (gerúndio) 
Autorizado o aumento, a greve terminou. (particípio) 
 
 - Para que tenhamos uma oração reduzida: 
 
 Retiramos o conectivo e colocamos o verbo em uma forma nominal. 
 
Quando a festa terminou, os noivos sumiram. 
Terminada a festa, os noivos sumiram. 
 
Outros exemplos: 
 
Reduzida de particípio: 
 
Depois que fez a conferência, o caixa voltou ao balcão. 
Feita a conferência, o caixa voltou ao balcão. 
 
Reduzida deinfinitivo: 
 
Porque fumava demais, não conseguia respirar direito. 
Por fumar demais, não conseguia respirar direito. 
 
Reduzida de gerúndio: 
 
Se estudares, alcançarás o sucesso. 
Estudando, alcançarás o sucesso. 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (EPCAR) “Como ontem estivesse chovendo, tive a infeliz idéia, ao sair à rua, de calçar um velho par de 
galochas.” 
 
No período acima, as orações grifadas são, respectivamente: 
 
a) adverbial causal, adverbial temporal e substantiva completiva nominal 
b) adverbial comparativa, adverbial temporal e substantiva objetiva direta 
c) adverbial causal, adverbial condicional e substantiva objetiva indireta 
d) adverbial consecutiva, adverbial temporal e substantiva completiva nominal 
e) adverbial comparativa, adverbial condicional e substantiva completiva nominal 
 
2. (FAAP-SP) “Não compreendíamos a razão por que o ladrão não montava a cavalo.” A oração destacada 
é: 
 
a) subordinada adjetiva restritiva 
b) subordinada adjetiva explicativa 
c) subordinada adverbial causal 
 
60 
 
d) substantiva objetiva indireta 
e) substantiva completiva nominal 
 
3. (C.Naval) Em: “O dono vende por não entender...”, a oração subordinada encerra uma idéia de: 
 
a) Tempo 
b) causa 
c) modo 
d) consequência 
e) concessão 
 
4. (PUC) Assinale o período em que há uma oração adjetiva restritiva: 
 
a) A casa onde estou é ótima. 
b) Brasília, que é capital do Brasil, é linda. 
c) Penso que você é de bom coração. 
d) Vê-se que você é de bom coração. 
e) Nada obsta a que você se empregue. 
 
5. (Obj-SP) Classifique a oração destacada: “Sem estudar, você será reprovado.” 
 
a) oração reduzida de infinitivo, concessiva 
b) oração reduzida de infinitivo, conformativa 
c) oração reduzida de infinitivo, condicional 
d) oração subordinada causal 
e) oração subordinada temporal 
 
6. (PUC-SP) “Nunca chegará ao fim, por mais depressa que ande.” A oração destacada é: 
 
a) subordinada adverbial causal 
b) subordinada adverbial concessiva 
c) subordinada adverbial condicional 
d) subordinada adverbial consecutiva 
e) subordinada adverbial comparativa 
 
7. (UM-SP) No período: “Era tal a serenidade da tarde, que se percebia o sino de uma freguesia distante, 
dobrando a finados”, a segunda oração é: 
 
a) subordinada adverbial causal 
b) subordinada adverbial concessiva 
c) subordinada adverbial consecutiva 
d) subordinada adverbial condicional 
e) subordinada adverbial temporal 
 
8. (C.Naval) No período: “Quando o Rei Herodes mandou decapitar crianças, eu o levei na fuga para o Egito”, 
as orações classificam-se, respectivamente: 
 
a) subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva objetiva direta, principal 
b) subordinada adverbial temporal, principal 
c) principal, substantivo objetiva direta, coordenada assindética 
d) coordenada sindética conclusiva, coordenada assindética 
e) subordinada adverbial proporcional, principal 
 
9. (EEAR) “Chegou ao hospital um homem implorando pelo filho.” A oração reduzida de gerúndio tem valor de 
subordinada: 
 
a) adjetiva 
b) adverbial 
c) substantiva 
d) assindética 
 
10. A oração reduzida que expressa finalidade é: 
 
a) Encerrado o jogo, entregaram os troféus. 
b) Apressei-me para assistir ao jogo todo. 
c) Reclamando, nada conseguiu do patrão. 
d) Gostava de ser conduzido. 
 
 
61 
 
11. Assinale o período que apresenta uma oração subordinada adjetiva restritiva. 
 
a) Convém que nos respeitemos. 
b) A chuva que caiu ontem salvará a plantação. 
c) Desejo que sejas feliz. 
d) Cabral, que descobriu o Brasil, era um grande navegante português. 
 
12. Na oração “Todos perceberam o problema”, o termo em destaque exerce a mesma função sintática da 
oração grifada em: 
 
a) Preciso de que me ajudem. 
b) Receava que a comida acabasse. 
c) Expliquei tudo, todavia ele não compreendeu. 
d) Recebi o computador que havia encomendado. 
 
13. Em “Cheguei bem cedo uma vez que precisava preparar-me”, a oração destaca expressa: 
 
a) finalidade 
b) comparação 
c) consequência 
d) causa 
 
14. No período “Era inteligente como o pai” encontra-se oração subordinada adverbial: 
 
a) conformativa 
b) comparativa 
c) temporal 
d) concessiva 
 
15. (UFF-RJ) “Fomos e seremos assim, em nossa essência, embora as circunstâncias mudem e nós 
mudemos com elas.” (Carlos Heitor Cony) 
 
Assinale a opção em que, ao reescrever-se o fragmento acima, substituiu-se o conectivo em destaque por 
outro de valor condicional, fazendo-se as alterações aceitáveis. 
 
a) Fomos e seremos assim em nossa essência, porque as circunstâncias mudaram e nós mudamos com elas. 
b) Fomos e seremos assim em nossa essência, enquanto as circunstâncias mudarem e nós mudarmos com 
elas. 
c) Éramos e somos assim em nossa essência, à medida que as circunstâncias mudaram e nós mudamos com 
elas. 
d) Teríamos sido e seríamos assim em nossa essência, se as circunstâncias mudassem e nós mudássemos 
com elas. 
e) Temos sido assim em nossa essência, conforme as circunstâncias têm mudado e nós temos mudado com 
elas. 
 
 Gabarito: 
 
 
 
 
 
 
 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
 
Os pronomes oblíquos me, te, se, o, a, lhe, os, as, lhes, nos e vos podem ocupar três posições na 
frase: 
 
a) antes do verbo - próclise (pronome proclítico) 
 
“Não, não me abandone, não me desespere (...)” (Luciano Gomes) 
 
b) no meio do verbo - mesóclise (pronome mesoclítico) 
 
“Meu nome, dir-lhe-ei a seu tempo.” (Jorge de Lima) 
 
c) após o verbo - ênclise (pronome enclítico) 
 
“Suporta-se com paciência a cólica do próximo.” (Machado de Assis) 
1) a 2) a 3) b 4) a 
5) c 6) b 7) c 8) a 
9) a 10) b 11) b 12) d 
13) d 14) b 15) d 
 
62 
 
Regras Gerais: 
 
1. Próclise 
 
A próclise é obrigatória: 
 
a) Com verbos antepostos por advérbios; 
 
“Enfim te vejo.” (Manuel Bandeira) 
“Mistérios nunca nos aborrecem.” (Machado de Assis) 
 
b) Em orações iniciadas por pronomes indefinidos: 
 
“Tudo me dava impaciência.” (Machado de Assis) 
Aquilo lhe desagrada. 
Isso me pertence. 
 
c) Em orações subordinadas (iniciadas por conjunção subordinativa, pronome relativo, pronome interrogativo 
ou advérbio interrogativo: 
 
“Quando se mete a querer explicar qualquer coisa, é um barulho dos seiscentos...” (Visconde de Taunay) 
“Por toda a parte foram encontrando riachos cheios que se assemelhavam a rios.” (Franklin Távora) 
“A maneira como o receberam era um aviso.” (Alcântara Machado) 
Ele disse que me avisaria. 
 
e) Em orações interrogativas iniciadas por pronome ou advérbios interrogativos: 
 
“Mas como, como você o conhece então?” (Lúcio Cardoso) 
 
f) Em orações exclamativas iniciadas por pronomes ou advérbios exclamativos: 
 
“...quantas vezes se desequilibrou...!” (Eça de Queirós) 
Quanto nos custa abdicar de uma ilusão! 
 
g) Em orações optativas (que exprimem desejo): 
 
Deus te acompanhe, meu filho! 
Macacos me mordam! 
Bons ventos o levem! 
 
h) Com verbo no gerúndio precedido da preposição em: 
 
Em se tratando de concursos, tudo é possível. 
 
i) Com verbo no infinitivo pessoal (flexionado ou não) precedido de preposição: 
 
Seus instintos são para nos prejudicar. 
Vocês serão castigados por me faltarem ao respeito. 
 
1. Mesóclise 
 
A mesóclise só pode ocorrer com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito, desde que não haja 
algum fator de próclise. 
 
O casamento realizar-se-ia no dia seguinte. 
O casamento não se realizaria no dia seguinte. 
O diretor contar-me-á o sucedido. 
O diretor jamais me contará o sucedido. 
 
1. Ênclise 
 
De acordo com a Gramática Normativa, a posição normal dos pronomes átonos é depois do verbo, desde que 
não haja condições para a próclise ou para a mesóclise. 
A ênclise é obrigatória: 
 
a) Com verbo no início de período, desde que não esteja no futuro do indicativo: 
 
“Ferve-me o sangue.” (Olavo Bilac) 
“Queixou-se de uma dor de cabeça que o torurava.” (Eça de Queirós) 
 
63 
 
b) Com verbo no imperativo afirmativo: 
 
Pedro, levante-se! 
Explique-se! 
 
c) Com determinadas orações reduzidasde gerúndio, que pedem pausa: 
 
O professor adiou a prova, deixando-nos menos preocupados. 
 
 
COLOCAÇÃO NAS LOCUÇÕES VERBAIS 
 
1. Com o infinitivo ou o gerúndio: 
 
Quero mostrar-lhe o resultado. 
Quero-lhe mostrar o resultado. 
Estou mostrando-lhe o resultado. 
Estou-lhe mostrando o resultado. 
 
Observação: Com palavra atrativa, não será possível a ênclise ao verbo auxiliar: 
 
Não quero mostrar-lhe o resultado. 
Não lhe quero mostrar o resultado. 
 
2. Com o particípio: 
 
Tenho-lhe mostrado o resultado. 
Nunca lhe tenho mostrado o resultado. 
 
Observação: O particípio, diferentemente do infinitivo e do gerúndio, não admite ênclise: 
 
Tenho mostrado-lhe o resultado. (errado) 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. Em uma das construções há ocorrência de ênclise. Indique-a: 
 
a) Não foi isso que vos disse. 
b) Não foi isso que nos disse. 
c) Foram-se as esperanças. 
d) Dir-te-ei depois o que aconteceu. 
e) Ela não foi nem se deixou levar. 
 
2. “Eu consolo ele”. Transcrevendo-se o verso acima para o padrão formal da língua, tem-se: 
 
a) Eu o consolo. 
b) Eu consolo-lhe. 
c) Eu lhe consolo. 
d) Eu consolo você. 
e) Eu consolo a ele. 
 
3. Assinale a opção em que o pronome oblíquo está corretamente aplicado: 
 
a) Comprarei-o amanhã. 
b) Não sabe-se a resposta correta. 
c) Já se disse tudo! 
d) Faria-o saber a verdade. 
e) Me fiz de boba, a fim de sobreviver. 
4. Assinale a alternativa incorreta: 
 
a) Tratando-se de você, ele concordará. 
b) O deixei na biblioteca. 
c) Ele pediu permissão para falar-lhe. 
d) Vou levar-te ao museu. 
e) Cumprimentou a todos, retirando-se em seguida. 
 
5. (U.E.Pará) Assinale a alternativa correta quanto à colocação do pronome átono: 
 
a) Quando se estuda, não se acha difícil a prova. 
 
64 
 
b) O candidato que prepara-se dificilmente fica reprovado. 
c) A matéria, eles tinham revisado-a toda. 
d) Que aprovem-no, é o meu desejo. 
e) O assunto, passei a o entender depois de muitas leituras. 
 
6. Assinale a alternativa que apresenta colocação correta de pronomes: 
 
a) Não sabia-se o que fazer. 
b) O homem que dedica-se ao trabalho progride. 
c) Deram-me muitas tarefas. 
d) Ninguém disse-lhes ser perigoso. 
e) Todas as respostas anteriores. 
 
7. (U.F.Espírito Santo) A única alternativa que foge às possibilidades de colocação do pronome oblíquo átono 
é: 
 
a) Não venham dizer-me que a morte oferece vantagens. 
b) Não me venham dizer que a morte oferece vantagens. 
c) Alguém tinha lembrado-me que a morte oferece vantagens. 
d) Vieram-me dizer que a morte oferece vantagens. 
e) Ter-me-iam lembrado que a morte oferece vantagens. 
 
8. (EFOA-MG) “Não me deixo tapear”. Empregou-se a colocação proclítica do pronome átono, pelo mesmo 
motivo por que ela foi empregada na citação acima, em: 
 
a) Cada qual se ajeite como puder. 
b) De modo algum me afastarei da cidade. 
c) Logo que o vi, chamei a polícia. 
d) Alguém lhe disse que havia perigo. 
e) Oxalá a morte vos encontre preparado. 
 
9. (SFE-MG) Assinale a frase em que a colocação do pronome oblíquo está errada. 
 
a) Em se tratando de ordens, obedeça. 
b) Como lhe ocorreu isso? 
c) Se convidaram-nos, iremos. 
d) Pediu que me esforçasse muito. 
 
10. (MPE-SP) Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de acordo com a norma culta. 
 
a) Por que expulsaram-se os holandeses que vieram ao Brasil? 
b) Nada compara-se à contribuição de Post à pintura e, principalmente, à arquitetura. 
c) As colônias da Holanda, o governo não as comandava diretamente. 
d) A ocupação de Pernambuco, foi o conde Maurício de Nassau que comandou-a. 
e) Ninguém esqueceu-se do episódio da dominação holandesa. 
 
11. (MPE-SP) Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de acordo com a norma culta. 
 
a) Sempre cumprimentaram-na pelo seu aniversário. 
b) Poucos se negaram a participar da ação voluntária. 
c) Este é o autor a que referiu-se o comentarista. 
d) Me acusaram daquele ato de covardia. 
e) Nunca diga-lhe que estive aqui. 
 
12. (TJ-SP) Assinale a única frase que ficará incorreta se o pronome oblíquo que está entre parênteses for 
colocado depois da forma verbal destaca: 
 
a) Seus argumentos vão convencer facilmente. (me) 
b) Atualmente, fala muita coisa errada sobre ele. (se) 
c) A umidade está infiltrando pelas paredes. (se) 
d) Não houve jeito de localizar no meio da multidão. (te) 
e) Alguns amigos haviam convidado para uma festa. (nos) 
 
13. (TJ-SP) Indique a alternativa em que o pronome está empregado de maneira correta. 
 
a) Se contentou com um salário regular. 
b) Dar-me-iam nova oportunidade. 
c) Farei-lhe o favor de esperar. 
 
65 
 
d) Não mudar-me-á o conceito sobre ela. 
e) Sempre estive disposta a os receber em minha casa. 
 
14. (SRF) Assinale a frase incorreta quanto à colocação do pronome átono: 
 
a) Nunca mais encontrarei o colega que me emprestou o livro. 
b) Retiramo-nos do salão, deixando-os sós. 
c) Não quero magoar-te; porém não posso deixar de te dizer a verdade. 
d) Valter apresentou-se ontem a seu novo chefe. 
e) Faça boa viagem! Deus proteja-te! 
 
15. (BB) Imagine o pronome entre parênteses no devido lugar e aponte a opção em que não deve haver 
próclise: 
 
a) Não desobedeças. (me) 
b) Deus pague. (lhe) 
c) Caro amigo, dize a verdade. (me) 
d) A mão que estendemos é amiga. (te) 
e) Assim que sentiu prejudicado, saiu. (se) 
 
Gabarito: 
 
1) c 2) a 3) c 4) b 5) a 
6) c 7) c 8) b 9) c 10) c 
11) b 12) e 13) b 14) e 15) c 
 
 
 
REGÊNCIA VERBAL 
 
Regência verbal é a relação de dependência que se estabelece entre o verbo e o termo por ele 
regido. 
 
Verbos que mudam de significado dependendo da regência: 
 
1) aspirar 
 
 transitivo direto – inalar, sorver, tragar: 
 
Aspirou profundamente o ar gelado. 
Aspiramos o ar frio da manhã. 
 
 transitivo indireto (a) – desejar, pretender: 
 
Obs: Não admite como complemento o pronome lhe(s). 
 
Aspirava a uma posição mais brilhante. 
Ele aspira ao cargo. 
A dia melhores, sempre aspiramos a eles. 
 
2) assistir 
 
 transitivo direto – socorrer, ajudar, prestar assistência: 
 
A enfermeira assistiu a criança. 
O medico assistiu o paciente. 
 
 transitivo indireto – ver, presenciar: 
 
Os dois assistiam ao jogo. 
Obs: Com essa transitividade, não aceita o pronome lhe(s), mas apenas as formas ele(s), ela(s), regidas de 
preposição: O filme é ótimo. Todos querem assistir a ele. 
 
 transitivo indireto – caber, competir, pertencer: 
 
Não lhe assiste este dever. 
Isto não assiste a você. 
Não lhe assiste o direito. 
 
66 
 
Assiste ao aluno o direito de reclamar. 
Este direito assiste aos brasileiros. 
Este direito lhe assiste. 
 
 intransitivo – morar, residir: 
 
O presidente assiste em Brasília. 
Seu tio assistia em Fortaleza. 
Pedro assiste na rua Peixoto Gomide. 
 
3) Atender 
 
 transitivo direto – acolher ou receber alguém com atenção, ouvir, conceder: 
 
A recepcionista atendeu o cliente. 
O diretor atendeu os alunos. 
A tenista não atendeu o repórter. 
 
 transitivo indireto – considerar, dar atenção a alguém, levar em consideração: 
 
Ela atendeu ao meu pedido. 
Atendemos ao apelo da população. 
Atenda ao que lhe digo. 
 
4) Chamar 
 
 transitivo direto – convocar: 
 
O juiz chamou o réu a sua presença. 
 
 transitivo direto ou transitivo indireto – denominar, apelidar: 
 
Chamou-o covarde. (T.D.) 
Chamou-o de covarde. (T.D.) 
Chamou-lhe covarde. (T.I.) 
Chamou-lhe de covarde. (T.I.) 
 
 transitivo indireto – invocar (seguido da preposição por): 
 
Chamou por Deus naquele momento difícil. 
 
5) Chegar 
 
 intransitivo – atingir data ou local: 
 
Chegou ao aeroporto atrasada. 
 
 transitivo direto e indireto – aproximar: 
 
Cheguei-me a ele. 
 
6) Custar 
 
 transitivo direto – valer: 
 
O carro custou quarenta mil reais. 
Este vinho custou trinta reais. 
 
 transitivo indireto – ser difícil, custoso (é conjugado como verbo reflexivo, na terceira pessoa do singular, e o 
seu sujeito é uma oração reduzida deinfinitivo que pode ser preposicionada): 
 
Custou-me aceitar suas desculpas. 
Custa-lhe crer na minha honestidade. 
 
 transitivo direto e indireto - acarretar trabalhos, causar incômodos, sofrimentos, prejuízos: 
 
A conquista do pão custa ao pobre muitos sacrifícios. 
A imprudência custou-lhe lágrimas amargas. 
 
 
 
67 
 
7) Ensinar 
 
 Intransitivo - doutrinar, pregar: Paulo ensina na faculdade. 
 Transitivo direto - educar: Nem todos ensinam as crianças. 
 Transitivo direto e indireto - fazer conhecer, dar instrução sobre: Ensinou os exercícios ao colega. 
 
8) Esquecer 
 
 Transitivo direto - quando não é pronominal: Ele esqueceu o dinheiro. 
 Transitivo indireto - quando é utilizado como verbo pronominal: Ele se esqueceu do dinheiro. 
 
9) implicar 
 
 Transitivo direto - trazer como conseqüência, acarretar: 
 
Sua participação não implica nenhuma conseqüência. 
A assinatura de um contrato implica a aceitação de todas as suas cláusulas. 
 
 Transitivo indireto - antipatizar: 
 
O cliente implicou com o vendedor. 
Era uma pessoa que implicava com todo mundo. 
 
 Transitivo direto e indireto - envolver, enredar, comprometer: 
 
Negócios ilícitos o implicaram em vários crimes. / Falsos amigos implicaram o jornalista na conspiração. 
 
10) informar 
 
 Transitivo direto e indireto - dar esclarecimentos: 
 
Informei-o sobre o curso. 
Informei-lhe o curso. 
 
 Transitivo indireto(como verbo pronominal) - inteirar-se, pôr-se a par: 
 
Informou-se das mudanças logo cedo. 
 
11) lembrar 
 
 Transitivo direto - quando não pronominal: 
 
Lembrou o seu nome. 
 
Transitivo indireto - pronominal: 
 
Lembrou-se do seu nome. 
 
Transitivo direto e indireto - fazer recordar, advertir: 
 
Lembrei a ela a data do exame. 
 
12) obedecer / desobedecer 
 
 Transitivo indireto – submeter-se, cumprir ordens: 
 
Obedecia a seus instintos. 
Não desobedeça às leis de trânsito. 
 
13) Pagar 
 
 Transitivo direto – saldar compromisso (referindo-se, em geral, a coisas): 
 
Pagou as promissórias corretamente. 
 
 Transitivo indireto – remunerar (referindo-se, normalmente, a pessoas): 
 
O lojista pagou ao funcionário. 
 
 
 
68 
 
14) perdoar 
 
 Transitivo direto – desculpar (referindo-se a coisas): 
 
Perdoei a ofensa. 
 
 Transitivo indireto – conceder perdão (referindo-se a pessoas): 
 
Perdoei ao garoto. 
 
 Transitivo direto e indireto (objeto direto de coisa e indireto de pessoa) – desculpar a falta a alguém: 
 
A mãe perdoou a mentira ao filho. 
Perdoei-lhe a dívida. 
 
15) precisar 
 
 Transitivo direto – indicar com certeza: 
 
Ele precisou o lugar do encontro. 
 
 Transitivo indireto (forma preferida) – ter necessidade: 
 
Os presos precisam de melhores condições de tratamento. 
 
16) preferir 
 
 Transitivo direto – ter preferência (sem sugerir a escolha): 
 
O menino preferia chocolate. 
Prefiro biscoitos. 
 
 Transitivo direto e indireto – ter preferência (sugerindo a escolha): 
 
O menino prefere chocolate a doce de leite. 
Prefiro o estudo ao trabalho. 
 
17) querer 
 
 Transitivo direto – desejar: 
 
Quero o livro de Carlos Drummond. 
 
 Transitivo indireto – gostar, ter afeto: 
 
O filho queria bem ao pai. 
 
18) visar 
 
 Transitivo direto – apontar ou pôr o visto: 
O homem visou o pássaro. 
 
A professora visa os cadernos. 
 
 Transitivo indireto - desejar, pretender: 
 
Todos visam ao reconhecimento de seus esforços. 
 
Obs: Com essa transitividade não aceita o pronome lhe(s), mas apenas as formas ele(s), ela(s), regidas de 
preposição: O mais importante é a aprovação. Todos visam a ela. 
 
19) agradar 
 
 Transitivo direto - acariciar: 
 
A menina agradava o cãozinho. 
 
 Transitivo indireto - ser agradável a: 
 
A notícia agradou aos alunos. 
 
 
69 
 
20) agradece 
 
 Transitivo direto (quando o objeto for coisa, desde que não personificada): 
 
Agradeceu a jóia. 
 
 Transitivo indireto (quando o objeto for pessoa ou ser personificado): 
 
Agradeceu ao noivo. 
 Transitivo direto e indireto (quando se refere a coisas e pessoas): 
 
Agradeceu a jóia ao noivo. 
 
21) casar 
 
 Intransitivo 
 
Eles casaram na Itália há anos. 
 
 Transitivo indireto 
 
A jovem não queria casar com ninguém. 
 
 Transitivo direto e indireto 
 
O pai casou a filha com o vizinho. 
 
22) namorar 
 
 Intransitivo - galantear, cortejar: 
 
Hoje, os jovens começam a namorar muito cedo. 
 
 Transitivo direto - desejar ardentemente, galantear, cortejar: 
 
Ela vivia namorando a vitrina de doces. 
Paulo namora Maria há anos. 
 
Verbos que indicam movimento ou estaticidade: 
 
Verbos que indicam movimento (chegar, ir,voltar,...) constroem-se com a preposição a, opondo-se aos que 
indicam estaticidade (morar, residir,...), que se constroem com a preposição em: 
 
Ele chegou ao colégio muito cedo. 
Iremos a Santos no próximo sábado. 
 
Ele voltou ao escritório. 
Ele mora na rua Virgílio de Resende. 
Ficarei em casa à noite. 
Aquele operário reside na rua 2. 
 
Observações importantes: 
 
1ª) A rigor, não se deve dar complemento comum a verbos de regimes diferentes: 
 
Assisti o jogo e gostei dele. (forma inadequada) 
Assisti ao jogo e gostei dele. (forma adequada) 
 
2ª) Em orações iniciadas por pronomes relativos, pronomes interrogativos ou advérbios interrogativos 
desempenhando papel de complemento verbal, a preposição exigida pelo verbo deve, obrigatoriamente, 
antepor-se a essas palavras: 
 
As entrevistas a que assisti foram instrutivas. (pronome relativo) 
A que tu aspiras na vida? (pronome interrogativo) 
Perguntaram-me de onde eu vim. (advérbio interrogativo) 
 
3ª) Não deve haver contração da preposição que precede o sujeito de um verbo no infinitivo. Devemos, 
portanto, evitar construções como: 
 
 
70 
 
Está na hora da aula acabar. 
Em virtude dele estar doente, não foi à festa. 
 
O correto é: 
 
Está na hora de a aula acabar. 
Em virtude de ele estar doente, não foi à festa. 
 
REGÊNCIA NOMINAL 
 
Certos substantivos e adjetivos admitem mais de uma regência. A escolha desta ou daquela preposição deve, 
no entanto, obedecer às exigências da clareza e da eufonia. 
 
Relação de substantivos e adjetivos acompanhados de suas preposições mais usuais: 
 
Acessível a 
Afável com, para com 
Afeição a, por 
Aflito com, por 
Alheio a, de 
Aliado a, com 
Análogo a 
Antipatia a, contra, por 
Apto a, para 
Atencioso com, para com 
Atentatório a , de 
Aversão a, para, por 
Avesso a 
Coerente com 
Compaixão de, para com, por 
Compatível com 
Conforme a, com 
Constituído com, de, por 
Contente com, de, em, por 
Contíguo a 
Cruel com, para, para com 
Curioso de, por 
Desgostoso com, de 
Desprezo a, de, por 
Devoção a, para com, por 
Devoto a, de 
Dúvida acerca de, de, em, sobre 
Empenho de, em, por 
Fácil a, de, para 
Falho de, em 
Feliz com, de, em, por 
Fértil de, em 
Hostil a, para com 
Imune a, de 
Inerente a 
Junto a, de 
Lento em 
Passível de 
Peculiar a 
Pendente de 
Preferível a 
Propício a 
Próximo a, de 
Rente a 
 
71 
 
Residente em 
Respeito a, com, de, para com, por 
Situado em, entre 
Solidário com 
Suspeito a, de 
Último a, de, em 
União a, com, entre 
Versado em 
Vizinho a, com, de 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (UNISINOS-RS) Ocorre regência nominal inadequada em: 
 
a) Ele sempre foi insensível a elogios. 
b) Estava sempre pronta a falar. 
c) Sempre fui solícito com a moça. 
d) Estava muito necessitado em carinho. 
d) Era impotente contra tantas maldades. 
 
2. (F.M.-MG) O pronome que, devidamente empregado, só não seria regido de preposição na opção: 
 
a) O cargo * aspiro depende de concurso. 
b) Eis a razão * não comparecemos. 
c) Rui é o colega * mais aprecio. 
d) O jovem * te referiste foi aprovado. 
e) Ali está o abrigo * necessitamos. 
 
3. (FUVEST-SP) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas. 
 
A arma * se feriu desapareceu. 
Estas são as pessoas* lhe falei. 
Aqui está a foto * me referi. 
Encontrei um amigo de infância * nome não me lembrava. 
Passamos por uma fazenda * se criam búfalos. 
 
a) que – de que – a que – cujo – que 
b) com que – que – a que – cujo qual – onde 
c) com que – das quais – a que – de cujo – onde 
d) com a qual – de que – que – do qual – onde 
e) que – cujas – as quais – do cujo – na cuja 
 
4. (Cesgranrio-RJ) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase abaixo. 
 
A linguagem especial, * emprego se opõe o uso da comunidade, constitui um meio * os indivíduos de 
determinado grupo dispõem para satisfazer o desejo de auto-afirmação. 
 
a) a cujo, de que 
b) do qual, ao qual 
c) cujo, que 
d) o qual, a que 
e) de cujo, do qual 
 
5. (UM-SP) 
 
I. Certifiquei-o * que uma pessoa muito querida aniversaria neste mês. 
II. Lembre-se * que, baseada em caprichos, não obterá bons resultados. 
III. Cientificaram-lhe * que aquela imagem refletia a alvura de seu mundo interno. 
De acordo com a regência verbal, a preposição de cabe: 
 
a) nos períodos I e II 
b) apenas no período II 
c) nos períodos I e III 
d) em nenhum dos três períodos 
e) nos três períodos 
 
 
72 
 
6. (FAAP-SP) 
 
“...Ninguém assistiu ao formidável enterro de tua última quimera” 
 
Com o pronome no lugar da expressão em negrito, teríamos: 
 
a) Ninguém o assistiu. 
b) Ninguém assistiu a ele. 
c) Ninguém lhe assistiu. 
d) Ninguém a assistiu. 
e) Ninguém os assistiu. 
 
7. Em que frase o verbo assistir foi empregado com regência incorreta? 
 
a) A fábrica da Renault assiste em São José dos Pinhais. 
b) Assiste-me o encargo de fazer a ata da reunião. 
c) Os médicos assistem os doentes com desvelo. 
d) Os espanhóis assistem às touradas eufóricos. 
e) À corrida, assistia-lhe um numeroso público. 
 
8. (ITA-SP) Assinale a alternativa correta. 
 
a) Antes prefiro aspirar uma posição honesta que ficar aqui. 
b) Prefiro aspirar uma posição honesta que ficar aqui. 
c) Prefiro aspirar a uma posição honesta que ficar aqui. 
d) Prefiro antes aspirar a uma posição honesta que ficar aqui. 
e) Prefiro aspirar a uma posição honesta a ficar aqui. 
 
9. Assinale o trecho em que no espaço em branco não se pode usar o pronome o: 
 
a) Os amigos * felicitaram pela prova. 
b) Não * recomendaram para promoção. 
c) Ninguém * maltratava. 
d) Os colegas * enchiam de vaidade. 
e) O empregado reclamava injustamente, pois * pagavam todos os meses. 
 
10. Assinale a frase que apresenta um erro de regência verbal: 
 
a) Este autor tem idéias com que todos simpatizamos. 
b) Eis a ordem de que nos insurgimos. 
c) Aludiram a incidentes de que já ninguém se lembrava. 
d) Qual o cargo a que aspiras? 
e) Há fatos que nunca esquecemos. 
 
11. Identifique a frase em que o emprego da preposição está correto. 
 
a) A equipe está constituída por notáveis cientistas. 
b) A transação foi benéfica para com o Brasil. 
c) Notamos sua antipatia de todos os presentes. 
d) Voltou aflito de resolver os problemas pendentes. 
e) Considerou sua aversão para com ela apenas um disfarce. 
 
12. (UNIMEP) Telefonei a João e * não faltasse à festa. 
 
a) pedi-o para que 
b) pedi-o que 
c) pedi-lhe que 
d) pedi-lhe de que 
e) pedi à ele para que 
 
13. (EPCAR) O verbo destacado foi empregado corretamente, exceto em: 
 
a) Aspiro à carreira militar desde criança. 
b) Dado o sinal, procedemos à leitura do texto. 
c) A atitude tomada implicou descontentamento. 
d) Prefiro estudar Português a estudar outra disciplina. 
e) Aquela hora, custei a encontrar um táxi disponível. 
 
 
 
73 
 
14. (UEPG-PR) A alternativa incorreta de acordo com a gramática da língua culta é: 
 
a) Obedeça o regulamento. 
b) Custa crer que eles brigaram. 
c) Aspiro o ar da manhã. 
d) Prefiro passear a ver televisão. 
e) O caçador visou o alvo. 
 
15. (UE-PR) Assinale a alternativa incorreta: 
 
a) Os professores visam à formação dos alunos. 
b) O fiscal visou o documento. 
c) O atirador visa o alvo. 
d) Visamos a um futuro mais feliz. 
e) Os desempregados visam melhores condições de vida. 
 
