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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO TOCANTINS – CAMETÁ POLO UNIVERSITÁRIO SÉRGIO MANESCHY - MOCAJUBA FACULDADE DE EDUCAÇÃO-FAED DISCENTE – ROSANA ESTUMANO NUNES ORIENTADOR – PROF. DR. JOSÉ DOMINGOS FERNANDES BARRA EDUCAÇÃO NO CÁRCERE E A PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA SOCIAL: REFLEXÕES A PARTIR DO CENTRO DE RECUPERAÇÃO REGIONAL DE MOCAJUBA – CRRMOC Mocajuba-Pará 20/08/2018 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO TOCANTINS – CAMETÁ POLO UNIVERSITÁRIO SÉRGIO MANESCHY - MOCAJUBA FACULDADE DE EDUCAÇÃO-FAED TEMA: EDUCAÇÃO PRISIONAL ROSANA ESTUMANO Trabalho de Conclusão de Curso à Universidade Federal do Pará, Campus Universitário Tocantins- Cametá, polo universitário de Mocajuba como requisito de obtenção do grau de licenciada em pedagogia. Orientador: Prof. Dr. José Domingos Fernandes. Barra. Mocajuba-Pará 20/08/2018 7 EDUCAÇÃO PRISIONAL Data da defesa: 20 de Agosto de 2018 Conceito: _____________________ Banca Examinadora ______________________________________________ Prof. Universidade Federal do Pará Presidente ______________________________________________ Prof. Universidade Federal de Pará Membro ____________________________________________ Prof. Universidade Federal do Pará Membro 8 Dedico este trabalho para todas as pessoas que lutam por um mundo melhor, que estão engajadas na busca por melhorias na educação e que acreditam no ser humano como um ser capaz de se ressocializar. 9 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus desde o primeiro momento em que fui abençoada ao ser aprovada no vestibular. Obrigada por me transmitir força, foco e fé que me acompanharam ao longo desse anos e que não me permitiram desistir. Sou eternamente grata à Ele por todas as bênçãos sobre eu e minha família e por proporcionar tranquilidade aos corações daqueles que acompanharam minha trajetória. Agradeço aos meus pais, Manoel Cristo e Esmeralda Estumano, pela vida, por sempre me apoiarem nos estudos e nunca medirem esforços para me ajudar nessa longa jornada. Em especial à memoria do meu querido pai, que apesar do seu falecimento um mês após a aprovação no vestibular, foi à pessoa que me ensinou a nunca desistir dos meus objetivos. Agradeço aos meus irmãos (Rodrigo e Raylana), por sempre me apoiarem e me suportarem nos dias de mais estresse. Agradeço ao meu namorado (Eberson Cantão Basílio), por toda compreensão carinho e amor, por me ajudar muitas vezes a achar soluções quando elas pareciam não aparecer. Foi à pessoa que compartilhou comigo os momentos de tristezas e alegrias, sempre esteve comigo ao longo desses quatro anos, na qual nunca mediu esforços para me ajudar, até mesmo nos momentos mais tensos dessa jornada. E minha família em geral que contribuiu, diretamente ou indiretamente, para essa minha conquista. . Agradeço aos amigos da universidade, em especial a minha equipe (Déborah, Claudenise, Milene, Aldenira e Luziane) que me ajudou nos estudos, me apoiando com conversas, brincadeiras, fazendo com que tudo ficasse mais leve. Agradeço ao meu orientador (José Domingos Barra),pela orientação, dedicação, paciência, e principalmente, pela amizade durante todo o processo. 10 Agradeço a equipe do CRRMOC, que me permitiram pesquisar e coletar dados para que fosse concluído meu trabalho. Agradeço aos professores que fazem parte da minha banca, por dedicar um tempo de suas vidas, do aconchego de suas famílias, para avaliar esse trabalho que é de suma importância para minha vida acadêmica e profissional. Agradeço também a Universidade Federal do Pará. Muito obrigada a todos, de coração, que fizeram parte dessa conquista e que de alguma forma contribuíram para a elaboração desse trabalho. 11 A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão. (Massimo Bontempelli, poeta) 12 RESUMO Este trabalho trata da Educação no Cárcere e a Perspectiva da Pedagogia Social: Reflexões a Partir do Centro de Recuperação Regional-Mocajuba-Pará, sendo que se trata da educação prisional. O objetivo geral da pesquisa foi Analisar as proposta de educação que acontecem no CRRMOC na perspectiva da pedagogia social. Para a coleta dos dados, realizou-se entrevistas com os detentos, com a professora pedagoga responsável pelo ensino dentro do cárcere e com o diretor do CRRMOC da cidade de Mocajuba. No total foram entrevistados 17 pessoas, sendo 15 detentos e a pedagoga e o diretor. Sendo que foram feitos vários questionamentos a respeito da educação e dos projetos que no CRRMOC existe, e de como essa metodologia pode fazer com que haja a ressocialização dos detentos. O resultado do questionário leva a entender que os detentos tem pouca escolaridade e alguns são analfabetos. Os resultados obtidos de acordo com as entrevistas confirmam que há uma deficiência em trabalhar projetos dentro do cárcere, por falta de apoio os projetos não são permanentes. Salientando que os detentos afirmaram no questionário que quando ganham sua liberdade não tem apoio da sociedade e nem capacidade de conseguir trabalho pela pouca escolaridade que eles tem. De uma maneira geral, este trabalho procura enriquecer o entendimento de como é a realidade da educação prisional no município de Mocajuba-PA. Palavras-chave: Pedagogia social. Educação Prisional. Ensino. 13 ABSTRACT This work deals with Education in the Prison and the Perspective of Social Pedagogy: Reflections from the Center of Regional Recovery-Mocajuba-Pará, which is about prison education. The general objective of the research was to analyze the education proposals that take place in the CRRMOC in the perspective of social pedagogy. For the data collection, interviews were held with the detainees, with the teaching teacher responsible for the teaching inside the prison and with the director of the CRRMOC of the city of Mocajuba. In total, 17 people were interviewed, 15 of whom were prisoners and the pedagogue and the director. There have been several questions about the education and projects that exist in the CRRMOC, and how this methodology can lead to the re-socialization of detainees. The result of the questionnaire suggests that inmates have little schooling and some are illiterate. The results obtained according to the interviews confirm that there is a deficiency in working projects inside the prison, for lack of support the projects are not permanent. Emphasizing that the detainees affirmed in the questionnaire that when they gain their freedom they do not have the support of the society and nor the capacity to obtain work by the little school that they have. In general, this work seeks to enrich the understanding of the reality of prison education in the municipality of Mocajuba-PA. Keywords: Social pedagogy. Prison Education. Teaching. 14 SUMÁRIO LISTAS DE QUADROS, GRÁFICOS E FIGURAS. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 1. INTRODUÇÃO --------------------------------------------------------------------17 CAPÍTULO 01: O PERCURSO E A TRAJETÓRIA DA PESQUISA. --18 1.2- Problema da Pesquisa-----------------------------------------------------------18 1.3- Materiais e Métodos-------------------------------------------------------------201.4- Técnicas da Pesquisa------------------------------------------------------------20 1.5- Métodos Procedimentos Utilizado--------------------------------------------21 1.6 Locus Área de Estudo------------------------------------------------------------21 1.7 Analisar de Dados----------------------------------------------------------------22 CAPÍTULO 02: O ESPAÇO NÃO ESCOLAR E A PEDAGOGIA SOCIAL.------------------------------------------------------------------------------24 2.1- O Espaço não escolar: Algumas Reflexões---------------------------------25 2.2- A Atividade Pedagógica nos Espaços não formais------------------------27 2.3- A pedagogia Social: Um Pequeno Sobrevôo-------------------------------30 2.4- A pedagogia e o Pedagogo: Confluências Históricas Educativas-------33 2.5- A Institucionalização da Atividade da Pedagogia social.-----------------34 CAPÍTULO 03: EDUCAÇÃO NO CÁRCERE E A PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA SOCIAL: A EXPERIÊNCIA DO CENTRO DE RESCUPERAÇÃO REGIONAL DE MOCAJUBA/PA- CRRMOC.