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RECOMENDAÇÕES PARA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL EM ADULTOS INFECTADOS PELO HIV

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Doenças.cardiovasculares.preexistentes,.dislipide-
mias.primárias.e.diabetes
Independentemente dos achados relacionados à 
aids ou ao seu tratamento, a ocorrência de co-morbida-
des cardiovasculares preexistentes (doença coronaria-
na, infarto, angina, acidente vascular cerebral) confere 
ao paciente maior risco de complicações ou de eventos 
cardiovasculares. Por esse motivo, as estratégias de 
prevenção secundária para tais pacientes são diferentes 
e devem ser mais rigorosas, incluindo valores desejá-
veis mais baixos de lípides séricos, controle rigoroso e 
freqüente da pressão arterial e do diabetes. 
Em virtude da forte associação com doenças cardio-
vasculares, os pacientes com dislipidemias primárias 
e com Diabetes Mellitus devem ser também incluídos 
nos programas de prevenção secundária. 
Co-infecção HIV/HTLV (I-II)
O HTLV (human T lymphotropic vírus type I and 
II) foi o primeiro retrovírus humano a ser descoberto 
e infecta entre 10 e 20 milhões de pessoas em todo o 
mundo. 
O HTLV-I tem muitas similaridades com o HIV-
1, apesar de diferir no espectro de doenças causadas, 
principalmente em função de sua baixa taxa de repli-
cação, sua alta fidelidade na replicação genômica e 
por não induzir morte celular, mas sim proliferação e 
transformação celular. Está associado à leucemia/lin-
foma de células T do adulto e à mielopatia conhecida 
como paraparesia espástica tropical. Indivíduos que 
se infectam pelo HTLV-1 antes dos 20 anos têm risco 
de 4% de desenvolver leucemia/linfoma de células T 
do adulto1 e de 0,1 a 5% de desenvolver paraparesia 
espástica tropical2. 
O HTLV-II tem 60% de seu genoma em comum 
com o HTLV-I e parece estar, raramente, associado 
com doença neurológica degenerativa. 
O HTLV se multiplica por expansão clonal (proli-
feração) de pró-vírus integrado em linfócitos infecta-
dos e produz poucas partículas virais extracelulares3, 
restando apenas pequena proliferação dependente da 
transcriptase reversa. Do ponto de vista teórico, ela 
pode ser bloqueada pelos ITRN utilizados para o trata-
mento da infecção pelo HIV4. Estudos in vitro mostram 
que o HTLV não é sensível aos ITRNN e aos IP5. 
 A combinação de zidovudina com o interferon-
alfa tem sido investigada em portadores da leucemia/
linfoma de células T do adulto6, não demonstrando 
benefícios significativos em longo prazo; portanto, não 
está recomendada até este momento. Na paraparesia 
espástica tropical, nenhum benefício foi observado 
com uso da combinação de zidovudina e lamivudi-
na7. 
O manejo de pessoas assintomáticas limita-se ao 
diagnóstico precoce de manifestações clínicas e pre-
venção da transmissão do vírus (evitar amamentação, 
promover sexo seguro e não compartilhamento de 
seringas e agulhas)8. 
Co-infecção.HIV/HTLV
Alguns estudos em pacientes co-infectados suge-
rem progressão mais lenta da infecção pelo HIV9-11.
Contagens mais elevadas de linfócitos T-CD4 + e 
menor velocidade de queda ao longo do tempo são 
descritas em pessoas co-infectadas9,12. Por outro lado, 
Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos Infectados pelo HIV 10�
pacientes co-infectados HIV/HTLV (I e II) parecem 
mais predispostos à plaquetopenia, infecções respi-
ratórias e do trato urinário, além de complicações 
neurológicas, sugerindo comprometimento qualitativo 
dos linfócitos T-CD4+9. 
Assim, a decisão sobre o melhor momento para ini-
ciar terapia anti-retroviral na co-infecção HIV/HTLV 
permanece controversa; estudos adicionais ainda são 
necessários para esclarecer essa dúvida. 
Atualmente, a sorologia para HTLV está indicada 
para portadores do HIV oriundos de regiões endêmi-
cas, usuários de drogas injetáveis (UDI) ou indivíduos 
com manifestações neurológicas compatíveis.
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