 
 
 
 
 
 
CRASE 
 
Crase é a união de dois sons iguais. Quando essa união se dá entre a preposição a e um outro a, usa-se o 
acento grave ou acento indicativo de crase. 
 
Irei a a festa. 
Irei à festa. 
 
Tipos de Crase: 
 
1. Entre a preposição a e o artigo definido a: 
Voltamos à cidade. 
 
2. Entre a preposição a e o pronome demonstrativo a: 
Ele se referiu à que deixei no armário. 
 
3. Entre a preposição a e o a inicial dos pronomes demonstrativos aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo: 
Dirija-se àquele vendedor. 
 
4. Entre a preposição a e o a dos pronomes relativos a qual, as quais: 
Chegou a aluna à qual entregarei o resultado. 
 
Para saber se há crase: 
 
1. Com nomes comuns: Troca-se a palavra feminina por uma masculina; aparecendo ao, usa-se o acento de 
crase. 
 
Dirija-se à tesouraria. (Dirija-se ao escritório) 
Dei o livro à professora. (Dei o livro ao professor) 
 
2. Com nomes próprios de lugar: Troca-se o verbo que pede a preposição a por outro, que peça outra 
preposição. Pode-se adotar o verbo vir; aparecendo da, usa-se o acento de crase. 
 
Ele foi à Bahia. (Ele veio da Bahia) 
Ele foi a Cuiabá. (Ele veio de Cuiabá, e não da) 
 
• Casos obrigatórios: 
 
1. Com a palavra hora, indicando o momento em que acontece alguma coisa. 
 
Saímos às três horas. 
O médico retornou às dez horas. 
 
Gabarito: 
 
1) D 2) C 3) C 4) A 5) A 6) B 7) E 8) E 9) E 10) B 11) A 12) C 13) E 14) A 15) E 
 
74 
 
2. Com determinadas locuções formadas por palavras femininas: às pressas, às claras, à tarde, à noite, à 
direita, à esquerda, à disposição de, à beira de, à medida que, à proporção que, às vezes, às escondidas, à 
custa, à mercê 
 
Trabalharam às escondidas. 
Às vezes, íamos ao centro. 
Queiro deixar tudo às claras. 
Ficaram à mercê do patrão. 
 
• Casos facultativos: 
 
A crase é facultativa: 
 
1. Diante de nomes próprios femininos. 
 
Mandei uma carta a Patrícia. 
Mandei uma carta à Patrícia. 
 
2. Diante de pronomes possessivos femininos no singular. 
 
Referia-me a sua vizinha. 
Referia-me à sua vizinha. 
 
3. Na locução prepositiva até a: 
 
Levou a discussão até as últimas conseqüências. 
Levou a discussão até às últimas conseqüências. 
 
• Casos em que não ocorre crase: 
 
1.Com a palavra casa sem determinação, quando, então, se refere ao próprio lar. 
 
Ele foi a casa pela manhã. 
Maria chegou a casa quando todos estavam partindo. 
 
Observação: Se a palavras casa aparecer acompanhada de um adjunto adnominal, ocorrerá a crase. 
 
Irei à casa de meus primos. 
 
2. Com a palavra distância, sem especificação, ou seja, sem precisar a distância. 
 
O guarda ficou a distância. 
Era horrível mesmo a distância. 
 
Observação: Com especificação, usa-se o acento: O guarda ficou à distância de dez metros. 
 
3.Com a palavra terra, quando é contrário de bordo. 
 
Os marujos foram a terra. 
 
Observação: Com outros sentidos, segue as regras de crase: Eles retornaram à terra de origem. 
 
4. Em locuções com palavras repetidas. 
 
Os adversários estavam cara a cara. 
 
5. Antes de palavra masculina, desde que não estejam implícitas as locuções à moda de ou à maneira de. 
 
Eles chegaram a cavalo. 
Ele escreve à Machado de Assis. (à maneira de) 
 
6. Antes de verbo no infinitivo. 
 
Estava prestes a chorar. 
 
7. Com a no singular antes de palavra no plural. 
 
Não se prendia a coisas materiais. 
 
75 
 
8.Antes de artigo indefinido. 
 
Aspirava a uma posição melhor. 
 
9. Antes de pronome indefinido. 
 
Chegaram a alguma ilha do interior. 
 
10. Antes de pronome pessoal, inclusive de tratamento. 
 
Diga a ela que voltarei. 
Já tinha dito isso a Vossa Senhoria. 
 
Observação: Os pronomes de tratamento senhora, senhorita, dona e madame admitem o acento de crase. 
 
Dirigiu-se à senhorita Denise. 
 
11. Antes de pronomes demonstrativos. 
 
Diga a verdade a essa funcionária. 
 
12. Antes de nomes de vultoshistóricos. 
 
Aludimos a Joana d’Arc. 
 
Observação: com determinação, aparece o acento. 
 
Aludimos à valente Joana D’Arc. 
 
13. Antes de numeral. 
 
O número de reprovados chegou a vinte. 
 
Observação: 
 
 Se o numeral indicar horas, teremos uma locução adverbial feminina; logo, ocorrerá a crase: O ônibus partirá 
às vinte horas. 
 
 Com numerais ordinais femininos ocorre a crase, uma vez que eles não podem ser empregados sem artigo: 
Fizeram elogios à primeira aluna da classe. 
 
14. Após preposição. 
 
O encontro foi marcado para as cinco horas. 
O candidato compareceu perante a banca examinadora. 
 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. (UEL-PR) Ainda * pouco, o professor referia-se * questões interligadas * prática de ensino. 
 
a) a – à – a 
b) há – à – à 
c) à – à – à 
d) há – a - à 
e) a – a - a 
 
2. (FUVEST-SP) Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto. 
 
 
“Chegar cedo * repartição. Lá * de estar outra vez o Horácio conversando * uma das portas com Clementino.” 
 
a) à – há - a 
b) à – há - à 
c) a – há - a 
d) à – a - a 
e) a – a – à 
 
3. (UEL-PR) Foi * Brasília aprender * artes políticas, mas retornou * terra natal sem grandes conhecimentos. 
 
 
76 
 
a) a – as - à 
b) à – as - a 
c) a – às - à 
d) a – as - a 
e) à – às – à 
 
4. (UFRS) O grupo obedece * comando de um pernambucano, radicado * tempos em São Paulo, e se exibe 
diariamente * hora do almoço. 
 
a) o, a, à 
b) ao, há, à 
c) ao, a, a 
d) o, há, a 
e) o, a, a 
 
5. (EFOA-MG) O acento gráfico indicativo da ocorrência da crase está corretamente empregado em: 
 
a) À família compete obedecer às leis que garantem à criança o direito à vida. 
b) À justiça compete garantir à todas as crianças o cumprimento das leis que as protegem. 
c) Daqui à algumas semanas, iremos às urnas à fim de elegermos nossos representantes. 
d) À noitinha, todos se reúnem à beira da fogueira alimentada à fogo brando. 
e) Todo o mundo vive à reclamar mudanças, pois o país está às portas do caos. 
 
6. (UEL-PR) Quanto * mim, nada mais direi * favor ou contra uma decisão sobre a qual já opinei * muito tempo. 
 
a) a, a, há 
b) à, à, à 
c) a, à, há 
d) à, a, à 
e) à, à, há 
 
7. (PUC-RS) Em todas as frases deve ser utilizado o acento indicativo de crase, exceto na: 
 
a) É preciso resistir a violência. 
b) Nem sempre se sobrevive a violência. 
c) A dor do agredido sucede a violência. 
d) É necessário desaprovar a violência. 
e) Não se pode ceder a violência. 
 
8. (U.F. Santa Maria-RS) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase: “Nesta 
oportunidade, volta * referir-me * problemas já expostos * V.Sa. * alguns dias.” 
 
a) à – àqueles – a – há 
b) a – àqueles – a – há 
c) a – aqueles – à – a 
d) à – àqueles – a – a 
e) a – aqueles – à - há 
 
9. (UEFS-BA) Ainda * pouco, eu * vi atravessando aquela rua, ali * direita. 
 
a) há – a - à 
b) há – a - a 
c) a – a - a 
d) a – à - à 
e) à – a – a 
 
10. (EFO-MG) Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase não procede: 
 
a) Tais informações são iguais às que recebi ontem. 
b) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão. 
c) Perdi uma caneta semelhante à sua. 
d) O remédio devia ser ingerido gota à gota. 
e) A construção da casa obedece às especificações da Prefeitura. 
 
 
 
 
 
Gabarito: 
 
1) B 2) A 3) A 4) B 5) A 6) A 7) D 8) B 9) A 10) D 
 
77 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
É a concordância de substantivos com adjetivos, artigos e numerais. 
 
Regra geral: O adjetivo concorda com o substantivo em gênero e número. 
 
Outras regras: 
 
1. Adjetivo (adjunto adnominal) posposto a dois ou mais substantivos. 
 
• O adjetivo irá para o plural ou concordará com o mais próximo. 
 
Ele agiu com coragem e paciência admirável. 
Ele agiu com coragem e paciência admiráveis. 
 
Observação: Quando os substantivos são de gêneros diferentes, prevalece o masculino no plural. 
 
• Adjetivo (adjunto adnominal) anteposto a dois ou mais substantivos. 
 
- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo. 
 
Escolheste mau lugar e hora. 
Escolheste má hora e lugar. 
Avistávamos estranhos homens e mulheres. 
Avistávamos estranhas mulheres e homens. 
 
Observação: Se os substantivos forem nomes próprios, o adjetivo deverá ir para o plural. 
 
Os grandes Rui e Machado. 
 
Refiro-me aos notáveis Drummond e Bandeira. 
 
- O adjetivo, na função de predicativo do sujeito, deve concordar com a totalidade dos elementos do sujeito. 
 
A sala e os quartos estavam desarrumados. 
 
Observação: Se o verbo de ligação iniciar a frase, haverá duas possibilidades de concordância: 
 
Estava desarrumada a sala e os quartos. (concordância com o mais próximo) 
Estavam desarrumados a sala e os quartos. (concordância com a totalidade dos núcleos) 
 
- O adjetivo, na função de predicativo do objeto, concorda em gênero e número com o núcleo do objeto. 
Havendo dois ou mais núcleos de gêneros diferentes, vai para o masculino plural. 
 
Encontrei as janelas e o portão arrombados. 
Encontrei arrombados a janela e o portão. 
 
Observação: Se o predicativo do objeto vier anteposto a dois ou mais núcleos do objeto, ele poderá também 
concordar com o núcleo mais próximo. 
 
Encontrei arrombadas as janelas e o portão. 
Encontrei arrombado o portão e as janelas. 
 
- Um substantivo modificado por dois ou mais adjetivos no singular. 
 
Deve-se ter cuidado com o emprego dos artigos. 
 
Os poderes temporal e espiritual. 
O poder temporal e o espiritual. 
As bandeiras italiana e brasileira. 
A bandeira italiana e a brasileira. 
 
Adjetivo composto. 
 
• Flexiona-se, normalmente, o último elemento. 
 
Problemas político-econômicos. 
 
78 
 
Guerra sino-belgo-soviética. 
 
Exceção: surdo-mudo: surda-muda, surdas-mudas, surdos-mudos. 
 
- Um e outro, nem um nem outro, um ou outro seguidos de substantivos. 
 
• O substantivo deve ficar no singular. 
 
Um e outro caso. 
Nem uma nem outra coisa. 
Uma e outra solução. 
 
• Se em seguida vier um adjetivo, ele ficará no plural. 
 
Um e outro caso paralelos. 
Uma e outra solução propostas. 
 
Leso, próprio, mesmo, junto, anexo, incluso, quite, obrigado, tal. 
 
• Concordam com o nome a que se referem. 
 
Crime de lesa-pátria. 
Crime de lesos-direitos. 
Crime de leso- patriotismo. 
Nós próprios faremos o trabalho. 
Elas mesmas escreveram as cartas. 
Os recibos seguem juntos. 
As crianças voltaram juntas. 
O comprovante segue anexo. 
As declarações seguem anexas. 
Já estou quite com o clube. 
Ela disse: muito obrigada! 
Eles são tais quais os pais. 
 
Observação: A expressão em anexo (coloquial) é invariável. 
Em anexo, seguem os documentos. 
 
• Mor em nomes compostos. 
 
- O plural é mores (varia apenas em número). 
 
Capitão-mor / capitães-mores 
 
Menos, pseudo (falso) e alerta. 
 
• Permanecem invariáveis. 
 
Mais amor e menos desconfiança. 
 
São pseudo-intelectuais. 
 
Os soldados estão alerta. 
 
Possível. 
 
• Deve-se observar o uso do artigo. 
 
Escreva bilhetes o mais legíveis possível. 
Comprei produtos o menos caros possível. 
Fazemos cerveja o melhor possível. 
Fiz os maiores esforços possíveis. 
 
Observação: Quanto possível é uma expressão invariável. 
 
Procurei fazer tantos exercícios quanto possível. 
Beberam tantas cervejas quanto possível. 
 
Grão e grã (de grande). 
 
79 
 
• Em nomes compostos não apresentam plural. 
 
Grão- duque / grão-duques 
Grã-duquesa / grã-duquesas 
Só, meio, bastante 
 
- Quando forem adjetivos, concordam com o substantivo a que se referem. 
 
Não fale com meios termos. 
Não suporto meias palavras. 
Há bastantes (muitos) problemas. 
Ele ficou só. 
Eles ficaram sós. 
 
- Quando forem advérbios, ficam invariáveis. 
 
Compramos só (somente) duas entradas. 
 
As portas estavam meio (mais ou menos) abertas. 
Eram hábitos meio (mais ou menos) antigos. 
Estão bastante (muito) cansados. 
É proibido, é bom, é necessário. 
Deve-se observar se o sujeito está determinado. 
É proibidoentrada. 
É proibida a entrada. 
Pimenta é bom. 
A pimenta é boa. 
É necessário coragem. 
A coragem é necessária. 
 
Observação: O mesmo ocorre na substituição do predicativo do sujeito por um pronome pessoal átono. 
 
És a enfermeira daqui? Sou-a. 
És enfermeira? Sou-o. 
 
• Concordância com nomes de cores. 
 
- Se a palavra que indica cor for adjetivo, concordará com o substantivo em gênero e número. 
 
Calçava sapatos pretos. 
A jovem tinha olhos verdes. 
Comprou meias brancas. 
 
- Se a palavra que indica a cor for um substantivo, ficará invariável. 
 
Gostava de usar blusas rosa. 
Comprou calças cinza. 
Calçava sapatos gelo. 
 
• Adjetivos compostos indicando cor. 
 
Substantivo + adjetivo ou adjetivo + substantivo = ficam invariáveis. 
 
Trajavam camisas rosa-escuro. 
Vestiam blusas cinza-claro. 
 
Observação: 
São invariáveis: azul-marinho, azul-celeste, verde-gaio, azul-ferrete. 
 
• Qualquer substantivo usado em função adjetiva é invariável. 
 
Tenho uma tarefa monstro. 
São trabalhos padrão. 
Festas surpresa. 
 
80 
 
Caro e barato. 
 
• Com verbos de ligação ou ligados diretamente a substantivos, são adjetivos, logo variáveis. 
 
Os alimentos estão caros. 
Compramos roupas caras. 
 
Ligados a verbos que não sejam de ligação, são advérbios, portanto invariáveis. 
Essas camisas custam caro. 
Comprei barato aqueles sapatos. 
 
• Numerais ordinais referentes a um só substantivo. 
 
- Sem artigo antes dos numerais, o substantivo vai obrigatoriamente ao plural. 
 
Primeiro, segundo e terceiro andares. 
 
- Com artigo antes dos numerais, o substantivo, colocado no final da frase, pode ser singular ou plural. 
 
O primeiro, o segundo e o terceiro andares. 
O primeiro, o segundo e o terceiro andar. 
Perdi a primeira e a segunda aula. 
Perdi a primeira e a segunda aulas. 
 
c) O substantivo pode ser colocado logo após o primeiro numeral, quando então será singular; nesse caso, os 
numerais seguintes virão precedidos de artigo. 
 
O primeiro andar, o segundo e o terceiro. 
• Concordância ideológica ou silepse. 
 
É a concordância anormal feita com a idéia, e não com a palavra presente no texto. 
 
Vossa Senhoria é bondoso. (falando com um homem) 
São Paulo é muito bonita. (referindo-se à cidade) 
Aquele gente divertem-se com tão pouco. (concordância com a idéia de plural apresentada pela palavra gente) 
 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. Assinale o único exemplo cuja lacuna deve ser preenchida com a 2ª alternativa da série dada. 
 
a) É um crime de * gosto. (lesa/leso) 
b) Esta semana trabalhou * horas. (menos/menas) 
c) Trazia * aos processos vários documentos. (anexos/anexo) 
d) Elas não estão * . (sós/só) 
e) Um e outro * estão na pasta. (documento/documentos) 
 
2. Nos exemplos abaixo, a palavra adjetiva grifada está empregada sempre em referência ao complemento do 
verbo. Assinale o exemplo em que há erro na concordância desse adjetivo: 
 
a) O Supremo Tribunal qualificou de ilegal aquelas nomeações. 
b) Peço-lhe que torne pública minha reclamação. 
c) Pretendo pagar-lhe amanhã a importância que lhe pedi emprestada. 
d) Aceito como verdadeiras as declarações do aluno. 
e) Remeto-lhe inclusas as faturas relativas à sua compra. 
 
3. Dentre os trechos abaixo, há um errado no que se refere à concordância de possível; assinale-o: 
 
a) Paisagens as mais belas possíveis. 
b) Paisagens as mais belas possível. 
c) Paisagens o mais possível belas. 
d) Paisagens o mais bela possível. 
e) Paisagens quanto possível belas. 
 
4. Assinale a frase de concordância incorreta. 
 
a) Anexo, seguem as procurações que me pediste. 
 
81 
 
b) Pagaram o aluguel e ficaram quites com a imobiliária. 
c) Não me diga que eles mesmos gritaram por socorro! 
d) Elas todas estavam meio distraídas. 
 
5. A forma entre parênteses preenche corretamente a lacuna, exceto: 
 
a) O elevador subiu até * sétimo e oitavo. ( os andares) 
b) Compramos seis casacos verde**. (escuros) 
c) Elas trouxeram o bilhete consigo **. (mesma) 
d) Os filhos são * os pais. (tais quais) 
e) Recebeu prêmio e estímulo **. (inestimável) 
 
6. (Fatec-SP) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase abaixo: 
 
“É * discussão entre homens e mulheres * ao mesmo ideal, pois já se disse * vezes que da discussão, ainda 
que * acalorada, nasce a luz.” 
 
a) bom – voltados – bastantes – meio 
b) bom – voltadas – bastante – meia 
c) boa – voltadas – bastantes – meio 
d) boa – voltados – bastante – meia 
e) bom – voltadas – bastantes – meia 
 
7. (U.F. Maranhão) A concordância nominal está correta na opção: 
 
a) Nós mesmos faremos a prova, disseram os rapazes. 
b) Estavam desertas o pátio e as salas. 
c) Sr. Governador, Vossa Excelência é bem-vinda. 
d) Os bondes rolavam barulhento sobre os trilhos. 
e) As mães, contente, revêem seus filhos. 
 
8. (FURN-RN) Meninas, avisem a * colegas que vocês * é que vão dirigir os ensaios da peça. 
 
a) vossos – mesmos 
b) seus – mesmas 
c) vossos – mesmas 
d) seus – mesma 
e) vossos – mesmo 
 
9. (U.F. Espírito Santo) Nas frases abaixo, o pronome oblíquo destacado se refere a dois ou mais núcleos 
nominais; a única opção em que a concordância do pronome se faz inadequadamente é: 
 
a) Os grandes escritores e famosos oradores, conhecemo-los pelo domínio que têm do idioma. 
b) A agilidade mental e a facilidade de expressão, como podemos consegui-las? 
c) A inteligência, o amadurecimento mental, a expressão do pensamento, não as conseguiremos desse modo. 
d) Aquele escritor e dicionarista, eu o conheço através de suas obras. 
e) O quociente de inteligência ou nível mental, não o avaliamos apenas através desses conhecimentos. 
 
10. Assinale a alternativa em que ocorreu erro de concordância nominal. 
 
a) livro e revista velhos 
b) aliança e anel bonito 
c) rio e floresta antiga 
d) homem, mulher e criança distraídas 
 
11. Assinale a frase que contraria a norma culta quanto à concordância nominal. 
 
a) Falou bastantes verdades. 
b) Já estou quites com o colégio. 
c) Nós continuávamos alerta. 
d) Haverá menos dificuldades na prova. 
 
12. Assinale o erro de concordância nominal. 
 
a) Maçã é ótimo para isso. 
b) É necessário atenção. 
c) Não será permitida interferência de ninguém. 
d) Música é sempre bom. 
 
 
82 
 
13. Em qual alternativa a segunda palavra dos parênteses pode ser usada na lacuna? 
 
a) Estudei música e literatura...(francesa/francesas) 
b) Histórias quanto...triste. (possível/possíveis) 
c) Nem um nem outro anima...fugiu. (animal/animais) 
d) Só respondia com...palavras. (meio/meias) 
 
14. Há...colegas na sala,...diretores e um e outro... 
 
Completando-se a frase acima, temos: 
 
a) bastantes, nenhuns, funcionário 
b) bastante, nenhuns, funcionário 
c) bastantes, nenhum, funcionário 
d) bastantes, nenhuns, funcionários 
 
15. Marque o erro de concordância da palavra bastante. 
 
a) Ficaram bastantes admirados. 
b) Bastantes pássaros voaram. 
c) Pessoas bastantes apareceram por lá. 
d) Encontrei bastantes surpresas. 
 
Gabarito: 
 
1) a 2) a 3) c 4) a 5) c 
6) a 7) a 8) b 9) c 10) d 
11) b 12) c 13) d 14) a 15) a 
 
 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
Entende-se por concordância verbal aquela que ocorre do verbo com o sujeito. 
 
Regra geral: O verbo concorda com o sujeito em pessoa e número. 
 
O homem nasce. 
Os homens nascem. 
 
• Concordância com o sujeito composto. 
 
- Sujeito anteposto 
 
Verbo no plural 
O pai e o filho saíram. 
O mestre e os alunos resolveram o problema. 
O líder e seus comparsas abandonaram o cativeiro. 
 
- Sujeito posposto 
 
Verbo no plural ou concorda com o núcleo mais próximo. 
Saíram de casa o pai e os filhos. 
Saiu de casa o pai e os filhos. 
Abandonaram o cativeiro o líder e seus comparsas. 
Abandonou o cativeiro o líder e seus comparsas. 
 
Observação: Havendo reciprocidade, é obrigatório o plural. 
 
Agrediram-se o homem e a mulher. 
Já não se entendiam o líder e seus comparsas. 
 
• Sujeito composto por pessoas gramaticais diferentes. 
 
- O verbo vaipara o plural da pessoa que prevalece: a 1ª sobre a 2ºª e a 3ª; a 2ª sobre a 3ª. 
 
Eu e meu convidado iremos. 
 
83 
 
Tu e ele seríeis bem recebidos. 
 
Observações: Sujeito posposto,segue-se esta regra ou faz-se a concordância com o núcleo mais próximo. 
 
Entra tu, tua mulher e teus filhos no carro. 
Entrai tu, tua mulher e teus filhos no carro. 
 
• Sujeito composto resumido por TUDO, NADA, NENHUM, CADA UM, CADA QUAL, OUTRO, NINGUÉM, 
ISSO, ISTO, AQUILO ou expressões equivalentes. 
 
• O verbo ficará no singular. 
 
- Jogos, conversação, espetáculos, nada o tirava de seu intento. 
 
• Sujeito Composto ligado por com. 
 
- Verbo normalmente no plural. 
 
Observação: Quando se deseja dar relevância ao primeiro elemento do sujeito, o verbo concorda com ele. 
 
O presidente com alguns ministros viajaram para o exterior. 
O presidente, com alguns ministros, viajaram para o exterior. 
 
• Sujeito composto ligado por como. 
 
- O verbo concordará com o primeiro elemento se quisermos destacá-lo. 
 
O ouro, como o vinho, aumenta (ou aumentam) a sede. 
 
• Sujeitos correlacionados pelas expressões NÃO SÓ...MAS TAMBÉM, TANTO...COMO, ..., MAS AINDA e 
outras. 
 
- O verbo deverá ir, de preferência, para o plural. 
 
Tanto Hitler como Napoleão desafiaram a Rússia. 
Não só o ouro mas também a fama corrompem o homem. 
 
Observação: O singular é possível. 
 
Tanto o corpo docente quanto o discente participará das festividades. 
Tanto o corpo docente quanto o discente participarão das festividades. 
 
• Sujeito composto ligado por BEM COMO ou ASSIM COMO. 
 
- O verbo concorda com o 1º elemento. 
 
O professor, bem como os alunos, permanece na classe. 
O menino, assim como nós todos, está preocupado com o problema. 
 
• Sujeito composto ligado por OU. 
 
- O verbo concordará com o elemento mais próximo se houver exclusão, sinonímia ou caráter corretivo. 
 
João ou José será eleito presidente da companhia. (exclusão) 
O professor ou o mestre fez críticas ao meu trabalho. (sinonímia) 
O aluno ou os alunos solicitaram nova argüição. (caráter corretivo) 
 
Observação: Não se configurando estes casos, o verbo pode concordar com o elemento mais próximo ou ir 
para o plural. 
 
Eu ou ela irá à entrevista. 
Eu ou ela iremos à entrevista. 
 
UM E OUTRO, NEM UM NEM OUTRO, NEM...NEM. 
 
- Quando o sujeito é uma dessas expressões, o verbo fica no singular ou plural. Havendo reciprocidade, é 
obrigatório o plural. 
 
 
84 
 
Um e outro morreu (ou morreram). 
Nem um nem outro honrou (ou honraram) sua palavra. 
Nem João nem Mário chegará (ou chegarão) a tempo. 
Um e outro se odeiam há muito tempo. (reciprocidade) 
• Sujeito representado por um ou outro. 
 
- O verbo fica no singular. 
 
Um ou outro receberá este prêmio. 
 
• Gradação 
 
- O verbo, de preferência, concordará com o substantivo mais próximo. 
 
Um berro, um grito, um gemido, um murmúrio saiu de sua boca? 
Uma palavra, um gesto, um olhar bastava. 
• Sujeito com núcleos antecedidos pelo pronome CADA. 
 
- O verbo fica no singular. 
 
Cada jogador, cada comentarista, cada torcedor tinha sua justificativa para a derrota. 
 
• Sujeito formado de infinitivos. 
 
- O verbo fica no singular. 
 
Vencer e conquistar não faz um rei ditoso. (Silva Avarenga) 
 
Observação: Se forem antônimos ou estiverem determinados, o verbo ficará no plural. 
 
Rir e chorar são coisas inevitáveis. 
 
O falar e o escrever revelam o íntimo do homem. 
 
• Verbo passivo, com pronome apassivador se. 
 
- O verbo concorda com o sujeito. 
 
Ouviram-se vaias do orador. 
Descobriu-se o esconderijo. 
Comentou-se esse caso. 
Comentaram-se esses casos. 
 
= Dar, soar, bater referindo-se às horas. 
 
• Concordam normalmente com o sujeito, que pode ser relógio, horas, badaladas. 
 
Deram há pouco nove horas. 
Que horas deu o relógio? 
Deu uma e meia. 
A sineta bateu onze horas. 
Soaram duas horas no relógio do mosteiro. 
 
• Parecer + infinitivo 
 
- Admite duas concordâncias: ou se flexiona o verbo parecer ou o infinitivo. 
 
As paredes pareciam estremecer. 
As paredes parecia estremecerem. 
 
Observação: O mesmo acontece com o verbo ver na voz passiva, seguido de infinitivo. 
 
Viam-se entrar mulheres e crianças. 
Via-se entrarem mulheres e crianças. 
 
• Haja vista 
 
- Há três construções possíveis: 
 
85 
 
= A expressão pode ser invariável. 
A inflação está controlada; haja vista os índices divulgados. 
 
= Não varia o verbo haver, e vista rege a preposição a. 
A inflação está controlada; haja vista aos índices divulgados. 
 
= Varia o verbo haver, e vista não rege preposição. 
A inflação está controlada; hajam vista os índices divulgados. 
 
Bastar, faltar exprimindo suficiência e falta, respectivamente. 
 
• O verbo concorda com o sujeito. 
 
Bastam cem reais para comprarmos o livro. 
Faltam dez minutos para as onze horas. 
 
• Sujeito é COLETIVO no singular seguido de substantivo no plural. 
 
- Verbo no singular ou no plural. 
 
A manada de búfalos se dispersou. (ou se dispersaram) 
 
Observação: Quando aparece apenas o coletivo, o verbo concorda com ele. 
 
A manada se dispersou. 
 
• O sujeito é uma das expressões A MAIORIA DE, PARTE DE, UMA PORÇÃO DE, O RESTO DE, GRANDE 
NÚMERO DE, seguidas de uma palavra no plural. 
 
- O verbo ficará no singular ou no plural. 
 
A maioria dos convidados chegou cedo. 
A maioria dos convidados chegaram cedo. 
 
• UM dos que, Uma das que 
 
- O verbo no plural, de preferência. Quando o verbo se aplicar apenas a uma pessoa, pode-se usar singular. 
 
Paulo é um dos que mais estudam. 
Foi um dos teus amigos que matou o guarda. 
 
• O sujeito é um substantivo regido pelas expressões MAIS DE..., COISA DE..., MENOS DE..., CERCA DE..., 
PERTO DE..., OBRA DE..., ou expressões sinônimas. 
 
- O verbo concorda com o substantivo. 
 
Menos de dois litros foram bebidos. 
Cerca de cem voluntários vieram ao palco. 
Entraram no porto obra de dez navios. 
Mais de um soldado morreu. 
 
Observação: Quando o sujeito é MAIS DE UM..., se houver idéia de reciprocidade ou se a expressão vier 
repetida, o verbo ficará no plural. 
 
Mais de um deputado, mais de um senador não concordaram com as novas medidas econômicas. 
Mais de um prisioneiro agrediram-se durante a rebelião. 
 
= Nome próprio plural. 
 
a) com artigo no plural, o verbo vai para o plural. 
 
Os Estados Unidos sofreram duros ataques terroristas. 
Sem artigo ou com artigo no singular, o verbo fica no singular. 
Minas Gerais é uma região de montanhas. 
O Amazonas parece um verdadeiro mar. 
 
b) Com nomes de obras no plural seguidos do verbo ser, este ficará no singular, desde que o predicativo figure 
no singular. 
 
86 
 
Os Miseráveis é uma célebre obra de Victor Hugo. 
 
• O sujeito é o pronome relativo que. 
- O verbo geralmente concorda com o antecedente do pronome. 
 
Fui eu que bati. 
Fomos nós que batemos. 
Foste tu que bateste. 
 
• O sujeito é o pronome relativo quem. 
 
- O verbo fica, de preferência na 3ª pessoa do singular. Pode também concordar com o antecedente. 
 
Fui eu quem bateu. 
Fui eu quem bati. 
Fomos nós quem bateu. 
Fomos nós quem batemos. 
 
• O sujeito é pronome interrogativo ou indefinido no singular (qual, algum, nenhum, um, cada um) seguido de 
DE NÓS, DE VÓS, DENTRE NÓS, DENTRE VÓS. 
 
- O verbo fica no singular. 
 
Nenhum de nós seria capaz de tanto. 
Qual dentre vós compreenderá a nossa posição? 
Cada um de nós representa muitos eleitores. 
 
• O sujeito é pronome interrogativo ou indefinido no plural (quais, quantos, muitos, poucos, vários) seguido DE 
NÓS, DE VÓS, DENTRE NÓS, DENTRE VÓS. 
 
- O verbo concorda com nós ou vós. 
 
Quais dentre vós dareis a vida pelo próximo? 
Alguns de nós continuaremos aqui. 
Quais de vós sois assim? 
 
• Sujeito é ISTO DE seguido de nome no plural. 
 
- O verbo fica no singular ou no plural indiferentemente. 
 
Isto de aulas aos domingos cansa. (ou cansam) 
Isto de muitas brincadeiras irrita. (ou irritam)• Sujeito é PRONOME DE TRATAMENTO. 
 
- O verbo fica na 3ª pessoa. 
 
Vossa Excelência engrandece esta casa! 
 
• Sujeito representado por expressão indicativa de porcentagem. 
 - O verbo pode concordar com o numeral ou com o substantivo a que se refere a porcentagem. 
 
35% da população apoiam essas medidas. 
35 % da população apoia essas medidas. 
35% dos entrevistados apoiam essas medidas. 
 
• O sujeito é representado por uma frase. 
 
- O verbo fica na 3ª pessoa do singular. 
 
Amar o próximo é o lema. 
 
 
 
 
 
 
 
87 
 
VERBO SER 
 
• Concordará com o sujeito: 
 
1º) Sujeito personificado. 
 
Todo eu era olhos e coração. 
Eulália era as alegrias dos pais. 
 