----36 3.1- O centro regional de recuperação em Mocajuba---------------------------36 3.2- A pedagoga Social: resultados e dircussões---------------------------------45 REFRÊNCIAS -----------------------------------------------------------------------47 APÊNDICE 15 LISTAS DE QUADROS, GRÁFICOS E FIGURAS. Quadro 01 Diferença entre educação formal e a não formal. Quadro Nº 02 Questionário aplicado aos Detentos o CRRMOC. Quadro Nº03 Questionário aplicado a Pedagoga do CRRMOC. Quadro Nº 04 Questionário aplicado ao Diretor do CRRMOC Figura 1 Localização do município de Mocajuba Gráfico Nº 01 Idade dos detentos entrevistados. Gráfico Nº 02 Grau de Escolaridade dos Detentos. Gráfico Nº 03 Melhorias na educação carcerária do CRRMOC. Gráfico Nº 04 Motivos que levam os detentos a estudar no CRRMOC Gráfico Nº 05 Detentos que realizam serviços comunitários Gráfico Nº 06 Avaliação da Educação no CRRMOC. Figura Nº 01 Educação Carcerária no CRRMOC. Figura Nº 02 Triagem dos detentos para estudar ou trabalhar no CRRMOC 16 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS C.R.R.MOC - CENTRO DE RECUPERAÇÃO REGIONAL DE MOCAJUBA ENCCEJA – EXAME NACIONAL DE CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADUTOS. LDB - LEI DE DIRETRIZES E BASE ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS SEMEC – SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO UNESCO – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E CULTURA PPP – PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 17 INTRODUÇÃO O interesse pelo estudo da educação no cárcere e a perspectiva da pedagogia social: reflexões a partir do centro de recuperação regional Mocajuba-Pará, surgiu da carência de estudos na área, pois durante minha vida de estudante ainda não havia me deparado com estudos sobre a educação prisional por isso optei por fazer um estudo mais aprofundado dessa temática. A pedagogia social é bastante frequente em nosso dia -a- dia, como forma de tratamento, socialização e comunicação, na sociedade. Para este trabalho, será apresentada uma breve análise da educação prisional, realizada no CRRMOC, e de como a pedagogia social é trabalhada no intuito da ressocialização. Lecionar dentro de uma casa de detenção é um desafio para muitos pedagogos, devido ao grau de periculosidade dos detentos. Contudo, é através da pedagogia social, que se consegue fazer com que haja a ressocialização deles no meio social. No município de Mocajuba o Sistema Penitenciário não consegue atingir o seu principal objetivo que é a recuperação dos seus internos. A falta de estrutura física, a superlotação, a falta de treinamento dos funcionários responsáveis pela reeducação dos detentos são alguns dos principais fatores que contribuem para o fracasso dos sistemas penitenciários especificamente o presídio de Mocajuba. A educação é um direito de todos garantido pela Constituição Federal, para isso é necessário analisar de que maneira esta modalidade de ensino no sistema penitenciário está sendo aplicada, uma vez que a educação profissionalizante, esta sendo feita através de projetos, e torna-se a mais adotada, já que é convertido em diminuição de pena e remuneração pelos serviços prestados e repassados para família. Para isso, é preciso se pensar em uma educação unificada, atribuída não somente à unidade escolar, cumprindo o papel apenas de repassar conteúdos, mas sim, a implementação de uma educação que aborde aspectos sociais, visando não só a reeducação, mas a transformação desses indivíduos diante da sociedade. Privar a liberdade de sujeitos infratores da lei é colocada pelo discurso jurídico como necessária para que haja a ressocialização desse indivíduo. E cabe às instituições penais aplicar práticas que promovam a reinserção desse infrator em meio à sociedade, pois se 18 acredita que o cumprimento das penas expedido por parte desses indivíduos fará com ele esteja pronto para voltar ao convívio social. Diante disso, de que forma podemos tratar esse sujeito para que ele volte à sociedade sem a intenção de cometer novos delitos? Como a educação pode contribuir para sua ressocialização levando em consideração aspectos humanizado? Porque deve ser abordado a pedagogia social dentro desse contexto? Será que seguir somente uma educação de caráter escolar contribui para a ressocialização e reinserção dos sujeitos privados de liberdade na sociedade? Ao perceber falência do sistema prisional através dos problemas recorrentes enfrentados, tais como a superlotação das selas, uma vez que o CRRMOC, foi construído com capacidade de 65 (sessenta e cinco) detentos, funcionando atualmente com 165 (cento e sessenta e cinco) sujeitos infratores da lei, causando rebeliões, fugas e com altos índices de reincidentes criminal. Com isso, a prisão perde o seu papel de instituição ressocializadora e promotora de reeducação dessas pessoas, para tornar-se apenas um local que favorece apenas uma socialização em uma cultura de caráter carcerário, necessitando que se implemente ações educativas. Para isso é necessário a presença de um pedagogo no local. Diante de tais expostos temos como objetivo geral neste artigo é de Analisar as proposta de educação que acontecem no CRRMOC na perspectiva da pedagogia social. E como específicos: (i) Averiguar quais as práticas pedagógicas que estão sendo aplicadas e desenvolvida com os alunos detentos na educação carcerária.; (ii) Investigar de que forma a pedagogia social poderia contribuir para a ressocialização, levando em consideração a pedagogia escolar; (iii) Proporcionar discussões a respeito da educação carcerária na perspectiva da pedagogia social. A pesquisa tem como informar para a área de Pedagogia quais os fatores que precisam ser trabalhado para haver uma ressocialização dos detentos com a sociedade de forma eficaz e o que deve ser aplicado na prática com eles. Buscando todo o conhecimento através da pesquisa de campo obter o máximo de informações pra esclarecer a sociedade em geral quais os fatores que implicam na agressividade dos detentos e no seu isolamento da sociedade. E, para uma melhor compreensão, este trabalho está organizado da seguinte forma: no primeiro capítulo, apresentaremos algumas reflexões do espaço não escolar e as metodologias aplicadas pelos pedagogos nos espaços não-formais, ressaltando a pedagogia 19 social, suas confluências nesta pesquisa, caracterizando a área de Estudo e fazendo a análise de dados e por fim as considerações finais. CAPÍTULO 01: O PERCURSO E A TRAJETÓRIA DA PESQUISA. A pesquisa que será descrita neste capítulo propõe uma integração dos dados obtidos através da pesquisa bibliográfica,documental e de campo. Onde foi possível buscar informações para a realização desse trabalho. O método realizado foi a entrevista, conversando diretamente com os detentos. Para Junior e Junior (2011) a entrevista é uma das técnicas mais utilizadas, atualmente, em trabalhos científicos. Ela permite ao pesquisador extrair uma quantidade muito grande de dados e informações que possibilitam um trabalho bastante rico. O procedimento adotado foi à utilização de um questionário, que também, foi aplicado foi a pedagoga responsável em ensinar os detentos com o objetivo de esclarecer quais as dificuldades do ensino dentro de uma casa de detenção e o que preciso ser melhorado para se ter um ensino de qualidade. Outra entrevista realizada no CRRMOC foi com o diretor responsável pela casa de detenção, que outrora se mostrou muito interessado no resultado da pesquisa e consentiu dando maior apoio a pesquisa feita com os detentos. Junto a essa realidade investigada, buscou-se através de entrevistas, usando o questionário, fazer todas as indagações a respeito de que forma a o ensino do cárcere pode ajudar os detentos a terem uma vida social após sua soltura. Pois sabemos que é através da educação que formamos pessoas melhores e com mais oportunidade no mercado de trabalho. 1.1 PROBLEMA DA PESQUISA O presente trabalho busca apresentar uma abordagem sobre a educação na perspectiva da pedagogia social no contexto do Centro de Recuperação Regional de Mocajuba – CRRMOC, onde foi possível observar como se dava a educação e os projetos no sistema penitenciário, uma vez que, não haviam responsáveis qualificados na área para execução e desenvolvimentos de práticas pedagógicas, fazendo-me questionar de que forma as práticas pedagógicas estava contribuindo com o processo de ressocialização? Com isso, a educação carcerária tornou-se um tema de discussão diante do aumento significativos de jovens e adultos infratores da lei, dotados de pouca ou nenhuma escolaridade. 20 Pois, a falta de políticas públicas, o descaso com os sujeitos privados de liberdade, além da superlotação, são alguns dos principais fatores que contribuem para o fracasso no que diz respeito à recuperação social desses indivíduos, fazendo com que as práticas pedagógicas no Centro de Recuperação Regional de Mocajuba – CRRMOC aconteçam esporadicamente não visando o processo de ressocialização, tomando como medidas alternativas projetos voltados para esse fim. 1.2 MATERIAS E MÉTODOS Esta é uma pesquisa baseada em análise qualitativa e quantitativa, voltada para verificar como é trabalhada a pedagogia social dentro de uma casa de detenção localizada no município de Mocajuba-Pa, e averiguar através de um questionário aplicado com cerca de 15 detentos, as suas opiniões a respeito da metodologia que ali é aplicada. Para uma melhor compreensão da pedagogia social dentro do CRRMOC, foram aplicados um questionário aos detentos que recebem essa educação, e também à pedagoga que lecionar na referida casa de detenção e ao diretor do local, em virtude de correlacionar os resultados obtidos, e assim poder descreve-los da melhor maneira possível. 