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Alex_Mendes-Questao_comentada_PF_-_Cambio_Fixo_para_flutuante

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 Alex Mendes
Questão comentada PF - Cambio Fixo para flutuante
06/04/2012
Oi pessoal,
segue mais uma questão preparatória para a prova da PF, desta vez falaremos de economia
brasileira ? passagem do Estado produtor para o Estado regulador.
A mudança, em 1999, do regime cambial vigente na economia brasileira desde o Plano Real
foi função de vários fatores, entre os quais NÃO se encontra:
(a) a crise asiática de 1998;
(b) a crise russa;
(c) a perda de divisas;
(d) o superávit comercial.
 
Comentário: ainda no governo de Itamar Franco, tivemos a formulação do plano real, que
se baseou numa desindexação da economia com a passagem de CrR 2.750,00 para 1 URV
(Unidade Real de Valor) e depois numa segunda fase a conversão de 1URV = R$ 1,00.
Resolvido parcialmente o problema da desindexação, o governo determinou a opção pelo
cambio fixo numa paridade apreciada R$ 1,00 = US$ 1,00. Sendo assim a autoridade
monetária se comprometia a trocar reais por dólares e vice-versa à equivalência
determinada.
 
O mecanismo relativamente simples, contava com o seguinte:
 
Moeda interna apreciada (valorizada) causa:
+ importações
- exportações
+ competição no mercado interno
- margem para reajuste de preços
- inflação.
 
Contudo, como diria o Prof. Milton Friedman, não há almoço de graça na economia, e
sendo assim, a paridade apreciada tendia a provocar forte déficit no balanço de
pagamentos em transações correntes.
 
Como o país não ?fabrica? dólares para as transações comerciais viu-se obrigado a elevar
as taxas de juros para atrair capital especulativo, o que se resolvia a questão em curto
prazo ? ao menos parcialmente ? aumentava o endividamento público comprometendo o
crescimento futuro.
 
Paralelo a isto se fez as privatizações ? mudança do papel de Estado produtor para
regulador ? o que contribuía para o país - segundo os gestores da economia em três
aspectos:
 
. Aumento da capacidade de investimento modernizador via empresas privadas; 
. Concentração do papel do Governo como provedor de bens públicos e semi-públicos
(meritórios);
. Entrada de IDE (investimento direto estrangeiro) com oferta de moeda externa (dólares)
a fim de ajudar a ?tapar? o rombo do BP (TC).
 
Esta ?âncora? inflacionária manteve-se até 1999, quando diante das crises do México,
Rússia e Tigres Asiáticos, o modelo enfim se tornou ineficiente.
A partir de então a ?ancora? inflacionária passa a ser uma política fiscal e monetária
contracionista e os juros altos para inibir a demanda.
 
Gabarito: D
 
Um forte abraço,
 
Alex Mendes
alexmendes@euvoupassar.com.br
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