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FACULDADE SENAC PERNAMBUCO
GENÉSIO LIMA
HENRIQUE MELO
ÍTALA PEREIRA
LUCINEIDE FERREIRA
SANDRA BARROS
ORIXÁS:
YEMANJÁ, LOGUN EDÉ E OXÓSSI.
Recife
2020
GENÉSIO LIMA
HENRIQUE MELO
ÍTALA PEREIRA
LUCINEIDE FERREIRA
SANDRA BARROS
ORIXÁS:
IEMANJÁ, LOGUN EDÉ E OXÓSSI.
Trabalho apresentado ao componente curricular Cozinha Brasileira do Curso de Gastronomia da Faculdade Senac Pernambuco.
Docente: Rúbia Sales
Recife
2020
SUMÁRIO:
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 04
2. DESENVOLVIMENTO ......................................................................................... 05
2.1 ORIXÁS ......................................................................................................06
2.1.1 YEMANJÁ ...................................................................................06
2.1.2 LÓGUN EDÉ................................................................................07
2.1.3 OXÓSSI........................................................................................ 08
3. COZINHA DE ORIXÁS .........................................................................................09
3.1 CANJICA ...................................................................................................09
3.2 PEIXE DE YEMANJÁ..............................................................................09
3.3 MANJAR........................ ............................................................................09
3.4 AXOXÓ......................... .............................................................................10
 3.5 OMOLUKUN............................................................................................10
	3.6 ABÓBORA PARA OXÓSSI..................................................................11
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................12
5. REFERÊNCIAS .......................................................................................................13
1.INTRODUÇÃO 
	Este trabalho tem como objetivo estudar e obter conhecimento acerca da cozinha brasileira e suas origens, especificamente sobre a cultura africana e sua cozinha de orixás, desvendando seus conceitos, características religiosas e a importância da comida para esta religião e seus rituais.
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2.DESENVOLVIMENTO:
2.1 Orixás:
 Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada orixá tem ainda o seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários.
 Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravatura, cada orixá foi também associado a um santo católico, devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem os seus deuses vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente.
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2.1.1 YEMANJÁ
Dia: Sábado
Cor: Branco, Prateado, Azul e verde.
Símbolo: Abebé prateado, Alfange.
Elementos: Águas doces que correm para o mar, Águas do mar.
Domínios: Inteligência, Maternidade, Saúde mental e Psicológica.
Saudação: Erù-Iyá, Odó-Iyá
 Yemanjá, por presidir à formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o Bori. Ìyá Orí. É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. O seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes. Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo transferiu-se para a região de Abeokutá, levando consigo os objetos sagrados da deusa.
 Comemorado no Brasil no dia 02 de fevereiro, o Dia de Iemanjá é marcado por celebrações, rituais e oferendas. No Brasil a maior festa em homenagem a ela acontece na Bahia, na cidade de Salvador. Anualmente, no dia 02/02, fiéis se reúnem vestidos de branco, e saem em procissão. Outra festa importante que acontece para Iemanjá é a realizada no Rio de Janeiro. O tradicional Banho de Pipoca é acompanhado por pessoas de diversas religiões. Alguns locais também comemoram o Dia de Iemanjá no dia 08 de dezembro. Esta data é comemorada principalmente na cidade de São Paulo, devido à relação ao dia de Nossa Senhora da Conceição.
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2.1.2 LOGÚN EDÉ
DIA: Quinta-feira
CORES: Azul-turquesa e Amarelo-ouro
SÍMBOLOS: Balança, Ofá, Abebè e Cavalo-marinho.
ELEMENTOS: Terra (floresta, matas) e Água (de rios e cachoeiras).
DOMÍNIOS: Riqueza, Fartura e Beleza
SAUDAÇÃO: Logun ô akofá!!!
 Logun Edé (lógunèdè) é o orixá da riqueza e da fartura, filho de Oxum e Oxóssi, deus da guerra e da água. É, sem dúvida, um dos mais bonitos orixás do Candomblé, já que a beleza é uma das principais características dos seus pais.Rei de Ilexá, caçador habilidoso e príncipe soberbo, Logun Edé reúne os domínios de Oxóssi e Oxum e quase tudo que se sabe a seu respeito gira em torno de sua paternidade.
 Apesar de sua história, é preciso esclarecer que Logun Edé não muda de sexo a cada seis meses, ele é um orixá do sexo masculino. Sua dualidade se dá em nível comportamental, já que em determinadas ocasiões pode ser doce e benevolente como Oxum e em outras, sério e solitário como Oxóssi. Logun Edé é um orixá de contradições; nele os opostos se alternam, é o deus da surpresa e do inesperado.
 Na Nigéria, a cidade de Logun Edé chama-se Ilexa e é uma das mais ricas e prósperas da África, anualmente fazem encontros com vários festivais vindo pessoas de toda as partes da África.
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2.1.3 OXÓSSI
DIA: Quinta-feira
COR: Azul-Turquesa
SÍMBOLOS: Ofá (arco), Damatá (flecha), Erukeré
ELEMNTO: Terra (florestas e campos cultiváveis)
DOMÍNIOS: Caça, Agricultura, Alimentação e Fartura
SAUDAÇÃO: Òké Aro!!! Arolé!
 