1.4 TÉCNICA DA PESQUISA Na fase exploratória valeu-se da técnica de pesquisa de campo, portanto, nesta fase foram realizadas as entrevistas semiestruturadas, com os detentos, com a professora pedagoga, e com o diretor do CRRMOC, pois pretendo saber se o ensino dado aos detentos ajudam de que forma no mercado de trabalho. Além disso, foram feitos os levantamentos bibliográficos referentes ao assunto em questão. Os estudos denominados qualitativos têm como preocupação fundamental o estudo e a análise do mundo empírico em seu ambiente natural. Nessa abordagem valoriza-se o contato direto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo estudada. No trabalho intensivo de campo, os dados são coleta dos utilizando-se equipamentos como videoteipes e gravadores ou, simplesmente, fazendo-se anotações num bloco de papel. Para esses pesquisadores um fenômeno pode ser mais bem observado e compreendido no contexto em que ocorre e do qual é parte. Aqui o pesquisador deve aprender a usar sua própria pessoa como o instrumento mais confiável de observação, seleção, análise e interpretação dos dados coletados. (GODOY, 1995, p.62). 21 Para Gil (2008) Procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados. Quanto o levantamento recolhe informações de todos os integrantes do universo pesquisado, tem-se um censo. A coleta dos dados (entrevistas) ocorreu no Centro de Recuperação Regional de Mocajuba (CRRMOC) a primeira coleta de dados foi através de um questionário de perguntas feitas aos detentos, o segundo momento de entrevista foi com a professora pedagoga que trabalha no CRRMOC, e a terceira entrevista foi com o diretor do presídio. As entrevistas com os detentos ocorreram no período de maio a junho de 2018 no CRRMOC, durante o período das aulas. Ao todo foram entrevistados cerca de 15 (quinze) detentos do CRRMOC, foi apenas uma amostra para ser feito uma avaliação, de como eles veem o ensino lá dentro e se há algum benefício aqui fora em relação ao mercado de trabalho. 1.5 MÉTODOS E PROCEDIMENTOS REALIZADOS O método realizado foi a entrevista, conversando diretamente com os detentos. Para Junior e Junior (2011) a entrevista é uma das técnicas mais utilizadas, atualmente, em trabalhos científicos. Ela permite ao pesquisador extrair uma quantidade muito grande de dados e informações que possibilitam um trabalho bastante rico. O procedimento adotado foi à utilização de um questionário, veja no quadro abaixo: Outro questionário foi aplicado foi a pedagoga responsável em ensinar os detentos, este questionário tem o objetivo de esclarecer quais as dificuldades do ensino dentro de uma casa de detenção e o que preciso ser melhorado para se ter um ensino de qualidade. Outra entrevista realizada no CRRMOC foi com o diretor responsável pela casa de detenção, que outrora se mostrou muito interessado no resultado da pesquisa e consentiu dando maior apoio a pesquisa feita com os detentos. E através de entrevistas usando o questionário, podemos fazer todas as indagações a respeito de que forma a o. ensino do cárcere pode ajudar os detentos a terem uma vida social após sua soltura. Sabemos que é através da educação que formamos pessoas melhores e com mais oportunidade no mercado de trabalho. 1.6 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO 22 O CRRMOC está localizado no município de Mocajuba que é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º35'03" sul e a uma longitude 49º30'26" oeste, estando a uma altitude de 30 metros. Sua população estimada 2016 - 29.846 hab. Possui uma área de 860,4699 km². Vejamos na figura abaixo o mapa da cidade de Mocajuba. Figura 1- Localização do município de Mocajuba Fonte: Autora. Base: IDESP. O CRRMOC, está localizado próximo a PA-151 no bairro da Pranchinha na cidade de Mocajuba-Pará, o mesmo foi construído com capacidade para 64 detentos. No entanto, a instituição funciona atualmente com 154 internos e já chegou a receber 180 presidiários. 1.7 ANÁLISES DOS DADOS http://dicionario.sensagent.com/Munic%C3%ADpio/pt-pt/ http://dicionario.sensagent.com/Brasil/pt-pt/ http://dicionario.sensagent.com/Estados%20do%20Brasil/pt-pt/ http://dicionario.sensagent.com/Par%C3%A1/pt-pt/ http://dicionario.sensagent.com/Latitude/pt-pt/ http://dicionario.sensagent.com/Longitude/pt-pt/ 23 Inicialmente decorrida a análise descritiva dos dados coletados in loco, foi feita a produção das tabelas e gráficos composta por dados dos resultados das análises sobre a educação que cada detento, se o mesmo já teve ou não,tendo em vista que todos os entrevistados estão estudando no CRRMOC. A pesquisa revelou que dos 15 (quinze) detentos entrevistados, uma boa parte deles ainda são jovens e que tiveram poucas oportunidades de estudar. De acordo com o gráfico abaixo serão apresentados a idade dos detentos entrevistados. Gráfico Nº 01- Idade dos detentos entrevistados. Fonte: Autora. Como podemos observar no gráfico, a maioria dos detentos que estão cumprindo pena pelos seu delitos cometido na sociedade, estão na faixa de 26 a 30 anos, sendo que essa foi uma pequena amostra da pesquisa. A população carcerária no CRRMOC, na realidade composta por jovens que não tiveram oportunidades a sociedade, ou por viverem em condições precária e sem quaisquer tipos de condições financeira, se tornando assim, atraído pela rede da criminalidade, que ilude e destrói vidas. 3 7 5 Idade dos 15 Detentos entrevistados 19 a 25 anos 26 a 30 anos 31 a 38 24 Outra dado de estrema relevância na questão dos detentos é que uma boa parte deles não conseguiram terminar o ensino fundamental, isso é o reflexo da sociedade, que exclui os menos favorecido, que são aqueles que não tem muito o que contribuir, e desta forma, são obrigados a se juntarem com o grupo social de baixa renda em lugares menos valorizados que são as periferias da cidade, seguindo o fenômeno da segregação. Vejamos abaixo o grau de escolaridade dos detentos. Gráfico Nº 02- Grau de Escolaridade dos Detentos. Fonte: Autora. De fato, na pesquisa constatamos que a maioria deles só estudou até a 2º série do ensino fundamental, e que nem ao menos conseguiram aprender a ler e a escrever, de acordo com informações dos próprios entrevistados. Sendo que de acordo com o resultado apresentado no gráfico acima, 8 dos detentos só chegaram a cursa a 2º série, 3 detentos a 4º série, 2 detentos a 8º série e 2 deles nunca estudaram em escola pública. Ressaltando que esses 2 (dois) detentos que nunca tinha estudados, começaram a estudar pela primeira vez dentro da casa de detenção CRRMOC. 8 3 2 2 Escolaridade dos Detentos 2º Série 4º Série 8º Série Não Estudou 25 CAPÍTULO 02: O ESPAÇO NÃO ESCOLAR E A PEDAGOGIA SOCIAL. A educação em espaços não escolar ainda é pouco conhecida, e o caráter social de sua ação ainda é pouco discutida no cenário educacional, e as reflexões a cerca da educação dão margens a conceituação que direcionam a pedagogia social a uma vertente pedagógica. Assim, no segundo capítulo discorro sobre uma breve reflexão a cerca dos espaços não escolar. 2.1 O ESPAÇO NÃO ESCOLAR: ALGUMAS REFLEXÕES O espaço não escolar é um meio em que há uma série de fatores preponderantes de conflitos, que para satisfazer as necessidades educacionais surge outras possibilidades pedagógicas não escolares capazes de promover a aprendizagem, uma vez que é colocada toda as atividades sistematizadas, e organizadas, para obter os mesmos objetivos das escolas no seu modo institucional na educação formal, diferente da educação informal que se caracterizar através do conhecimento adquirido a partir das relações e experiências vivenciadas no cotidiano. Nesse contexto não escolar a pedagogia social tem uma grande relevância para construir novos pensamentos, novos cidadãos, novos projetos de inclusão, entre outros. Buscando melhorar o ambiente para que os indivíduos possam estar em harmonia com a sociedade. Por muito tempo a educação pedagógica era restrita apenas dentro do ambiente escolar, nas salas de aulas, laboratórios entre outras, contudo essa visão de que a pedagogia tinha que está inserida somente neste ambiente, foi se expandindo para outros ambientes como: Empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e Tv), e outros. E doravante, a educação formal, não deixa de ser um foco importante para o Pedagogo, mas deixa de ser o único. Visto que, estes profissionais vão está atuando em ambientes totalmente diferentes. Com toda esta nova proposta e possibilidade de atuação, o profissional Pedagogo também se transforma, se adequando a esta nova realidade, se posicionando como profissional capacitado para caminhar junto a esta transformação da sociedade. O Pedagogo deixa de ser, neste novo contexto, o mesmo Pedagogo do século XVIII, XIX e até mesmo século XX. Apresentando-se agora como agente de transformação para atuar nesta nova realidade. Hoje, o profissional pedagogo está sendo inserido em um mercado de trabalho mais amplo e diversificado possível, porque a sociedade 