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Alfred Marshall - Resumão

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pouco, a utilidade dessa 
última unidade que eu adicionei ao meu consumo é 
muito grande para mim, então, estou disposto a pagar 
muito. Agora, se já consumi muito desse bem, a 
utilidade da última unidade é menor, portanto, eu 
estou disposto a pagar cada vez menos para ter 
unidades adicionais do bem. Você estabelece dessa 
forma, uma relação inversa entre preços e quantidades 
em cima da curva de demanda. Se o preço é alto, eu 
tenho que consumir pouco para igualar a utilidade 
dessa quantidade – a utilidade tem que ser muito alta 
para eu pagar um preço muito alto. Se o preço cai, eu 
posso estender meu consumo até a utilidade marginal 
ser um pouco menor. 
Essa relação só pode ser estabelecida, se for congelada 
muitas outras coisas, como gostos, renda, preços de 
bens substitutos e complementares; se você deixa 
variar tudo ao mesmo tempo, você pode aumentar a 
quantidade consumida do bem e a disposição a pagar 
por ele, mas não por que existe um relação positiva 
entre preços e quantidades, e sim por que o gosto pelo 
bem aumentou ou por que a renda aumentou e a 
utilidade marginal do dinheiro caiu, enfim, tem uma 
série de coisas. Se você não congela tudo, você não 
consegue evidenciar a relação entre preço e 
quantidade da forma que Marshall fala. 
Slide 6 
Se a quantidade é pequena, a utilidade marginal do 
bem é alta -> consumidor estará disposto a pagar muito 
por ela. Alternativamente, se a quantidade é grande -> 
o consumidor mais saciado -> disposição a pagar pelo 
bem é maior. 
 
Importante: Para construir a curva de demanda é 
necessário impor cláusulas ceteris paribus -> isola a 
relação quantidade e disposição a pagar -> congela (ou 
põe em sono hipotético) todos os demais fatores que 
podem afetar essa relação -> gosto, renda, preço de 
bens correlatos, etc. 
 
Quando esses fatores variam -> a curva de demanda se 
desloca. 
 
Quando a gente tira as outras variáveis do tal sono 
hipotético que foi impostas á elas, as suas curvas vão 
se deslocar. Quando você varia só preços e 
quantidades, você está em cima de uma mesma curva; 
quando você varia qualquer outra coisa, você tem que 
definir qualquer outra relação entre preços e 
quantidades, para esse novo gosto, renda, apreço por 
bens correlatos. 
Slide 7: Exemplo, mercado de chá -> cai preço de café. 
A curva de demanda por chá, D0 é definida para um 
preço de café P0 -> quando o preço de café cai para P1 
(café e chá são substitutos no consumo) -> chega-se à 
curva de demanda D1 -> curva de demanda por chá se 
desloca para a esquerda. 
Uma curva de demanda D0 (D zero) de chá, está 
definida para um determinado preço de café, supondo 
que café é um substituto de chá. 
Para 2 quantidades, eu estou disposto á pagar R$10 ou 
se o preço for R$10, estou disposto a consumir 2 
unidades. Se a quantidade for 3, estou disposta a pagar 
R$8 (um pouco menos), pois minha utilidade marginal 
caiu, ou se o preço R$8, a quantidade de consumo pode 
ser maior do que antes, por que aí eu posso estender 
meu consumo, de forma a igualar a utilidade marginal 
do bem ao preço menor. 
Por que o número cai? Por que você está ficando 
saciado do bem, a utilidade marginal dele está caindo 
e sua disposição a pagar também cai. 
Vamos supor que o preço do café diminua. A queda do 
preço do café tem a implicação de que os 
consumidores estão consumindo mais café do que 
antes e isso vai ter um impacto no mercado de chá, ou 
seja, se você está consumindo mais café do que antes, 
essas duas unidades não tem dão o mesmo prazer de 
antes. Você vai ter que diminuir sua quantidade, para 
estar disposto a pagar R$10 por ela, ou para 1 unidade 
eu estaria disposto á pagar, por exemplo, 8. Para 3 
unidades, agora que eu já estou tomando café, ela tem 
uma utilidade menor para mim, portanto, eu estaria 
disposto a pagar R$6 e não R$8, ou, alternativamente, 
pra eu poder para R$8, eu tenho que reduzir meu 
consumo de forma a aumentar minha utilidade 
marginal. 
Por fim, a curva de demanda se deslocou para a 
esquerda e, a nova curva de demanda, representa toda 
uma nova relação entre preços e quantidades. 
Slide 8 
Aumenta o gosto pelo bem -> 
o consumidor terá uma 
disposição a pagar mais pelas 
quantidades (uma vez que 
obtém maior satisfação do 
que antes) -> desloca a 
demanda para a direita. 
 
