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Alfred Marshall - Resumão

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a uma quantidade – quando 
falamos de preço de oferta sempre se trata de uma 
determinada quantidade, então, o preço de oferta de 
uma determinada quantidade é o preço que induz os 
produtores e seu conjunto a levarem essa quantidade 
ao mercado. O preço de oferta de 10 unidades, é o 
preço que faz com que no conjunto, os produtores se 
submetam aos incômodos relacionados a produção de 
10 unidades e as levem para o mercado. Marshall fala 
dos custos reais dos incômodos relacionados ao 
trabalho e as espera, e depois ele transforma isso em 
despesas monetárias; ele vai falar de uma série de 
despesas que vão estar compondo o preço de oferta 
dessa mercadoria. 
O preço de oferta de determinada quantidade de 
mercadoria, vai ser composto pelo preço de oferta das 
quantidades correspondentes de fatores de produção 
necessários à produção dessa mercadoria. 
Para produzir 20kg de lã: quantidade de lã para 
produzir esses 20kg, capacidade gerencial, aluguel, 
lucros, etc. Tudo isso vai entrar como preço de fator de 
produção, e, portanto, como preço de oferta. O preço 
de oferta, representa praticamente as despesas e 
custos de produção, de determinada quantidade de lã. 
O autor diz que a composição desses fatores de 
produção, vão variar de acordo com a quantidade. Para 
você cultivar um terreno e produzir 2t de milho, você 
irá usar uma enxada, mas se você vai plantar 300 
hectares, você vai usar animais, etc. Os produtores 
escolhem os fatores de produção mais apropriados ao 
seu objetivo, a soma dos preços de oferta desses 
fatores é em geral menor do que a soma de qualquer 
outro grupo de fatores que possam substituí-lo. Para 
cada quantidade, você vai escolher aquela combinação 
de fatores de produção que resulte em um preço de 
oferta total menor do que qualquer outro -> princípio 
da substituição. 
Que preço de oferta? Marshall pensa a indústria como 
uma floresta; Tamanhos diferentes de firmas, que a 
gente viu que devido às questões das economias 
internas, tem custos diferentes. Se preço de oferta tem 
a ver com custos, de que custos estão se falando? Da 
pequena, média, grande? Por isso o autor introduz a 
ideia de firma representativa; a firma média, que goza 
das economias internas, externas médias, das 
habilidades gerenciais médias. Essa é uma firma típica, 
uma firma representativa do setor. Marshall não vê 
todas as firmas como sendo iguais e tendo um único 
custo de produção; é uma floresta, com várias firmas. 
Mas ao montar a curva de oferta do mercado, ele vai 
estar relacionando o preço de oferta daquela firma 
representativa. 
2) Quais são as principais hipóteses que Marshall faz 
sobre o mercado para chegar ao equilíbrio entre 
oferta e demanda? 
Livre concorrência; acesso às informações de forma 
completa; o tempo não pode mudar os gostos e 
preferência de outras pessoas; (tem mais dois). 
-Não pode haver conluios de qualquer espécie; os 
vendedores não podem se reunir para definir um 
preço. Os compradores também não podem realizar 
esta ação. Cada um está agindo de forma atomizada no 
mercado, são todos pequenos e ninguém tem a 
capacidade de influenciar isoladamente o preço. 
-Conhecimento perfeito: O consumidor e o produtor 
conhecem o mercado, o que está acontecendo, de 
forma suficiente para não estarem dispostos a pagar 
mais do que os outros estão pagando, nem vender por 
menos do que os outros vendedores estão vendendo. 
-As circunstâncias gerais de oferta e demanda não 
estão sendo alteradas; ceteris paribus – é congelado 
todo o resto. Para fixar a oferta no lugar, o custo não 
pode variar, não pode haver novos concorrentes. Para 
fixar a demanda, não pode variar gostos, preços de 
bens alternativos. Essas condições tem que estar 
estáveis para as curvas não ficarem pulando pra lá e pra 
cá o tempo todo. Para definir equilíbrio, as duas curvas 
tem que estar estáveis e para ter as curvas no lugar, 
não se pode deixar variar as condições de mercado. 