26 atual, exige cada vez mais profissionais capacitados e treinados para atuarem nas diversas áreas. Não sendo comum um profissional ser qualificado apenas para exercer uma determinada função, e sim para atuar nas diferentes áreas existentes no mercado de trabalho, seja ele qual for. (OLIVEIRA, 2013. pág. 01). De fato, o profissional pedagogo está inserido no mercado de trabalho onde a diversidade cultural e social, além da econômica, isso faz com que haja mas exigência a esse profissional, pois o mesmo tem que estar capacitado e qualificado para atuar numa pedagogia social e em diversas órgãos tanto público como privado. Segundo Oliveira (2013) A educação é também a mola mestra para transformar a situação de miséria, tanto intelectual quanto econômica, política e social do povo, promovendo acesso à sociedade daqueles que são vistos como os excluídos. Permitindo assim uma mudança social e tornando uma sociedade mais justa e igualitária. A educação nos espaços não escolares acontecem em locais ou territórios familiarizados agregando e acolhendo as pessoas de forma agradável para que os educandos se sintam à vontade com o ambiente. Segundo Anelo e Souza (2012) Na educação não formal, os espaços educativos são centrados em territórios que acompanham a vida dos grupos e indivíduos, em locais informais e fora das escolas. A participação é optativa, acontece a partir das preferências e gostos dos sujeitos. O modo de educar é voltado para os interesses e necessidades dos participantes. Vale dizer, que a educação não formal está se referindo ao campo da experiência compartilhada,” é aquela que se aprende no mundo da vida, principalmente em espaços e ações coletiva diárias. (GONH 2006, apud ANELO E SOUZA, 2012. pág. 02). “Enquanto a educação informal tem a função de socializar o indivíduo, desenvolver hábitos, atitudes, comportamentos, formas de pensar de acordo”. (ANELO E SOUZA, 2012. pág. 02). Como observado existem dois tipos de educação trabalhada no espaço não escolar, a educação não formal e a educação informal. Cada uma com sua devida especificidade, contudo bem diferente da educação formal que tem o objetivo de preparar o indivíduo para o mercado de trabalho. A educação não formal fundamenta-se no critério de solidariedade e identificação de interesses comuns e é parte do processo de construção da cidadania coletiva do grupo. Assim, os conhecimentos são produzidos considerando os modos de agir em grupo, o resgate de sentimento de autovalorização, a percepção da vida e suas adversidades, o aprendizado e a compreensão do mundo no contexto em que vivem. Diferente da educação formal, que tem objetivos relativos ao ensino e a aprendizagem, de conteúdos sistematizados, normatizados por lei, busca formar 27 indivíduos ativos, desenvolver habilidades e competências cidadãs. (ANELO e SOUZA, 2012. pág. 02). Apesar da educação não formal acontecer em um espaço não escolar, apresenta característica comum ao espaço escolar, visto que, tem por objetivo levar ao indivíduo o conhecimento das diversas áreas, todavia não sistematizada, já que neles locais não há um Projeto Político Pedagógico (PPP). Vale lembrar, que nesses ambientes é importante que seja agregado um maior número de pessoas e desta forma abrir novos caminhos para um futuromelhor. A educação no espaço não formal, é entendida como um meio educacional que não é oposto à escola, muito embora não pertença ao sistema oficial de ensino, sendo um ensino complementar servindo como mecanismo de ensino para melhorias educacionais, já que é posta como atividade sistemática, e organizada, procurando obter os mesmos objetivos da escola no seu modo institucional na educação formal, que também é capaz de promover a aprendizagem. Entende-se que ambas as formas de educação, seja ela formal ou não-formal, permeiam contribuições para o progresso no ensino. (MATIAS et al, 2013, pág. 03). De fato, a educação é um fenômeno complexo que está presente em todos os lugares, seja em espaço escolar ou em espaço não escolar, contudo tem o objetivo de propagar conhecimentos e valores sociais. 2.2 A ATIVIDADE PEDAGÓGICA NOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS O sistema educacional vem passando paulatinamente por diversos processos de ensino, e esta mudança visa melhorar a qualidade de ensino, exigindo dos pedagogos uma qualificação e inovação sob a atividade do ensino em espaços não formais, buscando aprimorar-se em novas metodologia de ensino eficazes para levar o conhecimento à todos de modo igualitário. É notório que as atividades pedagógica em espaços não formais, acontecem em Hospitais, Igrejas, ONGs, Penitenciárias, Empresas, entre outros órgão que são realizadas essas atividades. É importante lembrar que o trabalho do pedagogo vai além do planejamento, da gestão e do monitoramento, seja em espaços escolares ou não, dessa forma é preciso que o pedagogo seja capaz de construir estratégias e metodologias para que os sujeitos aprendam o que precisa ser ensinado da melhor forma possível, ou seja, é necessário o saber da didática do processo educativo, buscando sempre levar a uma construção crítica dos mesmos, fazendo com que esse profissional não perca a sua identidade pedagógica. (MATIAS et al, 2013, pág. 08). 28 Salientando que o pedagogo tem a pretensão de estimular e instigar o aluno ou funcionários participantes das atividades pedagógica, nos órgãos onde está sendo realizado o ensino. Sendo está atividade realizada com perenidade, o pedagogo tem o objetivo de fazer com que os participantes tenham uma visão crítica da realidade e desvelar de maneira clara cada aspecto da problemática em que a atividade está sendo trabalhada. De fato, é um desafio para o profissional de pedagogia em atuar nos espaços não formais, visto que, o mesmo tem a função de formar sujeitos capazes de serem críticos e conscientes sobre quaisquer tipos de problema. Ressaltando que o pedagogo é um profissional que de acordo com as atividades praticadas nos espaços não formais adquiri novos conhecimentos, visto que, tende a trabalhar em órgãos e instituições diferentes, sendo exigido deste profissional uma maior capacidade técnica de ensino e desenvoltura, sensível as necessidades de cada grupo. Podemos citar dois exemplos de atividade pedagógica nos espaços não formais; atividade realizada em uma Empresa e em um Hospital. Sendo estes lugares com pessoas a serem trabalhadas cada uma com características diferentes, de forma emocional, física e motora, sendo assim o pedagogo terá que desenvolver a cada grupo atividades que venham suprir ou amenizar os problemas afim de proporcionar melhor qualidade de vida. [...] uma empresa precisa ter a consciência de que o sucesso da mesma só acontece com a formação continuada de seus funcionários. É com esse propósito que o pedagogo é contratado para trabalhar nas empresas, pois este é um profissional que possui visão e sensibilidade para identificar as áreas com mais dificuldades que necessitam de uma atenção especial. (SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 04). Sendo de suma importância este profissional, podendo ajudar a empresa a obter crescimento econômico e harmonização, além de comunicação entre os trabalhadores. Para Lopes (2009, apud, SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 04). “a pedagogia empresarial se apresenta como uma ponte entre o desenvolvimento das pessoas e as estratégias organizacionais”. O pedagogo realiza um processo de comunicação e sensibilização que; Interligadas desenvolvem um trabalho de conquistas e realizações, tanto para o funcionário quanto para a empresa, pois o chefe da empresa não deve apenas cobrar resultados de seus funcionários, mas sim proporcionar técnicas de crescimento e relacionamento para que assim obtenham ou busquem obter bons resultados. É de suma importância que o pedagogo faça um diagnóstico das maiores dificuldades e potencialidades da empresa em que trabalha, para que com esse conhecimento possa procurar desenvolver práticas que auxiliarão no desenvolvimento da empresa e de seus funcionários, não havendo acúmulo de atividades, sem que nenhuma seja concluída com sucesso. (SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 04-05). 