resumo do aratti
9 pág.

resumo do aratti

Disciplina:Anatomia II423 materiais21.965 seguidores
Pré-visualização3 páginas
do campo visual do lado contralateral. Lesões nessa região provocam cegueira parcial ou total.
Área auditiva primária

	Situa-se no giro temporal transverso anterior – giro de Heschl (áreas 41 e 42 de Brodmann). Recebe as fibras oriundas do corpo geniculado medial. Lesões nessa região dificilmente provocam surdez, porque as vias auditivas, apesar de cruzarem a linha média, como as outras vias sensitivas, têm um grande componente ipsilateral. Assim, uma surdez cortical somente seria possível por lesão bilateral.

Área olfatória

	Localiza-se na porção mais anterior do giro para-hipocampal e do úncus

Área gustativa

	Localiza-se na porção mais inferior do giro pós-central (área 43 de Brodmann), juntamente com a área somática da língua.

Áreas secundárias (unimodais)

	Normalmente estão justapostas às áreas primárias. Lesões nessas regiões não provocam perda da sensibilidade, mas levam a um quadro de agnosia (desconhecimento). Por exemplo, lesão na área visual secundária não leva à cegueira, entretanto ao se colocar um relógio na frente da pessoa ela o vê, mas não o reconhece como sendo um relógio.

	Admite-se que a área motora secundária seja importante para o planejamento motor.

Áreas terciárias

	São basicamente duas: têmporo-parietal e pré-frontal. Elas são responsáveis por elaborar estratégias comportamentais.

	Área têmporo-parietal: lesões na área têmporo-parietal do hemisfério esquerdo freqüentemente levam a problemas com a linguagem. Pode aparecer uma síndrome (síndrome de Gerstmann) caracterizada por dificuldades em discriminar os próprios dedos, incapacidade de fazer cálculos, incapacidade de discriminação esquerda/direita. Já uma lesão no hemisfério direito leva a uma sintomatologia diferente. Há uma desorientação espacial generalizada, podendo o paciente não perceber sua própria metade esquerda do corpo, desprezando qualquer estimulo vindo dessa metade corpórea.
	Área pré-frontal: desempenha um papel importante no planejamento, execução e modificação das estratégias de comportamento mais adequadas para fazer frente às diferentes situações do cotidiano. Sabe-se que essa área está intimamente associada à personalidade das pessoas. Foi-se desenvolvida a lobotomia pré-frontal para o tratamento de pacientes considerados loucos, por saber que uma lesão nessa área pode provocar alterações no comportamento e conseqüente “cura” do paciente.
Áreas relacionadas à linguagem
	Admite-se a existência de duas áreas responsáveis pela linguagem, uma localizada no lobo frontal e outra na junção dos lobos temporal e parietal. Uma área anterior, localizada nas porções triangular e opercular do giro frontal inferior, conhecida como área de Broca (aparentemente relacionada à expressão da linguagem, linguagem falada), e uma área posterior, localizada na junção têmporo-parietal, conhecida como área de Wernicke (relacionada à percepção da linguagem).
	Afasia de expressão (motora): o indivíduo perde a capacidade de falar ou escrever. Ele compreende tudo, mas não consegue falar.

	Afasia de percepção (sensitiva): o indivíduo perde a capacidade de compreender a palavra escrita ou falada. Nesse caso ele consegue falar, porém suas frases não apresentam nenhum sentido.

Vascularização do Sistema Nervoso Central
	O encéfalo não pode, mesmo temporariamente, ser sustentado por metabolismo anaeróbio. O que faz com que o consumo de oxigênio e glicose pelo encéfalo seja extremamente elevado, o que requer um fluxo sanguíneo intenso.

	No sistema nervoso central não existe a circulação linfática. Existe a circulação liquórica, mas que não corresponde nem funcional, nem anatomicamente à linfática.

	O cérebro não armazena nutrientes, ou seja, tudo que entra é consumido ou sai, por isso ele é chamado de perdulário.

	Fatores intrínsecos e extrínsecos controlam o fluxo de sangue no cérebro:
Extrínsecos

PA: o aumento da PA diminui o calibre das artérias e conseqüentemente o fluxo sanguíneo.

Viscosidade: quanto maior a viscosidade, menor o fluxo.

