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04.Espondilite Anquilosante

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Espondiloartropatias
Soronegativas
• Grupo de doenças inflamatórias, crônicas, auto-imunes,
que incluem algumas doenças distintas, porém com
algumas características em comum.
• "Soronegativa" se refere ao fato que estas doenças são
Espondiloartropatia Soronegativa
• "Soronegativa" se refere ao fato que estas doenças são
negativas para o fator reumatóide.
• Os diferentes tipos incluem:
o Espondilite Anquilosante;
o Artrite Psoriática;
o Artrite Reativa;
o Espondilite Enteropática.
• O que é o Fator Reumatóide?
o Anticorpo encontrado em 90% dos pacientes com
artrite reumatóide.
Espondiloartropatia Soronegativa
o Pode estar presente também em outras doenças,
nem sempre indicando o “reumatismo".
o Ocorre também em outras doenças inflamatórias e
auto-imunes, infecções crônicas e malignidades.
o Pode ser detectável em 1-4% de pessoas saudáveis
e em 25% de idosos saudáveis.
• Estas doenças possuem as seguintes condições em
comum:
o Há presença de sacroileíte e espondilite.
o Ocorre agregação familiar (10 a 20% dos casos).
Espondiloartropatia Soronegativa
o Ocorre agregação familiar (10 a 20% dos casos).
o O fator reumatóide não está presente.
o Possuem relação com o HLA-B27.
• Glicoproteínas presentes nas membranas de quase
todas as células nucleadas e, em concentração
especialmente elevada, nos leucócitos.
• Encontrado em 80 a 90% das pessoas com EA.
Espondilite
Aquilosante
Introdução
• Doença inflamatória crônica que afeta os tecidos
conectivos, acometendo articulações da coluna, quadris,
ombros e outras regiões.
• Acometimento ascendente, podendo atingir todos os• Acometimento ascendente, podendo atingir todos os
segmentos vertebrais, causando limitação dos
movimentos e invalidez.
• Não possui cura, mas com tratamento precoce pode ser
bem tolerada.
• Sexo: 5H:1M.
Introdução
• Faixa etária: 15 - 35 anos, sendo muito rara após os 40
anos de idade.
• Quando se manifesta antes da adolescência é descrita
como espondilite anquilosante juvenil.como espondilite anquilosante juvenil.
• O predomínio da doença em homens jovens (a partir da
fase de maturidade sexual) suscita questões sobre a
importância dos hormônios sexuais na gênese da EA.
Etiologia
• Caracteriza-se pelo surgimento de dores na coluna de
modo lento ou insidioso durante algumas semanas,
associadas à rigidez matinal da coluna e diminui de
intensidade durante o dia.
A dor persiste por mais de três meses, melhora com• A dor persiste por mais de três meses, melhora com
exercícios e piora com repouso.
• No início, a EA costuma causar dor nas nádegas,
possivelmente se espalhando pela parte de trás das
coxas e pela parte inferior da coluna.
• A dor pode ser amenizada ao dobrar o corpo.
Etiologia
• Ocorre expansão limitada do peito devido ao
envolvimento das articulações entre as costelas.
• Os sintomas podem piorar, diminuir ou parar em qualquer
estágio.
• Os ossos das vértebras da coluna crescem, formando
pontes entre as vértebras, às vezes envolvendo
completamente as juntas, impedindo assim que ela se
mova, causando a rigidez denominada anquilose.
• Algumas pessoas podem ter apenas uma série de leves
dores e desconfortos, durante vários meses, sem
entretanto incomodá-las demais.
Etiologia
• Com a progressão da doença, a deterioração do osso e
da cartilagem pode levar à fusão na coluna ou nas
articulações periféricas, afetando assim a mobilidade.
• Espondilite x Artrite Reumatóide:• Espondilite x Artrite Reumatóide:
o AR: mais comum em grupos etários mais velhos e nas
mulheres.
o EA: acometimento das articulações periféricas são
mais raros; ausência de nódulos subcutâneos;
ausência do fator reumatóide.
Etiologia
• Os órgãos e tecidos mais afetados pela espondilite
anquilosante são:
o Articulações da coluna vertebral, quadris, ombros,
joelhos, etc;
o Ossos;
o Olhos;
o Coração;
o Pulmão;
o Sistema Nervoso Central.
• No início do quadro, predomina a dor axial intensa;
• Na evolução, também aparecem o espasmo muscular
paravertebral e as limitações funcionais, que contribuem
para o desenvolvimento da “Postura de Esquiador”.
