4. Exantema febril
112 pág.

4. Exantema febril


DisciplinaInfectologia1.738 materiais7.482 seguidores
Pré-visualização3 páginas
Fácies Típica (\u201csarampenta\u201d)
 
 
Diagnóstico
\u2022 Clínico
\u2022 Laboratorial
\u2022 Confirmação e notificação obrigatória
\u2022 Pesquisa de IgM específica (ELISA)
\u2022 Coletar entre o 3º e 28º dias após o início do 
exantema
 
 É considerado caso suspeito de 
sarampo: 
Todo paciente com exantema 
maculopapular e tosse e/ou coriza 
e/ou conjuntivite - independente da 
sua idade e situação vacinal
comunicar à vigilância 
epidemiológica para investigação 
sorológica.
 
Complicações
Desnutridos ou imunodeprimidos
 Vias aéreas superiores
\u2022 OMA e laringite
Pulmões
\u2022 Pneumonias bacterianas
 Neurológicas
\u2022Convulsões e encefalite
 
Complicações
Panencefalite esclerosante subaguda
Incidência \u2013 1:100.000
\u2022Evolução quase sempre fatal
\u2022Início de 1 a 10 anos após o quadro agudo
Dist. Conduta \uf0e0 Convulsões \uf0e0 Alter. degenerativas
 
Sarampo
 
Sarampo
 
Rubéola
\u2022 Faixa etária > incidência em crianças 
maiores, adolescentes e adultos jovens
\u2022 Período de incubação \u2013 14-21 dias
\u2022 Pródromos \u2013 geralmente não há
\u2022 Exantema
\u2013 Macular discreto
\u2013 Sem confluência
\u2013 Sem descamação
Togaviridae
 
Rubéola
\u2022 Contágio
\u2022 Final do período de incubação até o 5º a 7º dia 
do exantema
\u2022 70 a 85% dos adultos são imunes (infecção 
subclínica em 25 a 50%)
GESTANTES
 
 
Rubéola
\u2022 Características
\u2013 Conseqüências danosas para o feto.
\u2013 Linfadenopatia cervical posterior e 
retroauricular
\u2013 Petéquias no palato
\u2013 Imunidade duradoura
 
Quadro Clínico
\u2022 Exantema maculopapular
\u2022 Coloração rósea, mais \u201csuave\u201d
\u2022 Por vezes com aspecto rendilhado
\u2022 Distribuição cranio-caudal
\u2022 Sem alteração de cor
\u2022 Sem descamação
 
Exantema maculopapular
 
 
 
Diagnóstico
\u2022 Clínico
\u2022 Laboratorial
\u2022Confirmação e notificação obrigatórias
\u2022Pesquisa de IgM específica (ELISA)
\u2022Coletar entre o 5º e 28º dia após o início do 
exantema
 
 É considerado caso suspeito de 
rubéola: 
Todo paciente com exantema 
maculopapular e linfonodomegalia 
cervical, retroauricular e occipital - 
independente da sua idade e 
situação vacinal -
comunicar à vigilância 
epidemiológica para investigação 
sorológica.
 
Exantema Súbito 
 Roséola infantum
\u2022Etiologia
\u2022Herpesvirus humano 6 e 7 (HHV 6 e 7)
\u2022Epidemiologia 
\u2022Transmissão por secreções
\u2022Contágio através de contactantes assintomáticos
\u2022Incidência maior entre 6 meses e 3 anos
** 1º episódio febril, sem causa aparente em lactentes?
 