O mesmo acontece quando se altera o gosto pelo bem. 
Lana del rey usa uma jaqueta e de repente essa jaqueta 
passa a ser muito desejada. O consumidor passa a estar 
disposto a pagar mais por cada unidade consumida. 
Para todas as unidades adicionadas ao meu consumo, 
eu vou ter uma utilidade marginal maior do que antes. 
Lembrando que aqui, estamos alterando um padrão 
que antes era constante. Cada unidade traz mais prazer 
adicional ao consumidor, do que antes. 
Slide 9 
Para chegar à curva de 
demanda de mercado -> 
soma as quantidades 
demandadas por cada um 
dos consumidores do 
mercado a cada nível de 
preço. 
 
Nesse caso, mercado não existe mais a relação com 
utilidade marginal, pois utilidade marginal é um 
conceito individual (não vale para o mercado) -> a 
curva de demanda de mercado é negativamente 
inclinada por conta das inclinações das demandas 
individuais. 
 
Marshall enuncia a lei da demanda (ou procura): 
Quanto maior a quantidade a ser vendida, a fim de que 
possa achar compradores, ou em outras palavras, a 
quantidade procurada aumenta com a baixa, e diminui 
com a alta do preço. 
Como saímos da curva de demanda do indivíduo e 
chegamos no mercado? Como, a partir das várias 
curvas de demanda individuais, das várias disposições 
a pagar, vários consumos a diferentes níveis de preço, 
enfim, como se chega na curva de demanda de 
mercado desse bem? 
Se o preço for R$10, quanto vai consumir o primeiro 
consumidor? 5. O segundo vai consumir 3. O terceiro 
vai consumir 5. Qual a demanda total? É a soma, 13 – a 
nível de preço R$10. A cada nível de preço, você vai 
descobrir os consumos individuais e soma-los. Assim, 
você vai sair da curva de demanda individual e vai para 
a de mercado. 
Então, para se chegar na curva de demanda de 
mercado, você soma as quantidades demandas por 
cada um dos consumidores que compõem o mercado, 
a cada nível de preço. 
Se no caso da demanda individual, existe uma relação 
entre utilidade marginal e preços, no caso do mercado, 
isso já não se mantém. Não existe uma utilidade 
marginal para o mercado. A utilidade é um conceito 
individual. O que se tem no mercado, é uma relação 
entre preços e quantidades, que vão ser 
negativamente relacionadas/ inclinadas. No mercado 
se fala lei da demanda. 
Marshall cria o conceito de excedente do consumidor 
e diz que há excedente do consumidor, no sentido que, 
o mercado ao fixar o preço, permite que todas as 
unidades sejam consumidas ao equivalente a utilidade 
marginal da última. 
Oferta: agentes de produção 
No livro IV, Marshall começa a abordar a outra lâmina 
da tesoura – o lado da oferta. Ele considera quatro 
agentes de produção: 
1) Terra que inclui: “a matéria que a natureza oferece 
livremente para ajudar o homem, em terra e água, 
em ar, luz e calor” 
2) Trabalho: o “esforço econômico do homem seja 
com a mão ou com o cérebro” 
3) Capital: a “quantidade de riqueza acumulada 
considerada antes como um meio de produção que 
como fonte de satisfação (consumo)” 
4) Organização, que ele discute no final do livro 
quando fala em economias internas e externas. 
 
Marshall vai falar que Jevons estava errado ao falar que 
utilidade é o único determinante do valor e que Ricardo 
também estava errado ao falar que custo de produção 
era o único determinante do valor. Você precisa das 
duas coisas para determinar preços e quantidades de 
equilíbrio. 
Para falar da oferta, temos que falar de quem está 
envolvido na produção: terra, trabalho, capital e 
organização. 
Slide 11 
Marshall apresenta

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