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Alfred Marshall - Resumão

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aula 1 
Olha para pobreza e desigualdade, e decide estudar 
economia política; Marshall diz que pobreza foi o que 
norteou todo o seu projeto de vida. 
Quebra com a economia política clássica e começo de 
uma nova ortodoxia. 
Marshall tinha uma preocupação em tornar os homens 
dignos dos céus; para ele, a pobreza tinha um efeito 
degradante sobre a natureza/ faculdades humanas. A 
pobreza degrada moralmente, intelectualmente e 
fisicamente. Então, ele estuda a economia para 
resolver a questão da pobreza. Ele pergunta: Por que 
tantas vidas são gastas na miséria? E por que há tantas 
caras fatigadas e mentes pouco desenvolvidas? Ele 
responde: Por que não há riqueza o suficiente e quando 
não há, é mal distribuída e utilizada. Com melhores 
casas, com melhor comida, menos trabalho duro e mais 
lazer, a grande massa da nossa população poderia 
levar uma vida bem melhor do que leva agora, uma 
vida mais elevada e bem mais nobre. Para ele, a 
ausência de bens materiais, moradia saudável, 
educação, lazer, trabalho excessivo, eram elementos 
que contribuíam para a pobreza. 
Apresenta então, uma agenda de reformas sociais que 
visava melhorar o capitalismo -Concordava com o 
capitalismo, apesar dos problemas. Para ele o 
Socialismo era muito idealista – Acreditava que se 
poderia combater a pobreza com uma versão diferente 
da lei dos pobres: concordava que estes precisavam de 
algum tipo de auxílio; defendia o investimento maciço 
em educação, pois melhorava a quantidade de 
oportunidades; vê a educação como um aumento de 
produtividade e a produtividade leva á um aumento de 
salários (as pessoas deixam de trabalhar em funções 
repetitivas e degradantes); distribuição de renda via 
impostos; fiscalização de moradias como cortiços, etc. 
Essa agenda foi apresentada quando tomou posse em 
uma dar mais importantes cadeiras de economia na 
Inglaterra. Eram as propostas dele. 
Marshall faz uma crítica a Jevons, sobre dizer que o 
valor depende inteiramente da utilidade. Ele diz que 
Jevons está sendo muito radical, que na verdade, os 
custos de produção também têm que ser levados em 
conta na determinação do valor. 
Ele vai partir da utilidade para construir a curva de 
demanda, o lado do consumidor. Mas a curva de 
demanda sozinha não determina preço. A curva de 
oferta para Marshall está relacionada ao custo de 
produção, o lado do produtor. E conjuntamente, essas 
duas coisas determinam o preço. 
Marshall relaciona a oferta á sacrifícios e a demanda a 
utilidade/ força do desejo gera disposição a pagar – Vai 
fazer uma conversão do que está na cabeça do 
consumidor em dinheiro; A expressão monetária de 
quanto você quer o bem é sua disposição a pagar por 
ele. A expressão monetária do sacrifício envolvido na 
produção do bem, vai ser aquilo que você exige pra se 
submeter aquele sacrifício. 
Curva da demanda é feita com base na utilidade, 
medida através na disposição de pagar; Curva de oferta 
é feita com base no sacrifício, medido através do 
quanto você exige para se submeter a esse sacrifício. 
Apesar de saber que tudo depende de tudo, que tudo 
na economia está interligado, ele adota a ideia de 
equilíbrio parcial: analisar mercados individualmente. 
Exemplo: Quando o mercado de chá for afetado, o de 
café também será, mas você não precisa olhar o 
equilíbrio de mercado de cortadores de unhas; você vai 
pegar mercado próximos e ver como eles interagem. 
aula 2 
A medida se encontra no preço que uma pessoa se 
dispõe a pagar pelo cumprimento da satisfação do 
desejo. Tal como Jevons, Marshall fazia uma distinção 
entre utilidade total e utilidade marginal (Grau final de 
utilidade). A utilidade relevante, em sua opinião, seria 
a utilidade marginal do bem, ou seja, os acréscimos de 
utilidade que você obtém, quando você acrescenta a 
última unidade ao seu consumo. Estabelece uma lei da 
utilidade marginal decrescente: os indivíduos vão 
ficando crescentemente saciados do bem e, portanto, 
acréscimos do bem ao consumo, vão acarretar 
acréscimos cada vez menores de utilidade. Então, a 
utilidade marginal de alguma coisa pra um indivíduo 
diminui a cada aumento da quantidade que ele já 
possui dessa coisa. 
