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Parasitologia – Anna Carolina Pinho - UNIRIO 
 
Espécie: Dypilidium caninum 
E um cestoide pertencente à ordem Cyclophyllidea tradicionalmente incluído na 
família Dilepididae, mas atualmente considerado como um membro da família 
Dipylidiidae. E encontrado naturalmente em cães e gatos, apresentando ampla 
distribuição mundial, sendo muito frequente entre estes animais domésticos no 
Brasil. No ser humano, a infecção por D. caninum é considerada uma zoonose rara. 
Mais de 300 casos foram relatados em diferentes partes do mundo, sendo cerca de 
10 casos, a maioria crianças, identificados no Brasil. 
Morfologia 
O adulto mede de 10 a 20 cm de comprimento por 3 cm de largura. O escólex é 
pequeno, possui rostelo retrátil I ornado com quatro fileiras de ganchos bem nítidos 
(em forma de espinho de rosa), além de quatro ventosas. As proglotes são mais 
longas do que largas, assemelhando-se à semente de abóbora. Caracterizam-se 
pela presença de dois conjuntos de órgãos reprodutivos, com numerosos testículos e 
poros genitais em ambas as laterais. Os ovos são esféricos, medem 20 a 40 µm de 
diâmetro, possuem oncosfera com seis ganchos (embrião hexacanto) e estão 
contidos dentro de cápsulas ovígeras contendo de 8 a 20 ovos. 
 Habitat 
Intestino delgado de cães, gatos e, eventualmente, crianças. 
Ciclo Biológico 
As proglotes grávidas são eliminadas intactas junto com as fezes, onde permanecem 
por algum tempo movimentando-se por contrações; em alguns casos, pode haver 
eliminação ativa de proglotes (na ausência de defecação), que são encontradas na 
 Parasitologia – Anna Carolina Pinho - UNIRIO 
 
região perianal. Os ovos liberados são ingeridos por larvas de pulgas 
(Ctenocephalides, Pulex) ou piolho-de-cão (Trichodectes canis). No intestino das 
larvas destes insetos, a oncosfera é liberada, atravessa a parede do tubo digestivo 
e atinge a hemocele. Nessa fase, a oncosfera se transforma em larva cisticercoide, 
também conhecida como Cryptocystis trichodectes. A medida que o inseto passa 
pelas fases de pupa e adulto, a larva cisticercoide toma-se madura e infectante 
após cerca de 30 dias. Os animais e as crianças se infectam ao ingerirem os insetos 
adultos contendo a larva cisticercoide. No intestino dos hospedeiros, a maturidade 
dos vermes é alcançada 30 dias após a infecção. 
 
Transmissão 
 Ingestão de insetos (pulgas) contendo larva cisticercoide, que pode ocorrer durante 
o hábito de autolimpeza dos animais, ou acidentalmente, no caso da infecção 
 Parasitologia – Anna Carolina Pinho - UNIRIO 
 
humana. O íntimo contato entre crianças e animais domésticos (cães e gatos) 
certamente está entre os fatores favoráveis à transmissão do parasito aos 
humanos. 
Patogenia 
Pouco patogênico para crianças. Parece que em infecções maciças, à semelhança do 
que ocorre em cães e gatos, a criança pode apresentar irritação da mucosa 
resultando em diarreia leve, dor abdominal, anorexia, prurido anal ou mesmo 
ataques epileptiformes. Essas manifestações desaparecem com a eliminação dos 
helmintos. 
 Diagnóstico 
 Encontro de proglotes grávidas nas fezes ou cápsulas ovígeras durante a 
realização de exame parasitológico de fezes. A presença de proglotes na região 
perianal não deve ser confundida com Enterobius vermicularis. 
Profilaxia e Controle 
As medidas de prevenção e o controle da dipilidiose estão relacionados com o 
tratamento de animais domésticos infectados pelo helminto, o combate da 
infestação por pulgas em cães e gatos. Além disso, deve-se evitar o contato de 
crianças com animais infestados por ectoparasitos. 
Espécie: Bertiella spp. 
Os cestoides pertencentes ao gênero Bertiella estão incluídos na ordem C 
yclophyllidea e na fam ília Anoplocephalidae. São parasitos de mamíferos, 
principamente roedores e primatas não humanos, sendo o únic: representante da 
família relatado em humanos, principa - mente crianças. Duas espécies, Bertiella 
studeri (Blancharc 1891) (principal espécie envolvida em casos humanos) e Bertiella 
mucronata (Meyner, 1895), são registradas infectando acidentalmente seres 
humanos, sendo mais de 5 casos registrados em diferentes partes do mundo. No 
Bras: há vários registros da ocorrência destes parasitos (tanto B mucronata quanto 
 Parasitologia – Anna Carolina Pinho - UNIRIO 
 
