resumo da rafa completo (com ilustração)
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resumo da rafa completo (com ilustração)

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terços da área ocupada pelo córtex cerebral estão “escondidos nos sulcos”. Muitos sulcos são inconstantes e não recebem qualquer denominação; outros, mais constantes, recebem denominações especiais e ajudam a delimitar os lobos e as áreas cerebrais.

Em cada hemisfério cerebral, os sulcos mais importantes são:

IMPORTANTE:

Sulco Lateral ou de Sylvius: se inicia na base do cérebro e separa o lobo temporal, situado abaixo, dos lobos frontal e parietal, situados acima;

Sulco Central ou de Rolando: sulco profundo e contínuo que separa os lobos frontal e parietal. É ladeado por dois giros paralelos: um anterior ou pré-central e um posterior ou pós-central.Geralmente, as áreas situadas adiante do sulco central se relacionam com a MOTRICIDADE e aquelas situadas atrás desse sulco se relacionam com a SENSIBILIDADE.

Os sulcos cerebrais ajudam a delimitar os lobos cerebrais, os quais recebem sua denominação de acordo com os ossos do crânio com os quais se relacionam. Logo, há os lobos frontal, parietal, temporal e occipital. Além disso, existe um quinto lobo, a ínsula, que está profunda ao sulco lateral e que não possui, portanto, uma relação imediata com os ossos do crânio.

Essa divisão em lobos não condiz com a divisão funcional, exceto pelo lobo occipital, que está relacionado todo, direta ou indiretamente, com a visão.

MORFOLOGIA DAS FACES DOS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS

FACE SÚPERO-LATERAL

É a maior das faces cerebrais e é também chamada face convexa, relacionando-se com todos os ossos que formam a abóbada craniana. Essa face compreende 5 lobos, os quais são:

Lobo Frontal

Se encontram, em sua superfície, três sulcos principais: sulco pré-central; sulco frontal superior e sulco frontal inferior. O lobo frontal possui os seguintes giros: giro pré-central (onde se localiza a área motora principal do cérebro), giro frontal superior, giro frontal médio e giro frontal inferior (subdividido em três porções: parte orbital, parte triangular e parte opercular).

IMPORTANTE:

No giro frontal inferior do hemisfério cerebral esquerdo se encontra a Área de Broca, onde se localiza, na maioria dos indivíduos, o centro cortical da palavra falada. Nesse lobo ainda há a área pré-frontal relacionada à memória de trabalho, planejamentos, cálculos, agressividade, iniciativas e comportamento.

Lobo Temporal

Se identificam dois sulcos: sulco temporal superior (separa o giro temporal superior do médio) e sulco temporal inferior (separa o giro temporal médio e inferior). Entre os giros encontra-se o giro temporal superior, giro temporal médio e giro temporal inferior. Ainda no lobo temporal, encontra-se o giro temporal transverso anterior ou giro de Heschl relacionado à audição e ao equilíbrio. Estes giros transversos ligam o lobo temporal ao lobo da ínsula (lobo pequeno que cresceu pouco durante o desenvolvimento cerebral).

IMPORTANTE:

No lobo temporal uma área associativa relacionada à compreensão da linguagem falada é encontrada e denominada área de Wernicke (trata-se de uma área parieto-occipito-temporal).

Lobos Parietal e Occipital

Há, no lobo parietal, o sulco pós-central e o sulco intraparietal (perpendicular ao giro pós-central). Dentre os giros no lobo parietal encontramos o giro pós-central, giro parietal superior e giro parietal inferior (sendo este último dividido em giro supra-marginal e giro angular). O giro parietal superior é separado do giro parietal inferior pelo sulco intraparietal. O lobo occipital possui uma incisura pré-occipital que é responsável pelos movimentos sincrônicos dos olhos.

Lobo da Ínsula

 É recoberto pelos lábios superiores e inferiores do sulco lateral. Seu ápice é voltado para baixo constituindo o límen da insula. A insula possui três giros curtos (anteriores) e um giro longo (posterior), separados pelo sulco central da insula.