2º) O sujeito é substantivo simples no plural e o predicativo é substantivo no singular. 
 
Os livros são a nossa maior arma. 
• Concordará com o predicativo: 
 
1º) Na indicação de preços, medidas, quantidade: é pouco, é bastante, é demasiado. 
 
Cem reais é pouco. 
Três metros é menos do que preciso. 
Três quilômetros é demasiado. 
 
2º) O sujeito é substantivo, e o predicativo é pronome pessoal. 
 
O poeta sou eu. 
O Brasil, senhores, sois vós! 
Nas minhas terras, o rei sou eu. 
 
3º) Quando o verbo ser for impessoal: na indicação de horas, datas e distâncias. 
 
Eram sete horas. 
Hoje é dia 13 de julho. 
Hoje são 13 de julho. 
 
Observação: Quando o predicativo aparece precedido das expressões perto de, cerca de, pode-se usar 
singular ou plural. 
 
Era (eram) perto das duas horas. 
 
4º) O sujeito tem sentido de coletivo, e o predicativo está no plural. 
 
A maioria eram inocentes úteis. 
 
Concordará com o sujeito ou com o predicativo: 
 
1º) Sujeito não personificado (coisa) no singular, com predicativo no plural. 
 
A cama eram palhas. (preferida) 
A cama era palhas. 
 
2º) Sujeito é um dos pronomes TUDO, ISSO, ISTO, AQUILO, e o predicativo está no plural. 
 
Tudo são (é) rosas na infância. 
Isto são (é) ossos do ofício. 
 
3º) Sujeito é palavra de sentido amplo como vida, humanidade, ciência, e o predicativo está no plural. 
 
A vida são (é) alegrias. 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. Nas frases abaixo, onde há empregos diferentes do verbo haver, assinale o que está incorreto: 
 
a) Tão bem se houveram eles na empresa, que o rei lhes concedeu o título de “defensores do reino”. 
b) Pode haver motivos importantes que nos levem a outra conclusão. 
c) Considerai que haveis cabedal de inteligência para isso e muito mais. 
d) Não houveram pedidos, nem rogos, nem lágrimas que o pudessem demover. 
e) Houveram-no por doido e não lhe deram atenção. 
 
 
88 
 
2. Assinale a única frase em que há erro de concordância no verbo grifado: 
 
a) Ocorreram, num só ano, duzentos incêndios. 
b) Faz dois anos que partiu. 
c) Aos pais sempre custam dar esses conselhos. 
d) Pouco me importam seus caprichos. 
e) Se lhe interessarem esses livros, poderei emprestá-los. 
 
3. Assinale o exemplo que contém erro de concordância: 
 
a) É uma hora e meia. 
b) São duas horas. 
c) Hoje são 12 de dezembro. 
d) Fazem três dias que chegou. 
e) Nós é que sabemos o que ocorreu. 
 
4. Assinale a concordância verbal correta: 
 
a) Soou dez horas no relógio da catedral. 
b) Precisam-se de operários especializados. 
c) Aluga-se casas para veraneio. 
d) Bastam-me três horas para realizar a pesquisa. 
e) Pouco me importa os teus documentários. 
 
5. (UFSCAR-SP) 
 
Hackers invadem a rede de computadores da Microsoft (27 out. 2000) 
 
Direção da maior empresa de softwares do mundo descobriram que invasores tiveram acesso aos códigos 
produzidos pela companhia e chamaram o FBI para ajudar nas investigações. (Veja Online - Notícias diárias) 
 
 
No trecho reproduzido, incorre-se num erro gramatical, por conta: 
 
a) da concordância do verbo descobriram. 
b) do emprego do artigo em aos códigos. 
c) da apassivação do verbo produzidos. 
d) da regência do verbo chamam. 
e) do complemento do verbo tiveram. 
 
6. (UFV-MG) Assinale a alternativa cuja seqüência enumera corretamente as frases. 
 
Concordância verbal correta. 
Concordância verbal incorreta. 
 
( ) Ireis de carro tu, vossos primos e eu. 
( ) O pai ou o filho assumirá a direção do colégio. 
( ) Mais de um dos candidatos se insultaram. 
( ) Os meninos parece gostarem dos brinquedos. 
( ) Faz dez anos que ocorrem todos esses fatos. 
 
a) 1, 2, 2, 2, 1 
b) 2, 2, 2, 1, 2 
c) 2, 1, 1, 1, 1 
d) 1, 2, 1, 1, 2 
e) 2, 1, 1, 1, 2 
 
7. (UFPel-RS) A alternativa em que são atendidas as normas de concordância da língua culta é: 
 
a) Precisamos ser benevolentes para com nós mesmos. 
b) Já tinham bastante motivos para voltar para casa. 
c) Que houvesse ou não existido opiniões contraditórias não nos interessava naquele momento. 
d) Sr. Ministro, V.Exª sereis recebido com grande entusiasmo pela população. 
e) Surgiu, na escuridão da noite, dois vultos enormes. 
 
8. Assinale a alternativa incorreta: 
 
b) Cada funcionário, cada trabalhador fazia o que queria. 
c) D. Pedro I com seu séquito chegou coberto de poeira. 
 
89 
 
d) O elogio e o incentivo constrói. 
e) Nenhuma das anteriores. 
 
Gabarito: 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
1. COMPARAÇÃO: consiste em estabelecer entre dois seres ou fatos, uma relação de semelhança, atribuindo 
a um deles característica(s) presente(s) no outro. A comparação se estabelece por meio de palavras ou 
expressões comparativas e tem a seguinte estrutura geral: COMO / SEMELHANTE A / IGUAL A/ QUE NEM. 
Ex.: “O dia voa como um pássaro...” 
 
2. METÁFORA: emprego de uma palavra com sentido diferente do usual, a partir de uma comparação 
subentendida entre dois elementos. Ex.: “O circo era um balão aceso com música e pastéis na entrada” 
 
3. CATACRESE: consiste em denominar algo (um objeto, uma ação, etc.) usando inapropriadamente uma 
determinada palavra, por não haver outra mais adequada. Ex. Para temperar a carne, o cozinheiro usou 
alguns dentes de alho. Ao podar a roseira, o rapaz enterrou um espinho na mão. 
 
4. METONÍMIA: substituição de uma palavra por outra, quando entre ambas existe uma proximidade de 
sentidos que permite essa troca. Ex.: “Devolva o Neruda que você tomou / e nunca leu.” “O estádio aplaudiu 
muito os dois times. 
 
5. PERSONIFICAÇÃO (PROSOPOPEIA): consiste em atribuir a seres inanimados (sem vida) características 
de seres animados; ou em atribuir características humanas a seres irracionais. Ex.: “Árvores encalhadas 
pedem socorro...” 
 
6. ANTÍTESE: “... A incerteza de tudo na certeza de nada.” 
 
7. HIPÉRBOLE: exagero intencional, com a finalidade de intensificar a expressividade e, assim, impressionar 
o ouvinte (ou leitor). Ex.: “... fez questão de lhe explicar pela milésima vez...” 
 
8. EUFEMISMO: figura por meio do qual se procura suavizar, tornar menos chocantes palavras ou expressões 
que são normalmente desagradáveis, dolorosas ou constrangedoras. Ex.: “Levamos-te cansado ao teu último 
endereço...” 
 
9. ONOMATOPEIA: recurso de expressão por meio do qual se procura reproduzir determinado som ou ruído. 
Ex.: “A gente tirava a roupa inteirinha, trepava no barranco e tchbum – baque gostoso do corpo na água.” 
 
10. IRONIA: figura por meio da qual se enuncia algo, mas o contexto permite ao leitor (ou ouvinte) entender o 
oposto do que se está afirmando. Ex.: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis... ’ 
 
11. PLEONASMO: consiste em intensificar o significado de um elemento do texto por meio da redundância, 
isto é, da repetição da ideia expressa por esse elemento. Ex: “Chovia uma triste chuva.” 
 
 
EXERCÍCIOS: 
 
1. A figura de linguagem está corretamente indicada, entre parênteses, em: 
 
a) Necessita-se de mais escolas para jovens esforçados. (eufemismo) 
b) Sabe-se que os impostos é necessário pagá-los. (pleonasmo) 
c) Encontra-se hoje, nas grandes cidades, decorrente da poluição, um céu escuro, antes muito claro. (paradoxo) 
d) Fala-se que o pavão é um arco-íris de plumas. (hipérbole) 
e) Pensou-se em redução de salário. Que belopresente de Natal! (metáfora) 
 
2. Em relação às figuras de linguagem, assinale a alternativa que apresenta uma metonímia. 
a) Ouço Mozart desde criança. 
b) Ele esperou muito tempo por seu doce abraço. 
c) Sua boca é um túmulo. 
d) A perna da mesa estava quebrada. 
1) d 2) c 3) d 4) d 5) a 
6) c 7) a 8) d 
 
90 
 
e) O ator famoso bateu as botas hoje. 
 
3. Assinale a única alternativa que contém um exemplo (retirado de letras da MPB) de antítese. 
 
a) Você é minha droga, paixão e carnaval. / Meu zen, meu bem, meu mal. (Caetano Veloso) 
b) Oh, Deus, perdoe este pobre coitado, / Que de joelhos chorou um bocado (Gordurinha e Nelinho) 
c) Por você eu largo tudo / Vou mendigar, roubar, matar (Cazuza) 
d) Eu sou a mosca que perturba o seu sono / Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar (Raul Seixas e Paulo Coelho) 
e) Eu não posso mais ficar aqui a esperar / Que um dia de repente você volte para mim (Roberto e Erasmo Carlos) 
 
4. As figuras de linguagem são recursos estilísticos da língua portuguesa. Diante desta afirmação, em que consiste 
a catacrese? 
 
a) Exagero nas ideias. 
b)Combinação de diversas impressões sensoriais. 
c) Contraste entre duas palavras gerando uma relação de oposição. 
d) Se caracteriza pela ausência de um termo adequado a um ser. 
e) Omissão de um termo ou expressão. 
 
5. “Às vezes, um pouquinho a mais faz muita diferença”. (Veja, set. 2012). A figura de linguagem presente nesse slogan 
é 
 
a) Eufemismo. 
b) Antítese. 
c) Ironia. 
d) Hipérbole 
e) Metonímia 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: 1. B 2. A 3. A 4. D 5. A 
LEGISLAÇÃO
Prof.ª Fabiane Pulgatti
Prof.ª Caroline Nunes
Proibida a reprodução total ou parcial sem a devida autorização.
Lei nº 9.610/98
1 
 
CONCURSO SANEP - 2020 
 
CARGO: ESCREVENTE 
 
Prof.ª Fabiane Pulgatti e Caroline Nunes 
 
APOSTILA DE LEGISLAÇÃO 
 
Sumário 
 
PONTO 01: Lei n° 3.008, de 19 dezembro de 1986. Dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores 
Públicos do Município de Pelotas/RS.................................................................................................................. 
 
PONTO 02: Lei Orgânica Municipal.................................................................................................................... 
 
QUESTÕES: LEI º 3008/86................................................................................................................................. 
 
QUESTÕES: LEI ORGÂNICA MUNICIPAL......................................................................................................... 
 
 
PONTO 01: LEI N° 3.008, DE 19 DEZEMBRO DE 1986. DISPÕE SOBRE O REGIME JURÍDICO DOS 
SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PELOTAS/RS. 
 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1º Esta lei institui o regime jurídico dos funcionários públicos do Município de Pelotas. Parágrafo 
único. As disposições desta lei estendem-se aos funcionários vinculados ao magistério, naquilo que lhes for 
aplicável. 
 
Art. 2º Para efeito deste Estatuto: 
I - funcionário é a pessoa legalmente investida em cargo público, de provimento efetivo ou em 
comissão; 
II - cargo é o conjunto de deveres, atribuições e responsabilidades cometido ao funcionário, criado 
por lei, com denominação própria, número certo e vencimento específico; 
III - classe é o agrupamento de cargos de atribuições da mesma natureza funcional, da mesma 
denominação, do mesmo nível de vencimentos e semelhantes quanto ao grau de dificuldade e 
responsabilidade das atribuições; 
IV - grupo é o conjunto de classes com afinidades entre si quanto à natureza do trabalho ou o grau de 
conhecimento requerido para desempenhá-lo. 
 
Art. 3º O vencimento dos cargos corresponderá a padrões básicos, previamente fixados em lei. 
 
ATENÇÃO!!! Lei municipal 5727/2010, altera a redação da Lei 3.008/1986, que disciplina a 
composição do vencimento do cargo dos servidores municipais: 
Art. 2º: O art. 3º da Lei Municipal 3.008/1986, passa a vigorar com a seguinte redação 
“art. 3º: o vencimento do servidor, corresponde ao padrão básico mais as vantagens 
incorporadas, na forma da lei, acrescido do incentivo, quando devido”. 
 
Art. 4º É vedado o exercício gratuito de cargos públicos. 
 
CAPÍTULO II: DO PROVIMENTO E DA VACÂNCIA 
SEÇÃO I: DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 5º Os cargos públicos podem ser providos por: 
I - nomeação; 
II - promoção; 
III - acesso; 
IV - reintegração; 
 V - aproveitamento; 
VI - reversão. 
 
Art. 6º Compete ao Prefeito Municipal prover, por decreto, os cargos públicos, observadas as 
prescrições legais. 
01 
23 
32 
37 
2 
 
Parágrafo único. O decreto de provimento deverá conter, sob pena de nulidade do ato e 
responsabilidade de quem der posse, as seguintes indicações : 
I - a denominação do cargo vago e demais elementos de identificação, o motivo da vacância, e o 
nome do ex-ocupante, ocorrendo a hipótese em que estes últimos elementos possam ser atendidos; 
II - o caráter da investidura; 
III - o fundamento legal, bem como a indicação do padrão de vencimento do cargo; 
IV - a indicação de que o exercício do cargo se fará cumulativamente com outro cargo municipal, 
quando for o caso. 
 
 Art. 7º Os cargos em comissão serão providos mediante livre escolha do Prefeito Municipal, dentre 
pessoas que satisfaçam os requisitos legais para investidura no serviço público. 
 
SEÇÃO II :DA NOMEAÇÃO 
 
Art. 8º A nomeação se dará: 
I - em caráter efetivo, para cargo de provimento efetivo; 
 II - em comissão, quando se tratar de cargo que assim deva ser provido. 
 
SUBSEÇÃO I: DO CONCURSO 
 
 Art. 9º A primeira investidura em cargo de provimento efetivo efetuar-se á mediante concurso público 
de provas escritas, podendo ser utilizadas também provas práticas ou prático orais. 
 
§ 1º No concurso para provimento dos cargos em geral, poderá ser realizada também prova de 
títulos, obrigatória esta no caso de provimento de cargo de nível universitário. 
 
§ 2º Será considerado, para efeito de título, o tempo de serviço público municipal e de exercício da 
função do candidato, conforme determinar o edital do concurso. 
 
Art. 10. A aprovação em concurso não gera direito à nomeação, mas esta, quando se der, respeitará 
a ordem de classificação dos candidatos habilitados. 
 
§ 1º Terá preferência para nomeação, em caso de empate na classificação, o candidato já 
pertencente ao serviço público municipal e, havendo mais de um candidato com este requisito, o mais 
antigo. 
 
§ 2º Se ocorrer empate de candidatos, não pertencentes ao serviço público municipal, proceder-se-á 
a uma prova de desempate, conforme determinar o edital do concurso. 
 
Art. 11. Para a realização de concurso serão observadas as seguintes normas : 
I - a divulgação do concurso se fará mediante publicação de edital, respeitado o prazo de validade de 
concurso anterior, para o mesmo cargo, se ainda houver candidato aprovado e não convocado para a 
investidura; 
II - o edital deverá estabelecer o prazo de validade do concurso e as exigências ou condições que 
possibilitem a comprovação pelo candidato, das qualificações e requisitos constantes das especificações do 
cargo; 
III - aos candidatos serão assegurados meios amplos de recurso, nas fases de homologação das 
inscrições, publicação de resultados parciais ou globais, homologação do concurso e nomeação dos 
candidatos 
 IV - quando houver funcionário público municipal em disponibilidade, não será feito concurso público 
para o preenchimento de cargos de igual categoria, devendo, se necessário, ser convocado o funcionário 
disponível; 
 V - independerá de limite de idade a inscrição, em concurso de ocupante de cargo ou função pública 
municipal. 
 
SUBSEÇÃO II: DA POSSE 
 
Art. 12. Posse é a investidura em cargo público, sendo dispensada nos casos de promoção, acesso e 
reintegração. 
 
Art. 13. Somente poderá ser empossado em cargo público quem, além de outras prescrições legais, 
atender aos seguintes requisitos:I - Ter idade compreendida entre 18 (dezoito) anos completos e 55 (cinquenta e cinco) anos 
incompletos, na data de realização do concurso, ressalvadas as disposições legais. 
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II - Ser julgado apto em exame de sanidade física e mental. Parágrafo único. Quando se tratar de 
cargo em comissão, a idade máxima prevista no item I deste artigo será dispensada. 
 
 Art. 14. No ato da posse, o candidato deverá declarar, por escrito, se é titular de outro cargo ou 
função pública. 
 
Parágrafo único. Se a hipótese for a de que sobrevenha ou possa sobrevir acumulação proibida, a 
posse será suspensa até que, respeitado o prazo do art. 18, se comprove a inexistência daquela. 
 
Art. 15. O Prefeito Municipal dará posse aos nomeados para os cargos de Secretário Municipal e 
para os hierarquicamente equivalentes; o Secretário de Administração, aos demais ocupantes de cargos em 
comissão; e o Diretor do Departamento de Recursos Humanos, aos funcionários em geral. 
 
Art. 16. Poderá haver posse mediante procuração por instrumento público, em casos especiais, a 
critério da autoridade competente. 
 
Art. 17. Cumpre à autoridade que der posse verificar, sob pena de responsabilidade, se foram 
satisfeitas as condições legais para a investidura. 
 
 Art. 18. A posse deverá verificar-se no prazo de 20 (vinte) dias, contados da publicação do ato de 
provimento. (Redação dada pela Lei nº 3775 de 30 de dezembro de 1993.) 
 
Parágrafo único. Se a posse não ocorrer dentro do prazo previsto, o ato de nomeação ficará, 
automaticamente, considerado sem efeito. (Redação dada pela Lei nº 3775 de 1993.) 
 
SUBSEÇÃO III: DO ESTÁGIO PROBATÓRIO 
 
Art. 19. (Revogado pela Lei nº 4449 de 1999.) 
Art. 20. (Revogado pela Lei nº 4449 de 1999.) 
Art. 21. (Revogado pela Lei nº 4449 de 1999.) 
 
SUBSEÇÃO IV: DO EXERCÍCIO 
 
Art. 22. Exercício é o período de desempenho efetivo das atribuições de determinado cargo. 
 
Art. 23. O início, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual 
do funcionário. 
 
Parágrafo único. O início do exercício e as alterações que neste ocorrerem serão comunicados ao 
Departamento de Pessoal da Secretaria de Administração pelo Chefe do órgão em que tiver exercício o 
funcionário. 
 
Art. 24. O exercício do cargo terá início dentro do prazo de 10 (dez) dias, contados: (Redação dada 
pela Lei nº 3775 de 1993.) 
 I - da data da publicação oficial do ato, no caso de reintegração; 
II - da data da posse, nos demais casos. 
 
 § 1º A promoção e o acesso não interrompem o exercício, que é contado da nova classe a partir da 
data da publicação do ato respectivo. 
 
 § 2º O funcionário, quando licenciado ou afastado em virtude do disposto nos itens I, II, III e IV do art. 
46, deverá reassumir suas funções imediatamente após o término da licença ou do afastamento. 
 
Art. 25. O funcionário somente poderá ter exercício no órgão em que for lotado, podendo ser 
deslocado para outro, atendida a conveniência do serviço, ex-officio ou a pedido. 
 
Art. 26. O funcionário não poderá ausentar-se do Município, para estudo ou missão de qualquer 
natureza, com ou sem vencimento, sem prévia autorização ou designação do Prefeito Municipal. 
 
 Art. 27. O funcionário designado para estudo ou aperfeiçoamento, fora do Município, com ônus para 
os cofres municipais, ficará obrigado a prestar serviços ao Município por tempo igual ao dobro do período 
de afastamento, devendo ser assinado termo de compromisso. 
 
Parágrafo único. Não cumprido o compromisso, o Município será indenizado da quantia total 
despendida com a viagem, incluídos o vencimento e as vantagens recebidas. 
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 Art. 28. O funcionário somente poderá ser colocado à disposição de qualquer órgão da União, do 
Estado, de Municípios e de suas entidades de administração indireta, se aquela ocorrer sem ônus para o 
Município ou mediante convênio. 
 
Parágrafo único. Terminada a disposição de que trata este artigo, o funcionário terá o prazo máximo 
de 7 (sete) dias para reassumir seu cargo, período que será contado como de efetivo exercício. 
 
Art. 29. O funcionário preso, preventivamente em flagrante ou em virtude de pronúncia, ou ainda 
condenado por crime inafiançável em processo em que não haja pronúncia, será afastado do exercício do 
cargo até decisão final passada em julgado. 
 
SUBSEÇÃO V: DA GARANTIA 
 
 Art. 30. O funcionário, nomeado para cargo cujo exercício exija prestação de garantia, ficará sujeito 
ao desconto compulsório, nos respectivos vencimentos, da parcela correspondente ao valor do prêmio de 
seguro de fidelidade funcional, que deverá ser ajustado com entidades autorizadas. 
 
Parágrafo único. O Prefeito Municipal discriminará, por Decreto, os cargos sujeitos à prestação de 
garantia. 
 
Art. 31. O responsável por alcance ou desvio não ficará isento da ação administrativa ou criminal que 
couber, ainda que o valor da garantia seja superior ao prejuízo verificado. 
 
SUBSEÇÃO VI: DA SUBSTITUIÇÃO 
 
Art. 32. A substituição será automática ou dependerá de ato da Administração. 
 
§ 1º A substituição será remunerada quando exceder a 10 (dez) dias. 
 
§ 2º No caso de substituição remunerada, o substituído perceberá o vencimento do cargo em que se 
dá a substituição, salvo se optar pelo seu cargo. 
 
§ 3º Em caso excepcional, atendida a conveniência da Administração, o titular do cargo de direção ou 
chefia poderá ser nomeado ou designado, cumulativamente, como substituto para outro cargo da mesma 
natureza, até que se verifique a nomeação ou designação do titular; nesse caso, somente perceberá o 
vencimento correspondente a um cargo. 
 
SEÇÃO III: DA PROMOÇÃO 
 
 Art. 33. Promoção é a mudança do funcionário do seu padrão de vencimentos, por critérios 
alternados de merecimento e antigüidade, para o padrão imediatamente superior, dentro da faixa de 
vencimentos da classe a que pertence o cargo. 
 
Parágrafo único. Os critérios e requisitos para a promoção serão definidos em legislação específica. 
 
SEÇÃO IV: DO ACESSO 
 
 Art. 34. Acesso é a elevação de funcionário do cargo de sua classe, pelo critério do merecimento, 
para outro de classe de nível de vencimento mais elevado. Parágrafo único. Os critérios e requisitos para o 
acesso serão definidos em legislação específica. 
 
SEÇÃO V: DA REINTEGRAÇÃO 
 
 Art. 35. Reintegração é o reingresso no serviço público de funcionário demitido ou exonerado 
ilegalmente, com ressarcimento dos prejuízos decorrentes do afastamento. 
 
§ 1º A reintegração decorrerá sempre de decisão administrativa ou judicial. 
 
§ 2º A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado; se este houver sido transformado, no 
cargo resultante da transformação; se extinto, em cargo de vencimento equivalente, respeitada a habilitação 
profissional. 
 
 § 3º Reintegrado o funcionário, quem lhe houver ocupado o lugar será exonerado, ou, se ocupava 
outro cargo, a este será reconduzido. 
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§ 4º No caso de exoneração prevista no parágrafo anterior, será devida ao funcionário exonerado 
indenização correspondente a 1 (um) vencimento base por ano de serviço no cargo em que foi exonerado, 
não se computando o período de até 182 (cento e oitenta e dois) dias e arredondando-se para 1 (um) ano 
quando exceder esse limite. 
 
§ 5º No caso de recondução ao cargo que ocupava, nos termos do § 3º, não caberá indenização ao 
funcionário. 
 
SEÇÃO VI: DO APROVEITAMENTO 
 
 Art. 36. Aproveitamento é o reingresso no serviço público de funcionário em disponibilidade, em 
cargo igual ou equivalente, quanto à natureza ou remuneração, ao anteriormente ocupado. 
 
§ 1º O aproveitamento do funcionário será obrigatório: 
I - quando for restabelecido o cargo de cuja extinção decorreu a disponibilidade; 
II - quando houver necessidade de prover o cargo anteriormente declarado desnecessário. 
 
§ 2º O aproveitamento dependerá de comprovação de capacidade física e mental. 
 
 Art. 37. Havendo mais de um concorrente à mesmavaga, terá preferência o de mais tempo de 
disponibilidade e, no caso de empate, o de mais tempo de serviço público municipal. 
 
Art. 38. Será tornado sem efeito, o aproveitamento e cassada a disponibilidade, se o funcionário não 
tomar posse no prazo legal, salvo caso de doença comprovada em inspeção médica. Parágrafo único. 
Provada a incapacidade definitiva em inspeção médica, será o funcionário aposentado. 
 
SEÇÃO VII: DA REVERSÃO 
 
Art. 39. Reversão é o reingresso no serviço público de funcionário aposentado, quando 
insubsistentes os motivos de aposentadoria. 
 
Parágrafo único. Para que a reversão se efetive é necessário que o aposentado: 
I - não tenha completado 70 (setenta) anos de idade; 
II - não conte mais de 35 (trinta e cinco) anos de serviço publico, incluído o tempo de inatividade, se 
do sexo masculino, ou 30 (trinta) anos, se do sexo feminino; 
III - seja julgado apto em inspeção médica. 
 
 Art. 40. A reversão se fará no cargo em que se deu a aposentadoria, ou naquele em que tiver sido 
transformado; 
 
Art. 41. A reversão se fará a pedido ou ex-officio. 
 
Parágrafo único. A reversão ex-officio não poderá se dar em cargo de vencimento inferior ao provento 
da inatividade. 
 
SEÇÃO VIII: DA VACÂNCIA 
 
 Art. 42. A vacância do cargo decorrerá de: 
I - exoneração; 
II - demissão; 
III - promoção; 
IV - acesso; 
V - aposentadoria; 
VI - posse em outro cargo de acumulação proibida; 
VII - falecimento. 
 
 Art. 43. A exoneração dar-se-á a pedido ou ex-officio. 
 
Parágrafo único. A exoneração ex-ofício ocorrerá quando se tratar de provimento em comissão ou 
em substituição, quando não satisfeitas as condições do estágio probatório e quando o funcionário não 
assumir o exercício do cargo no prazo legal. 
 
 Art. 44. A vaga ocorrerá na data: 
I - do falecimento; 
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II - imediata àquela em que o funcionário completar 70 (setenta) anos de idade; 
III - da publicação. 
a) da lei que criar o cargo e conceder dotação para o seu provimento, ou da que determinar esta 
última medida, se o cargo já estiver criado; 
 b) do ato que aposentar, exonerar, demitir ou conceder promoção ou acesso; 
 IV - da posse em outro cargo de acumulação proibida. 
 
CAPÍTULO III: DOS DIREITOS 
SEÇÃO I: DO TEMPO DE SERVIÇO 
 
 Art. 45. A apuração do tempo de serviço far-se-á em dias. 
 
§ 1º O número de dias será convertido em anos, considerados estes como de 365 (trezentos e 
sessenta e cinco) dias. 
§2º Operada a conversão, os dias restantes, até 182 (cento e oitenta e dois), não serão computados, 
arredondando-se para um ano, quando excederem esse número, nos casos de cálculo para efeito de 
aposentadoria compulsória e por invalidez. 
 
Art. 46. Será considerado como de efetivo exercício o afastamento em virtude de: 
I - férias; 
II - licença-prêmio; 
III - casamento, até 8 (oito) dias consecutivos, contados da realização do ato; 
IV - luto pelo falecimento do pai, mãe, sogro, sogra, cônjuge, filho ou irmão, até 8 (oito) dias 
consecutivos, a contar do falecimento; 
V - licença por acidente em serviço ou doença profissional; 
VI - enfermidade comprovada; 
VII - licença à funcionária gestante; 
VIII - convocação para o serviço militar, inclusive o de preparação de oficiais da reserva, júri e outros 
serviços obrigatórios por lei; 
IX - missão ou estudo, quando o afastamento tiver sido autorizado pelo Prefeito; 
X - expressa determinação constitucional ou legal, em outros casos. Parágrafo único. O tempo em 
que o funcionário estiver em disponibilidade será computado integralmente para efeito de aposentadoria. 
 
Art. 47. É vedada a soma de tempo de serviço simultaneamente prestado. 
 
SEÇÃO II: DA ESTABILIDADE 
 
Art. 48. A estabilidade é adquirida após 3 (três) anos de exercício em cargo efetivo.(Art. 41 da 
Constituição Federal). 
 
Art. 49. O funcionário será demitido, quando estável, em virtude de sentença judicial ou mediante 
processo administrativo em que se lhe tenha assegurado ampla defesa. 
 
Art. 50. O funcionário em estágio probatório somente poderá ser: 
I - exonerado; após observância do disposto no art. 20 deste Estatuto;(Art. 20 revogado pela Lei nº 
4449/99) 
II - demitido, mediante processo administrativo, se este se impuser antes de concluído o estágio. 
 
SEÇÃO III: DAS FÉRIAS 
 
Art. 51. O funcionário gozará obrigatoriamente, 30 (trinta) dias, consecutivos de férias por ano, 
concedidos de acordo com escala organizada pela chefia imediata, atendida sempre que possível, a 
conveniência do funcionário. 
 
§ 1º A escala de férias poderá ser alterada por autoridade superior, ouvido o chefe imediato do 
funcionário. 
 
§ 2º Somente depois de 12 (doze) meses de exercício o funcionário adquirirá direito a férias. 
 
§ 3º Durante as férias, o funcionário terá direito, além do vencimento, a todas as vantagens que 
percebe normalmente. 
 
§ 4º O funcionário poderá, se o desejar, receber antecipadamente a remuneração devida pelo período 
de férias devendo requerer o benefício pelo menos 30 (trinta) dias antes do início das mesmas. 
 
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§ 5º O período de gozo das férias iniciar-se-á sempre em dia útil. 
§ 6º As férias dos professores serão de 60 (sessenta) dias por ano.(Alterado pelo Plano de Carreira 
do Magistério - art.35: “O período de férias dos Professores em exercício nas unidades escolares será de 
(trinta) dias e 30 (trinta) de recesso.”) 
 
Art. 52. É proibida a acumulação de férias, salvo por imperiosa necessidade de serviço e pelo 
máximo de 2 (dois) períodos, atestada a necessidade pelo chefe imediato do funcionário. 
 
 Parágrafo único. As férias vencidas e não concedidas serão pagas em dobro a partir da segunda. 
 
Art. 53. Perderá o direito às férias o funcionário que, no período aquisitivo, houver gozado das 
licenças a que se referem os itens V e VI do art. 54. 
 
SEÇÃO IV: DAS LICENÇAS 
SUBSEÇÃO I: DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 54. Conceder-se-á licença; 
I - para tratamento de saúde; 
II - por motivo de doença de pessoa da família; 
III - para repouso à gestante; 
IV - para serviço militar; 
V - para acompanhamento do cônjuge; 
VI - para trato de interesse particulares; 
VII - prêmio. 
 
Art. 55. Terminada a licença, o funcionário reassumirá o exercício imediatamente, exceto se houver 
prorrogação, e o fará, sempre que possível, no mesmo setor em que anteriormente trabalhava. 
 
Parágrafo único. O pedido de prorrogação deverá ser apresentado antes de findo o prazo de licença; 
se indeferido, contar-se-á como de licença o período compreendido entre a data do término e a do 
conhecimento oficial do despacho. 
 
Art. 56. O funcionário não poderá permanecer em licença por prazo superior a 24 (vinte e quatro) 
meses, salvo no caso do item IV do art. 54. 
 
Art. 57. A licença dependente de inspeção médica será concedida pelo prazo indicado no laudo. 
Findo o prazo, haverá nova inspeção, devendo o laudo médico concluir pela volta ao serviço, pela 
prorrogação da licença ou pela aposentadoria. 
SUBSEÇÃO II: DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE 
(Regulamentada pelos Decretos nºs 4526/03 e 4733/05) 
 
Art. 58. A licença para tratamento de saúde será concedida mediante inspeção médica, por 
solicitação do funcionário ou ex-officio. 
 
 Art. 59. No curso de licença, o funcionário abster-se-á de exercer qualquer outra atividade, 
remunerada ou gratuita, sob pena de cassação imediata da licença, com perda total do vencimento 
correspondente ao período já gozado e suspensão disciplinar. 
 