29 Nesse espaço não formal, as atividades pedagógicas são precisamente trabalhadas com dois tipos de pessoas o trabalhador e o chefe, garantindo uma eficácia mais rápido devido todos estarem de completo acordo e sem problemas mais agravantes, fluindo dessa forma uma atividade pedagógica proveitosa para ambas as partes. Por outro lado, quando se trata de um ambiente hospitalar, o profissional de pedagogia deve agir com atividades pedagógicas para diferentes tipos de pessoas com características emocionais diferentes. O pedagogo atua no hospital visando o crescimento integral de seu paciente, ou seja, seu desenvolvimento social, emocional, cognitivo, ético e intelectual. Desenvolve atividades que proporcionem resultados baseados nestas conquistas. Promove atividades pedagógicas com os pacientes que necessitam se afastarem da escola regular por um determinado tempo, possibilitando ao paciente não perder o contato com o saber, tornando o tempo de internação mais agradável e significativo. (SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 05). Em atuar num espaço não formal é realmente uma atividade desafiadora para o pedagogo, visto que, essa atuação desses profissionais nesses ambientes é uma realidade da contemporaneidade, sendo exigido uma renovação imediata e capacitações técnicas e especificas para cada grupo, onde os pedagogos estão trabalhando. A Pedagogia Hospitalar busca oferecer assessoria e atendimento emocional e humanístico para os familiares e pacientes que, muitas vezes, apresentam problemas de ordem psico/afetiva que podem prejudicar na adaptação no espaço hospitalar. (WOLF, 2007, apud, SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 06). O pedagogo deve estar ciente da sua grande importância, em atuar dentro dos hospitais, pois através das atividades realizadas por ele, que inúmeros problemas são solucionados, além “desta nova prática de ensino agregar no desenvolvimento da cura do paciente, permitindo ao paciente uma não ruptura do processo escolar”. (SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 05). Contudo, é importante frisar que a educação formal, em algumas séries apresentam apenas um único educador no processo de aprendizagem e ensino e em outros momentos vão apresentar vários educadores multidisciplinar. Entretanto na educação não-formal o processo de ensino se dá apenas por um único educador, que tem o desafio de ensinar aos indivíduos as mais diversas áreas do conhecimento, a partir do espaço no qual ele está inserido. Na educação formal sabemos que são os professores. Na não-formal, o grande educador é o “outro”, aquele com quem interagimos ou nos integramos. Na educação informal, os agentes educadores são os pais, a família em geral, os amigos, os vizinhos, colegas de escola, a igreja paroquial, os meios de comunicação de massa, etc. (GOHN, 2006. pág. 03). 30 Outrossim, podemos dizer que a educação está de modo geral em todos os lugares e começa a ser adquirida desde cedo a importância e os valores pela qual é transmitida, não importaqual seja o educador. Contudo, as atividades pedagógica seja a formal, a não-formal ou a informal, tem o objetivo de levar ao indivíduo uma sério de conhecimento e valores ainda que uma boa parcela de alunos não consiga aceitar o ensino, isso só faz com que cada vez mais o pedagogo busque metodologias que venham atrai-los para o aprendizado. Na educação formal espera-se, sobretudo que haja uma aprendizagem efetiva (que, infelizmente nem sempre ocorre), além da certificação e titulação que capacitam os indivíduos a seguir para graus mais avançados. Na educação informal os resultados não são esperados, eles simplesmente acontecem a partir do desenvolvimento do senso comum nos indivíduos, senso este que orienta suas formas de pensar e agir espontaneamente. A educação não- formal poderá desenvolver, como resultados, uma série de processos tais como: • consciência e organização de como agir em grupos coletivos; • A construção e reconstrução de concepção (ões) de mundo e sobre o mundo; • contribuição para um sentimento de identidade com uma dada comunidade; • forma o indivíduo para a vida e suas adversidades (e não apenas capacitado para entrar no mercado de trabalho); • quando presente em programas com crianças ou jovens adolescentes a educação não-formal resgata o sentimento de valorização de si próprio (o que a mídia e os manuais de auto-ajuda denominam, simplificadamente, como a auto- estima); ou seja dá condições aos indivíduos para desenvolverem sentimentos de auto-valorização, de rejeição dos preconceitos que lhes são dirigidos, o desejo de lutarem para ser reconhecidos como iguais (enquanto seres humanos), dentro de suas diferenças (raciais, étnicas, religiosas, culturais, etc.); • os indivíduos adquirem conhecimento de sua própria prática, os indivíduos aprendem a ler e interpretar o mundo que os cerca. (GOHN, 2006. pág. 04-05). Como se pode observar a atividade pedagógica no espaço não-formal é extremamente importante, e essa metodologia de ensino é realizada com o intuito de fazer com que cada indivíduo obtenha valores e saiba respeitar as diferenças na sociedade, e desta forma as atividades pedagógica é um instrumentos essencial no contexto homem e sociedade. Segundo Matias et al (2013. pág. 05) atividades pedagógicas em espaço não-formal, “geralmente” com baixo grau de sistematização e estruturação, ou seja, a educação não- escolar consiste em uma educação vasta, que sucede para além da escola. Uma atividade que ressalta a concepção de educação independentemente da estrutura física da escola, onde seja possível educar de diferentes formas e em diferentes âmbitos. 2.3 A PEDAGOGIA SOCIAL: UM PEQUENO SOBREVÔO Historicamente, a Pedagogia Social baseia-se na crença de que é possível decisivamente influenciar circunstâncias sociais por meio da Educação. Assim, a Pedagogia 31 Social começa com esforços em confrontar pedagogicamente aflições sociais na teoria e na prática. A importância da Educação no desenvolvimento da sociedade foi discutida pelos grandes filósofos da antiguidade clássica. Platão e Aristóteles, por exemplo, discutiram filosofia social por meio de questões éticas, políticas e pedagógicas. Entretanto, eles não deram muita atenção à questão da pobreza, da aflição e da ajuda social [...]. (NETO et al, 2009, apud MARQUES, 2014. pág. 01). Muito embora a pedagogia social estivesse voltada para algumas das aflições sociais, os filósofos não apreciavam essa teoria e na prática nas questões da pobreza e da ajuda social. Contudo mais tarde essa temática foi ganhando força política e pedagógica. Sendo assim, muito antes que se manifestasse a tendência da Pedagogia Social como uma ciência de teoria e prática próprios, quase todos os educadores e pedagogistas da história haviam abordado os problemas referentes à educação e/ou sua importância no desenvolvimento da sociedade, sendo a maioria de caráter humanitários, filosóficos ou políticos. (MARQUES, 2014. pág. 01). Em meados do séculos XIX e XX, “houve um período em que a escolarização começou a se generalizar, os discursos pedagógicos se voltavam cada vez mais para a escola, em seu aspecto de educação formal [...]” (Matias et al, 2013. pág. 02). Como estava sendo atribuída a escola a superação das necessidades sociais, isso só contribuiu para um aumento no acesso à escola em que todos pudessem adquirir tais desenvolvimento, tornando desta forma um objetivo das políticas em fazer com que o ensino escolar tornasse eficiente cada vez mais. Na segunda metade do século XX, ocorre um aumento na oferta de educação, ao menos no tocante ao acesso, isso devido a fatores sociais, tecnológicos, políticas e econômicas, que geram novas necessidades educacionais, nesse contexto, surgem outas possibilidades pedagógicas não escolares buscando satisfazer essas necessidades educacionais. (Matias et al, 2013. pág. 02) Indubitavelmente, foi a partir de então que com o aumento da procura por mais conhecimento através da educação, que novas formas de ensino começaram a ser inclusa na sociedade, a pedagogia social em espaço não-formal, e essa nova metodologia, buscou englobar de forma geral à todos de forma generalizada e apregoando outros valores, que se expandiu para o mundo todo, porém não se distanciando do ensino formal das escolas. Segundo Costa (2008. pág. 02) A partir dos anos 80, a educação não-formal começou a surgir no Brasil, porém com menos importância tanto nas políticas públicas quanto entre educadores. Ela era vista como o conjunto de técnicas elaboradas para obter a participação de 32 indivíduos e grupos em áreas de extensão rural, atividades comunitárias, educação básica de jovens e adultos, planejamento familiar, etc. Vale ressaltar, que neste momento a educação formal e não-formal é uma confluente, de metodologias de ensino que tem cada uma sua característica dentro do contexto social. Quadro 01- Diferença entre educação formal e a não formal. TIPOS DE APRENDIZAGEM Educação formal Educação não-formal Escolas tradicionais Associações democráticas para o desenvolvimento Apresentam um caráter compulsório Apresentam um caráter voluntário Dão ênfase apenas à instrução Promovem, sobretudo, a socialização Favorecem o individualismo e a competição Promovem a solidariedade Visam à manutenção do status quo Visam ao desenvolvimento Preocupam-se essencialmente com a reprodução cultural e social Preocupam-se essencialmente com a mudança social São hierárquicas e fortemente formalizadas São pouco formalizadas e pouco hierarquizadas Dificultam a participação Favorecem a participação Utilizam métodos centrados no professor- instrutor Proporcionam a investigação e projetos de desenvolvimento Subordinam-se a um poder centralizado São por natureza formas de participação descentralizada Fonte: (AFONSO 1992, apud, GOHN 2001, apud COSTA, 2008). Nos anos 90, a educação não-formal obteve transformação econômica, na sociedade e na área trabalhista, passando-se a instigar os métodos de aprendizagem em grupos e a dar-se uma ampla ênfase aos valores culturais que articulam as ações dos indivíduos. Falou-se de uma inovação na cultura organizacional que, em geral, depreca a aprendizagem de habilidades extraescolares. Têm colaborado também agencias e organismos internacionais, como a ONU e a UNESCO, bem como alguns estudiosos. (PEDAGOGIA AO PÉ DA LETRA, 2013). 