resumo da rafa completo (com ilustração)
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adequada dos músculos dos membros, de modo a manter o equilíbrio e a postura normal.
CONTROLE DO TÔNUS MUSCULAR;
CONTROLE DOS MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS;
 O controle dos movimentos envolve duas etapas:
planejamento do movimento através da zona lateral;
correção do movimento já em execução através da zona intermédia.
APRENDIZAGEM MOTORA.
SÍNDROME CEREBELARES
	
Síndrome do Arquicerebelo
Ocorre com certa frequência em crianças de menos de 10 anos.
Causa: Tumores que comprimem o nódulo e o pedúnculo do flóculo.
 Sintomas: 
Perda de equilíbrio. 
Não há alteração do tônus muscular
Deitadas, a coordenação dos movimentos é praticamente normal.
Síndrome do Paleocerebelo
 Ocorre no homem como consequência da degeneração do córtex do lobo anterior no alcoolismo crônico.
 Sintomas: 
perda do equilíbrio \u2013 DISTASIA;
paciente anda com a base alargada \u2013 DISBASIA;
ataxia dos membros inferiores.
Síndrome do Neocerebelo
As lesões do neocerebelo causam como sintoma fundamental uma incoordenação motora (ataxia), que pode ser testada por vários sinais. São eles:
DISMETRIA: execução defeituosa de movimentos que visam atingir um alvo, pois o indivíduo não consegue dosar exatamente a \u2018quantidade\u2019 de movimentos necessários para isso.
Quando se ultrapassa o ponto desejado ao se fazer um movimento.
DECOMPOSIÇÃO: movimentos complexos que normalmente são feitos simultaneamente por várias articulações.
São decompostos, ou seja, realizados em etapas sucessivas por cada uma das articulações.
DISDIADOCOCINESIA: dificuldade de fazer movimentos rápidos e alternados
Exemplo: tocar rapidamente a ponta do polegar com os dedos indicador e médio, alternadamente.
ADIADOCOCINESIA: incapacidade de efetuar rapidamente um movimento seguido de seu inverso.
RECHAÇO: verifica-se esse sinal mandando o paciente forçar a flexão do antebraço contra uma resistência que se faz no pulso.
Indivíduo normal: resistência retirada, a flexão pára;
Doente: músculos custam a agir e o movimento é violento.
TREMOR: característico que se acentua ao final do movimento ou quando o paciente está prestes a atingir um objetivo.
Exemplo: apanhar um objeto (tremor intencional).
NISTAGMO: movimento oscilatório rítmico dos olhos, que ocorre especialmente em lesões do sistema vestibular e do cerebelo.
IMPORTANTE:
 As fibras concernentes ao cerebelo são ipsilaterais ou homolaterais, o que significa que, em caso de lesão, a mesma se refletirá no membro do mesmo lado do que foi lesado. Ressalta-se, ainda, que o cerebelo possui função exclusivamente motora.
ANATOMIA MACROSCÓPICA DO DIENCÉFALO
O diencéfalo faz parte do Cérebro, juntamente com o telencéfalo (correspondem ao Prosencéfalo) e ocupam 80% da cavidade craniana.
Divide-se em: 
Subtálamo;
Epitálamo;
Hipotálamo;
Tálamo.
 Estão em relação com o III Ventrículo.
TERCEIRO VENTRÍCULO
	 É a cavidade do diencéfalo, ou seja, uma fenda ímpar e mediana que se comunica com o IV ventrículo pelo aqueduto cerebral e com os ventrículos laterais pelos forames interventriculares ou de Monro. Existe uma depressão que vai do forame de Monro até o aqueduto cerebral, sulco hipotalâmico. Acima desse sulco está o tálamo e abaixo o hipotálamo. Observa-se uma trave de substância cinzenta, que une os dois tálamos, a aderência intertalâmica.
	No assoalho observamos o quiasma óptico, infundíbulo, túber cinéreo e corpos mamilares, pertencentes ao hipotálamo. 	 	
	A parede posterior do ventrículo é formada pelo epitálamo, acima do sulco hipotalâmico, saindo de cada lado do epitálamo, na porção superior do ventrículo, saem às estrias medulares do tálamo onde se insere a tela corióide que forma o tecto do III ventrículo e de onde saem os plexos corióides e são contíguos com os plexos corióides dos ventriculos laterais pelos forames interventriculares.
	O subtálamo não se relaciona com a luz do III ventrículo.	