 Art. 60. No curso da licença, o funcionário poderá ser examinado, a pedido ou ex- officio, ficando 
obrigado a assumir imediatamente seu cargo, se for considerado apto para o trabalho, sob pena de se 
apurarem como faltas os dias de ausência. 
 
Art. 61. Durante o período de licença para tratamento de saúde, o funcionário terá direito a todas as 
vantagens que percebe normalmente. 
 
Art. 62. A licença para tratamento de moléstia grave, contagiosa ou incurável, a ser especificada em 
lei especial,será concedida quando a inspeção médica não concluir pela aposentadoria imediata do 
funcionário. 
 
SUBSEÇÃO III:DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA 
(Regulamentada pelo Decreto nº4526/03) 
 
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Art. 63. O funcionário poderá obter licença por motivo de doença em pessoa de sua família, cujo 
nome conste de seu assentamento individual, desde que prove ser indispensável à sua assistência pessoal 
a esta não possa ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo. 
§ 1º Provar-se-á a doença mediante inspeção médica. 
 
§ 2º A licença de que trata este artigo será concedida com vencimento integral durante os 2 (dois) 
primeiros meses e com os seguintes descontos, quando ultrapassar esse limite: 
a) 30% (trinta por cento), de 2 (dois) até 6 (seis) meses; 
b) 50% (cinqüenta por cento), de 6 (seis) até 12 (doze) meses; 
c) sem vencimento, de 12 (doze) até 24 (vinte e quatro) meses. 
 
§ 3º A licença de que trata este artigo não poderá ultrapassar 24 (vinte e quatro) meses. 
 
SUBSEÇÃO IV: DA LICENÇA À GESTANTE 
 
 Art. 64. À funcionária gestante serão concedidos 120 (cento e vinte) dias de licença com 
remuneração, mediante inspeção médica. (Redação dada pela Lei nº 4233 de 3 de dezembro de 1997.) 
ATENÇÃO: Lei Municipal 5.711/2010 dispões sobre a ampliação da licença maternidade e 
adoção nos termos da Lei Federal nº 11.770/2008 
Art. 1º Fica prorrogada em 60 (sessenta) dias a duração da licença maternidade nos termos 
do art. 2º da Lei Federal 11.770/2008. 
Parágrafo único: A prorrogação que trata este artigo também será concedida à servidora 
que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança até 06 (seis)meses. 
(...) 
Art. 4º: O pagamento do benefício decorrente da ampliação do período da licença 
maternidade e da licença por adoção, será de exclusiva responsabilidade da administração 
pública direta, indireta e fundacional. 
(...) 
§ 1º A licença poderá ser concedida a partir do 8º (oitavo) mês de gestação. 
 
§ 2º A funcionária que adotar legalmente criança recém-nascida será concedida licença até que o 
adotado complete 120 (cento e vinte) dias de vida. ( Alterado pela Lei 4832/02 – Regulamento de Custeio e 
Benefícios do PREVPEL) 
 
§ 3º A funcionária que tiver filho, próprio ou adotivo, em fase de amamentação, terá direito a se 
afastar diariamente, por 1 (uma) hora por turno de trabalho. 
 
§ 4º O afastamento, em virtude do gozo de licença à gestante, será contado para fins de percepção 
de licença-prêmio. (Acrescentado pela Lei nº 4233 de 1997.) 
 
 Art. 65. Se a criança nascer prematuramente, antes de concedida a licença, o início desta se contará 
a partir da data do parto. 
 
SUBSEÇÃO V: DA LICENÇA PARA SERVIÇO MILITAR 
 
Art. 66. Ao funcionário convocado para o serviço militar e outros encargos de segurança nacional 
será concedida licença, à vista de documento oficial. 
 
§ 1º Do vencimento do funcionário será descontada a importância percebida na qualidade de 
incorporado, salvo se tiver havido opção pelas vantagens do serviço militar. 
 
§ 2º Ao funcionário desincorporado será concedido prazo não excedente a 15 (quinze) dias para 
reassumir o exercício sem perda do vencimento. 
 
SUBSEÇÃO VI: DE LICENÇA PARA ACOMPANHAMENTO DE CÔNJUGE 
 
Art. 67. O funcionário efetivo cujo cônjuge for funcionário federal ou estadual, civil ou militar e tiver 
sido mandado servir ex- officio, em outro ponto do território nacional ou no estrangeiro terá direito a licença 
não remunerada. 
 
§ 1º A licença será concedida mediante requerimento devidamente instruído. 
 
§ 2º Aplica-se o dispositivo neste artigo quando qualquer dos cônjuges receber mandato eletivo fora 
do Município. 
 
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Art. 68. Ao funcionário em comissão não se concederá a licença de que trata o artigo anterior. 
 
 
SUBSEÇÃO VII: DA LICENÇA PARA TRATO DE INTERESSES PARTICULARES 
 
Art. 69. O funcionário estável poderá obter licença sem vencimento para o trato de interesses 
particulares, pelo prazo máximo de 2 (dois) anos. 
 
§ 1º O requerente aguardará, em exercício, a concessão da licença, sob pena de demissão por 
abandono do cargo. 
 
§ 2º O início da licença será condicionado ao término de tarefas que estejam em andamento, sob a 
responsabilidade do funcionário. 
 
§ 3º Terminada a licença, o funcionário reassumirá imediatamente o exercício, sempre que possível, 
no mesmo setor em que anteriormente trabalhava. 
 
Art. 70. Somente poderá ser concedida nova licença para o trato de interesses particulares depois de 
decorridos 2 (dois) anos do término da anterior. 
 
Art. 71. O funcionário poderá, a qualquer tempo, desistir da licença. 
 
Parágrafo único. O funcionário poderá, a convite do Chefe do Executivo, suspender a licença de que 
trata esta Subseção, podendo retomá-la, pelo prazo restante, quando se desincumbir da tarefa para a qual 
foi chamado. 
 
Art. 72. Ao funcionário em comissão não se concederá, nessa condição, licença para o trato de 
interesses particulares. 
 
SUBSEÇÃO VIII: DA LICENÇA-PRÊMIO 
 
Art. 73. Após cada decênio de exercício no serviço público municipal, ao funcionário que a requerer 
conceder-se á licença-prêmio de 180 (cento e oitenta) dias, com todos os direitos e vantagens de seu cargo 
efetivo. 
 
§ 1º Não se concederá licença-prêmio, se houver o funcionário a cada decênio: 
I - Sofrido pena de suspensão; 
II - faltado ao serviço, injustificadamente, por mais de 10 (dez) dias, consecutivos ou não, no, período 
de aquisição do direito; 
III - (Suprimido pela Lei nº 3078 de 16 de outubro de 1987.) 
 
§ 2º Durante o período de afastamento do funcionário por motivo de licença, a contagem do tempo 
para concessão de licença-prêmio será suspensa, voltando a ser realizada no momento em que o 
funcionário reassumir seu cargo. (Redação dada pela Lei nº 3078 de 1987.) 
 
§ 3º A licença-prêmio poderá ser gozada em até 2 (dois) períodos iguais. 
 
§ 4º O direito à licença-prêmio não tem prazo para ser exercitado. 
 
Art. 74. A requerimento do funcionário, a licença-prêmio poderá ser convertida em moeda corrente no 
montante equivalente à remuneração relativa aos 180 (cento e oitenta) dias, podendo o pagamento ser 
efetuado de 1 (uma) só vez ou até 6 (seis) quotas mensais e consecutivas, a partir da data de aceitação do 
requerido. 
 
§ 1º Se o funcionário assim o requerer, a conversão em moeda corrente poderá se restringir à metade 
da licença-prêmio, devendo, neste caso, o pagamento ser efetuado de 1 (uma) só vez em 3 (três) quotas 
mensais e consecutivas, a partir da data de aceitação do requerido. 
 
§ 2º A conversão se fará com base na remuneração devida no dia do pagamento. 
 
§ 3º Quando ocorrer desdobramento pelo prazo mínimo de 24 (vinte quatro) meses, a remuneração 
terá como base o valor total recebido. (Acrescentado pela Lei nº 3078 de 1987.) 
 
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Art. 75. Os funcionários que, ao se inativarem, tiverem direito à licença-prêmio, receberão a 
vantagem em moeda corrente, à razão de 1 (um) mês de remuneração para cada mês de licença-prêmio 
não gozado. 
 
Parágrafo único. Os funcionários que ao se inativarem tiverem tempo insuficiente para o gozo da 
licença-prêmio, receberão essa vantagem em moeda corrente à razão de 0,6 da remuneração mensal, por 
ano de serviço municipal efetivo. 
 
CAPÍTULO IV: DO VENCIMENTO E DAS VANTAGENS 
SEÇÃO I: DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 76. Além do vencimento, poderão ser deferidas tão somente as seguintes vantagens: 
I - ajuda de custo ; 
II – diárias 
III - auxilio para diferença de caixa ; 
IV - abono família; 
V – gratificações; 
VI - adicional por tempo de serviço 
 
Art. 77. É permitida a consignação sobre vencimento provento e adicional por tempo de serviço. 
 
§ 1º A soma das consignações não poderá exceder a 30% (trinta por cento), do vencimento, provento 
ou adicional por tempo de serviço. 
§ 2º O limite estipulado no § 1º poderá ser elevado até 60% (sessenta por cento), quando se tratar de 
aquisição de casa própria ou pensãoalimentícia. 
 
§ 3º Além dos fins previstos no § 2º, a consignação em folha, limitada conforme o § 1º, poderá servir 
à garantia de quantias devidas à Fazenda Pública, à contribuição para o montepio oficialmente reconhecido, 
pensão ou aposentadoria e aluguéis. 
 
SEÇÃO II: DO VENCIMENTO 
 
Art. 78. Vencimento é a retribuição ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo e corresponde ao 
padrão fixado em lei. 
ATENÇÃO!!! Lei municipal 5727/2010, altera a redação da Lei 3.008/1986, que 
disciplina a composição do vencimento do cargo dos servidores municipais: 
Art. 3º: O art. 78 da Lei Municipal 3.008/1986, passa a vigorar com a seguinte redação 
“art. 78: o vencimento é a retribuição ao servidor pelo efetivo exercício do cargo e 
correspondente ao padrão básico mais vantagens incorporadas, na forma da lei 
acrescidas do incentivo, quando devido.” 
 
Art. 79. O funcionário perderá o direito ao recebimento do cargo efetivo: 
I - quando no exercício de mandato eletivo, federal ou estadual; 
II - quando designado para servir em qualquer órgão da União, dos Estados, dos outros Municípios e 
em suas autarquias entidades de economia mista, empresas públicas ou fundações, ressalvadas as 
exceções previstas em lei municipal. 
 
Art. 80. O funcionário que vier a ser nomeado para o exercício de cargo em comissão poderá optar 
pelo vencimento de seu cargo efetivo. 
 
§ 1º O disposto neste artigo aplica-se também ao servidor contratado do Município que for nomeado 
para cargo em comissão, cabendo-lhe a opção pelo recebimento do vencimento do cargo em comissão ou 
do salário que normalmente percebe. 
 
§ 2º Quando o funcionário ou servidor contratado optar, respectivamente, pelo vencimento do cargo 
efetivo ou pelo salário que percebe, receberá ainda 30% (trinta por cento) do vencimento correspondente ao 
cargo em comissão, enquanto perdurar o comissionamento, ou a função gratificada correspondente. 
 
Art. 81. O funcionário perderá: 
I - O vencimento do dia, se não comparecer ao serviço, salvo motivo previsto em lei; 
II - 1/3 (um terço) do vencimento do dia, quando comparecer ao serviço dentro da hora seguinte à 
marcada para início dos trabalhos, ou quando se retirar dentro da última hora do expediente; 
 III - 2/3 (dois terços) do vencimento, durante o período do afastamento em virtude de condenação, 
por sentença definitiva, a pena que não determine sua demissão. 
11 
 
 
 Parágrafo único. O disposto no ítem III deste artigo aplica-se também aos casos de contravenção, no 
que couber. 
 
Art. 82. No caso de faltas sucessivas, os dias sem expediente, intercalados entre estas, serão 
computadas para efeito de desconto. 
 
SEÇÃO III: DA AJUDA DE CUSTO 
 
Art. 83. Será concedida ajuda de custo ao funcionário que for designado para serviço, curso ou outra 
atividade fora do Município, por período superior a 30 (trinta) dias. 
 
§ 1º A ajuda de custo destina-se à compensação das despesas de viagem e será fixada pelo Prefeito 
Municipal. 
 
§ 2º A ajuda de custo será calculada sobre o vencimento do cargo ocupado pelo funcionário. 
 
§ 3º Não se concederá ajuda de custo ao funcionário posto à disposição de qualquer entidade. 
 
§ 4º O funcionário restituirá a ajuda de custo quando, antes de terminada a incumbência, regressar, 
pedir exoneração ou abandonar o serviço. 
 
§ 5º A restituição é de exclusiva responsabilidade pessoal e será proporcional aos dias de serviço não 
prestados. 
 
SEÇÃO IV: DAS DIÁRIAS 
 
Art. 84. Serão concedidas diárias ao funcionário que for designado para serviço, curso ou outra 
atividade fora do Município, por período inferior a 30 (trinta) dias, a título de indenização das despesas de 
viagem, incluídas as de alimentação e pousada. Parágrafo único. A concessão de diárias e seu valor serão 
regulamentados por Decreto do Prefeito Municipal. 
 
Art. 85. A concessão de ajuda de custo impede a concessão de diárias, e vice-versa. 
 
SEÇÃO V: DO AUXÍLIO PARA DIFERENÇA DE CAIXA 
 
Art. 86. Ao funcionário que no efetivo exercício de suas funções, pagar ou receber em moeda 
corrente, será concedido auxílio mensal ininterrupto de valor equivalente ao vencimento do padrão I da 
tabela de vencimento, a título de gratificação de diferença de caixa.(Redação dada pela Lei nº 3830 de 28 
de maio de 1994.) 
 
§ 1º A gratificação de que trata este artigo será incorporada ao vencimento do cargo dos funcionários 
que, no início da vigência desta Lei tenham, pelo menos, 4 (quatro) anos consecutivos, no efetivo exercício 
de suas funções, ou venham a completá-los futuramente, não se considerando interrupção do período 
aquisitivo do direito, o gozo de férias. (Redação dada pela Lei nº 3830 de 1994.) 
§ 2º O Prefeito Municipal estabelecerá, por decreto, os cargos que terão direito ao recebimento do 
auxílio referido neste artigo. 
§ 3º Se o funcionário após a incorporação, permanecer ou retornar ao exercício de suas funções 
perceberá novamente o valor da gratificação, sem, no entanto, voltar a incorporá-la. (Acrescentado pela Lei 
nº 3830 de 1994.) (Lei nº 4239/97 - Incorporação de vantagens 06 anos consecutivos ou 10 intercalados.) 
SEÇÃO VI: DO ABONO FAMILIAR 
Arts. 87, 88, 89, 90 e 91. (O abono familiar com a denominação de salário família passou a ser pago 
pelo Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Pelotas- PREVPEL, criado pela Lei n 4457/99 
sendo o Regulamento de Custeio e Benefícios criado pela Lei nº 4489/00.) 
SEÇÃO VII: DAS GRATIFICAÇÕES 
Art. 92. Conceder-se à gratificação: 
 I - de função; 
II - de representação; 
III - de Gabinete; 
IV - pela prestação de serviços extraordinários; 
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V - de insalubridade; 
VI - de periculosidade; 
VII - pela participação em órgão colegiado; 
VIII - de Natal. 
Art. 93. Gratificação de função é a retribuição mensal pelo desempenho de cargos de chefia, de 
assessoramento e outros que a lei determinar. 
 
§ 1º Ao funcionário que, por mais de 6 (seis) anos consecutivos ou 10 (dez) anos intercalados, 
perceber gratificação de função, fica assegurado o direito de incorporá-la ao seu vencimento. (Alterado o 
prazo pela Lei nº 4239 de 11 de dezembro de 1997.) E acrescentando “As determinações do artigo anterior 
não se aplicam às incorporações de vantagens que leis anteriores estipulem prazos maiores”. 
 
 § 2º Se o funcionário, dentro dos períodos mencionados no parágrafo anterior, perceber gratificações 
por funções diferentes, fará jús à incorporação daquela de menor valor. 
 
§ 3º Se o funcionário, após a incorporação de que trata o parágrafo anterior, permanecer ou retornar 
ao exercício de função gratificada, perceberá novamente o valor da gratificação, sem, no entanto, voltar a 
incorporá-la à sua remuneração. 
 
§ 4º No caso do parágrafo anterior, se o funcionário retornar, por períodos equivalentes aos 
mencionados no § 1º deste artigo, ao exercício de função gratificada com remuneração superior à 
incorporada, fará jus à incorporação das diferenças entre uma e outra. 
 
Art. 94. Somente servidores públicos serão designados para o exercício de funções gratificadas. 
 
§ 1º A designação para o exercício de função gratificada será feita pelo Prefeito Municipal. 
 
§ 2º É vedada a concessão de gratificação de função ao servidor, pelo exercício de chefia ou 
assessoramento quando esta atividade for inerente ao exercício do cargo. 
 
§ 3º Será permitida a nomeação de servidores permutados com o município através de Ato Oficial 
entre o Poder Executivo Municipal e as diferentes esferas de poder. O servidor permutado quando ocupar 
Função Gratificada, fará jus à gratificação correspondente à respectiva função, de acordo com a legislação 
municipal vigente. (Acrescentado pela Lei nº 5204 de 26 de dezembro de 2005.) 
 
Art. 95. Não perderá gratificação de função o funcionário que se ausentar em virtude de férias, 
licença-prêmio, luto, casamento, licença-gestante, doença comprovada ou serviço obrigatório por lei. 
 
Art. 96. Gratificação de representaçãoé a retribuição pecuniária mensal que se atribui aos ocupantes 
de determinados cargos, com o fim de ressarci-los de despesas que o seu exercício acarreta, conforme 
regulamentação a ser baixada por decreto do Prefeito Municipal. 
 
 Art. 97. Gratificação de Gabinete é a retribuição mensal pelo exercício de atividades auxiliares de 
gabinete, conforme regulamento a ser baixado por Decreto do Prefeito Municipal. 
 
Art. 98. A remuneração de horas extras realizadas, por qualquer servidor, detentor de cargo ou 
emprego será de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da hora normal, admitido o regime de 
compensação de jornada de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 4540 de 9 de junho de 2000.) 
 
§ 1º Inexistindo repouso ininterrupto de 24 (vinte e quatro) horas, a cada semana, ou não sendo de 
qualquer forma compensado na semana subsequente, o dia de trabalho correspondente ao repouso será 
remunerado com adicional de 100% (cem por cento). 
 
§ 2º Considera-se trabalho noturno o realizado entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e às 5 
(cinco) horas do dia seguinte, devendo ser remunerado com acréscimo de 20% (vinte por cento). 
 
§ 3º O trabalho extraordinário fica limitado ao máximo de 90 (noventa) horas mensais, devendo ser 
expressamente autorizado pelo Prefeito ou, por delegação ao Secretário Municipal, Diretor, Presidente ou 
Chefe de Autarquia, Fundação ou Empresa Pública, a quem aquele estiver subordinado o servidor, em 
despacho fundamentado sobre a necessidade da prorrogação de jornada. 
 
§ 4º O trabalho extraordinário desempenhado por servidores da Guarda Municipal e da Secretaria 
Municipal de Saúde, poderá atingir a 120 (cento e vinte) horas mensais, atendidas as condições 
estabelecidas no § 3º. 
 
13 
 
 § 5º A estipulação de regime de compensação de jornada de trabalho deverá ser objeto de acordo 
entre a administração e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, sob pena de nulidade. 
 
Art. 99. O ocupante de cargo de direção ou chefia , em comissão ou não, e o funcionário que não 
estiver no exercício do cargo não terão direito ao recebimento de gratificação por serviço extraordinário. 
 
Art. 100. A gratificação de insalubridade é devida aos ocupantes de cargos que exerçam atividades 
consideradas insalubres, conforme estabelecido em lei especial. 
 
Parágrafo único. A concessão da gratificação de que trata este artigo será regulamentada por decreto 
do Prefeito Municipal. 
 
Art. 101. A gratificação de periculosidade é devida aos ocupantes de cargos que exerçam atividades 
consideradas perigosas, conforme estabelecido em lei especial. 
 
Parágrafo único. A concessão da gratificação de que trata este artigo será regulamentada por decreto 
do Prefeito Municipal. 
 
OBS: (Os artigos 101 e 102 foram substituídos pela Lei nº 4455/99,com a seguinte redação: 
“Art. 1º Aos servidores regidos pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais que 
desempenharem atividades insalubres ou perigosas serão concedidas gratificações sob 
estes títulos, conforme as normas estabelecidas, quando da concessão destas vantagens 
aos servidores integrantes do Quadro de Pessoal Contratado. Parágrafo Único - A 
concessão das vantagens estabelecidas no “caput”serão precedidas de Laudo Técnico. 
Art. 2º - A concessão ou eliminação destas vantagens dar-se-á por ato do Senhor Prefeito 
Municipal.”) 
 
Art. 102. A gratificação pela participação em órgão colegiado será regulamentada por lei, observados 
os requisitos específicos a cada caso. Parágrafo único. Em nenhuma hipótese a gratificação poderá ser 
superior mensalmente a 50% (cinqüenta por cento) do vencimento ou salário do servidor municipal 
beneficiado. 
 
Art. 103. A gratificação de Natal será paga anualmente a todo funcionário municipal, 
independentemente da remuneração a que fizer jus. 
 
§ 1º A gratificação de Natal corresponderá a 1/12 (um doze avos), por mês de efetivo exercício, da 
remuneração devida em dezembro do ano correspondente. 
 
§ 2º A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de exercício será tomada como mês integral, para 
efeito do parágrafo anterior. 
 
§ 3º A gratificação de Natal será calculada sobre a remuneração do funcionário. 
 
§ 4º No caso de ocupante de cargo em comissão, a gratificação de Natal será paga tomando-se por 
base a remuneração do referido cargo. 
 
§ 5º A gratificação de Natal será estendida aos inativos, com base na remuneração que perceberam 
na data do pagamento daquela. 
 
§ 6º A gratificação de Natal poderá ser paga em duas parcelas, devendo ser integralizadas até o dia 
20 (vinte) de dezembro de cada ano. 
 
§ 7º O pagamento da primeira parcela se fará tomando por base a remuneração do mês em que 
ocorrer. 
 
 § 8º A segunda parcela será calculada com base na remuneração em vigor no mês de dezembro, 
abatida a importância da primeira parcela. 
 
§ 9º Caso o funcionário deixe o serviço público municipal, a gratificação de Natal ser-lhe-á paga 
proporcionalmente ao número de meses de exercício do ano, com base na remuneração do mês em que 
ocorrer a exoneração, demissão ou falecimento. 
 
§ 10. O afastamento do funcionário nas hipóteses previstas pelo itens I a X do art. 46 não impedirá o 
pagamento da gratificação de Natal. 
 
14 
 
SEÇÃO VIII: DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO 
 
Art. 104. Por triênio de exercício no serviço público municipal será concedido ao funcionário efetivo 
um adicional correspondente a 3,5 % (três e meio por cento) da remuneração de seu cargo efetivo até o 
limite de 11 (onze) triênios. 
 
 § 1º Ao completar 15 (quinze) anos de serviço público municipal, o funcionário perceberá, além da 
vantagem prevista no caput deste artigo, um adicional de 15% (quinze por cento) sobre remuneração, 
percentual que passará a ser de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a remuneração quando o funcionário 
atingir 25 (vinte e cinco) anos de serviço público municipal. OBS: O cálculo dos adicionais passou a ser 
calculado sob o vencimento básico -Incidente de Inconstitucionalidade Nº 70010528107. 
 
§ 2º Os adicionais referidos serão devidos a partir do dia imediato àquele em que o funcionário 
completar o tempo de serviço exigido e serão concedidos automaticamente. 
 
§ 3º O funcionário que exercer acumulação de cargos terá direito aos adicionais calculados sobre o 
vencimento de maior monta. 
 
§ 4º Para efeito da concessão dos adicionais de que trata este artigo, considerar-se-ão como de 
efetivo exercício os afastamentos previstos no art. 46 desta lei. 
 
CAPÍTULO V: DAS CONCESSÕES 
 
Art. 105. OBS: Este artigo tratava sobre a concessão de auxílio funeral que, por força constitucional, 
não é mais devido já que o Regime Geral da Previdência Social não prevê o pagamento deste benefício. 
 
 Art. 106. O Município facilitará aos funcionários a frequência a cursos superiores em que estejam 
matriculados ou venham a se inscrever. 
 
§ 1º A concessão de que trata este artigo se efetivará pela permissão a que o funcionário 
regularmente matriculado em curso superior, que não funcione em horário diferente do expediente a que 
está obrigado, se ausente para assistir às aulas necessárias que completem o mínimo de frequência 
obrigatória. 
 
§ 2º Para gozar da concessão, o funcionário deverá apresentar comprovante fornecido pelo 
estabelecimento de ensino respectivo, do qual conste a frequência mínima exigida, bem como o horário em 
que o curso é ministrado. 
 
§ 3º Havendo necessidade, o chefe imediato do funcionário providenciará para que este possa 
completar sua carga horária de trabalho em período diferente do normal, não cabendo, neste caso, o 
recebimento, pelo funcionário, de gratificação por serviço extraordinário. 
 
§ 4º Ao término do período letivo, o funcionário deverá apresentar documento fornecido pelo 
estabelecimento de ensino em que estiver matriculado, informando se foi ou não aprovado e se obteve ou 
não a frequência mínima exigida. 
 
§ 5º Caso o documento exigido na forma do parágrafoanterior informe a reprovação do funcionário 
ou a inobservância da frequência mínima exigida, o funcionário perderá o direito no período letivo seguinte 
de pleitear a concessão de que trata este artigo. 
 
CAPÍTULO VI: DA APOSENTADORIA 
Art. 107. O funcionário será aposentado compulsoriamente, a pedido ou por invalidez, nas hipóteses 
previstas na Constituição da República. 
 
§ 1º A aposentadoria por invalidez será sempre precedida de licença por período não inferior a 24 
(vinte e quatro) meses, salvo quando o laudo médico concluir, anteriormente àquele prazo, pela 
incapacidade definitiva para o serviço público. 
 
 § 2º Será aposentado o funcionário que for considerado inválido para o serviço público, respeitado o 
disposto no parágrafo anterior. 
 
§ 3º Serão integrais os proventos dos aposentados por invalidez quando a concessão do referido 
benefício decorrer de acidente, moléstia profissional ou pelas seguintes doenças: tuberculose ativa, 
alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira bilateral, hanseníase, cardiopatia grave, 
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doença de Parkinson, paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, 
estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante) e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). 
(Alterado pela Lei nº 4714 de 13 de setembro de 2001.) 
 
§ 4º Quando não ocorrer incapacidade definitiva para o serviço público, o funcionário será, após 
parecer da Biometria Médica, readaptado em cargo cujas atribuições sejam compatíveis com sua 
capacidade física ou intelectual, e manterá seu padrão de remuneração. (Acrescentado pela Lei nº 4247 de 
15 de setembro de 1997.) 
 
Art. 108. Considera-se acidente, para efeito desta lei, o evento danoso que tiver como causa 
mediata ou imediata o exercício das atribuições inerentes ao cargo ocupado pelo funcionário. 
 
§ 1º Equipara-se a acidente a agressão sofrida e não provocada pelo funcionário no exercício de suas 
funções. 
 
§ 2º A prova de acidente será feita em processo especial no prazo de 8 (oito) dias, prorrogável 
quando as circunstâncias o exigirem, sob pena de suspensão de quem omitir ou retardar a providência. 
 
Art. 109. Entende-se por doença profissional a que decorrer das condições do serviço ou de fatos 
nele ocorridos, devendo o laudo médico estabelecer-lhe a rigorosa caracterização. 
 
 Art. 110. O funcionário que sofrer as ocorrências de que tratam os arts. 108 e 109 terá direito ao 
pagamento, pelo Município, das despesas médico-hospitalares relativas ao seu tratamento. 
 
 Art. 111. O disposto nos arts. 108, 109 e 110 aplica-se também aos ocupantes de cargo em 
comissão para caracterizar acidente ou doença profissional. 
 
Art. 112. Os proventos dos aposentados e dos funcionários em disponibilidade serão revistos quando 
e nas bases determinadas por lei para o reajuste do vencimento dos funcionários em atividade. 
 
 § 1º Ao servidor inativado em cargo ou função extinto caberá aumento equivalente ao concedido a 
cargo ou função semelhante ou assemelhado dos grupos e níveis em que se aposentou. 
 
§ 2º Ressalvado o disposto neste artigo, em caso nenhum os proventos da inatividade poderão 
exceder a remuneração percebida na atividade. 
 
Art. 113. É automática a aposentadoria compulsória, calculando-se os proventos do aposentado com 
base no vencimento e nas vantagens a que fizer jus no dia em que atingir a idade limite. 
 
Parágrafo único. O retardamento do decreto que declarar a aposentadoria não impedirá que o 
funcionário se afaste do exercício no dia imediato àquele em que atingir a idade limite. 
 
CAPÍTULO VII: DA ASSISTÊNCIA 
 
Art. 114. O município, diretamente ou não, prestará serviços de assistência e previdência a seus 
funcionários e respectivas famílias, nos termos e condições estabelecidos em lei. 
 
CAPÍTULO VIII: DO DIREITO DE PETIÇÃO 
 
Art. 115. É assegurado ao funcionário o direito de requerer e representar, devendo a petição ser 
dirigida à autoridade competente para decidi-la, a qual terá 20 (vinte) dias para fazê-lo. 
 Art. 116. Da decisão a que se refere o artigo anterior, caberá recurso, no prazo de 30 (trinta) dias, ao 
Prefeito Municipal, salvo se este a proferir. 
 
Art. 117. O recurso não terá efeito suspensivo, mas se for provido, retroagirá nos seus efeitos à data 
do ato impugnado. 
 
 Art. 118. O direito de pleitear na esfera administrativa prescreverá: 
I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de que decorram demissão e cassação de aposentadoria ou de 
disponibilidade; 
II - em 60 (sessenta) dias, nos demais casos. 
 
Parágrafo único. o prazo de prescrição contar-se-á da data de publicação do ato impugnado; quando 
este for de natureza reservada, da data em que o interessado dele tiver ciência. 
16 
 
Art. 119. O recurso interrompe a prescrição uma única vez, recomeçando esta a correr da data do ato 
que a interrompeu. 
 
CAPÍTULO IX: DA DISPONIBILIDADE 
 
Art. 120. Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o funcionário estável será posto em 
disponibilidade remunerada com proventos proporcionais ao tempo de serviço. 
 
§ 1º A extinção do cargo será feita por lei, e a declaração de desnecessidade por decreto do Prefeito 
Municipal. 
 
§ 2º Os proventos da disponibilidade do funcionário serão calculados na razão de 1/35 (um trinta e 
cinco avos) por ano de serviço, se do sexo masculino, e 1/30 (um trinta avos), se do sexo feminino, 
acrescidos do adicional por tempo de serviço a que fizer jus o funcionário na data da disponibilidade e do 
abono familiar. 
 
CAPÍTULO X: DO REGIME DISCIPLINAR 
SEÇÃO I: DA ACUMULAÇÃO 
 
Art. 121. A acumulação remunerada somente será permitida nos casos previstos pela Constituição 
da República. 
 
ATENÇÃO: É O ART. 37 CF/88 QUE ESTABELECE A VEDAÇÃO DE ACUMULAÇAO DE 
CARGOS PÚBLICOS: 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver 
compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso 
XI: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998) 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões 
regulamentadas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001) 
 
Art. 122. Verificada em processo administrativo a ocorrência de acumulação proibida, e provada a 
boa fé, o funcionário optará por um dos cargos; se não o fizer dentro de 15 (quinze) dias, será exonerado de 
qualquer deles a critério do Prefeito Municipal. 
 
§ 1º Provada a existência de má fé, o funcionário será demitido de todos os cargos e restituirá o que 
tiver percebido indevidamente. 
 
§ 2º Se a acumulação proibida envolver cargo, função ou emprego em outra atividade estatal ou 
paraestatal, será o funcionário demitido do cargo municipal. 
 
SEÇÃO II: DO EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO 
 
Art. 123. O exercício de mandato eletivo por funcionário municipal obedecerá às determinações 
estabelecidas pela Constituição da República. 
ATENÇÃO É O ART. 38 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL QUE TRATA DESSE TEMA!!!! 
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício 
de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, 
emprego ou função; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe 
facultado optar pela sua remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as 
vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo 
eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; 
IV - em qualquer caso que exijao afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu 
tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por 
merecimento; 
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V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão 
determinados como se no exercício estivesse. 
 