33 Essa obtenção de recursos econômicos voltados pra novas práticas pedagógicas na educação social, fez com que houvesse uma inovação organizacional, contribuindo e exigindo uma eficaz aprendizagem de habilidades extraescolar. Vale ressaltar que “as reformas neoliberais efetivadas nas escolas públicas de ensino fundamental e médio, na década de 90, transformaram o dia a dia das escolas e dando base para a mobilização com lutas e movimentos pela educação. (GOHN, 2006.pág. 08). Isso tudo só reforçou a classe menos favorecida da sociedade, visto que foram criados novas formas de ensino de modo que todos pudessem participar de modo igualitário. “No Brasil, a educação não-formal nos últimos anos, vem se distinguindo por sugestões de trabalho voltadas para a classe mais pobre da população, requeridas pelo setor público ou idealizadas por diferentes segmentos da sociedade civil” (PEDAGOGIA AO PÉ DA LETRA, 2013). São através das lutas desses grupos organizados que em sendo colocado o quanto essa metodologia de ensino é capaz de realizar mudanças sociais. 2.4 A PEDAGOGIA E O PEDAGOGO: CONFLUÊNCIAS HISTÓRICAS EDUCATIVAS Quando tratamos de pedagogia, logo pensamos a maneira de ensinar e educar crianças, visto que, ““peda”, do termo pedagogia, é do grego “paidós”, que significa criança, e gogia significa acompanhar, conduzir” (LIBÂNEO, 2001. pág. 04). Por muito tempo essa denominação foi dada aos professores de séries iniciais. Contudo pedagogia vai muito além de apenas educar e ensinar os primeiros caracteres a uma criança, é através da mesma que são solucionados diversos problemas sociais. Segundo Libâneo (2001. pág. 10) O curso de Pedagogia se destina a formar o pedagogo-especialista, isto é, um profissional qualificado para atuar em vários campos educativos, para atender demandas socioeducativas (de tipo formal, não-formal e informal) decorrentes de novas realidades, tais como novas tecnologias, novos atores sociais, ampliação do lazer, mudanças nos ritmos de vida, sofisticação dos meios de comunicação. Embora que a pedagogia seja um instrumento que é destinada ao ensino infantil, contudo dentro da pedagogia existem três tipos de pedagogo com característica e especificidade totalmente diferente. 1) pedagogos lato sensu, já que todos os profissionais se ocupam de domínios e problemas da prática educativa em suas várias manifestações e modalidades, são, genuinamente, pedagogos. São incluídos, aqui, os professores de todos os níveis e modalidades de ensino; 2) pedagogos stricto sensu, como aqueles especialistas que, sempre com a contribuição das demais ciências da educação e sem restringir sua atividade profissional ao ensino, trabalham com atividades de pesquisa, 34 documentação, formação profissional, educação especial, gestão de sistemas escolares e escolas, coordenação pedagógica, animação sociocultural, formação continuada em empresas, escolas e outras instituições; 3) pedagogos ocasionais, que dedicam parte de seu tempo em atividades conexas à assimilação e reconstrução de uma diversidade de saberes. (LIBÂNEO, 2001. pág. 09). Diante desse contexto, é importante frisar que o pedagogo é responsável e capacitado pelo ensino em diversas formas e espaço social, contribuindo assim por uma sociedade melhor. Há, de fato, uma tradição na história da formação de professores no Brasil segundo a qual pedagogo é alguém que ensina algo. Essa tradição teria se firmado no início da década de 30, com a influência tácita dos chamados “pioneiros da educação nova”, tomando o entendimento de que o curso de Pedagogia seria um curso de formação de professores para as séries iniciada escolarização obrigatória. (LIBÂNEO, 2001. pág. 04). Dessa forma, a pedagogia é uma profissão conhecida que por muito tempo ficou somente para a educação e ensino de crianças nas escolas, com metodologia diversificada, atuando em variados campos. O pedagogo é o profissional que atua em várias instâncias da prática educativa, direta ou indiretamente ligadas à organização e aos processos de transmissão e assimilação de saberes e modos de ação, tendo em vista objetivos de formação humana previamente definidos em sua contextualização histórica. Daquela que apresentam hoje. Diferentemente de filósofos, sociólogos, historiadores da educação (que hoje, aliás, são maioria nas faculdades de educação), pedagogos e professores exercem uma atividade genuinamente prática, implicando capacidade de decisão, conhecimentos operativos e compromissos éticos. A inserção do pedagogo na condição pós-moderna os obriga a uma abertura científica e tecnológica, de modo a desenvolver uma prática. Investigativa e profissional interdisciplinar. (LIBÂNEO, 2001. pág. 20-21). É importante dizer que o pedagogo, é um profissional incumbido de ensinar o conhecimento através da educação infantil, entretanto este profissional é multifuncional, tudo com o objetivo de esta adiante dos problemas sociais. E com isso o pedagogo atua tanto na educação formal quanto na informal e na educação não formal. Ressaltando que o pedagogo, tem a responsabilidade de criar cidadãos com valores e saberes através do ensino e da aprendizagem. “O pedagogo visa, desenvolver um trabalho humanizado, concretizado no desenvolvimento integral de seu público alvo, independente de qual setor, faixa etária ou local”. (SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 04). 2.5 A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ATIVIDADE DA PEDAGOGIA SOCIAL 35 Para que o professor de pedagogia coloque em prática as suas teorias, precisa estar de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 9394/96, apresenta incumbências e responsabilidades estabelecidas aos professores, definidas no artigo 13: Os docentes incumbir-se-ão de: participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; II – elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; III – zelar pela aprendizagem dos alunos; IV – estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; V – ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; VI – colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. (CARNEIRO, 2010, apud FELDEN et al, 2013. pág. 05). Cabe ao professor de pedagogia criar estratégias e métodos que estimule o aluno ao aprendizado, e é este profissional que tem a responsabilidade de fazer com que desde cedo o indivíduo se torne um apreciador do ensino na escola. E é através da LDB e das Diretrizes curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Pedagogia, que são impostas as atribuições funcionais de cunho pedagógico ao professor com essa formação. I - atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma sociedade justa, equânime, igualitária; II - compreender, cuidar e educar crianças de zero a cinco anos, de forma a contribuir, para o seu desenvolvimento nas dimensões, entre outras, física, psicológica, intelectual, social; III - fortalecer o desenvolvimento e as aprendizagens de crianças do Ensino Fundamental, assim como daqueles que não tiveram oportunidade de escolarização na idade própria; IV - trabalhar, em espaços escolares e não-escolares, na promoção da aprendizagem de sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano em diversos níveis e modalidades do processo educativo. (BRASIL, DCN, 2006, apud LIBÂNEO, 2001. pág. 06). É importante salientar que o processo de educar é um tanto complexo, pois sabemos que existem três tipos de educação a formal, não-formal e a informal, que cada uma tem sua função dentro da sociedade. E a pedagogia posta na escola tem restrições e funções a cumprir de acordo com a LDB de pedagogia. Pedagogia é, então, o campo do conhecimento que se ocupa do estudo sistemático da educação − do ato educativo, da prática educativa como elemento complementar da atividade humana, como fato da vida social, inerente ao conjunto dos processos sociais. Não há sociedade sem práticas educativas. Pedagogia diz respeito a uma reflexão sistemática sobre o fenômeno educativo, sobre as práticas educativas, para poder ser uma instância orientadora do trabalho educativo. Ou seja, ela não se refere apenas às práticas escolares, mas a um imenso conjuntode outras práticas. O campo do educativo é bastante vasto, uma vez que a educação ocorre em muitos lugares e sob variadas modalidades: na família, no trabalho, na rua, na fábrica, nos meios de comunicação, na política, na escola. (LIBÂNEO, 2001. pág. 04). 