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FISIOLOGIA DO SISTEMA LINFÁTICO · Sistema linfático: via acessória pela qual o líquido e grandes proteínas presentes no espaço intersticial retornam á circulação sanguínea. · A linfa vem do espaço intersticial. CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA LINFÁTICO · Rede complexa de vasos (tem parede diferenciada, não tem propulsão) · Os vasos são parecidos com as veias. · Presença dos nódulos linfáticos · A íngua é o inchaço dos nódulos linfáticos · Presença de órgãos linfoides, que podem ser primários ou secundários · Transporta a linfa · Sistema unidirecional (só permite o fluxo em um sentido por causa das válvulas) · Tecido > circulação · Importância imunológica · OBS: a absorção de lipídeos no trato intestinal é feita pelo sistema linfático. A LINFA · Fluido que circula pelo sistema linfático · Coletado pelos capilares linfáticos · Composição parecida com plasma linfático, mas é variável · Contém células de defesa · Absorção e transporte de lipídeos (TGI) · A composição da linfa frente aos vasos pelos quais ela passa é diferente. · Se ela tiver em capilares contínuos, ela não vai ter moléculas grandes uma vez que elas não passariam por esses capilares. · Se ela tiver em capilares fenestrados, por exemplo, moléculas grandes podem passar. · Então a linfa vai ter uma composição levemente diferente dependendo do local que ela extravasou, mas essa composição é semelhante a do líquido intersticial local. · Proteínas = 3 a 5 g/dL (ducto torácico) · Lipídeos = 1 a 2% (ducto torácico após a refeição) ANATOMIA DO SISTEMA LINFÁTICO · Parte inferior e lado esquerdo drenam para o ducto torácico; ducto torácico drena para subclávia (jugular interna esquerda) · Lado direito (superior) drena para ducto linfático direito; ducto linfático direito drena para subclávia (jugular interna direita) · Canais pré-linfáticos (osso, superfície da pele, endomíssio do músculo e SNC) · Capilar linfático > coletor linfático > ducto linfático · Os capilares absorvem excessos de fluidos e se juntam até chegar em vasos maiores, os ductos, que drenam para a subclávia, retornando para a via circulatória. · OBS: o início da circulação começa nos vasos linfáticos FUNÇÃO DO SISTEMA LINFÁTICO · Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais · A microcirculação se organiza em arteríolas, capilares e vênulas. · No lado arterial do capilar tem uma pressão intracapilar maior que do lado de fora e o liquido extravasa. · Já no meio do capilar a pressão se iguala, então não tem saída, e na ponta venosa a pressão intracapilar é menor que a de fora e vai ter a reabsorção do liquido que saiu. · No final, sai mais liquido do que entra, então o liquido que se acumula vai ser absorvido pelo sistema linfático. · Absorção e transporte de ácidos graxos · A vilosidade do intestino possui capilar linfático para as gorduras não irem direto para a corrente sanguínea, pois vai desandar a corrente sanguínea. · A linfa que sai do intestino (quilo) está carregada de quilomicroum (muitas moléculas lipídicas, ácidos graxos, gorduras), e vai para a circulação linfática por meio de vesículas de secreção. · Organiza as gorduras em forma de quilomicroum para que ele consiga circular dentro da corrente linfática para chegar no local onde vão ser desmontados e utilizados. · Transporte de células de defesa (linfócitos) · Transporte de A.P.Cs. são as células apresentadoras de antígenos CAPILAR LINFÁTICO · Pequeno vaso · Extremidades fechadas (sem loop), termina sem saída · Diâmetro maior que capilares sanguíneos · Válvulas em forma de flap. · Quando tem acumulo de liquido fora do capilar ele faz pressão para a entrada e a válvula em forma de flap se abre, permitindo apenas a entrada do liquido na circulação linfática (ela não permite a saída). · Então, se você tem muito líquido do lado de fora, ele não consegue entrar na velocidade adequada. A válvula se abre para tentar equilibrar o vaso e a drenagem pelo enchimento das células. · Ou seja, quando há acumulo de liquido fora dos capilares esse liquido vai avançar pra dentro do capilar pelas válvulas em forma de flap. · OBS: a absorção é regida pelas Forças de Starling, que são 4: hidrostática capilar e tecidual e coloidosmótica capilar e tecidual. · Quando sai mais água, sai mais proteína, gerando acumulo e o aumento da pressão, culminando no acúmulo de líquido e em edemas. · Filamentos de ancoragem · Eles ficam ligados nas células da parede do vaso linfático, ligando as células da parede do interstício. · Quando tem acumulo de liquido do lado de fora esses filamentos são puxados, contraídos, para permitir a entrada ainda maior de liquido na circulação linfática. · Esses filamentos são ativados quando as válvulas de flap, sozinhas, não estão dando conta. · Logo, quem regula a entrada de liquido dentro dos capilares são as válvulas em forma