FACE MEDIAL

Num plano sagital mediano, identifica-se diversas estruturas de grande importância anatômica e fisiológica. São elas:

Corpo Caloso: maior comissura inter-hemisférica que penetra o centro branco medular (substância branca cortical) também chamado de centro semi-oval. O corpo caloso é subdividido em porções: rostro, joelho, corpo ou tronco, esplênio do corpo caloso. O rostro do corpo caloso se continua com a comissura anterior e lâmina terminal.

Fórnix: dividido em porções – coluna do fórnix ligada aos corpos mamilares, corpo do fórnix e perna do fórnix seguido pelas fimbrias do hipocampo (penetram o corno temporal do ventrículo lateral formando o hipocampo).

Septo pelúcido: fina membrana presente entre o corpo caloso e o fórnix. São duas delgadas lâminas que delimitam a cavidade do ventrículo lateral.

 Lobo occipital

 Possui o sulco calcarino (divide o cúneo do giro occipito-temporal medial e é importante porque nos seus lábios se localiza o centro cortical da visão) e o sulco parieto-occipital que divide o pré-cúneo do cúneo. O giro occipito-temporal medial continua-se com o giro parahipocampal formando mais anteriormente o úncus do lobo temporal.

 Lobos frontal e parietal

 Nele, há o sulco do corpo caloso (imediatamente acima do corpo caloso), continuando-se com o sulco do hipocampo; sulco do giro do cíngulo (imediatamente acima do giro do cíngulo) subdividido em três porções: ramo marginal do giro do cíngulo (divide o lóbulo paracentral do pré-cúneo), ramo subparietal (abaixo do lobo parietal) e sulco paracentral (divide o giro frontal medial do lóbulo paracentral).

FACE INFERIOR

Pode ser dividida em duas partes: uma pertencente ao lobo frontal que repousa sobre a fossa anterior do crânio e a outra muito maior, que pertence quase toda ao lobo temporal e que repousa sobre a fossa média do crânio e a tenda do cerebelo ( a tenda é o espessamento da dura-máter que separa o cerebelo do lobo occipital).

Lobo Temporal

O lobo temporal visto inferiormente possui o sulco colateral separando o giro occipito-temporal medial (antigo giro lingual) do giro occipito-temporal lateral. O sulco colateral muitas vezes é contínuo com o sulco rinal (presente no úncus do lobo temporal – relaciona-se ao olfato), outras vezes há uma evidente separação. Já o sulco occipito-temporal lateral separa o giro occipito-temporal lateral do giro temporal inferior. O sulco do hipocampo separa o úncus do temporal do giro para-hipocampal, sendo que o giro para-hipocampal liga-se ao giro do cíngulo através do istmo do giro do cíngulo. O conjunto de estruturas interligadas que forma o lobo límbico (límbico vêm de limbo – periferia) constitui-se do úncus do lobo temporal, do giro para-hipocampal, istmo do giro do cíngulo e giro do cíngulo.

Lobo Frontal

Nele se encontra o sulco olfatório onde apóia-se o primeiro par de nervo craniano (olfatório), o giro reto, bulbo olfatório (porção mais ovalada na extremidade do nervo olfatório) e substância perfurada anterior. Encontramos também os giros orbitais que são laterais ao giro reto constituindo a base do lobo frontal.

MORFOLOGIA DOS VENTRÍCULOS LATERAIS

 Os ventrículos laterais são cavidades (em forma de C) revestidas por células da glia (ependimárias) contendo líquido cefalorraquidiano (LCR) ou líquor. Drenam seus conteúdos através dos forames interventriculares ou forame de Monro para o III ventrículo. São subdivididos anatomicamente em: corno frontal (anterior) do ventrículo lateral; corpo (lobo parietal) do ventrículo lateral; corno occipital (posterior) do ventrículo lateral; trígono (parte central) do ventrículo lateral; corno temporal (inferior) no ventrículo lateral.

 O plexo coróide do ventrículo lateral está presente no trígono e no corno temporal do ventrículo lateral, estando, portanto ausente nos cornos anterior e posterior e se encarrega da produção de líquor.

	

NÚCLEOS DA BASE

Os núcleos da base compõem um grupo de massas cinzentas (corpos celulares de neurônios) no interior do hemisfério cerebral. São compostos por:

Corpo estriado ou striatum (por sua vez, ele é subdividido em: núcleo caudado, e núcleo lentiforme, o qual