36 Outrossim, Freire (1993, apud FELDEN et al, 2013. pág. 06) enfatiza que “o processo de ensinar, que implica o de educar e vice-versa, envolve a paixão de conhecer que nos insere na busca prazerosa, ainda que nada fácil”. De acordo com o autor o pedagogo, na missão de educador, careci de qualificação com perenidade, para estar colocando em práticas todo seu conhecimento e exercendo com plenitude sua função social no espaço escolar. CAPÍTULO 03: EDUCAÇÃO NO CÁRCERE E A PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA SOCIAL: A EXPERIÊNCIA DO CENTRO DE RESCUPERAÇÃO REGIONAL DE MOCAJUBA/PA- CRRMOC. O estágio supervisionado em ambiente não escolar da turma de pedagogia 2014 da Universidade Federal do Pará, propôs-me a realização do estágio no centro de recuperação Regional de Mocajuba - CRRMOC, com o intuito de nos fazer perceber qual é o papel do pedagogo nessa instituição. Onde me despertou o interesse pela a investigação da pedagogia social através da experiência vivenciada naquele momento. 3.1- A PEDAGOGA SOCIAL: RESULTADOS E DIRCUSSÕES De acordo com a pesquisa de campo, foram obtidos os resultados e feito uma análise minuciosa a respeito da temática proposta, e segundo os autores Gohn, Felden entre outros que teorizaram a respeito das atividades pedagógicas aplicadas para um melhor ensino de qualidade e assim poder obter um melhor embasamento dessa questão da pedagogia social. Sabemos que a educação propõe um momento de lazer, pois é através da mesma que temos a oportunidade de adquirir novos conhecimento, e ter mais oportunidade de trabalho. A educação no cárcere tem o objetivo de proporcionar aos detentos um momento de descontração, ao mesmo tempo de interação e ensino, formando novos cidadãos. Dando a eles uma nova visão de mundo, para que quando saiam do CRRMC, possam ter uma nova conduta e buscar novos conhecimento e até mesmo uma formação. Desta forma, a pesquisa buscou saber dos detentos quais as suas opiniões a respeito da educação no cárcere. E uma das melhorias questionada por eles o gráfico abaixo vai destacar: Gráfico Nº 03- Melhorias na educação carcerária do CRRMOC. 37 Fonte: Autora. O gráfico acima destaca as principais melhorias na educação carcerária de acordo com os detentos, e como podemos observar boa parte deles queriam que fossem criados mais projetos dentro da casa de detenção, isso claro para que quando saíssem do lugar, pudessem ter uma profissão e assim poder trabalhar. O educador social se transforma muitas vezes no ponto de confluência de tensões vividas entre famílias e instituições, entre indivíduos e grupos, entre o processo de melhoria e o de deterioração de um indivíduo que se estanca em seu processo de socialização. (COFFERRI e NOGARO. 2010. pág. 08) Podemos dizer que a melhorias advindas de um educador social, é de grande relevância para que haja um processo de mudanças no contexto social em que os indivíduos estão inseridos. Sendo que esses profissionais são capacitados para criar meios que ajudem esses sujeitos a serem reinseridos na sociedade, e desta forma, poder formar novos cidadãos que sejam respeitados em qualquer lugar no contexto social. Outro dado importante, constatado na pesquisa foi em relação a motivação pela qual os detentos passaram a estudar dentro do CRRMOC, sendo que esse oportunidade para muitos é de extrema importância e relevância, vejamos no gráfico abaixo: 3 8 4 Melhoria na Educação Carcerária Mais Material da Seduc Mais Projetos Tá Bom 38 Gráfico Nº 04- Motivos que levam os detentos a estudar no CRRMOC. Fonte: Autora. É importante ressaltar que a pesquisa realizada com apenas 15 detentos, revelou que uma boa parte deles não saber nem ler e nem escrever, pela pouca escolaridade e falta de oportunidade. E por esse fato, é que a motivação que mais fizeram eles passar a estudar no CRRMOC, durante o cumprimento de suas penas, foi a oportunidades de aprender a Ler e a Escrever. Como observamos no gráfico acima o maior percentual de motivação é pelo aprendizado, seguido da boa conduta e da ocupação da mente. Mas como há intencionalidades nos processos e espaços da educação não-formal, há caminhos, percursos, metas, objetivos estratégicos que podem se alterar constantemente. Há metodologias, em suma, que precisam ser desenvolvidas, codificadas, ainda que com alto grau de provisoriedade pois o dinamismo, a mudança, o movimento da realidade segundo o desenrolar dos acontecimentos, são as marcas que singularizam a educação não-formal. (GOHN, 2006. pág. 06) Aos detentos são oferecidos a prestação dos serviços comunitários como limpezas das ruas, dos colégios, posto de saúde, criação de hortas, visto que, estes serviços ajudam a diminuição da sua pena de reclusão. Desta forma, a pesquisa buscou saber quantos deles dos 15 detentos entrevistados participam destas atividade. O gráfico abaixo vai destacar: 10 3 2 Motivação para Estudar Aprender Ler e Escrever Ajuda na Conduta Ocupa a Mente 39 Gráfico Nº 05- Detentos que realizam serviços comunitários. Fonte: Autora. Ao participarem da prestação de serviço em locais públicos, os detentos, além de estarem em outro ambiente, se distraem, e ainda conseguem uma boa redução da sua pena, visto que a sua boa conduta o faz merecedor de tais benefícios. Durante muitas décadas, como parte do regime de progressão da pena, o Direito Penal de alguns países ofereciam aos presos a oportunidade de diminuição do tempo da sentença através da prestação de serviços, geralmente dentro do próprio presídio. (PRADO, 2015. pág. 86) Estes benefícios adquiridos através de serviços prestados a comunidade, é bastante frequente no município, visto que os detentos aproveitam o momento para sair um pouco da rotina e por outro lado ainda ganham o benefício de diminuição de pena. A educação carcerária de acordo com os dados da pesquisa feitas com os detentos, é avaliada de várias maneiras como podemos observar através dos dados do gráfico abaixo: Gráfico Nº 06- Avaliação da Educação no CRRMOC. 3 12 Prestação de Serviços Comunitários Não Participam Participam 40 Fonte: Autora. A pesquisa revelou que o ensino dentro do CRRMOC, contribui pouco para o mercado de trabalho, visto que, eles (detentos), somente recebem o ensino fundamental, que vai até a 8º Série, e eles todos que frequentarem as aulas tendo boa conduta recebem o certificado de conclusão do ensino fundamental completo. Contudo, isso ainda é muito pouco para o ingresso no mercado de trabalho, visto que, eles ainda tem que vencer a barreira do preconceito e da exclusão social, e quando não conseguem trabalho de maneira digna, acabam voltando a cometer delitos e retornam ao CRRMOC. Embora que a maioria dos entrevistados ainda não teve a oportunidade de saí, todavia aqueles que tiveram já essa oportunidade fizeram esse relato da dificuldade de encontrar trabalho no município de Mocajuba e por este motivo acabaram voltando a cometer delitos que contribuiu para o seu retorno ao cárcere. Outros dados coletados durante a pesquisa na casa de detenção de Mocajuba, foi através do questionário feito a professora pedagoga, sendo a responsável por ensinar e instruir os detentos que são selecionados a receber aulas no CRRMOC. De acordo com relatos da pedagoga ao trabalhar com os detentos no CRRMOC, no começo teve uma sensação de insegurança, devido ao grau de periculosidade de cada detento. 10 3 2 Educação no CRRMOC Boa Ótima Regular 41 Contudo, pelo apoio que há em relação a segurança lá dentro, foi se sentindo com mais liberdade para atuar de forma eficazcom seus alunos e desta forma poder observar na sua visão de profissional quais os pós e os contras na perspectiva social dos detentos. “[…] ser educador em prisões é trabalhar com a diversidade, a diferença, o medo, é enfrentar situações tensas do mundo do crime e apostar no ser humano. Isso exige do educador aprendizagens de outra natureza, e não somente as oferecidas em salas de aula da universidade” ( CRUZ, apud FERNANDES,2012, p. 208). Assim como em qualquer sala de aula, a pedagoga revelou que as dificuldades de ensino e aprendizagem são desafiadores, visto que, os detentos que estão estudando alguns nunca estudaram e outros cursaram até a 2ª série do ensino fundamental, vale ressaltar que a secretária de educação do município de Mocajuba dá seu apoio, na disponibilização de materiais didáticos para os detentos. Educação-Pedagogia Social Carcerária, compreendendo os termos Educação e Pedagogia como pares dialéticos que significam ação de educar e ação de teorizar a prática educativa. Nesse sentido, o educador deve incorporar teorias educativas e pedagógicas críticas para que o fazer educativo social esteja comprometido com a libertação, humanização, ressocialização dos adultos presos. (PEREIRA, Antônio, p. 52, 2011). A pedagoga durante a entrevista disse que a educação é a chave mestre para uma transformação social, contudo para aquele grupo precisa-se de mais apoio e projetos, para que não haja a reincidência dos detentos, quando eles tem a oportunidade de sair daquele local, todavia eles possam ter uma ressocialização no mercador de trabalho e na própria sociedade, como podemos observar na figura abaixo: 42 Figura Nº 01- Educação Carcerária no CRRMOC. Fonte: Autora. 