Art. 124. Serão deveres do funcionário: 
I - exação administrativa; 
II - assiduidade; 
III - pontualidade; 
IV - discrição; 
V - urbanidade; 
VI - observância das normas legais e regulamentares; 
VII - obediência às ordens superiores, salvo quando manifestamente ilegais; 
VIII - zelo pela economia e conservação do material sob sua guarda; 
IX - manutenção de comportamento condizente com a sua condição de funcionário público e de 
cidadão; 
X - pronto atendimento: 
a) às requisições para defesa da Fazenda Pública; 
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direitos; 
c) às decisões e ordens emanadas do Poder Judiciário; 
 XI - colaboração para o aperfeiçoamento dos serviços, sugerindo à chefia imediata as medidas que 
julgar necessárias. 
 
Art. 125. É proibido ao funcionário: 
 I - referir-se de modo depreciativo às autoridades e atos da administração pública, sendo permitida a 
crítica, em trabalho assinado, do ponto de vista doutrinário ou de organização do serviço; 
II - retirar qualquer documento ou objeto da repartição, sem prévia autorização competente e sem 
razão de interesse público; 
III - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de terceiros, em prejuízo do interesse público; 
IV - participar de gerência ou administração de estabelecimento que mantenha transações com o 
município; 
V - pleitear, como procurador ou intermediário, junto às repartições públicas municipais, exceto 
quando se tratar de percepção de vencimentos e vantagens de dependentes; 
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de 
encargos que lhe competirem ou a seus subordinados; 
VII - utilizar material da repartição em serviço particular; 
VIII - atender durante o expediente a pessoa estranhas à repartição para o trato de assunto particular, 
salvo se autorizado pela chefia imediata; 
 IX - praticar qualquer outro ato ou exercer atividade proibida por lei ou incompatível com suas 
atribuições funcionais. 
 
Art. 126. Pelo exercício irregular de seu cargo, o funcionário responde administrativa, civil e 
penalmente. 
 
§ 1º A responsabilidade administrativa resulta de atos ou omissões que contravenham o regular 
cumprimento dos deveres, atribuições e responsabilidades que as leis e os regulamentos cometam ao 
funcionário. 
 
§ 2º As cominações civis, penais e disciplinares poderão cumular-se, sendo umas e outras 
independentes entre si, bem como as instâncias administrativa, civil e penal. 
 
SEÇÃO IV: DAS PENALIDADES 
 
Art. 127. Considera-se infração disciplinar o ato praticado pelo funcionário com violação dos deveres 
e das proibições decorrentes do cargo que exerce. 
 
Art. 128. São penas disciplinares, na ordem crescente de gravidade: 
 I - advertência verbal; 
II - repreensão; 
III - suspensão; 
IV - demissão; 
V - cassação de aposentadoria ou de disponibilidade. 
 
Parágrafo único. Na aplicação das penas disciplinares serão consideradas a natureza e a gravidade 
da infração, os danos que lhe dela provierem para o serviço público e os antecedentes do funcionário. 
 
18 
 
Art. 129. A pena de advertência verbal será aplicada em casos de negligência. 
 
Art. 130. A pena de repreensão será aplicada por escrito nos casos de desobediência ou falta de 
cumprimento dos deveres. 
 
Art. 131. A pena de suspensão, que não excederá 30 (trinta) dias, será aplicada nos casos de falta 
grave ou de reincidência. 
 
Parágrafo único. O funcionário, enquanto suspenso, perderá todos os direitos e vantagens 
decorrentes do exercício do cargo, exceto o abono familiar. Art. 
 
Art. 132. A pena de demissão será aplicada nos casos de: 
I - delito contra a Administração pública, nos termos da lei penal; 
II - abandono de cargo; 
III - incontinência pública escandalosa, vício de jogos proibidos e embriaguez habitual; 
IV - insubordinação grave em serviço; 
V - ofensa física em serviço contra funcionário ou particular, salvo se em legítima defesa; 
VI - aplicação irregular dos dinheiros públicos; 
VII - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio público; 
VIII - acumulação proibida; 
IX - revelação de segredo de que tenha conhecimento em razão de suas funções; 
X - incidência em qualquer das proibições de que tratam os itens IV a VII do art. 125. 
 
Parágrafo único. Considera-se abandono de cargo a ausência do funcionário, sem causa justificada, 
por mais de 30 (trinta) dias consecutivos ou 60 (sessenta) dias intercaladamente, no período de 12 (doze) 
meses. 
 
Art. 133. O ato que demitir o funcionário municipal mencionará sempre a causa da penalidade e a 
disposição legal em que se fundamentar. 
 
Parágrafo único. Considerada a gravidade da falta a demissão poderá ser aplicada com a nota “a 
bem do serviço público”, que constará sempre nos atos de demissão nos itens I, VI e VII do art. 132. 
 
Art. 134. Será cassada a disponibilidade, se ficar provado em processo que o funcionário nessa 
situação: 
 I - praticou, quando em atividade, qualquer das faltas passíveis de demissão; 
II - foi condenado por delito cuja pena importaria em demissão se estivesse em atividade; 
III - aceitou ilegalmente cargo ou função pública; 
IV - aceitou sem prévia autorização do Presidente da República, representação de Estado 
estrangeiro; 
 V - praticou usura ou advocacia administrativa; 
 
ATENÇÃO! O ART. 321 DO CÓDIGO PENAL ESTABELECE O CRIME DE ADVOCACIA 
ADMINISTRATIVA 
 
Art. 321CP - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração 
pública, valendo-se da qualidade de funcionário: 
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. 
Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, além da multa. 
VI - deixou de assumir, no prazo legal, o exercício do cargo em que foi aproveitado. 
 
Parágrafo único. Será cassada a aposentadoria do funcionário nos casos dos itens I, III, IV e V deste 
artigo. 
 
Art. 135. Para a imposição de penas disciplinares são competentes: 
I - O Prefeito, nos casos de demissão, cassação de aposentadoria e de disponibilidade, bem como 
suspensão superior a 15 (quinze) dias. 
II - o chefe imediato do funcionário, nos casos de suspensão até 15 (quinze) dias, advertência verbal 
e repreensão. 
 Art. 136. As penas poderão ser atenuadas pelas seguintes circunstâncias: 
I - prestação de mais de 15 (quinze) anos de serviço com exemplar comportamento e zelo; 
II - confissão espontânea da infração. 
 
19 
 
Art. 137. As penas poderão ser agravadas pelas seguintes circunstâncias: 
I - conluio para a prática de infração; 
II - acumulação de infração; 
III - reincidência genérica ou específica na infração. 
 
 Art. 138. As faltas prescreverão, contados os prazos a partir da data da infração: 
I - em 1 (um) ano, quando sujeitas à pena de repreensão; 
II - em 2 (dois) anos, quando sujeitas à pena de suspensão; 
III - em 4 (quatro) anos, quando sujeitas às penas de demissão, cassação de aposentadoria ou de 
disponibilidade. 
 
 Parágrafo único. A falta administrativa, também prevista como delito na lei penal, prescreverá 
juntamente com este. 
 
CAPÍTULO XI: DA SINDICÂNCIA E DO PROCESSO DISCIPLINAR 
SEÇÃO I: DO PROCESSO 
 
Art. 139. O processo precederá a aplicação das penas de suspensão, demissão, cassação de 
aposentadoria ou de disponibilidade. (Redação dada pela Lei nº 5270 de 18 de julho de 2006.) 
 
§ 1º Compete ao Prefeito Municipal determinar a instauração de processo administrativo. 
 
§ 2º O funcionário que tiver ciência de qualquer irregularidade no serviço público é obrigado a 
denunciá-la para que seja promovida sua apuração imediata. 
 
 § 3º A Sindicância Administrativa, destinada à apuraçãode fato considerado lesivo ao erário público 
e da ocorrência e autoria de infração disciplinar, cometida por servidores do Município, terá seu 
procedimento estabelecido em regulamento. (Acrescentado pela Lei nº 5270 de 2006.) 
 
Art. 140. Promoverá o processo uma comissão, designada pelo Prefeito Municipal, composta de 3 
(três) funcionários estáveis e que não estejam na ocasião ocupando cargo de que sejam exoneráveis ad 
nutum. 
 
Parágrafo único. O Prefeito Municipal designará os funcionários que devem servir como presidente e 
como secretário da comissão. 
 
Art. 141. O processo administrativo será aberto por termo inicial indicativo dos atos ou fatos 
irregulares e dos responsáveis por sua autoria. 
 
§ 1º Dentro de 48 (quarenta e oito) horas seguintes à sua lavratura, a comissão transmitirá ao 
acusado cópia do termo, citando-o para todos os atos do processo, sob pena de revelia. 
 
§ 2º Achando-se o acusado em lugar incerto, será citado por edital, que se publicará na forma oficial 
adotada pelo Município, para, no prazo de 10 (dez) dias, apresentar-se. 
 
§ 3º Feita a citação, nos termos do parágrafo anterior, dar-se-à ao acusado, como defensor, até que 
ele compareça, um funcionário municipal estável e que não esteja na ocasião ocupando cargo de que seja 
exonerável ad nutum. 
 
Art. 142. O acusado terá direito de acompanhar por si ou por procurador, todos os termos e atos do 
processo e produzir as provas, em direito permitidas em sua defesa, podendo a comissão indeferir a juntada 
das inúteis em relação ao objeto do processo, ou as inspiradas em propósito manifestamente protelatório. 
 
 Parágrafo único. A Associação dos Municipários de Pelotas, a pedido do funcionário poderá indicar 
representante para acompanhar a realização do processo, sendo-lhe dado livre acesso a todos os termos e 
atos da comissão. 
 
 Art. 143. Decorrido o prazo a que se refere o § 2º do art. 141, a comissão promoverá os atos que 
julgar convenientes à instrução do processo, inclusive os requeridos pelo acusado e deferidos. 
 
Parágrafo único. A perícia, quando cabível, será feita por técnico escolhido pela comissão, que 
poderá ser assistido por outro indicado pelo acusado. 
 
 Art. 144. Encerrada a fase de que trata o artigo anterior, será concedido ao acusado prazo de 10 
(dez) dias para o oferecimento de suas razões finais de defesa. 
20 
 
Parágrafo único. O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro para diligências reputadas 
indispensáveis, a critério da comissão. 
 
Art. 145. A comissão terá o prazo de 60 (sessenta)dias para concluir o processo disciplinar, salvo se, 
por motivo justificado, o mesmo for prorrogado pelo Prefeito Municipal. 
 
Art. 146. Recebido o processo com o relatório final, o Prefeito Municipal proferirá o julgamento no 
prazo de 20 (vinte) dias, salvo se baixar os autos em diligências, quando se renovará o prazo para 
conclusão desta. 
 
 Parágrafo único. Não decidido o processo no prazo deste artigo, o indiciado reassumirá 
automaticamente o exercício do cargo e aguardará o julgamento, salvo o disposto no § 2º do art. 152. 
 
Art. 147. Quando a irregularidade objeto de processo administrativo constituir delito, o Prefeito 
Municipal comunicará o fato à autoridade judicial, para os devidos fins, e, concluído o processo na esfera 
administrativa, remeterá os autos à autoridade judicial compete, ficando o traslado na Prefeitura Municipal. 
 
Art. 148. O funcionário somente poderá ser exonerado a pedido, após a conclusão do processo 
disciplinar a que responder, desde que reconhecida sua inocência. 
 
Art. 149. A comissão, sempre que necessário, dedicará todo o tempo aos trabalhos do processo, 
ficando seus membros, em tais casos, dispensados do serviço na repartição durante o curso das diligências 
e elaboração do relatório. 
 
Art. 150. Ao processo disciplinar aplicar-se-ão subsidiariamente as disposições da legislação 
processual civil e penal. 
 
SEÇÃO II: DA PRISÃO ADMINISTRATIVA 
 
Art. 151. Cabe ao prefeito Municipal, fundamentadamente e por escrito, ordenar a prisão 
administrativa do responsável por dinheiro e valores pertencentes à Fazenda Municipal ou que se achem 
sob a guarda desta, no caso de alcance ou omissão em efetuar as entradas nos devidos prazos. 
 
§ 1º O Prefeito Municipal comunicará o fato à autoridade judicial competente e providenciará no 
sentido de ser realizado com urgência o processo de tomada de contas. 
 
§ 2º A prisão administrativa não excederá 60 (sessenta) dias. 
 
SEÇÃO III: DA SUSPENSÃO PREVENTIVA 
 
Art. 152. O Prefeito Municipal poderá determinar a suspensão preventiva do funcionário até 60 
(sessenta) dias, para que este não venha influir na apuração da falta cometida. 
 
 § 1º Findo o prazo de que trata este artigo, cessarão os efeitos da suspensão preventiva, ainda que o 
processo não esteja concluído. 
 
§ 2º No caso de processo que vise apurar faltas sujeitas à pena de demissão, o afastamento se 
prolongará até a decisão final do processo disciplinar. 
 
Art. 153. O funcionário terá direito: 
I - à contagem de tempo de serviço relativo ao período em que tenha estado preso 
administrativamente ou suspenso preventivamente, se do processo não resultar pena disciplinar ou esta se 
limitar à repreensão; 
II - à contagem do período de afastamento que exceder o prazo da suspensão disciplinar aplicada; 
III - à contagem do período de prisão administrativa ou suspensão preventiva e ao pagamento do 
vencimento e de todas as vantagens a que normalmente faz jus, desde que reconhecida sua inocência. 
 
SEÇÃO IV: DA REVISÃO 
 
Art. 154. Dentro do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da publicação, poderá ser requerida a 
revisão do processo de que resultou pena disciplinar, quando se aduzam fatos ou circunstâncias suscetíveis 
de justificar a inocência do requerente. 
 
§ 1º Tratando-se de funcionário falecido, desaparecido ou incapacitado de requerer, a revisão poderá 
ser requerida por qualquer das pessoas constantes de seu assentamento individual. 
21 
 
§ 2º Correrá a revisão em apenso ao processo originário. 
 
 Art. 155. O requerimento, devidamente instruído, será encaminhado ao Prefeito Municipal, que 
procederá de conformidade com o disposto na Seção I deste Capítulo, inclusive quanto aos prazos. 
 
Parágrafo único. Julgada procedente a revisão, a penalidade imposta se tornará sem efeito, 
restabelecendo-se todos os direitos por ela atingidos. 
 
Capítulo XII: DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 156. Será computado, para todos os efeitos, o tempo de serviço prestado pelo funcionário na 
condição de extranumerário, bem como sobre o regime da Legislação Trabalhista, se o servidor exerceu ou 
vier a exercer cargo público do Município. (Redação dada pela Lei nº 3274 de 27 de dezembro de 1989.) 
 
Art. 157. Os funcionários municipais, detentores de cargos de provimento efetivo, com mais de 18 
anos, se do sexo feminino, e mais de 20 anos, se do sexo masculino, de efetivo serviço prestado ao 
Município, computarão, para efeito de aposentadoria voluntária, o total do tempo de serviço privado. 
(Redação dada pela Lei nº 4267 de 19 de março de 1998.) 
 
§ 1º No caso de aposentadoria por invalidez ou compulsória e, ainda, quando colocado em 
disponibilidade e não tendo atingido o tempo de efetivo serviço municipal estabelecido neste artigo, o tempo 
de serviço privado será computado, no máximo, até a metade do tempo de efetivo serviço municipal que 
possuir, para fins de fixação da proporcionalidade de proventos. (Redação dada pela Lei nº 4267 de 1998.) 
 
§ 2º Para os efeitos deste artigo somente será contado o tempo de serviço privado não concomitante 
com o tempo de serviço público. (Redação dada pela Lei nº 4267 de 1998.) 
 
§ 3º O tempo de serviço privado será comprovado mediante documento fornecido pelo INSS. 
(Redação dada pela Lei nº 4267 de 1998.) 
 
Art. 158. Consideram-se dependentes do funcionário além do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas 
que vivamàs suas expensas e constem do seu assentamento individual. 
 
Art. 159. Os instrumentos de procuração utilizados para recebimento de direitos ou vantagens de 
funcionários municipais, terão validade por 12 (doze) meses, devendo ser renovados após findo esse prazo. 
 
Art. 160. Para todos os efeitos previstos neste Estatuto e em leis do Município, os exames de 
sanidade física e mental serão obrigatoriamente realizados por médico da Prefeitura ou, na sua falta, por 
médico credenciado pelo Prefeito Municipal. 
 
§ 1º Em casos especiais, atendendo à natureza da enfermidade, o Prefeito Municipal poderá designar 
junta médica para proceder ao exame, dela fazendo parte, obrigatoriamente, o médico da Prefeitura ou o 
médico credenciado pelo Prefeito municipal. 
 
§ 2º Os atestados médicos concedidos aos funcionários municipais, quando em tratamento fora do 
Município, terão sua validade condicionada à ratificação posterior pelo médico da Prefeitura. 
 
§ 3º Se o funcionário, submetido a exame realizado por junta médica designada pelo Prefeito 
Municipal, não concordar com o laudo apresentado, poderá solicitar a inclusão de médico de sua confiança 
na referida junta, hipótese em que se procederá a novo exame. 
 
§ 4º Se a junta da qual faz parte médico indicado pelo funcionário der razão a este, caberá ao 
Município arcar com as despesas relativas aos honorários do médico acima citado. Em caso contrário, ao 
funcionário caberá o ônus financeiro da inclusão do médico que indicou. 
 
§ 5º O ressarcimento a que se obriga o Município, nos termos do parágrafo anterior, não poderá ser 
superior à tabela fixada pelo sistema previdenciário nacional para situações análogas. 
 
Art. 161. Contar-se-ão por dias corridos os prazos previstos neste Estatuto. 
 
Parágrafo único. Não se computará no prazo o dia inicial, prorrogando-se para o primeiro dia útil o 
vencimento que incidir em sábado, domingo ou feriado. 
 
Art. 162. É vedado ao funcionário servir sob a chefia imediata do cônjuge ou parente até 2º (segundo) 
grau, salvo em cargo de livre escolha, não podendo exceder de 2 (dois) o seu número. 
22 
 
Art. 163. São isentos de taxas, emolumentos ou custas os requerimentos, certidões e outros papéis 
que, na esfera administrativa, interessarem ao funcionário municipal ativo ou inativo nessa qualidade. 
 
Art. 164. É vedado exigir atestado de ideologia como condição de posse ou exercício em cargo 
público. 
 
Art. 165. O presente Estatuto se aplicará aos funcionários da Câmara Municipal, cabendo ao 
Presidente desta as atribuições reservadas ao Prefeito Municipal, quando for o caso. 
 
Art. 166. Nos casos em que a lei o permitir, poderão ser admitidos funcionários de capacidade física 
reduzida, aplicando-se processos adequados de seleção. 
 
Art. 167. O dia 28 de outubro será consagrado ao funcionário público municipal. 
 
Art. 168. É permitida a constituição de associação de funcionários municipais, observadas as 
prescrições legais. 
 
Parágrafo único. Os membros da Diretoria Executiva, dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e os 
Representantes da associação poderão ausentar-se do serviço uma vez por mês, para participarem de 
reunião da entidade. 
 
Art. 169. A jornada de trabalho nas repartições municipais será fixada por lei. 
 
Art. 170. O Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Administração do Município 
fornecerá aos funcionários uma carteira, na qual constarão os elementos de sua identificação, bem como o 
grupo sangüíneo a que pertence. 
 
§ 1º O serviço de Biometria do Município fornecerá atestado médico que comprove o grupo 
sangüíneo a que pertence o funcionário. 
 
§ 2º A carteira de que trata este artigo valerá como identidade funcional e será concedida 
gratuitamente. 
 
Art. 171. O funcionário que contar tempo de serviço igual ou superior ao fixado para a aposentadoria 
voluntária será aposentado com proventos equivalentes aos do cargo em comissão que tenha exercido; a) 
Sem interrupção nos quatro anos imediatamente anteriores; b) Por períodos não consecutivo de 10 (dez) 
anos. 
 
Art. 172. Aos funcionários que, na data da vigência desta lei, contarem mais da metade do tempo 
para adquirir o direito a incorporação de gratificação, que não seja gratificação de função ou função 
gratificada, será permitida a continuidade do tempo necessário à percepção da aludida vantagem. 
 
Art. 173. O Prefeito Municipal baixará, por decreto, os regulamentos necessários à execução desta 
lei. 
 
Art. 174. Ficam revogadas as disposições em contrário, especialmente a Lei nº 765, de 16 de novembro 
de 1957; a Lei nº 1.071, de 28 de setembro de 1961; a Lei de nº 1.148, de 19 de setembro de 1962; a Lei nº 
1.165, de 27 de novembro de 1962; a Lei nº 1.204, de 02 de maio de 1963; a Lei nº 1.206, de 04 de maio de 
1963; a Lei nº 1.220, de 05 de junho de 1963; a Lei nº 1.268, de 28 de novembro de 1963; a Lei nº 1.318, de 30 
de abril de 1964; a Lei nº 1.382, de 24 de novembro de 1964; a Lei nº 1.395, de 14 de dezembro de 1964; a Lei nº 
1.432, de 26 de março de 1965; a Lei nº 1.489, de 03 de dezembro de 1965; a Lei nº 1.534 de 06 de junho de 
1966; a Lei nº 1.547, de 15 de julho de 1966; a Lei nº 1.573, de 13 de dezembro de 1966; a Lei nº 1.700, de 13 de 
setembro de 1968; a Lei nº 1.842, de 11 de agosto de 1970; o art. 32º e seus parágrafos e o art. 34º da Lei nº 
1.965, de 14 de abril de 1972; a Lei nº 2.289, de 15 de julho de 1976; a Lei nº 2.297, de 12 de agosto de 1976; a 
Lei nº 2.314, de 20 de outubro de 1976; a Lei nº 2.317, de 11 de novembro de 1976; a Lei nº 2.345, de 21 de 
janeiro de 1977; a Lei nº 2.431, de 22 de setembro de 1978; a Lei nº 2.453, de 26 de janeiro de 1979; a Lei nº 
2.517, de 21 de dezembro de 1979; a Lei nº 2.620 de 12 de março de 1981; a Lei nº 2.624, de 26 de março de 
1981; a Lei nº 2.666, de 09 de novembro de 1981; a Lei nº 2.679, de 30 de dezembro de 1981; a Lei nº 2.680, de 
30 de dezembro de 1981; a Lei nº 2.683, de 30 de dezembro de 1981; a Lei nº 2.684, de 31 de dezembro de 
1981; a Lei nº 2.693, de 29 de janeiro de 1982; a Lei nº 2.706, de 11 de maio de 1982. 
 
Art. 175. Revogadas as disposições em contrário, esta lei entrará em vigor em 1º de janeiro de 1987. 
 
GABINETE DO PREFEITO DE PELOTAS, EM 19 DE DEZEMBRO DE 1986. 
BERNARDO OLAVO GOMES DE SOUZA 
Prefeito 
 
23 
 
PONTO 02: LEI ORGÂNICA MUNICIPAL. 
 
TÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 
Capítulo I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 3º O território do Município divide-se em distritos. 
 
§ 1º A sede do Município lhe dá o nome. 
 
§ 2º A alteração do Município em distritos ou áreas administrativas, bem como de suas respectivas 
denominações, far-se-á por lei municipal, observada a legislação estadual e precedida de consulta à 
população da respectiva área ou distrito. 
 
Art. 4º São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, exercido pela 
Câmara Municipal, e o Executivo, exercido pelo Prefeito. 
 
Parágrafo único. Ressalvados os casos previstos nas Constituições Federal e Estadual, é vedado: 
I - a delegação de atribuições entre os dois poderes; 
II - ao cidadão, investido em um dos Poderes, o exercício de função no outro. 
 
Art. 5º São símbolos do Município a Bandeira, o Brasão e o Hino de Pelotas. 
Parágrafo único. O dia sete de Julho é a data magna do Município. 
 
Capítulo II DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 6º Compete privativamente ao Município: 
I - organizar-se administrativamente e elaborar as leis de seu peculiar interesse; 
II - elaborar o seu orçamento, prevendo a receita e fixando a despesa, com base em planejamento 
adequado; 
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, estabelecer valores e aplicar suas rendas, 
sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei: 
IV - organizar e prestar, prioritariamente, por administração direta ou sob regime de concessão ou 
permissão, contratados sempre via licitação, os serviços públicosde caráter essencial e interesse local, 
inclusive os de transporte coletivo; e sob regime de autorização, os serviços de utilidade pública como o de 
táxi, fixando suas tarifas, itinerários, pontos de estacionamento e paradas; (Redação dada pela Emenda nº 
92, de 27 de dezembro de 2018.) 
V - organizar o quadro de carreira e estabelecer o regime jurídico único de seus servidores; 
VI - administrar o seu patrimônio, aceitar doações, legados e heranças e dispor sobre aquisição, 
alienação e destinação de bens; 
VII - elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, estabelecendo normas de edificação, 
loteamento, zoneamento e diretrizes urbanísticas, convenientes à adequada ordenação de seu território, 
mediante planejamento e controle do uso e do parcelamento do solo urbano; 
VIII - estabelecer servidões necessárias aos seus serviços; 
IX - regulamentar e fiscalizar a utilização dos logradouros públicos municipais, sinalizar as pistas de 
rolamento e as zonas de silêncio sob sua circunscrição, disciplinar os serviços de carga e descarga e fixar a 
tonelagem máxima permitida aos veículos; 
X - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação pertinente; 
XI - disciplinar a limpeza dos logradouros públicos, promovendo a coleta, o transporte, o tratamento e 
a destinação final dos resíduos sólidos domiciliares e da limpeza urbana; 
XII - dispor sobre a prevenção de incêndios; 
XIII - licenciar estabelecimentos comerciais, industriais e outros e cassar alvarás de licença dos que 
se tornarem danosos à saúde, à higiene e ao bem-estar público, bem como dos receptadores de bens 
alheios públicos ou privados; 
XIV - dispor sobre serviços funerários e cemitérios, encarregando-se da administração dos que forem 
públicos e fiscalizando e legislando sobre os pertencentes à iniciativa privada, evitando o monopólio; 
XV - licenciar, autorizar ou interditar edificações no município; 
XVI - regulamentar, disciplinar, autorizar e fiscalizar a fixação de cartazes, faixas e anúncios, bem 
como a utilização de quaisquer outros meios de publicidade e propaganda comerciais nos locais sujeitos ao 
poder de polícia municipal; 
XVII - regulamentar e fiscalizar os jogos esportivos, os espetáculos e os divertimentos públicos; 
XVIII - estabelecer e impor penalidades por infração de suas leis e regulamentos; 
XIX - legislar sobre apreensão, depósitos e formas e condições de alienação de semoventes, 
mercadorias e bens imóveis em geral, apreendidos por infração às leis e demais atos municipais; 
XX - legislar sobre serviços públicos e regulamentar os processos de instalação, distribuição e 
consumo de água, gás, luz e energia elétrica e todos os demais serviços de caráter e uso coletivo, bem 
24 
 
como sobre depósitos e armazenamento de combustíveis inflamáveis, produtos tóxicos e radioativos; XXI - 
fixar os feriados municipais; 
XXII - regulamentar e fiscalizar a instalação e o funcionamento dos ascensores; 
XXIII - integrar consórcios com outros municípios para a solução de problemas comuns; 
XXIV - Criar e organizar a Guarda Municipal, destinada à proteção de seus bens, serviços e 
instalações, proteção do meio ambiente, bem como a fiscalização do trânsito nos limites da competência 
municipal. (Redação dada pela Emenda nº 50, de 28 de dezembro de 1999.) INCONSTITUCIONAL A 
EXPRESSÃO (ADIN Nº 70002546232), de 3 de dezembro de 2001. 
XXIV - Criar e organizar a Guarda Municipal, destinada à proteção de seus bens, serviços e 
instalações, nos limites da competência municipal. (Redação dada pela Emenda nº 50, de 28 de dezembro 
de 1999.) XXIV - manter a Guarda Municipal destinada à proteção de seus bens, instalações e serviços, 
inclusive o de controle do meio ambiente. (Redação dada pela Emenda nº 58, de 25 de julho de 2001) 
 
Capítulo III DOS BENS PÚBLICOS MUNICIPAIS 
 
Art. 7º Constituem bens públicos municipais todas as coisas corpóreas e incorpóreas, móveis, 
imóveis e semoventes, créditos, valores, direitos, ações e outros que, a qualquer título, pertençam ou 
venham a pertencer ao município. 
 
Parágrafo único. É obrigatório o cadastramento de todos os bens públicos municipais, devendo 
constar do mesmo a criação, a identificação, o número de registro, o valor, a destinação e a data de 
inclusão. 
 
Art. 8º A aquisição de bens imóveis pelo Município por dação em pagamento, compra, permuta e 
desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou interesse social, dependerá de prévia avaliação e 
autorização legislativa. (Redação dada pela Emenda nº 27, de 10 de agosto de 1994.) 
 
Art. 9º A alienação de bens públicos municipais, subordinada à existência de relevante interesse 
público devidamente justificado, será sempre precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: 
I - quando imóveis - dependerá de autorização do Conselho de Proteção do Patrimônio Imobiliário 
Público Municipal, autorização legislativa e concorrência, dispensada esta nos seguintes casos: (Redação 
da pela Emenda nº 53, de 31 de maio de 2000.) 
a) doação, devendo constar do contrato os encargos do donatário, o termo de cumprimento e a 
cláusula de retrocessão, sob pena de nulidade do ato; 
b) permuta. 
II - quando móveis - dependerá de licitação, dispensada esta nos seguintes casos: 
a) doação, permitida exclusivamente para fins de interesse social; 
b) permuta; 
c) ações, que serão vendidas em bolsa. 
 
Parágrafo único. O Município, preferencialmente à venda ou doação de bens imóveis, outorgará 
concessão de direito real de uso, mediante prévia autorização legislativa e concorrência, dispensada esta 
quando o uso se destinar a concessionário ou permissionário de serviço público, a entidades assistenciais 
ou quando houver relevante interesse público devidamente justificado. 
 
Art. 10. O uso de bens municipais por terceiros deverá ser feito, conforme o caso, mediante 
concessão, permissão ou autorização, subordinado à existência de interesse público, devidamente 
justificado. 
 
§ 1º A concessão administrativa de bens públicos de uso especial dependerá de lei e concorrência, e 
far-se-á mediante contrato, sob pena de nulidade do ato. A concorrência poderá ser dispensada quando o 
uso se destinar a concessionário ou permissionário de serviço público, a entidades assistências ou quando 
houver relevante interesse público devidamente justificado. 
 
§ 2º A concessão administrativa de bens públicos de uso comum somente será outorgada para 
finalidades escolares, de assistência social ou turística, mediante autorização legislativa. 
 
§ 3º A permissão que incidir sobre qualquer bem público far-se-á a título precário, por decreto. 
 
§ 4º A autorização que incidir sobre qualquer bem público far-se-á através de portaria, para atividades 
ou usos específicos e transitórios, pelo prazo máximo de sessenta dias. 
 
Art. 11. A lei determinará as condições pelas quais o uso social das propriedades do Município ou de 
empresas e entidades por ele controladas poderá ser exigido pela sociedade organizada. 
 
25 
 
Parágrafo único. Para os fins do inciso I do art. 9º desta Lei e do caput do presente artigo é criado o 
Conselho de Proteção do Patrimônio Público Imobiliário Municipal, cuja composição e funcionamento 
deverão constar de seu regulamento, a ser instituído por lei ordinária. (Acrescentado pela Emenda nº 53, de 
31 de maio de 2000.) 
 
Art. 12. O Poder Executivo publicará: 
I - anualmente - as alterações das áreas e imóveis urbanos e rurais sob posse da administração 
direta ou indireta, especificando a destinação dada a cada um; 
II - trinta dias antes do término de cada mandato - a relação geral e atualizada das áreas e imóveis 
acima referidos. 
 
Parágrafo único. O não-cumprimento do disposto neste artigo implicará em responsabilidade da 
autoridade competente. 
 
TÍTULO III DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 13. A administração pública direta e indireta do Município obedecerá aos princípios de 
legalidade,impessoalidade, moralidade, publicidade e aos demais constantes na Constituição Federal, 
obedecendo ainda aos critérios de descentralização administrativa e participação popular. 
 
Art. 14. Integram a administração indireta municipal as autarquias, as sociedades de economia mista, 
as empresas públicas e as fundações instituídas ou mantidas pelo Município. 
 
Art. 15. O Conselho Popular Municipal e os Conselhos Populares Setoriais têm por finalidade 
cooperar com o Governo Municipal e auxiliar na administração, orientação, planejamento e fiscalização de 
matéria de sua competência. 
 
§ 1º É assegurada a participação dos Conselhos Populares nas decisões mais importantes do 
Município. 
 
§ 2º A lei especificará as atribuições de cada Conselho, sua orientação, composição, organização, 
funcionamento, forma de nomeação dos titulares e suplentes e prazo de duração dos respectivos mandatos. 
 
Art. 16. Quando da promoção de licitações pelo Poder Público, o órgão responsável convidará os 
partidos políticos com representação parlamentar na Câmara de Vereadores, através de suas bancadas 
para que assistam e testemunhem os atos de elaboração de editais, divulgação, julgamento, adjudicação e 
contratação, atendendo ao seguinte: 
I - cada bancada designará um representante por licitação: e 
II - para atenderem ao disposto neste artigo, as bancadas dos partidos políticos poderão requisitar da 
administração pública municipal a colaboração de servidores habilitados, que ficarão dispensados do 
respectivo expediente enquanto presentes aos atos licitatórios a que se refere o caput. 
INCONSTITUCIONAL (ADIN Nº 598828841), de 26 de novembro de 1990. 
 
