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Semin.09.Estadão-Sarney

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de influência, contudo, é evidente que em nada abalou a firme convicção deste juiz quanto 
ao seu indeclinável compromisso com a carreira que abraçou há mais de 15 (quinze) anos.
Por derradeiro, quanto à argumentação desenvolvida pelo impetrante acerca de alegada teratologia 
no aspecto da decisão ora guerreada, da lavra deste magistrado, que houve por bem decretar o 
segredo de justiça nos autos do agravo de instrumento em tela, "em face dos documentos que o 
instruem" e, de conseqüência, nos da respectiva ação inibitória em curso na primeira instância, tal 
alegação, a toda evidência, está a revelar nítida má-fé do impetrante, conduta processual reprovável, 
tendente a induzir essa d. Relatoria a grave equívoco, quando mais se considerada a via estreita do 
mandamus, com pedido liminar, de summaria cognitio, a exigir prévia e exauriente prova 
documental.
Nesse passo, afirma em suas razões que, verbis:
"Note-se, sem que mais seja preciso adicionar para sublinhar a subjacente teratologia dessa decisão, 
que tais "documentos" alegadamente motivadores do sigilo eram simples recortes de O Estado de S. 
Paulo; um parecer jurídico fornecido ao Sr. Fernando Sarney; uma anódina petição dos seus 
advogados; matérias jornalísticas publicadas na `internet´; reportagens da Istoé e da Folha de S. 
Paulo; decisões, não cobertas por sigilo, da Seção Judiciária do Maranhão da Justiça Federal, e até, 
pasme-se, u´a guia comprobatória do reconhecimento de custas...
Por esses impertinentes e desinfluentes `documentos´, e apenas por eles, nada mais, foi que a ilustre 
Autoridade Impetrada decretou o assinalado sigilo judicial, violando o direito da Impetrante a que, 
como elemento indissociável do devido processo legal, os feitos dos quais participa se submetem à 
regra ordinária da publicidade processual." (Fl. 13).
A ironia, contudo, não subsiste ao simples exame dos autos do Agravo de Instrumento, onde consta 
às folhas 57/60, exatamente a decisão da 1ª Vara da Justiça Federal da Seção Judiciária do 
Maranhão, em que restou deferida "a QUEBRA DE DADOS TELEFÔNICOS" do então agravado, 
sendo certo que, em sua parte final, consta o seguinte comando daquele Juízo Federal:
"DETERMINO, em face do claro interesse social presente na investigação em tela, que o presente 
feito tramite em segredo de Justiça." (Grifos no original).
Segue, em anexo, cópia integral deste documento, para conhecimento dessa Relatoria, ficando a seu 
criterioso juízo a conveniência quanto a eventual juntada aos autos do writ.
Portanto, em face da presença do inteiro teor dessa decisão nos autos daquele instrumento, extraída 
de feito em curso no âmbito da Justiça Federal, com expressa determinação quanto à sua submissão 
ao segredo de justiça, ao viso da inarredável preservação desta mesma cautela legal, é que cumpriu 
a este magistrado, no exercício da Relatoria do agravo, impor a este feito recursal, nesta sede, in 
limine, a mesma afetação, com extensão à ação inibitória em curso na primeira instância e de cujos 
autos restaram extraídas as peças que formaram aquele instrumento.
Ao omitir o teor dessa decisão da Justiça Federal, nas peças que instruíram o presente mandado de 
segurança, parece não restar dúvidas quanto à temerária conduta processual do ora impetrante.
São estas as informações que me competem prestar nesta fase do procedimento mandamental, 
fazendo-o com a máxima celeridade, dentro das vinte e quatro horas seguintes ao recebimento do 
respectivo ofício, não obstante o decêndio legal conferido para tanto (art. 7º, I, da Lei nº 12.016/09), 
colocando-me à disposição de Vossa Excelência para outros esclarecimentos que se façam 
porventura necessários.
Respeitosamente,
Desembargador DÁCIO VIEIRA
Relator do AGI nº 2009002010738-6

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