	A parede anterior é formada por uma fina lâmina de tecido nervoso, lâmina terminal, disposta entre o quiasma óptico e a comissura anterior (ligando os dois hemisférios \u2013 lobos temporais - e os bulbos olfatórios, pertence ao telencéfalo). 
	Possui quatro recessos: 	
Infundibular;
Óptico;
Pineal;
Suprapineal.
SUBTÁLAMO
 É uma pequena área limitada superiormente com o tálamo, lateralmente com a cápsula interna e medialmente com o hipotálamo e inferiormente com o mesencéfalo. 
 O subtálamo apresenta partes do núcleo rubro, substancia negra e formação reticular (zona incerta).
 Tem função motora pertencendo ao sistema extrapiramidal.
 Lesão: Hemibalismo que são movimentos anormais das extremidades e que às vezes não desaparece com o sono levando a exaustão.
EPITÁLAMO
 Situado superior e posterior do diencéfalo. Contém formações endócrinas e não endócrinas.
 Não endócrinas: núcleos da habênula, comissura das habênulas e estrias medulares (pertencem ao sistema límbico e regulam o comportamento emocional) e comissura posterior.
As estrias medulares contêm fibras principalmente da área septal e terminam no núcleo da habênula ipsi ou contra-lateral (cruzam na comissura das habênulas)
	Os núcleos da habênula ligam-se ao núcleo interpeduncular do mesencéfalo pelo fascículo retroflexo conectando o sistema límbico ao mesencéfalo.
 A comissura posterior marca o limite entre mesencéfalo e diencéfalo, constituída de fibras variadas. Destacam-se fibras pré-tectal de um lado que cruzam para o núcleo de Edinger Westphal oposto intervindo no reflexo consensual. Tumores no corpo pineal podem abolir o reflexo consensual e permanecer o reflexo fotomotor direto.
Endócrinas: corpo pineal e órgão subcomissural.
 Corpo Pineal (glândula pineal ou epífise) vem de um divertículo ependimário no teto do III ventrículo entre a comissura posterior e habenular. São abundantes os mastócitos (histamina), ainda astrócitos, oligodendrócitos e o pinealócito. Tem, ainda, concreções calcárias que aumentam com a idade. É muito vascularizada (perde apenas para o rim). Está relacionada com as gônadas, ação inibitória. Produz melatonina através da serotonina abundante na pineal e sua produção tem ritmo circadiano.
Estudos mostram que a luz exerce efeito inibidor da pineal, através do sistema nervoso simpático.
 O órgão subcomissural é uma saliência abaixo da comissura posterior, ativamente secretora, relacionada com o controle de secreção da aldosterona pela adrenal.
HIPOTÁLAMO
 Situa-se abaixo do sulco hipotalâmico nas paredes do III ventrículo, constituído principalmente de substância cinzenta, núcleos, e fibras. Tem forma losangular. Limitado na frente pelo quiasma óptico, posterior pelos corpos mamilares e lateralmente pelos tratos ópticos. Entre o quiasma e os corpos mamilares estão o Túber Cinéreo e o Infundíbulo. Divide-se em três porções:
Supra-óptica ou Quiasmática;
Tuberal;
Mamilar.	
O fórnix corta o hipotálamo no plano sagital dividindo-o em duas porções laterais e uma medial, terminando nos corpos mamilares. 
Núcleos: separados conforme a região anatômica do hipotálamo
Quiasmática:
Supra-óptico	produzem ocitocina e vasopressina que são levados para
Paraventricular 	neuro-hipófise (hipófise posterior).
Supraquiasmático responsável pelo relógio biológico dia e noite (ritmo circadiano)
Tuberal:
Dorso-medial;
Ventro-medial;
Tuberais.
 Esses núcleos mantêm íntima relação com a hipófise e III ventrículo. Produzem dopamina, ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) e beta-endorfina (controle da dor e é liberada no exercício físico, acupuntura, etc.).
Mamilar:
Mamilares
Hipotalâmico posterior
CONEXÕES
Sistema Límbico:- comportamento emocional
Hipocampo:- liga-se pelo fórnix aos núcleos mamilares, seguem para o tálamo (fascículo mamilo-talâmico) circuito de Papez, e a formação reticular do mesencéfalo (fascículo mamilo-tegmentar).
Corpo Amidalóide:- através da estria terminal.
Área Septal:- (centro do prazer) através do feixe prosencefálico