3) Como é construída a tabela de oferta? A curva de 
oferta tem necessariamente uma inclinação 
positiva? 
A tabela de oferta representa os preços de oferta de 
cada quantidade, relacionada às respectivas 
quantidades. 
A curva não é sempre positivamente inclinada; 
conforme a quantidade de produtos produzidos vai 
aumentando, os produtores mobilizam esforços para 
diminuir os custos dos fatores de produção: 
desenvolvam tecnologias, usem animais, etc. 
O preço de oferta de 20 unidades, vai ser R$10 – isso 
quer dizer que para induzir que os produtores levem 20 
unidades ao mercado, cada uma delas tem que custar 
R$10. 
32 unidades, custa R$15 – o que cada uma das 32 
unidades tem que custar para que, 32 unidades sejam 
levadas ao mercado; vai ter que custar 15, por unidade. 
45 unidades custam R$20 – para que 45 unidades 
sejam levadas ao mercado, cada uma delas tem que 
custar R$20. 
Sempre relacionar preço de oferta de uma 
determinada quantidade á quantidade. Nos casos 
mencionados acima, o gráfico vai ter uma curva 
crescente ou, uma curva de oferta positivamente 
inclinada ou, rendimentos decrescentes. Na medida 
em que se produz mais, o preço de oferta de cada 
unidade vai ficando mais caro. Por que os custos estão 
crescendo? Tem vários fatores, como por exemplo a 
desutilidade marginal do trabalho: para trabalhar mais, 
você exige mais. Também tem os rendimentos 
decrescentes da terra, na qual o autor acredita; tem a 
questão da espera – poupança – que está vinculada ao 
capital, você tem que ter juros crescentes, para induzir 
as pessoas a abrir mão do consumo presente, para ter 
mais consumo no futuro. Ou seja, para Marshall, vários 
agentes de produção influenciam para a curva de 
oferta ter essa inclinação. 
 Mas, ele também diz que não necessariamente isso 
acontece, e é possível ter uma curva de oferta 
horizontal: o preço de oferta não modifica com o 
aumento da quantidade; o quanto os produtores vão 
exigir para levar 10 unidades ao mercado é R$10 e para 
levar 50 unidades ao mercado é necessário que cada 
uma custe R$10 também. Nesse caso, quer dizer que 
os custos crescentes são exatamente compensados 
pelos custos decrescentes e em geral, relacionados as 
economias de escala. 
Quando você aumenta a produção, você tem ganhos 
de custos, você reduz custos da firma, seja por questão 
de a indústria estar em uma mesma localidade, seja por 
questão de conhecimento, tamanho da firma, etc. 
Aqui, os custos crescentes são exatamente 
compensados pelos custos decrescentes á escala. Tem 
coisas que levam ao aumento de custos, tem coisas que 
levam ao decréscimo de custos, na medida em que se 
aumenta a quantidade. Na curva horizontal, os custos 
se compensam; para qualquer quantidade o preço de 
oferta será igual. 
Você pode ter também, queda de custos com o 
aumento de quantidade. Ex: indústria automobilística. 
Levar 50 unidades, custa R$100 por unidade. Levar 200 
unidades, custa R$30 por unidade. Nesse caso: Custos 
decrescentes ou rendimentos crescentes da escala. 
Não existe uma lei da oferta, da mesma forma que 
existe uma lei da procura/ demanda. Pra conseguir 
mais compradores, deve se baixar o preço. Na oferta, 
você não tem esse tipo de lei, ela pode ter qualquer 
configuração. 
Custos de produção: tudo que é necessário pro 
produtor levar aquela determinada quantidade ao 
mercado. 
4) O que caracteriza a situação de equilíbrio que o 
mecanismo e que mecanismo entra em ação 
quando o mercado se encontra fora de equilíbrio? 
Ponto de equilíbrio: intersecção entre a curva de oferta 
e de demanda. Á determinado preço, quantidade 
demandada = quantidade ofertada. Quando se está 
fora do equilíbrio, por exemplo, a quantidade 
demandada está igual a quantidade ofertada -> preço 
sobe. Ao contrário, quando a oferta está maior que a 
demanda, o ajuste se dá através da diminuição do 
preço, até chegar ao equilíbrio (essa é a forma

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