Quadro Clínico
\u2022 Início súbito
\u2022 Febre alta
\u2022 Irritabilidade com bom estado geral
\u2022 Sinais resp. e/ou GI leves
\u2022 Declínio brusco da febre, após 3 a 5 dias
\u2022 Surgimento do exantema
 
Quadro Clássico
 
 
O Exantema
\u2022 Maculopapular, róseo
\u2022 Lesões com 2 a 3 cm Ø, não 
confluentes
\u2022 Início no tórax, com evolução para 
tronco e pescoço
\u2022 Curta duração \u2013 24 a 72 H 
\u2022 Sem descamação
 
Exantema Súbito
 
 
Exantema súbito ou Roseola 
Infantum
 
Tratamento
\u2022 Sintomático
\u2022Antitérmicos
\u2022 Casos complicados
\u2022Ganciclovir \u2013 10 mg/kg/dia \u2013 14 a 21 dias
 
Eritema Infeccioso
\u2022 Etiologia
\u2022 Parvovirus B19
\u2022 Epidemiologia
\u2022Transmissão
\u2022Via respiratória
\u2022Exposição percutânea a sangue ou derivados
\u2022Transmissão vertical mãe-feto
\u2022Altamente contagioso
\u2022Maior incidência entre 2 e 14 anos
 
Quadro Clínico
\u2022 Período de incubação
\u2022Varia de 4 a 14 dias
\u2022 Período de contágio
-Desconhecido
-Intradomiciliar ou na escola
\u2022 Período prodrômico 
\u2022 Raramente presente
\u2022 Febrícula, mialgias, cefaléia, mal-estar
 \u2192 Correspondendo ao período de viremia
 
 O Exantema
\u2022 Início pela face
\u2022 Eritema intenso das bochechas
\u2022 Não acomete região perioral
\u2022 \u201cFace esbofeteada\u201d
\u2022 Evolui para tronco e membros
\u2022 Maculopapular com áreas de palidez 
central \uf0e0\u201dRendilhado\u201d
 
Eritema Infeccioso
 
 
Eritema infeccioso
 
 
O Exantema
\u2022 Caráter recorrente
\u2022 Sob alguns estímulos inespecíficos
\u2022Exposição ao sol
\u2022Mudanças bruscas de temperatura
\u2022Stress 
\u2022Traumatismos
 
Complicações
\u2022 Em geral evolução benigna
\u2022 Em gestantes pode levar a hidropsia fetal 
 
Tratamento 
- Não há tratamento específico
- Gestantes infectadas poderão receber 
gamaglobulina.
- Fetos com hidropsia podem ser tratados 
com transfusões intra-uterinas
 
Escarlatina
\u2022 Etiologia
\u2022Toxina eritrogênica
\u2022Estreptococo \u3b2-hemolítico grupo A
\u2022S. pyogenes
\u2022Estafilococos (raro)
\u2022Epidemiologia
\u2022Faringite estreptocócica
\u2022Piodermites
\u2022Maior incidência em pré-escolares e escolares
\u2022Transmissível desde o pródromo até o final da febre (24 h 
de antibiótico interrompe o contágio)
 
Quadro Clínico
\u2022 Manifestações iniciais de faringite
\u2022 Febre alta
\u2022 Odinofagia
\u2022 Adenomegalia cervical e submandibular
\u2022 Cerca de 12 a 48h depois surge a erupção 
cutânea
 
Faringoamigdalite Estreptocóccica
 
 
O Exantema
\u2022 Difuso, vermelho intenso
\u2022 Clareia à digito-pressão
\u2022 Micropápulas confluentes
\u2022 Hipertrofia folicular
\u2022\u201cÁspero\u201d ao toque (\u201clixa\u201d)
\u2022 Início no tórax, com disseminação para tronco, 
 pescoço e membros
\u2022 Poupa regiões palmares e plantares
 
Outras Características
\u2022Sinal de Filatow
\u2022 Palidez perioral em contraste c/ hiperemia da 
face
\u2022Língua saburrosa
\u2022No 1º e 2º dias, língua esbranquiçada
\u2022Língua em framboesa
\u2022Descamação da língua com hipertrofia e 
hiperemia das papilas linguais
 
Alterações da língua
 
SABURROSA em FRAMBOESA
 
Sinal de Filatow
 
 
Outras Características
\u2022 Descamação
\u2022Início 5 a 7 dias após o início do quadro
\u2022Ocorre em pequenas placas
\u2022Inicia em face, pescoço e tórax
\u2022Evolui para extremidades,com descamação grosseira, em 
\u201cdedos de luva\u201d
 