B. studeri) em primatas não humanes e cinco casos foram relatados em crianças 
nos estados d e Minas Gerais, São Paulo e Goiás. O rápido processo de 
desmatamento e urbanização verificado nos últimos tempos pode favorecer a 
aproximação dos primatas hospedeiros naturais ao ambiente urbano, podendo 
resultar no surgimento de novos casos humanos desta zoonose no futuro. 
Morfologia 
Os parasitos adultos são relativam ente grandes medindo de 10 a 30 cm de 
comprimento por 1 cm de largura. O escólex é pequeno, oval, possui quatro 
ventosas e um rostelo rudimentar sem ganchos. O estróbilo é formaõ: por proglotes 
mais largas do que longas, possui pore s genitais alternados irregularmente, 
numerosos testículos Grupos de mais ou menos 20 proglotes grávidas são liberados 
nas fezes do hospedeiro infectado. Os ovos possuer formato oval, com casca fina, e 
o embrião hexacanto esca localizado no interior de uma cápsula denominada 
apara:: piriforme. Os ovos de B. studeri medem de 49 a 60 µm pcc 40 a 40 µm, 
enquanto os de B. mucronata são um pouco menores, 40µm a 46 µm por 36 a 40 
µm. 
Hábitat 
Intestino delgado 
Ciclo Biológico 
Os hospedeiros intermediários são pequenos ácaros pertencentes à subordem 
Oribatida (gêneros Dometorc c Achipteria, Galumna, Scheloribates) que vivem no 
solo e se alimentam de matéria orgânica, quando pode então ocorrer à ingestão de 
ovos do parasito. No interior dos ácaros oribatideos, ocorre à formação de larva 
cisticercoide. A transmissão ao hospedeiro definitivo ocorre passivamente pela 
ingestão de ácaros infectados. 
 Parasitologia – Anna Carolina Pinho - UNIRIO 
 
 
Transmissão 
Ingestão de alimentos contaminados pelos ácaros infectados. 
Patogenia 
A maioria dos casos são assintomáticos, embora podem ocorrer dores abdominais, 
diarreia, constipação e perda peso. 
Diagnóstico 
 É realizado pela análise de proglotes encontradas nas fezes e pelo estudo 
morfológico dos ovos. 
Profilaxia e Controle 
 Parasitologia – Anna Carolina Pinho - UNIRIO 
 