 Oxóssi (Òsóòsi) é o deus caçador, senhor da floresta e de todos os seres que nela habitam, orixá da fartura e da riqueza. Atualmente, o culto a Oxóssi está praticamente esquecido em África, mas é bastante difundido no Brasil, em cuba e em outras partes da América onde a cultura iorubá prevaleceu. Isso se deve ao facto de a cidade de Kêtu, da qual era rei, ter sido destruída quase por completo em meados do século XVIII, e os seus habitantes, muitos consagrados a Oxossi, terem sido vendidos como escravos no Brasil e nas Antilhas. Esse facto possibilitou o renascimento de Kêtu, não como estado, mas como importante nação religiosa do Candomblé.
 Oxóssi é o rei de Kêtu, segundo dizem, a origem da dinastia. A Oxóssi são conferidos os títulos de Alakétu, Rei, Senhor de Kêtu, e Oníìlé, o dono da Terra, pois em África cabia ao caçador descobrir o local ideal para instalar uma aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante do lugar, com autoridade sobre os futuros habitantes. É chamado de Olúaiyé ou Oni Aráaiyé, senhor da humanidade, que garante a fartura para os seus descendentes.
 Na história da humanidade, Oxóssi cumpre um papel civilizador importante, pois na condição de caçador representa as formas mais arcaicas de sobrevivência humana, a própria busca incessante do homem por mecanismos que lhe possibilitem se sobressair no espaço da natureza e impor a sua marca no mundo desconhecido.
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3. COZINHA DOS ORIXÁS RECEITAS:
3.1 Canjica de Yemanjá
Ingredientes:
· 100 g de milho de canjica, 
· 1 xícara de leite, 
· 1/3 de xícara de açúcar, 
Modo de Preparo:
Cozinhar a canjica, deixando secar. Juntar o leite e o açúcar e deixar apurar mais um pouco.
3.1.2 Manjar:
Ingredientes:
· 2 colheres (sopa) de amido, 
· Meia xícara de leitede coco, 
· 1 xícara de leite, 
· 1/4 de xícara de açúcar
Modo de Preparo:
Dissolver a maizena no leite frio. Juntar os outros ingredientes e levar ao fogo, mexendo até engrossar.
 
3.1.3 Peixe de Yemanjá:
Ingredientes:
· Peixe de escamas inteiro e limpo.
· Azeite doce [oliva]
Modo de preparo:
	Cozinhar o peixe regado com azeite sem sal e sem deixá-lo desmanchar, retirar do fogo, colocar no recipiente no qual será entregue.
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3.1.4 Axoxó para Logun Edé:
Ingredientes:
· 400 grs de camarão seco triturado, 
· 4 cebolas grandes raladas, 
· 1 quilo de feijão fradinho, 
· 6 ovos cozidos e descascados de forma perfeita, 
· 1 quilo de milho vermelho, 
· 1 coco, sal a gosto. 
· 500 ml de azeite de dendê.
Modo de preparo: 
 Cozinhe o feijão fradinho, em seguida refogue com um pouco do azeite de dendê o camarão com a cebola e sal, adicione o feijão cozido ao refogado e acrescente aos poucos o azeite até que o tempero se misture com os ingredientes. Cozinhe separadamente o milho vermelho em água e sal, o escorra e espere até que esfrie. Em um alguidar coloque do lado direito o milho e do lado esquerdo o feijão com camarão, da forma mais uniforme possível. Em cima do feijão colocar os ovos descascados com a ponta fina para baixo e o coco em cima do milho, distribua tudo de maneira uniforme.
3.1.5 Omolukun:
Ingredientes:
· 500 grs de feijão fradinho, 
· 500 grs de milho, 
· 4 ovos cozidos, 
· azeite de oliva 
· 1 cebola e lascas de coco.
 Modo de preparo: 
 Cozinhe o feijão com água, cebola e azeite e enquanto isso cozinhe também separadamente o milho. Pegue o feijão bem cozido e amasse até virar um purê e o coloque em um alguidar ocupando somente o lado esquerdo, na outra metade coloque o milho cozido. Por cima do feijão coloque os 4 ovos descascados perfeitamente, sem ferir a clara com a ponta mais fina para baixo, por cima do milho coloque as lascas de coco de forma uniforme.
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3.1.6 Abóbora para Oxóssi:
Ingredientes:
· 1 Abóbora moranga cozida em água sem sal; 
· 200 gr de camarão seco e limpo;
· 6 Espigas de milho verde com palha; 
· 100 gr de toucinho defumado; 
· Azeite de dendê; 
· 6 ovos inteiros batidos;
· 1 coco fatiado;
Modo de Preparo:
 Cozinhar o camarão seco, batido ou pilado em pouca água. Limpar a Abóbora Moranga, retirando o seu interior, mas de forma que fique inteira. Cozinhando numa panela grande com água sem tempero. Numa outra panela refoga-se o toucinho defumado no azeite de dendê. Quando o camarão estiver quase seco, mistura-se o refogado do toucinho no dendê, mexendo sempre até ficar como uma fritura. Nesta etapa, mistura-se então os ovos batidos, até formar uma massa uniforme. Esta massa, aos poucos se coloca no interior da Abóbora, que já deverá ter cozido e esfriado. Cozinha-se na água as 6 espigas de milho, que deverão ser fincadas dentro da Abóbora.
 
	 
 
	 
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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
 Ao estudar os orixás, automaticamente leva-se ao estudo sobre as oferendas. Neste sentido, fala-se de ofertar, dar para receber ou para agradar o que foi recebido. 	As ofertas aos orixás são em troca de algo, seja saúde, amor, ou qualquer outro objetivo, sentimental, social ou financeiro.	Estas oferendas sempre tem um objetivo: obter algo em retorno. O relacionamento é uma via de mão dupla, oferta-se o que o orixá gosta, recebe-se aquilo que o orixá pode lhe dar em retorno. No modo de preparo das receitas que serão ofertadas, é recomendado sempre ter os pedidos em pensamento, bem como os pedidos serem voltados para o bem, nunca para o mal.
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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
 
Os Orixás | Candomblé
Logunedé - Características e História do Orixá | iQuilibrio
Olhos de Oxalá: COLETANEA COMIDAS DE LOGUN-EDÉ - OMOLOKUM
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