Art. 17. A lei disporá sobre a criação, extinção, estrutura básica e área de competência das 
Secretarias do Município. 
 
Art. 18. A lei disporá sobre o regime das empresas permissionárias e concessionárias de serviços 
públicos municipais, estabelecendo: 
I - obrigatoriedade de manter serviços adequados; 
II - tarifas que, atendendo aos interesses da comunidade, permitam a justa remuneração do capital, o 
melhoramento e expansão dos serviços e assegurem o equilíbrio econômico-financeiro da permissão ou 
concessão. 
 
Parágrafo único. A fiscalização dos serviços referidos neste artigo será feita pelo Poder Executivo. 
 
Art. 19. A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos municipais terá 
caráter educativo, informativo ou de orientação social. 
 
§ 1º O disposto no caput deste artigo somente poderá ser realizado após aprovação do Plano Anual 
de Publicidade, contendo a previsão dos seus custos e objetivos, pela Câmara de Vereadores. 
 
 § 1º O disposto no caput deste artigo dependerá de prévia autorização do Poder Legislativo sempre 
que o custo total de cada projeto publicitário ultrapassar 750 (setecentas e cinquenta) Unidades de 
26 
 
Referência Municipal. (Redação dada pela Emenda nº 13, de 19 de maio de 1993) INCONSTITUCIONAL 
(ADIN Nº 70006983662), de 15 de dezembro de 2003. 
 
§ 2º A veiculação da publicidade a que se refere este artigo é restrita aos órgãos de comunicação do 
Município, salvo autorização prévia do Poder Legislativo. (Redação dada pela Emenda nº 13, de 19 de maio 
de 1993.) 
 
Art. 20. É proibida a publicidade de nomes, símbolos, frases, slogans, sons e imagens que 
caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos em atos, programas, obras, serviços 
e campanhas da administração direta e indireta e órgãos controlados pelo Poder Público, ainda que 
custeados por entidades privadas, de forma a não abusar da confiança do cidadão, não explorar sua falta 
de experiência ou de conhecimento, não se beneficiar de sua credulidade, assim como não se utilizar do 
erário público ou do poder publicamente outorgado para fins pessoais. 
 
Parágrafo único. É proibida a colocação em bens públicos, veículos oficiais, material impresso, 
veículos de comunicação, painéis e outdoors da administração direta, indireta e autarquias, nomes, 
símbolos, frases, slogans, sons e imagens do Chefe do Executivo e de sua administração, caracterizando 
promoção pessoal. (Acrescentado pela Emenda nº 65, de 20 de julho de 2005.) 
 
Art. 21. O Município terá os livros que forem necessários aos seus serviços e, obrigatoriamente, os 
de: 
I - termo de compromisso e posse; 
II - declaração de bens; 
III - atas de sessões da Câmara; 
IV - registros de leis, decretos, resoluções, regulamentos, instruções, portarias, ordens de serviço e 
comunicações internas devidamente numeradas e com índice alfabético e remissivo; 
V - cópia de correspondência oficial; 
VI - protocolo, índice de papéis e livros arquivados; 
VII - licitações e contratos para obras e serviços; 
VIII - contratos de servidores; 
IX - contratos em geral; 
X - contabilidade e finanças; 
XI - concessões e permissões de bens imóveis e de serviços; 
XII - tombamento de bens imóveis; 
XIII - registro de loteamentos aprovados. 
 
§ 1º Os livros serão abertos, rubricados e encerrados, conforme o caso, pelo Presidente da Câmara, 
pelo Prefeito ou por funcionário oficialmente designado para tal. 
 
 § 2º Os livros referidos neste artigo poderão ser substituídos por fichas ou outro sistema autenticado. 
 
§ 3º É facultado a qualquer cidadão, mediante requerimento, consultar os livros, fichas ou outro 
sistema acima mencionados. 
 
Capítulo II DOS SERVIDORES PÚBLICOS 
 
Art. 22. A investidura no serviço público dependerá de aprovação prévia em concurso público de 
provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para provimento de cargos em comissão, 
declarados em lei de livre nomeação e exoneração. 
 
§ 1º As provas deverão aferir, com caráter eliminatório, os conhecimentos exigidos para o exercício 
do cargo. 
 
§ 2º Os pontos correspondentes aos títulos não poderão somar mais de vinte e cinco por cento do 
total dos pontos do concurso. 
 
§ 3º É assegurada a participação do Sindicato dos Municipários em todas as comissões 
organizadoras dos concursos públicos municipais para a elaboração das normas e fiscalização dos 
mesmos. 
 
§ 4º Lei complementar definirá os casos e condições em que poderá a Administração Pública 
Municipal efetuar a contratação de pessoal por tempo indeterminado. (Acrescentado através da Emenda nº 
48, de 15 de dezembro de 1998.) 
 
27 
 
Art. 23. É vedada a permanência de estagiário, findo o período legal do estágio, exercendo atividades 
nos órgãos da administração direta ou indireta do Poder Público Municipal. 
 
Art. 24. O Município reservará cinco por cento dos cargos da administração direta ou indireta às 
pessoas portadoras de deficiência, mediante habilitação profissional específica para o cargo fornecida por 
entidade oficial, ou reconhecida ou a critério do serviço público oficial e aprovação em concurso ou teste 
prático realizado no órgão em que irá desempenhar a função ou atividade. 
 
Parágrafo único. Quando não houver pessoas portadoras de deficiência para suprir os cargos de que 
trata o caput, e tendo o Município necessidade de servidores, os mesmos poderão ser escolhidos 
indiscriminadamente, nos termos da lei. 
 
Art. 25. A despesa com pessoal ativo e inativo do Município não poderá exceder os limites previstos 
na Constituição Federal e o pagamento da remuneração, tanto na administração direta como na indireta, 
ocorrerá na mesma data e até o último dia útil do mês de trabalho prestado. 
 
§ 1º O pagamento da gratificação natalina ou décimo terceiro salário, será efetuado em duas 
parcelas, sendo cinquenta por cento até o mês de junho e o restante até o dia vinte de dezembro de cada 
ano. INCONSTITUCIONAL (ADIN Nº 59711327) de 6 de outubro de 1997 
 
§ 2º O não cumprimento do pagamento da referida gratificação até o dia vinte de dezembro, implicará 
no pagamento em dobro. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE (Nº 595205782), de 21 DE 
OUTUBRO DE 1996. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE (Nº 599111598), de 28 DE JUNHO DE 
1999. 
 
§ 3ºÉ facultativo ao servidor, receber a parcela de junho; caso não o deseje, deve apresentar 
requerimento até trinta de abril de cada ano. INCONSTITUCIONAL (ADIN Nº 59711327), de 6 de outubro de 
1997. 
 
§ 4º O não-cumprimento do disposto no caput do artigo implicará no pagamento da remuneração com 
atualização monetária diária, com base na TRD ou índice que a substitua, mais juros de mora. (Acrescido 
pela Emenda nº 21, de 10 de novembro de 1993.) 
 
Art. 26. O Município instituirá planos de carreira para os servidores da administração direta ou 
indireta, mediante lei, objetivando a valorização dos servidores públicos municipais através da constante 
melhoria de condições de trabalho e de aperfeiçoamento da capacitação profissional. 
 
Art. 27. É vedada ao Poder Público Municipal a cedência de servidores a entidades particulares com 
fins lucrativos, salvo nos casos de transferência de conhecimento científico, tecnológico ou administrativo, 
casos em que a empresa fará cargo das despesas com vencimentos e obrigações sociais do servidor 
cedido. (Redação dada pela Emenda nº 6, de 20 de novembro de 1991.) 
 
Art. 28. O servidor público municipal terá os direitos assegurados na Constituição Federal, nesta Lei 
Orgânica e os fixados em lei, além de: 
I - atendimento gratuito aos filhos e dependentes de zero a seis anos em creches e pré-escolas, na 
forma de lei; 
II - livre associação sindical; 
III - direito de greve, na forma de lei. 
 
Art. 29. É assegurada aos servidores públicos municipais da administração direta isonomia de 
vencimento para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do Poder Executivo e entre os servidores 
dos Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à 
natureza ou local de trabalho. (Redação dada pela Emenda nº 1, de 6 de março de 1991.) 
§ 1º A revisão geral da remuneração dos servidores públicos ativos e inativos e dos pensionistas dar-
se-á sempre na mesma data e nos mesmos índices. 
 
§ 2º O índice de reajuste dos vencimentos dos servidores não pode ser inferior ao necessário para 
repor o seu poder aquisitivo, obedecendo a uma periodicidade máxima mensal. 
 
§ 3º É vedado atribuir aos servidores da administração pública qualquer gratificação de equivalência 
superior à remuneração fixada para os cargos ou funções de confiança criados em lei. 
 
§ 4º É vedada a participação dos servidores públicos no produto da arrecadação de multas, inclusive 
da dívida ativa. 
 
28 
 
§ 5º É vedada aos servidores públicos municipais remuneração superior a do Prefeito Municipal. 
 
Art. 30. Os servidores municipais da administração direta e indireta a nível técnico-científico, em 
exercício efetivo da sua qualificação profissional, serão remunerados, no mínimo, de acordo com o salário 
mínimo profissional da categoria fixado em lei federal e proporcional à carga horária do servidor. 
 
Art. 31. Os servidores públicos e empregados da administração direta e indireta, quando assumirem 
cargo eletivo público, não poderão ser demitidos no período de registro de sua candidatura até um ano 
depois do término do mandato nem ser transferidos do local de trabalho sem o seu consentimento. 
 
Parágrafo único. Enquanto durar o mandato, o órgão empregador recolherá mensalmente as 
obrigações sociais e garantirá ao servidor ou empregado o serviço médico e previdenciário dos quais era 
beneficiário antes de se eleger. 
 
Art. 32. Os servidores municipais da saúde e do magistério que prestarem serviço em locais de difícil 
acesso receberão um adicional de, no mínimo, cinquenta por cento sobre os vencimentos, devendo este 
passar a cem por cento se o servidor residir na localidade, na forma de lei. 
 
Art. 33. Os professores municipais cedidos a instituições que ministrem ensino gratuito em nível 
escolar ou pré-escola terão assegurados todos os seus direitos, desde que cumpram a carga horária 
originariamente a eles atribuída e desempenhem tarefas compatíveis com o nível do seu cargo, emprego ou 
função. 
 
Art. 34. O professor ou professora que trabalhar no atendimento de pessoas portadoras de 
deficiência poderá, a pedido, após vinte e cinco anos, respectivamente, de efetivo exercício em regência de 
classe, completar seu tempo de serviço em outras atividades pedagógicas no ensino público municipal, as 
quais serão consideradas como de efetiva regência. 
 
Parágrafo único. A gratificação concedida ao servidor público municipal designado exclusivamente 
para exercer atividade no atendimento de pessoas portadoras de deficiência será incorporada ao 
vencimento após percebida por cinco anos consecutivos ou dez intercalados. 
 
Art. 35. É garantida aos professores da zona rural com classes multisseriadas a gratificação de trinta 
por cento sobre o total da remuneração. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE (Nº 595071333), DE 
21 DE AGOSTO DE 1995. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE (Nº 597268242), DE 11 DE MAIO 
DE 1998. 
 
Art. 36. Nenhum servidor público municipal poderá ser diretor ou integrar conselho de empresas 
fornecedores ou prestadoras de serviços ou que realizem quaisquer modalidades de contrato com o 
Município, sob pena de demissão do serviço público. 
 
Art. 37. Os cargos, empregos e funções serão criados por lei, que fixará suas denominações, os 
padrões de vencimento e as condições de provimento, indicados os recursos pelo quais correrão as 
despesas. Parágrafo único. A criação de cargos, empregos e funções da Câmara de Vereadores dependerá 
de resolução do Plenário, mediante proposta da Mesa. 
 
Art. 38. É obrigatória a fixação de quadro de lotação numérica de cargos, empregos ou funções, sem 
o que não será permitida a nomeação ou contratação de servidores. 
 
Art. 39. As obrigações pecuniárias dos órgãos da administração direta ou indireta para com seus 
servidores ativos e inativos ou pensionistas, não cumpridas até o último dia da aquisição do direito, serão 
liquidadas com valores atualizados pelos índices de correção emitidos pelo Governo Federal. 
 
Art. 40. O servidor público municipal será aposentado de acordo com o que dispõe a Constituição 
Federal e/ou com o que dispuser a lei. 
Parágrafo único. Os servidores da Guarda Municipal serão aposentados, de forma voluntária, nos 
termos do Art. 40 §4º II e III da Constituição Federal, sem limite de idade, com paridade e integralidade 
salarial, e com a garantia de ter seus proventos reajustados, conforme reajuste dos servidores da categoria 
na ativa, assim, desde que comprovem: (Acrescentada pela Emenda nº 85, de 02 de abril 2014.) 
I - 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, de efetivo exercício da função de Guarda Municipal; 
(Acrescentada pela Emenda nº 85, de 02 de abril 2014.) 
II - 30 (trinta) anos de contribuição, contando pelo menos 20 (vinte) anos de efetivo exercício da 
função de Guarda Municipal, para Homem; (Acrescentada pela Emenda nº 85, de 02 de abril 2014.) 
29 
 
III - 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, contando pelo menos 15 (quinze) anos de efetivo 
exercício da função de Guarda Municipal, para Mulher. (Acrescentada pela Emenda nº 85, de 02 de abril 
2014.) 
IV - fazem juz aos benefícios retro aludidos os agentes da Guarda Municipal que tenham atuado em 
condições especiais de perigo à saúde ou integridade física. (Acrescentada pela Emenda nº 91, de 30 de 
dezembro 2016.) 
 
Art. 41. O tempo de serviço público federal, estadual e municipal prestado à administração pública 
direta e/ou indireta será computado integralmente para fins de gratificações, adicionais por tempo de serviço 
e disponibilidade. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE (Nº 597056373), DE 1 DE SETEMBRO DE 
1997. 
 
Art. 42. Decorridos trinta dias da data em que tiver sido protocolado junto à Prefeitura Municipal o 
requerimento de aposentadoria, o servidor público será considerado em licença especial, podendo afastar-
se do serviço - salvo se, antes, tiver sido cientificado do indeferimento do pedido. 
 
Parágrafoúnico. No período de licença de que trata este artigo o servidor terá direito à totalidade de 
remuneração, computando-se o tempo como de efetivo exercício para todos os efeitos legais. 
 
Art. 43. Ficam estendidos aos servidores públicos municipais, quando adotantes, os mesmos 
benefícios concedidos ao pai e à mãe biológicos, na forma de lei. 
 
Art. 44. O Município garantirá proteção especial à servidora pública gestante, adequando ou 
modificando temporariamente sua função ou local de trabalho comprovadamente prejudiciais à sua saúde e 
do nascituro. Parágrafo único. A adequação ou modificação temporária da função ou local de trabalho só 
serão implementadas com a expressa concordância da servidora gestante. 
 
Art. 45. Nenhum órgão da administração direta ou indireta do Município poderá proporcionar 
assistência à saúde dos seus servidores através de empresas de medicina de grupo, bem como 
subvencionar este tipo de empresa ou instituições de previdência privada. 
 
Art. 46. É assegurado aos sindicatos que representam categorias de Servidores Públicos Municipais, 
tanto da administração direta como da indireta: (Redação dada pela Emenda nº 9, de 18 de novembro de 
1992.) 
I - participar das decisões de interesse da categoria; 
II - descontar em folha de pagamento as mensalidades de seus associados e outros descontos em 
favor da entidade, desde que aprovados em assembléia geral; 
III - ter delegado sindical eleito pela categoria: 
IV - participar de toda comissão formada pelo Poder Público que trate de assunto referente aos 
servidores públicos municipais; 
V - ter livre acesso aos locais de trabalho dos servidores públicos, para divulgação, comunicações, 
reuniões, exercício de fiscalização das condições de trabalho, negociações com a administração, sempre de 
forma a não prejudicar o bom andamento das atividades. 
 
Parágrafo único. Aos representantes da entidade sindical, nos casos previstos em lei, é assegurado o 
desempenho de mandato em confederação ou sindicato, sem qualquer prejuízo de sua situação funcional 
ou remuneratória. 
 
Art. 47. É garantido aos servidores públicos municipais o direito de participar das assembleias 
convocadas pelo Sindicato dos Municipários de Pelotas, sem qualquer prejuízo para sua situação funcional 
e remuneratória. 
 
TÍTULO VI DA ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL 
Capítulo III DA ORDEM SOCIAL 
Seção IX Do Saneamento Básico 
 
Art. 250. O saneamento básico constitui serviço público essencial, a ser prestado diretamente pela 
Administração e remuneração por taxa, sendo dever a sua extensão progressiva a toda a população urbana 
e rural, como condição básica de qualidade de vida, de proteção ambiental e de desenvolvimento social. 
(Redação dada pela Emenda nº 45, de 04 de agosto de 1998) INCONSTITUCIONAL (ADIN Nº 
70002940799), de 17 de março de 2003. 
 
Parágrafo único. A fixação da taxa se dará para o próximo exercício, quando passará a substituir os 
critérios até então utilizados. (Acrescentado pela Emenda nº 45, de 04 de agosto de 1998) 
 
30 
 
Art. 251. O Município com o Estado, de forma integrada, formarão a política e o planejamento de 
execução das ações de saneamento básico respeitadas as diretrizes estaduais quanto ao meio ambiente, 
recursos hídricos e desenvolvimento urbano. 
 
§ 1º O Município é obrigado a apresentar um plano de expansão e beneficiamento que vise 
prioritariamente às áreas urbanas e rurais que estejam desprovidas quanto ao previsto no caput deste 
artigo. 
 
§ 2º É vedada a privatização ou comercialização de parte ou de todo o serviço público de 
abastecimento de água e de saneamento básico do município, bem como a transferência a outra esfera de 
governo. (Redação dada pela Emenda nº 87 de 06 de agosto de 2014.) 
 
§ 3º Fica instituído o Plebiscito como instrumento de consulta pública à população sobre as 
mudanças legislativas que alterem o disposto no parágrafo anterior. (Acrescentada pela Emenda nº 87 de 
2014.) 
 
Art. 252. O saneamento básico no Município compreende: 
I - abastecimento de água em quantidade suficiente para assegurar a adequada higiene e conforto, 
com qualidade compatível com os padrões de potabilidade; 
II - a captação, o tratamento e a disposição final de esgotos cloacais e de resíduos sólidos, bem como 
a drenagem urbana; 
III - o controle de vetores, sob a ótica da proteção à saúde pública. 
 
Art. 253. É instituído o Conselho Municipal de Saneamento Básico, a ser disciplinado em lei. 
 
Art. 254. Compete ao Município, com a colaboração do Estado, promover a defesa sanitária vegetal e 
animal, ficando sob sua responsabilidade o controle da proliferação dos insetos e de outros animais nocivos 
à saúde. 
 
Art. 255. A lei disporá sobre o controle e a fiscalização do processamento dos resíduos sólidos de 
indústrias, hospitais, laboratórios de pesquisas e análises clínicas e assemelhados. 
Parágrafo único. O lixo hospitalar e de laboratórios de pesquisas e análises clínicas e assemelhados serão, 
obrigatoriamente, incinerados no local de origem. 
 
Seção X Do Meio Ambiente 
 
Art. 256. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem como à áreas de uso 
comum da comunidade e essenciais à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Município e à coletividade o 
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, garantindose a proteção dos 
ecossistemas e o uso racional dos recursos ambientais. INCONSTITUCIONAL (ADIN Nº 70002546232) de 
3 de dezembro de 2001. 
 
§ 1º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, 
pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados. 
 
§ 2º O causador da poluição ou dano ambiental será responsabilizado e deverá assumir ou ressarcir 
ao Estado, se for o caso, todos os custos financeiros, imediatos ou futuros, decorrentes do saneamento do 
dano. 
 
§ 3º As pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que exerçam atividades poluidoras ou 
potencialmente poluidoras, são responsáveis direta ou indiretamente pelo acondicionamento, coleta e 
designação final dos resíduos por elas produzidos. 
 
Art. 257. Compete ao Município, através de seus órgãos administrativos da divisão ambiental da 
Guarda Municipal e com a participação e a colaboração da comunidade, por suas entidades 
representativas: (Alterado pela Emenda nº 49, de 3 de agosto de 1999.) 
I - valorizar e destacar o tema no Plano Diretor; 
II - incentivar a integração das universidades, instituições de pesquisa e associações civis no esforço 
de garantir e aprimorar o controle da poluição, inclusive no local de trabalho; 
III - registrar, acompanhar e fiscalizar concessões de direito de pesquisa e exploração de recursos 
hídricos e minerais em seu território; 
IV - dar prioridade ao plano temático de preservação do meio ambiente natural; 
V - instituir o Departamento Municipal de Preservação do meio ambiente natural; 
31 
 
VI - proteger, através do tombamento, zoneamento e demais instrumentos legais, a flora, a fauna, os 
cursos d’água, as paisagens e os recursos naturais do Município, tanto na área urbana como na rural; 
VII - promover a ecologia como ciência e divulgá-la nos meios de comunicação, assim como na rede 
escolar, fazendo um trabalho de esclarecimento e conscientização pública; 
VIII - estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a utilização de fontes de energia alternativa não 
poluentes e de tecnologia poupadora de energia; 
IX - executar, com a colaboração da União, do Estado e de outros órgãos e instituições, programas 
de recuperação de solo, de reflorestamento e de aproveitamento dos recursos hídricos; 
X - exercer o poder de polícia administrativa na vigilância e fiscalização do meio ambiente, dispondo, 
mediante lei, das penalidades por infrações ou danos à comunidade e à natureza; 
XI - exigir o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para todas as atividades modificadorasdo meio 
ambiente natural; 
XII - preservar as áreas verdes do Município. 
 
Art. 258. Os recursos oriundos de multas administrativas e condenações jurídicas por atos lesivos ao 
meio ambiente, e das taxas incidentes sobre a utilização dos recursos ambientais, serão destinadas a um 
fundo gerido pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente, na forma de lei. 
 
Art. 259. As áreas de interesse turístico e as destinadas à proteção do meio ambiente ficam sob a 
proteção especial do Poder Público Municipal, estabelecidas, em legislação própria, as restrições de uso ou 
as condições de utilização e ocupação, incluindo-se entre as obrigações de seus proprietários e usuários: 
I - a de conservar os recursos naturais e paisagísticos; 
II - a de reparar, repor, indenizar e restaurar os recursos naturais e paisagísticos danificados ou 
destruídos pela sua má utilização, sem prejuízo de outras penalidades previstas em lei. (Artigo 
regulamentado pela Lei nº 4.292/98.) 
 
Art. 260. Para aprovação de qualquer obra pública ou privada potencialmente causadora de riscos à 
saúde e ao bem-estar da população, bem como aos recursos naturais, é obrigatória a realização de estudo 
de impacto ambiental e de audiências públicas, competindo à comunidade requerer o plebiscito, conforme o 
estabelecido em lei. 
 
Art. 261. O Poder Público Municipal dará adequado tratamento e destino final aos resíduos sólidos e 
aos efluentes dos esgotos de origem doméstica, exigindo o mesmo procedimento aos responsáveis pela 
produção de resíduos sólidos e efluentes industriais. 
 
Art. 262. É proibida a instalação ou permanência de indústrias químicas ou poluentes no perímetro 
urbano, exceto no distrito industrial; as indústrias poluentes já instaladas, para permanecerem, terão de se 
submeter às exigências de antipoluição fixadas em lei. 
 
Art. 263. É vedada no Município a comercialização e o uso de qualquer medicamento, produtos 
agrotóxicos, químicos e biológicos, cujo emprego tenha sido suspenso ou proibido no país originariamente 
patenteados e/ou desenvolvidos. 
 
Art. 264. É proibida a instalação de usinas nucleares nos limite do Município. 
 
Art. 265. O Poder Público Municipal criará um programa de fiscalização e controle de transporte de 
produtos perigosos e cargas tóxicas para as áreas sob sua circunscrição, na forma da lei; 
 
§1º O programa será desenvolvido através da instalação de postos de controle e fiscalização nas vias 
de acesso ao Município. 
 
§2º É proibido o tráfego de cargas tóxicas nas proximidades das estações de tratamento d’água, 
represa, barragens e demais pontos de captação d’água para abastecimento da população. 
 
Art. 266. É dever do Município proteger ambientes onde existem espécies da flora e da fauna 
consideradas raras, endêmicas e/ou ameaçadas de extinção. (Redação dada pela Emenda nº 43, de 23 de 
outubro de 1997.) 
 
Art. 267. É dever do Município manter reservas biológicas com o objetivo de preservar o patrimônio 
genético, histórico e cultural. 
 
Art. 268. A arborização de parques, praças, jardins e vias públicas dar-se-á, no mínimo em sua 
metade, com a utilização de espécies nativas ecologicamente recomendadas. (Redação dada pela Emenda 
nº 43, de 23 de outubro de 1997) 
 
32 
 
Art. 269. O Poder Municipal implantará em todas as praças, parques, avenidas, largos, locais de 
lazer e onde for possível o plantio de árvores frutíferas de nossa região. 
 
Parágrafo único. Poderá o Poder Público Municipal firmar convênios para cumprir o que dispõe este 
artigo. 
Art. 270. As matas nativas da orla da Lagoa dos Patos, as dunas de areia e os banhados passam a 
ser protegidos pelo Poder Público Municipal, na forma da lei. 
 
 Art. 271. É vedada a concessão de recursos públicos ou incentivos fiscais às atividades que 
desrespeitem as normas e padrões de proteção ao meio ambiente, inclusive o do trabalho. 
 
Art. 272. A Secretaria do Desenvolvimento Rural destinará, anualmente, percentual de sua dotação 
orçamentária para ser utilizado em projetos de reflorestamento. 
 
Art. 273. O Poder Público Municipal manterá obrigatoriamente o Conselho Municipal de Meio 
Ambiente, órgão colegiado, deliberativo e fiscalizador, composto paritariamente por representantes do 
Poder Público e representantes da sociedade civil organizada, inclusive por seus técnicos capacitados. 
 
 
QUESTÕES SOBRE A LEI º 3008/86 
 
Profª FABIANE PULGATTI 
 
01) Tendo em vista o Estatuto dos Servidores Municipais de Pelotas (Lei Municipal nº 3008), julgue as 
proposições abaixo e marque a alternativa correta: 
 
I - Funcionário é a pessoa legalmente investida em cargo público de provimento efetivo ou em comissão. 
II - Cargo é o conjunto de deveres, atribuições e responsabilidade cometido ao funcionário, criado por lei, 
com denominação própria, número certo e vencimento específico 
III - Classe é o agrupamento de cargos e atribuições de mesma natureza funcional, da mesma 
denominação, do mesmo nível de vencimentos e semelhantes quanto ao grau de dificuldade e 
responsabilidade das atribuições 
IV - Grupo é o conjunto de classes com a afinidade entre si quanto a natureza do trabalho ou grau de 
conhecimento requerido para desempenhá-lo 
 
a) Todas as proposições estão corretas. 
b) Apenas as proposições I e III estão incorretas. 
c) Apenas as proposições III e IV estão corretas. 
d) Apenas a proposição IV está incorreta 
 
02) Ainda de acordo com Estatuto dos Servidores Municipais de Pelotas (Lei Municipal nº 3008), os cargos 
públicos podem ser providos por: 
 
a) Nomeação, investidura, acesso, alteração de lotação, reintegração, aproveitamento, reversão 
b) Posse, promoção, acesso, investidura, reintegração, aproveitamento, reversão 
c) Nomeação, promoção acesso, reclassificação, reintegração, aproveitamento, reversão 
d) Nomeação, promoção, acesso, reintegração, aproveitamento, reversão. 
 
03) Estatuto dos Servidores Municipais de Pelotas (Lei Municipal nº 3008),prescreve que quando o 
funcionário comparece ao serviço dentro da hora seguinte à marcada para o início dos trabalhos: 
 
a) O funcionário perderá 1/3 (um terço) do vencimento do dia 
b) O funcionário perderá integralmente o vencimento do dia 
c) O funcionário perderá 2/3 (dois terços) do vencimento do dia 
d) O funcionário não perderá nenhum percentual do vencimento do dia. 
 
04) Em conformidade com o disposto Lei Municipal nº 3008, de 19 de dezembro de 1986, no caso de 
reintegração, o exercício do cargo deverá ter início dentro do prazo de: 
 
a) 10 dias, contados da data da publicação oficial do ato 
b) 30 dias, contados da data da publicação oficial do ato 
c) 30 dias, contados da posse 
d) 10 dias, contados da posse 
 
33 
 
05) Uma vez satisfeitas as condições legais para investidura em cargo público, conforme Regime Jurídico 
dos Funcionários Públicos de Pelotas, a posse deverá verificar-se no prazo de ________ dias, contados do 
ato de publicação. Se a posse não ocorrer dentro do prazo previsto, o ato de nomeação ficará, 
automaticamente, considerado ___________. 
 
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas. 
 
a) 10, empossado. 
b) 15, sem efeito. 
c) 20, sem efeito 
d) 30, sem efeito. 
 
06) Analise as afirmações sobre licença para tratar de interesses particulares, pelos funcionários estáveis 
do Município de Pelotas. 
I. O requerente aguardará, em exercício, a concessão da licença, sob pena de demissão por abandono do 
cargo. 
II. Terminada a licença, o funcionário reassumirá imediatamente o exercício, sempre que possível, no 
mesmo setor em que anteriormente trabalhava. 
III. O funcionário estável poderá obter licença, sem direito a vencimento, para tratar de assuntos particulares 
pelo prazo máximo de 1 (um) ano. 
 
Quais estão corretas? 
 
a) Apenas a I e II. 
b) Apenas a I e III. 
c) Apenas a II e III. 
d) Apenas a III. 
e) Apenas a II. 
 
07) Em conformidade com o Regime Jurídico dos Funcionários Públicos de Pelotas (Lei 3008/86), responda 
a alternativacorreta com relação a licença por motivo de doença em pessoa da família: 
a) Será concedida com vencimento integral durante os 2 (dois) primeiros meses 
b) Será com 30% de desconto, de 2 até 4 meses de duração 
c) Será com 40% de desconto, de 6 até 12 meses de duração 
d) Sem vencimento algum de 12 a 36 meses de duração, 
 
08) Conforme estabelece o Regime Jurídico dos Funcionários Públicos de Pelotas (Lei 3008/86), analise a 
assertiva abaixo: 
 
“Terminada a licença o funcionário reassumirá o exercício imediatamente, exceto se houver prorrogação(1ª 
parte), e o fara necessariamente no mesmo setor em que anteriormente trabalhava (2ª parte). O pedido de 
prorrogação deverá ser apresentado antes de findo o prazo da licença (3ª parte) 
Assinale a alternativa correta: 
 
a) apenas a primeira parte está correta. 
b) apenas a terceira parte está correta 
c) apenas a segunda parte está incorreta 
d) apenas a primeira e segunda parte estão corretas 
 
09) O Regime Jurídico dos Funcionários Públicos do Município de Pelotas estabelece que o reingresso no 
serviço público de funcionário aposentado, quando insubsistentes os motivos da aposentadoria, denomina-
se: 
 
a) reintegração 
b) aproveitamento 
c) reversão 
d) recondução 
 
10) Segundo o Regime Jurídico dos Funcionários públicos do Município de Pelotas, é ao mesmo tempo 
forma de provimento e vacância: 
 
a) nomeação e promoção 
b) promoção e reversão 
c) promoção e acesso 
d) acesso e nomeação 
34 
 
 
11) Conforme LC 3008/86, assinale a alternativa correta: 
a) Poderá haver posse mediante procuração por instrumento particular. 
b) O Secretário de Administração dará posse aos Secretários Municipais. 
c) A posse deverá verificar-se no prazo de 10 dias contados da publicação do ato de provimento. 
d) a promoção e o acesso não interrompem o exercício que é contado da nova classe a partir da data da 
publicação do ato respectivo. 
 
12) Conforme estabelece o Regime Jurídico dos Funcionários Públicos de Pelotas, no tocante a 
Reintegração assinale a alternativa correta: 
 
a) A reintegração decorrerá sempre de decisão apenas judicial. 
b) Reintegração é o reingresso no serviço público de funcionário demitido ou exonerado ilegalmente, com 
ressarcimento dos prejuízos decorrentes do afastamento. 
c) Reintegrado o funcionário, quem lhe houver ocupado o lugar será demitido, ou, se ocupava outro cargo, a 
este será reconduzido. 
d) A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado; se este houver sido transformado, no cargo 
resultante da transformação; se extinto, em cargo de vencimento equivalente, independente de habilitação 
profissional. 
 