O controle desta zoonose é extremamente difícil, tendo em vista que o controle dos 
hospedeiros intermediários e o tratamento dos primatas reservatórios são inviáveis. 
A higienização dos alimentos pode evitar a ingestão dos ácaros infectados. Deve-se 
também evitar o contato com primatas não humanos. De fato, atualmente vem 
sendo verificada, a mesmo em grandes centros urbanos, a presença algumas 
espécies de primatas (p. ex., Callithrix) em locais próximos das moradias. Isto resulta 
da redução das áreas naturais, mas também do hábito de muitas pessoas atacarem 
estes animais, o que deve ser combatido. 
Espécie: Diphyllobothrium latum 
As espécies do gênero Diphyllobothrium são cestoides parasitos de mamíferos 
(ursos, raposas, canídeos e hum anos) incluídos na ordem Diphyllobothriidea, 
denominação atual em substituição à Pseudophyllidea, nome anteriormente utilizado 
por várias décadas. Apesar disso, os helmintos pertencentes a esta ordem são ainda 
tradicionalmente conhecidos como pseudofilídeos. Alocadas na família D 
iphyllobothriidae, 14 das cerca de 50 espécies do gênero já foram relatadas em 
humanos infectados, conferindo assim grande importância médica a 
Diphyllobothrium spp. Entre nós este parasito é conhecido como a “tênia do peixe”. 
De fato, estima-se que nove milhões de pessoas estão infectadas em diferentes 
partes do mundo. A principal e mais patogênica espécie é Diphyllobothrium latum, o 
maior parasito humano conhecido, podendo alcançar 10 metros de comprimento. É 
encontrado no norte da Europa, na Rússia, no Japão, nas Filipinas, em parte dos 
EUA e no sul do Chile,países onde existe o hábito de se comer carne de peixe crua, 
especialmente salmão e truta. Embora o Brasil não seja uma área endêmica, casos 
autóctones de difilobotriose foram registrados primeiramente em 2005, durante um 
surto com mais de 50 casos registrados no estado de São Paulo, todos associados à 
ingestão de sushis e sashimis em restaurantes de culinária japonesa. 
Posteriormente, novos casos da doença foram relatados nos estados do Rio de 
Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraíba e Bahia. Com o 
crescente hábito de se saborear as comidas japonesas, ricas em pratos feitos com 
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peixes crus, é possível que o número de casos humanos de difilobotriose aumente 
em nosso país. 
Morfologia 
 O parasito adulto é extremamente grande, medindo de 8 a 10 metros e 
apresentando até 4.000 proglotes. O escólex mede cerca de 1 mm e é formado por 
duas pseudobotrídias, ou seja, duas fendas alongadas longitudinalmente. As 
proglotes são retangulares, geralmente mais largas do que longas, possuem 
numerosos testículos e folículos vitelínicos na região lateral e poros genitais que se 
abrem na região ventral e mediana (ao contrário dos Cyclophyllidea, que possuem 
poro genital lateral). O ovário é bilobulado e localizado na região posterior da 
proglote, o útero possui formato sinuoso em roseta, se estendendo do ovário até o 
poro uterino. Os ovos medem 55 a 75 pm por 40 a 60 pm, possuem opérculo em 
uma extremidade e uma pequena protuberância (knob) na outra 
Habitat 
 Os adultos são encontrados no intestino delgado. 
Ciclo Biológico 
 O ciclo biológico de Diphyllobothrium spp. é do tipo heteroxeno, envolvendo no 
mínimo dois hospedeiros intermediários. O verme adulto elimina, nas fezes do 
hospedeiro definitivo, proglotes grávidas contendo ovos imaturos. Estes contêm uma 
massa de células no seu interior e depois de alguns dias (15 dias à temperatura de 
25°C) há a formação de uma larva denominada coracídio, que é constituída por um 
embrião hexacanto e um embrióforo ciliado. No ambiente aquático, o coracídio 
eclode pelo opérculo e nada ativamente até ser ingerido por microcrustáceos 
copépodes (Cyclops e Diaptomus), que são os primeiros hospedeiros intermediários. 
Na cavidade geral dos mesmos, após cerca de 20 dias, os embriões transformam-se 
em larvas procercoides, formas alongadas (500 pm) contendo um apêndice esférico 
com seis ganchos na porção posterior (cercômero). Os crustáceos contendo larvas 
procercoides são ingeridos pelo segundo hospedeiro intermediário que são peixes 
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pequenos. Nesses hospedeiros, as larvas atravessam a parede intestinal e vão 
fixar-se nos músculos, transformando-se em larvas plerocercoides ou esparganos. 
Os peixes menores podem ser ingeridos por peixes maiores, em especial truta e 
salmão, no caso de D. latum, e a larva plerocercoide ingerida migra também para a 
musculatura destes últim os hospedeiros. As larvas plerocercoides medem de 1 a 5 
cm, possuem corpo achatado dorsoventralmente e já apresentam pseudobótrias bem 
desenvolvidas. A infecção do homem ocorre pela ingestão de peixes contendo 
larvas plerocercoides que se desenvolvem em adultos no intestino delgado e os 
ovos (mais de 1 milhão de ovos por dia por verme) são eliminados nas fezes 5 a 6 
semanas após a infecção. 
 