Quadro Clínico
para o desenvolvimento da “Postura de Esquiador”.
• Postura de Esquiador:
o Retificação da coluna lombar,
o Acentuação da cifose dorsal
o Projeção da coluna cervical.
• Dor na parte inferior das costas que piora à noite ou
após um período de inatividade;
• Movimentos limitados e rigidez na parte inferior das
costas e quadril;
• Expansão limitada do tórax;
Sinais e Sintomas
• Expansão limitada do tórax;
• Amplitude limitada de movimentos, principalmente da
coluna e dos quadris;
• Dor e edema articular nos ombros, joelhos e tornozelos;
• Dor nos calcanhares;
• Encurvamento postural para aliviar os sintomas;
• Fadiga;
• Febre branda.
• A mais freqüente é a uveíte, podendo ser observada em
até 25% dos pacientesà HLA-B 27 positivo.
• Cardíacas:
o Aortite, arritmias, bloqueio cardíacoà marcapasso.
Manifestações Extra-Articulares
o Aortite, arritmias, bloqueio cardíacoà marcapasso.
• Pulmonares:
o Defeito ventilatório restritivo leve, em pacientes com
acentuada limitação do diâmetro respiratório, devido à
restrição da caixa torácica.
• Musculares:
o Freqüentes atrofias.
• Renais:
o Hematúria e proteinúria geralmente leves,
o Amiloidose secundária à insuficiência renal, causa
freqüente de óbito na EA.
Manifestações Extra-Articulares
• Neurológicas:
o Raras,
o Subluxação atlantoaxial,
o Síndrome da cauda eqüina,
o Fraturas vertebrais traumáticas.
• Não existe nenhum exame direto para diagnosticar a
espondilite anquilosante.
• Exame Clínico:
o Dor lombar persistindo por > 03 meses, que melhora
Critérios Diagnósticos
o Dor lombar persistindo por > 03 meses, que melhora
com exercício e não melhora com repouso;
o Rigidez lombar de repouso;
o Diminuição da expansibilidade torácica.
• Exames de Raio-x da Coluna:
o Mudanças espinhais características e sacroileíte.
• A radiografia simples de bacia é indispensável na EA
porque a sacroileíte radiológica é critério obrigatório
para o diagnóstico da doença.
• O acometimento da articulação sacrilíaca, na avaliação
radiológica, pode ser subdividido em:
Critérios Diagnósticos
radiológica, pode ser subdividido em:
o Grau zero: normal;
o Grau 1: sacroileíte suspeita ou duvidosa;
o Grau 2: esclerose óssea, irregularidade de contornos
articulares e erosões ósseas;
o Grau 3: alterações verificadas no grau 2, associadas
ao pseudoalargamento articular;
o Grau 4: anquilose total.
• Exames Laboratoriais:
o Provas de atividade inflamatória inespecíficas
(velocidade de hemossedimentação, mucoproteínas,
proteína C reativa).
Critérios Diagnósticos
o A pesquisa do fator reumatóide e do fator antinuclear
revela-se negativa.
o Pesquisa HLA-B27 para aconselhamento genético
familiar.
o É importante salientar que a ausência do HLA-B 27
não exclui o diagnóstico de EA, já que até 20% dos
pacientes espondilíticos são HLA-B 27 negativos.
• A evolução da doença é imprevisível; regressão e
recorrência podem ocorrer em qualquer estágio.
• A maioria das pessoas consegue se movimentar
normalmente, a menos que os quadris fiquem seriamente
comprometidos.
Evolução e Prognóstico
comprometidos.
• Não há cura para a espondilite anquilosante e, embora a
doença tenda a ser menos ativa conforme a idade
avança, o paciente deve estar consciente de que o
tratamento deve durar para sempre.
Tratamento
• O tratamento objetiva o alívio dos sintomas e a melhora
da mobilidade da coluna onde a mesma tenha
diminuído, permitindo ao paciente ter uma vida social e
profissional normal.
• Medicamentoso:
o Analgésicos,
o Antiinflamatórios,
o Relaxantes musculares.
Tratamento
• Passada a fase aguda da doença, a maioria dos
pacientes não necessita de remédios, uma vez que
façam parte de um programa regular de exercícios.
• Para outros pacientes, pode ser necessário um
tratamento contínuo com doses reduzidas (manutenção)
de medicamentos.
• Cirúrgico:
o Utilizado com maior freqüência
para restaurar os movimentos

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