13) Conforme LC nº 3008/86 é considerado de efetivo exercício, exceto: 
a) férias 
b) licença-prêmio 
c) enfermidade comprovada 
d) licença para trato de interesse particular 
 
14) Conforme o Regime Jurídico dos Funcionários Públicos de Pelotas, com relação as licenças, assinale a 
alternativa incorreta: 
 
a) A licença para tratamento de saúde será concedida mediante inspeção médica, por solicitação do 
funcionário ou ex-officio. 
b) No curso de licença para tratamento de saúde , o funcionário abster-se-á de exercer qualquer outra 
atividade, remunerada ou gratuita, sob pena de cassação imediata da licença, com perda total do 
vencimento correspondente ao período já gozado e suspensão disciplinar. 
c) Com relação a licença acompanhamento de cônjuge, o funcionário efetivo cujo cônjuge for funcionário 
federal ou estadual, civil ou militar e tiver sido mandado servir ex- officio, em outro ponto do território 
nacional ou no estrangeiro terá direito a licença não remunerada. 
d) Após cada decênio de exercício no serviço público municipal, ao funcionário que a requerer conceder-se 
á licença-prêmio de 120 (cento e vinte) dias, com todos os direitos e vantagens de seu cargo efetivo. 
 
15) Conforme estabelece o Regime Jurídico dos Servidores Municipais de Pelotas, assinale a alternativa 
incorreta: 
 
a) A estabilidade é adquirida após 3 (três) anos de exercício em cargo efetivo. 
b) O funcionário será demitido, quando estável, em virtude de sentença judicial ou mediante processo 
administrativo independente de ampla defesa. 
c) O funcionário gozará obrigatoriamente, 30 (trinta) dias, consecutivos de férias por ano, concedidos de 
acordo com escala organizada pela chefia imediata, atendida sempre que possível, a conveniência do 
funcionário. 
d) Somente depois de 12 (doze) meses de exercício o funcionário adquirirá direito a férias. 
 
16) Conforme LC nº 3008/86, é correto afirmar: 
 
(01) A exoneração ex-ofício ocorrerá quando se tratar de provimento em comissão ou em substituição, 
quando não satisfeitas as condições do estágio probatório e quando o funcionário não assumir o exercício 
do cargo no prazo legal. 
(02) Terminada a licença, o funcionário reassumirá o exercício imediatamente, exceto se houver 
prorrogação, e o fará, sempre que possível, no mesmo setor em que anteriormente trabalhava. 
(04) O funcionário não poderá permanecer em licença por prazo superior a 24 (vinte e quatro) meses, salvo 
no caso de licença para tratamento de saúde. 
(06) O funcionário estável poderá obter licença sem vencimento para o trato de interesses particulares, pelo 
prazo máximo de 2 (dois) anos. 
 
A soma das afirmativas corresponde a: 
 
35 
 
a) 03 
b) 14 
c) 09 
d) 04 
 
17) Conforme estabelece o Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de Pelotas, analise a 
assertiva abaixo: 
 
“O trabalho extraordinário fica limitado ao máximo de 80 (oitenta) horas mensais, (1ª parte) devendo ser 
expressamente autorizado pelo Prefeito ou, sendo vedada a delegação (2ª parte), em despacho 
fundamentado sobre a necessidade da prorrogação de jornada. (3ª parte). 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
a) apenas a primeira está correta. 
b) apenas a terceira está incorreta. 
c) apenas a segunda e a terceira estão corretas. 
d) apenas a primeira e a segunda estão incorretas. 
 
18) De acordo com Estatuto dos Servidores Municipais de Pelotas (Lei Municipal nº 3008), são penas 
disciplinares, na ordem crescente de gravidade: 
 
a) Advertência escrita, repreensão, multa, suspensão, demissão e cassação de aposentadoria ou de 
disponibilidade 
b) Advertência verbal, repreensão, multa, suspensão, demissão e cassação de aposentadoria ou de 
disponibilidade 
c) Advertência verbal, repreensão, suspensão, cassação de aposentadoria ou de disponibilidade e 
demissão 
d) Advertência verbal, repreensão, suspensão, demissão e cassação de aposentadoria ou de 
disponibilidade 
 
19) Em conformidade com o Estatuto dos Servidores Municipais de Pelotas, assinale a alternativa incorreta: 
 
a) Considera-se abandono de cargo a ausência do funcionário, sem causa justificada, por mais de 30 (trinta) 
dias consecutivos ou 60 (sessenta) dias intercaladamente, no período de 12 (doze) meses. 
b) A pena de advertência verbal será aplicada em casos de negligência 
c) A pena de repreensão será aplicada por escrito nos casos de desobediência ou falta de cumprimento dos 
deveres. 
d) A pena de suspensão, que não excederá 60 (sessenta) dias, será aplicada nos casos de falta grave ou 
de reincidência. 
 
20) Em conformidade com a Lei Complementar 3008/86, não é caso de aplicabilidade da penalidade de 
demissão: 
 
a) abandono de cargo 
b) incontinência pública escandalosa, vício de jogos proibidos e embriaguez habitual 
c) insubordinação grave em serviço. 
d) aplicação regular dos dinheiros públicos; 
 
21) Em consonância com o Regime Jurídico dos Funcionários Públicos de Pelotas, complete corretamente 
a lacuna abaixo: 
 
Dentro do prazo de _______, contados da data da publicação, poderá ser requerida a revisão do processo 
de que resultou pena disciplinar, quando aduzam fatos ou circunstancias suscetíveis de justificar a 
inocência requerente. 
 
a) 02 anos b) 03 anos c) 04 anos d) 05 anos 
 
22) Em conformidade com a LC 3008/86 que trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos de Pelotas, 
marque a alternativa incorreta:a) Pelo exercício irregular de seu cargo, o funcionário responde administrativa, civil e penalmente. 
b) A responsabilidade civil resulta de atos ou omissões que contravenham o regular cumprimento do 
deveres, atribuições e responsabilidades que as leis e os regulamentos cometam ao funcionário. 
36 
 
c) As cominações civis, penais e disciplinares poderão cumular-se, sendo umas e outras independentes 
entre si, bem como as instancias administrativa, civil e penal. 
d) Considera-se infração disciplinar o ato praticado pelo funcionário com violação dos deveres e proibições 
do cargo que exerce. 
 
23) Conforme Regime Jurídico dos Funcionários Públicos de Pelotas, assinale a alternativa incorreta: 
 
a) Para a imposição de penas disciplinares, o Prefeito, é competente nos casos de demissão, cassação de 
aposentadoria e de disponibilidade, bem como suspensão superior a 15 (quinze) dias. 
b) Para a imposição de penas disciplinares, o chefe imediato do funcionário, nos casos de suspensão até 15 
(quinze) dias, advertência verbal e repreensão. 
c) As penas poderão ser atenuadas pelas seguintes circunstâncias: I - prestação de mais de 10 (dez) anos 
de serviço com exemplar comportamento e zelo; II - confissão espontânea da infração. 
d) As penas poderão ser agravadas pelas seguintes circunstâncias: 
 
I - conluio para a prática de infração; 
II - acumulação de infração; 
III - reincidência genérica ou específica na infração 
 
24) Conforme Regime Jurídico dos Funcionários Públicos de Pelotas, assinale a alternativa incorreta: 
 
a) A Comissão poderá determinar a suspensão preventiva do funcionário até 60 (sessenta) dias, para que 
este não venha influir na apuração da falta cometida. 
b) No caso de processo que vise apurar faltas sujeitas à pena de demissão, o afastamento se prolongará 
até a decisão final do processo disciplinar 
c) Dentro do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da publicação, poderá ser requerida a revisão do 
processo de que resultou pena disciplinar, quando se aduzam fatos ou circunstâncias suscetíveis de 
justificar a inocência do requerente. 
d) Julgada procedente a revisão, a penalidade imposta se tornará sem efeito, restabelecendo-se todos os 
direitos por ela atingidos. 
 
25) Conforme Regime Jurídico dos Funcionários Públicos de Pelotas, não é caso de demissão: 
 
a) delito contra a Administração pública, nos termos da lei penal; 
b) abandono de cargo; 
c) acumulação permitida; 
d) incontinência pública escandalosa, vício de jogos proibidos e embriaguez habitual; 
 
GABARITO 
 
01 - A (ART. 2º) 
02 - D (ART. 5) 
03 - A (ART.81) 
04 - A (ART. 24,I) 
05 - C (ART. 180 
06 - A (ART. 69) 
07 - A (ART.63 §2º) 
08 - C (ART. 55) 
09 - C (ART. 39) 
10 - C (ART. 5º/42) 
11 - D (ART. 24§1º) 
12 - B (ART. 35) 
13 - D (ART. 46) 
14 - D (ART. 73) 
15 - B (ART. 49) 
16 - C (ART.43/55/56/69) 
17 - D (ART. 98§3º) 
18 - D (ART. 128) 
19 - D (ART. 131) 
20 - D (ART. 132, VI) 
21 - D (ART. 154) 
22 - B (ART. 126§1º) 
23 - C (ART. 136) 
24 - A (ART. 152) 
25 - C (ART. 132,VIII) 
 
 
37 
 
QUESTÕES SOBRE A LEI ORGÂNICA MUNICIPAL 
 
Profª Caroline Nunes 
 
01) De acordo com a Lei Orgânica Municipal de Pelotas, são Poderes do Município, independentes e 
harmônicos entre si: 
I – O Legislativo, exercido pela Câmara Municipal; 
II – O Executivo, exercido pelo Prefeito; 
III – O Judiciário, exercido pelos juízes togados. 
 
Está (ão) correta (s): 
a) Apenas a alternativa I. 
b) Apenas a alternativa II. 
c) Apenas a alternativa III. 
d) As alternativas I e II. 
e) Todas as alternativas estão corretas. 
 
02) Em conformidade com a Lei Orgânica do município de Pelotas/RS, compete ao Município, no exercício 
de sua autonomia: 
I - Organizar-se administrativamente e elaborar leis sobre assuntos de interesse local, estadual e federal. 
II - Administrar o seu patrimônio, aceitar doações, legados e heranças e dispor sobre aquisição, alienação e 
destinação de bens. 
III - Organizar o quadro de carreira e estabelecer o regime jurídico de seus servidores. 
 
Está(ão) INCORRETA(s): 
a) Todas estão incorretas 
b) As alternativas I e II. 
c) Apenas a alternativa III. 
d) Apenas a alternativa I. 
e) Apenas a alternativa II. 
 
03) Acerca dos Bens Municipais, previstos na Lei Orgânica do Município de Pelotas/RS, assinale V 
(verdadeiro) e F (falso), nas alternativas abaixo: 
( ) A aquisição dos bens imóveis pelo Município por dação em pagamento, compra, permuta e 
desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou interesse social, dependerá de prévia avaliação 
mas sem necessidade de autorização legislativa. 
( ) O uso de bens públicos municipais por terceiros deverá ser feito, conforme o caso, mediante, 
concessão, permissão ou autorização, subordinado à existência de interesse público, devidamente 
justificado. 
( ) É obrigatório o cadastramento apenas dos bens imóveis municipais, devendo constar do mesmo a 
criação, a identificação, o número de registro, o valor, a destinação e a data da inclusão. 
 
A sequência correta é: 
a) F – F – F 
b) V – V – V 
c) V – V – F 
d) F – V – V 
e) F – V - F 
 
04) De acordo com a Lei Orgânica do Município de Pelotas/RS, assinale a alternativa correta: 
a) São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
b) É permitida a delegação de atribuições entre os poderes. 
c) O cidadão investido em função de um dos poderes não poderá exercer a de outro. 
d) Os símbolos do Município são a Bandeira e o Brasão de Armas tradicionais, e outros estabelecidos em 
lei. 
 
05) Sobre os servidores públicos, conforme L.O Municipal de Pelotas/RS, assinale a alternativa correta: 
a) É permitida a permanência de estagiário, findo o período legal do estágio, exercendo atividades nos 
órgãos da Administração direta ou indireta do Poder Público Municipal. 
b) O índice de reajuste dos vencimentos pode ser inferior ao necessário para repor o seu poder aquisitivo, 
obedecendo a uma periodicidade máxima mensal. 
c) É vedada a participação dos servidores públicos no produto da arrecadação de multas, exceto na dívida 
ativa. 
d) É vedada aos servidores públicos municipais remuneração superior a do Prefeito Municipal. 
 
38 
 
06) Acerca dos bens públicos municipais, conforme a Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, assinale a 
alternativa INCORRETA: 
a) Constituem bens públicos municipais todas as coisas corpóreas e incorpóreas, móveis, imóveis e 
semoventes, créditos, valores, direitos, ações e outros que, a qualquer título pertençam ou venham a 
pertencer ao Município. 
b) É facultativo o cadastramento de todos os bens públicos municipais, devendo constar do mesmo a 
criação, a identificação, o número de registro, o valor, a destinação e a data de inclusão. 
c) O uso de bens municipais por terceiros deverá ser feito, conforme o caso, mediante concessão, 
permissão ou autorização, subordinado a existência de interesse público, devidamente justificado. 
d) A permissão que incidir sobre qualquer bem público far-se-á a título precário por decreto. 
 
07) Conforme a Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, compete privativamente ao Município, EXCETO: 
a) Fixar os feriados municipais. 
b) Regulamentar e fiscalizar a instalação e o funcionamento dos ascensores. 
c) Administrar o seu patrimônio, recusar doações, legados e heranças e dispor sobre aquisição, alienação e 
destinação de bens. 
d) Disciplinar a limpeza dos logradouros públicos, promovendo a coleta, o transporte, o tratamento e a 
destinação final dos resíduos sólidos domiciliares e da limpeza urbana. 
e) Dispor sobre a prevenção de incêndios. 
 
08) Segundo a Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, a administração pública direta e indireta do Município 
obedecerá aos princípios de: 
a) Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 
b) Legalidade, improbidade, moralidade, publicidade e eficiência. 
c) Legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. 
d) Legalidade, impessoalidade, moralidade e penalidade. 
e) Legalidade, impessoalidade, moralidade,publicidade e efetividade. 
 
09) Conforme previsto na Lei Orgânica do Município de Pelotas/RS, integram a administração indireta 
municipal: 
I – As autarquias; 
II – As sociedades de economia mista; 
III – As empresas públicas; 
IV – As fundações instituídas ou mantidas pelo Município. 
 
Está(ão) correta(s): 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) III e IV, apenas. 
d) Todas as alternativas estão corretas. 
e) Nenhuma das alternativas está correta. 
 
10) Segundo a Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, acerca dos servidores públicos: 
I – A investidura no serviço público dependerá de aprovação prévia em concurso público de provas e títulos, 
ressalvadas as nomeações para provimento de cargos em comissão, declarados em lei de livre nomeação e 
exoneração. 
II – É assegurada a participação do Sindicato dos Municipários em todas as comissões organizadoras dos 
concursos públicos municipais para elaboração das normas e fiscalização dos mesmos. 
III – É vedada ao Poder Público Municipal a cedência de servidores a entidades particulares com fins 
lucrativos, salvo nos casos de transferência de conhecimento científico, tecnológico ou administrativo, casos 
em que a empresa fará cargo das despesas com vencimentos e obrigações sociais do servidor cedido. 
 
Está(ão) correta(s) : 
a) I, apenas. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) I, II e III. 
e) II e III. 
 
11) Conforme a Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, o servidor público municipal terá os direitos 
assegurados na Constituição Federal, na Lei Orgânica e os fixados em lei, além de: 
I – atendimento gratuito aos filhos e dependentes de zero a cinco anos em creches e pré-escolas, na forma 
da lei; 
II – livre associação sindical; 
III – direito de greve, na forma da lei. 
39 
 
Está(ão) INCORRETA(s): 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) II e III. 
e) I, II e III. 
 
12) Segundo o disposto na Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, julgue as assertivas abaixo: 
I – Para aprovação de qualquer obra pública ou privada potencialmente causadora de riscos à saúde e ao 
bem-estar da população, bem como aos recursos naturais, é obrigatória a realização de estudo de impacto 
ambiental e de audiências públicas, competindo à comunidade requerer o plebiscito, conforme estabelecido 
em lei. 
II – Compete ao Município, com a colaboração do Estado, promover a defesa sanitária vegetal e animal, 
ficando sob sua responsabilidade o controle da proliferação dos insetos e de outros animais. 
III – É permitida a privatização ou comercialização de parte ou de todo o serviço público de abastecimento 
de água e de saneamento básico do município, bem como a transferência a outra esfera de governo. 
 
Está(ão) correta(s) : 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) II e III. 
d) I e II. 
e) I, II e III. 
 
13) Conforme previsto na Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, julgue as alternativas abaixo: 
I – É proibida a instalação ou permanência de indústrias químicas ou poluentes no perímetro urbano, exceto 
no distrito industrial; as indústrias já poluentes já instaladas, para permanecerem, terão de se submeter às 
exigências de antipoluição fixadas em lei. 
II – É permitida a instalação de usinas nucleares nos limites do Município. 
III – É vedada ao Município a comercialização e o uso de qualquer medicamento, produtos agrotóxicos, 
químicos e biológicos, cujo emprego tenha sido suspenso ou proibido no país originariamente patenteados 
e/ou desenvolvidos. 
 
Está(ão) INCORRETA(s): 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) II e III. 
e) I, II e III. 
 
14) De acordo com a Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, julgue as afirmativas abaixo: 
I – O Poder Público Municipal criará um programa de fiscalização e controle de transporte de produtos 
perigosos e cargas tóxicas para as áreas sob sua circunscrição, na forma da lei. 
II – O programa será desenvolvido através da instalação de postos de controle e fiscalização nas vias de 
acesso ao Município. 
III – É proibido o tráfego de cargas tóxicas nas proximidades das estações de tratamento d’água, represa, 
barragens e demais pontos de captação d’água para abastecimento da população. 
 
Está(ão) correta(s) : 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) II e III. 
d) I e II. 
e) I, II e III. 
 
15) Segundo o disposto na Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, julgue as assertivas abaixo: 
I – É dever do Município proteger ambientes onde existem espécies da flora e da fauna consideradas raras, 
endêmicas e/ou ameaçadas de extinção. 
II – É facultado ao Município manter reservas biológicas com o objetivo de preservar o patrimônio genético, 
histórico e cultural. 
III – É vedada a concessão de recursos públicos ou incentivos fiscais às atividades que desrespeitem as 
normas e padrões de proteção do meio ambiente, inclusive o do trabalho. 
 
Está(ão) INCORRETA(s): 
a) I, apenas. 
40 
 
b) I e II. 
c) II, apenas. 
d) II e III. 
e) I, II e III. 
 
16) Em conformidade com a Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, julgue as alternativas abaixo: 
I – O Poder Municipal implantará em todas as praças, parques, avenidas, largos, locais de lazer e onde for 
possível o plantio de árvores frutíferas na região. 
II – As matas nativas da orla da Lagoa dos Patos, as dunas de areia e os banhados passam a ser 
protegidos pelo Poder Público Municipal, na forma da lei. 
III – O Poder Público Municipal manterá obrigatoriamente o Conselho Municipal de Meio Ambiente, órgão 
colegiado, deliberativo e fiscalizador, composto paritariamente por representantes do Poder Público e 
representantes da sociedade civil organizada, inclusive por seus técnicos capacitados. 
 
Está(ão) correta(s) : 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) II e III. 
d) I e II. 
e) I, II e III. 
 
17) Segundo a Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, julgue as alternativas abaixo: 
I – As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, somente 
pessoas físicas e não as jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados. 
II – O causador da poluição ou dano ambiental será responsabilizado e deverá assumir ou ressarcir ao 
Estado, se for o caso, todos os custos financeiros, imediatos ou futuros, decorrentes do saneamento do 
dano. 
III – As pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que exerçam atividades poluidoras ou 
potencialmente poluidoras, são responsáveis direta ou indiretamente pelo acondicionamento, coleta e 
designação final dos resíduos por elas produzidos. 
 
Está(ão) INCORRETA(s): 
a) I, apenas. 
b) I e II. 
c) II, apenas. 
d) II e III. 
e) I, II e III. 
 
18) Conforme previsto na Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, o saneamento básico do Município 
compreende: 
I – abastecimento de água em quantidade suficiente para assegurar a adequada higiene e conforto, com 
qualidade compatível com os padrões de potabilidade; 
II – a captação, o tratamento e a disposição final de esgotos cloacais e de resíduos sólidos, bem como a 
drenagem urbana; 
III – o controle de vetores, sob a ótica da proteção à saúde pública. 
 
Está(ão) correta(s) : 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I, II e III. 
d) I e II. 
e) II e III. 
 
19) De acordo com o previsto na Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, acerca dos servidores públicos: 
I – Nenhum servidor público municipal poderá ser diretor ou integrar conselho de empresas fornecedoras ou 
prestadoras de serviços ou que realizem quaisquer modalidades de contrato com o Município, sob pena de 
prisão do servidor público. 
II – Os cargos, empregos e funções serão criados por lei, que fixará suas denominações, os padrões de 
vencimento e as condições de provimento, indicados os recursos pelos quais correrão as despesas. 
III – É obrigatória a fixação de quadro de lotação numérica de cargos, empregos ou funções, sem o que não 
será permitida a nomeação ou contratação de servidores. 
 
Está(ão) INCORRETA(s): 
a) I, II e III. 
41 
 
b) I e II. 
c) II, apenas. 
d) I, apenas. 
e) II e III. 
 
20) Segundo o texto da Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS,julgue as alternativas abaixo: 
I – Ficam estendidos aos servidores públicos municipais, quando adotantes, os mesmos benefícios 
concedidos ao pai e à mãe biológicos, na forma da lei. 
II – Decorridos vinte dias da data em que tiver sido protocolado junto à Prefeitura Municipal o requerimento 
de aposentadoria, o servidor público será considerado em licença especial, podendo afastar-se do serviço – 
salvo se, antes, tiver sido cientificado do indeferimento do pedido. 
III – Os servidores municipais da saúde e do magistério que prestarem serviço em locais de difícil acesso 
receberão adicional de, no mínimo, cinquenta por cento sobre os vencimentos, devendo este passar a cem 
por cento se o servidor residir na localidade, na forma da lei. 
 
Está(ão) correta(s) : 
a) I e II. 
b) II, apenas. 
c) I, II e III. 
d) I e III. 
e) II e III. 
 
21) Conforme previsto no texto da Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, julgue as assertivas abaixo: 
I – O índice de reajuste dos vencimentos dos servidores não pode ser inferior ao necessário para repor o 
seu poder aquisitivo, obedecendo a uma periodicidade máxima anual. 
II – É vedado atribuir aos servidores da administração pública qualquer gratificação superior à remuneração 
fixada para os cargos ou funções de confiança criados em lei. 
III – É vedada a participação de servidores públicos no produto da arrecadação de multas, inclusive da 
dívida ativa. 
 
Está(ão) INCORRETA(s): 
a) I, apenas. 
b) I e II. 
c) II, apenas. 
d) II e III. 
e) I, II e III. 
 
22) Segundo o disposto na Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, julgue as afirmativas abaixo: 
I – É vedada a permanência de estagiário, findo o período legal do estágio, exercendo atividades nos 
órgãos da administração direta ou indireta do Poder Público Municipal. 
II – Lei ordinária definirá os casos e condições em que poderá a Administração Pública Municipal efetuar 
contratação de pessoal por tempo indeterminado. 
III – A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos municipais terá caráter 
educativo, informativo ou de orientação social. 
 
Está(ão) correta(s): 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) I, II e III. 
d) II, apenas. 
e) II e III. 
 
23) Em conformidade com a Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, julgue as alternativas abaixo: 
I – É proibida a colocação em bens públicos, veículos oficiais, material impresso, veículos de comunicação, 
painéis e outdoors da administração direta, indireta e autarquias, nomes, símbolos, frases, slogans, sons e 
imagens do Chefe do executivo e de sua administração, caracterizando promoção pessoal. 
II – A lei disporá sobre a criação, extinção, estrutura básica e área de competência das Secretarias do 
Município. 
III – O uso de bens municipais por terceiros deverá ser feito, conforme o caso, mediante concessão, 
permissão ou autorização, subordinado à existência de interesse público, devidamente justificado. 
 
Está(ão) correta(s): 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) I, II e III. 
42 
 
d) II, apenas. 
e) II e III. 
 
24) De acordo com o texto da Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, o Poder Executivo publicará: 
I – semestralmente – as alterações das áreas e imóveis urbanos e rurais sob posse da administração direta 
ou indireta, especificando a destinação de cada um; 
II – quarenta e cinco dias antes do término de cada mandato – a relação geral e atualizada das áreas e 
imóveis acima referidos. 
 
Está(ão) correta(s): 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II. 
d) Nenhuma das alternativas está correta. 
 
25) Segundo disposto na Lei Orgânica Municipal de Pelotas/RS, compete privativamente ao Município: 
I – regulamentar e fiscalizar os jogos esportivos, os espetáculos e os divertimentos públicos; 
II – dispor sobre a prevenção de incêndios; 
III – licenciar, autorizar ou interditar edificações no município; 
IV – estabelecer e impor penalidades por infração de suas leis e regulamentos. 
 
Está(ão) correta(s): 
a) I e II, apenas. 
b) III e IV, apenas. 
c) I, II e III, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
 
GABARITO: 
 
01) D 02) D 03) E 04) C 05) D 06) B 07) C 08) C 09) D 10) E 11) A 12) D 13) B 14) E 15) C 16) E 17) A 18) 
C 19) D 20) D 21) A 22) B 23) C 24) D 25) E 
 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Prof.ª Fabiane Pulgatti
Proibida a reprodução total ou parcial sem a devida autorização.
Lei nº 9.610/98
1 
 
CONCURSO SANEP - 2020 
 
CARGO: ESCREVENTE 
 
Prof.ª Fabiane Pulgatti 
 
APOSTILA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
Sumário 
 
Ponto 01: Atribuições do cargo........................................................................................................................... 
 
Ponto 02: Princípios da Administração Púbica......................................................................................... 
Ponto 03: Regimes Jurídicos da Administração Pública /Tópicos do regime jurídico aplicável à 
Administração Pública......................................................................................................................................... 
Ponto 04: Forma de Organização Administrativa...................................................................................... 
Ponto 05: Administração Pública direta e indireta...................................................................................... 
Ponto 06: Bens Públicos......................................................................................................................... 
Ponto 07: Atos Administrativos............................................................................................................... 
Ponto 08: Poderes da Administração Pública........................................................................................... 
Ponto 09: Intervenção do Estado na propriedade privada.......................................................................... 
Ponto 10: Controle da Administração Pública............................................................................................ 
Ponto 11: Serviços Públicos...................................................................................................................... 
Ponto 12: Licitações e Contratos Administrativos......................................................................................... 
Ponto 13: Contratos de Gestão................................................................................................................... 
Ponto 14: Processo e Procedimento Administrativo...................................................................................... 
QUESTÕES: Conhecimentos Específicos.......................................................................................................... 
 
PONTO 01: ATRIBUIÇÕES DO CARGO 
 
ESCREVENTE 
 
Síntese de Atribuições: Serviços gerais de datilografia e digitação, com redação própria, operação de fichas 
e fichários, movimentação de documentos, arquivamento, controle rotineiro e execução de tarefas de rotina 
administrativa preestabelecida. Atendimento ao público. Responsabilidade por carteira de serviço, ou outras 
atribuições correlatas. Recepção e triagem do público que se dirige aos gabinetes diretivos, controle de 
agenda do grupo diretivo, quando assim lhe for determinado. 
 
PONTO 02: PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Princípios da Administração Pública 
 
Princípios de uma ciência são as proposições básicas, fundamentais, típicas que condicionam todas as 
estruturações subsequentes. Princípios, nesse sentido, são os alicerces da ciência. 
 
SUPRAPRINCÍPIOS/PRINCÍPIOS PEDRA DE TOQUE 
 
1) Princípio da Supremacia do Interesse Público 
Significa que os interesses da coletividade são mais importantes que os interesses privados. 
01 
01 
04 
04 
06 
09 
09 
11 
12 
14 
18 
29 
66 
66 
67 
2 
 
Ex: caso de desapropriação, caso em que a Administração transfere a propriedade de um bem particular 
para sua propriedade; outra situação é o caso da requisição de bens do particular quando estiverpresente 
um eminente perigo, ( art. 5º, XXV CF) 
2) Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público 
Esse princípio serve para limitar a atuação do agente público, revelando-se um contrapeso à superioridade 
descrita no princípio da supremacia. 
 
PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EXPRESSOS 
NO ARTIGO 37 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
Legalidade 
Impessoalidade 
Moralidade 
Publicidade 
Eficiência 
 
3) Princípio da Legalidade (art. 37, caput CF) 
Segundo o princípio da legalidade, a Administração Pública só pode fazer o que a lei permite. 
Assim sendo, a Administração Pública não pode, por simples ato administrativo, conceder direitos de 
qualquer espécie, criar obrigações ou impor vedações aos administrados; para tanto, ela depende de lei. 
 
4) Princípio da Impessoalidade (art. 37, caput CF) 
Estabelece que a atuação do agente público deve basear-se na ausência de subjetividade, ficando esse 
impedido de considerar quaisquer inclinações de interesses pessoais, próprios ou de terceiros. 
Ex: art. 37§1º CF proíbe que conste nome, símbolo ou imagens que caracterizem promoção pessoal de 
autoridades ou servidores públicos em publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas do 
órgãos públicos. 
 
5) Princípio da Moralidade (art. 37, caput CF) 
O princípio da moralidade exige que a Administração e seus agentes atuem em conformidade com os 
princípios éticos aceitáveis socialmente. Esse princípio se relaciona com a ideia de honestidade, exigindo a 
estrita observância de padrões éticos, de boa-fé, de lealdade, de regras que assegurem a boa 
administração e a disciplina interna da Administração Pública. 
 
6) Princípio da Publicidade (ART. 37, caput CF) 
Significa a exigência de ampla divulgação dos atos praticados pela Administração Pública, ressalvadas as 
hipóteses de sigilo previstas em lei. 
Esse princípio é indispensável para o controle dos atos administrativos. 
 
7) Princípio da Eficiência (art. 37, caput CF) 
A EC 19/98 inseriu o princípio da Eficiência entre os princípios constitucionais da Administração Pública. 
O princípio da eficiência apresenta, na realidade, dois aspectos: 
a) Modo de atuação do agente público: do qual se espera melhor desempenho possível de suas atribuições, 
para alcançar melhores resultados; 
b)Modo de organizar, estruturar, disciplinar a Administração Pública: também com o objetivo de alcançar os 
melhores resultados na prestação do serviço público. 
 
OUTROS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
8) Princípio da Autotutela 
Por esse princípio a Administração controla seus próprios atos, com a possibilidade de anular os ilegais e 
revogar os inconvenientes ou inoportunos independentemente de recurso do Poder Judiciário. 
Esse poder da Administração está consagrado na súmula 473 do STF: 
“A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque 
deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os 
direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.” 
 
Para reafirmar essas possibilidades de controle de atos o art. 53 da Lei 9784/99 dispõe: 
“ A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los 
por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.” 
 
9) Princípio da Continuidade do Serviço Público 
3 
 
O princípio da continuidade proíbe a interrupção na prestação dos serviços públicos, pois tal interrupção 
prejudica a coletividade que dele depende para satisfação de seus interesses e necessidades. 
Entretanto, conforme menciona MAZZA
1
 ¨o art. 6º §3º, da Lei 8987/96 na esteira do entendimento 
doutrinário e da jurisprudência do STJ, autorizou o corte no fornecimento do serviço, após prévio aviso, nos 
casos de a)razões de ordem técnica ou de segurança das instalações e b)inadimplemento do usuário.” 
 
10) Princípio da Razoabilidade/Proporcionalidade 
Embora a lei 9784/99, faça referencia aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, separadamente, 
na realidade o segundo constitui um aspecto contido no primeiro. Isso porque o princípio da razoabilidade 
entre outras coisas exige proporcionalidade entre os meios de que se utiliza a Administração e os fins que 
ela tem que alcançar. (maioria da doutrina, inclusive Maria Sylvia Zanella di Pietro e Hely Lopes Meirelles) 
Há quem entenda a diferenciação entre eles. Vejamos: 
O princípio da razoabilidade proíbe a ação do administrador de forma despropositada, quando com 
desculpa de cumprir a lei, age de forma arbitrária e sem qualquer bom senso. 
É um limite para a discricionariedade do administrador. Agir com discriminação não significa agir 
desarrazoadamente. 
Princípio da proporcionalidade exige o equilíbrio entre os meios de que se utiliza a Administração e os fins 
que deseja alcançar, segundo padrões comuns da sociedade em que vive, analisando sempre cada caso 
concreto. A atuação proporcional da autoridade pública exige também uma relação equilibrada entre o 
sacrifício imposto ao interesse de alguns e a vantagem geral obtida de modo a não tornar a prestação 
excessivamente onerosa para uma parte. 
 
11) Princípio da Presunção de Legitimidade ou Veracidade 
Significa dizer que se a Administração Pública deve obediência ao princípio da legalidade, presume-se, até 
prova em contrário, que todos os seus atos sejam verdadeiros e praticados com observância das normas 
legais pertinentes. 
No entanto, importante mencionar que essa presunção é relativa. 
 