de flap e os filamentos de ancoragem. · Permite influxo, mas não efluxo REMOÇÃO DE FLUIDOS · Organização capilar · Filtração capilar · Drenagem linfática · Dentro do capilar, há o aumento do fluxo linfático. · Quando diminui a pressão coloidosmótica, aumenta a drenagem linfática. · O aumento da drenagem também ocorre pela maior permeabilidade. · OBS: o tecido com muita pressão limita o fluxo linfático. · O linfático mais próximo do sistema arterial ajuda na propulsão da linfa. · Na drenagem, drena-se o líquido do tecido de volta para a circulação. · Massagem de cima para baixo não favorece a drenagem linfática. DINÂMICA DA REMOÇÃO DOS FLUIDOS Momento 1: · Extravasamento de água e proteínas; · Proteínas tem dificuldade de retornar ao capilar; Momento 2: · Acúmulo de água e proteínas no interstício; · Aumento da pressão coloidosmótica do interstício; Momento 3: · Extravasamento de mais água e proteínas; · Grande aumento do volume e pressão do líquido intersticial; · Aumento da drenagem linfática (filamentos de ancoragem); Momento 4: · “Steady State”; · Equilíbrio entre filtração capilar e drenagem linfática. AUMENTO DO FLUXO LINFÁTICO · Variáveis: · Pressão hidrostática capilar elevada · Pressão coloidosmótica reduzida do plasma · Pressão coloidosmótica elevada no interstício · Permeabilidade aumentada dos capilares, favorecendo filtração capilar · Intensidade/velocidade máxima do fluxo linfático (aumento da pressão intersticial comprime grandes linfáticos) BOMBA LINFÁTICA · Mecanismo de propulsão · Compressão intermitente · Contração dos músculos esqueléticos circundantes · Movimento de partes do corpo · Pulsação de artérias adjacentes · Compressão externa dos tecidos · Entrada de nova linfa · Filamentos de ancoragem · Resumidamente: pressão do líquido intersticial e atividade da bomba linfática (pressão do líquido intersticial X atividade da bomba linfática) FILARIOSE LINFÁTICA · Também chamada de elefantíase · Em sua transmissão, há um vetor e um parasita que tem tropismo para o sistema linfático, ou seja, ele se direciona a esse sistema por ter condições adequadas para sua instalação. · O acúmulo de vários parasitas entope a circulação linfática, gerando inchaço e edema, haja vista que a linfa deixa de ser drenada, se acumula e extravasa para o tecido. · É mais comum nos membros inferiores em razão da gravidade. ESPECIALIZAÇÕES DO SISTEMA LINFÁTICO · Tipos: · Absorção/transporte de lipídeos do TGI (trato gastrointestinal) · Função complementar ao sistema imune · O quilomicron é composto de fosfolipídios, triglicerídeos, proteínas e colesterol. · Possuem uma única camada de fosfolipídios e circulam na corrente sanguínea. · Quando o quilomicron não tem nenhum conteúdo interno, ele é considerado apenas uma molécula de condução. · São produzidos no enterócito · Responsáveis pelo transporte de lipídeos · São reciclados no fígado ABSORÇÃO E TRANSPORTE DE LIPÍDEOS · O linfático no intestino é chamado de capilar lactífero, tendo seu conteúdo esbranquiçado. IMPORTÂNCIA IMUNOLÓGICA · Órgãos Linfoides Primários · São órgãos onde se originam ou se diferenciamlinfócitos. Produção ou maturação de linfócitos. · Timo e Medula óssea hematogênica · Órgãos Linfoides Secundários · São órgãos onde os linfócitos existem em grande quantidade e onde exercem importantes funções · Linfonodo e Baço · MALT · Tecido Linfóide associado à mucosa · Tonsilas, Apêndice, Placas de Peyer LEUCÓCITOS OU GLÓBULOS BRANCOS · Células do sistema imune · Presentes no sangue e sistema linfático · Células nucleadas · Diversas formas e funções · Função de proteção do organismo · Células tronco multipotentes podem se diferenciar em qualquer célula da linhagem linfoide ou da linhagem mieloide. · Quando estivermos falando de maturação e produção de linfócitos estamos falando de uma célula hematopoiética multipotente que se diferenciou em linhagem linfoide e que vai dar origem a linfócito B e T. · TIMO · Órgão linfoide primário, uma vez que amadurece linfócitos T · Maturação de linfócitos T (timulina) · Indução de tolerância central · Mais ativo durante período neonatal e juventude · Substituído por tecido adiposo ao longo da vida · O Timo produz enzima timulina que estimula diferenciação do linfócito T. · Na medula óssea tem linfoblasto que se diferencia e migra para corrente sanguínea ate chegar no timo, onde sofre ação da timulina e vai sofrer processo de seleção e amadurecimento. Essa seleção tem três etapas: · O linfócito imaturo vai chegar no timo e vai passar por três seleções diferentes. · A primeira seleção chama Seleção Beta, que vai remover os timócitos que tem defeitos nos receptores. Assim, ela remove defeitos grosseiros da fabricação dos timócitos. · Após isso, temos a Seleção Positiva, que garante que todo o timócito que conseguir se ligar a uma célula sua, vai ser selecionado positivamente. Caso um timócito não consiga se