Sinal de Pastia
 
Confluência das micropápulas, com algumas petéquias nas áreas 
de dobras, principalmente na prega cubital
 
Diagnóstico
\u2022 Essencialmente clínico
\u2022 Laboratorial
\u2022Cultura de secreção de orofaringe
\u2022Dosagem antiestreptolisina O (ASLO)
\u2022 Pouco utilizada, pouca contribuição
 
Tratamento
** Penicilina Benzatina
\u2022Peso > 25 kg \u2013 1.200.000 UI \u2013 IM
\u2022Peso entre 10 e 25 kg \u2013 600.000 UI \u2013 IM
\u2022Peso < 10 kg \u2013 300.000 UI \u2013 IM
Dose única
 Macrolídeos (alergia à Pen)
\u2022Eritromicina 40 mg/kg/dia \u2013 10 dias
\u2022Azitromicina 10 mg/kg/dia \u2013 5 dias
Amoxicilina
\u202220 a 50 mg/kg dia \u2013 10 dias
 
Doenças exantemáticas
\u2022 Varicela
\u2022 Sarampo
\u2022 Rubéola
\u2022 Exantema súbito ou roséola infantum
\u2022 Eritema infeccioso
\u2022 Escarlatina
\u2022 Enterovirose
\u2022 Doença de Kawasaki
\u2022 Mononucleose
\u2022 Dengue
\u2022 Herpes simples
\u2022 Ricketsioses
INFÂNCIA
 
ENTEROVIROSES
(não pólio)
\u2022 Definição: Doença geralmente está associada aos 
vírus ECHO ou Coxsackie A e B.
\u2022 Características
 - crianças abaixo de 5 anos de idade 
\u2013 Isolamento de vírus em fezes, sangue, faringe e líquor
\u2013 \u201cSíndrome mão-pé-boca\u201d
\u2022 Período prodrômico:
 - Coxsackie e outros ECHO: febre, geralmente coincide 
com o exantema. 
\u2022 Transmissão: fecal \u2013 oral ou respiratória por gotículas.
\u2022 Infectividade: variável.
 
Enterovirus (Echo-Coxsackie)
\u2022 Período de incubação: variável.
\u2022 Período prodrômico:ECHO 16: 3 a 4 dias com febre 
baixa.
\u2022 Início agudo da febre
\u2022 Cefaléia, Coriza, Disfagia
\u2022 Anorexia
\u2022 Herpangina = Exantema com papulo-vesículas branco 
acinzentado com 1-2 mm de diâmetro
\u2022 Lesões progridem para úlcera rasa
\u2022 Úlceras auto-limitada para amigdala, úvula, palato mole 
e pilar anterior (estomatites)
 
\u2022 Erupção: 
Assemelha-se á rubéola \u2013 
maculo-papular discreta, 
não- pruriginosas, 
generalizadas; não há 
descamação.
 
\u2022 Podendo estar associada à:
\u2022 Manifestações 
neurológicas (meningite 
asséptica)
\u2022 Respiratórias (resfriado, 
pneumonia).
\u2022 Cutâneas (exantema).
 
Enteroviroses
 
Doença de Kawasaki
\u2022 Período prodrômico: apresenta pródromos de 3-4 
dias
\u2022 Edema, Eritema, Descamação nas extremidades
\u2022 Conjuntivite Bilateral 
\u2022 Exantema polimorfo
\u2022 Adenopatia cervical
\u2022 Alterações nos lábios e na cavidade oral (edema, 
língua em framboesa)
\u2022 Artrite, dor abdominal 
\u2022 Edema duro de dedos de mãos e pés
 
Doença de Kawasaki
\u2022 Características
\u2013 Diagnóstico clínico \u2013 possível 
comprometimento coronariano (aneurismas)
\u2013 Alterações multissistêmicas