Se a utilidade marginal de todos os bens decrescem na 
medida em que aumenta a quantidade consumida do 
bem, como se explica a heroína, um bem em que 
quanto mais você consome, mais você deseja unidades 
adicionais desse bem? Isso é uma exceção a lei da 
utilidade marginal decrescente? É a questão do tempo, 
que o tempo não muda o caráter do homem. Se você 
conseguisse fixar um nível de vício, a droga teria 
utilidade marginal decrescente como qualquer outro 
bem. O problema é que, a cada consumo, você muda o 
gosto, a relação com o bem. Então, a lei da utilidade 
marginal decrescente só vale com o ceteris paribus; 
você tem que manter o gosto da pessoa em relação a 
esse bem congelado/ constante. Em relação a droga, o 
nível de vício vai aumentando, portanto, a relação do 
bem com a pessoa está se modificando – é como se 
tivesse várias curvas de utilidade marginal, todas elas 
decrescentes, e não uma com utilidade marginal 
crescente. Marshall também fala de música e limpeza; 
O autor diz que a lei da utilidade marginal decrescente 
está supondo ceteris paribus, está se supondo que o 
gosto não está se alterando. 
Lei da utilidade marginal decrescente: está 
relacionando utilidade marginal com quantidade. 
O Marshall vai chegar à curva de demanda 
negativamente inclinada. Para ele, existe uma relação 
inversa entre preços e quantidades. Ele fixa a utilidade 
marginal da moeda, fixando renda e então fala que a 
utilidade marginal da moeda (trocando a moeda por 
bem) / a utilidade marginal do dinheiro está fixo para 
ele / A unidade monetária tem a mesma utilidade ao 
longo de todo o período – enquanto que, a utilidade 
marginal do bem está caindo na medida em que se 
aumenta a quantidade. Então você está disposto a 
trocar cada vez menos, daquele bem que tem utilidade 
constante, por aquele bem que tem utilidade 
decrescente. Você está igualando a utilidade da moeda 
com a utilidade da última compra que você faz. É dessa 
forma que ele chega a uma curva de demanda 
decrescente, ou seja, quanto maior a quantidade do 
bem, menor é sua utilidade marginal, e portanto, 
menor á disposição de dar moeda em troca desse bem 
adicional (que tem uma utilidade menor do que antes); 
então, menor é a disposição a pagar por esse bem e aí 
você chega numa relação inversa entre preços e 
quantidades. 
Tabela de procura: É a base para a construção da curva 
de demanda. Representa as relações entre as 
quantidades, e os preços que os indivíduos estariam 
dispostos a pagar por essas quantidades / a quantidade 
que a pessoa estaria disposta a consumir a cada nível 
de preço. 
A primeira unidade que consumo, tem muita utilidade 
para mim, então estou disposto a pagar bastante por 
ela ou, se o preço for alto, eu tenho que consumir 
pouco, pra igualar a utilidade marginal do bem pelo 
preço que eu estou pagando por ele. Agora, se eu 
aumento a quantidade, a segunda unidade tem um 
valor menor para mim, tem uma utilidade menor, 
portanto eu vou estar disposto a pagar menos para ter 
acesso a essa segunda unidade. Então é estabelecida 
uma relação entre quantidades e disposições a pagar 
por cada uma dessas quantidades. 
Quanto o indivíduo está disposto a pagar? Não dá pra 
saber – o que vai estabelecer o preço de equilíbrio no 
mercado vai ser o cruzamento de oferta e demanda. 
Em cima de uma mesma curva de demanda varia o 
que? Preços e quantidades – tomando todas as demais 
coisas que poderiam afetar ou preço ou quantidade, 
como sendo constantes. 
Para Marshall o que está por trás da demanda, é a 
utilidade marginal decrescente. Você está igualando a 
utilidade do dinheiro, com a utilidade da última 
unidade consumida desse bem. 
Se eu estou consumindo