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e corretivas. Por outro lado, a confiança da “opinião dos especialistas” nem sempre produz a resposta correta, pois elas também estão sujeitas a viés e imprecisões como qualquer outra fonte de dados.
Normalmente, agentes biológicos estão disseminados em vários ambientes e não estão presentes exclusivamente no ambiente de trabalho. Assim, é possível contrair gripe na rua ou dentro de um hospital, ao contrário de uma leucopenia por exposição ao benzeno, exposição essa que se dá somente em circunstâncias específicas e restritas.
Em serviços de saúde, o risco biológico torna-se ocupacional quando o ambiente de trabalho ou as atividades laborais oferecem maior probabilidade de exposição que outros ambientes ou atividades. Isso se dá por dois motivos:
pela maior diversidade de agentes, presentes também em maiores quantidades: trazidos principalmente por pacientes, podem se disseminar para o ambiente (ar, água) e continuarem se propagando. Um exemplo pode ser a maior probabilidade de um profissional da saúde encontrar tuberculosos em seu serviço que em outros ambientes que freqüenta, tornando esse risco ocupacional.
porque as vias de exposição estão presentes: por exemplo, se um paciente com conjuntivite coçar os olhos e cumprimentar um profissional de saúde, este pode contrair a doença se vier a coçar seus próprios olhos; no entanto, se não levar as mãos aos olhos e higienizá-las adequadamente, a via de exposição deixa de existir. Em serviços de saúde há uma via de exposição adicional àquelas que são comumente consideradas ocupacionais: a inoculação por perfurocortantes. Então, um acidente com um perfurocortante torna possível, por exemplo, contrair doença de Chagas a partir de um paciente, mesmo na ausência do vetor (barbeiro), o que faz com que esse risco também seja considerado ocupacional.
A exposição ocupacional aos agentes biológicos em serviços de saúde é não-deliberada na maioria das situações. Por isso, pode-se considerar que o risco biológico estará presente com uma certa freqüência, porém de forma previamente indeterminada.
Em maior detalhe, quando o trabalhador manuseia um quimioterápico para aplicação em um paciente, a presença do agente químico – o quimioterápico – é bem definida, sendo conhecidas sua fórmula, concentração, localização exata, etc. Não se espera encontrar concentrações significativas de quimioterápicos na recepção do hospital, por exemplo. O conhecimento prévio sobre essa presença permite a restrição das ações de prevenção e controle às áreas onde está presente e aos trabalhadores que o manuseiam. 
Por outro lado, diversos agentes biológicos encontram-se disseminados no ambiente, podendo ser encontrados nos mais diversos lugares e situações: no organismo do paciente, no ar respirado na cozinha, nas mãos do médico, nos sofás ou cadeiras da recepção... Assim, não é possível determinar previamente quais são, quantos são e onde estão os agentes biológicos presentes em um serviço de saúde; ao contrário de um quimioterápico, normalmente eles não vêm envasados e rotulados. Essa incerteza sobre a presença do agente biológico obriga a uma maior abrangência das medidas de prevenção e controle, estendendo algumas a todo o ambiente e a todos trabalhadores do serviço de saúde.
Uma das dificuldades envolvidas na identificação, caracterização e quantificação de todos agentes biológicos presentes em um dado ambiente é a inexistência, até o momento, de uma metodologia simples, abrangente e plenamente confiável. Os métodos atuais ainda são direcionados e específicos para determinados agentes ou grupos e há certa imprecisão nos resultados quantitativos obtidos, além de serem trabalhosos e relativamente demorados.
Além disso, as populações de certos agentes, como bactérias, vírus, e fungos, são dinâmicas e podem aumentar ou diminuir muito nas fontes e reservatórios de exposição. Essas mudanças fazem com que as quantificações sejam úteis apenas para avaliação de períodos de tempo curtos, inviabilizando as previsões para períodos mais longos. 
Todas essas características atribuem maior peso à verificação das vias de exposição: como não é possível antecipar se o agente está presente ou não, e em qual quantidade, é necessário assumir que qualquer via de exposição poderá transmitir algum agente biológico a qualquer momento.
A exposição ocupacional aos agentes biológicos em serviços de saúde é não-deliberada na maioria das situações. Por isso, pode-se considerar que o risco biológico estará presente com uma certa freqüência, porém de forma previamente indeterminada.
Em maior detalhe, quando o trabalhador manuseia um quimioterápico para aplicação em um paciente, a presença do agente químico – o quimioterápico – é bem definida, sendo conhecidas sua fórmula, concentração, localização exata, etc. Não se espera encontrar concentrações significativas de quimioterápicos na recepção do hospital, por exemplo. O conhecimento prévio sobre essa presença permite a restrição das ações de prevenção e controle às áreas onde está presente e aos trabalhadores que o manuseiam. 
Por outro lado, diversos agentes biológicos encontram-se disseminados no ambiente, podendo ser encontrados nos mais diversos lugares e situações: no organismo do paciente, no ar respirado na cozinha, nas mãos do médico, nos sofás ou cadeiras da recepção... Assim, não é possível determinar previamente quais são, quantos são e onde estão os agentes biológicos presentes em um serviço de saúde; ao contrário de um quimioterápico, normalmente eles não vêm envasados e rotulados. Essa incerteza sobre a presença do agente biológico obriga a uma maior abrangência das medidas de prevenção e controle, estendendo algumas a todo o ambiente e a todos trabalhadores do serviço de saúde.
Uma das dificuldades envolvidas na identificação, caracterização e quantificação de todos agentes biológicos presentes em um dado ambiente é a inexistência, até o momento, de uma metodologia simples, abrangente e plenamente confiável. Os métodos atuais ainda são direcionados e específicos para determinados agentes ou grupos e há certa imprecisão nos resultados quantitativos obtidos, além de serem trabalhosos e relativamente demorados.
Além disso, as populações de certos agentes, como bactérias, vírus, e fungos, são dinâmicas e podem aumentar ou diminuir muito nas fontes e reservatórios de exposição. Essas mudanças fazem com que as quantificações sejam úteis apenas para avaliação de períodos de tempo curtos, inviabilizando as previsões para períodos mais longos. 
Todas essas características atribuem maior peso à verificação das vias de exposição: como não é possível antecipar se o agente está presente ou não, e em qual quantidade, é necessário assumir que qualquer via de exposição poderá transmitir algum agente biológico a qualquer momento.
Os agentes biológicos reconhecidamente patogênicos são identificados por meio de dados epidemiológicos ou outros que os relacionem e sua fonte à doença. Assim, a ocorrência de alguma doença causada por um agente biológico conhecido já indica qual é o agente envolvido e suas características, inclusive dando uma idéia de seu potencial de dano, muitas vezes tornando desnecessária uma identificação e caracterização mais aprofundadas desse agente. A suposição de quais doenças são mais prováveis no serviço já forneceria uma lista dos agentes mais prováveis.
A caracterização da exposição envolve determinar o tamanho e as características da população ou pessoas expostas a cada agente biológico identificado, determinando também as vias de transmissão e portas de entrada envolvidas, quantidade de agentes presentes e duração da exposição. Em nível individual, essa caracterização trata da estimativa do número ou quantidade do agente presente em portas de entradas específicas da pessoa exposta. Uma das dificuldades existentes em relação às etapas da caracterização da exposição é a determinação da quantidade de agentes presentes, pois os métodos de quantificação atuais são limitados e não muito confiáveis.
A avaliação do risco associado aos agentes biológicos

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