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vertente de 
privatização) 
 2000 – 
 O Mercado Atacadista de Energia Elétrica - MAE foi 
regulamentado, consolidando a distinção entre as atividades de 
geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia 
elétrica. 
 Foram estabelecidas as regras de organização do Operador 
Nacional do Sistema Elétrico - ONS, para substituir o Grupo 
Coordenador para Operação Interligada - GCOI. 
 Lançamento do Programa Prioritário de Termelétricas visando a 
implantação no país de diversas usinas a gás natural. 
 Entrou em operação a usina hidrelétrica Itá (construída pela 
Gerasul, em consórcio formado por Odebrecht Química, CSN e 
Cimentos Itambé). 
 Foi instituído pela Lei nº 9.478, o Conselho Nacional de Política 
Energética (CNPE), com a atribuição de formular e propor as 
diretrizes da política energética nacional. 
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Histórico (cont.) 
 História recente (ainda na vertente de 
privatização) 
 2001 – 
 Entram em operação usinas termelétricas incluídas 
no PPT (Macaé Merchant – El Paso, Eletrobolt – 
Enron, ambas agora da Petrobrás). 
 Entra em operação a primeira unidade da Usina 
Hidrelétrica Lajeado (TO), construída pela Investco, 
consórcio liderado pelas empresas Rede Lajeado 
Energia, do Grupo Rede, e EDP Brasil. 
 Racionamento. 
 
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Mercado (demanda) de energia elétrica 
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Histórico (cont.) 
 História recente (ainda na vertente de 
privatização) 
 Em oposição ao ocorrido nos países desenvolvidos, o 
processo de privatização do sistema elétrico brasileiro 
não foi iniciado com a criação do órgão regulador e 
regulamentação dos setores precedendo a venda do 
controle acionário das empresas sob o poder do Estado 
para a iniciativa privada; 
 Preocupado com a crise fiscal, o governo priorizou 
nitidamente a privatização, em detrimento tanto da 
criação de condições adequadas para o investimento 
privado quanto da melhora da eficiência econômica do 
sistema elétrico. 
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Histórico (cont.) 
 História recente (ainda na vertente de 
privatização) 
 As características específicas da indústria elétrica – tais 
como impossibilidade de estocagem e equilíbrio em 
tempo real – não permitem que os sinais de mercado 
(preço) orientem a totalidade das decisões, criando a 
necessidade de instrumentos de coordenação. 
 Processo de privatização, que começou pelas 
distribuidoras, não chegou a ser concluído, gerando um 
setor elétrico “Frankenstein”: algumas empresas 
privatizadas, outras estatais. 
 
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O Modelo Atual 
 O modelo atual foi concebido com a orientação 
de revisar o modelo anterior buscando os 
seguintes objetivos principais: 
 promoção da modicidade tarifária; 
 garantia do suprimento de energia elétrica; 
 estabilidade do marco regulatório; 
 promoção da inserção social. 
 
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O Modelo Atual 
 
 Tem como elementos fundamentais: 
 o redirecionamento da contratação de energia para 
longo prazo, compatível com a amortização dos 
investimentos realizados; 
 a coexistência de dois ambientes de contratação de 
energia, um regulado (Ambiente de Contratação 
Regulada – ACR), protegendo o consumidor cativo, e 
outro livre (Ambiente de Contratação Livre – ACL), 
estimulando a iniciativa dos consumidores livres; 
 instituição de um pool de contratação regulada da 
energia a ser adquirida pelos concessionários de 
distribuição; 
 a desvinculação do serviço de distribuição de qualquer 
outra atividade; 
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Marcos Regulatórios do Novo Modelo 
 
