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8 Principais condições cirurgicas na PED

Resumo sobre condições cirúrgicas em pediatria: listas de patologias frequentes por faixa etária e indicações de acompanhamento ou intervenção imediata. Aborda hérnias e CPV, malformações da parede abdominal (gastrosquise/onfalocele), cistos cervicais, criptorquidia, fimose e coaptação de ninfas.

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LARISSA MENEZES – AISCA II 
 
PRINCIPAIS CONDIÇÕES 
CIRÚRGICAS NA PEDIATRIA 
 
• Nem sempre exigem intervenções no 
momento do diagnostico 
• Pode ser acompanhada, às vezes, com 
resolução total; por exemplo, hernia umbilical 
até 4 anos pode reduzir 
• A maioria pode ter correção cirúrgica no 
momento do diagnostico, como a hernia 
inguinal pelo risco de estrangular 
 
PATOLOGIAS CIRÚRGICAS MAIS 
FREQUENTES NO AMBULATÓRIO 
• Fimose 
• Hernias inguinal, umbilical e epigástrica 
• Cistos cervicais (tireoglosso, branquiais) 
• Fistulas e seios cervicais 
• Criptorquidia 
• Hidrocele 
• Cooptação de ninfas (colabamento dos 
pequenos lábios) 
• Linfaadenomegalias, linfangiomas 
 
PATOLOGIAS CIRÚRGICAS COM 
INTERVENÇÃO IMEDIATA 
• Linfadenite aguda supurativa 
• Cisto tireoglosso 
• Higroma cístico 
• Cistos, fistulas e seios branquiais 
• Cistos e seios pré-auriculares 
• Hernia epigástrica 
• Hernia inguinal 
 
PATOLOGIAS CIRÚRGICAS QUE 
PODEM SER ACOMPANHADAS 
• Hernia umbilical 
• Granuloma umbilical 
• Hidrocele 
• Cisto de cordão 
• Coaptção de ninfas 
• Fimose (corticoide tópico até 4 anos) 
• Criptorquidia 
 
AFECÇÕES CIRÚRGICAS MAIS 
COMUNS NO RN 
• Higromas e hemangiomas 
• Extrofia vesical 
• Hipospadias ou anomalias da diferenciação 
sexual 
• Atresia de esôfago 
• Obstruções congênitas do tubo digestivo 
• Onfalocele e gastroquise 
 
AFECÇÕES MAIS COMUNS EM 
LACTENTES 
• Hernia inguinal 
• Criptoquirdia 
• Estenose hipertrófica do piloro 
• Obstruções intestinais 
• Invaginação intestinal 
• Anomalias urinarias 
• Empiemas e derrames pleurais 
 
AFECÇÕES CIRÚRGICAS MAIS 
COMUNS EM PRÉ-ESCOLARES 
• Abdome agudo inflamatório 
• Apendicite aguda 
• Escroto agudo 
• Neoplasias 
 
AFECÇÕES CIRÚRGICA MAIS 
COMUNS EM ADOLESCENTES 
• Urgências (apendicite) 
• Trauma 
• Pectus excavatum 
LARISSA MENEZES – AISCA II 
 
• Obstruções: colite ulcerativa, doença de Crohn 
 
AFECÇÕES CERVICAIS 
• Linfadenite aguda supurativa: é cirúrgico, 
precisa drenar 
• Linfadenomegalias 
 
• Cisto tireoglosso: na linha media, quando a 
criança deglutir o cisto vai movimentar, 
fechando o diagnostico, tto cirúrgico 
 
• Hidroma cístico: causa insuficiência 
respiratória, o diagnostico é feito na usg pré-
natal; tto cirúrgico 
 
• Cistos, fistulas e seios branquiais: mais laterais; 
tto cirúrgico 
 
 
• Torcicolo congênito: a mãe vai dizer que o 
bebê só fica com a cabeça para um lado; o tto 
é com fisioterapia, caso não resolva faz cirurgia 
 
• Cistos e seios pré-auriculares: 
 
 
MAL FORMAÇÕES DA PAREDE 
ABDOMINAL 
HERNIAS 
LARISSA MENEZES – AISCA II 
 
 
o Hernia umbilical se for <2cm tem grande 
chance de fechar naturalmente; tto 
expectante até 4/5 anos e encarceramento é 
raro 
 
o Hernia inguinal está indicado cirurgia e deve 
ser feita o mais rápido possível, pelo risco de 
estrangulamento que gera necrose da parede 
intestinal e a cirurgia é mais complicada, 
necessitando de ressecção da necrose e 
anastomose do que ficou 
o Hernia umbilical e inguinal o diagnóstico é 
clínico, não precisa de USG 
GASTROSQUISE A ONFALOCELE 
o USG gestacional já identifica; não coloca o 
intestino de volta porque não cabe, coloca 
uma tela e faz a cirurgia posteriormente; se 
nascer no interior cobre com soro fisiológico 
porque perde liquido até transferir para um 
hospital de referencia 
 
GRANULOMA UMBILICAL 
o Álcool 70% até a cicatrização do coto, mas 
pode acontecer de depois da queda do coto 
resta algo ainda; tto é com nitrato de prata em 
bastão 2x/dia (cauterização química) ou sal 
 
 
PATOLOGIAS DO CONDUTO 
PERITÔNIO VAGINAL (CPV) 
 
• Hernia inguinal: ausência de fechamento do 
CPV; 99% são indiretas 
 
• Hernia inguino-escrotal 
• Hidrocele: coleção no interior do CPV, 
comunicante ou não; se for comunicante 
precisa de cirurgia ou se não for comunicante 
e houver variação do tamanho ao longo do dia 
LARISSA MENEZES – AISCA II 
 
 
• Cisto de cordão: tumoração inguinal, cística, 
elástica e não redutível; cirúrgico 
 
DISTOPIAS TESTICULARES 
 
• Criptorquidia: o testículo está no trajeto 
habitual dele, mas sem chegar a bolsa escrotal 
• Ectopia testicular: o testículo está fora do seu 
trajeto habitual e não está na bolsa escrotal 
• Testículo retrátil 
• Anorquia: nasce sem o testículo 
• Espera até o 6º mês de vida para o testículo 
chegar na bolsa escrotal, se não chegar é 
indicado cirurgia 
 
AFECÇÕES DOS GENITAIS 
EXTERNOS 
FEMININOS 
o Coaptação de ninfas (Sinéquia Vulvar): 
pomada a base de corticoide para abrir (a 
mesma dos meninos com fimose), caso não 
resolva faz cirurgia 
 
MASCULINOS 
o Fimose: nos primeiros meses de vida é 
fisiológica e protetora (enquanto usar fralda); 
com 2/3 anos se não houver regressão 
espontânea, usa a pomada com corticoide 2x 
ao dia fazendo um círculo após puxar o 
prepúcio até onde vai, depois puxa para para 
cima até o corticoide ir para baixo por 2/3 
meses 
 
o Parafimose: geralmente é nos meninos com 
fimose; ao expor a glande com retração do 
prepúcio faz um anel constritivo, não 
conseguindo voltar ao normal; pode ser 
corrigido por manobras ou cirurgia 
 
o Balanopostite: processo inflamatório do suco 
balanoprepucial; banho com antisséptico e atb 
se sintomas sistêmicos

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