 
 
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Transmissão 
O homem se infecta ao comer peixes eras ou mal cozidos contendo larvas 
plerocercoides (esparganos). 
 Patogenia 
 A maioria dos casos são assintomáticos, entretanto, podem ocorrer distensão 
abdominal, flatulência, cólica abdominal intermitente, náuseas, vômitos, 
emagrecimento e diarreia. Uma alteração patológica relevante verificada em cerca 
de 2% dos casos, relacionada exclusivamente à infecção por D. latum, resulta do 
consumo de vitamina B pele parasito, sendo estimado que 80% da dieta desta 
vitamina ingerida pelo infectado seja absorvida pelo parasito. Nesse sentido, nos 
casos de infecção crônica ou por elevada carga parasitária, pode-se verificar a 
anemia perniciosa (anemia botricefálica). 
Diagnóstico 
A infecção humana é diagnosticada pelo encontro de ovos operculados nas fezes 
dos pacientes por exame parasitológico de fezes pelos métodos convencionais (p. 
ex.. sedimentação espontânea, Kato-Katz, Blagg ou Ritchie) 
Profilaxia e Controle 
A profilaxia consiste em não se comer carne de peixe crua, o que é normal em 
nosso meio. Aliás, o hábito de se comer carne de peixe bem cozida impediu a 
expansão dessa verminose entre nós. De fato, os casos ocorridos aqui foram todos 
de pacientes adeptos da comida japonesa, rica em peixe cru. Tudo indica que os 
casos humanos ocorrem a partir de consumo de salmão criado sem controle 
sanitário e importado sem a devida fiscalização. Assim, a vigilância sanitária 
relacionada com peixes importados e o aumento de práticas sanitárias em 
restaurantes podem prevenir que muitos casos ocorram no país. Para serem 
ingeridos crus recomenda-se que os peixes sejam submetidos a congelamento e 
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temperatura de -20°C por 7 dias ou de -35°C POR 15 horas, o que torna inviável o 
parasito. 
Espécie: Spirometra spp. 
Morfologia 
A morfologia dos parasitos adultos dos membros do gênero Spirometra assemelha-
se à descrita anteriormente para Diphyllobothrium (exceto pelo formato e pelas 
medidas dos ovos), contudo, como já mencionado, estes estágios evolutivos não são 
encontrados em humanos. A morfologia dos estágios Iarvais (coracídios, 
procercoides e plerocercoides) é também bastante semelhante às descritas 
anteriormente para Diphyllobothrium. As larvas plerocercoides obtidas dos casos 
humanos medem de 4 a 10 cm de comprimento. 
Hábitat 
Os adultos são encontrados exclusivamente no intestino delgado de felídeos. No 
homem, larvas plerocercoides podem ser encontradas nos olhos, cérebro, 
musculatura e tecido subcutâneo. 
Ciclo biológico 
No geral, é bastante semelhante ao descrito para Diphyllobothrium, com exceção 
de que no ciclo biológico de Spirometra spp., anfíbios e répteis (e não peixes) atuam 
como segundos hospedeiros. Após os anfíbios ou répteis infetados serem ingeridos 
pelo hospedeiro definitivo (felídeos) o parasito se desenvolve em adultos. 
Entretanto, caso sejam ingeridos por outros vertebrados, isto é aves e mamíferos, 
inclusive humanos, as larvas plerocercoides migram ativamente, atravessando a 
parede do intestino e encistando novamente em diferentes órgãos destes novos 
hospedeiros, ditos paratênicos. Quando estes animais de sangue quente são 
predados por felídeos, as larvas se desenvolvem em adultos. Assim, quando da 
infecção humana, o ciclo do parasito não tem continuidade. Tem sido sugerido 
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também que a ingestão de água contendo copépodes infectados por larvas 
procercoides pode levar à ocorrência de esparganose. 
 
Transmissão 
No continente americano, a infecção humana tem sido associada principalmente à 
ingestão de água contaminada por copépodes infectados. A ingestão de carne crua 
ou mal cozida pode também levar à transmissão do parasito. Na Ásia, 
interessantemente, a aplicação tópica de carne de anfíbios e serpentes na pele, 
olhos e vagina é culturalmente realizada como uma forma de tratamento anti-
inflamatório, sendo considerada também uma forma de transmissão do parasito. 
Patogenia 
A presença de esparganos nos diferentes órgãos pode levar à ocorrência de danos 
teciduais locais. Entre as manifestações mais graves encontra-se a esparganose 
cerebral que pode resultar em cefaleia, hemiparesia, alterações visuais e 
convulsões. 
 Parasitologia – Anna Carolina Pinho - UNIRIO 
 
Profilaxia e Controle 
 Ingerir apenas água filtrada ou fervida. Não ingerir came de animais silvestres 
ema ou mal cozida.

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