Luz dos vasos cerebrais: quanto maior a luz, maior o fluxo.
Intrínsecos

Quantidades de O2 e CO2 distribuídos no sangue: o aumento da quantidade de CO2 provoca vasodilatação, aumentando a pressão intra-craniana. O aumento de O2 provoca os efeitos contrários, porém neste caso deve-se tomar cuidado, pois a redução acentuada da luz do vaso pode levar a uma hipóxia a consequente isquemia tecidual.

Sistema nervoso autônomo: a inervação simpática provoca a vasoconstrição.
Substâncias presentes nas paredes dos vasos:

VIP: Provoca vasodilatação.

Substância P: provoca vasodilatação.

Substância Y: provoca vasoconstrição.

	De um modo geral o fluxo de sangue cerebral depende da PA média e da resistência vascular cerebral (RVC). A RVC depende basicamente da pressão intracraniana (diretamente); das condições da parede vascular, que podem sofrer alterações (como na arterioesclerose); da viscosidade do sangue; e do calibre dos vasos.

	O fluxo de sangue não é homogêneo no cérebro. Ele é maior nas áreas onde a atividade metabólica é maior, logo na substância cinzenta. O fluxo sanguíneo também varia de acordo com o seu estado funcional. É fácil entender que, com o aumento do metabolismo, ocorre maior liberação de CO2 (que tem efeito vasodilatador) e consequente aumento do aporte sanguíneo para a região determinada.
	A vascularização do encéfalo é peculiar, pois não apresenta um hilo, como a maioria dos órgãos, para a penetração dos vasos. As artérias também são diferentes das do restante do corpo, suas paredes são mais finas, o que faz do cérebro um local propenso a sofrer hemorragias. Entretanto a camada elástica interna é maior do que o comum.

	Duas artérias são responsáveis pela irrigação do encéfalo, a a. carótida interna e a a. vertebral. Que formam os dois sistemas de irrigação encefálica, o sistema carotídeo e o sistema vértebro-basilar.

Sistema carotídeo
Ramo da bifurcação da a. carótida comum, a a. carótida interna penetra a cavidade craniana pelo canal carotídeo, no osso temporal, atravessa o seio cavernoso, onde descreve um plano de dupla curva, formando um S (sifão carotídeo). A seguir perfura a dura-máter e a aracnóide e no início do sulco lateral, próximo à substância perfurada anterior, divide-se em seus dois ramos terminais, a a. cerebral anterior e a a. cerebral média.
Alem dos ramos terminais da origem a outros ramos:

A. oftálmica, que emerge quando a carótida atravessa a dura-máter, ao sair do seio cavernoso. Essa dá como ramo a a. central da retina. Em algumas situações, normalmente por trombose (vegetação arterial de origem fixa) ou embolia (vegetação que se soltou de algum local diferente de onde interrompeu o fluxo), ocorre o interrompimento do fluxo nessa artéria, o que leva a um quadro conhecido como amaurose fulgaz, em que a visão é interrompida por fleches de ausência desse sentido. Nesse caso deve-se obrigatoriamente investigar a a. carótida interna;
A. comunicante posterior, que se anastomosa com a a. cerebral posterior, ramo da basilar, contribuindo para a formação do polígono de Willis, uma circulação contralateral;
A. corióidea anterior, irriga os plexos corióides e parte da cápsula interna;
Sistema vértebro-basilar

As aa. vertebrais direita e esquerda têm origem nas aa. subclávias correspondentes e sobem pelos forames transversos das vértebras cervicais adentrando o crânio pelo forame magno. Ao nível do sulco bulbo-pontino se fundem formando a a. basilar.

As aa. vertebrais dão origem as duas aa. espinhais posteriores e à a. espinhal anterior.

Originam ainda as aa. cerebelares inferiores posteriores, que irrigam a porção inferior e posterior do cerebelo e área lateral do bulbo.

A a. basilar percorre o sulco basilar da ponte e termina bifurcando nas aa. cerebrais posteriores direita e esquerda.
Outros ramos da a. basilar são:

A. cerebelar superior: distribui-se ao mesencéfalo e parte superior do cerebelo;
A. cerebelar inferior anterior: se distribui à parte anterior da face inferior do cerebelo;
A. do labirinto: vasculariza estruturas do ouvido interno;