comunicar com ninguém (não reconheça o meu próprio corpo) ele tem morte por negligência. · Após a seleção positiva temos a Seleção Negativa, em que se remove os timócitos que tem muita afinidade pelas células do corpo, evitando que eles se liguem e não se desliguem, além de impedir autoimunidade. · Obs.: a seleção beta e a seleção positiva ocorrem no córtex e a seleção negativa acontece no córtex e na medula. · OBS: existem células que são aptas a trabalharem no sistema imune, que são as células com receptores adequados, que destroem o patógeno e não destroem o organismo. · A seleção é quem reconhece, e quando não há reconhecimento, ocorre morte por apoptose. · As células que são muito reativas também são destruídas, dando lugar ao processo autoimune. MEDULA ÓSSEA HEMATOGÊNICA · Órgão linfóide primário (produz a célula) · Produz linfócito T imaturo a partir do progenitor linfóide (não matura, a maturação é feita no timo) · Produção e maturação de linfócitos B e a partir do progenitor linfóide LINFONODOS · São órgãos linfóides secundários (linfócito não é produzido nem diferenciado lá, mas vai pra lá realizar sua função) · Conectado ao sistema linfático (o sistema linfático passa por dentro dos linfonodos) · Presença extensiva de linfócito T e B (resposta imune celular e humoral) · Presença de células fagocíticas · Agem como filtros de partículas e células · Não possuem função de detoxificação (o linfonodo não limpa o sangue tirando impurezas químicas ou bioquímicas, ele tira patógenos do sangue. O fígado que possui essa função) · Podem apresentar inchaço (íngua) · Linfonodo tem varias entradas, vários capilares linfáticos entram no linfonodo, mas apenas 1 sai. · A disposição morfológica dele envolve cápsula, medula e córtex e a composição de células desses sítios anatômicos são diferentes. · A linfa entra pelo linfonodo e vai circular, dentro dele tem muito linfócito T e B, isso permite que ocorra a fagocitose de tudo que for patógeno dentro do nosso sistema linfático. · Obs.: tem centenas de linfonodos, mas estão mais concentrados nas axilas, no pescoço e na virilha. · OBS: no câncer de mama, quando tem que retirar o seio, retira-se também toda rede linfática ao redor para impedir a propagação das células. · A rede primária de linfonodos é a primeira a ser acometida. BAÇO · Semelhante a um grande linfonodo (órgão secundário) · Faz filtragem sanguínea (recicla ferro heme) · Reserva de sangue (quando tem algum choque arterial tem uma reserva disponível no baço para corrigir essa diferença) · Reserva de monócitos (em camundongos) · Reciclagem de hemácias · Faz opsonização quando ocorre a marcação do patógeno para facilitar a ação das outras células do sistema imune, antígeno vai marcar e levar o patógeno para o macrófago matar · Eritropoiese Fetal (durante o período fetal quem produz hemoglobina é o baço) · Possui duas divisões: · Polpa Vermelha: filtragem mecânica dos eritrócitos, reciclagem dos eritrócitos · Polpa Branca: resposta imune humoral (linfócitos B), Resposta imune célular (linfócitos T) · A linfa vai ser bombeada para dentro do baço e quando passar pela parte vermelha vai reciclar as hemácias e quando passar pela parte branca vai ter ação do sistema imune. O baço, portanto, possui essas duas funções (reciclagem de hemácias e resposta imune) TONSILAS · Também conhecidas como amigdalas. · Coleção de tecido linfóide · Fazem parte do MALT · Estão normalmente viradas para o trato aerodigestivo, pois o trato aerodigestivo é um dos principais focos de entrada de patógenos ingeridos ou inalados · Defesa contra patógeno ingeridos ou inalados · Presença de células M PLACAS DE PEYER · Agregados de nódulos linfáticos · Tecido linfático associado ao intestino (GALT) também fazem parte do “malt” · Capacidade de transportar antígenos luminais · Presença de células M · São considerados os sensores imunológicos do intestino. Caso ocorra uma infecção quem descobre são as células das placas de peyer · O MALT é dividido em: · NALT – tecido linfoide associado ao nariz · SALT – tecido linfoide associado á pele · VALT – tecido linfoide associado aos vasos sanguíneos · CALT – tecido linfoide associado á conjuntiva do olho · GALT – tecido linfoide associado ao trato gastrointestinal · BALT – tecido linfoide associado aos brônquios CÉLULAS M · Têm célula M na tonsila palatina e nas placas de peyer · A célula M é uma célula que vai facilitar a chegada no antígeno na lâmina basal. Na lâmina basal é onde ocorrem as reações de reconhecimento imunológico. Logo, ela facilita a chegada do antígeno na lâmina basal para ele para entrar em contato com as células imunológicas · Ela que possibilita a facilidade desses órgãos (tonsilas e placas de peyer) em descobrir, pois é facilitada a relação entre antígeno e células de defesa. · É uma estrutura que auxilia na deflagração da resposta imune pelo sistema imunológico.