resumo da rafa completo (com ilustração)
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O SISTEMA NERVOSO Rafaela Correia - Monitora

O sistema nervoso divide-se em sistema nervoso central e periférico. O sistema nervoso central é formado pelo encéfalo e pela medula. O encéfalo divide-se em cérebro, cerebelo e tronco encefálico. O cérebro é formado pelo telencéfalo e pelo diencéfalo. O tronco encefálico divide-se em mesencéfalo, ponte e bulbo. O Sistema Nervoso Periférico é formado pelos nervos espinhais e cranianos, gânglios e receptores.

Os nervos são estruturas especializadas em conduzir impulsos para o Sistema Nervoso Central ( impulsos aferentes ) e para o Sistema Nervoso Periférico ( impulsos eferentes ). São formados por células altamente especializadas, os neurônios, possuindo um corpo celular com projeções denominadas dendritos e um prolongamento principal, o axônio. O impulso nervoso propaga-se no sentido dendrito-axônio.

Os gânglios são aglomerados de corpos de neurônios encontrados no Sistema Nervoso Periférico. Receptores são estruturas que se encontram nas terminações dos neurônios e que captam informações do ambiente levando-as ao SNC através dos nervos.

ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO

O Sistema Nervoso controla as funções do nosso organismo. É através dele que recebemos informações do meio, muitas vezes nos recordamos dessas informações e até mesmo respondemos de maneira específica interagindo assim com o ambiente que nos envolve de forma precisa e altamente elaborada.

Os impulsos nervosos seguem através dos neurônios em sentido anterógrado, indo no sentido do dendrito para o axônio. O axônio, por sua vez, leva esse impulso aos dendritos do neurônio subseqüente ou a uma célula efetuadora como,por exemplo, uma célula muscular.

Entre um neurônio e outro existe um espaço denominado sinapse. A sinapse estabelece a ligação funcional entre dois neurônios, sendo importante para a modulação dos impulsos que aí seguem, além de ser considerada o ponto de união entre esses neurônios. Poder-se-ia considerar a sinapse como uma união mais funcional que física entre neurônios uma vez que a ligação física fica relegada a um plano aparentemente "virtual". As sinapses atuam de forma seletiva na transmissão do impulso nervoso, além de direcionar cada um desses impulsos para o local de atuação.

Cabe ressaltar que a árvore dendrítica de um neurônio pode receber diversas conexões sinápticas enquanto o axônio transmite o impulso de uma maneira centralizada.

O axônio possui ramificações que se propagam a várias regiões do sistema nervoso periférico em direção aos efetuadores, além de propagar o impulso aos dendritos do neurônio seguinte.

Os neurônios do Sistema Nervoso podem ser divididos de acordo com sua função, que pode ser sensitiva, integradora ou motora. Logo, existem:

Neurônios sensitivos (ou Aferente): recebem informações provenientes dos receptores e as levam aos neurônios integradores ou de associação, localizados no córtex cerebral.

Neurônios de associação: selecionam as informações sensitivas e elaboram a resposta, a qual deve seguir pelos neurônios motores ou efetuadores. A maior parte das informações sensitivas que têm acesso ao nosso sistema nervoso não é utilizada na elaboração de uma resposta. Grande parte das informações restantes é armazenada para poder depois ser reutilizada nos processos de pensamento ou de resposta através do processo conhecido como memória. A maior parte deste armazenamento ocorre no córtex cerebral.

Neurônio Motor (ou Eferente): possui como função conduzir o impulso nervoso ao órgão efetuador, que, nos mamíferos, trata-se de um músculo ou glândula. O impulso eferente determina, assim, uma contração ou uma secreção. O corpo do neurônio eferente surgiu dentro do sistema nervoso central e a maioria deles permaneceu nesta posição durante toda a evolução. No entanto, os neurônios eferentes que inervam os músculos lisos, músculos cardíacos ou glândulas têm seus corpos fora do sistema nervoso central, em estruturas que são os gânglios viscerais. Estes neurônios pertencem ao sistema nervoso autônomo e são tidos como neurônios pós-ganglionares. Já os neurônios eferentes que inervam músculos estriados esqueléticos têm seu corpo sempre dentro do SNC e recebem várias denominações, dentre elas a de neurônio motor primário, neurônio motor inferior ou via motora final de Sherrington.