12) Princípio da Segurança Jurídica 
O Princípio da Segurança Jurídica, foi inserido no art. 2º, caput da Lei 9784/99. O objetivo da inclusão foi o 
de vedar a aplicação retroativa de nova interpretação de lei no âmbito administrativo 
“ interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se 
dirige, vedada a aplicação retroativa de nova interpretação” 
 
13) Princípio da Motivação 
O princípio da Motivação exige que a Administração Pública indique os fundamentos de fato e de direito de 
suas decisões. 
 
14)Princípio da Finalidade 
O reconhecimento do princípio da finalidade, o seu conceito e sua ligação com outros princípios do regime 
constituem assunto divergente na doutrina, destacando-se dois principais entendimentos: 
Para Hely Lopes Meirelles o princípio da impessoalidade nada mais é que um sinônimo do clássico princípio 
finalidade ou imparcialidade. Nesse raciocínio é como se o princípio da finalidade tivesse substituído o 
principio da impessoalidade, estando, portanto, embutido nele. 
Para esse autor, se a finalidade é pública, o administrador fica impedido de buscar outro objetivo ou de 
praticá-lo no interesse próprio ou de terceiros, isto é, proíbe a atuação pessoal do administrador. 
De outro lado, Celso Antônio Bandeira de Mello, trata do princípio da finalidade como sendo um princípio 
apartado, em que o administrador deve cumprir a finalidade pública definida em lei. Assim, o principio da 
finalidade exige que o administrador persiga o objetivo legal, certo e inafastável de qualquer ato 
administrativo: o interesse público, o bem comum. 
 
15) Princípio do Contraditório 
O princípio do Contraditório e da Ampla Defesa também são aplicáveis no direito administrativo, conforme 
estabelece o art. 5ºLV – 
“aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o 
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. 
 
 
 
 
 
 
 
1
 Manual de Direito Administrativo. Editora Saraiva. 2018. 8ª edição página 154 
4 
 
PONTO 03: REGIMES JURÍDICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA /TÓPICOS DO REGIME JURÍDICO 
APLICÁVEL À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 
 
Regime Jurídico Administrativo 
 
A expressão regime jurídico daAdministração Pública é utilizada para designar, os regimes de direito 
público e de direito privado a que pode se submeter a Administração Pública. 
Já o regime jurídico administrativo é reservada tão somente para abranger o conjunto de traços, que 
tipificam do Direito Administrativo, colocando a Administração Pública numa posição privilegiada, vertical na 
relação jurídico-administrativa. 
Basicamente pode-se dizer que o regime administrativo resume-se a duas palavras: prerrogativas 
(privilégios) e sujeições (limitações). 
Exemplos de prerrogativas: poder de requisitar bens, poder de expropriar, etc. 
Exemplos de sujeições: obrigatoriedade de dar publicidade aos atos administrativos, moralidade 
administrativa, legalidade etc. 
O conjunto de prerrogativas e restrições a que está sujeita a Administração e que não se encontram nas 
relações entre particulares constitui o regime jurídico administrativo. 
 
PONTO 04: FORMA DE ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
A) Conceito: organização administrativa é o capítulo do Direito Administrativo que estuda a estrutura 
interna da Administração Pública, os órgãos e pessoas jurídicas que a compõe. (Alexandre Mazza). 
 
B) Órgãos Públicos: 
Conceito: São divisões das entidades estatais (União, Estados e Municípios) ou centros especializados de 
competência, como o Ministério do Trabalho, da Fazenda. 
Características dos órgãos segundo Alexandrino e Paulo: 
 Integram a estrutura de uma pessoa política (União, Estados, Distrito Federal ou Municípios); 
 Não possuem personalidade jurídica; 
 São resultado de uma desconcentração; 
 Alguns possuem autonomia gerencial, orçamentária e financeira 
 Podem firmar, por meio de seus administradores contratos de gestão com outros órgãos ou pessoas 
jurídicas (art. 37§8º CF) 
 Não tem capacidade para representar em juízo a pessoa jurídica que integram; 
 Alguns tem capacidade processual para defesa em juízo de suas prerrogativas funcionais 
Sumula 525 STJ: A Câmara de Vereadores não possui personalidade jurídica, apenas personalidade 
judiciária, somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos institucionais. 
 Não possuem patrimônio próprio. 
Classificação: 
Quanto à posição estatal (Hely Lopes Meirelles): 
a) Independentes: são os originários da Constituição e representativos dos Poderes do Estado- Legislativo, 
Executivo e Judiciário- colocados no ápice da pirâmide governamental, sem qualquer subordinação 
hierárquica e funcional. Ex: Chefia do Executivo 
b) Autônomos: são os que se localizam na cúpula da Administração, subordinados diretamente à chefia dos 
órgãos independentes. São órgãos com autonomia técnica e financeira Ex: Ministérios 
c) Superiores: são órgãos de direção, mas sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia. 
Não gozam de autonomia administrativa nem financeira. Ex: Coordenadorias e Gabinetes. 
d) Subalternos: são órgãos de execução Ex: seções de expediente, de pessoal de material e portaria de 
zeladoria etc. 
Quanto à estrutura: 
a) Simples/unitários: são constituídos por um único centro de atribuições, sem subdivisões internas. São 
aqueles que não tem outros órgãos agregados à sua estrutura. 
b) Composto: são os que reúnem na sua estrutura outros órgãos menores, com função principal idêntica, 
complementares ou especializadas Ex: Secretaria da Educação (escolas), Secretaria da Saúde (hospitais) 
1. Quanto à composição: 
a)Singulares: são órgãos de um só titular. Ex. Presidência da República 
5 
 
b)Colegiados/coletivos (essa denominação de “coletivo” é da Maria Sylvia): são os compostos por duas ou 
mais pessoas Ex: Conselhos e Tribunais 
 
C) Teoriassobre a natureza jurídica da relação entre o Estado e os agentes por meio dos quais atua 
As teorias abaixo descritas tem o objetivo de explicar ou de justificar a atribuição ao Estado dos atos das 
pessoas naturais que agem no exercício das competências dele, . 
Segundo Alexandrino e Paulo, “embora qualquer atuação estatal seja concretamente obra de uma pessoa 
natural (agente público), a legitimidade do ato efetivamente praticado e as consequências que dele 
advenham poderão refletir na esfera jurídica do Estado, em maior ou menor medida, a depender da 
construção teórica que se adote (...)” 
 
 Teoria do mandato: conforme essa teoria a relação entre o Estado e seus agente públicos teria 
fundamento em um contrato de mandato. 
Assim sendo, o agente público, seria uma espécie de mandatário da pessoa jurídica de direito público, 
agindo em seu nome e sob responsabilidade dela, devido a outorga específica de poderes. 
No entanto, há uma impossibilidade de o Estado, que não possui vontade própria, outorgar mandato, 
outro ponto criticado seria que segundo essa Teoria o Estado não responderia perante terceiros quando o 
agente público atuasse com excesso de poderes. 
 
 Teoria da representação: defendia que o Estado seria um incapaz, conforme estabelece o Código 
Civil, nesse sentido, o agente público seria seu representante uma espécie de curador. 
Ocorre que, se o Estado é incapaz, logo, não poderia ser responsabilizado pelos atos praticados pelos 
seus agentes, além disso não teria poderes para nomear seus representantes. 
 
 Teoria do Órgão (Teoria da Imputação volitiva)/ aceita no Brasil:Essa teoria tem origem alemã 
criada pelo jurista Otto Gierke. 
 
Segundo essa teoria, no entendimento de Alexandrino e Paulo “quando os agentes em exercício em um 
órgão público desempenham as suas funções, considera-se que está havendo atuação do próprio Estado 
(não se trata de representação).” Dessa forma, os atos praticados pelos agentes públicos são tidos por atos 
da pessoa jurídica . 
 
D) Formas de prestação da atividade administrativa: 
a) Centralizada: quando a atividade é exercida pelo próprio Estado, denomina-se forma centralizada de 
prestação dos serviços. Nessa hipótese a prestação é feita pela própria Administração Direta que é 
composta pelas pessoas políticas: União, Estado, Município e Distrito Federal. 
b) Descentralizada: para proteger o interesse público, buscando-se maior eficiência e especialização no 
exercício da função pública, o Estado poderá transferir a responsabilidade pelo exercício de atividades 
administrativas que lhe são pertinentes a pessoas jurídicas auxiliares por ele criadas com esse fim ou para 
particulares. 
Nesse caso ele passa a atuar indiretamente, pois o faz por intermédio de outras pessoas, seres 
juridicamente distintos, o que denomina descentralização administrativa. As pessoas jurídicas auxiliares 
criadas pelo Estado compõe a Administração Indireta, podendo ser: Autarquia, Fundação Pública, Empresa 
Pública ou Sociedade de Economia Mista. 
A descentralização pode ser feita através de outorga ou delegação, vejamos: 
 
 OUTORGA/TÉCNICA/FUNCIONAL/POR SERVIÇO: o Estado cria, através de lei específica uma 
entidade com personalidade jurídica própria e a ela transfere a titularidade e a execução de um 
determinado serviço público. 
 
 DELEGAÇÃO/POR COLABORAÇÃO: nessa situação o Estado transfere a entidade, mediante um 
contrato ou ato administrativo, a execução de determinado serviço público a pessoa jurídica de 
direito privado, previamente existente conservando o Poder Público a titularidade. 
 
c) Desconcentração: para que o ente federativo, a exemplo da União, possa exercer o seu grande leque de 
atribuições e responsabilidades, considerando que é titular e executor das atividades administrativas é 
preciso uma organização e distribuição interna dessas competências (uma divisão interna de tarefas), o que 
se denomina desconcentração. 
 
 
6 
 
PONTO 05: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA 
 
ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA: 
 
AUTARQUIAS: 
 
a) Conceito: 
Conforme Alexandre Mazza
2
 autarquias “são pessoas jurídicas de direito público interno, pertencentes à 
Administração Pública Indireta, criadas por lei específica para o exercício de atividades típicasda 
Administração Pública.” 
Segundo a legislação o conceito de autarquia está disposto no art. 5º, do Decreto-Lei n.200/67, vejamos: 
 “Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, 
para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, 
gestão administrativa e financeira descentralizada.” 
Exemplos de algumas das Autarquias mais importantes do Brasil são: Instituto Nacional do Seguro Social – 
INSS, Banco Central – Bacen, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente- Ibama, Instituto Nacional de 
Colonização e Reforma Agrária – Incra. 
 
b) Características: 
 conformeMaria Sylvia Zanella Di Pietro
3
: 
1.criação por lei; 
2.personalidade jurídica pública; 
3.capacidade de autoadministração; 
4.especialização dos fins ou atividades; 
5.sujeição a controle ou tutela 
 
 Conforme Alexandre Mazza
4
: 
1.são pessoas jurídicas de direito público; 
2.são criadas e extintas por lei específica; 
3.dotadas de autonomia gerencial, orçamentária e patrimonial; 
4.nunca exercem atividade econômica 
5.são imunes a impostos; 
6.seus bens são públicos; 
7.praticam atos administrativos; 
8.celebram contratos administrativos; 
9.o regime normal de vinculação é o estatutário; 
10.possuem as prerrogativas especiais da Fazenda Publica. 
11.responsabilidade objetiva e direta; 
12.controle dos tribunais de contas; 
13.vedação de acumulação de cargos 
14.realizar licitações 
 
c) Espécies de autarquias: 
 
 Autarquias administrativas ou de serviço: são as autarquias comuns, criadas para realizar um 
serviço típico do Estado. Ex:INSS 
 Autarquias corporativas:também chamadas de autarquias profissionais, são encarregadas de 
exercer o controle e fiscalização sobre determinadas categorias profissionais.Ex:Conselho Regional de 
Engenharia e Arquitetura (CREA), Conselho Regional de Medicina (CRM). 
OBS: OAB, conforme entendimento do STF é sui generis. 
 Autarquias Fundacionais:são criadas mediante a afetação de determinado patrimônio público a 
certa finalidade. (fundações públicas que adotam a personalidade jurídica de direito público.) EX;Funai, 
Funasa 
 Autarquias territoriais:são departamentos geográficos administrados diretamente pela União.Na 
CF/88 essas autarquias recebem o nome de territórios federais. 
 
2
 Manual de Direito Administrativo. Editora: Saraiva. 8ª ed.p.204 
3
 Direito Administrativo. Editora:Forense. 30ªed. P.538 
4
Manual de Direito Administrativo. Editora: Saraiva. 8ª ed.p.205 
 
7 
 
 Autarquias associativas ou contratuais: são as associações públicas criadas após a celebração de 
consorcio entre entidades federativas. 
 
AUTARQUIAS EM REGIME ESPECIAL: 
AGÊNCIAS REGULADORAS: Foram introduzidas no Brasil para fiscalizar e controlar as pessoas do direito 
privado que receberam a delegação de um serviço público. 
Natureza Jurídica: autarquia em regime especial. 
 
Possui todas as características das Autarquias comuns, mas diferenciado por duas peculiaridades. Vejamos: 
 
1) Dirigentes são estáveis: ao contrário das Autarquias comuns, em que os dirigentes ocupam cargo em 
comissão exoneráveis livremente pelo Poder Executivo, nas Agências Reguladoras os dirigentes são 
protegidos contra o desligamento imotivado, conforme estabelece art. 9º Lei 9986/2000. 
 
Art. 9
o
 Os Conselheiros e os Diretores somente perderão o mandato em caso de renúncia, de condenação 
judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar. 
Parágrafo único. A lei de criação da Agência poderá prever outras condições para a perda do mandato. 
Isso tudo representa uma estabilidade mais acentuada, permitindo o dirigente exercer tecnicamente suas 
funções sem preocupação com influências políticas ou partidárias. 
 
2) Mandato fixo: diferentemente do que ocorre com as demais autarquias, nas Agências Reguladoras, os 
dirigentes permanecem na função por prazo determinado. 
Art. 6
o
 O mandato dos Conselheiros e dos Diretores terá o prazo fixado na lei de criação de cada Agência. 
Parágrafo único. Em caso de vacância no curso do mandato, este será completado por sucessor investido 
na forma prevista no art. 5
o
. 
 
2.1) Final do Mandato: 
Quarentena: 4 meses após o mandato o dirigente não pode atuar, ou seja, fica impedido para o exercício de 
atividades ou prestar qualquer serviço no setor regulado pela respectiva Agência, sob pena de incorrer em 
prática do crime de advocacia administrativa 
Art. 8
o
 Oex-dirigente fica impedido para o exercício de atividades ou de prestar qualquer serviço no setor 
regulado pela respectiva agência, por um período de quatro meses, contados da exoneração ou do término 
do seu mandato. 
ATENÇÃO 1: REUNERAÇÃO COMPENSATÓRIA: ART. 8º § 2
o
 Durante o impedimento, o ex-dirigente 
ficará vinculado à agência, fazendo jus a remuneração compensatória equivalente à do cargo de direção 
que exerceu e aos benefícios a ele inerentes. 
 
ATENÇÃO 2: EXISTE LIBERDADE ABSOLUTA NA ESCOLHA DOS DIRIGENTES DA AGÊNCIA? 
Embora a escolha do dirigente envolva margem de discricionariedade, a característica da especialização 
técnica das Agências Reguladoras proíbe a nomeação de indivíduos cuja atividade profissional seja 
claramente desvinculada do setor objeto da regulação. 
Art. 5
o
 O Presidente ou o Diretor-Geral ou o Diretor-Presidente (CD I) e os demais membros do Conselho 
Diretor ou da Diretoria (CD II) serão brasileiros, de reputação ilibada, formação universitária e elevado 
conceito no campo de especialidade dos cargos para os quais serão nomeados, devendo ser escolhidos 
pelo Presidente da República e por ele nomeados, após aprovação pelo Senado Federal, nos termos da 
alínea f do inciso III do art. 52 da Constituição Federal. 
 
Parágrafo único. O Presidente ou o Diretor-Geral ou o Diretor-Presidente será nomeado pelo Presidente da 
República dentre os integrantes do Conselho Diretor ou da Diretoria, respectivamente, e investido na função 
pelo prazo fixado no ato de nomeação. 
 
AGÊNCIA EXECUTIVA: segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro
5
, agência executiva é “a qualificação dada 
à autarquia ou fundação que celebre contrato de gestão com o órgão da Administração Direta a que se 
acha vinculada, para melhoria da eficiência e redução de custos.” 
Assim, as agencias executivas não são uma espécie de uma nova pessoa jurídica da Administração 
Pública, mas uma qualificação obtida por entidades e órgãos públicos. 
Características: 
As características fundamentais das agências executivas são as seguintes: 
 
a) são autarquias , fundações e órgãos que recebem a qualificação por decreto do Presidente da República 
ou portaria expedida por Ministro de Estado. 
 
5
 Direto Administrativo. Editora: forense. 30ª ed. P. 599 
8 
 
b) celebram contrato de gestão com o Ministério supervisor para a ampliação da autonomia; 
 
c)possuem um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional voltado para a 
melhoria da qualidade da gestão e para a redução de custos. 
 
 
FUNDAÇÕES PÚBLICAS: 
 
a) Conceito: a fundação instituída pelo Poder Público como o patrimônio, total ou parcialmente público, 
dotado de personalidade jurídica de direito público ou privado, e destinado, por lei ao desempenho de 
atividades do Estado na ordem social, com capacidade de autoadministração e mediante controle da 
Administração Pública, nos limites da lei. 
 
ESQUEMA 
 
 
 
 
 
 
FUNDAÇÃO PÚBLICA 
 
 
 
FUNDAÇÃO PÚBLICA DE DIREITO PÚBLICO 
Também chamada de AUTARQUIA FUNDACIONAL OU FUNDAÇÃO 
AUTÁRQUICA 
Ex: FUNAI, FUNASA, IBGE 
 
FUNDAÇÃO PÚBLICA DE DIREITO PRIVADO 
Também chamadas de FUNDAÇÕES GOVERNAMENTAIS DE 
DIREITO PRIVADO 
Ex: Fundação Padre Anchieta, fundação governamental do Estado de 
São Paulo mantenedora da Rádio e TV Cultura. 
 
b) Características, segundoDI PIETRO
6
 
1.dotação patrimonial, que pode ser inteiramente do Poder público ou semipública e semiprivada 
2.personalidade jurídica, pública ou privada, atribuída por lei 
 
3.desempenho de atividade atribuída ao Estado no âmbito social, com isto fica presente a ideia de 
descentralização de uma atividade estatal e também a de que a fundação é a forma adequada para o 
desempenho de funções de ordem social, como saúde, educação, cultura, meio ambiente, assistência 
tantas outras; isto precisamente pelo fato de ela objetivar fins que beneficiam terceiros estranhos à 
entidade. 
 
4.Capacidade de autoadministração 
 
5.Sujeição ao controle administrativo ou tutela por parte da Administração Direta, nos limites estabelecidos 
em lei. 
EMPRESAS ESTATAIS 
 
Conceito: Empresas estatais são as pessoas jurídicas de direito privado pertencentes à Administração 
Pública Indireta: empresas públicas (Ex: BNDES,ECT,CEF) e sociedades de economia mista 
(EX:PETROBRAS,BB) 
 
Resumo dos pontos semelhantes das estatais: 
 Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista 
CRIAÇÃO Autorização em lei específica + registro 
REGIME Direito privado (híbrido) 
ATIVIDADES Serviço público e 
Atividade econômica 
CONCURSO Emprego público (CLT) 
BENS Privados 
LICITAÇÃO Deve ser feita (regra) 
CONTROLE Sofrem controle estatal 
 
 
 
6
 Direto Administrativo. Editora: Forense. 30ª ed. P.545 
9 
 
Resumo dos pontos de distinção: 
 Empresa Pública Sociedade de Economia Mista 
CAPITAL Público (100%) Maioria público 
FORMA DE ORGANIZAÇÃO Livre Sociedade anônima 
COMPETÊNCIA Empresa Pública Federal: 
Justiça Federal (art. 109, I da 
CF) 
Sociedade de Economia Mista Federal: 
justiça estadual (súmula 42 do STJ) 
 
 
PONTO 06: BENS PÚBLICOS 
 
CONCEITO: 
 
“Art. 98 do Código Civil. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas 
de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.” 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS: 
 
Art. 99 do Código Civil. São bens públicos: 
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de 
direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
 
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às 
pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
 
CARACTERÍSTICAS DOS BENS PÚBLICOS: 
 
Imprescritibilidade: os bens públicos qualquer que seja sua natureza não estão sujeitos ao usucapião. 
 
Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 
 
Inalienabilidade: essa característica não é absoluta, eis que os bens dominicais podem ser alienados pela 
Administração. 
 
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto 
conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. 
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. 
 
Impenhorabilidade: os bens públicos são impenhoráveis. 
 
Não onerabilidade: segundo ALEXANDRINO E PAULO, “onerar um bem é gravá-lo como garantia, para 
satisfação do credor no caso de inadimplemento da obrigação. São espécies de direitos reais de garantia 
sobre coisa alheia o penhor, a anticrese e a hipoteca. 
 
PONTO 07: ATOS ADMINISTRATIVOS 
 
A) Conceito de ato administrativo: ato administrativo é a declaração do Estado ou de quem o represente, 
que produz efeitos jurídicos imediatos, com observância da lei, sob regime jurídico de direito público e 
sujeita a controle pelo Poder Judiciário. (Maria Sylvia Zanella Di Pietro) 
 
B) Requisitos/Elementos dos Atos Administrativos: 
Lembrar da palavra COMFIFOMOB para decorar as cinco. 
 
1. COMpetência; 
O primeiro requisito de validade do ato administrativo é denominado competência ou sujeito. 
É preciso verificar se o ato praticado foi pelo agente competente segundo a legislação para prática 
da conduta. 
 
2. FInalidade; 
10 
 
A finalidade é o objetivo de interesse público pretendido com a prática do ato. Sempre que o ato 
for praticado visando a defesa de interesse alheio ao interesse público, será nulo por desvio de finalidade. 
 
3. FOrma; 
É o modo de exteriorização do ato administrativo. 
 
4. Motivo; 
É a situação de fato ou de direito que autoriza a prática do ato. 
Ex: a ocorrência da infração é o motivo da multa de trânsito, no ato de punição do funcionário, o 
motivo é a infração que ele praticou; no tombamento, é o valor cultural do bem; na licença para construir, é 
o conjunto de requisitos comprovados pelo proprietário. 
 
5. OBjeto; 
É o conteúdo do ato, a ordem por ele determinada, ou o resultado prático pretendido ao se expedi-
lo. 
Todo ato administrativo tem por objeto a criação, modificação ou comprovação de situações 
jurídicas concernentes a pessoas, coisas, ou atividades sujeitas à ação da Administração. 
 
C) Atributos 
 
a) Presunção de Legitimidade: esse atributo também conhecido como presunção de legalidade ou 
presunção de veracidade, significa que, até prova em contrário, o ato administrativo é considerado válido 
para o Direito. 
Trata-se de uma derivação da supremacia do interesse público, razão pela qual sua existência 
independe de previsão legal específica. 
Importante destacar que se trata de uma presunção relativa (juris tantum), podendo ser afastada 
diante de prova inequívoca da ilegalidade do ato. 
 
b) Autoexecutoriedade/executoriedade: 
O ato administrativo pode ser posto em execução pela própria Administração, dispensando 
autorização judicial. 
 
Exemplos de autoexecutoriedade: 
 Guinchamento de carro parado em local proibido; 
 Fechamento de restaurante pela vigilância sanitária; 
 Destruição de alimentos deteriorados expostos para venda etc. 
 
c) Imperatividade/ coercibilidade:significa que o ato administrativo pode criar unilateralmente obrigações aos 
particulares, independente da anuência destes. 
 
d) Tipicidade: a tipicidade diz respeito à necessidade de respeitar-se a finalidade específica definida na lei 
para cada espécie de ato administrativo. 
Trata-se, portanto, de uma derivação do princípio da legalidade, impedindo a Administração Pública de 
praticar atos atípicos ou inominados. 
 
d) EXTINÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO: 
 
A retirada do ato ocorre com a expedição de um ato secundário praticado para extinguir ato 
anterior. 
Conforme Maria Sylvia Zanella Di Pietro
7
, citando Celso Antônio Bandeira de Mello a extinção de 
um ato administrativo pode se dar das seguintes formas: 
 
1) Cumprimento dos seus efeitos 
2) Desaparecimento do sujeito ou objeto 
3) Retirada que abrange: 
 
a) revogação: é a retirada do mundo jurídico de um ato válido, mas quem segundo critério discricionário da 
Administração, tornou-se inoportuno ou inconveniente. 
 
b) anulação: é a extinção de um ato ilegal, determinada pela Administração ou pelo Judiciário, com eficácia 
retroativa, extunc. 
 
 
 
7
 Direito Administrativo. Editora: Forense. 30ª ed. P. 278 
11 
 
 REVOGAÇÃO ANULAÇÃO 
MOTIVO Conveniência e oportunidade Ilegalidade 
NATUREZA Decisão discricionária Decisão vinculada 
COMPETENCIA Somente a Administração Administração + Poder Judiciário 
 
EFEITO Ex nunc Ex tunc 
PRAZO Não tem 5 anos(salvo má-fé) 
ALCANCE Atos discrionários Atos discrionários e atos vinculados 
ATO QUE REALIZA Ato revocatório Ato anulatório 
DICA ESPECIAL A revogação só pode ser 
realizada com 
superveniência de fato novo 
que deve constar da 
motivação do ato 
revocatório. 
Anulação de atos ampliativos e dospraticados por funcionário de fato tem 
efeito ex nunc 
 
c) Cassação: destinatário descumpriu condições que deveriam permanecer atendidas a fim de poder 
continuar desfrutando da situação jurídica. 
 
d) Caducidade: sobreveio norma jurídica que tornou inadmissível a situação antes permitida pelo direito e 
outorgada pelo ato precedente. 
 
e) contraposição: quando foi emitido ato com fundamento diverso que gerou o anterior. 
 
4) Renúncia: o próprio beneficiário abriu mão de uma vantagem de que desfutava. 
 
PONTO 08: PODERES ADMINISTRATIVOS 
 
Poderes Administrativos: 
 
Poder “Vinculado e Discricionário” 
Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que os chamados poderes discricionário e vinculado, não existem como 
poderes autônomos; a discricionariedade e vinculação, são quando muito, atributos de outros poderes ou 
competência da Administração. 
Há quem diga que a discricionariedade e a vinculação não são poderes, mas sim forma como o Estado 
exerce o poder. 
Maria Sylvia argumenta que o “poder vinculado”, na realidade não é prerrogativa do Poder Público, mas ao 
contrário, dá ideia de restrição, pois quando se diz que determinada atribuição da Administração é 
vinculada, quer-se significar que está sujeita à lei em praticamente todos os aspectos. O legislador nessa 
hipótese, preestabelece todos os requisitos do ato, de tal forma que, estando eles presentes, não cabe à 
autoridade administrativa senão edita-lo, sem apreciação de aspectos concernentes a convenciencia e 
oportunidade. 
A discricionariedade, sim, tem inserida em seu bojo a ideia de prerrogativa, uma vez que a lei, ao atribuir 
determinada competência, deixa alguns aspectos do ato para serem apreciados pela Administração Pública 
diante do caso concreto, ela implica liberdade a ser exercida nos limites fixados em lei. No entanto, não se 
pode dizer que é um poder autônomo. 
 
PODER HIERÁRQUICO: É o poder conferido a Administração para fixar os campos de competência das 
figuras que integram a sua estrutura. 
A Administração vai dizer onde começa e onde termina a competência de cada uma das figuras que 
integram a Administração. 
 
PODER DISCIPLINAR: é a faculdade de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e 
também a particulares que tem algum “vinculo” com a Administração Pública. 
 
PODER NORMATIVO/REGULAMENTAR: possibilidade de os Chefes do Executivo editarem atos gerais e 
abstratos, ou gerais e concretos, expedidos para dar fiel execução à lei. 
 
PODER DE POLÍCIA: É o poder conferido a Administração para disciplinar, restringir, condicionar, limitar 
direitos e atividades dos particulares para a preservação dos interesses da coletividade. O fundamento 
para o exercício do poder policia é a supremacia do interesse público sobre o particular. 
 
 
12 
 
Situações que encontramos concretizadas o exercício do poder de polícia: 
1º. Fechamento de uma danceteria porque toca música além dos limites permitidos por lei. 
2º. Fechamento de um restaurante por falta de higiene na cozinha. 
3º.Interdição de um Shopping Center porque localizado em local indevido. 
 
Uso e Abuso de Poder: 
 
USO DO PODER: quando o agente público exerce adequadamente suas competências, atuando em 
conformidade com o regime jurídico administrativo, sem excessos ou desvios fala-se em uso regular do poder. 
 
ABUSO DE PODER: quando a competência é exercida fora dos limites legais ou visando interesse alheio ao 
interesse público, ocorre o uso irregular do poder, também chamado de abuso de poder. 
Formas de abuso de poder: 
 
a) Excesso de poder: quando atua fora dos limites de sua competência. 
b) Desvio de finalidade/desvio de poder: atua dentro de sua competência, mas afasta-se da finalidade do ato. 
 
PONTO 09: INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA 
 
FUNDAMENTO LEGAL: O fundamento jurídico geral que autoriza o Estado brasileiro a intervir na propriedade 
de particulares é o princípio da função social da propriedade estabelecido no art. 5º, XXIII, da Constituição 
Federal, segundo o qual: “a propriedade atenderá sua função social.” 
 
 
ATOS DE INTERVENÇÃO: 
 
 Procedimento administrativo interventivo: assim como acontece com a desapropriação, cuja 
natureza jurídica corresponde a uma sequência encadeada de atos administrativos tendente `a 
transformação do bem expropriado em bem público. Convém lembrar que todo procedimento administrativo 
deve garantir o contraditório e a ampla defesa ao particular (art. 5º, LV, da CF), o que não se estende, ao 
menos em princípio, para os atos unilaterais interventivos e os fatos interventivos. 
 
 Ato administrativo geral e unilateral interventivo: em outros caos, a intervenção estatal na 
propriedade privada concretiza-se a partir de atos administrativos geral e unilaterais interventivos, como 
ocorre nas manifestações do poder de polícia ou limitação administrativa. Dado que o poder de polícia 
caracteriza-se pela generalidade, isto é, constitui um instrumento de intervenção direcionado a uma 
quantidade indeterminada de bens, a implementação das limitações dele decorrentes origina-se de um ato 
administrativo chamado de geral. 
 
 Ato administrativo individual e unilateral interventivo: existem também instrumentos de 
intervenção estatal na propriedade que são veiculados por me io de atos individuais (porque dirigidos a bem 
determinado) e unilaterais. São exemplos de institutos enquadrados nessa categoria a servidão, o 
tombamento, a requisição e a ocupação temporária. 
 
 
 Fato administrativo interventivo: por fim, a intervenção estatal na propriedade provada pode dar-
se como decorrência de um acontecimento material relevante para o Direito Administrativo, ou para utilizar a 
linguagem consagrada na doutrina, como decorrência de um fato administrativo. É o que ocorre no 
apossamento administrativo (desapropriação indireta). 
 
a) LIMITAÇÕES ADMINISTRATIVAS (PODER DE POLÍCIA) 
 
Consiste em restrições gerais impostas pelo Estado sobre a liberdade e propriedade privadas, em benefício 
do interesse público. 
Entre os instrumentos de intervenção do Estado na propriedade privada, a limitação administrativa é a única 
que atinge as propriedade em geral na medida em que cria limitações aplicáveis simultaneamente a um 
conjunto indeterminado de bens móveis ou imóveis. 
Ex: regras municipais sobre direito de construir, leis de zoneamento, plano diretor etc. 
 
 
 
13 
 
b) OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA 
 
É a forma de limitação do Estado à propriedade privada que se caracteriza pela utilização transitória, 
gratuita ou remunerada, de imóvel de propriedade particular, para fins de interesse público. 
Ex: Lei 3924/61 em seu art. 13 dispõe que monumentos arqueológicos e pré históricos. Etc. 
 
c) REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
Estabelece o art. 5º, XXV, da CF: “no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar 
de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano”. 
Trata-se de instituto a ser utilizado como instrumento de exceção na medida em que depende da ocorrência 
de situação emergencial. 
Ex: escada para combater incêndio, veículo para perseguição de criminoso, barco para salvamento, terreno 
para socorrer vítimas de acidente. 
 
d) TOMBAMENTO 
 
É a forma de intervenção do Estado na propriedade privada, que tem por objetivo a proteção do patrimônio 
histórico e artístico nacional. 
O tombamento pode recair sobre bens móveis ou imóveis, públicos ou privados, cuja conservação seja de 
interesse da coletividade, sendo obrigatória a efetivação do registro de sua instituição no cartório 
competente. 
Admite-se tombamento geral ou individual. 
Geral é aquele que recai sobre quantidade indeterminada de bens. Ex: tombamento de um bairro histórico 
Individual incide sobre bem determinado. 
O tombamento pode ser total ou parcial: 
Total: recai sobre o bem inteiro. Ex: tombamento sobre imóvel de interesse histórico. 
Parcial:

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