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4. Exantema febril

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Fácies Típica (“sarampenta”)
 
 
Diagnóstico
• Clínico
• Laboratorial
• Confirmação e notificação obrigatória
• Pesquisa de IgM específica (ELISA)
• Coletar entre o 3º e 28º dias após o início do 
exantema
 
 É considerado caso suspeito de 
sarampo: 
Todo paciente com exantema 
maculopapular e tosse e/ou coriza 
e/ou conjuntivite - independente da 
sua idade e situação vacinal
comunicar à vigilância 
epidemiológica para investigação 
sorológica.
 
Complicações
Desnutridos ou imunodeprimidos
 Vias aéreas superiores
• OMA e laringite
Pulmões
• Pneumonias bacterianas
 Neurológicas
•Convulsões e encefalite
 
Complicações
Panencefalite esclerosante subaguda
Incidência – 1:100.000
•Evolução quase sempre fatal
•Início de 1 a 10 anos após o quadro agudo
Dist. Conduta  Convulsões  Alter. degenerativas
 
Sarampo
 
Sarampo
 
Rubéola
• Faixa etária > incidência em crianças 
maiores, adolescentes e adultos jovens
• Período de incubação – 14-21 dias
• Pródromos – geralmente não há
• Exantema
– Macular discreto
– Sem confluência
– Sem descamação
Togaviridae
 
Rubéola
• Contágio
• Final do período de incubação até o 5º a 7º dia 
do exantema
• 70 a 85% dos adultos são imunes (infecção 
subclínica em 25 a 50%)
GESTANTES
 
 
Rubéola
• Características
– Conseqüências danosas para o feto.
– Linfadenopatia cervical posterior e 
retroauricular
– Petéquias no palato
– Imunidade duradoura
 
Quadro Clínico
• Exantema maculopapular
• Coloração rósea, mais “suave”
• Por vezes com aspecto rendilhado
• Distribuição cranio-caudal
• Sem alteração de cor
• Sem descamação
 
Exantema maculopapular
 
 
 
Diagnóstico
• Clínico
• Laboratorial
•Confirmação e notificação obrigatórias
•Pesquisa de IgM específica (ELISA)
•Coletar entre o 5º e 28º dia após o início do 
exantema
 
 É considerado caso suspeito de 
rubéola: 
Todo paciente com exantema 
maculopapular e linfonodomegalia 
cervical, retroauricular e occipital - 
independente da sua idade e 
situação vacinal -
comunicar à vigilância 
epidemiológica para investigação 
sorológica.
 
Exantema Súbito 
 Roséola infantum
•Etiologia
•Herpesvirus humano 6 e 7 (HHV 6 e 7)
•Epidemiologia 
•Transmissão por secreções
•Contágio através de contactantes assintomáticos
•Incidência maior entre 6 meses e 3 anos
** 1º episódio febril, sem causa aparente em lactentes?
 
Quadro Clínico
• Início súbito
• Febre alta
• Irritabilidade com bom estado geral
• Sinais resp. e/ou GI leves
• Declínio brusco da febre, após 3 a 5 dias
• Surgimento do exantema
 
Quadro Clássico
 
 
O Exantema
• Maculopapular, róseo
• Lesões com 2 a 3 cm Ø, não 
confluentes
• Início no tórax, com evolução para 
tronco e pescoço
• Curta duração – 24 a 72 H 
• Sem descamação
 
Exantema Súbito
 
 
Exantema súbito ou Roseola 
Infantum
 
Tratamento
• Sintomático
•Antitérmicos
• Casos complicados
•Ganciclovir – 10 mg/kg/dia – 14 a 21 dias
 
Eritema Infeccioso
• Etiologia
• Parvovirus B19
• Epidemiologia
•Transmissão
•Via respiratória
•Exposição percutânea a sangue ou derivados
•Transmissão vertical mãe-feto
•Altamente contagioso
•Maior incidência entre 2 e 14 anos
 
Quadro Clínico
• Período de incubação
•Varia de 4 a 14 dias
• Período de contágio
-Desconhecido
-Intradomiciliar ou na escola
• Período prodrômico 
• Raramente presente
• Febrícula, mialgias, cefaléia, mal-estar
 → Correspondendo ao período de viremia
 
 O Exantema
• Início pela face
• Eritema intenso das bochechas
• Não acomete região perioral
• “Face esbofeteada”
• Evolui para tronco e membros
• Maculopapular com áreas de palidez 
central ”Rendilhado”
 
Eritema Infeccioso
 
 
Eritema infeccioso
 
 
O Exantema
• Caráter recorrente
• Sob alguns estímulos inespecíficos
•Exposição ao sol
•Mudanças bruscas de temperatura
•Stress 
•Traumatismos
 
Complicações
• Em geral evolução benigna
• Em gestantes pode levar a hidropsia fetal 
 