43 Como podemos observar, a educação carcerária tem dois pontos cruciais um positivo e um negativo. Sendo que, o primeiro ponto está relacionado em que o detento receber o ensino, contudo ao sai do presídio, encontre-se o preconceito, em que nem a sociedade nem o mercado de trabalho o aceitam, fazendo com que o mesmo retorne a cometer delitos que antes praticava, e desta forma, volte ao presídio, visto que, essa é um resultado desanimador para a pedagogia social, e para a sociedade de modo geral, pois a não aceitação de um ex-detento implicará em um ciclo de marginalidade, que muitas das vezes são imposta sem que o detento tenha outras alternativas. “A ressocialização deve significar a efetiva reinserção social, com a criação de mecanismo e condições para que o individuo retorne ao convívio social sem traumas ou sequelas, para que possa viver uma vida normal”, uma vez que não é feita esta reinserção social, o resultado é o retorno a criminalidade, ou seja, a reincidência criminal.” (AMERICO, Carmem apud CORRÊA, Junior (1995), p.4, 2010). A educação carcerária é um desafio para o pedagogo, uma vez que exige superar os medos e ter amor pela educação diante de um ambiente que lida com desigualdades sociais. Contudo por outro lado, quando o ensino dado dentro da casa de detenção, e tem o apoio, seguido por projetos de longa duração e permanentes, faz com que os detentos tenham não só a parte educacional, mais sim a parte técnica de se aperfeiçoar em um tipo de trabalho. Desta forma, ao ter sua liberdade, o mesmo poderá trabalhar com aquilo que aprendeu dentro da casa de detenção e assim conseguindo se ressocializar novamente na sociedade e tendo uma profissão dentro do mercado de trabalho. Na pesquisa realizada com a pedagoga, revelou que no CRRMOC, no momento não existem nenhum tipo de projeto com os detentos. Contudo estão organizando um de confecções de vassouras feitas com garrafas pet. Destarte, a pedagoga, frisa em seu questionário que a educação dada dentro do sistema penitenciário influencia a vida dos detentos ao sair, pois acredita que a educação é capaz de transformar o ser humano. Sendo que a pedagogia social lá trabalhada, ajuda o indivíduo na sua ressocialização. Outros dados que a pesquisa conseguiu, foi através do questionário realizado com o diretor do CRRMOC, em relação ao ensino dado dentro do cárcere, sendo que os detentos precisam atender alguns critério, visto que, esse ensino é ofertado a todos de modo geral, contudo precisa ser feito uma avaliação de comportamento dos interessados no aprendizado, além de ter uma avaliação de vários profissionais com suas devidas especificidades, e assim poder receber a educação que ali é ofertada. Vejamos na figura abaixo: 44 Figura Nº 02- Triagem dos detentos para estudar ou trabalhar no CRRMOC. Fonte: Autora. De fato, a pesquisa revelou que nem todos os detentos conseguem receber a educação que é ofertada no CRRMOC, pois todos os detentos precisam passa por uma triagem antes, primeiro é perguntado quem quer receber o ensino, e os detentos são livres para escolher sim ou não. Os detentos que desejarem estudar dentro do CRRMOC, terão que passar por uma avaliação psicológica, e depois com a assistente social, para poder ter a aprovação e conseguirem estudar o ensino fundamental, que é ministrada pela pedagoga. No entanto, eles também estudam com um facilitador que foi escolhido entre eles através do seu maior grau de escolaridade, para ajudar na alfabetização daqueles que possuem pouca ou nenhuma escolaridade, além do ensino médio que é ofertado através do Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos - ENCEJA-. Ou seja, para serem inseridos nos projetos que ali acontecem é preciso passar por essa triagem. 45 CONSIDERAÇÕES FINAIS Uns dos grandes aspectos social que mais influenciam e contribuem para um percentual de jovens e adolescentes sendo levados a casa de detenção é a falta de políticas públicas para as classes baixas menos favorecida da sociedade pudesse ter um melhor assistência e desta forma evitar que jovens e adolescentes pudessem ser vítimas da rede da criminalidade. De acordo com esse contexto, a pesquisa tem como justificativa levar uma educação na forma não-formal de uma pedagogia social aplicada para que esses indivíduos que já estão separados do meio social, devidos aos seus delitos, e fazer com que através dessa metodologia de ensino possa criar novos cidadãos. Outro dado especifico da pesquisa, é que os detentos recebem uma educação escolar através de conteúdo sistematizado pelo órgão de competência, sendo este responsáveis por esse ensino, levando tanto o ensino fundamental quanto o superior (ENCEJA) aos detentos. Vale salientar que essa modalidade de ensino superior não e ofertado para todos, visto que o detento precisa passar por um processo de seleção, além dos projetos que são aplicados na forma de contribuir para uma melhor ressocialização. A pesquisa também propôs uma breve discursão de como os detentos visam o trabalho da pedagogia social aplicada no CRRMOC, sendo que nesse contexto que o ensino da pedagogia social é de boa qualidade. Contudo, os projetos oferecidos à eles é de pouca de duração, sendo esse o único ponto negativo nessa discursão, segundo dado da pesquisa. Sabemos que o processo de ressocialização é um dos fatores que mais preocupam os educadores pedagogos que trabalham com a pedagogia social carcerária. Todavia, é necessário que haja um melhor apoio de politicas púbicas para um melhor trabalho com esses indivíduos que são visto pela sociedade como marginais. Ressaltando que é somete através da educação que podemos transformar esses indivíduos e assim inseri-los com sucesso na sociedade É importante ressaltar, a pedagogia social é capaz de transformar um pensamento e até mesmo uma conduta, e desta forma é empregada aos detentos, afim de transformá-los através da educação, construindo neles um novo pensamento e uma nova perspectiva de vida. Cabendo, ao professor(a) pedagoga fazer comque haja a interação e a socialização do detento na sociedade novamente. 46 É importante dizer que para melhorar a prática de ensino, não importa o lugar mais sim o desejo que se tem em transformar vidas e renovar sentimentos, criando estratégias de ensino, ainda que repitam a mesma prática, porém inovando-a, propondo que haja uma renovação para a qualidade do ensino. Em suma, o trabalho teve como objetivo geral analisar as proposta de educação que acontecem no CRRMOC na perspectiva da pedagogia social, e assim poder revelar por meio da pesquisa quais são as metodologia de ressocialização aplicada aos detentos. Espero que esse estudo seja um contributo, para outros discentes que se interessarem pela temática proposta. 47 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMÉRICO, Carmem. Projeto libertos. Amazônia e companhia, 2010. ANELO, G. P; SOUZA, A. M. Aprendizagem no espaço não escolar. 2012. Disponível em:<http://facos.edu.br/publicacoes/revistas/e- ped/agosto_2012/pdf/aprendizagem_no_espaco_nao_escolar.pdf>Acesso em: 05/04/2018. COSTA, M. A. A Integralidade Da Educação Ambiental E O Ensino De Ciências Em Espaços Formais, Informais E Não-Formais. 2008. Disponível em:<http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/vienpec/CR2/p997.pdf>Acesso em:22/04/2018. CRUZ, Adriele de Cassia. 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Você se senti insegura em trabalhar neste local? Na sua opinião o que precisa ser melhorado em relação a educação no cárcere no CRRMOC? PERGUNTAS AOS DETENTOS DO CRRMOC Você tem alguma formação em escola pública? Qual? Na sua opinião qual melhoria poderia haver no ensino dentro do cárcere? Por que você decidiu estudar dentro do CRRMOC? Você sabe ler e escrever? Qual sua idade? 50 PERGUNTAS PARA O DIRETOR Você sabe como foi que começou a ser administrada as primeiras aulas no CRRMOC? Quem era o professor? Sexo masculino ou sexo feminino? Como é feita a seleção dos presos para estudarem dentro do cárcere? Qual a restrição é aplicada para que eles possam receber essa educação? Quando foi regulamentada a educação/ensino do CRRMOC para que somente um professor de pedagogia formado pudesse atuar nas atividade pedagógicas? O que você acha do ensino que é repassado no cárcere? Boa, regular ou ruim? Você participa de algum projeto social? Isso ajuda na sua conduta? De que forma o ensino pedagógico é repassado? Como é trabalhado esse ensino? De que forma a educação formal contribui para o mercado de trabalho? Até que série é ofertado dentro do CRRMOC? Você recebe algum certificado por ter estudado no CRRMOC? Como você avalia o ensino? Bom, Regular ou Ruim? Você já teve oportunidade de sair do CRRMOC? Se sim, de que forma o ensino no cárcere influenciou lá fora?