 A função do sistema nervoso central pode ser classificada de acordo com três níveis principais. São eles o nível da medula espinhal, o nível cerebral inferior e o nível cerebral superior ou cortical.

O nível da medula espinhal está relacionado não apenas com a transmissão de impulsos do centro para a periferia e desta para o centro, mas também com a realização de reflexos motores em resposta a um determinado estímulo.

 O nível cerebral inferior está relacionado com a grande maioria das atividades subconscientes.

O nível cerebral superior armazena a grande maioria da nossa memória e é o responsável pelos complexos processos mentais que envolvem o pensamento. Costuma-se dizer que é o córtex que abre o mundo para nossa mente. É importante ressaltar que o córtex não funciona por si, dependendo, por exemplo, do estímulo da formação reticular para a manutenção do estado de vigília.

 

EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO 

O Sistema Nervoso origina-se de um espessamento do ectoderma (folheto embrionário externo) situado acima da notocorda denominado placa neural. A placa neural cresce progressivamente e adquire um sulco longitudinal, o sulco neural, que se aprofunda para formar a goteira neural, cujos lábios fundem-se para formar o tubo neural.

De cada lado do tubo neural interpondo-se entre este e o ectoderma embrionário forma-se uma crista neural, que irá dar origem aos elementos sensitivos do sistema nervos periférico, como gânglios sensitivos, os gânglios do sistema autônomo (viscerais), medula da supra-renal, melanócitos, células de Schwann, dentre outras, com a dura-máter e a aracnóide. Já o tubo neural forma elementos do sistema nervoso central.

EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO - TUBO NEURAL

Durante o fechamento do tubo neural, persistem dois orifícios em suas extremidades superior e inferior: o neuróporo rostral e o neuróporo caudal. Essas partes são as últimas do sistema nervoso a se fecharem.
As paredes do tubo neural originam:

Duas lâminas alares;

Duas lâminas basais;

Uma lâmina do assoalho;
Uma lâmina do tecto.
Das lâminas alares e basais derivam os neurônios e grupos de neurônios (núcleos), ligados, respectivamente, à sensibilidade e à motricidade, situados na medula e no tronco encefálico, sendo que das alares surgem conexões aos neurônios sensitivos e das basais surgem os neurônios motores. Entre essas duas lâminas há o sulco limitante que separa no sistema nervoso do adulto as formações motoras das sensitivas.

A lâmina do tecto origina o epêndima da tela corióide e dos plexos corióides, os quais que produzem líquor. A lâmina do assoalho pode originar o sulco mediano do assoalho do IV ventrículo.
A parte cranial do tubo neural sofre uma dilatação que origina o encéfalo primitivo ou arquencéfalo. A parte caudal não passa por nenhuma dilatação significativa e origina a medula no adulto, que corresponde à medula primitiva do embrião.

IMPORTANTE: DIVISÃO DO SISTEMA NERVOSO COM BASE EMBRIOLÓGICA
O encéfalo primitivo ou arquencéfalo dá origem a três vesículas encefálicas primárias, que são: prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo.
O prosencéfalo dá origem ao telencéfalo e ao diencéfalo.
O mesencéfalo continua com a mesma denominação.

O rombencéfalo origina o metencéfalo e o mielencéfalo. O metencéfalo origina o cerebelo e a ponte. O mielencéfalo origina o bulbo ou medula oblonga.

O telencéfalo compreende uma parte mediana, da qual se evaginam duas porções laterais chamadas vesículas telencefálicas laterais, as quais crescem para formar os hemisférios cerebrais. O diencéfalo apresenta quatro divertículos, que são dois laterais ou vesículas ópticas, um dorsal que forma a glândula pineal e um ventral