Tratamento 
- Não há tratamento específico
- Gestantes infectadas poderão receber 
gamaglobulina.
- Fetos com hidropsia podem ser tratados 
com transfusões intra-uterinas
 
Escarlatina
• Etiologia
•Toxina eritrogênica
•Estreptococo β-hemolítico grupo A
•S. pyogenes
•Estafilococos (raro)
•Epidemiologia
•Faringite estreptocócica
•Piodermites
•Maior incidência em pré-escolares e escolares
•Transmissível desde o pródromo até o final da febre (24 h 
de antibiótico interrompe o contágio)
 
Quadro Clínico
• Manifestações iniciais de faringite
• Febre alta
• Odinofagia
• Adenomegalia cervical e submandibular
• Cerca de 12 a 48h depois surge a erupção 
cutânea
 
Faringoamigdalite Estreptocóccica
 
 
O Exantema
• Difuso, vermelho intenso
• Clareia à digito-pressão
• Micropápulas confluentes
• Hipertrofia folicular
•“Áspero” ao toque (“lixa”)
• Início no tórax, com disseminação para tronco, 
 pescoço e membros
• Poupa regiões palmares e plantares
 
Outras Características
•Sinal de Filatow
• Palidez perioral em contraste c/ hiperemia da 
face
•Língua saburrosa
•No 1º e 2º dias, língua esbranquiçada
•Língua em framboesa
•Descamação da língua com hipertrofia e 
hiperemia das papilas linguais
 
Alterações da língua
 
SABURROSA em FRAMBOESA
 
Sinal de Filatow
 
 
Outras Características
• Descamação
•Início 5 a 7 dias após o início do quadro
•Ocorre em pequenas placas
•Inicia em face, pescoço e tórax
•Evolui para extremidades,com descamação grosseira, em 
“dedos de luva”
 
Sinal de Pastia
 
Confluência das micropápulas, com algumas petéquias nas áreas 
de dobras, principalmente na prega cubital
 
Diagnóstico
• Essencialmente clínico
• Laboratorial
•Cultura de secreção de orofaringe
•Dosagem antiestreptolisina O (ASLO)
• Pouco utilizada, pouca contribuição
 
Tratamento
** Penicilina Benzatina
•Peso > 25 kg – 1.200.000 UI – IM
•Peso entre 10 e 25 kg – 600.000 UI – IM
•Peso < 10 kg – 300.000 UI – IM
Dose única
 Macrolídeos (alergia à Pen)
•Eritromicina 40 mg/kg/dia – 10 dias
•Azitromicina 10 mg/kg/dia – 5 dias
Amoxicilina
•20 a 50 mg/kg dia – 10 dias
 
Doenças exantemáticas
• Varicela
• Sarampo
• Rubéola
• Exantema súbito ou roséola infantum
• Eritema infeccioso
• Escarlatina
• Enterovirose
• Doença de Kawasaki
• Mononucleose
• Dengue
• Herpes simples
• Ricketsioses
INFÂNCIA
 
ENTEROVIROSES
(não pólio)
• Definição: Doença geralmente está associada aos 
vírus ECHO ou Coxsackie A e B.
• Características
 - crianças abaixo de 5 anos de idade 
– Isolamento de vírus em fezes, sangue, faringe e líquor
– “Síndrome mão-pé-boca”
• Período prodrômico:
 - Coxsackie e outros ECHO: febre, geralmente coincide 
com o exantema. 
• Transmissão: fecal – oral ou respiratória por gotículas.
• Infectividade: variável.
 
Enterovirus (Echo-Coxsackie)
• Período de incubação: variável.
• Período prodrômico:ECHO 16: 3 a 4 dias com febre 
baixa.
• Início agudo da febre
• Cefaléia, Coriza, Disfagia
• Anorexia
• Herpangina = Exantema com papulo-vesículas branco 
acinzentado com 1-2 mm de diâmetro
• Lesões progridem para úlcera rasa
• Úlceras auto-limitada para amigdala, úvula, palato mole 
e pilar anterior (estomatites)
 
• Erupção: 
Assemelha-se á rubéola – 
maculo-papular discreta, 
não- pruriginosas, 
generalizadas; não há 
descamação.
 
• Podendo estar associada à:
• Manifestações 
neurológicas (meningite 
asséptica)
• Respiratórias (resfriado, 
pneumonia).
• Cutâneas (exantema).
 
Enteroviroses
 
Doença de Kawasaki
• Período prodrômico: apresenta pródromos de 3-4 
dias
• Edema, Eritema, Descamação nas extremidades
• Conjuntivite Bilateral 
• Exantema polimorfo
• Adenopatia cervical
• Alterações nos lábios e na cavidade oral (edema, 
língua em framboesa)
• Artrite, dor abdominal 
• Edema duro de dedos de mãos e pés
 
Doença de Kawasaki
• Características
– Diagnóstico clínico – possível 
comprometimento coronariano (aneurismas)
– Alterações multissistêmicas