 Lei 10.847, de 15/03/04 – Autoriza a criação da EPE 
 Lei 10.848, de 15/03/04 – Dispõe sobre a 
comercialização de energia elétrica 
 Decreto 5.163, de 30/07/04 – Regulamenta a 
comercialização de energia elétrica 
 Decreto 5.177, de 12/08/04 – Autoriza a criação da 
CCEE 
 Resolução ANEEL nº 109, de 26/10/04 – Institui a 
Convenção de Comercialização de Energia Elétrica 
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Modelo Institucional do Setor Elétrico 
CCEE ONS 
ANEEL 
CNPE 
EPE CMSE MME 
CNPE – Conselho Nacional de 
Política Energética. 
Homologação da política 
energética, em articulação 
com as demais políticas 
públicas. 
CMSE – Comitê de 
Monitoramento do Setor 
Elétrico. Monitoramento das 
condições de atendimento e 
recomendação de ações 
preventivas para garantir a 
segurança do suprimento. 
MME – Ministério de Minas 
e Energia. Formulação e 
implementação de políticas 
para o setor energético, de 
acordo com as diretrizes 
do CNPE. 
EPE – Empresa de 
Pesquisa Energética. 
Execução de estudos para 
definição da Matriz 
Energética e planejamento 
da expansão do setor 
elétrico (geração e 
transmissão) 
ONS – Operador Nacional do 
Sistema. Coordenação e 
controle da operação da 
geração e da transmissão no 
sistema elétrico interligado. 
CCEE – Câmara de 
Comercialização de Energia 
Elétrica. Administração de 
contratos, liquidação do 
mercado de curto prazo, 
Leilões de Energia. 
ANEEL – Agência Nacional de Energia 
Elétrica. Regulação e fiscalização, 
zelando pela qualidade dos serviços 
prestados, universalização do 
atendimento e pelo estabelecimento 
de tarifas para consumidores finais, 
preservando a viabilidade econômica e 
financeira dos Agentes de 
Comercialização. 
Agentes 
Principais Agentes Institucionais e suas Atribuições 
EPE
CMSE
ONS
MME
CCEE
ANEEL
- Política energética nacional
- Definição de projetos especiais
- Critérios para garantia do suprimento
CNPE 
- Planejamento setorial
- Poder Concedente
- Licitações para aquisição de energia pelas Distribuidoras
- Coordenação e controle da operação do Sistema Interligado Nacional
- Ações preventivas para segurança do suprimento
-Regulação e fiscalização
- Estudos necessários para o planejamento da expansão
- Administração dos contratos no âmbito do ACR
- Contabilização e liquidação de diferenças no curto prazo
- Monitoramento da segurança do suprimento
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Sistema Elétrico Nacional 
 Sistemas Interligado Nacional – SIN 
 Constituído pelas instalações responsáveis pelo 
suprimento de energia elétrica, formado pelas empresas 
das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte 
da região Norte, interligados eletricamente. 
 É um sistema hidrotérmico de grande porte, com 
predominância de usinas hidrelétricas e de proprietários 
múltiplos (estatais e privados). 
 Sistemas Isolados 
 Sistemas de geração de energia predominantemente 
térmicos e majoritariamente localizados e dispersos na 
Região Norte, atendendo a uma área de 45% do território e 
a cerca de 3% da população nacional, ou seja, a 
aproximadamente 1,2 milhão de consumidores. 
 
Sistemas 
Isolados 
 
41 
Sistema Elétrico Nacional 
 Sistemas Interligado Nacional – SIN 
 A integração eletroenergética permite o aproveitamento 
ótimo da água, gerando energia ou armazenando nos 
reservatórios do SIN (onde for mais conveniente). 
 A malha de transmissão existente funciona, neste caso, 
como verdadeiras usinas virtuais, transferindo energia 
entre as regiões geo-elétricas do país e tirando o melhor 
proveito da diversidade hidrológica entre as mesmas. 
 A utilização dos recursos de geração e transmissão dos 
sistemas interligados permite reduzir os custos operativos, 
minimizando a produção térmica e o consumo de 
combustíveis, sempre que houver superávits hidrelétricos 
em outros pontos do sistema. 
 
O Sistema Elétrico Brasileiro: 
Aspectos Hidrológicos 
Importância de se considerar os usos múltiplos das águas. 
Risco Hidrológico: MRE 
Importância da Complementação Térmica 
Sistema Interligado Nacional 
 
Sistema 
Interligado 
Nacional 
Integração Eletroenergética 
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Agentes do setor - ONS 
 O Operador Nacional do Sistema Elétrico é a 
organização responsável pela operação centralizada e 
integrada das instalações de geração e transmissão de 
energia elétrica no Sistema Interligado Nacional. 
 Atribuições do ONS 
 realizar o planejamento, programação e despacho 
centralizados dos recursos de geração e transmissão;